Tuesday, February 28, 2017

Livros para quem gosta de navios e do mar

Desde que me conheço que gosto de navios e do mar, quer pelo simples prazer de apreciar a grandeza desse elemento azul quase infinito em simbiose com as maiores construções móveis da humanidade, os navios, que quase se fazem gente de personalidades múltiplas, quer pelo gosto em partilhar esse entusiasmo com conhecidos e desconhecidos. 
A ideia de fazer um livro surgiu aos oito anos de idade embora o primeiro tivesse sido impresso em 1988, seguido a partir de 1992 de muitos títulos e edições com que tenho preenchido a minha vida. 
Um livro novo é sempre uma espécie de filho e por se querer dar tudo aos filhos acabei por criar uma editora (EIN-NÁUTICA), para não só escrever como produzir os meus livros de acordo com uma ideia original bem definida, evitando surpresas nem sempre boas de editoras sempre bem intencionadas, mas algo distantes do rumo pretendido pelo Autor que assim em 1995 passou também a editor. 
Esse passo permitiu de forma mais consentânea ao Autor conseguir viver do produto deste seu trabalho de navios, fotografias, histórias e livros, actividade que se teima em não valorizar em Portugal. Num tom mais intimo, fazer livros é quase um vício, de concretização permanente, lenta. Podem passar anos desde a consciência de uma ideia até à sua concretização impressa, dois, às vezes três. Um dos meus livros levou dezassete dias decorridos entre começar a ser escrito até acabar de ser impresso e encadernado, mas foi um caso especial, por sinal bem conseguido e entretanto esgotado.
O livro de que mais gosto é sempre o próximo, o que ainda não está acabado, que neste momento se chama NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES e espero concluir em 2017. Tenho estado a dedicar até dez horas diárias a esse livro novo que já leva mais de um ano de trabalho organizado de pesquisa e escrita. Dez horas que não sinto passarem, como aconteceu ontem, em que quando dei por mim eram quatro da manhã sem que o tempo tivesse feito sentir de facto. 
Ontem viajei no tempo e embarquei clandestino na viagem inaugural do SANTA MARIA, desci o Tejo a 12 de Novembro de 1953 para regressar a 18 de Dezembro. Esse primeiro de Dezembro foi passado em Buenos Aires, onde o navio foi tão bem recebido que o Presidente Peron visitou o paquete e brindou à saúde de Portugal e do SANTA MARIA com um cálice de Madeira, preferido ao Porto que lhe fora oferecido inicialmente. Como gesto de agrado, Peron assinou nesse dia um indulto especial que permitiu a libertação de todos os portugueses presos em cadeias da Argentina, ao que parece não eram muitos, para que todos pudessem ver esse navio imponente e moderníssimo. Como cortesia adicional ofereceu ao Ministro Américo Tomás, que seguia a bordo, uma fotografia autografada com dedicatória.
Mudando de tempo, ontem saltei alguns anos e descobri que até 1957 os paquetes vindos da Guiné só atracavam em Lisboa depois de desinfectados, operação feita ao largo num dos ancoradouros do Porto de Lisboa . Foi o ANA MAFALDA o primeiro paquete vindo de Bissau a atracar directamente à estação marítima, com os seus 31 passageiros, a 19 de Março de 1957, enfim apenas uma de muitas curiosidades e factos com que estou a reconstruir a história dos paquetes portugueses que espero seja tão bem recebida como o livro sobre o mesmo tema que publiquei em 1992, então com edição da Inapa. Não será por falta de trabalho e entusiasmo meu.
Entretanto, há já muitos livros meus publicados e feitos para quem goste de navios. Pedidos de informação relativa a encomendas podem ser feitas directamente para o telefone 351 967 041 525, ou para o mail linerbooks@gmail.com, ou ainda visitando as melhores livrarias que têm títulos disponíveis, aqui se divulgando algumas capas. 
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Wednesday, February 22, 2017

QUE REBOCADOR SERÁ ESTE? ERA O BULL-DOG


Quem me ajuda a identificar este rebocador que aparece em primeiro plano? A fotografia está assinalada como tendo sido tirada em Lisboa em 1962. O rebocador em segundo plano é o FOZ DO LIMA dos Catraeiros, que se vê de cabo passado à proa de um navio da Blue Star Line, tudo indicando que foi tirada da Ponta da Rocha. O rebocador mais pequeno não tem o nome legível, não me parece desconhecido, mas ainda não cheguei lá...
Trata-se do rebocador BULL-DOG, obrigado pelas diversas ajudas...
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Tuesday, February 21, 2017

