Showing posts with label Lisnave. Show all posts
Showing posts with label Lisnave. Show all posts

Wednesday, January 11, 2012

LISNAVE MITRENA

Fechado o estaleiro da Margueira no Tejo, a Lisnave deu continuidade à tradição de excelência da indústria naval portuguesa, ampliando e modernizando o estaleiro da Mitrena, em Setúbal.
Este estaleiro foi a grande aposta de José Manuel de Mello na construção naval, com a constituição da SETENAVE, na senda do sucesso conseguido na década de 1960 com a Lisnave. A vocação era a de construir grandes navios tanques, mas as mudanças verificadas na economia mundial com os choques petrolíferos na década de 1970 comprometeram o sucesso do estaleiro, que em 1975 foi nacionalizado e passou a dedicar uma maior atenção à reparação naval.

Fotografias efectuadas a 1 de Janeiro de 2012, com apenas três navios no estaleiro.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, July 25, 2011

Navios para abate

Algumas das corvetas e uma fragata da Marinha Portuguesa abatidas aguardando destino final atracadas ao estaleiro da Margueira, que já foi o maior e mais moderno estaleiro naval da Europa.
Fotografia tirada a 23 de Julho a partir de uma das antigas docas do estaleiro Parry & Son.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Saturday, May 07, 2011

E ALI NA MARGUEIRA O FANTASMA DA LISNAVE

E ali, na Margueira, continua o fantasma da LISNAVE qual monumento à nossa incapacidade de adaptação à mudança que levou ao encerramento do estaleiro há dez anos. Um grande estaleiro com que o País sonhou durante quase um século, muitas décadas, e que foi inaugurado a 24 de Junho de 1967. Nessa data o grande empresário e grande alma da Lisnave que foi José Manuel de Mello referiu, em discurso o seguinte:
"Desde o início que a dimensão traçada para o novo estaleiro da Lisnave visava fundamentalmente o mercado externo. Na verdade, seria completamente impossível que assim não fosse, isto é, que se pudesse contar apenas com o mercado interno, com as construções e reparações da nossa Marinha Mercante e de Pesca, para justificar e tornar rentável este empreendimento. Visou-se, sim,  a participação activa no mercado internacional, designadamente no mercado de reparações da frota mundial de navios-tanques, pois reside aqui a maior vantagem da localização do estaleiro do porto de Lisboa, situado precisamente no cruzamento das principais rotas do tráfego mundial do petróleo. Assim, 90 % dos nossos clientes potenciais serão constituídos por navios estrangeiros. E esse facto caracteriza profundamente a vida da empresa, pois há que servir uma clientela de mentalidade totalmente diferente da nossa e satisfazer-lhe as necessidades." 


Fotografias feitas na tarde de 6 de Maio de 2011.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia.

Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. 

For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. 

Click on the photos to see them enlarged. 

Thanks for your visit and comments. 

Luís Miguel Correia

Friday, September 10, 2010

VOZES DO ALTO

Anteontem a minha sanidade foi novamente posta à prova com a audição do que à primeira vista poderia ser classificado como uma voz do Além. 
Aconteceu assim: seguia junto ao travessão do Cais de Santos onde agora está aboletado um barraco branco que fornece álcool à juventude e outros forasteiros noctívagos, quando uma voz trovejou impropérios vários com destaque para a frase CARALHO SAIAM DAÍ. 
Assim como no dia em que chegou o TRIDENTE ouvi do Céu repetidamente a frase O CREOULA NÃO ESTÁ CÁ e de imediato considerei um esclarecimento divino, agora pensei tratar-se de algum trato do demo. Entre fugir e enfrentar a besta, olhei para cima, e deparei com o insólito de um operário a destruir o guindaste mais bonito do Estaleiro da Rocha e a atirar para o solo pequenas peças metálicas, uma das quais vi cair ao Tejo.
Curiosidade cientifica a testar a Lei da Gravidade?
Simples falta de educação?
Do mal o menos, afinal ainda estou com saúde mental quanto baste apesar da provação permanente que as múltiplas formas de DESMARITIMIZAÇÃO implicam no meu espírito marítimo e naval.
Fotografias do eventual diabrete em acção tiradas no dia 8 de Setembro de 2010.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit andcomments. Luís Miguel Correia

