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Saturday, May 13, 2017

Foi-se o Paquete, ficaram as baleeiras

Em 2015 o navio de cruzeiros português LISBOA foi vendido para desmantelar na Turquia, para onde seguiu a reboque, depois de se terem gasto milhões na sua modernização inacabada, parte do drama em que se traduziu a breve existência da companhia Portuscale Cruises, sucessora da Classic International Cruises do saudoso armador George Potamianos. 
O LISBOA ex-PRINCESS DANAE foi cortado e destruído em Aliaga, Turquia, em 2015, mas num estaleiro naval da Figueira da Foz, ainda lá estão as baleeiras do paquete, que estava a ser modernizado em Lisboa pelo estaleiro ATLANTIC EAGLE (ex-Estaleiros Navais do Mondego). Seguiram em 2014 do cais de Santa Apolónia, em camiões, para a Figueira da Foz e ainda estão na Murraceira.
Em cima do cais, as baleeiras brancas, sem nome, são um testemunho mudo de toda a tragédia da desmaritimização e da destruição da Marinha Mercante em Portugal. Muito triste.
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Thursday, September 01, 2016

GEORGE POTAMIANOS NASCEU HÁ 75 ANOS

O armador de nacionalidade grega George Petrus Potamianos faria hoje 75 anos se não nos tivesse deixado em Maio de 2012. Grande amigo de Portugal desde 1975, quando começou a sua ligação ao paquete FUNCHAL e a Portugal, George Potamianos nasceu na Grécia a 1 de Setembro de 1941. Em 1985 instalou em Lisboa a família e passou a  residir na nossa capital, onde desenvolveu com muito sucesso a actividade de cruzeiros, comprando em Agosto de 1985 o FUNCHAL e pouco depois o VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE. 
Foi um armador competente, muito dedicado aos seus navios e tripulações e o sentimento geral de quem privou de perto com ele é que fez muita falta. As suas empresas acabaram por não sobreviver muito tempo ao seu desaparecimento e em Novembro de 2012 o escritório da Av. 24 de Julho 128 fechou as portas, e os navios foram arrestados.
O corpo de George Potamianos está sepultado em Oeiras. O melhor testemunho da sua acção em Portugal são as influências que ficaram, e os navios ainda existentes, o ASTORIA ex-ATHENA continua a operar e passou ontem no Tejo, o FUNCHAL está em vias de encontrar um novo destino e o ARION / PORTO ainda aguarda a sua sorte na Matinha. 
Muitos dos oficiais da Marinha Mercante portuguesa que trabalharam nos navios de G. Potamianos acabaram por conseguir colocações em companhias estrangeiras e hoje diversos grandes navios de cruzeiros internacionais têm comandantes portugueses cuja escola foi a Arcália, o FUNCHAL e os restantes navios da frota da CIC. Faltou uma homenagem oficial a este verdadeiro benemérito que me dizia não entender como os portugueses se estavam a afastar do mar e dos negócios marítimos. 

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Wednesday, July 22, 2015

Paquete LISBOA ex-PRINCESS DANAE chega a Aliaga para ser desmantelado


O paquete português LISBOA, antigo PRINCESS DANAE, está a atravessar o Mar Egeu pela última vez e amanhã de manhã chegará ao porto turco de Aliaga onde deverá ser encalhado para desmantelamento. É o final da derradeira viagem do velho navio de cruzeiros e a única efectuada com o nome LISBOA, um nome que reforça assim a fama de dar azar aos navios aos quais foi atribuído.
O LISBOA encontrava-se no Tejo desde Abril de 2013 e não viu concluída a reparação e modernização em que se gastaram cerca de 5 milhões de euros sem proveito útil para evitar este desfecho inglório, pois o LISBOA acabou vendido a um sucateiro turco por menos de 3 milhões de USD e saiu do Tejo a reboque a 5 de Julho último.
Antigo navio misto de carga e passageiros inglês PORT MELBOURNE de 1955 seria convertido para cruzeiros na Grécia em 1974-76 quando iniciou uma carreira de sucesso como DANAE e, desde 1996, como PRINCESS DANAE ao serviço de uma das companhias do armador George Potamianos. Os últimos passageiros - franceses - desembarcaram em Setembro de 2012 em Marselha e seguiu-se um período de arrestos e incerteza com a falência da Classic International Cruises em Novembro de 2012. A criação da Portuscale Cruises que adquiriu o navio em 2013 e o trouxe para Lisboa ainda emprestou alguma esperança quanto ao futuro do DANAE mas as coisas não correram pelo melhor e o epílogo será amanhã com o encalhe do navio em Aliaga e a sua destruição.