Navio-escola DANMARK deixa Lisboa amanhã

O navio-escola dinamarquês DANMARK, que se encontra em Lisboa desde 13 de Outubro de 2016, vai deixar o Tejo amanhã, dia 22 de Fevereiro de 2017, iniciando uma viagem de treino de mar rumo às Ilhas Virgens, nas Caraíbas. A largada da Rocha está marcada para as 12H30. 
Ver mais fotografias e notícias aqui. Para detalhes relativos à operação actual e história deste magnífico veleiro de três mastros armado em galera, consultar a página da wikipédia e a página do MARTEC, organismo dinamarquês responsável pela operação do navio. 
Durante o período de Inverno em que o DANMARK permaneceu em Lisboa, o navio esteve atracado à muralha norte da Ponta da Rocha, animando o local com as suas linhas elegantes e nostálgicas. Com a sua largada fica um vazio no cais.
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Wednesday, February 15, 2017

INFANTE DOM HENRIQUE travel tips

It was a great round voyage taking 45 days Lisbon to Lisbon on board the magnificent INFANTE DOM HENRIQUE, the proud flagship of Lisbon based Companhia Colonial de Navegação: Lisbon, Funchal, Luanda, Lobito, Cape Town, Lourenço Marques, Beira and back via the same ports. The first of such voyages started in Lisbon on 4 October 1961 and the next day, off Porto Santo island the INFANTE met the running mate PRÍNCIPE PERFEITO at sea returning from her second voyage. 
PRÍNCIPE was the flagship of Companhia Nacional de Navegação, the other, older Portuguese shipping concern running mail and passenger ships to West, South and East Africa.
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Tuesday, February 14, 2017

Rebocador AVEIRO

Rebocador português AVEIRO na sua última fase com as cores da firma Navegação Fluvial e Costeira de Júlio da Cruz e Rui da Cruz, Lda., de Lisboa. Fotografia feita a 16 de Maio de 1990 por Luís Miguel Correia, depois de o AVEIRO ter sido comprado à Companhia Nacional de Navegação, que o trouxe do Canadá em 1948.
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Thursday, February 09, 2017

PORTUGAL DESPERDIÇADO

Durante vinte anos a frota de navios de passageiros portugueses foi um dos temas de grande orgulho nacional. Havia nesse orgulho um factor de propaganda política, enaltecendo indirectamente a obra de ressurgimento nacional do Estado Novo, louvando Salazar e homenageando Américo Thomaz, tido como o "Pai da Marinha Mercante."
Ao mesmo tempo havia lugar a um orgulho legítimo, pois em 30 anos, de 1945 a 1975, havia-se quebrado um certo fatalismo ligado aos assuntos do mar e Portugal sobressaía pele primeira vez desde o século XVIII como nação marítima de primeira grandeza. Os nossos navios não ficavam a dever nada aos seus congéneres estrangeiros, as empresas armadoras viviam de forma equilibrada, renovando as frotas e olhando para a internacionalização ao mesmo tempo que o sector contribuía para o desenvolvimento da Indústria Naval - construção e reparação, e para o equilíbrio da balança de pagamentos com o estrangeiro.
Em parte provou-se que esta realidade era ilusória, pois o tempo demonstrou não ser sustentada por verdadeiro espírito marítimo. Apesar das aparências não se conseguiu ultrapassar o síndrome tutelar dos mercados protegidos e do guarda-chuva do Estado. Em 1975-85 esse guarda-chuva tornou-se tenebroso e deu no que deu. Um grande desperdício de navios, talentos e oportunidades perdidas, ilustrado nesta fotografia de autor não identificado, com os paquetes VERA CRUZ e SANTA MARIA encalhados na ilha Formosa em 1973, após terem sido vendidos para sucata pela Companhia Colonial de Navegação. Os navios eram muito bons, tinham 20 e 19 anos, com pelo menos mais 20 de vida futura e um potencial enorme no mercado de cruzeiros que então começava a crescer alimentado por navios com as características dos nossos mas com gente determinada e cheia de iniciativas. Foi esse o nosso drama, cultivámos o desperdício até à situação extrema. Enquanto em Portugal se deitavam para o lixo o SANTA MARIA e o VERA CRUZ, exactamente na mesma altura em Miami, um engenheiro emigrado de Israel poucos anos antes chamado Ted Arison comprava dois paquetes da mesma classe de origem inglesa e começava a companhia CARNIVAL. O resto da história todos sabem e faz a diferença entre ser um país de cacilheiros estatais versus país marítimo. E não se iludam, hoje começa a falar-se do mar, mas o espírito marítimo e a cultura do mar necessários ao relançamento dos sectores do mar em Portugal ainda cá não estão. Muita gente fala sem saber bem o que diz, nomeadamente a nosso elite política e empresarial, há que começar a ensinar a cultura dos navios e do mar nas escolas. Já.
Quanto à fotografia que mostro hoje, é das mais tristes que me é dado ver. Naveguei em ambos estes paquetes. Assisti à largada de ambos para o Oriente em 1973. Não há palavras..., a culpa é de todos nós que teimamos em brincar e culpar os governantes que são afinal aquilo que temos sabido merecer.
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IRONIA DO DESTINO: O REGRESSO AO MAR


