Beauty at sea in detail
The Norwegian Royal Yacht NORGE in close up, at Lisbon on 2008-05-27
Ships, the Sea and its History as seen by Luís Miguel Correia. Text and images copyright by Luís Miguel Correia. Os Navios, o Mar e a História Marítima, na perspectiva de Luís Miguel Correia. Direitos de Autor reservados relativos aos textos e imagens. E-mail: m.s.funchal@gmail.com
The Norwegian Royal Yacht NORGE in close up, at Lisbon on 2008-05-27
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Porto de Ponta Delgada numa imagem datada de 18 de Agosto de 1957 em que aparece o paquete francês JEAN MERMOZ atracado na extremidade do Molhe Salazar, durante um cruzeiro de Verão aos Açores e ao mesmo tempo o navio de passageiros ARNEL, da Empresa Insulana de Navegação, perdido por encalhe em Santa Maria em Setembro de 1958.
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O Patrulha P1144 NRP CUANZA, fotografado em Cascais na tarde de 26 de Maio de 2008, fundeado próximo do iate real NORGE.
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Etiquetas: Marinha Portuguesa, NRP Almirante Gago Coutinho
Senhor Ministro da Defesa Nacional
Senhor Representante da República para a Região Autónoma da Madeira
Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira
Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira
Excelência Reverendíssima Bispo do Funchal
Senhor Presidente da Câmara Municipal do Funchal
Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar
Ilustres Autoridades
Distintos convidados
Enquadramento histórico
O Funchal celebra, neste ano de 2008, 500 anos desde a sua elevação a cidade. Seria sempre um imperativo para a Marinha comemorar esta data. Fazemo-lo com gosto e honrados pelo convite, aqui estamos, de novo, 26 anos volvidos, a celebrar o Dia da Marinha. Nesta oportunidade, cumpre-me agradecer o apoio que desde a primeira hora recebemos do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Funchal, e demais entidades que mostraram inexcedível vontade em nos apoiar nesta iniciativa de trazer a Marinha à Madeira e aos madeirenses.
Foi no Porto Santo, em 1418, que se iniciou a gesta dos descobrimentos quando João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira ali aportaram no decorrer duma missão de busca aos corsários de Salé. Logo no ano seguinte, com Bartolomeu Perestrelo, vieram à Madeira explorar este lugar estratégico, situado no meio do mar oceano, para servir de base na defesa das nossas costas. Foi o princípio do maior feito dos Portugueses, a epopeia dos descobrimentos, que nos uniu como Nação e nos colocou nas páginas da história da humanidade.
Neste enquadramento, é com muito gosto, que agradeço a V. Ex.ª, Senhor Ministro da Defesa Nacional, a disponibilidade que teve para presidir a esta cerimónia, em que também celebramos 510 anos desde a chegada de Vasco da Gama à Índia, pelo apoio institucional que nos transmite. Ficamos mais confiantes da comunhão do pensamento e da continuidade na acção estratégica para a modernização da Marinha, aspecto essencial para que os Portugueses possam usar o mar na medida das suas necessidades.
Agradeço, também, a todos a disponibilidade que tiveram para estar connosco, nesta cerimónia, e envio uma saudação calorosa, para aqueles que, hoje mesmo, estão a cumprir a sua missão no mar. Muito em especial, lembro os fuzileiros que hoje honram os compromissos de Portugal no Afeganistão.
Senhores Almirantes ex-Chefes de Estado-Maior da Armada
Senhores Generais representantes dos Chefes de Estado-Maior do Exército e da Força Aérea
Senhores Directores-Gerais do Ministério da Defesa Nacional
Senhores comandantes militares na Madeira
Madeirenses e Marinheiros,
Enquadramento estratégico
Se olharmos para o panorama internacional, não será difícil perspectivar a dificilmente evitável ocorrência de acontecimentos que a diplomacia não poderá resolver por si só; de fenómenos que afectam a nossa segurança individual e colectiva e que vão perdurar no tempo com diversos patamares risco e ameaça.
O mundo apresenta, hoje, uma incerteza, imprevisibilidade e diversidade de perigos a que só um leque apropriado de capacidades e a união de esforços, aos níveis interno e internacional, poderão fazer face.
A segurança nacional adquiriu um sentido muito lato, podendo dizer-se que deve exercer-se onde estiverem os nossos interesses.
Trata-se de conceptualizar e tirar daí as necessárias consequências, relativamente às fronteiras alargadas do País, porque hoje não é congruente separar, de modo estanque, a Defesa e o apoio à política externa, da segurança e, também, no nosso caso, da autoridade do Estado no mar.
Isto implica reconhecer a inevitabilidade de, urgentemente, adequar o instrumento militar a novas circunstâncias, cuidando prudentemente do futuro, porque é de todos conhecido que uma Marinha não se pode improvisar.
