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Tuesday, March 20, 2018

Palestra LMC em Lisboa


Caros Amigos, Leitores e Visitantes, tenho muito gosto em vos convidar para a palestra que vou proferir em Lisboa na próxima Quinta-feira, conforme imagem acima.

Basicamente vou fazer um passeio partilhado sobre os encantos de Lisboa e do Tejo com os seus cais e os navios...
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Wednesday, March 14, 2018

Os Templários, Portugal e o Mar

Os Templários, Portugal e o Mar são tema da próxima conversa informal organizada pelo Grupo de Amigos do Museu de Marinha, este Sábado, 17 de Março, pelas 11H00, no Museu de Marinha, em Lisboa.

 A não perder.

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Thursday, February 15, 2018

Marinha Mercante em 1961


Um olhar sobre a nossa Marinha Mercante em 1961, ano marcante nos anais históricos dessa actividade marítima na altura tida como de importância estratégica e hoje relegada para a indiferença mais absurda. Um privilégio de quem investiga a história a seu belo prazer baseado nas memórias antigas e em tudo o que lhes acrescente alguma coisa e permita formatar um livro com muitos navios e palavras e fotografias quanto baste. 
É assim que acabo a recuar no tempo, prolongando a viagem que nesse ano de 1961 fiz no SANTA MARIA e que tanto marcou a minha imaginação de menino. 

O ano de 1961 foi recheado de eventos protagonizados pelos nossos navios de comércio. Logo no início, a 22 de Janeiro, a ignomínia do assalto ao SANTA MARIA, o assassinato de um dos seus oficiais. Mais trágico mas menos recordado, o incêndio e a explosão do SAVE em Moçambique, em Julho, com centenas de vidas perdidas, para além do pequeno paquete perdido também. 
O ano de 1961 marca o fim da carreira da América do Sul e das viagens de sonho do VERA CRUZ, verdadeira estrela das ligações Europa - Brasil durante nove anos brilhantes. Segue-se na vida do VERA CRUZ uma nova rotina, tida por grande serviço à nação, como transporte de tropas e material de guerra, serão 90 fretamentos ao Ministério do Exército até 1972.
Os acontecimentos em Angola, aparentemente precipitados com o assalto ao SANTA MARIA, geraram nesse ano um enorme fluxo de passageiros de regresso à Metrópole, milhares de mulheres e crianças, numa das viagens Luanda - Lisboa, o VERA CRUZ trouxe quase 1800 passageiros. Todos os navios excediam largamente as lotações oficiais, até os cargueiros traziam passageiros às dezenas.
Nesse mesmo ano de 1961 entram ao serviço os três grandes paquetes finais, o PRÍNCIPE PERFEITO, o INFANTE DOM HENRIQUE e o FUNCHAL, qualquer deles ao nível do melhor que havia nas classes respectivas.
Fascinante olhar a história, descobrir-lhe novos recortes, interpretar isto e aquilo com uma lógica nova. Era um mundo que entretanto desapareceu. O facto de desde muito novo me ter interessado pelos navios e a Marinha Mercante, e ter conhecido praticamente todos esses protagonistas fantásticos dessa nossa última aventura marítima proporcionou-me uma espécie de sexto sentido no que toca à investigação. Um prazer,  investigar, escrever e depois partilhar os conhecimentos com quem se interesse também...
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Friday, January 12, 2018

