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Wednesday, December 18, 2013

N/M LOBITO e os ENVC

A construção nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo do n/m LOBITO, de 9.500 TDW., para a Companhia Colonial de Navegação, em 1957-1959, foi um marco importante na história da indústria naval portuguesa e dos estaleiros de Viana, de que foi a construção nº. 42. Testemunhando essa importância, reproduz-se aqui o folheto produzido para a inauguração do navio. Uma delícia em termos de design e comunicação, um folheto simples, com textos bem escritos e boa imagem para a época.
Ver a história do navio aqui...












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Saturday, April 20, 2013

Estaleiro de Viana ao fundo...

LUSA, 19 de Abril de 2013 com edição e comentários de LMC / BNM: "O ministro da Defesa disse hoje, no Porto, que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) têm de devolver 180 milhões de euros de ajudas recebidas entre 2006 e 2011 "ou não podem prosseguir na sua actividade".
Aguiar-Branco afirmou que a nova situação decorre da "averiguação que foi feita pela DGCom [Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia]", a qual terá concluído que a empresa recebeu ajudas estatais ilegais durante aquele período.
Foi por isso, segundo referiu o ministro, que o Governo anulou o processo que visava reprivatizar os ENVC e optou, em alternativa, por "um concurso público para a venda quer do ATLÂNTIDA, quer de material que existe dos estaleiros" e pela "subconcessão dos terrenos que actualmente são ocupados pelos estaleiros".
O ATLÂNTIDA é o navio encomendado pela empresal estatal ATLÂNTICOLINE, dos Açores, ao construtor naval de Viana do Castelo e que foi rejeitado por, alegadamente, não cumprir os requisitos exigidos, encontrando-se o caso em tribunal.
"Em relação aos postos de trabalho que estão em causa, acreditamos que da subconcessão possa haver a absorção do maior número possível, disse o ministro. "Mas nós nunca podemos dar garantias", ressalvou.
Aguiar-Branco encontrou-se hoje com os representantes dos trabalhadores dos ENVC para lhes dar conta da nova situação e do novo plano governamental para a empresa, tendo recebido ainda o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, e o deputado do PSD Eduardo Teixeira, eleito por Viana do Castelo.
"Vamos também dar início à construção dos dois navios asfalteiros, porque se, por acaso, não o fizéssemos, entrávamos desde já em incumprimento em relação à PDVSA", a empresa de petróleos da Venezuela, que os encomendou.
O ministro afirmou, ainda, que os trabalhadores que não forem absorvidos pela futura empresa concessionária dos Estaleiros de Viana verão "acautelados os seus direitos em termos legais".
Contestou, por outro lado, que se possa falar de despedimentos, "porque é a própria empresa que não poderá continuar a sua actividade". "Não é uma vontade do Governo, resulta desse processo" aberto pela União Europeia porque lesou a concorrência, insistiu, realçando que "não há condições", actualmente, para devolver os 180 milhões de euros reclamados, o que evitaria o fecho de uma empresa que tem quase 70 anos (foi criada em 1944).
A subconcessão não garante, porém, que se mantenha a actividade que a ENVC sempre desenvolveu naquele espaço, mas o ministro defendeu que se deve "raciocinar num juízo de normalidade", até porque "aqueles terrenos têm uma determinada configuração". "É mais normal que isso aconteça do que outra coisa e portanto será mais normal que, criado esse quadro de actuação, haja a possibilidade de haver a absorção do maior número de postos de trabalho possível", argumentou.
Questionado sobre quando serão extintos os estaleiros, Aguiar-Branco respondeu que "o processo de liquidação terá que acontecer em paralelo com aquilo que vier a acontecer na subconcessão", considerando tratar-se de uma "situação de vaso comunicante". O concurso para a subconcessão vai ser, lançado, "seguramente", até ao verão.
Os trabalhadores dos estaleiros anunciaram, entretanto, que vão pedir uma reunião ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, como forma de contestar o anunciado "encerramento" da empresa.
"Vamos chamar à atenção para o nosso problema. Não pode ser uma multa da Comissão Europeia que coloca em causa uma empresa com quase 70 anos", disse António Costa, porta-voz da Comissão de Trabalhadores (CT) dos estaleiros."
