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Saturday, December 17, 2016

A história da P&O

175 ANOS DA P&O CRUISES

Por Luís Miguel Correia 

(Artigo original escrito em Julho de 2013 e publicado na revista Cruzeiros. 
Ver fotografias aqui)

A companhia P&O Cruises está a comemorar 175 anos de existência, podendo ser considerada a mais antiga empresa operadora de navios de passageiros do mundo, e de certa forma também a percursora das viagens marítimas turísticas, isto é os cruzeiros actuais.
A efeméride associada aos 175 anos da companhia é a data de assinatura do contrato com o Almirantado Britânico para o transporte de correio entre Inglaterra e a Península Ibérica, a 22 de Agosto de 1837, mas de facto as origens da P&O são anteriores, podendo-se considerar o ano de 1815 como o do começo desta grande aventura marítima que, curiosamente esteve ligada a Portugal desde as primeiras viagens.

A P&O E PORTUGAL

Em 1815 o escocês Brodie McGhie Willcox abriu um pequeno escritório em Lime Street, Londres onde iniciou as actividades de corrector de navios e agente comissionista, contratando para seu empregado Arthur Anderson.
As guerras napoleónicas chegavam ao fim e começava o século de ouro da Inglaterra como grande potência mundial. A influência britânica fazia-se sentir de forma particular no Reino Unido de Portugal e do Brasil, cujo rei D. João VI governava o império a partir do Rio de Janeiro, representado em Lisboa pelo marechal William Carr Beresford, comandante-chefe do Exército português de 1809 a 1820 e efectivo "protector" de Portugal Continental.
Consolidando o enorme poder político e económico da Grã-Bretanha, a revolução industrial alterava radicalmente os meios de produção, o comércio e os transportes.
A enorme influência britânica em Portugal e Espanha durante e após as guerras peninsulares gerou um importante movimento comercial e marítimo, no qual se especializaram Willcox e Anderson, tendo este passado a sócio do primeiro em 1822 quando a firma já operava no transporte de carga entre Inglaterra, Portugal e Espanha utilizando pequenos veleiros. Com as guerras civis, primeiro em Portugal, de 1828 a 1834 e de seguida em Espanha, Willcox e Anderson apoiaram os partidos liberais de ambos os países, vendo aumentar a influência na Península, passando os seus navios a ter como distintivo a bandeira azul, branca, amarela e encarnada, com as cores reais de Portugal e Espanha.
Os acontecimentos referidos acima coincidiram com a introdução da propulsão mecânica na navegação oceânica, com a construção e operação dos primeiros navios a vapor, precisamente nas décadas de 1820 e 1830.
Estes primeiros vapores eram navios de exploração comercial onerosa, pois as máquinas mais primitivas apresentavam consumos específicos de carvão muito elevados e a maior parte do espaço a bordo era reservado aos paióis de combustível em detrimento da capacidade de transporte de passageiros e carga. Estas particularidades levaram a que só tivesse sido possível rentabilizar as primeiras linhas de navegação a vapor com as receitas associadas ao transporte do correio. De facto a revolução no transporte marítimo trazida pelos primeiros vapores oceânicos traduziu-se essencialmente na melhoria do transporte de correio, até aí assegurado por navios de vela, que tinham data de largada fixa mas ninguém podia dizer quando chegavam ao destino. Tudo isto mudou com os vapores que passaram a receber subsídios importantes concedidos pelo goveno inglês na sequência de contratos para o transporte do correio.
A empresa de Willcox e Anderson, então designada por Peninsular Steamship Company,
vinha mantendo carreiras com vapores entre Inglaterra, Portugal e Espanha desde 1 de Junho de 1834, quando o ROYAL TAR largou de Londres para Lisboa com escalas em Plymouth e Falmouth, passando esta actividade a ter carácter regular a partir de Março de 1835 com a utilização de diversos navios afretados à companhia Dublin & London Steam Packet Company, de entre os quais o WILLIAM FAWCETT, considerado o primeiro navio da frota da P&O por depois ter sido comprado e reconstruído pela Peninsular & Oriental. O porto de destino mais importante era Lisboa, e os navios incluiam ainda a Corunha, Vigo, Cádis e Gibraltar nos seus itinerários.
Logo em 1836 algumas das viagens foram prolongadas de Lisboa até ao Funchal com o objectivo de para aí levarem, os primeiros "turistas" britânicos para fugirem aos rigores do inverno nórdico – seguiam para a Madeira no Outouno e regressavam a Inglaterra na Primavera seguinte, e em simultâneo "inválidos", isto é doentes, nomeadamente tuberculosos que na Ilha da Madeira procuravam ares mais saudáveis e ao mesmo tempo espalhavam doenças. O primeiro navio de passageiros da Companhia Peninsular a levar turistas para o Funchal foi o "esplêndido vapor IBÉRIA", então um dos maiores do mundo, em Outubro de 1836. O WILLIAM FAWCETT também fez viagens de Londres e Lisboa para o Funchal na mesma época. Apesar do sucesso destas iniciativas, os custos muito altos da construção e operação da frota levaram a Peninsular à beira da falência, o que só foi evitado com a assinatura do contrato para o transporte do correio de Sua Majestade Britânica, que se traduziu em 1837 num subsídio anual de £ 29.600 libras.
A ligação da companhia a Portugal permanece até aos dias de hoje, com a presença frequente de grandes paquetes de cruzeiros da P&O nos portos do Funchal, Horta, Leixões, Lisboa, Ponta Delgada e Portimão, trazendo muitos milhares de turistas.

