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Saturday, April 29, 2017

Porto de Lisboa: paisagem dinâmica


A relação visual porto / cidade em Lisboa é caracterizada por uma mudança constante, com a paisagem ribeirinha a mudar sempre. Exemplo é esta fotografia minha de 27 de Abril de 2017, com o navio de passageiros MSC PREZIOSA atracado no Jardim do Tabaco a encher a imagem num segundo plano poderoso e os cacilheiros, o edifício da Segurança Marítima e os torreões do Terreiro do Paço a apresentarem-se com grande modéstia.

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Sunday, April 23, 2017

Porto de Lisboa: cais da Fundição


Imagem da década de 1960, com o cais da Fundição visto a partir de Santa Luzia, com a cidade muito menos colorida que actualmente e um fenómeno entretanto impossível hoje: o cais, concessionado desde o final do século XIX à Companhia Nacional de Navegação, apresenta só navios portugueses, ultramodernos, os dois melhores e mais recentes da CNN, o cargueiro rápido BEIRA, e o paquete PRÍNCIPE PERFEITO, este escondido por detrás da torre da igreja. E, estranho nos dias de hoje, o BEIRA lançado ao Tejo no Alfeite pois havia a preocupação de construir os nossos navios em Portugal.
A doca do Jardim do Tabaco era uma floresta de mastro de embarcações tradicionais do Tejo, e vivia pachorrentamente na ignorância de que tinha os dias contados, pois o século XXI ditaria a reconstrução do local e o aterro da doca.
Dias contados tinha também a Companhia Nacional, a mais aristocrática das empresas armadoras, esforço colectivo de um grupo alargado de comerciantes e homens bons de Lisboa, que, inspirados em larga medida por Abraão Bensaude, constituíram em 1880 a então Empresa Nacional, que em 1918 se passou a designar por Companhia Nacional de Navegação. Foi uma das vítimas desse desígnio nefasto de Desmaritimizar tudo e todos que tem desertificado o Mar Português desde 1975, e no caso da Nacional, foi liquidada em 1985 por iniciativa governamental.
Fotografia de autor desconhecido.
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Tuesday, April 18, 2017

PORTO DE LISBOA - Doca de Alcântara 1969


Na manhã de Quarta-feira 16 de Julho de 1969, quando esta fotografia foi tirada, a Doca de Alcântara ainda transpirava o ambiente genuíno que terá inspirado Álvaro de Campos na sua Ode Marítima: à esquerda, as prôas elegantes e altivas dos paquetes ANGRA DO HEROÍSMO e AMÉLIA DE MELLO, ambos chegados a Lisboa a 14 de Julho; ao centro, atracado ao cais norte da doca, o cargueiro holandês tipo 499 MEIDOORN, a carregar com destino a Londres, numa viagem afretado pela Sociedade Geral; à direita, os rebocadores MAFRA e MUTELA da Companhia Colonial de Navegação, manobram com os batelões em mais uma mudança de cais, com o cargueiro-fruteiro MADEIRENSE encostado ao cais actualmente ocupado pelo cacilheiro PRÍNCIPE DA BEIRA...

No cais da Rocha, estavam atracados, o paquete italiano CRISTOFORO COLOMBO, acabado de chegar de Nova Iorque e o nosso INFANTE DOM HENRIQUE, em preparativos de saída, a 18 de Julho, em mais uma das suas longas viagens a Angola e Moçambique. 
Que saudades. 
Se fosse hoje, Fernando Pessoa teria regorgitado um qualquer casco de plástico dos muitos amarrados agora à doca feita de recreio e certamente não teríamos ODE nenhuma...
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Friday, March 31, 2017

Chuva portuária

O Cais da Pedra, que se calhar agora tem nome mais pomposo e politicamente corecto, permitia há dias esta visualização de pormenor de uma das cábreas da ETE. Chuva portuária ou maritimo-portuária, como agora é de bom tom?
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Wednesday, March 22, 2017

Porto de Lisboa à Matinha


A fotografia marítima e portuária tem múltiplas visões possíveis de um mesmo ângulo; o cais pode ser o mesmo, a perspectiva a mesma, mas há sempre variáveis a marcar a diferença entre imagens. Há dias a Matinha parecia adormecida numa baixa-mar sonolenta, com pequenos cursos de +agua a sobressair entre o lodo junto ao talude.


Fotografias de Luís Miguel Correia registadas a 19 de Janeiro de 2017.

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Friday, December 16, 2016

O porto, a cidade e os navios


A cidade de Lisboa, o seu porto e os navios que temporariamente vão atracando aos cais proporcionam imagens de grande beleza estética, sempre diferentes, numa simbiose de maritimidade atlântica que faz da Lisboa porto-cidade uma verdadeira princesa do Tejo.