Comentário BNM: O Povo diz que "em casa em que não há pão todos clamam e ninguém tem razão". Há uma outra versão segundo a qual afinal todos têm razão, mas neste caso de drama anedótico de Viana do Castelo escolha a primeira versão. Antes de mais todo este processo e o arraial mediático fomentado à sua volta prima por um exercício primoroso de hipocrisia aos mais altos níveis. Há governantes que no intimo pensam que se já não temos navios não precisamos de estaleiros para nada, aliás isto na escola de pensamento do antigo ministro do mar Comandante Azevedo Soares, que um dia algo distraidamente me disse que Portugal não precisa(va) de marinha mercante para nada porque saía mais barato utilizar navios estrangeiros. São as teorias e aplicações práticas da DESMARITIMIZAÇÃO na sua pujança mais negra e ignota. 
A única coisa que me admira nisto tudo é que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo tenham logrado sobreviver até agora. O caso de Viana do Castelo não tem sido tratado com seriedade. Quero acreditar que isso tem acontecido principalmente por incompetências diversas. Ainda estamos a pagar a factura do desmantelamento cego da CUF em 1975 e da nacionalização da indústria naval. Na época criou-se um sector empresarial do Estado com estaleiros navais e companhias de navegação: os primeiros tinham capacidade, ciência e necessidade de construir navios; os segundos precisavam de actualizar e renovar as suas frotas para consolidação face a alterações de mercados decorrentes do regresso à Europa e da revolução tecnológica e especialização mundial dos transportes marítimos. O que é que se fez? Pior que nada, pois os poucos navios encomendados à SETENAVE (os graneleiros para a NAVIS e depois transferidos para a CNN) nunca chegaram a integrar a marinha mercante portuguesa e acabaram vendidos ao desbarato para um armador estrangeiro que fez o melhor negócio da sua vida. Tudo gerido por Comissários inaptos. Claro que a DESMARITIMIZAÇÃO e todo o folclore político e económico em que Portugal tem vivido nestas décadas de costas para o mar e para o mais elementar bom senso não podia desaguar senão no mar de asneiras que agora aparece reciclado no discurso turvo do REGRESSO AO MAR.
Viana do Castelo andou anos a construir navios subsidiados pelo Estado, à semelhança dos seus congéneres europeus. A cegueira global permitiu que não se preservasse a indústria naval na Europa, com excepção de nichos de mercados de construção de navios evoluídos tecnologicamente, aposta tímida de Viana que falhou. À medida que encolheu a actividade de construção naval em Portugal, diminuiu a percentagem de componentes nacionais, falha decorrente de falta de dimensão apesar do potencial oficial do clister do mar.
Tecidos estes considerandos, pode perguntar-se: o que há a fazer? 
Se os ENVC estivessem localizados em Hamburgo em vez do Minho, já há muito que a comunidade marítima local teria posto de pé uma solução que podia passar pela mobilização dos sectores marítimos associados ao Município e ao brio local.
A solução agora anunciada pelo ministro Aguiar Branco parece ser um último recurso arriscado: 
- Concurso Público Internacional para alienar o navio de passageiros ATLÂNTIDA equivale a rifá-lo da mesma forma que em 1986 se fez com os graneleiros de Setúbal. Vai ser vendido por um valor insignificante. Não porque o navio não preste, acreditamos que é um bom navio, mas por razões técnicas e conjunturais desfavoráveis:  foi concebido à medida para um tráfego específico (mesmo esse processo terá sido mal gerido pelo armador inicial por falta de saber), encaixará mal noutras actividades que não as Ilhas dos Açores; o vendedor vai alienar o bem com as calças na mão, e assim se encerra um dossier vergonhoso. Todos ficam a perder, o Estado, o País e mesmo a Região do Açores que continua a recorrer a um navio grego com 40 anos de idade, gastando milhões todos os anos nesse processo. 
As restantes medidas parecem obviamente medidas de recurso desesperadas. Se até agora tudo funcionou mal comprometendo o futuro dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, nada assegura que este novo capítulo agora anunciado tenha desfecho diferente. ESTE PAÍS e ESTA GENTE não TÊM REMÉDIO.
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Monday, December 03, 2012