AS LINHAS IMPERIAIS

A primeira viagem ao abrigo do contrato de correio teve início em Londres a 1 de Setembro de 1837 com o novo vapor DON JUAN, de 933 toneladas de arqueação bruta e máquinas desenvolvendo 320 CFI, que era então o maior navio do mundo e se perdeu no regresso da viagem inaugural por encalhe em Tarifa a 15 de Setembro de 1837, embora o correio se tenha salvo.
Ultrapassado este acidente, a nova carreira para a Península foi um enorme sucesso o que levou de imediato à realização de novos contratos para transporte de correio para outros destinos, sendo estabelecidas logo em 1840 as primeiras carreiras regulares pelos vapores das companhias Cunard e Royal Mail, para a América do Norte e Central.
Um novo contrato, assinado em 1840 com a companhia, alargou as actividades a Malta e ao Egipto, o que levou à alteração do nome da empresa para Peninsular & Oriental Steam Navigation Company, a célebre P&O, que viria a ser depois a maior companhia de navegação do mundo e ainda se mantém em actividade na área dos cruzeiros.
O crescimento da P&O foi rápido: em 1842 novo contrato permitiu o estabelecimento de viagens para a Índia. Os passageiros e a "mala" atravessavam o Egipto por terra até ao Mar Vemelho onde embarcavam de novo num vapor da P&O rumo à Índia. Em 1845 iniciaram-se as primeiras carreiras para Hong Kong e em 1852 a P&O estabeleceu as carreiras para a Austrália.

UM CRUZEIRO MARAVILHOSO

O progresso vertiginoso do segundo quartel do século XIX contemplou as primeiras experiências associadas ao lazer, com o nascimento do que hoje designamos por turísmo. Embora os primeiros turistas de que há memória tenham sido os passageiros do IBÉRIA destinados à Madeira em 1836, a primeira referência a uma experiência de cruzeiro turístico ficou a dever-se a William Thackeray com o livro "Notes of a Journey from Cornhill to Cairo", publicado em Londres em 1844, que obteve enorme sucesso e descrevia uma viagem de recreio ao Mediterrâneo, feita a convite da P&O. O autor navegou então em três vapores diferentes da companhia por forma a completar o seu "Grand Tour."
A P&O tornou-se rapidamente uma instituição imprescindível ao funcionamento do império victoriano. Em 1866 a frota da companhia contava com 53 vapores e eram utilizados 4000 camelos para assegurar a travessia terrestre do Egipto, o que mudou com a abertura do Canal do Suez em 1870. Para além da vocação pacífica da P&O concretizada com o transporte de correio, passageiros e carga, a vocação imperial da empresa levou à utilização dos navios da P&O como transportes de tropas e material de guerra proporcionando apoio logístico nos conflitos que foram surgindo ao longo do século XIX, com destaque para a guerra da Crimeia e mais tarde para a guerra dos Boers. Esta dualidade manteve-se durante o século XX com contribuições importantes durante as guerras mundiais, de 1914 a 1918, de 1939 a 1945 e mais recentemente durante a campanha das Falklands de 1982, na qual foram utilizados diversos navios do Grupo P&O, com destaque para o paquete CANBERRA.
Com o decorrer dos anos a P&O foi-se desenvolvendo sempre, construindo navios cada vez maiores e melhores e tornando-se uma das mais famosas instituições britânicas. Durante o século XIX a frota da companhia foi sempre composta por navios de passageiros e carga, totalizando 260 navios até 1899. As características e as dimensões dos navios evoluiram sempre, começando pelos primeiros vapores de rodas com cascos de madeira, substituídos depois por navios de aço equipados com hélices, etc... Os primeiros navios exclusivamente de carga foram o MAZAGON (1894-1907) e o CEYLON (1894-1913), construídos em 1894. Na viragem do século, os navios maiores da empresa eram os paquetes da classe INDIA, de cerca de 7.900 toneladas de arqueação bruta, 150 metros de comprimento, capacidade para 370 passageiros e 18 nós de velocidade.