A nostalgia da Marinha Mercante


Em Novembro de 1953 o Paquete SANTA MARIA largou do Tejo na viagem inaugural à América do Sul num acontecimento memorável, de triunfo pessoal para o armador Bernardino Corrêa que então dirigia a sua CCN desde há 31 anos. Seguiram a bordo o Ministro da Marinha Américo Thomaz e muitas outras individualidades, prolongando-se a carreira do Brasil até Buenos Aires e acrescentando uma escala em Vigo. Gertúlio Vargas e Juan Peron foram a bordo na Guanabara e Buenos Aires.
Não sou desse tempo, mas testemunhei esse mundo, dos navios aos armadores, das viagens aos tripulantes, das cargas e passageiros aos portos em azáfama constante. Naveguei no SANTA MARIA, e em diversos outros navios dessa época. 
Era o ressurgimento rumo ao mar, dizia-se, mas afinal foi mais um esforço de ressurgimento que outra coisa. Não se evoluiu e não se consolidaram os ganhos e não se desbloquearam os constrangimentos culturais e económicos que sempre estiveram presentes a contrariar a nossa quimérica vocação marinheira. Assim foram desaparecendo os navios, fecharam-se as empresas e os actores dessa aventura marítima da segunda metade do século XX português foram-se transferindo para terra e substituindo as realidades activas pelo mundo nostálgico das recordações. 
As instalações do antigo Clube Desportivo da extinta Companhia Nacional de Navegação renasceu como sede do Clube de Oficiais da Marinha Mercante, numas salas históricas, com vista para o Mar da Palha e os cais do Tejo. Os navios e outros ícones espreitam das paredes, das estantes. Nesta fotografia um marinheiro do Paquete SANTA MARIA permanece apoiado no Presidente Américo Thomaz, o velho Pai Tomás reduzido a uma lombada do livro editado para perpetuar a viagem de Sua Excelência a Moçambique no N/T PRÍNCIPE PERFEITO. 
Às Quintas-feiras reúnem-se os antigos oficiais em almoço convívio, do qual participei ontem. Falou-se das aventuras que eram as longas viagens ao Oriente dos paquetes TIMOR e ÍNDIA, das travessias de Lourenço Marques a Dili durante 22 a 23 dias sem se navegar perto de nada, do comandante do ÍNDIA - «O Comandante Castro era um grande Comandante», disse alguém na mesa, com veneração. E saí de lá com mais informação, finalmente desvendei o motivo exacto porque o SANTA MARIA, em Abril de 1973 cancelou a viagem e foi para o Mar da Palha: avaria grave numa das turbo-geradoras. Foi o seu fim, a anunciar uma época que se encerrava sem glória nem utilidade. E tinha sido tão fácil então aproveitar os Santas Marias todos para cruzeiros. Não se fez nada, não se faz nada e os marinheiros são cada vez menos. E escrevo as memórias, dos navios, das empresas, das pessoas. E passo na Matinha e revejo todo esse mundo no FUNCHAL, que ninguém quer. 

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Wednesday, January 03, 2018

PÁTRIA, Paquete PÁTRIA...


Pormenor do navio de passageiros português PÁTRIA, da antiga Companhia Colonial de Navegação. Foi o primeiro dos paquetes do Despacho 100 e o primeiro navio de passageiros construído propositadamente para a Colonial. 
O nome PÁTRIA consagrava a importância que então se dava à Marinha Mercante Nacional e independentemente de evoluções culturais ou linguísticas, era um nome lindíssimo. Navegou orgulhosamente por mais de vinte e cinco anos na carreira da África Oriental, mas marcou presença ocasional nas linhas da América do Sul e da América Central, tendo feito alguns cruzeiros com saída de Lisboa. Nesta imagem, o PÁTRIA entra em Cape Town em Janeiro de 1971, sob o comando do Capitão da MM Alexandre Guerra, que em 1973 cumpriria a ingrata tarefa de levar o navio para desmantelar na ilha Formosa, o que depois se concretizaria em 1974. 
Desapareceu o Paquete PÁTRIA, a Pátria como conceito passou de moda, acabaram-se as carreiras regulares para as Áfricas, ficaram as muitas recordações e testemunhos ligados a um grande navio português. Nunca mais haverá um PÁTRIA tão bonito como o de 1947.
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Thursday, December 14, 2017

Uma de Mil Fotografias


Uma de Mil Fotografias que fiz no dia 12 durante a celebração dos Setecentos Anos da Marinha de Guerra Portuguesa, a nossa Armada eterna.