Mapa AIS com o rebocador HELLAS a rebocar o LISBOA ex-PRINCESS DANAE esta tarde, 22 de Julho de 2015

O nome LISBOA tem uma tradição negativa na Marinha Mercante Portuguesa desde que em Outubro de 1910 se perdeu o navio-almirante da Empresa Nacional de Navegação, o vapor LISBOA, acabo de construir em Glasgow e que fazia a segunda quando encalhou e se perdeu a norte de Cape Town. Era o PRÍNCIPE PERFEITO da época e a sua perda abriu uma prática d ecompra de navos em seO vapor LISBOA - primeiro navio da Sociedade Geral não teve melhor fim, afundou-se no Barreiro na década de 1920 e a falta de sorte marcou anos mais tarde, em 1947, o paquete panamiano CITY OF LISBON do armador José Bensaude, que abalroou um navio de carga italiano à saída de Vigo quando iniciava a quarta vagem para o Brasil, o que ditou a venda do paquete e o fim da companhia Iberian Star Line. Depois destes episódios ninguém mais se atreveu a chamar LISBOA a um paquete português até que em Maio de 2013 o PRINCESS DANAE recebeu este nome, que não lhe trouxe sorte. LISBOA é o nome do TITANIC português e mantém toda a sua negatividade.
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Monday, March 09, 2015

Paquete LISBOA faz 60 anos a 10 de Março de 2015

O dia 10 de Março de 1955 foi uma data festiva no famoso estaleiro Harland & Wolff, em Queen's Island, Belfast, Irlanda do Norte: mais um navio novo, a construção nº. 1463, desceu a carreira, flutuando pela primeira vez no rio Lagan, repetindo uma tradição iniciada na década de 1860, que se imortalizou em 1912 com o R.M.S. TITANIC de triste fama. 
Desta vez o navio não foi para o fundo na viagem inaugural, foi entregue a 7 de Julho desse mesmo ano à companhia Port Line, de Londres e com o nome PORT MELBOURNE manteve a ligação regular entre a Inglaterra, o Norte da Europa, a Austrália e a Nova Zelândia até 1972, transportando carga geral, produtos refrigerados e alguns passageiros. Não sendo propriamente um paquete, reflectia o melhor no género navio de carga e passageiros, comum no período do pós-guerra, a que a Port Line deu a melhor expressão, mandando construir navios eficientes e ao mesmo tempo bonitos,  desenvolvendo uma estética com aparência moderna e aerodinâmica. 
Paquete LISBOA fotografado no Tejo a 9 de Março de 2015 imobilizado na ponte-cais da Matinha

A contentorização das linhas de longo curso determinou o fim antecipado da maior parte destes navios, vendidos para sucata em larga escala, mas não foi o caso do PORT MELBOURNE, que em 1972 foi vendido a interesses gregos em conjunto (en bloc) com o seu gémeo PORT SYDNEY, com o objectivo de ser reconstruído como ferry para ligar a Grécia à Itália no Adriático, passando a chamar-se THERISOS EXPRESS e evitando o desmantelamento na Formosa. 
O novo armador, senhor John C. Karras, entretanto mudou de ideias e optou pela reconstrução para cruzeiros de luxo, num estaleiro grego, segundo projecto escandinavo. O PORT MELBOURNE recebeu então o nome DANAE e entrou ao serviço no início de 1977, disputando o mercado a companhias como a Royal Viking Line ou a Flagship Cruises. Em 1979 passou a ser gerido pela companhia italiana Costa, cuja frota integrou até 1992, quando foi considerado perda total construtiva devido a avarias provocadas por um incêndio, e vendido para sucata com o nome ANAR, que foi logo de seguida alterado para STARLIGHT PRINCESS, depois de revendido a interesses gregos Reparado, voltou aos cruzeiros em 1994 como BALTICA, registado no Panamá. 
Aspecto original do LISBOA, como PORT MELBOURNE, com as cores da Port Line, 
uma empresa associada da Cunard (Foto da colecção de Chris Gee)