A P&O NO SÉCULO XX

No ano de 1900 a frota da P&O era composta por 56 navios totalizando 287.576 toneladas de arqueação bruta e o maior era o paquete CHINA de 7.915 toneladas. A companhia recebia do Estado Britânico o subsídio anual de £ 305.000 pelo transporte de correio, o que se manteve até 1915.
Apesar de as actuais comemorações dos 175 anos da P&O acentuarem a particularidade de a empresa ter sido inventora dos cruzeiros turísticos, a verdade é que só em 1904 é que a P&O promoveu o primeiro programa de cruzeiros, com o paquete VECTIS, de 5.010 toneladas de arqueação bruta, construído em 1881 com o nome ROME. Com efeito em 1904 a companhia anunciou que o seu "iate a vapor VECTIS", de 6.000 toneladas e 6.000 cavalos de potência, convertido especialmente para transportar cerca de 150 passageiros em viagens exclusivas de recreio, passaria a efectuar cruzeiros regulares ao Mediterrâneo, ilhas do Atlântico e Escandinávia, proporcionando alojamentos luxuosos, salões de baile, sala de jogo, salas de recreio, sala de fumo, e um serviço esmerado de excursões nos diversos portos de escala organizadas pela agência Thomas, Cook & Son.
Claro que o ritmo dos cruzeiros da P&O em 1904 era outro, comparado com os padrões actuais: no início do século XX uma visita em cruzeiro a Estocolmo obrigava os passageiros a percorrer 15 milhas, tal a distância do local onde o navio fundeava até à cidade; as formalidades de desembarque na altura poderiam demorar nada menos que 6 horas, caso do porto de Kronstadt. De qualquer maneira os cruzeiros do VECTIS foram um sucesso, como o demonstra o índice de passageiros repetentes – dos 114 participantes num cruzeiro iniciado em Marselha em Setembro de 1904, nada menos de 44 já tinham feito o cruzeiro anterior...
Outra inovação importante para a frota de paquetes da P&O foi a instalação, a partir de 1909, do sistema Marconi de telegrafia sem fios.
Tendo crescido para além das expectativas mais optimistas durante o século XIX, a partir de 1910 a empresa descobriu uma nova forma de continuar a aumentar a sua importância, passando a comprar companhias de navegação rivais, a primeira das quais seria a Blue Anchor Line. Muito importante foi a aquisição em 1914 da British India, passando o Grupo P&O a deter uma frota conjunta de 197 navios com 1.158.506 toneladas de arqueação bruta, uma frota imensa para a época.
A Primeira Guerra Mundial teve consequências negativas para a frota da P&O, com a perda de 14 navios por acção inimiga de um total de 58 unidades "molestadas" muitas das quais sobreviveram, como aconteceu ao paquete NYANZA, torpedeado duas vezes, em Dezembro de 1917 e Fevereiro de 1918. Nove unidades da P&O foram transformados em cruzadores auxiliares ao serviço da Royal Navy.
A situação de guerra não impediu o crescimento da P&O como grupo de companhias de navegação, com a compra de outros armadores, destacando-se de uma longa lista as companhias New Zealand Shipping Company e Federal Steam Navigation Company, em Setembro de 1916, a Union Steam Ship Company of New Zealand, em Fevereiro de 1917 e uma participação de 51 por cento no capital da Orient Line, que concorria com a P&O na carreira da Austrália, e foi comprada em Dezembro de 1918. Consequência da expansão da frota e das novas aquisições, em 1923 a frota do Grupo P&O totalizava 460 navios com 2.5 milhões de toneladas de arqueação bruta.
A reconstrução da frota após a guerra assegurou a reposição das actividades tradicionais da P&O e permitiu o regresso aos cruzeiros em 1925 com o novo paquete RANCHI, cuja viagem inaugural foi precisamente um cruzeiro à Noruega. O melhor navio destinado à carreira da India neste período seria o VICERY OF INDIA, de 1929, igualmente utilizado com frequência em viagens de cruzeiro. Em 1932 o MOLDAVIA iniciou a operação de cruzeiros em classe turística em regime de classe única e nesse mesmo ano o STRATHNAVER inaugurou a 23 de Dezembro o primeiro cruzeiro com partida de Sydney, Austrália. No ano de 1934 a P&O transportou 16.731 passageiros em cruzeiros.