Desmantelamento de guindaste histórico em Lisboa



O velho guindaste de 25 toneladas de elevação era o último a erguer-se orgulhoso de um passado de labor naval, ali mesmo a espreitar a Avenida 24 de Julho, entre a Rocha do Conde de Óbidos e Santos.
Fora construído em 1966 pela firma portuguesa MAGUE, em Alverca do Ribatejo, para o estaleiro da Rocha da Administração Geral do Porto de Lisboa, à época o mais importante de Lisboa, a funcionar desde 1899 e concessionado ao Grupo CUF desde 1937.
A sua encomenda e construção integrou-se num esforço de modernização do estaleiro na vertente da construção naval, numa altura em que aí se construíram duas fragatas da classe ALMIRANTE PEREIRA DA SILVA para a Marinha e se perspectivava a encomenda de uma série de fragatas ligeiras. Infelizmente para a indústria naval portuguesa, o contrato destes navios foi assinado com os alemães da Blohm & Voss e com um estaleiro espanhol, e construíram-se 10 unidades.
O guindaste fazia parte de um conjunto de unidades iguais, que foram desmantelados há uns anos, quando se procedeu também à destruição das carreiras de construção de navios. Ficou este sabe-se lá porquê, e entretanto tornou-se um ícone da paisagem ribeirinha lisboeta.
Está agora a ser desmantelado e a sua estrutura será levada para o Seixal e devorada nos fornos da Siderurgia.
Com o velho guindaste MAGUE desaparece mais uma memória das actividades marítimas tradicionais que caracterizaram o Porto de Lisboa durante séculos e fizeram a  grandeza de Portugal.
Mais um acto de Desmaritimização, triste e ignoto. Assim se perde a memória das coisas e ficamos todos mais pobres.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, January 22, 2010

LISNAVE, LISNAVE...




Lisnave Margueira, Lisnave Margueira...
Palavras para quê? Resta a saudade de ver este espaço cheio de navios e operários e o incorformismo pela forma absurda como o estaleiro modelar se transformou num parque temático da desmaritimização portuguesa.
O encerramento do estaleiro contribuiu para a menor actividade portuária em Lisboa. Espero ver em que moldes se vai desenrolar o próximo capítulo...
Imagens registadas do alto da Mutela em 13 de Janeiro de 2010.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

TESTEMUNHOS DE ESTALEIRO NAVAL




Aspectos do gigante industrial adormecido numa letargia de coisas velhas ao abandono. Quando este estaleiro abriu as portas em 1967 a festa foi de arromba, a bordo do paquete PRÍNCIPE PERFEITO, também ele desperdiçado na inércia de nada querer fazer com cheiro a maresia que tem caracterizado as últimas décadas.
Nos anos sessenta a LISNAVE era a empresa modelo do desenvolvimento industrial português e ajudou a economia a atingir taxas de crescimento de cerca de 8 por cento.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

LISNAVE MARGUEIRA




Estaleiro da MARGUEIRA da Lisnave, fotografado ao abandono no dia 13 de Janeiro de 2010, num quadro triste da nossa desmaritimização. Que desperdício o sucedido a esta infra-estrutura industrial modelo dos anos sessenta do século passado.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check ourarchive at the right column of the main page. Click onthe photos to see them enlarged. Thanks for your visitand comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, July 22, 2009

ALMADA MARÍTIMA




Pórtico MAGUE do estaleiro Lisnave na Margueira e Fragata DOM FERNANDO SEGUNDO E GLÓRIA em reparação na doca de Cacilhas da antiga Parry & Son, recuperada também para possibilitar o restauro da velha Fragata. "Coisas" bonitas de se observar à beira Tejo.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, May 15, 2009

A MARGUEIRA CHEIA DE NAVIOS



Lisboa aspirou durante muitos anos por uma Ribeira de Naus Metálicas com a grandiosidade que o estuário do Tejo permitia, as tradições marítimas e a muita vontade de regressar ao Mar justificavam dentro do espírito que caracterizou a política marítima da Segunda Republica.
Em 1967 abriu a Margueira como moderníssimo estaleiro naval da Lisnave que a breve trecho se tornou um dos orgulhos nacionais.
Foram pouco mais de três décadas em que os maiores navios entraram em Lisboa para reparação e as suas chaminés coloridas davam vida ao rio e à grande Lisboa.
Fotografias tiradas na Margueira durante a década de 1980...
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, April 20, 2009