Uma foto entre mil, com o CREOULA a fazer reflectir toda a sua emoção de azul na fachada do velho Arsenal de Marinha. E não é que ficou tudo mesmo azul, lindo e especial. 
E VIVA A MARINHA. 
E viva também a caravela VERA CRUZ a lembrar toda a dimensão da nossa aventura nos mares de sempre.
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Saturday, November 18, 2017

Trocaram as gruas por árvores

Gosto muito do Porto de Lisboa. É o meu porto de armamento e deambulações de toda uma vida a ver navios e cais e gruas e cargas e gentes. Tudo isso mudou muito no espaço desta última geração e hoje o Presidente do Porto de Lisboa já não é uma espécie de Patriarca das Índias ou Provedor da Santa Casa, na medida em que o Porto de Lisboa decaiu física e economicamente em tempo de desmaritimização em Portugal. 
Ao longo dos anos assisti a uma estranha troca gradual de gruas por árvores, num local que sempre foi porto, porto esse que deu cidade e significado à Lisboa que hoje temos e que a partir do porto e do seu Tejo se tornou princesa. Porto de mar não é jardim. 
Claro que me vão dizer que a revolução nos transportes marítimos e o gigantismo relativo dos navios levou a essas mudanças, mas não é disso que falo. Falo da alma do porto e essa alma foi sendo quebrada aos poucos por muitos "amigos do porto" que não entendem nem porto nem mar nem navios e no fundo pouco vêm para além de traçados urbanos, poder autárquico, especulação imobiliária ou politicazinhas. Lisboa vê definhar o seu porto e os derradeiros guindastes da última geração Mague assistem a tudo arredados em cantos pacatos, à espera de serem refeitos em sucata, como entretanto aconteceu a dezenas de gruas, a vapor, eléctricas, sem esquecer as cábreas majestosas, que anos a fio carregaram e descarregaram navios e embarcações locais nas muralhas de pedra desse porto tão bem cantado por Álvaro de Campos e tão abandonado dos nossos horizontes culturais.  


Não se preservou um único guindaste em Lisboa. 

Ainda vamos a tempo de lavar a cara e preservar alguns, como os guindastes Mague números 136 e 137, que estão parados em Xabregas, por exemplo. Aqui fica o desafio / sugestão a quem a possa, queira e saiba fazer viver...
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Sunday, October 01, 2017

Lancha salva-vidas do ISN


O porto de recreio de Oeiras entardeceu a 23 de Setembro já com luz de Outono, suave, bonita, e a lancha do ISN proporcionou este registo. 

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Saturday, September 30, 2017

NAVALTAGUS (Seixal)

O estaleiro naval NAVALTAGUS, situado à entrada da baía do Seixal, apresentava este aspecto composto na tarde de 29 de Setembro de 2017. No plano inclinado encontravam-se em reparação os navios S. JULIÃO e S. JORGE, ambos da Transtejo, para além de um pequeno navio de pesca costeiro construído no estaleiro para interesses angolanos. Atracado ao cais encontrava-se o navio de carga açoriano PAULO DA GAMA.
O estaleiro NAVALTAGUS integra o grupo ETE e era originalmente o estaleiro da Socarmar, vocacionado para dar assistência e manutenção à numerosa frota de batelões e rebocadores que aquela empresa pública detinha em serviço no Tejo. É actualmente o maior estaleiro naval privado da margem sul do Tejo. Não é a Lisnave Margueira nem nada que se lhe pareça, mas é o que somos capazes de ter actualmente após 42 anos a desmaritimizar tudo e todos.
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Tuesday, September 12, 2017