Os maiores navios de passageiros da P&O do período de entre as guerras foram os famosos STRATHs, (STRATHNAVER de 1931, STRATHAIRD de 1932, STRATHMORE de 1935, STRATHEDEN de 1937 e STRATHALLAN de 1938), todos de 22 a 24.000 toneladas, construídos no estaleiro Vickers, com cascos idênticos aos paquetes ORION e ORCADES, da Orient Line, com capacidades para cerca de 1000 passageiros cada e equipados comturbinas a vapor e velocidade de serviço de 20 nós. Os STRATHs introduziram na frota de paquetes da P&O as cores actuais, casco branco e chaminé amarela, pois até aí os navios eram pretos com casario amarelo, mastros castanhos e chaminés pintadas de preto.
A Segunda Guerra Mundial não se mostrou benevolente com a frota do Grupo P&O, tendo-se perdido 179 unidades com 1.166.401 toneladas de arqueção bruta. O esforço de recuperação após o conflito foi muito grande, devido ao aumento de custo das novas construções (os preços relativos dos navios subiram 90 por cento desde a entrega do HIMALAYA em 1948 até à construção do ARCADIA em 1954). Dos nove grandes paquetes novos previsos para as carreiras da P&O – Orient só se construíram sete, incluindo o CHUSAN que efectuou o primeiro cruzeiro P&O do pós-guerra em 1950. Visto como uma forma de utilizar os navios de passageiros durante os períodos de época baixa nas carreiras regulares, a actividade de cruzeiros cresceu em importância e em 1954 já representava uma parte significativa das receitas totais geradas pela frota de navios de passageiros.
Com a independência da India, a carreira mais importante passou a ser a da Austrália, operada em serviço combinado com a associada Orient Line. Esta empresa resolveu prolongar os itinerários da Austrália e Nova Zelândia através do Pacífico, ligando o Canadá e os Estados Unidos (costa oeste) e o êxito foi tal que a partir de 1958 os navios da P&O passaram a assegurar a mesma ligação, sob o nome "Orient & Pacific Lines", atraindo turistas norte-americanos para as rotas do Pacífico.
Ao mesmo tempo procedeu-se à encomenda dos dois maiores paquetes de linha da P&O – o CANBERRA, e da Orient Line – o ORIANA, que entraram ao serviço em 1960-61 e revolucionaram as ligações à Austrália e Nova Zelândia e as viagens pelo Pacífico, com velocidades de 27 nós.
Em Maio de 1960 a P&O comprou os 46 por cento restantes do capital da Orient Lines integrando-se ambas as frotas na P&O – Orient Lines. De início os navios da Orient mantiveram os cascos cor de milho, mas em 1966 todos os paquetes foram pintados de branco.
A década de 1960 seria o período final da P&O nas carreiras de longo curso para a Austrália e Nova Zelândia, Extremo Oriente e Pacífico. Os navios anteriores à Segunda Guerra Mundial foram todos vendidos e a frota reforçada com os gémeos CATHAY e CHITRAL adquiridos à Cie. Maritime Belge em 1961. Assim a P&O detinha na década de 1960 a maior frota do mundo livre composta pelos paquetes ARCADIA, CANBERRA, CATHAY, CHITRAL, CHUSAN, HIMALAYA, IBERIA, ORCADES, ORIANA, ORONSAY e ORSOVA, a que se juntavam númerosos navios de passageiros de outras empresas do grupo, com destaque para a British India e New Zealand. A década de 1960 acabou por ser também um período de mudanças radicais, com a redução gradual das carreiras regulares e o aumento de importância dos cruzeiros. Prenunciando essas mudanças, em 1965 o CHUSAN foi transferido da carreira do Extremo Oriente para a linha da Austrália e coube a este navio efectuar em Bombaim a última escala na India de um paquete da P&O, a 8 de Fevereiro de 1970. A carreira do Extremo Oriente foi entretanto encerrada em 1969.
Um passo importante para o futuro da P&O na área dos cruzeiros foi dado em 1970 com a realização do primeiro programa nos Estados Unidos, com base em São Francisco, com destino ao Alasca, utilizando-se os paquetes ORONSAY e ARCADIA a que se juntou em 1972 o SPIRIT OF LONDON, primeiro navio de cruzeiros moderno adquirido pela P&O.