Indústria Naval na margem Sul do Tejo

A margem Sul do Tejo tem grandes tradições associadas à Indústria Naval, com destaque para o subsector das reparações a navios, cujo exemplo mais significativo foi de 1967 a 2000 o grande estaleiro da Lisnave na Margueira, que se encontra desactivado. Um pequeno estaleiro continua a funcionar em Porto Brandão onde obtivemos esta imagem aérea mostrando três unidades de pesca local e costeira em reparação. Fotografia registada a 3 de Dezembro de 2012
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Wednesday, October 17, 2012

Aprestamento do NRP FIGUEIRA DA FOZ retomado em Viana

O aprestamento do NRP FIGUEIRA DA FOZ, o segundo patrulha NPO para a Marinha Portuguesa, por concluir nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) há largos anos, foi retomado esta semana e envolve ainda cerca de dez meses de trabalho se agora tudo correr bem.

A informação foi avançada hoje à agência Lusa por fonte do ministério da Defesa Nacional, acrescentando que nesta altura já decorrem trabalhos de decapagem do casco do navio. "Os trabalhos foram retomados esta semana e deverão estar concluídos dentro de cerca de dez meses", disse a fonte do ministério liderado por José Pedro Aguiar-Branco.
O NRP FIGUEIRA DA FOZ, o segundo navio da classe VIANA DO CASTELO, integra uma encomenda, feita em 2004 pelo Ministério da Defesa aos estaleiros daquela cidade, de oito Navios de Patrulha Oceânica (NPO), cada um com um custo inicial estimado de 50 milhões de euros, para substituir as  dez corvetas, com 40 anos de serviço, das quais restam seis.
A encomenda foi, entretanto, revogada em Conselho de Ministros e a resolução publicada em Setembro último em Diário da República, anulando a encomenda dos restantes 6 NPO e 5 Lanchas de Fiscalização Costeira (LFC), negócio avaliado em 400 milhões de euros, com vista ao reequipamento da Marinha.
Fonte governamental explicou à agência Lusa que esta revogação "pretende salvaguardar o interesse do Estado" no processo de reprivatização dos ENVC, tendo em conta tratar-se de um compromisso que implicaria pagamentos na ordem dos 57 milhões de euros em 2013 e 38 milhões de euros no ano seguinte. Além disso, o projecto destes navios "permanecerá na propriedade do Estado", explicou a mesma fonte, numa altura em que o Governo admite concluir o processo de reprivatização dos ENVC até final do ano.
Com esta revogação será apenas concluída a construção do segundo patrulha, o NRP FIGUEIRA DA FOZ  e do primeiro, o NRP Viana do Castelo, já entregue à Marinha mas ainda em período de garantia.
O primeiro 'patrulha', NRP VIANA DO CASTELO, foi entregue em Abril de 2011 e já soma 1.500 horas de serviço, enquanto o segundo deveria ter chegado em Setembro do mesmo ano. Este ano deveria ter sido entregue o oitavo navio da série. A construção esteve parada até agora por falta de recursos financeiros dos estaleiros para adquirir material, com fontes da empresa a garantirem que são necessários entre seis a oito milhões de euros para a sua conclusão.
Estes 'patrulhas', com desenho próprio dos ENVC, têm 83 metros de comprimento, capacidade para receber até 67 pessoas e uma tripulação de 38 elementos, além de poderem transportar um helicóptero Lynx. Concebidos como navios militares não combatentes, podem ser utilizados para fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar.
A Marinha portuguesa opera actualmente com seis corvetas, das classes BAPTISTA DE ANDRADE e JOÃO COUTINHO, com cerca de 40 anos de operação, mas duas destas estão nesta altura inoperacionais. Texto original da Lusa adaptado pelo BNM.
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Tuesday, October 02, 2012

VIANA e os Asfalteiros

Viana do Castelo, 02 out (Lusa) - A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA) chegaram a acordo para retomar a construção de dois navios asfalteiros, anunciou à Lusa fonte oficial do Ministério da Defesa.
O acordo foi alcançado Segunda-feira, na Venezuela, entre uma delegação da empresa portuguesa e a PDVSA Naval, estando prevista a entrega dos dois navios para Março de 2014, num negócio de 128 milhões de euros.
O aditamento ao contrato inicial, agora acordado, prevê, entre outros pormenores, a "recalendarização de todo o processo de construção", além de três etapas entretanto esgotadas.
"A empresa já estava em incumprimento com a PDVSA e com este acordo deixou de o estar. Passaram a estar definidos novos prazos para estas etapas que não tinham sido concretizadas e para o restante processo de construção", acrescentou a fonte.
Até Junho de 2011, os pagamentos efectuados aos ENVC pela Venezuela - cerca de nove milhões de euros -, foram utilizados, acrescentou a mesma fonte, noutras obrigações da empresa "que não relacionadas com o contrato", o que "dificultou" o cumprimento das várias fases de construção.
"A negociação prolongou-se pelos últimos meses e foi muito exigente. Com este acordo fica sanado o incumprimento contratual dos ENVC, que estão agora em condições de lançar os processos concursais para aquisição de equipamentos e matéria-prima", sublinhou a fonte.
Além disso, este aditamento ao acordo assegura que o negócio permanece na carteira de encomendas dos ENVC, estando o retomar da construção dependente da aquisição de material, sujeita às regras da contratação pública que vinculam a empresa, e também do processo de reprivatização em curso.
Esta é já a segunda revisão ao contrato, depois das alterações dos prazos de entrega negociadas no início deste ano, para Março de 2014, ou seja um ano de atraso face ao primeiro acordo, celebrado em 2010.
A negociação arrastava-se desde Junho e implicou visitas de delegações dos ENVC à Venezuela, para acerto das várias adendas.
Trata-se do único contrato activo na carteira de encomendas da empresa e representa cerca de 1,3 milhões de horas de trabalho para construção de dois navios com 188 metros de comprimento para transporte de asfalto.
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Tuesday, August 21, 2012

Port of Lisbon Daily Photo

Margueira, quem te viu e quem te vê!!!! Antigo navio-oceanográfico NRP ALMEIDA CARVALHO da Marinha Portuguesa atracado ao estaleiro da Margueira a aguardar reboque para Portimão para ser afundado ao largo da costa do Algarve.
Former Portuguese Navy survey ship ALMEIDA CARVALHO laid up at the former Lisnave shipyard at Margueira on 20 August 2012. She is due to be taken in to to Portimão, Algarve, to be sunk off the coast.
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Friday, August 17, 2012