Se, por um lado, a democracia é a marca da identidade do Portugal moderno, temos que reconhecer que o mar, o nosso mar, pertence ao sentir da Nação, e é a marca do Portugal de sempre; Onde nos distinguimos entre os demais, demos novos mundos ao mundo e onde sempre encontrámos válidas alternativas para as “apoquentações” que ciclicamente nos visitam. Hoje, continua a ser assim. É por onde circula a esmagadora maioria do nosso comércio externo, contribui com 11% para o PIB, 90% do turismo, 17% dos impostos cobrados e 12% do emprego. É, também, pelo nosso mar que passam 53% das mercadorias de e para a Europa. É também ele que une o todo Nacional e grande parte da nossa diáspora.
Por tudo isto, julgamos poder afirmar, com toda a certeza, que os recursos nele dispendidos, não são uma despesa mas antes um investimento. Um investimento também na segurança, que é o pilar essencial onde assenta o desenvolvimento.
Índole e actuação da Marinha
O modelo português de imposição da autoridade do Estado nos espaços marítimos, foi aperfeiçoado ao longo de séculos e é hoje exemplo para outros países. Neste modelo, a Marinha detém responsabilidades que se estendem desde as praias e domínio público hídrico, até aos confins da zona económica exclusiva e das áreas de busca e salvamento. Contando com as águas sob nossa soberania e jurisdição situamo-nos hoje entre a primeira dúzia de estados do mundo. Há um enorme potencial a explorar, atestado, também, pelo facto de não haver um único dia em que não contemos, nas nossas águas, com navios de investigação científica estrangeiros. A Marinha, a vossa marinha, procura rentabilizar os recursos que os portugueses nos disponibilizam. Com os mesmos meios, desempenha, em simultâneo, funções de defesa e de apoio à política externa, de imposição da autoridade do Estado no mar e, ainda, da sua investigação e desenvolvimento. É o que designamos por uma Marinha de duplo uso, que agrupa as duas vertentes referidas _ uma de índole “militar” e outra de carácter “civil”- numa lógica de integração e complementaridade visando a optimização de recursos.
Mas existem muitos outros actores com protagonismo no mar. Hoje, o instrumento essencial para evitar o desperdício, chama-se cooperação. Todos dependem de todos e todos não são suficientes para acorrerem a todas as necessidades. Recentemente, após muitos anos de estéreis discussões, deu-se um passo de enorme importância no sentido da modernidade, com a regulamentação das missões que cada um deve desempenhar, e a criação do Centro Nacional Coordenador Marítimo, organismo potenciador do desempenho cooperativo. Dispensam-se assim outros organismos do Estado de replicarem meios que já existem, poupando recursos escassos e dispendiosos. Este é, no meu entendimento, o único caminho a percorrer de forma a salvaguardar os nossos interesses no mar, a custos comportáveis, explorando as sinergias e evitando desperdícios.
Mas, para que este modelo possa funcionar, é também necessário que se disponha de uma Marinha que corresponda às necessidades actuais do País e dos espaços onde nos integramos, designadamente a União Europeia e a NATO, assente na robustez de três pilares fundamentais: a organização e doutrina, os meios e as pessoas.
Organização e doutrina
No âmbito do primeiro pilar, está em curso uma revisão profunda da estrutura superior da Defesa Nacional e das Forças Armadas.
A Marinha encontra-se vinculada, desde o início, à construção de um edifício legal moderno, adaptado às nossas circunstâncias e às exigências do novo ambiente de segurança internacional.
A problemas cada vez mais complexos, terá que corresponder um processo de consultas político-militares cooperativo, sólido e abrangente, que permita identificar sempre a melhor solução.
Em paralelo, para podermos dar resposta a um crescente número de solicitações, da mais diversa origem, haverá que tornar mais simples, flexível e eficaz o uso das capacidades disponíveis, no respeito pela identidade e cultura própria dos Ramos.
Aqui, temos a vantagem de podermos ajustar o nosso modelo à experiência de outros e, não repetir erros perfeitamente evitáveis.
Adaptaremos, assim, a nossa organização, procurando servir, ainda melhor, Portugal e os portugueses. Estamos nisso empenhados. Há muitos séculos; quase tantos como os que conta a nacionalidade. Conhecemos os ventos favoráveis à nossa rota. Só esses nos servem, porque sabemos muito bem onde estamos e para onde queremos ir.
Material
Em relação ao material, disse há dois anos, aquando da aprovação da nova Lei de Programação Militar, que os programas nela inscritos “representam um enorme alento e uma acrescida responsabilidade para a Marinha e para todos os marinheiros”. A nova Esquadra terá mais capacidade de intervenção dentro e fora do País, num leque mais alargado de situações, com maior influência nos acontecimentos e mais visibilidade para Portugal”.