A P&O CRUISES EM 2013

As mudanças radicais que se fizeram sentir no mundo dos transportes marítimos durante a década de 1960 provocaram uma verdadeira revolução, com o crescimento e a especialização dos navios, de que a contentorização foi a faceta mais evidente. Em 1971 o Grupo P&O foi totalmente reorganizado por áreas de actividade e as operações de passageiros foram concentradas numa nova entidade, a P&O Passenger Ship Division, cuja frota reunião nove navios da P&O Lines, dois da British India e dois da Eastern & Australian Line.
Em poucos anos, a maior parte dos paquetes clássicos foram vendidos para sucata na Formosa e as actividades de navios de passageiros concentradas no mercado de cruzeiros, com operações separadas com base em Southampton, Sydney e San Francisco.
A compra em 1974 da companhia norte americana Princess Cruises permitiu a expansão no mercado dos EUA e a compra dos paquetes ISLAND PRINCESS e PACIFIC PRINCESS em 1974 e 1975, respectivamente, ao mesmo tempo que o SPIRIT OF LONDON passou a integrar a frota da Princess como SUN PRINCESS. O passo seguinte no desenvolvimento da frota de cruzeiros resultou da compra do paquete KUNGSHOLM que substituiu o ARCADIA em 1979 como SEA PRINCESS. Em 1984 a P&O recebeu outro grande navio de passageiros, desta vez construído de raiz na Finlândia, foi o ROYAL PRINCESS, de 44.348 toneladas e 1260 passageiros, todos com camarotes exteriores, muitos dos quais com varandas.
O mercado norte americano tornou-se cada vez mais importante para a P&O e em 1988 a Princess Cruises comprou a rival Sitmar Cruises o que acrescentou à frota quatro navios em operação e mais três em construção: a P&O era já uma das maiores organizações de cruzeiros mundiais. A expansão continuou imparável, com a construção do novo ORIANA na Alemanha em 1995, ao qual se seguiram inúmeros outros navios de cruzeiros saídos de estaleiros alemães, franceses, italianos e japoneses desde então.
Durante o último quartel do século XX a P&O registou um surto de crescimento e diversificação de actividades muito grande, dirigida por Lord Sterling. A P&O tornou-se o único proprietário do consórcio Overseas Container Lines, comprou a European Ferries e a Sitmar, tornando-se a maior companhia de navegação britânica. Outras actividades do grupo incluiam a construção civil, a gestão de portos, os seguros.
O gigantismo da P&O e o protagonismo crescente numa multiplicidade de actividades económicas bem sucedidas colocou a companhia na mira dos grandes predadores do capitalismo internacional a partir de investidores da City de Londres, cujos propósitos eram a obtenção rápida de grandes lucros.
A pressão accionista destes investidores levou ao fim da P&O como última grande companhia de navegação tradicional da Grã-Bretanha em poucos anos. Primeiro deu-se a separação da actividade de cruzeiros, com a constituição em 2000 de uma nova empresa, a P&O PRINCESS Cruises PLC, que pouco depois negociou a fusão com o grupo Royal Caribbean, não concretizado por acção da rival Carnival Corporation, que veio efectivamente a adquirir a P&O-Princess em 2003.
A P&O continuou a vender e reduzir as suas actividades por pressão de investidores e mercados que realizaram enormes lucros de curto prazo mas mataram a empresa. A área dos contentores fundiu-se com a holandesa Neddlloyd dando origem à P&O Neddlloyd que por sua vez foi engolida pela Maersk, os outros sectores de actividades foram sendo também desmembrados e a velha companhia P&O acabou por ser vendida à companhia D.P. World, do Dubai, em Novembro de 2005. O desmembramento da companhia P&O reflecte as práticas do capitalismo global dos nossos dias. Das actividades marítimas só resta a P&O Ferries. A Carnival Corporation continua a manter a marca P&O Cruises sob propriedade da Carnival UK, que detém igualmente a Cunard, tendo assegurado temporariamente o direito ao uso da antiga bandeira da P&O com as cores de Portugal e Espanha sob licença.

A P&O e a Carnival

A entrada da P&O Princess na esfera de interesses do Grupo Carnival permitiu a consolidação e expansão das frotas de navios de cruzeiros da P&O, da Princess e da Cunard, mantendo a tradição do nome Peninsular & Oriental associado a uma das maiores operações de navios de cruzeiros do século XXI. As frotas continuam em expansão, os navios vão sendo cada vez mais e maiores, o que faz com que o gigantesco ORIANA de 1995, com as suas 69.000 toneladas comparadas às 45.000 do CANBERRA, seja agora um navio de tamanho médio prestes a entrar no grupo restricto dos paquetes clássicos.
É neste contexto que a CARNIVAL UK está a comemorar os 175 anos da P&O como inventora dos cruzeiros, uma operação de "marketing" promocional para aumentar a notoriedade dos produtos de cruzeiros com a marca P&O face a uma concorrência global crescente. Entretanto os navios da Carnival UK com a marca P&O continuam efectivamente a renovar as velhas tradições da Peninsular and Oriental iniciadas na década de 1830 em águas portuguesas, quando o vapor de rodas IBÉRIA transportou para o Funchal os primeiros turistas ingleses. Hoje a presença dos paquetes da P&O nos portos nacionais é cada vez mais frequente e a tendência é para termos cada vez mais paquetes de chaminés amarelas cheios de turistas ingleses atracados no Funchal, em Lisboa, em Leixões, em Portimão e nos portos dos Açores.
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Monday, December 21, 2015