Imagens registadas a 6 de Dezembro de 2016 na Ponta da Rocha tendo como elemento principal o navio-escola DANMARK, elemento secundário o paquete SERENISSIMA e cenário o rio e o casario de Lisboa, realçados pela magnífica luz de Inverno.
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Tuesday, December 06, 2016

SERENISSIMA in Lisbon


The classic expedition cruise ship SERENISSIMA has just finished a refit in Lisbon's Navalrocha yard and looks to be in pristine condition to resume her Noble Caledonia cruise program in the Caribbean on 19 December. 
SERENISSIMA has been in Lisbon since 4th November and is due to depart on December 7th on a positioning voyage to Antigua.

SERENISSIMA was built in Norway in 1959-60 as HARALD JARL (1960-2002). She became the expedition cruise ship ANDREA in 2002 and sails as SERENISSIMA since April 2013.
Photos by Luís Miguel Correia taken in Lisbon on 4th December 2016.
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Tuesday, November 08, 2016

Contrastes no rio Tejo

Cada vez mais o nosso Mundo apresenta os mais variados contrastes, como o retratado ontem nesta imagem dos navios AIDABLU e SAGRES a cruzarem-se no Porto de Lisboa: o AIDABLU a largar rumo ao Funchal, a SAGRES a regressar à Base Naval de Lisboa, no Alfeite, depois de ter estado atracada ao cais da Banática que ontem comemorou os 100 anos da primeira atracação de um navio.
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Tuesday, November 01, 2016

BARRACUDA em Cacilhas


O Submarino NRP BARRACUDA encontra-se desde 25 de Julho de 2013 na Doca No.1 do antigo estaleiro Parry & Son, em Cacilhas, onde vai fazendo companhia à Fragata DOM FERNANDO SEGUNDO E GLÓRIA, e aguarda trabalhos de conservação e adaptação a utilização como museu. Fomos espreitá-lo mais uma vez a 8 de Setembro de 2016, quando fizémos este registo que aqui se partilha. Deseja-se que esta situação de "limbo" não se prolongue por muito mais, a ferrugem no casco do velho Submarino não acrescenta nada à dignidade do local nem dos navios aí expostos. Mais imagens e ideias associadas ao NRP BARRACUDA aqui.
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Tuesday, September 20, 2016

Ambiente marítimo

Os navios dão vida ao porto e à cidade de Lisboa, emprestando o ambiente marítimo que tanto aprecio e gosto de fotografar, como fiz na tarde de 19 de Setembro de 2016, registando a luz magnífica a anunciar o Outono de chegada.
Fotografias tiradas na zona portuária do Jardim do Tabaco - Santa Apolónia por Luís Miguel Correia.
Uma tarde a ver navios de diversos tipos em movimento ou atracados à margem norte do Tejo: paquetes com turistas, o ferry rápido do Barreiro, os porta-contentores com as suas caixas metálicas às cores, os rebocadores, os batelões e as cábreas da ETE.
Uma gaivota em contemplação num cabeço do cais, enquanto o SVITZER LEIXÕES reboca de braço dado as carochas da APL utilizadas pelo MONARCH.
A escada de portaló do COSTA FAVOLOSA engolida pelo navio momentos antes de largar.
Março é nome de mês a sair de inverno para a primavera e também o nome deste batelão tão prestável como anónimo.
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Thursday, September 01, 2016

Porto de Lisboa ao amanhecer


Durante décadas a quase totalidade dos graneis sólidos movimentados no Porto de Lisboa eram descarregados ao largo, principalmente nos fundeadouros do Mar da Palha, destacando-se os cereais e o carvão importados. A construção do terminal de graneis da Trafaria veio reduzir muito esta actividade em que participavam activamente as empresas dos grupos ETE e Socarmar, com as suas frotas de rebocadores, gruas flutuantes e batelões. 

Actualmente ainda se regista alguma actividade, principalmente graças à exportação de cimento pela Cimpor a partir de Alhandra. A carga a granel é carregada em Alhandra para os batelões da ETE que por sua vez são rebocados para Lisboa e descarregados ao largo, no Mar da Palha, para navios de carga a granel, infelizmente todos estrangeiros. É uma actividade que desperta com o nascer do sol, como hoje - 31 de Agosto - aconteceu: logo à alvorada já seguia a grua flutuante VIGOROSA rebocada pelo AJAX para atracar por estibordo do navio de carga DOMINICA (segunda imagem). Por bombordo pode ver-se a grua PODEROSA. O navio DOMINICA entrou no Tejo a 30 de Agosto procedente de Aveiro e largou a 31 ao final da tarde com destino a Ponta Delgada, São Miguel. 
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Friday, August 19, 2016