Contudo, passados que estão dois anos, falta ainda concretizar parte significativa do plano.
Se é certo que dentro de seis semanas teremos o lançamento à água do primeiro dos novos submarinos, o N.R.P. Tridente, e no fim deste ano iremos receber a primeira das duas fragatas adquiridas à Holanda, o N.R.P. Bartolomeu Dias, continuam por operacionalizar três importantes programas de meios navais: o Navio Polivalente Logístico, (o mais conjunto de todos os meios do sistema de forças) as Lanchas de Fiscalização Costeira e os Navios de Patrulha Oceânica.
Existem recursos e capacidade. Há que decidir para que se possa passar da virtualidade ao concreto!
O Navio Polivalente Logístico, é essencial para a capacidade expedicionária nacional. Poderá transportar meios do Exército, e da Força Aérea e potenciará o emprego dos nossos Fuzileiros bem como o apoio às populações, como plataforma de protecção civil e apoio sanitário em caso de catástrofe ou acidente. Assumimos que o conjunto é a forma de emprego mais eficaz das Forças Armadas. Por isso, não podemos, nem devemos, adiar por mais tempo a obtenção da mais conjunta capacidade do sistema de forças nacional.
No âmbito da fiscalização, atingimos uma situação insustentável no que respeita à manutenção dos actuais Patrulhas da classe “Cacine”, [que acabou de completar 39 anos de serviço].. A sua substituição é urgente, pelo que a assinatura do contrato de construção das Lanchas de Fiscalização Costeira é inadiável.
Só com os novos navios poderemos reforçar o dispositivo, o que, no caso da Madeira, se justifica plenamente há muitos anos, pela vastidão e sensibilidade da sua zona económica exclusiva.
Finalmente, no caso dos Patrulhas Oceânicos, as duas primeiras unidades encontram-se a nado há três anos, num longo processo em que estamos a envidar todos os esforços para que chegue a bom porto. A Marinha e o País precisam destes navios. Confio que, durante o próximo ano, seremos capazes de os aumentar ao efectivo da Armada e continuar o processo de construção das restantes unidades previstas.
É com especial satisfação que dou público conhecimento que um dos futuros NPO será baptizado com o nome “Funchal” como homenagem sincera às gentes da Madeira que sempre acolheram a sua Marinha com o carinho que só os do mar sabem dispensar e compreender.
Mas de nada servirá ter navios, se não os soubermos manter. Por isso, é essencial transformar o Arsenal do Alfeite num estaleiro moderno e competitivo investindo os recursos necessários nos seus trabalhadores e equipamento. Esta é uma reforma crucial que temos que concretizar rapidamente.
Pessoal
Se a renovação da Esquadra é inadiável, ela não pode ser dissociada de um incremento significativo da capacidade de recrutar e reter as pessoas que são indispensáveis ao cuidado acrescido com o material de alta tecnologia de que dispomos. Para isso, há que tornar mais apelativa uma profissão exigente e difícil, onde o mar impõe as suas regras e onde a família e o tempo livre ficam sempre em segundo plano.
Como sabem, está em curso um estudo com o objectivo definido de “corporizar um modelo de carreiras moderno que promova a valorização da condição militar e faça face às expectativas dos militares”.
São aspectos fundamentais para todos, mas muito em especial para a motivação dos que servem no mar. Assim, estamos empenhados em aproveitar esta revisão para resolver os problemas identificados, reconhecendo e valorizando a sua especificidade.
Ao longo deste processo, temos contribuído de forma empenhada para que daqui possa resultar um novo enquadramento legal que potencie o desempenho dos que servem nas Forças Armadas. Porém, não poderemos esquecer os que deram o melhor de si servindo Portugal, e a necessidade de continuar a atrair os nossos melhores jovens e, assim, assegurar o futuro. Para tal, há que reencontrar o justo equilíbrio entre deveres, direitos e recompensas, designadamente nas retribuições como indica, sem margem para dúvidas, o “benchmarking” com países vizinhos e aliados. É óbvio que não será possível fazê-lo de uma só vez, mas tal será incontornável.
Outro aspecto crucial para a motivação e disponibilidade para a missão dos militares embarcados, é a garantia do apoio aos seus familiares, através dos organismos vocacionados para esse fim, sendo neste caso, a saúde determinante.
Dado o contexto que todos conhecemos, há que inverter rapidamente a situação de falta de confiança dos prestadores de serviços e dos utentes, e ter em conta esta lição aprendida em outras intenções de centralização.
Motivação e estímulo
Ilustres convidados, Minhas Senhoras e Meus Senhores, permitam-me que me dirija agora aos marinheiros.