Em Fevereiro de 1996 foi comprado pelo armador George P. Potamianos, que no ano anterior tinha vendido o paquete VASCO DA GAMA, passando a operar juntamente com o FUNCHAL a partir de Agosto desse ano, iniciando um período de grande sucesso, em que com o nome PRINCESS DANAE operou por todo o mundo até desembarcar os últimos passageiros em Setembro de 2012, em Marselha. 
O resto é conhecido, o fecho da Classic International Cruises no final de 2012, o arresto em França, o retorno do navio ao Tejo, a mudança de nome para LISBOA em 2013, integrado na frota da Portuscale Cruises, e uma longa estadia no Tejo prestes a acabar agora, com o navio vendido uma vez mais para sucata depois de a reparação a que estava a ser submetido ter sido interrompida em Janeiro de 2014 e não se ter entretanto proporcionado um desfecho alternativo à sucata apesar de se ter gasto muito dinheiro em reparações e alterações no LISBOA. 
Paquete DANAE actual LISBOA, co as cores da companhia Costa (Foto cedida por Chris Gee)

A título de curiosidade, 5 dias antes do lançamento do PORT MELBOURNE em Belfast, foi lançado à água no rio Escalda em Antuérpia, o paquete NIASSA, que entrou ao serviço da Companhia Nacional de Navegação em Agosto de 1955 e foi vendido para sucata em 1979. Na altura o Sr. Potamianos pretendeu comprar o nosso NIASSA, tinha financiamento para o transformar para cruzeiros e um contrato de dez anos com um operador do Canadá e propunha-se utilizar tripulantes portugueses, como depois em 1985 fez por muitos anos com o FUNCHAL, mas, sabe-se lá porquê, a Nacional preferiu vender o NIASSA a sucateiros espanhóis. 
Ao contrário do TITANIC, o PORT MELBOURNE actual LISBOA teve longa vida e faz agora 60 anos, atracado na Matinha, o nosso cais do esquecimento. Sessenta anos é muito tempo para um navio, parabéns LISBOA / DANAE...
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Saturday, March 07, 2015

LISBOA ex-PRINCESS DANAE 60th birthday

The Portuguese passenger ship LISBOA launched 60 years ago in Belfast as PORT MELBOURNE, on 10 March 1955, is due to be delivered to Turkish undisclosed interests associated to the ship recycling industry at Aliaga precisely on 10 March 2015, matching her exact birthday. 
On the same day the classic tug PANTODYNAMOS is due to arrive in Lisbon to take the LISBOA in tow across the Mediterranean. No cruise passengers on this final voyage of the former PRINCESS DANAE which was renamed in 2013 after purchase by Portuscale Cruises of Lisbon. ETD of the classic ships convoy to Aliaga is set to 13 March, a Friday.
The LISBOA is the last survivor of the once large fleet of London based PORT LINE. She was rebuilt for cruising in Greece in 1974-1976 by Mr. John C. Karras with her sister PORT SYDNEY then renamed DAPHNE and scrapped in India in 2014. She is also said to have the last surviving cruiser stern so typical of British built ships on the 1930s up to the 1950s.

Lançado à água a 10 de Março de 1955 nos famosos estaleiros de Belfast da casa Harland & Wolff com o nome original PORT MELBOURNE, o paquete português LISBOA faz 60 anos na próxima Terça-feira, mas em vez de festa deverá ser entregue nesse dia aos novos compradores que já contrataram um rebocador de alto-mar que deverá levar o nosso infeliz paquete para Aliaga, para ser encalhado e demolido, ou, como agora se pretende dizer na linguagem politicamnte correcta mais avançada, para ser reciclado. 
Paquete LISBOA fotografado a 6 de Março de 2015 atracado de braço dado ao PORTO,
 ambos na ponte-cais de Matinha

O rebocador é um clássico, o PANTODYNAMOS, de origem alemã, construído em 1971 e operado actualmente por uma empresa grega com bandeira do Panamá. Saiu de Roterdão a 5 de Março e tem ETA previsto para Lisboa a 10 de Março, mesmo a tempo dos anos do LISBOA. 
Rebocador PANTODYNAMOS fotografado por Hans Hoffman

