Monday, March 28, 2016

Paquete alemão PATRIA de 1938

O nome Pátria tem sido atribuído a diversos navios de passageiros importantes, nomeadamente ao primeiro paquete português a exceder as 10 mil toneladas de arqueação, referimos-nos ao PÁTRIA da Companhia Colonial, construído em Clydebank em 1947. Outro grande paquete baptisado com o nome PATRIA foi um navio de passageiros alemão construído em 1937/38 para a companhia Hapag, destinado à carreira Norte da Europa - América do Sul - costa oeste, fazendo as suas viagem pelo canal do Panamá. Era um belo paquete de 16.594 grt, com 182 m de comprimentos. A sua carreira com o nome origina foi curta devido à deflagração da segunda guerra mundial em Setembro de 1939. O PATRIA sobreviveu à guerra e em 1945 passou a ser o transporte de tropas inglês EMPIRE WELLAND. Em 1946 foi entregue pelos Aliados à URSS passando a chamar-se ROSSIYA, designação que manteve até 1985, quando, com o nome ANIVA foi retirado do serviço e vendido para desmantelar.
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MAGELLAN em Lisboa

 Navio de cruzeiros MAGELLAN, da companhia Cruise & Maritime Voyages, largando de Lisboa a 23 de Abril de 2016 depois de concluída mais uma escala no Tejo.



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Lancha NRP ESCORPIÃO

Lancha de fiscalização das pescas NRP ESCORPIÃO (P 1152), subindo o Tejo rumo ao Alfeite, na tarde de 23 de Março de 2016. Fotografias de Luís Miguel Correia
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S. PAULUS pintado de amarelo


O cacilheiro S. PAULUS retomou este mês de Março o serviço de cruzeiros turísticos no porto de Lisboa, depois de ter sido pintado de amarelo inspirado na mística dos carros eléctricos de Lisboa. A pintura foi efectuada no estaleiro do Seixal do Grupo ETE e o resultado é deplorável em todos os sentidos do ponto de vista estético e de cultura marítima local. Esta transformação resulta de , desde 15 de Maio de 2015, a companhia Carristour ter passado a operar os circuitos para turistas no Tejo, anteriormente efectuados pela Transtejo. 
O S. PAULUS efectua de 19 de Março a 31 de Outubro, cinco partidas diárias do Terreiro do Paço, entre as 11 e as 18 horas. O cruzeiro dura 90 minutos e dirige-se para jusante do Terreiro do Paço, com escala em Cacilhas e Belém. Custa €17.10 por passageiro adulto e o bilhete e válido durante 24 horas.

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Paquete IMPÉRIO na doca de Alcântara


Duas imagens de Arne Sognnes registadas em Dezembro de 1970 de bordo do STATSRAAD LEHMKUHL, vendo-se em primeiro plano, na foto a cores, o paquete IMPÉRIO da Companhia Colonial de Navegação, pintado e com aspecto de pronto para mais uma viagem a Moçambique. Junto ao IMPÉRIO vislumbram-se os rebocadores MUTELA e MONSANTO, igualmente da CCN, e mais ao fundo, na muralha sul da doca, o PONTA GARÇA e a popa de um cargueiro da classe B da Sociedade Geral.

Na segunda imagem, a preto e branco, vê-se ainda, no cais sul da doca, o CABINDA, da Sociedade Geral, e na muralha norte, um pequeno pormenor do FUNCHALENSE, e o cargueiro norueguês ESTRELLA, que fazia a linha da América do Sul.
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ORONSAY atracado no cais da Rocha


Durante a sua escala em Lisboa, Arne Sognnes aproveitou para fotografar navios na zona do cais da Rocha e Doca de Alcântara. Esta imagem do paquete inglês ORONSAY foi registada a 26 de Janeiro de 1970, vendo-se à popa, o VERA CRUZ da Companhia Colonial de Navegação, que então fazia a carreira de Angola e fretamentos militares para transporte de tropas. O VERA CRUZ havia chegado a Lisboa a 23 de Dezembro com passageiros.

Em 1970, a vedação que separava a zona reservada do cais da Rocha era um varandim semelhante aos que ainda hoje se podem observar na varanda adjacente à estação marítima, o que permitia fazer este tipo de fotografias sem quaisquer restrições.
O paquete ORONSAY era o segundo de três navios muito semelhantes construídos entre 1948 e 1955 para a Orient Line, ORCADES, ORONSAY e ORSOVA, e absorvidos na frota da P&O na década de 1960. Nesta escala o navio vinha de Southampton em viagem regular com destino à Austrália, via canal do Panamá. Saiu ao final do dia para as Bermudas.
Texto de /Text copyright L.M.Correia. Foto de Arne Sognnes. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Sunday, March 27, 2016