Militares, Militarizados e civis da Marinha,
O Dia da Marinha é o nosso dia de festa. O dia em que mostramos aos nossos concidadãos o que fazemos e o balanço do que fizemos. Posso afirmar que foi muito, mas que muito mais falta fazer!
De facto, durante o último ano, os navios, as unidades de fuzileiros e de mergulhadores, os meios da Autoridade Marítima e do Instituto Hidrográfico, cumpriram, ao serviço de Portugal e dos Portugueses, uma intensa actividade de que nos podemos orgulhar.
Apesar da conjugação desfavorável de alguns factores, de que realço o progressivo envelhecimento dos meios navais; os limites do orçamento para Operação e Manutenção [de facto voltou ao nível de 2004], e o aumento do preço dos combustíveis, conseguimos um desempenho de nível mais elevado, bem visível no número de unidades com missão atribuída que atingiu uma média de 10 navios por dia nos 365 dias do ano. Poucas marinhas se podem orgulhar deste ratio operacional!
No que respeita à salvaguarda da vida humana no mar, salvámos 1067 vidas em perigo, com uma taxa de sucesso de 95.2%. Este é um resultado que se situa ao nível dos melhores do mundo e que hoje tenho a honra de anunciar e sublinhar, em especial, para aqueles que nada sabendo fazer, tudo sabem criticar. Digo-o com orgulho, porque resulta do empenho de todos _marinheiros anónimos_ que dão o seu melhor ao serviço do País “ sem cuidar de recompensa”. Também cometemos erros, como todos os que produzem, mas teremos, sempre, a humildade de os reconhecer e corrigir.
Futuro
No próximo ano teremos um ambicioso programa a cumprir, que vai exigir muito de todos nós. Realço, apenas, as duas missões seguintes:
› Em Janeiro de 2009 assumiremos o comando de uma das Forças Navais Permanentes da NATO, que já comandámos por duas vezes. Trata-se, antes de mais, de corresponder às responsabilidades do Estado para com a aliança que nos vem mantendo as ameaças e os conflitos afastados das nossas fronteiras e de reafirmar e projectar a nossa capacidade no plano internacional. Estou certo que vamos conseguir vencer este importante desafio e evidenciar que a qualidade dos nossos navios e guarnições se situa entre as melhores.
› A fase final dos trabalhos relativos à extensão da plataforma continental vai ainda exigir um grande esforço aos navios hidro-oceanográficos. Pelo que já é conhecido, é um esforço compensador, porque nos vai permitir estender a exclusividade do aproveitamento do solo e subsolo marinhos nalguns casos até às 350 milhas da costa, numa área que, no mínimo aumentará a nossa responsabilidade em cerca de 250.000 Km2 (2.5 vezes a área de Portugal continental). Para as guarnições dos navios hidrográficos quero dirigir uma palavra de estímulo para as tarefas que estão a cumprir.
Para além destas missões especiais, teremos sempre uma força naval pronta para zarpar do Tejo em 48 horas e continuaremos a cumprir um dispositivo que cobre, no mar, todas as parcelas do território nacional, 24 horas por dia, 365 dias por ano, num esforço de presença e de imposição da lei que tem conseguido dissuadir e reprimir o uso ilícito dos nossos espaços marítimos e, simultaneamente, garantir a busca e salvamento e a preservação do ambiente.
Uma Marinha pronta ao serviço do País
Senhor Ministro da Defesa Nacional,
Perspectivamos uma Marinha equilibrada e de duplo uso que pode intervir em missões muito diversificadas, de interesse público militar ou não militar, face ao conjunto alargado de capacidades de que dispõe, e que potencia as sinergias existentes e a decorrente economia de recursos, ao assumir simultaneamente a maior parte das funções típicas das Guardas Costeiras.
Temos uma Marinha em fase de progressiva modernização dos seus meios.
Temos uma Marinha conceptualmente de vanguarda, ajustada às novas ameaças, muito experimentada na cooperação internacional, que entende a imprescindibilidade da colaboração com outros departamentos do Estado e a pratica no quadro do Sistema de Autoridade Marítima.
Temos uma Marinha que usa, com utilidade, todos os seus recursos em tempo de paz e está também adequadamente treinada para participar em missões de apoio à paz, em gestão de crises e em zonas de conflito armado.
Como seu responsável máximo posso garantir que a Marinha continuará firme na defesa, empenhada na segurança e parceira no desenvolvimento, ao serviço de Portugal, sempre!
Viva a Marinha! Viva Portugal!
Fernando de Melo Gomes - Almirante
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Os navios de vela mais emblemáticos da Marinha Portuguesa, a SAGRES e o CREOULA são estrelas no Porto do Funchal, como se pode aferir destas fotografias de Sérgio Ferreira.