Se não surgirem problemas de última hora, a saída de Lisboa do paquete LISBOA a reboque do PANTODYNAMOS deverá consumar-se a 13 de Março, uma Sexta-feira. É provável que o paquete mude de nome e bandeira antes de deixar o Tejo, talvez se passe a chamar LIS, ou BOA, ou qualquer coisa no género, que o que interessa agora é desmantelar e aproveitar essencialmente o aço, aliás em parte renovado em 2013 e 2014 no estaleiro Navalrocha, sem que a reparação tenha sido concluída. As baleeiras do navio estão em Peniche, ao que parece reparadas. 
Claro que os navios não podem durar sempre, o LISBOA ex-PRINCESS DANAE já conta 60 anos a flutuar, nada mau para navios e durante perto de 40 anos transportou milhares de passageiros em cruzeiros por todo o mundo, fez muita gente feliz, deixou muito boas recordações espalhadas pelos sete cantos dos oceanos e portos mundiais. Mas não deixa de ser triste ver o navio ir embora agora depois de tanto dinheiro gasto e se ter alimentado alguma esperança de um futuro sob bandeira e operação portuguesas.
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Friday, February 27, 2015

Paquete LISBOA vendido para desmantelar

O navio de passageiros português LISBOA, antigo PRINCESS DANAE, foi vendido para desmantelar na Turquia e está previsto que deixe o Tejo por volta de 15 de Março próximo. A venda foi fechada no final de Janeiro, mas o navio não foi ainda entregue aos novos proprietários, continuando atracado de braço dado ao N/M PORTO na Matinha, com a bandeira portuguesa à popa.  
O LISBOA está parado desde 22 de Abril de 2013, quando regressou de Marselha após ter sido resgatado pelo armador Rui Alegre de um arresto relacionado com a falência do grupo de empresas que constituiam a Classic International Cruises, do armador George P. Potamianos em 2012. 
O Paquete LISBOA está registado em nome da South Coast Cruises - Transporte Maritimo, Lda., da Madeira, sociedade constituída em Janeiro de 2013 e que adquiriu o então PRINCESS DANAE à companhia Waybell Cruises Inc., do Panamá no início de 2013. O objectivo inicial passava pela modernização do navio para voltar a operar no mercado francês, que se tornara a sua base principal de actividade nos últimos anos em que foi gerido pela Classic International Cruises, mas o processo não foi fácil nem correu bem, a reparação do DANAE, que em Maio de 2013 mudou o nome para o actual, foi-se arrastando e acabou por ser suspensa em Janeiro do ano passado por se constatar que o estado real do navio era pior que o esperado, exigindo um maior investimento de muito difícil retorno.
Para esta decisão contribuiu em muito o estado geral do mercado internacional de cruzeiros em especial no que toca a navios de pequena e média dimensão e operadores independentes vocacionados para nichos de mercados. Neste sector muitas empresas têm fechado ou reduzido as frotas, e quando os navios são colocados no mercado para venda ninguém os quer, razão porque muitos navios de cruzeiros têm acabado vendidos para sucata, mesmo em casos em que ainda se encontram em condições técnicas aceitáveis. 
O LISBOA segue assim o destino do seu irmão gémeo PRINCESS DAPHNE, vendido em 2014 para a sucata pelos irmãos Emílios e Alexander Potamianos, e que foi desmantelado em Alang, uma região da India especializada na demolição de navios situada próxima de Diu, mas tudo indica que será demolido em Aliaga, na Turquia.
Construído em Belfast pelos estaleiros Harland & Wolff em 1954-55 para a companhia Port Line, de Londres, foi lançado à água há precisamente 60 anos, a 10 de Março de 1955, com o nome PORT MELBOURNE, e reconstruído na Grécia em 1975-1976 como navio de cruzeiros de luxo para a companhia Delian Artemis Cruises, do armador John C. Karras, juntamente com o seu irmão PORT SYDNEY (depois DAPHNE). Integrou de 1979 a 1991 a frota da companhia italiana Costa e foi comprado por interesses ligados a George Potamianos em Fevereiro de 1996, para substituir o paquete VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE, vendido no ano anterior, e entrou ao serviço em Agosto de 1996 com as cores da Arcália Shipping / Classic International Cruises, mostrando ser um navio bem sucedido ao longo de todos estes anos, confortável, muito estável e apreciado por milhares de passageiros, os últimos dos quais desembarcaram a 17 de Setembro de 2012, em Marselha.
Fotografias dos paquetes PORTO e LISBOA atracados à ponte-cais da Matinha a 25 de Fevereiro de 2015