Port of Lisbon Daily Photo

Doca nº 1 do estaleiro naval do porto de Lisboa, actualmente a funcionar em regime de concessão à empresa NAVALROCHA. 
Fotografia de 17 de Agosto de 2012, vendo-se dentro da doca um pequeno navio tanque utilizado pela Sacor Marítima em serviço de bancas à navegação. 
A indústria de construção e reparação naval tem uma grande tradição de muitos séculos em Lisboa. Este estaleiro iniciou a actividade em 1899 e chegou a ter uma grande importância a nível nacional tendo sido aí construídos dezenas de navios. O período de ouro coincidiu com a gestão do Grupo CUF a partir de 1937, tendo sido deste estaleiro que anos mais tarde transitaram os fundadores dos estaleiros de Viana do Castelo e do Mondego. O "Estaleiro Naval da CUF" entretanto deu origem à NAVALIS, esta por sua vez foi sucedida pela LISNAVE até que se completou o ciclo com o encerramento do estaleiro e a sua posterior reabertura pela actual NAVALROCHA.
NAVALROCHA shipyard in Lisbon, now the oldest yard still active in Lisbon. It was opened in 1899 and for many years was the largest Portuguese shipbuilding facility... Photo taken on 17 August 2012 with a coastal oil tanker in drydock no. 1. 
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Monday, August 13, 2012

Reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

O jornal PÚBLICO destaca na sua edição de hoje a futura reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo: "Segundo o decreto-lei publicado esta segunda-feira em Diário da República, promulgado pelo Presidente da República, com a reprivatização “pretende-se que o capital social dos ENVC seja alienado por venda directa” a realizar pela Empordef junto de um “investidor, nacional ou estrangeiro”, com uma “perspectiva de investimento estável e de longo prazo, com vista ao desenvolvimento estratégico” da empresa.
Face às “actuais dificuldades do mercado da construção e reparação naval e actividades económicas conexas ou relacionadas, aliadas à deficitária situação económico e financeira da ENVC”, esta modalidade, acrescenta o decreto-lei, “é a que melhor salvaguarda o interesse nacional na realização deste processo, em condições consideradas apropriadas para o valor do activo a alienar”.
A apresentação de um “adequado projecto estratégico” para os estaleiros, tendo em vista o “desenvolvimento das suas actividades nos mercados nacional e internacional”, que “maximize a manutenção dos actuais recursos humanos”, bem como “a promoção da concorrência e competitividade do sector da construção e reparação naval” além do “preço indicativo” apresentado para a aquisição das acções representativas do capital social são condições a “privilegiar” neste processo.
Seguir-se-á, agora, a definição de um caderno de encargos, entre outras condições do negócio, com o valor base a atribuir a cada acção da empresa.
A alienação da totalidade do capital social dos ENVC é justificada, ainda, pela “urgência imperiosa decorrente da necessidade de viabilização económico-financeira” e contempla também uma oferta pública de venda de um conjunto de acções aos trabalhadores.
“É objectivo do Governo que o Estado deixe de ter qualquer participação directa ou indirecta no capital social dos ENVC, deixando esta, em consequência, de integrar o Sector Empresarial do Estado”, acrescenta o diploma.
“O modelo de reprivatização consagrado no presente diploma permite não só ir ao encontro dos compromissos assumidos no âmbito do Programa de Assistência Financeira, na medida em que a realização de reprivatizações no Sector Empresarial do Estado contribui para o esforço de consolidação orçamental, como ainda promover a flexibilização necessária à sustentabilidade e ao potencial desenvolvimento da ENVC”, lê-se ainda. 
A decisão de reprivatizar a empresa, cujo capital social é totalmente detido pela Empordef, holding do Estado para as indústrias de Defesa, foi aprovada a 12 de Julho, em Conselho de Ministros.
Fundada a 4 de Junho 1944, no âmbito do programa do Governo para a modernização da frota de pesca do largo, a empresa começou na forma de uma sociedade por cotas de responsabilidade limitada, com o capital social de 750 contos.
Acabou por construir mais de 200 navios e chegou a empregar perto de 2000 trabalhadores. Hoje restam cerca de 630 trabalhadores, tendo saído 300 nos últimos cinco anos.
O passivo acumulado da empresa, que ultrapassa já os 260 milhões de euros, é um dos aspectos mais delicados a definir neste processo de reprivatização. "
As dificuldades crescentes associadas aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo anunciam-se há anos e tanto o actual Governo como os anteriores mostraram-se até agora incapazes de resolver os assuntos pendentes. Há que explicar ao País como é que uma oportunidade de ouro de relançar a actividade dos ENVC com o reequipamento da Marinha de Guerra Portuguesa se traduziu até agora em apenas um navio entregue pelo dobro do preço inicial, o NRP VIANA DO CASTELO; há que explicar aos contribuintes os meandros do contrato de construção dos dois navios de passageiros para o Governo Regional dos Açores; há que dar uma justificação aos Portugueses pelo enormíssimo atraso na resolução de privatizar o estaleiro agora publicado. Tenho também curiosidade em perceber, nas actuais circunstância do mercado da indústria naval na Europa e no Mundo, como é que se vai desencantar o milagre de um salvador dos estaleiros que pague os passívos e gere trabalho para os funcionários actuais desta empresa. Também era interessante ser tornado público o valor dos subsídios estatais à construção de navios em Viana do Castelo entregues aos armadores por preços abaixo do custo real. E não se esqueçam das responsabilidades associadas ao contrato dos asfalteiros para a Venezuela que em vez de serem uma mais valia, são cada vez mais um problema.
É este o País que temos, nacionalizamos empresas equilibradas e bem geridas (neste caso era o Grupo CUF), para as transformar num estorvo. Parece-me que os responsáveis são os governantes do bloco central que nas últimas décadas alimentaram a festa, o saque e agora a agonia. Que pouca vergonha.
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TERRY TRES depois de docagem