Houve um tempo, que alguns associam ao Despacho 100 e aos esplendores do Regresso ao Mar Português, em que muita gente se orgulhou dos nossos principais navios mercantes: grandes paquetes do tipo 20/20/20, isto é, navios de 20 mil toneladas com 20 mil cavalos e 20 nós e velocidade, cujos nomes sonantes transmitiam toda a poesia marcial da portugalidade oceanica de então, traduzida por navios como o PRÍNCIPE PERFEITO ou o VERA CRUZ (Portugalidade marítima recondicionada pelo Estado Novo, muito especialmente através da dedicação inteligência e persistência de Américo Tomás). 
Foram-se estes e outros navios sem honra nem proveito e com o tempo foram dando às praias da nossa imaginação mitos e saudades dos antigos navios. 
Em pequeno o Rafael ouvia falar em casa dos encantos das travessias a bordo do PRÍNCIPE PERFEITO, o tal paquete da Nacional que era um FUNCHAL em ponto grande, até duas piscinas tinha. Vai daí, cresceu, fez-se armador e ressuscitou o nome do paquete no casco do seu lugre PRÍNCIPE PERFE ITO, que hoje fotografámos ao lado da caravela VERA CRUZ. 
Será que quando escolheram o nome para esta terceira caravela, os responsáveis pela Aporvela também se recordaram do antigo paquete da Companhia Colonial? 
Outros tempos, outro regresso ao mar como desígnio nacional, agora à vela, com motor auxiliar. Quem tiver saudades do N/T PRÍNCIPE PERFEITO ou do N/T VERA CRUZ pressione sobre os nomes desses paquetes portugueses...
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Nos bastidores do QUEEN MARY


Bellboys a bordo do paquete QUEEN MARY, 1950
Bellboys aboard the QUEEN MARY, 1950
Last summer, 88-yr old Jack Gordon (from Liverpool and himself a former bellboy) told me: "To work for Cunard was prestige, great prestige. And it was a way to see faraway places like New York City. And, in war-battered Britain with rations, too few jobs and a lingering grayness, it was a job. On the Queen Mary, in 1951, I only earned the equivalent of six or seven dollars a week -- but not counting tips, which, if you were in first class, could be quite large."
Mais uma curta história de Bill Miller, recordando o ambiente humano a bordo dos famosos QUEENs da Cunard no período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, quando a Cunard dominou as linhas transatlânticas em termos comerciais e de prestígio.
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Friday, February 03, 2017

DE LISBOA PARA O MUNDO



Ship History: "Cais e Navios de Lisboa/Lisbon Docks and Ships" by Luis Miguel Correia, signed by author, published in 1996, hardbound with dust jacket, 90 pages. Correia is well-known in the ocean liner community for his blogs, books, and photos. In this beautiful art book, Correia shares with us several hundred of the more than 60,000 photographs he has taken of the Lisbon docks since 1975. He points out that Lisbon is a crossroads of the world's nautical traffic and in this book you see it all - beautiful cruise liners, stately passenger ships, classic freighters, gargantuan container ships, little tugs, sailing skiffs, rustbuckets, and shipwreckers. The captions are in English and Portuguese. Excellent condition.