Faz falta a revista CRUZEIROS


Em muitos aspectos, demasiados aspectos, este ano de 2015 foi mau, não vai deixar grandes saudades. Um dos pontos negativos associados à maritimidade foi o desaparecimento da revista CRUZEIROS, um excelente projecto editorial independente do jornalista Luís Filipe Jardim, cuja teimosia pessoal não conseguiu superar as dificuldades inerentes a quem queira fazer algo de diferente em Portugal com ligação aos navios e ao mar. 
Assim, o sonho de muitos anos do Luís Filipe Jardim acabou por entrar em modo de suspensão indefinida neste ano da desgraça de 2015.
Estive com ele há dias no Funchal e perguntei se a ideia inicial de manter o título com periodicidade anual ainda estava de pé. Não disse taxativamente que não, mas não o vi animado e acabámos a discorrer sobre a hipocrisia reinante quanto a apoios e interesses diversos que se foram cruzando na rota da Revista CRUZEIROS durante os poucos anos em que se publicou, sempre com uma qualidade crescente. 
O que é que matou mais este projecto? 
Primeiro a paciência esgotada do Luís Filipe face à conjuntura, desde o saque fiscal desnorteado dessa entidade a que alguns chamam Estado Português e sobre quem sempre ouvi dizer que era um verdadeiro gatuno desclassificado, até aos apoiantes simpáticos que no fundo esmifraram de formas diversas os seus "apoios" de tal forma que na realidade o LFJ acabou a trabalhar para pagar a revista e por ai fora. E não me vou alongar mais para não começar a usar o discurso habitual do Capitão Haddock, "raios e coriscos..."

Encontrei-me com o Luís Filipe e lembrei-me de quantas vezes este ano me apeteceu também mandar tanta coisa borda fora e navegar sem rumo definido para bem longe daqui. Não fossem as saudades do Tejo....
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Saturday, July 11, 2015

Os 50 anos da Princess

A propósito dos 50 anos de existência da companhia PRINCESS, escrevi recentemente um artigo para a revista CRUZEIROS nº 16, que se encontra em distribuição nos postos de venda habituais, do qual deixo um pequeno excerto:
O nome da PRINCESS CRUISES e a sucessão de princesas flutuantes por que se traduz a frota da companhia foram inspirados neste pequeno vapor da Canadian Pacific, o PRINCESS PATRICIA

A Princess Cruises operou o seu primeiro cruzeiro há 50 anos, contando meio século de vida num sector com cada vez mais notoriedade e adeptos para cujo sucesso deu um grande contributo, inventando os "Barcos do Amor". 
A década de 1960 assistiu a mudanças profundas no mar. As cargas passaram a ser transportadas cada vez mais por unidades especializadas de todos os tipos possíveis e imaginários, desde navios-tanques preparados para o transporte de vinhos ou sumo de laranja, até a transportadores de caixas metálicas coloridas uniformizadas, a que hoje chamamos contentores, e a paquetes concebidos de raiz para abrir os oceanos ao turismo de massas, democratizando os cruzeiros, até aí feudo de uns tantos privilegiados. 
Há 50 anos ainda se construiam na Europa grandes navios de passageiros para carreiras regulares, caso da Itália, com uma derradeira geração de transatlânticos, OCEANIC, MICHELANGELO, RAFFAELLO, EUGENIO C, e do Reino Unido, com a aposta no QUEEN ELIZABETH 2, mas o volume de passageiros descia irreversívelmente, empurrando algumas das maiores frotas de então para uma extinção rápida, enquanto outras viram nos cruzeiros o único futuro possível. Nesse contexto, o OCEANIC de 1965 nunca chegou a ser utilizado no Atlântico Norte apesar de projectado para a linha Norte da Europa – Canadá e tornou-se um êxito imediato em Nova Iorque com cruzeiros regulares à Bahamas e Caraíbas, enquanto a Cunard concebia o célebre QE2 como paquete de linha e ao mesmo tempo navio de cruzeiros, aposta em que muitos duvidaram nos primeiros anos, mas que provou ter sido a escolha acertada. 
Constituída em 1964 na costa Oeste dos Estados Unidos por Stanley B. MacDonald, a Princess Cruises iniciou a actividade no final de 1965 e está a comemorar os primeiros 50 anos como uma das grandes companhias de cruzeiros internacionais, integrada no Grupo Carnival, onde tem um peso de 19 por cento, com uma frota de 18 navios que em 2014 transportaram cerca de 1,5 milhões de passageiros por todo o mundo. 
O começo foi modesto mas criativo, inventando-se literalmente a Riviera Mexicana, com o afretamento à Canadian Pacific do vapor PRINCESS PATRICIA, que saiu de Los Angeles a 3 de Dezembro de 1965 para o México, data que marcou o arranque dos cruzeiros regulares na costa oeste dos EUA e de uma pequena companhia que adoptou o nome desse ferry construído em 1949, e convertido para cruzeiros ao Alaska em 1963, com 6 062 toneladas de arqueação bruta e lotação para 390 passageiros, apresentando-se como Princess Cruises. 
Stanley MacDonald nasceu em Alberta, Canadá, em 1920 e a ideia de criar uma empresa de cruzeiros alinhavou-se com a primeira experiência profissional que teve com navios de passageiros, em 1962, quando da 21ª. Feira Mundial, em Seattle, ligada ao afretamento do paquete YARMOUTH, que então veio das Caraíbas e fez diversos cruzeiros de 10 dias de São Francisco a Seattle e Victoria essencialmente para os passageiros visitarem a EXPO. 
O YARMOUTH era um navio de passageiros costeiro construído em 1927 em Filadélfia, no famoso estaleiro William Cramp & Sons, com o seu gémeo EVANGELINE, para a carreira Boston – Yarmouth. Tinha 5 043 toneladas de arqueação bruta e capacidade para 751 passageiros. Serviu como transporte de tropas durante a segunda guerra mundial, de 1942 a 1946, e no ano seguinte regressou aos serviços de passageiros na costa leste dos EUA, actividade então em rápido declínio. Foi depois um dos pioneiros dos cruzeiros às Caraíbas a partir da Florida, após ser vendido em 1954 e baseado em Miami, operando até Abril de 1966. 
Mais moderno que o YARMOUTH, o PRINCESS PATRICIA apresentava características semelhantes e havia sido adaptado no início de 1963 pela Canadian Pacific para cruzeiros sazonais ao Alasca, de Maio a Setembro, quando a lotação para passageiros foi reduzida a cerca de 400. Comparado com as condições oferecidas pelos navios actuais, o nível destes pequenos vapores costeiros era inimaginável, mas era o que havia então e ninguém se queixava. A própria invenção pela Princess Cruises de um itinerário de Los Angeles aos portos de Mazatlan, Puerto Vallarta Cabo San Lucas e Acapulco, no México, teve pormenores muito curiosos, dado que na maior parte das escalas não existiam quaisquer infraestruturas de apoio ao embarque e desembarque de passageiros e foi necessário recorrer a todo o tipo de expedientes, como afundar um batelão junto à praia para servir de pontão para onde os turistas podessem saltar em Cabo San Lucas. O que é certo é que os cruzeiros do PRINCESS PATRICIA foram um sucesso e o programa foi repetido em 1966-67 com o mesmo navio.
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Tuesday, June 16, 2015