Pormenores do navio de carga TERRY TRES, fotografado na ponta da Rocha em Lisboa, a 9 de Agosto de 2012 depois de uma docagem no estaleiro Navalrocha (Doca 1). Pela aparência foi efectuada uma pintura geral ao navio, mas esqueceram-se de pintar o ferro de estibordo... E o de bombordo também aparece por pintar... Uma nova moda?
O navio faz há alguns anos a carreira de Cabo Verde.

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Tuesday, July 31, 2012

O n/m PORTO em Viana

Navio de carga geral e passageiros PORTO fotografado em 1967 na doca dos estaleiros de Viana do Castelo, onde foi construído em 1966-67 por encomenda da Companhia Colonial de Navegação para a carreira de África.
Construído com assistência técnica do estaleiro belga Cockerill, o PORTO foi uma realização importante da nossa indústria naval na década de 1960 e provou ser um belíssimo navio. Foi também um exemplo do esforço português ao longo do século XX para se desenvolver entre nós a indústria de construção naval, para o que funcionaram mecanismos diversos de incentivos estatais, nomeadamente a pressão política. Com mais ou menos dificuldades os estaleiros cresceram e acabaram por se imporem, ganhando inclusivé alguma projecção internacional, caso da Lisnave, Setenave e Viana do Castelo. 
Ainda hoje à indústria naval é reconhecido um elevado potencial no conjunto das actividades marítimas em Portugal, mas o quadro presente é a completa negação dessas potencialidades. Monumento a essa incapacidade é o estaleiro da Margueira, inaugurado em 1967 e que chegou a ser o maior estaleiro de reparação da Europa e uma referência mundial. Paradigma da nossa negatividade presente é a forma como se criaram os problemas que acabaram por paralisar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, e a morosidade na apresentação de uma solução responsável e equilibrada para esta infraestrutura industrial que já construiu mais de 200 navios e está paralisada apesar de ter encomendados dois navios asfalteiros destinados à Venezuela, contrato de 128 milhões de euros em incumprimento por falta de meios para se dar início à construção dos navios. Igualmente ligado a Viana é o processo do navio de passageiros ATLÂNTIDA, feito à medida para operar nos Açores, que se viu vítima de uma intriga política irresponsável e cara, que continua a aguardar destino, isto para já não falar do seu irmão mais pequeno ANTICICLONE, parcialmente construído no estaleiro. Outra oportunidade duplamente perdida foi o programa de construção dos Patrulhas Oceânicos, com apenas um navio entregue, o NRP VIANA DO CASTELO e uma segunda unidade a aguardar à anos a sua conclusão - o futuro NRP FIGUEIRA DA FOZ. A falta de construção atempada destes navios tem obrigado ao gasto de milhões de euros no prolongamento da vida útil das seis corvetas que ainda restam, com cerca de 40 anos de actividade, para não falar das oportunidades perdidas na exportação desta classe de navios.
Não nos podemos dar ao luxo de adiar mais as soluções urgentes para garantir um futuro necessário e urgente aos Estaleiros de Viana do Castelo, agora em fase de privatização, cujo lançamento foi anunciado pelo Governo para Julho, mês que termina já amanhã. Cada dia que passa amplia a agonia dos estaleiros e aumenta a indignação por tanta imobilidade. Privatizem depressa os estaleiros e incentivem interesses portugueses a participar na operação, depressa, que está tudo a morrer na praia. 
O Governo, este e os anteriores merecem uma profunda reprimenda pela falta de boa gestão da empresa e pela estratégia de deixar andar. E os contribuintes a pagar mais esta factura de indigência política. Inaceitável.
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Friday, June 29, 2012

NRP D. JOÃO DE CASTRO

O navio-hidrográfico português D. JOÃO DE CASTRO (1941-1946) foi o primeiro a ser construído no Alfeite pelo Arsenal em 1939-1941. Era um navio a vapor com duas máquinas alternativa e 1100 toneladas de deslocamento. Teve uma vida curta, acabando por se perder em Cabo Verde por encalhe, em 1946.
Imagens reproduzidas de um livro francês intitulado MER ALBUM e editado logo a seguir à Segunda Guerra Mundial.
Olhando para este navio, pergunto se não se terá destinado a substituir o navio-hidrográfico CINCO DE OUTUBRO ex-iate real AMÉLIA?
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Navios em SALVATERRA...