Cais de Alcântara


Este ano os navios de cruzeiros têm rareado no cais avançado de Alcântara, com o edifício da Estação Marítima mandado fazer em 1938 por Oliveira Salazar (para a Expo de 1940, mas não ficou pronto a tempo) escondido por entre os contentores, os pórticos e a azáfama de um terminal moderno de carga contentorizada. Foto de L. M. Correia

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Tuesday, May 31, 2016

Um deserto líquido com alguns oásis


Nos últimos tempos, devido à greve que se registou no porto de Lisboa promovida pelos estivadores locais, o rio Tejo tornou-se quase um deserto líquido, sem navios, com os cais vazios e apenas oásis momentâneos provocados pela presença de navios de passageiros, tanto paquetes estrangeiros em viagens de cruzeiro, como os incansáveis cacilheiros e catamarãs ou os rebocadores, então menos activos por falta de clientela. Um desperdício enorme de recursos naturais e infraestruturas, não fosse Lisboa o melhor porto natural português e um dos melhores do mundo. E em Portugal ninguém quer saber. E assim se vai matando toda a maritimidade de Lisboa, que os portos também morrem, olhe-se para Londres, por exemplo, o que era e o que é agora...  
Fotografia registada a 13 de Maio com o CASTELO a cruzar-se com o QUEEN VICTORIA.
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Tuesday, May 03, 2016

Estação Marítima de Santa Apolónia


Desde que o navio de cruzeiros atraca ao cais até que larga amarras rumo ao porto seguinte, empresta o seu mundo que se funde por algumas horas com a cidade e o porto. Na imagem, pormenor do WIND STAR visto da Estação Marítima de Santa Apolónia.

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Monday, February 01, 2016

Doca de Alcântara em modo de Inverno

Anoitece cedo em Lisboa no mês de Janeiro o que empresta à Doca de Alcântara um ar de adormecimento precoce onde não se passa nada para lá das memórias de um local que já conheceu mais vida que nas últimas décadas foi cerceada pela Desmaritimização.
Ao entardecer o tempo parece parado a contemplar as diversas embarcações de turismo local, os rebocadores, a eterna BARROCA e a ausência de gente e movimento.
Mas, se pararem um pouco e espreitarem por entre as sombras ligeiras do final do dia, ainda se consegue ouvir o concerto desafinado dos guindastes e guinchos dos velhos cargueiros do Despacho 100 a movimentarem as suas cargas ultramarinas, a máquina de um qualquer rebocador de atenção à saída de um navio, o concerto monocórdico da ponte giratória a abrir para dar passagem à navegação...
Fotografias e memórias de Luís Miguel Correia, registadas a 13 de Janeiro de 2016.
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Saturday, October 31, 2015

Navios na Ponta da Rocha



Durante toda a minha vida de fotógrafo de marinha e como mero observador das coisas navais e marítimas, a Ponta da Rocha foi sempre um ponto privilegiado, ideal muitas vezes para registar as entradas e saídas de navios da doca do Espanhol (o tal que afinal era Galego), ou de e para o estaleiro da Rocha. Hoje o espaço deixou de ser acessível a todos mas acabei por aí passar parte da manhã e por aqui vos deixo alguns dos resultados... A SAGRES e o novo MAR PORTUGAL, O CORINTHIAN e o CABO DA ROCA, o SVITZER SINES e o velho guindaste Mague da APL, creio que o 124, a pedir para ser preservado, ou pelo menos mais estimado e pintado.


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Thursday, May 14, 2015

Bastidores da globalização







Na mente de muitos personagens politicamente correctos e positivamente iluminados e instruídos, os contentores e os portos e esses navios discretos e ordeiros que transportam cada vez mais cargas de forma eficiente e barata de e para todo o mundo, são um cenário a evitar e a meter "debaixo do tapete",  mas para mim os navios e os portos e toda a movimentação à sua volta fascina-me desde sempre. É o caso deste terminal de contentores em Alcântara, no melhor cais, da margem norte do Tejo em Lisboa, e cujo espaço muitos fundamentalistas gostavam de refazer como jardim, apesar do desprezo e da forma negligente como nos últimos anos a cidade de Lisboa tem tratado os espaços verdes. Ontem passei algumas horas neste cais a fotografar e a reviver a ode marítima em versão mecanizada, asséptica e moderna. Estive a vaguear entre os contentores e a apreciar um dos bastidores da nossa globalização, parra cujo sucesso tanto contribuiu a revolução dos transportes trazidos a partir do final da década de 1950 pela contentorização e especialização dos navios e das cargas.
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