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Now that the great Lady is on her final countdown relative to Cunard service, the QE2 calls in Lisbon are even more special moments. Here she is on her first call at Lisbon in 2008, on 30th April, fresh from her final refit... For those really keen on the RMS QUEEN ELIZABETH 2, we suggest a visit to our QE2 blog by clicking here.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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Lisboa, 18 Mai (Lusa) - As regras do Programa Operacional das Pescas para 2007-2013 (PROMAR) entram em vigor na segunda-feira e integram o modelo de governação, o enquadramento da concessão de apoios e a criação da Autoridade de Gestão.
Três diplomas, uma resolução do Conselho de Ministros e dois decretos-lei, foram publicados em Diário da República na sexta-feira.
O PROMAR tem em conta o objectivo do Plano Estratégico Nacional para as Pescas (PEN) definindo como prioridades a promoção da competitividade do sector pesqueiro, embora num quadro de adequação aos recursos disponíveis, reforço, inovação e diversificação da produção aquícola, a criação de mais valor e diversificação da produção da indústria transformadora, ao mesmo tempo que assegura o desenvolvimento sustentado das zonas costeiras mais dependentes da pesca.
O programa tem quatro eixos prioritários: adaptação do esforço de pesca, investimento na aquicultura, transformação e comercialização dos produtos de pesca e aquicultura, medidas de interesse geral (como protecção e desenvolvimento da fauna e flora aquáticas, acções dirigidas a portos de pesca ou desenvolvimento de novos mercados) e desenvolvimento sustentável das zonas de pesca.
Para candidatar-se a apoios, os promotores têm de cumprir determinadas regras como estar legalmente constituídos, estar regularizados face à administração fiscal e segurança social, ter capacidade técnica e de gestão ou demonstrar uma situação económica-financeira equilibrada.
As propostas de projectos necessitam não ter tido início antes de ser apresentada a candidatura, o que não se aplica aos estudos técnicos ou económicos e de impacte ambiental, se realizados até 12 meses antes, e aos adiantamentos efectuados até seis meses antes da apresentação da candidatura para sinalização de encomendas, desde que não ultrapassem 40 por cento.
No âmbito das regras de transição do Quadro Comunitário de Apoio III, o diploma refere que serão admitidas as candidaturas de projectos iniciados antes da data de entrada em vigor do novo regime de apoio e posteriores a 01 de Janeiro de 2007, desde que sejam apresentadas no prazo de 90 dias.
Os apoios financeiros directos incluem subsídios a fundo perdido, prémios e subsídios reembolsáveis, e os apoios indirectos referem-se a bonificações de juros e a garantia mútua, capital de risco ou "outros instrumentos de engenharia financeira", conforme pode ler-se num dos decretos-lei sobre o assunto.
No âmbito da concretização do programa, o responsável da Autoridade de Gestão é o director-geral das Pescas e Aquicultura e os coordenadores regionais são os directores regionais das Pescas dos Açores e da Madeira, tendo sido nomeado coordenador-adjunto Luís Duarte.
Mas, a execução do PROMAR também é assegurada pelas direcções regionais de Agricultura e Pescas, que recebem, apreciam e analisam as candidaturas a apoios, e pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), que dá conta à Comissão Europeia do andamento dos processos de apoios e certifica despesas declaradas nos projectos do programa.
Quanto à Comissão de Acompanhamento, assegura a colaboração dos parceiros económicos e sociais e das entidades institucionais relacionadas com o sector.
É apontada uma estrutura orgânica com órgãos de governação, coordenação estratégica, autoridade de gestão, de acompanhamento, de autoridade de certificação e autoridade de auditoria.
O decreto-lei especifica que o governo "entendeu ser da maior utilidade incluir a existência de um órgão de coordenação estratégica" para manter uma visão "abrangente dos diversos programas operacionais e garantir a coerência e complementaridade" do PROMAR com o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e com o Plano Estratégico Nacional, no âmbito do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER).
A Comissão de Coordenação Estratégica, que reúne seis ministros e dois representantes dos Açores e Madeira, vai assegurar a coordenação com instrumentos de planeamento nacionais como a Estratégia Nacional para o Mar, a Estratégia de Gestão Integrada da Zona Costeira ou o Plano Nacional de Acção para o Crescimento e Emprego.
O PEN pretende promover a competitividade e sustentabilidade das empresas do sector das pescas, apostando na inovação e na qualidade dos produtos, aproveitando melhor todas as possibilidades de pesca e potencialidades da produção em unidades de aquicultura.
O Plano refere a possibilidade de recorrer a regimes de produção e exploração biológica e ecologicamente sustentáveis, ao mesmo tempo que se adapta o esforço de pesca aos recursos disponíveis.