FOTO PARA REFLECTIR


Imagem fantasmagórica obtida em antigas instalações da LISNAVE, na região de Lisboa. (Carregar sobre a imagem para a ampliar).
Uma memória de um grande projecto nacional que se esfumou reduzido e deslocalizado para o SADO. Um monumento ao desperdício da desindustrialização e desmaritimização em Portugal numa área de actividade estratégica dentro da esfera de actividades do mar. Talvez um atestado da nossa incapacidade de fazer bem, se olharmos para o que se passa actualmente ao nível da indústria naval sobrevivente, cheia de dificuldades e problemas, como parece acontecer em Viana com os casos dos navios dos Açores e as construções navais para a Marinha, ou com o navio-tanque destinado à Sacor Marítima que segundo um refutado técnico poderá ter de ser desmantelado mesmo antes de ter sido acabado, tais as deficiências associadas à sua construção...
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, February 06, 2008

Steam tug ENCRESPADO

The Portuguese steam tug ENCRESPADO underway in Lisbon. Built in the Netherlands in 1929, she was the last steam tug operating in Lisbon under the ownership of one of the Lisnave companies, Gaslimpo - Sociedade de Desgasificação de Navios, S.A.R.L.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

ESTALEIRO DA MARGUEIRA HÁ 20 ANOS

A Doca nº 13 do estaleiro da Lisnave na Margueira com 4 navios em trabalhos de beneficiação em Maio de 1988. Como era diferente a paisagem por aqueles lados há 20 anos.
Hoje a doca alberga cacilheiros... O complexo industrial de reparação naval deu lugar a um espaço fantasma, devidamente desmaritimizado.
Texto /Text copyright L.M.Correia. Photo from the L.M. Correia colection For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, January 08, 2008

ESTALEIRO ESQUECIDO



Foi a jóia da coroa da indústria portuguesa, construído na década de mil novecentos e sessenta, num período em que a economia por cá crescia ao ritmo de 8 por cento ao ano. Deveu-se principalmente ao sonho de D. Manoel de Mello e à energia de José Manuel de Mello, o homem que no seio do Grupo CUF maior ligação teve sempre com os navios e o mar.
Falo do Estaleiro da MARGUEIRA, da Lisnave - Estaleiros Navais de Lisboa. O estaleiro ainda lá está, parado no tempo, rodeado de silêncio. Só um País decadente como o nosso se pode dar ao luxo de desperdiçar assim recursos. E produziu-se tanta riqueza na Margueira...
Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, March 27, 2007

THE WORLD TO BE REFITTED BY LISNAVE

A unique passenger ship, the THE WORLD (43.188 GT, built 2002 in Norway), is scheduled to have her next dry-docking and refit at the Lisnave shipyard at Setubal where she is due to arrive on 16th April.
Not exactly a conventional cruise ship, but the first luxury apartment ship, she is operated by RESIDENSEA a company with head offices in Miami. THE WORLD has capacity for 330 "guests" and flyes the Bahamas flag.

Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Thanks for your visit and comments. You are most welcome at any time - Luís Miguel Correia

Tuesday, March 20, 2007

ESTALEIRO DA MARGUEIRA

Custa a acreditar que este estaleiro naval da LISNAVE é hoje um deserto e um depósito de Cacilheiros. Portugal sonhou durante décadas com a construção de um grande estaleiro naval no Tejo e o estaleiro foi construído nos anos sessenta e inaugurado em 1967. Chegou a ser considerado um dos melhores do mundo, mas infelizmente não resistiu aos ventos da história e ao processo de desmaritimização nacional.
Uma pergunta: quem identifica o paquete azul?

A nostalgic view of the LISNAVE shipyard in the South Bank of the river Tagus off Lisbon. It was opened in 1967 but sad to say it was closed recently and now only the Transtejo ferries use its facilities to berth.
One question: can you name the blue passenger liner in the dry dock?

Text and images copyright L.M.Correia, unless otherwise stated. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Thanks for your visit and comments. You are most welcome at any time - Luís Miguel Correia