Uma Muito Boa Notícia - Um Paquete Novo Para Portugal


É uma notícia muito boa para a Marinha Mercante Portuguesa, e dada a raridade do tema, muito importante: O armador portuense Mário Ferreira tem em construção em Viana do Castelo, nos estaleiros da WestSea, um navio de cruzeiros expedicionários de 9300 toneladas de arqueação bruta encomendado este ano e com entrega prevista para Outubro de 2018. 
Trata-se do WORLD EXPLORER, navio com 126 metros de comprimento, 19 de boca e 4,7 de pontal, para 176 passageiros em 86 camarotes de luxo, todos exteriores, com varandas ou janelas panorâmicas, concebido para cruzeiros exóticos em regiões remotas, nomeadamente a Antártida, onde a nova unidade deverá operar de Novembro de 2018 a Março de 2019, fretado à Polar Cruise Company / Quark Expeditions, de Seattle, um dos mais prestigiados operadores de cruzeiros expedicionários a nível mundial. 
O WORLD EXPLORER vai ser equipado com sistema de propulsão muito versátil, diesel-elétrico híbrido, desenvolvido pela Rolls-Royce, com duas máquinas Bergen C25:33L8P e uma Bergen C25:33L6P, e motores eléctricos AFE "savecube", com a potência total de 9000 kW, accionando dois hélices de passo variável, e asegurando 16 nós de velocidade de serviço. 
O navio será propriedade da Mystic Cruises uma das companhias de cruzeiros de Mário Ferreira que integra a Mystic Invest SGPS juntamente com as empresas de cruzeiros fluviais Douro Azul, com 16 navios e 500 tripulantes, e Nicko Cruises com 20 navios, que navegam em 15 rios de três continentes. 


O projecto do WORLD EXPLORER foi desenvolvido pelo arquitecto naval italiano Giuseppe Tringali da empresa Leadship Ltd., e resulta da vontade de expansão da actividade cruzeirística de Mário Ferreira para além dos rios, ideia que acompanha o armador há bastantes anos e apontava inicialmente para uma operação na Amazónia. 
Para a Marinha Mercante e Indústria Naval portuguesas, a iniciativa de Mário Ferreira é uma excelente notícia. O WORLD EXPLORER será o primeiro navio de cruzeiros construído de raiz para interesses portugueses desde o FUNCHAL, encomendado em 1959 por outro armador carismático com sensibilidade para o turismo, Vasco Bensaude. A construção do WORLD EXPLORER abre assim novos caminhos a uma Marinha Mercante em necessidade urgente de se reinventar no actual mundo globalizado, ao mesmo tempo que proporciona um novo mercado apetecível à WestSea, do Grupo Martifer, que está a dar continuidade às melhores tradições dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. 
Mário Ferreira pretende que o WORLD EXPLORER seja o primeiro de uma série de navios semelhantes, referindo alguma apreensão relativamente à viabilidade de os próximos serem também construídos em Portugal, por questões de financiamento. Uma candidatura de financiamento com fundos comunitários foi chumbada e para financiar o WORLD EXPLORER optou-se por empréstimos obrigacionistas de 50 milhões de euros, com o restante assegurado pelos bancos Caixa Geral de Depósitos, Montepio e Carregosa, constando que o navio custará de 70 a 100 milhões de euros, valor de referência do custo de construção de navios deste tipo no mercado internacional. 
O WORLD EXPLORER deverá sair de Lisboa em Novembro de 2018 em viagem inaugural até ao Rio de Janeiro, em posicionamento para os primeiros dez cruzeiros à Antártida, prevendo-se que opere o resto do ano sob bandeira da Nicko Cruises em viagens dirigidas essencialmente ao mercado de cruzeiros alemão.
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Friday, September 01, 2017