Texto da Lusa e imagens de L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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Admiral Dom Vasco da Gama, Knight Commander of the Military Order of Christ, with the Tower of Belém behind
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A fragata F481 COMANDANTE HERMENEGILDO CAPELO fotografada ao largo da baía de Sesimbra em 10 de Abril de 2003. A silhueta tão característica das JOÃO BELOS, que marcou gerações de marinheiros já é uma recordação do passado...
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Porto de Ponta Delgada em outro dia de São Navio. Uma imagem mais recente que a do LIMA e JEAN MERMOZ, situada na segunda metade dos anos sessenta muito provavelmente, vendo-se, da esquerda para a direita, o navio de turbinas a gás CORVO (II), da Mutualista Açoreana, o paquete norte americano INDEPENDENCE de 1951, e o paquete misto holandês PRINS DER NETHERLANDS, que fazia a carreira das antilhas holandesas e foi depois vendido em 1974 ao governo de Cuba, passando a servir como transporte de tropas para Angola com o nome VIETNAME HERÓICO.
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Fotografia do navio de investigação das pescas alemão POSEIDON a entrar em Lisboa a 19 de Março de 2003 para uma escala técnica.
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Duas imagens do rebocador português S. VICENTE, da empresa Lutamar, obtidas em Lisboa a 27 de Fevereiro de 2003.
Em 1996 foi comprado pela Lutamar, de Setubal, recebendo o nome S. VICENTE, que manteve até ser desmantelado em 2005.
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LOBO MARINHO (I) 1996–2003
O LOBO MARINHO foi construído com o nome CHRISTIAN IV em Aalborg, Dinamarca, no estaleiro Aalborg Vaerft A/S (construção nº 173), para a companhia A/S Kristiansands Dampskipsselskap (KDS), de Kristiansand, Noruega. Projectado expressamente para o serviço Skagerak-Expressen entre Khristiansand, Noruega e Hirtshals, na Dinamarca, o CHRISTIAN IV fazia a travessia do estreito de Skagerak em 4h30, transportando passageiros, automóveis e composições ferroviárias. Originalmente o navio apresentava as características seguintes diferentes das referidas acima: Indicativo de chamada: LNXI. Arqueação bruta: 2.708 toneladas; Arqueação líquida: 1.239 toneladas; Porte bruto: 650 toneladas; Capacidade de carga: 150 automóveis ou 15 carruagens ferroviárias; Passageiros: 790, dos quais 143 alojados em camarotes: A quilha do CHRISTIAN IV foi assente a 1-07-1967, tendo o casco sido lançado à água a 29-09-1967 pela madrinha, Sra. Else Haanes. O navio foi entregue ao armador a 8-02-1968, após o que o CHRISTIAN IV foi registado em Kristiansand e fez a viagem inaugural a Hirstshals em 10-02-1968. Em Setembro de 1968 a Fred Olsen & Co., de Oslo, comprou a KDS incluindo o CHRISTIAN IV. Operou na Escandinávia até ser vendido a 8-10-1984 à companhia estatal da Malásia Perbadanan Nasional Shipping Line Berhad, (PNSL). O navio foi registado em Port Kelang, Malásia com o nome PERNAS SAFARI e seguiu para o Oriente. Em 1985 foi adaptado a transporte militar para 800 soldados. Para além de transporte militar, teve uma utilização intensa ao serviço da Malásia, fazendo uma carreira regular entre a Malásia Ocidental e Oriental, ligando Port Kelang e Singapura, na Península de Malaya a Kutching (Sarawak) e Kota Kanibalu (Sabah), na Ilha de Borneo, navegando cerca de 1000 milhas em cada direcção. Após 10 anos ao serviço da Malásia, o navio foi vendido em 06-1994 a interesses gregos e registado em Valletta, Malta como propriedade da companhia Endeavor Shipping SA (Panamá), com o nome SAFARI. Em 07-1994 chegou à Grécia e imobilizou em Keratsini, nos arredores do Pireu, para reparação. Em 05-1995 foi colocado em serviço no Adriático pela Safari Lines Ltd., ligando Bari a Corfu e Igoumenitsa, sendo a seguir fretado à companhia turca Stern Maritime Lines para fazer a carreira Bari – Igoumenitsa – Cesme. O SAFARI foi comprado pela Porto Santo Line a 18-04-1996, alterando o nome para LOBO MARINHO e submetendo-se a diversas modificações no Pireu de 2 a 27-05-1996. Registado no MAR – Registo Internacional de Navios da Madeira em 27-05, o LOBO MARINHO largou do Pireu a 28-05 para o Funchal, onde entrou pela primeira vez a 6-06-1996. No mesmo dia fez uma viagem experimental ao Porto Santo, seguindo-se a 8-06 a viagem inaugural Funchal – Porto Santo, viajando a bordo o Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Alberto João Jardim. O LOBO MARINHO assegurou a ligação com o Porto Santo durante sete anos, sempre com pontualidade. A 27-01-2003 o nome foi alterado para LOBO MARINHO I e a 3-06-2003 efectuou a última viagem ao Porto Santo, sendo substituído pelo novo LOBO MARINHO no dia seguinte. Após docagem em Viana do Castelo em Junho de 2003, o LOBO MARINHO I foi vendido à empresa Alexcafi – Comércio de Importação e Exportação (Madeira) Lda., passando a chamar-se LOBO DOS MARES. Em 9-07 foi fretado à Cabo Verde Line, sendo posicionado no Mindelo, ilha de São Vicente, para iniciar uma carreira Mindelo – Praia, que manteve até 10-12-2003. O navio regressou então a Portugal, sendo imobilizado em Viana do Castelo a 29-12-2003 para venda. Vendido a 12-11-2004 à companhia Veesham Shipping Inc., do Panamá e registado em Wonsan, Coreia do Norte. A 15-12-2004 saiu de Viana do Castelo para o Mediterrâneo, tendo passado por Gibraltar a 17-12 e entrado no Pireu a 13-01-2005 onde ficou imobilizado. A 28-02-2005 mudou o nome para MENHIR, durante uma reparação em Perama, Grécia, passando a ter o casco pintado de cinzento. Terminada a reparação, ficou imobilizado em Ambelaki, Grécia, onde ainda se encontra em 2008.