Como entusiasta e apreciador de navios de passageiros clássicos entristece-me profundamente assistir ao fim do LISBOA, mas com 60 anos de existência e pelo facto de os navios não serem eternos, a verdade é que este paquete foi muito bem sucedido, tendo proporcionado inúmeros bons momentos a milhares de passageiros em todo o mundo durante os últimos quase 40 anos.
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Thursday, September 04, 2014

DANAE em Lisboa na Páscoa de 1991


Paquete DANAE, actual LISBOA fotografado a atracar ao cais da Rocha, em Lisboa, a 7 de Abril de 1991 num cruzeiro da Páscoa com início no Mediterrâneo. Nesse mesmo ano o DANAE sofreu um incêndio a bordo e foi declarado perda total construtiva e vendido pelo seguro para a sucata, sendo depois resgatado por um armador grego que o reparou e reconstruiu a proa, tendo o navio voltado ao serviço em 1994 com o nome BALTICA. Em 1996 o BALTICA foi comprado pela companhiaWaybel Cruises Inc, passando a integrar a frota da Classic International Cruises com o nome PRINCESS DANAE, designação que manteve até ao ano passado quando passou a ser o LISBOA da Portuscale Cruises.

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Tuesday, January 21, 2014

LISBOA leaving Navalrocha yard


The Portuguese cruise ship LISBOA, ex-PRINCESS DANAE moving out of the NAVALROCHA drydock yesterday, 20 January 2014 already in dark blue hull livery.








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Paquete LISBOA: saída do estaleiro Navalrocha


O paquete português LISBOA saiu ontem, dia 20 de Janeiro de 2014, da doca seca nº 1 do estaleiro Navalrocha, já com o casco e o casario pintado nas novas cores, e o nome LISBOA inscrito à proa e à popa. 

O LISBOA era o antigo PRINCESS DANAE, adquirido no início de 2013 aos credores da Classic International Cruises pela nova empresa Portuscale Cruises.
O LISBOA está a sofrer uma remodelação profunda, que agora abrandou o ritmo esta semana para reapreciação do futuro do navio, face a um aumento significativo dos custos face ao que foi estimado de início.


 O LISBOA permaneceu na doca seca de 7 de Dezembro a 20 de Janeiro, num total de 44 dias.
Fizemos algumas fotografias da saída da doca do Lisboa. Comparar com as imagens anteriores, nomeadamente a entrada na doca a 7 de Dezembro, aqui.
Images of LISBOA leaving drydock in Lisbon, on 20 January 2014, after having the hull repainted in Portuscale livery.

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Tuesday, December 10, 2013

LISBOA, ex-PRINCESS DANAE at the Navalrocha yard

The Portuguese classic cruise ship LISBOA - still showing her previous name of PRINCESS DANAE on the hull - entered another stage of an extensive refit this past Saturday, 7 December 2013, when she entered the Navalrocha shipyard in Lisbon for her more complete refit since rebuilt in Greece in 1974-1977 when she was converted into the Greek cruise ship DANAE.
LISBOA is scheduled to stay in the Navalrocha yard until late January 2014.
She starts a new life next February cruising in the Mediterranean for the French market where she is very well known after many years of dedicated cruises as PRINCESS DANAE.
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Entrando na Doca 1 da Rocha

Aspectos da manobra de entrada do navio de cruzeiros LISBOA, ex-PRINCESS DANAE, na doca seca nº. 1 do estaleiro naval do porto de Lisboa, actualmente concessionado à firma Navalrocha... 

Fotografias tiradas na tarde de 7 de Dezembro de 2013. Está previsto o LISBOA permanecer na doca pelo menos durante 45 dias.

Em Janeiro será outro navio, o nome LISBOA gravado no costado e à popa, a chaminé amarela, o casco azul escuro, tal como o FUNCHAL.

Os interiores estão também a ser renovados e melhorados de acordo com os padrões da nova empresa PORTUSCALE CRUISES, que adquiriu o PRINCESS DANAE no início deste ano.


















O navio estava imobilizado em Marselha, arrestado por dívidas associadas à falência do anterior operador, a companhia Classic International Cruises.
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