Chama-se SALVATERRA E EU, mas é um blog cheio de navios e memórias muito interessantes sobre uma vida ligada à indústria naval e marinha de comércio. Vale a pena visitarem esta Salvaterra tão marítima. Aqui, assinada por João Celorico, que não tenho o prazer de conhecer para além dos seus escritos tão generosamente partilhados com este mar de desconhecidos que é a blogósfera...
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Tuesday, June 19, 2012

Indústria Naval e Desmaritimização

Este fim de semana o aspecto do centenário estaleiro naval do Porto de Lisboa era este: vazio de gente e de navios.
As Docas 1, 2 3 e 4 vazias. No antigamente chamado "cais das carreiras"- o cais de aprestamento do tempo em que havia carreiras de construção onde se construíam cascos que eram lançados ao Tejo e acabados neste cais - notava-se a presença de uma draga belga PANTAGRUEL, e era tudo.
Num escrito brilhante o Grande Senhor da indústria naval em Portugal no século XX, José Manuel de Mello explicou a razão do insucesso da LISNAVE depois de tantos sucessos num sector vital para a remaritimização de Portugal: falta de competitividade face ao aparecimento de estaleiros de qualidade mais baratos e flexíveis que os nossos, em Malta, na Turquia, etc...
Como resolver este problema? Deixar morrer infraestruturas excelentes como o estaleiro da Margueira? E não há clister do Mar que nos valha, não...

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Ainda o ATLÂNTIDA

Viana do Castelo, 18 Jun (Lusa) - Os deputados da Comissão Parlamentar de Defesa visitam, a 26 de Junho, o ferryboat Atlântida, construído em Viana do Castelo mas ancorado na base naval do Alfeite desde Agosto, rejeitado em 2009 pelo Governo dos Açores.
A informação foi avançada hoje (1-06-2012) à Agência Lusa pelo presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, José Matos Correia, que tinha apresentado esta proposta já em Janeiro e que chegou a apontar 19 de Junho como data para esta visita.
"O senhor presidente da Empordef comunicou-nos que vai acompanhar o senhor ministro da Defesa numa viagem a Marrocos e, por isso, decidimos adiar a nossa visita ao navio para dia 26 de Junho, pelas 15:00, porque a sua presença faz todo o sentido", explicou Matos Correia.
Aquele deputado propôs esta visita "no contexto" das audições feitas no início do ano à administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e da Empordef, empresa que gere todas as participações do Estado nas indústrias de Defesa.
"Face ao teor da audição" de Vicente Ferreira, presidente da Empordef, Matos Correia entendeu que poderia "ser útil" visitar o navio construído em Viana do Castelo.
"Esta visita servirá para os deputados se inteirarem da situação do navio. É essa a nossa função", admitiu o social-democrata, acrescentando que a iniciativa "não é a favor nem contra ninguém".
"Apenas uma tentativa de pôr a comissão a dar algum contributo para resolver o problema dramático dos ENVC", explicou.
Em declarações à Lusa, em Março, o presidente do Conselho de Administração dos ENVC adiantou que a empresa já gastou nove milhões de euros com o ferryboat "Atlântida", apenas na manutenção e seguros, após a rescisão do contrato por parte do Governo dos Açores, em 2009.
Ancorado há quase dez meses nos Estaleiros do Alfeite (28 de Agosto de 2011), o navio representa um custo anual para os estaleiros de 500 mil euros e em seguros cerca de 400 mil euros.
Além disso, a empresa tem custos anuais, relativos a encargos financeiros com o navio, de 1,3 milhões de euros.
Tudo isto eleva a factura total para 2,2 milhões de euros anuais, pelo que, segundo Jorge Camões, os ENVC já gastaram, em quatro anos, cerca de nove milhões de euros com o navio.
O navio, com capacidade para transportar 750 passageiros e 150 viaturas, foi encomendado aos ENVC pela empresa pública Atlânticoline, detida pelo Governo Regional dos Açores, por cerca de 57,5 milhões de euros, mas acabou por ser rejeitado em 2009 por uma diferença na velocidade máxima contratada.
Segundo os estaleiros, essa diferença - cerca de um nó à velocidade máxima -, provocaria um atraso de "cinco minutos" nas ligações inter-ilhas que o "Atlântida" deveria assegurar.
Através da Atlânticoline, o Governo dos Açores tinha encomendado aos estaleiros de Viana a construção dos navios "Atlântida" e "Anticiclone", que seriam utilizados na operação de transporte marítimo de passageiros entre as ilhas do arquipélago.
Na sequência dessa encomenda, o executivo açoriano já tinha pago 37,3 milhões de euros quando, em Abril de 2009, decidiu rejeitar o navio "Atlântida" por não cumprir os requisitos contratuais.
Essa decisão surgiu depois de terem sido conhecidos os resultados do teste de mar realizado pelo navio, durante os quais não conseguiu atingir a velocidade exigida no contrato.
Em Dezembro de 2009, as duas empresas públicas chegaram a um acordo que obrigava os ENVC a pagarem 40 milhões de euros, em várias prestações, estando ainda por liquidar uma verba de cerca de sete milhões de euros.
Com este acordo, em contrapartida, os ENVC passaram a ser proprietários do "Atlântida" e dos blocos de aço que já estavam construídos para o "Anticiclone". PYJ. Lusa/fim
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Ainda o Porto e os Navios