Fotografia do LOBO MARINHO I a entrar no Porto Santo a 15 de Fevereiro de 2003
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LOBO MARINHO (I) 1996–2003
Steel motor passenger & car Ro-Ro ferry built 1967-1968. Official number: 1083; Call sign: CRXE. Shipowner: Porto Santo Line – Transportes Marítimos, Lda., Funchal. Gross tonnage: 4,163 tons; Net tonnage: 1,832 tons; Deadweight: 750 tons. Cargo capacity: car deck with stern and side doors with capacity for 130 cars. Length overall: 87.28 m; Length B.P.: 81.51 m; Breadth: 15.68 m; Depth moulded to deck 3 (car deck): 5.47 m; Depth to deck 5 (promenade deck): 10.30 m. Draught (maximum): 4.06 m. Machinery: two 12 cylinders Burmeister & Wain diesel enginees, type 12-26MTBF-40V, developing 2 x 4,360 BHP (2 x 3,207 kW), twin screw. Speed: 19 knots. Passengers: 840. Crew: 34. Price paid: € 4,000,000 in 1996.
The LOBO MARINHO was built as the CHRISTIAN IV in Aalborg, Denmark, by Aalborg Vaerft A/S (Yard No. 173), to A/S Kristiansands Dampskipsselskap (KDS), Kristiansand, Norway. Purpose built for the Skagerak-Expressen service linking Khristiansand, Norway and Hirtshals, Denmark, the CHRISTIAN IV crossed the Skagerak in 4h30, with passengers, cars and trains. As built the ship had the following main particulars different from those stated above: Call sign: LNXI. Gross tonnage: 2,708 tons; Net tonnage: 1,239 tons; Deadweight: 650 tons; Cargo capacity: 140 cars or 15 railway cars; Passengers: 790, including 143 in cabins: Keel laid on 1-07-1967, the hull was launched on 29-09-1967, Mrs. Else Haanes acting as godmother. The CHRISTIAN IV was delivered on 8-02-1968, and registered in Kristiansand on 10-02-1968, leaving on that date on her inaugural voyage to Hirstshals. In 09-1968 Fred Olsen & Co., Oslo, purchased KDS including the CHRISTIAN IV. She operated in Scandinavia until sold on 8-10-1984 to Malaysia state owned company Perbadanan Nasional Shipping Line Berhad, (PNSL). Renamed PERNAS SAFARI on 14-11-1984 sailing East registered in Port Kelang, Malaysia. Converted to a military transport for 800 men in 1985. Also operated as a regular ferry connecting Wast and East Malaysia, out of Port Kelang to Singapura, Kutching (Sarawak) and Kota Kanibalu (Sabah), in Borneo island, on a 1,000 mile-long route. After 10 years under the Malaysia flag the PERNAS SAFARI was sold to Greek interests and registered in Valletta, Malta, on 06-1994 by Endeavor Shipping SA (Panama), as SAFARI. On 07-1994 arrived Greece and was laid up in Keratsini, near Piraeus, for repairs. In 05-1995 she started operating between Bari, Corfu and Igoumenitsa in the Adriatic fora Safari Lines Ltd., but soon after she was chartered to the Turkish concern Stern Maritime Lines operating on the Bari – Igoumenitsa – Cesme service. The SAFARI was purchased by Porto Santo Line, Funchal, on 18-04-1996, and renamed LOBO MARINHO. She was refitted in Piraeus from 2 to 27-05-1996. Registered in the Madeira International Ships Register (MAR) on 27-05-1996, the LOBO MARINHO sailed on 28-05 from Piraeus for Funchal, arriving there for the first time on 6-06-1996. On the same day she sailed on a trials voyage to Porto Santo, followed on 8-06 by her maiden voyage Funchal – Porto Santo, the President of the Madeira Regional Government, Mr. Alberto João Jardim sailing onboard as a special guest. The LOBO MARINHO operated flawlessly to Porto Santo for the next seven years. On 27-01-2003 she was renamed LOBO MARINHO I and on 3-06-2003 she did her final voyage to Porto Santo, being replaced by a new LOBO MARINHO the following day. After a dry-dock and SOLAS upgrade at Viana do Castelo in June 2003, on 9-07-2003 the LOBO MARINHO I was sold to Alexcafi – Comércio de Importação e Exportação (Madeira) Lda., renamed LOBO DOS MARES and chartered to Cabo Verde Line, and positioned at Mindelo, St. Vincent Island, Cape Verde where she arrived on 10-07 to start a regular passenger service Mindelo – Praia, she operated until 10-12-2003. She returned then to Portugal, and was laid up at Viana do Castelo on 29-12-2003 pending sale. Sold on 12-11-2004 to Veesham Shipping Inc., Panama and registered at Wonsan, North Korea. She sailed from Viana do Castelo to the Mediterranean on 15-12-2004 and passed Gibraltar on 17-12 arriving at Piraeus on 13-01-2005 for lay up. Renamed MENHIR on 28-02-2005 while under repairs at Perama, Greece, when her hull was repainted grey. When the repairs were concluded she was laid up in Ambelaki, Greece, and she was still there in 2008.