PORTUGAL DESPERDIÇADO

Durante vinte anos a frota de navios de passageiros portugueses foi um dos temas de grande orgulho nacional. Havia nesse orgulho um factor de propaganda política, enaltecendo indirectamente a obra de ressurgimento nacional do Estado Novo, louvando Salazar e homenageando Américo Thomaz, tido como o "Pai da Marinha Mercante."
Ao mesmo tempo havia lugar a um orgulho legítimo, pois em 30 anos, de 1945 a 1975, havia-se quebrado um certo fatalismo ligado aos assuntos do mar e Portugal sobressaía pele primeira vez desde o século XVIII como nação marítima de primeira grandeza. Os nossos navios não ficavam a dever nada aos seus congéneres estrangeiros, as empresas armadoras viviam de forma equilibrada, renovando as frotas e olhando para a internacionalização ao mesmo tempo que o sector contribuía para o desenvolvimento da Indústria Naval - construção e reparação, e para o equilíbrio da balança de pagamentos com o estrangeiro.
Em parte provou-se que esta realidade era ilusória, pois o tempo demonstrou não ser sustentada por verdadeiro espírito marítimo. Apesar das aparências não se conseguiu ultrapassar o síndrome tutelar dos mercados protegidos e do guarda-chuva do Estado. Em 1975-85 esse guarda-chuva tornou-se tenebroso e deu no que deu. Um grande desperdício de navios, talentos e oportunidades perdidas, ilustrado nesta fotografia de autor não identificado, com os paquetes VERA CRUZ e SANTA MARIA encalhados na ilha Formosa em 1973, após terem sido vendidos para sucata pela Companhia Colonial de Navegação. Os navios eram muito bons, tinham 20 e 19 anos, com pelo menos mais 20 de vida futura e um potencial enorme no mercado de cruzeiros que então começava a crescer alimentado por navios com as características dos nossos mas com gente determinada e cheia de iniciativas. Foi esse o nosso drama, cultivámos o desperdício até à situação extrema. Enquanto em Portugal se deitavam para o lixo o SANTA MARIA e o VERA CRUZ, exactamente na mesma altura em Miami, um engenheiro emigrado de Israel poucos anos antes chamado Ted Arison comprava dois paquetes da mesma classe de origem inglesa e começava a companhia CARNIVAL. O resto da história todos sabem e faz a diferença entre ser um país de cacilheiros estatais versus país marítimo. E não se iludam, hoje começa a falar-se do mar, mas o espírito marítimo e a cultura do mar necessários ao relançamento dos sectores do mar em Portugal ainda cá não estão. Muita gente fala sem saber bem o que diz, nomeadamente a nosso elite política e empresarial, há que começar a ensinar a cultura dos navios e do mar nas escolas. Já.
Quanto à fotografia que mostro hoje, é das mais tristes que me é dado ver. Naveguei em ambos estes paquetes. Assisti à largada de ambos para o Oriente em 1973. Não há palavras..., a culpa é de todos nós que teimamos em brincar e culpar os governantes que são afinal aquilo que temos sabido merecer.
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Tuesday, August 08, 2017

Renegar os Paquetes da Matinha

Cada vez me incomoda mais a situação dos antigos navios de cruzeiros portugueses FUNCHAL e PORTO, atracados numa ponte-cais esquecida à Matinha, nos confins do Porto de Lisboa. 
O FUNCHAL está imobilizado desde Janeiro de 2015, o PORTO nunca navegou com este nome e encontra-se no Tejo desde 2013. 
Nem quase dados aparece quem os queira, as tripulações não são pagas há três meses, os navios degradam-se num exercício sórdido de incompetências múltiplas a atestar a suprema DESMARITIMIZAÇÃO da Marinha Mercante, esse ramo desconhecido do El Dourado do Mar Português que teima em ignorar o facto simples de que sem navios não há mar que se lhe diga.
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Wednesday, August 02, 2017

TEJO BELÉM com novas cores

O cargueiro português TEJO BELÉM, antigo CHAVES da Naveiro, adquirido no início deste ano por uma nova empresa armadora, a Tejo Shipping Lines, de Lisboa, esteve nos estaleiros de Viana do Castelo de 18 a 31 de Julho, em trabalhos de manutenção técnica, tendo regressado a Lisboa a 1 de Agosto de 2017 pintado com as cores oficiais da nova empresa, casco azul e chaminé branca com o empblema da TSL. 
Fotografámos o TEJO BELÉM à chegada a Lisboa na tarde de 1-08-2017 e aqui ficam algumas das imagens.
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Sunday, July 16, 2017