Revista CRUZEIROS

Saiu mais uma edição da Revista CRUZEIROS, publicação de qualidade fundada e dirigida pelo jornalista e entusiasta de navios Luís Filipe Jardim que apresenta na capa o novo BRITANNIA da P&O Cruises.
Luís Filipe Jardim anuncia que "A Revista Cruzeiros nº 16 já foi enviada para os assinantes e já está disponível nas bancas para quem, não sendo assinante, pretenda adquirir mais esta edição. O maior paquete inglês de sempre faz manchete na última revista Cruzeiros como publicação trimestral. A revista passará a ter edição anual, com mais páginas, novo formato e mais conteúdos. A crise nas edições impressas (mais aceitação a formatos digitais), os custos de distribuição, as menores receitas de publicidade e vendas, e a elevada fiscalidade em Portugal, foram factores determinantes para esta decisão. Mesmo assim estamos em crer que contribuímos para divulgar os cruzeiros e para cultura marítima dos nossos leitores. Os assinantes estão a ser contactados directamente pela revista."
Não é uma boa notícia esta da passagem a anuário de uma revista que nestes últimos anos se esforçou tanto por trazer até junto dos leitores uma abordagem independente e cheia de entusiasmo dedicada aos cruzeiros e aos navios de passageiros, numa ideia ousada e original que infelizmente não terá gerado apoios e leitores suficientes para se manter em produção, o que aliás é sintomático em Portugal no que toca a tantas actividades económicas moribundas face ao desvario fiscal e à diminuição do poder de compra. Espero não ter um dia de fechar a luz ao ser o último a sair.
Pela minha parte e como amigo e colaborador da CRUZEIROS -leiam o meu artigo sobre os 50 anos da Princess Cruises nesta derradeira edição - e do Luís Filipe, lamento de forma sentida o fim deste ciclo de revistas e aproveito para felicitar a equipa da CRUZEIROS, a começar pelo seu Director, pelo excelente trabalho realizado nestes anos e pela divulgação feita. Valeu a pena.

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Saturday, November 01, 2014

Mais uma edição da revista CRUZEIROS

Saiu mais uma edição da revista CRUZEIROS, o número 14 desta excelente publicação dirigida por Luís Filipe Jardim dedicada aos navios e às viagens de cruzeiro. O novo paquete MEIN SCHIFF 3 serve de capa e de tema para o artigo de abertura, com 7 páginas. Outro navio novo do grupo Royal Caribbean, o QUANTUM OF THE SEAS tem também direito a um primeiro artigo de apresentação. Quanto a destinos nesta edição o destaque vai para Veneza e Istambul. A Norwegian Cruise Line tem as suas origens e primeiros navios recordados num artigo de Luís Miguel Correia que assina também um trabalho de divulgação do cruzeiro a África Ocidental programado pela Portuscale Cruises para o Paquete FUNCHAL, que acabou por ser adiado devido ao surto de Ébola. Os navios ORIANA de 1995 e COSTA CONCORDIA são ainda temas de artigos contribuindo para tornar indispensável mais este número 14 da Revista CRUZEIROS.
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Tuesday, July 29, 2014