Um dos meus livros à venda no Ebay. Curioso o elogio ao Autor. Já agora, tenho exemplares novos disponíveis, que posso assinar e fazer dedicatória... Ver aqui
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Rebocador CABO DE SINES


Imagem do antigo rebocador CABO DE SINES a navegar no Tejo, vendo-se ao fundo à esquerda, o estaleiro da Lisnave ainda cheio de navios. Fotografia original de Luís Miguel Correia.

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Mersey Ferries: ROYAL IRIS

The pristine Liverpool based passenger ferry ROYALIRIS cruising on the river Mersey, May 2015.

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EBORENSE "UM", LISBONENSE "ZERO"...


O veterano EBORENSE está de volta à carreira Belém - Porto Brandão - Trafaria da Transtejo depois de ter sido anunciada a sua substituição no início do ano pelo novo LISBONENSE. Este avariou a 23 de Janeiro e vai estar incapacitado nos próximos meses, com o mesmo mal supostamente congénito que tem atacado o seu irmão ALMADENSE, e a solução de recurso foi procurar estender a validade da certificação do EBORENSE por mais algum tempo, o que foi concedido até 12 de Junho. Assim, depois de alguns dias sem serviço car ferry, o EBORENSE veio salvar a honra do convento, diga-se da Transtejo, e cá o temos de novo, desde 1 de Fevereiro e até Junho, quando terá de fazer docagem e manutenção de rotina. Saiba mais sobre o EBORENSE aqui...

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Cruzeiros em Lisboa versus Madeira

A imprensa marítimo-turística baseada em Lisboa  tem referido vitoriosamente uma notícia sobre os movimentos relativos de navios de cruzeiros em Lisboa e no Funchal mais ou menos nestes termos:
«No ano passado (2016), Lisboa recebeu 522.497 passageiros de cruzeiro e 311 escalas, contra 520.176 passageiros e 294 escalas no Funchal. Relativamente a passageiros em turnaround (os que começam ou concluem cruzeiros), em 2016, Lisboa registou 47.623 passageiros, contra 2.743 do porto do Funchal.» Concluí-se claro que no que toca a cruzeiros, Lisboa é o maior. Não é bem assim, não convém analisar actividades de navios de cruzeiros com mentalidade futebolística, que são assuntos diferentes, e já agora, sérios.
Esta notícia denota uma visão superficial do mercado de cruzeiros e da possível relação entre os diversos portos portugueses. Olhar para os totais dos movimentos de passageiros e escalas de navios entre Lisboa e Funchal como uma espécie de campeonato de futebol é ridículo e mau. Muitos dos passageiros e navios até são os mesmos, que no decurso do mesmo cruzeiro visitam ambos os portos. O Porto de Lisboa já não é o porto imperial da capital de um território que se espalhava do Minho a Timor. Nessa época o atrevimento de o Funchal por vezes ter mais passageiros e navios de passageiros que Lisboa era mal digerido, visto quase como afronta, numa época em que os estatutos dos portos eram diferentes, Lisboa e Leixões eram "Portos de Primeira", que deglutiam a maior parte do investimento estatal para a área portuária, o Funchal, tal como Setúbal e os restantes portos do Continente e Ilhas eram "Portos de Segunda", e foram muito prejudicados por essa discriminação. Festejar se Lisboa tem mais 50 passageiros e 5 escalas que o Funchal num determinado ano não serve para nada nem acrescenta nada de positivo aos nossos interesses comuns. O que se devia desenvolver era os pontos comuns entre os diversos portos portugueses que recebem navios com turistas, fazer a promoção internacional em comum, desenvolver pacotes de itinerários com escalas pelos diversos portos nacionais que atraíssem operadores no sentido de aumentar os cruzeiros com início nos nossos portos, etc...
O cronista não se lembrou, porque se calhar não sabe, de incluir nos números relativos a Lisboa, os cruzeiros locais, em que se destaca o S. PAULUS, mas aqui fica a sugestão, temos de continuar a ser os maiores...
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