O Pesadelo da Desmaritimização


Nos tempos que correm, o "Desígnio do Mar" é uma mentira pouco imaginativa numa terra de brandos costumes e muita palermice. A realidade prática do Mar Português face aos discursos oficiais é um Mar de Mentiras. 
Quem devia saber não sabe e não sabe que não sabe, pois intelectos rasteirinhos sabem supostamente sempre tudo e de tudo. Os resultados são tristes. 
A Administração Marítima foi despovoada dos seus melhores elementos na sequência do desmantelamento do IPTM já há alguns anos e atinge agora níveis máximos de inoperacionalidade. O triunfalismo comunicacional associado aos sucessos do registo da Madeira, que já tem "mais de 500 embarcações" (contem as embarcações miúdas e serão já seguramente mais de 1000), é uma saloíce de água doce. A novela da legislação governamental da Taxa de Tonelagem dá vómitos. Nem se fale mais dos ATLÂNTIDAS, dos afretamentos de sucatas navegantes em sua substituição, dos esqueletos das Naveiros, das Soponatas, das Sacores Marítimas e dos armadores sem navios. Os episódios capazes de nos porem a chorar são recorrentes. Tudo tira o sono neste nosso mar deserto, o FUNCHAL, as trafulhices feitas à roda do FUNCHAL, ninguém querer saber do FUNCHAL e tudo o mais neste mar de ignorâncias enjoativas sem navios à vista. Se o banco onde o FUNCHAL e os seus dois companheiros de infortúnio encalharam não fosse tão incompetente, o assunto já estava ultrapassado e de preferência sem tantos milhões queimados. 
Alguém tem soluções para a Marinha Mercante, os navios e os marinheiros portugueses que não se conformam com a morte lenta do sector? 
Alguém tem ideias acerca de uma caracterização rigorosa do fenómeno da Desmaritimização desde 1975? 
Ignorância? 
Incompetência? 
Crime?
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Tuesday, July 04, 2017

Escola Náutica visitou o EMPIRE STATE


Um grupo de alunos e professores da Escola Náutica Infante D. Henrique visitou no dia 26 de Junho o navio-escola norte americano EMPIRE STATE, atracado ao cais da Rocha, em Lisboa, conforme noticiou o site oficial da escola.

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Wednesday, June 28, 2017

Mostrar as bandeiras enquanto as houver


No que toca aos navios e em especial à Marinha Mercante, as bandeiras e os registos respectivos há muito que não são o que foram antes da globalização, que pode dizer-se começou no mar com  as frotas mercantes ditas independentes embandeiradas nos Panamás Libérias e outras.

Hoje raramente a propriedade de um navio ou a sede de operações do armador respectivo coincide com a bandeira e o registo utilizados, o que tem quase levado ao desaparecimento de muitas bandeiras nacionais que só de longe a longe se podem observar ainda, por exemplo nos portos portugueses.
Já lá vai a época em que entravam regularmente em Lisboa e Leixões belos cargueiros de armadores brasileiros, e recordamos aqui o Lloyd Brasileiro e a Aliança, ambos com carreiras regulares para a Europa até acabarem ou terem sido tragadas por concorrentes mais fortes. 
Não fossem as visitas esporádicas de navios da Marinha do Brasil e a presença em águas portuguesas de navios com a bandeira do Brasil estaria até provavelmente afastada das memórias. 
Em Junho esteve em Lisboa o Navio veleiro CISNE BRANCO, da Marinha do Brasil, gostámos de rever o CISNE BRANCO.
Falar da bandeira do Brasil e do CISNE BRANCO é o mesmo que referir a situação de ausência da bandeira dos Estados Unidos da América e do navio-escola EMPIRE STATE, igualmente presença nos cais de Lisboa em Junho. Foi bom ver a bandeira dos EUA içada à popa de um navio mostrando como porto de registo Nova Iorque. 
Isto para não falar de Lisboa, que perdeu os últimos navios mercantes do registo convencional, que trocaram "Lisboa" à popa por "Madeira", ainda por cima Madeira é ilha, não é porto, uma mentirola institucional própria de paraísos fiscais.
Fotografias do CISNE BRANCO registadas a 13 e 14 de Junho (largada do navio) Imagens anteriores aqui; imagens do EMPIRE STATE datadas de 26 de Junho de 2017. Mais imagens do EMPIRE STATE, da escala anterior em 2014, aqui.
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Sunday, June 25, 2017

Paquetes FUNCHAL e PORTO: os desterrados da Matinha

Cada dia que passa aumenta a degradação física dos paquetes FUNCHAL e PORTO, esquecidos na ponte-cais da Matinha. A história recente destes navios espelha a vergonha da nossa incapacidade de encarar os negócios marítimos com a dignidade que a suposta tradição portuguesa implicaria. Dois monumentos à DESMARITIMIZAÇÃO sem perspectivas de solução razoável à vista.
Quem quer os paquetes da Matinha? Estão em saldo...
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Friday, June 16, 2017