Ainda o Porto de Lisboa e os Navios à volta de imagens ligadas à reconstrução do cargueiro francês VAUCLUSE na Lisnave Rocha em 1972.
A imagem que hoje apresentamos e que nos foi enviada igualmente por Nuno Bartolomeu data do dia 8 de Abril de 1972. Para além do cargueiro das Messageries, já com a proa ligada ao novo corpo central, podem observar-se diversos outros navios:
na Doca 2, a fragata NRP COMANDANTE HERMENEGILDO CAPELO (docagem de 3 a 10-04-1972), na Doca de Alcântara, os paquetes FUNCHAL e ANGRA DO HEROÍSMO, da Empresa Insulana de Navegação e na Estação Marítima da Rocha, o saudoso paquete SANTA MARIA, que infelizmente só navegou mais um ano...
Another beautiful image of the Lisnave shipyard and Alcântara dock in Lisbon taken on 8 April 1972. The refit of VAUCLUSE is well underway and a Portuguese Navy frigate, the F481 NRP COMANDANTE HERMENEGILDO CAPELO is also being docked at Dock 2. Inside Alcântara Dock the two largest passenger liners of Empresa Insulana, FUNCHAL and ANGRA DO HEROÍSMO can be observed in the morning sunny light of Lisbon. Last but not the least, the magnificent passenger liner SANTA MARIA can be seen alongside the Rocha Passenger Terminal. She only had another year of full liner service to La Guaira and Port Everglades before a final sad trip to Kaoshiung, Taiwan in 1973.
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Tuesday, March 06, 2012

DOURO AZUL encomenda navios

A empresa Douro Azul anunciou hoje, oficialmente, que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) estão fora do negócio para a construção dos dois primeiros navios-hotel, um negócio global de 50 milhões de euros.
A garantia foi dada hoje à Lusa por fonte oficial do grupo turístico, acrescentando que a decisão final, a tomar nas próximas horas, "está agora limitada aos estaleiros portugueses da Navalria, de Aveiro, e aos holandeses da De-Hoop".
No entanto, a mesma fonte não quis adiantar pormenores sobre esta exclusão, que acontece poucos dias depois da demissão do administrador da Empordef, Luís Miguel Novais, denunciando "inércia" na tomada de decisões sobre os ENVC e apontando o negócio com a Douro Azul como exemplo.
De fora deste negócio, acrescentou ainda, além da empresa pública de Viana do Castelo, ficaram também os estaleiros da Armon (Espanha), igualmente convidados pela Douro Azul a participar.
Os estaleiros de Viana apresentaram à Douro Azul, a 29 de fevereiro, uma proposta para a construção de quatro navios-hotel, negócio que seria "muito importante" para a empresa, descreveu na altura fonte oficial dos ENVC.
Tratam-se de navios cujo projeto-referência corresponde ao do "Douro Spirit", avaliado em 12 milhões de euros, de 80 metros de comprimento e com capacidade para 130 turistas, que integrou a frota da empresa em 2011.
O objetivo da Douro Azul é replicar este modelo e para isso convidou quatro empresas a apresentar propostas, tendo apontado o dia 01 de março como data limite para decidir o vencedor do negócio.
Fonte da empresa esclareceu à Lusa que ainda decorrem "negociações", pelo que a decisão final não foi tomada, mas a exclusão dos ENVC da construção dos dois primeiros navios, "pelo menos", é certa.
Fonte da administração dos ENVC admitiu à Lusa que entregou a proposta final à Douro Azul a 29 de fevereiro, após negociações e já "incorporando as alterações pedidas pelo armador ao projecto-referência".
"Acreditamos na bondade e qualidade da nossa proposta. Seria um negócio muito importante para os ENVC e para a economia nacional", acrescentou, na semana passada, a mesma fonte.
Em entrevista recente à Lusa, Mário Ferreira, administrador da Douro Azul, admitiu que neste negócio, que envolve os projetos "Douro Global" e "Douro Prestige", atribuía "preferência" aos estaleiros nacionais, mas sublinhou que as garantias sobre o cumprimento de prazos seriam cruciais na tomada de decisão.
"Só iremos atribuir a construção a um estaleiro português se estivermos convencidos de que tem capacidade técnica para nos entregar os navios em tempo útil. Não pode haver qualquer tipo de atraso", apontou.
Recordou que estes navios representarão um incremento na faturação anual de 15 milhões de euros, sendo que nesta altura já estão feitas "pré-vendas" para o mercado turístico norte-americano, inglês, alemão e australiano, no valor de 90 milhões de euros, através de contratos internacionais.
"Acima de tudo, para além do preço, necessitamos de garantias sólidas da entrega, porque não podemos correr o risco de estragar a reputação e imagem que andámos a criar, ao longo de anos, com eventuais atrasos. É que estes navios já estão previamente vendidos", sublinhou ainda Mário Ferreira.
Este investimento foi alvo de candidatura a fundos comunitários, ascende a 50 milhões de euros e, segundo o empresário, está já "pré-aprovado" pelas entidades públicas nacionais.