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The QUEEN VICTORIA photographed in Valletta, Malta, by Darrin Zammit Lupi following her troubled maiden arrival at Malta on 14 May when she hit the quay at the stern while going alongside the cruise terminal.
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A Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar promoveu no dia 7 de Maio de 2008 o lançamento do Fórum Permanente para os Assuntos do Mar, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Programa Gulbenkian Ambiente. Foram recebidas cerca de 500 adesões de participantes oriundos das mais variadas áreas ligadas ao Mar, entre as quais 28 candidaturas à Direcção do Fórum.
O Prof. Mário Ruivo foi eleito pelos seus pares para presidir à Direcção do Fórum que é ainda integrada pelo Dr. João Prates Bebiano e pelo Prof. Ricardo Serrão Santos, estes por indicação do Governo e pelo Engº. Miguel Sequeira, na qualidade de responsável pela Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar a quem cabe a interligação com o Governo através da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar.
O Fórum Permanente para os Assuntos do Mar consta no Programa do XVII Governo Constitucional, e é uma medida da primeira acção prioritária da Estratégia Nacional para o Mar. Neste sentido, a Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM) definiu como objectivo a criação de um "...Fórum Permanente para os Assuntos do Mar, aberto a toda a sociedade civil, e promover, nesse âmbito, o estabelecimento de um grupo de reflexão e acompanhamento para os assuntos do mar, onde participem personalidades de reconhecido mérito, organizações não governamentais e entidades privadas." O Fórum está aberto a todos os que manifestem expressamente a vontade de se tornarem membros e tem como princípios orientadores: promover uma visão intersectorial e multidisciplinar dos assuntos do mar e a expressão de perspectivas e pontos de vista diversos; Funcionar como uma plataforma informal de contacto entre o Governo e a Sociedade Civil; Contribuir para a comunicação e partilha de informação associada aos Assuntos do Mar entre os seus membros e toda a sociedade civil; Pautar as suas actividades e a prossecução da sua missão pela independência, respeito, cooperação, espírito de abertura e pela diversidade de opiniões e de novos conhecimentos.
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Participei na primeira sessão do Fórum e para além de verificar a adesão das várias sensibilidades de organizações com interesses no Mar Português, foi-me grato constatar o empenho de muitas personalidades independentes disponíveis para contribuir para um aumento da importância das actividades marítimas, que em Portugal neste momento vivem uma prolongada e preocupante baixa mar.
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On 25th April the OCEANIC II already spoted the MONA LISA name again.
Photos kindly sent by Hans Hoffmann.
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On Sunday 4th May the Greek owned, German chartered cruise ship MONA LISA run aground on a sandbank following human error off the Latvian coast while cruising in the Baltic with 650 German passengers.
Initial efforts to free the ship failed and on 5 May the passengers and 11 crew members were evacuated by the Latvian Navy. All ballast and fuel had to be pumped out and it was only on the 7th May that the MONA LISA was taken from the sand bank. The accident was due to human error.
Photographs from the internet

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