Marinha Mercante: "Protesto de Mar"


Desde que me conheço que acompanho os assuntos ligados à Marinha Mercante Portuguesa, em resultado do que, de 1981 para cá, já publiquei centenas de artigos e duas dezenas de livros sobre os navios portugueses e a nossa marinha mercante. 
Este exercício que cedo se tornou uma paixão construtiva, é cada vez mais difícil de prosseguir, por manifesto desaparecimento do tema em si. Quarenta anos de Desmaritimização foram suficientes para reduzir os transportes marítimos portugueses a quase nada, só me resta fazer um protesto de mar, aqui, que não mo aceitam na Capitania...

As razões desta situação ignóbil são muitas e não as vou repetir agora, apenas protestar, abrindo o canhão de água à potência máxima a ver se lavo a alma e se quem de direito acorda, e percebe que Portugal precisa de navios e de transportes marítimos próprios, por razões estratégicas, de segurança, sobrevivência em situação de crise aguda e por necessidade de criação de riqueza, que tanta falta nos faz.
A incompreensão pelas temáticas marítimas é tal que hoje a opinião pública não quer nada com navios, chora-se pelo "horror" da presença de grandes (e pequenos) navios de passageiros atracados frente a Alfama por umas horas, há até quem reclame pelo "ruído" dos apitos, essa música marítima tão bela. 
Depois estamos rodeados por uma coreografia marítima e portuária de água doce, como a fotografia acima traduz, na caricatura de ponte móvel que substituiu a anterior, de 1927, ou a reconstrução sem rigor feita ao histórico "barco" ÉVORA, que faz lembrar vagamente a sua forma original, belíssima de barco do Barreiro quase iate. Nada contra o actual ÉVORA, melhor assim que ter sido desfeito como quase todos os outros, mas a nossa realidade marítima é virtual e pobre.
Neste mundo de virtualidades marítimas nacionais têm reinado toda a espécie de aprendizes de feiticeiro, que diligentemente vão deixando marcas de destruição e vazio. Um dos poucos monumentos vivos do perfeito estado de desgraça criado pela Desmaritimização e feiticeiros respectivos é o Paquete FUNCHAL, amarrado à Matinha há dois anos, que apesar de ser uma obra prima única da arquitectura naval mundial dos anos sessenta do século XX, está a morrer aos poucos a cada dia, chorando ferrugem em silêncio. 
Protesto de Mar, texto e fotografias de Luís Miguel Correia, cada vez mais impaciente face ao zero marítimo do momento. E não me venham falar de registos insulares nem de trapalhadas convencionais, que não sabem o que dizem nem o que fazem.
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Friday, June 09, 2017

Porto de Lisboa a cumprir o mito do Cais da Europa

Em 1844, quando se começou a pensar construir uma ligação ferroviária de Lisboa para a Europa, a ideia era a nossa cidade e o Porto de Lisboa tornarem-se no "Cais da Europa" e no "Cais da América", como então se dizia, atraindo para Lisboa os viajantes com destino às Américas. Era já o sonho implícito do "transhipment" que ainda hoje anima algumas almas, mas que entretanto nunca passou disso, de um sonho e de um mito.
O local de eleição para esse Cais da Europa era o sítio então conhecido por Cais dos Soldados, onde efectivamente foi construída a estação de Santa Apolónia, em terrenos parcialmente conquistados ao Tejo, e que na sua fachada Sul incluía um cais, tudo inaugurado a 1 de Maio de 1865. Ver a história da estação dos comboios aqui.
Na manhã de 7 de Junho último, ao apreciar a manobra de atracação do gigante MSC MERAVIGLIA ao novo cais de Santa Apolónia, lembrei-me do conceito do Cais da Europa e de como finalmente, ao fim de 152 anos, se poderá chamar com toda a propriedade Cais da Europa ao novo cais para navios de passageiros e ao terminal de cruzeiros em estado adiantado de construção. Muitos dos visitantes a bordo destes navios turísticos são europeus e Lisboa é um mais que perfeito Cais da Europa. Antes assim.
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