Saturday, March 03, 2012

Alongamento de navios na LISNAVE

Lançamento ao Tejo de uma secção de casco de um cargueiro para alongamento. Secção construída no estaleiro da Rocha da LISNAVE em Lisboa por volta de 1970.
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Thursday, March 01, 2012

Alongamento n/m THISBE

Navio de carga francês THISBE (3.520 GRT / 1966) fotografado dentro da doca nº 1 do estaleiro da Rocha no ano de 1974, a ser alongado com uma secção de 14,7 metros aumentando a capacidade de carga e o porte bruto. A arqueação bruta aumentou para 4.160 toneladas.
O estaleiro da CUF / NAVALIS / LISNAVE especializou-se neste tipo de reconversões, a partir da alteração efectuada em 1959 ao paquete RITA MARIA. As secções do casco eram construídas nas carreiras deste antigo estaleiro.
A fotografia mostra em segundo plano o rebocador D. LUIZ I da AGPL, pintado de amarelo e o paquete UIGE da CTM mas ainda com as cores da Companhia Colonial. O primeiro navio a receber as novas cores da CTM seria o cargueiro LOBITO, em Julho de 1974, precisamente neste estaleiro. Voltando ao cargueiro THISBE, continuou a navegar com este nome até 1979, quando se passou a chamar MONA I. Foi desmantelado em 1986. Fotografia cedida por Nuno Bartolomeu a quem agradecemos a atenção.
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Wednesday, February 15, 2012

Estão à espera de quê para começar os asfalteiros?

A Empresa de Petróleos da Venezuela (PDVSA) garante que “não há nada para negociar” na construção, nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, de dois aslfalteiros, reclamando uma “clarificação” de Portugal sobre o processo. “O que havia para negociar está negociado e está no contrato que foi assinado, onde está escrito que o primeiro navio é para ser entregue em Fevereiro de 2014. Além de alguns detalhes técnicos, não há mais nada para negociar”, afirmou hoje à Lusa fonte da delegação da PDVSA, que está de visita aos estaleiros. 
Segundo o mesmo responsável venezuelano, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) já não receberam em Setembro uma tranche de cerca de 6,5 milhões de euros (5%) e este mês outra, de quase 13 milhões (10%), exactamente porque “não estão a cumprir” o contrato. “Neste caso podemos afirmar, como se diz na minha terra, que é o cliente que anda atrás da encomenda”, apontou ainda o mesmo responsável. 
Em causa está um negócio para a construção de dois asfalteiros para a PDVSA, no valor de 128 milhões de euros, cuja entrega está prevista para Fevereiro e Agosto de 2014. 
Os ENVC já receberam a primeira tranche, de 10% do contrato, e desde Julho que têm o projecto de construção concluído e pronto para avançar o que não acontece devido à falta de liquidez para garantir a aquisição do material necessário, no valor de três milhões de euros. 
“O que esperamos é que pelo menos nos apresentem as ordens de compra do aço e dos motores durante o mês de Fevereiro. Depois dessa data começa a ser muito difícil que venham a cumprir os prazos”, acrescentou fonte da delegação de Venezuela. 
A “preocupação” com este negócio é tal que esta delegação, que estará em Viana do Castelo até quinta-feira, já apresentou à Empordef - holding que tutela os ENVC -, um pedido de reunião da administração da PDVSA. 
A própria Empordef reconheceu, há poucas semanas, “negociações” para acertar novas datas de entrega dos navios. 
“Como armadores o que nos interessa é ver obra, coisas a andarem e sobretudo trabalho. E isso não está a acontecer”, apontou ainda. 
Este contrato com a PDVSA, celebrado em Outubro de 2010 com a presença em Viana do Castelo do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, é o único ainda activo naquela empresa pública e representa cerca de 1,3 milhões de horas de trabalho durante três anos.
Notícia da Lusa. Moral da história: não descansam enquanto não derem cabo de tudo de vez...
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Sunday, February 05, 2012

Navios mercantes no Arsenal do Alfeite

A transformação do ARSENAL do ALFEITE em Sociedade Anónima traduziu-se numa maior diversificação de actividades deste importante estaleiro naval, vocacionado principalmente para servir as necessidades da Armada, que passou a receber também navios mercantes para reparações.
Voltou-se assim a registar a presença de navios de comércio no Arsenal, como acontecia nas primeiras três décadas em que a construção de navios de comércio - os maiores que então se construíam em Portugal - representava um aspecto muito importante da actividade do Arsenal. 
Neste momento, para além do navio de passageiros ATLÂNTIDA, que está imobilizado no Alfeite desde 28 de Agosto último, quando veio de Viana do Castelo, refira-se a presença do navio de carga português GUIMARÃES, da Naveiro que se encontra no Arsenal a 9 de Janeiro. No passado dia 27 de Janeiro registámos também a chegada do ferry ALMADENSE, que está a efectuar a docagem de garantia.
Fotografias tiradas a 3 de Fevereiro (ATLÂNTIDA e GUIMARÃES) e 27 de Janeiro de 2012.

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