O meu Cruzeiro da Páscoa de 2016

Este ano para apreciar a pausa proporcionada pela celebração de mais uma Páscoa, gostava de ter podido fazer o cruzeiro ao Mediterrâneo do paquete INFANTE DOM HENRIQUE. 
Uma oportunidade perdida pois esse cruzeiro realizou-se em Abril de 1974 e as minhas faculdades de viajante no tempo são limitadas.
Assim e de certa forma reflectindo a DESMARITIMIZAÇÃO destas últimas décadas de Portugal (para ironizar com as memórias do Almirante Américo Tomás), a alternativa mais adequada às minhas posses foi optar por um magnífico cruzeiro no navio português S. JORGE, da Transtejo e largar de Belém para a Trafaria e regresso, com escalas em Porto Brandão. Uma bela viagem a fazer sentir a brisa do Atlântico mesmo na foz do Tejo e a permitir matar saudades de navios vivos e activos com bandeira portuguesa.
O SÃO JORGE é actualmente, com o EBORENSE, um dos mais agradáveis cacilheiros ainda em serviço no Tejo, com espaços exteriores que permitem apreciar e sentir o rio e ver a cidade e o porto como de mais sítio nenhum se consegue. 
Normalmente a carreira da Trafaria é assegurada em viagens de hora a hora pelos chamados ferries, isto é os navios da Transtejo com capacidade para transportarem automóveis para além de passageiros. São estes o EBORENSE, de 1954, e os gémeos LISBONENSE e ALMADENSE, os únicos cacilheiros modernos, construídos em Aveiro por 14 milhões de Euros e que infelizmente estão avariados a maior parte do tempo, por defeitos de concepção e manutenção técnica deficiente.
O EBORENSE sofreu também recentemente uma avaria numa das máquinas e a solução foi recorrer ao S. JORGE que só transporta passageiros e bicicletas. 
Pelo seu aspecto descuidado, o futuro do S. JORGE não parece também auspicioso, pelo que se aconselha vivamente a que façam uma viagem de Belém à Trafaria, hoje, amanhã, nos próximos dias, enquanto o cacilheiro for navegando. Já esteve quase vendido ao Brasil, para operar entre o Rio de Janeiro e Niterói, mas tal acabo por não se concretizar. Já o seu gémeo MARTIM MONIZ foi vendido para o Douto em 2015. É que parece que no Tejo as coisas vão de mal a pior no que toca aos cacilheiros, que são cada vez menos, avariam e não há dinheiro para os manter e reparar, pelo menos com a celeridade e os padrões que este serviço público justifica. 
Aproveitem, embarquem no S. JORGE, é bom e barato, enquanto houver...

 E, para quem queira aprofundar a temática cacilheira actual e passada, a história da Transtejo e do navio S. JORGE, aconselho vivamente o livro DE LISBOA À OUTRA BANDA, disponível aqui.http://lmc-ein.blogspot.pt/..


























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Largada de Lisboa do FUNCHALENSE


Largada de Lisboa do navio-motor de carga e passageiros FUNCHALENSE a 26 de Dezembro de 1970. Fotografia curiosa publicada pelo seu autor, Sr. Arnes Sognees, um norueguês tripulante do veleiro norueguês STATSRAAD LEHMKUHL que esteve atracado na doca de Alcântara, em Lisboa, de 20 a 27 de Dezembro, período em que registou alguma da actividade marítima de então. No caso desta fotografia, tirada num Sábado de manhã da muralha norte da doca de Alcântara, vê-se em primeiro plano o FUNCHALENSE, novo, então com pouco mais de dois anos, pois tinha entrado ao serviço em 1968, a largar para o Funchal, com a regularidade de muitos anos de saídas aos Sábados de manhã, chegas ao Funchal na Segunda -feira seguinte e regresso do Funchal aos Domingos, dia em que o cais da ENM na doca de Alcântara voltava a estar ocupado até ao Sábado seguinte, alternando o FUNCHALENSE as suas viagens com o MADEIRENSE de 1962.
Em segundo plano vê-se, atracado na ponta da Rocha, o paquete VERA CRUZ, chegado de Luanda a 23 de Dezembro em viagem comercial, e o FUNCHAL, que esteve atracado em Lisboa de 25 a 28 de Dezembro, data em que por sua vez saiu em cruzeiro de fim de ano para o Funchal. Destes tr~es belissimos navios portugueses, o VERA CRUZ foi desmantelado em 1973 no Extremo Oriente de forma inglória e criminosa, o FUNCHALENSE foi vendido em 1989 para Cabo Verde, passando a chamar-se JENNY, e o FUNCHAL agoniza na ponte-cais da Matinha à espera de um destino que parece indiferente a todos numa situação de grande falta de vergonha e pobresa de iniciativas negando a hipocrisia dos actuais discursos sobre o regresso de Portugal ao mar...
Texto /Text  copyright L.M.Correia. Foto de Arnes. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, March 22, 2016

Dez anos do Blogue dos Navios e do Mar e 2,5 milhões de leituras...


Completam-se dez anos de publicação regular deste BLOGUE DOS NAVIOS E DO MAR que iniciei em Março de 2006 com o objectivo de divulgar o meu interesse pelos navios e os assuntos marítimos. Por coincidência, ao completar a primeira década, registámos também dois milhões e quinhentos mil leituras de páginas. Obrigado a todos pela presença regular e interesse, e vamos continuar "com mais do mesmo.." - Luís Miguel Correia.

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n/m ANTONIO PACINOTTTI da companhia Itália

A reconstrução da marinha mercante francesa após a segunda guerra mundial incluiu uma série
 de navios mistos de passageiros e carga, dos quais três gémeos destinados à linha Marselha - Vietnam, um dos quais foi o paquete EDOUARD BRANLY, entrado ao serviço em 1953. Com a independência da Vietnam, em 1957 estes três paquetes foram vendidos à companhia estatal italiana Italian Line e convertidos para a linha Mediterrâneo - América do Norte - Pacífico, pasando cada navio a transportar apenas 12 passageiros. 
O EDOUARD BRANLY passou a chamar-se ANTONIO PACINOTTI e serviu a Itália até 1975, quando foi transferido para outra companhia do Grupo Finmare, o Lloyd Triestino e colocado na carreira da África do Sul. Em 1979 este navio foi demolido em La Spezia.
Não me lembro de nenhum destes navios em Lisboa, mas recordo um deles em navegação ao largo do Funchal, muito próximo da piscina do Lido em 1970, durante a travessia do Atlântico rumo ao canal do Panamá. As fotografia que apresentamos foram registadas, de cima para baixo, em São Francisco, em Vancouver (1962) e em Durban, estas com as cores do Lloyd Triestino, fotografado por Trevor Jones.
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