Revista CRUZEIROS


A revista CRUZEIROS publicou recentemente o seu número 13, do qual reproduzimos a capa, muito atractiva, com uma imagem de um paquete da Holland America Line no Canal do Panamá.
Os 100 anos do Canal do Panamá são tema de um extenso artigo ilustrado essencialmente com navios de cruzeiros uma vez que o canal se tornou um destino turístico em si mesmo. 
A abrir a revista, destaque para o novo navio REGAL PRINCESS, o novo gigante acabado de construir no estaleiro Fincantieri de Monfalcone para a Princess Cruises, uma das muitas filiais do Grupo Carnival.
A visita histórica a Lisboa dos três navios de passageiros actuais da Cunard, QUEEN MARY 2, VICTORIA e ELIZABETH, a 6 de Maio, é também tema de um artigo com 6 páginas e 12 fotografias.
Outros assuntos com destaque na última CRUZEIROS são o cruzeiro da revista, de Barcelona a Istambul, o porto de Estocolmo, Nassau como destino privilegiado de cruzeiros, os três primeiros navios da antiga empresa norueguesa Royal Viking Line, de 1972 e 73, e a história do paquete AZORES, a que já nos referimos anteriormente. 

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História do paquete português AZORES

O último número da revista CRUZEIROS dedica 11 páginas ao paquete português AZORES, num artigo original de Luís Miguel Correia que durante duas semanas investigou a histórica deste navio fascinante. Apresentamos as primeiras duas páginas da revista e um excerto do texto cuja leitura se recomenda:
"Não há muitos navios com tantas identidades como o STOCKHOLM, actual AZORES, e uma longevidade difícil de imaginar em 1944, quando se projectou este paquete na Suécia. Não é um gigante, nem trouxe inovações que o tornassem uma referência da construção naval ou da navegação. Nasceu num período muito conturbado na Europa e a sua vida está cheia de situações inesperadas e feitos notáveis que se entrelaçam com algumas tragédias. Em épocas diferentes foi protagonista de grandes acontecimentos, esteve condenado por diversas vezes mas, por aparente capricho da sorte, até agora conseguiu sempre evitar o fim e renascer, literalmente em 1994, quando foi reconstruído. Nunca foi um sucesso indiscutível para os diversos armadores sob cujas bandeiras navegou, mas tem uma personalidade fascinante. Tem fama de ser um navio azarado mas por outro lado a sua vida é um somatório de acontecimentos cuja compreensão não despreza o factor sorte e tem navegado sempre, desde 1948, atestando uma resistência que falhou entretanto a todos os seus pares, muitos mais famosos e supostamente interessantes, mas desaparecidos de acordo com a ordem natural das coisas. 
O nome AZORES é o décimo a identificar o mesmo navio, construído como transatlântico de passageiros e carga, destinado à carreira regular de Gotemburgo para Nova Iorque com o nome STOCKHOLM – o quarto e último assim designado a integrar a frota da famosa companhia Swedish American Line (SAL), uma “marca” de prestígio no seio do Grupo Brostroms." - Muito mais para ler na CRUZEIROS nº 13, já adquiriu o seu exemplar? 
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Wednesday, April 02, 2014

Mais uma edição da revista CRUZEIROS

Acaba de ser colocada à venda em Portugal a edição da revista CRUZEIROS Nº12: O primeiro navio de 2014 faz manchete na nova edição da CRUZEIROS. O Norwegian Getaway, inspirado na cidade capital dos cruzeiros, Miami, é o primeiro de seis navios novos que entram ao serviço em 2014.
As novas unidades deste ano que incluem paquetes como o Regal Princess, Costa Diadema e Quantum of the Seas são também tema de outro artigo da presente edição. Os dez anos de viagens do Queen Mary 2 são também chamada de capa da revista CRUZEIROS nº 12, num artigo com alguns dados de uma década de serviço e de antevisão às viagens deste ano do navio-almirante da Cunard, construído em Saint Nazaire. Esta cidade francesa leva-nos também a um artigo sobre os estaleiros STX France que voltam a construir o maior paquete do mundo, desta vez o terceiro navio da classe Oasis of the Seas.
O posicionamento, pela primeira vez, na Europa dos dois gigantes da Royal Caribbean são também tema de capa. A estreia europeia é a razão de um brinde aos leitores da CRUZEIROS. Ao comprar esta edição tem direito a um desconto por cabine de 100 euros na agências Halcon Viagens, na reserva do cruzeiro do Oasis of the Seas, partida de 13 de Setembro de 2014, de Barcelona.
Não perca também nesta edição viagens por destinos de cruzeiros e portos como o Brasil e o Dubai ou um artigo histórico sobre o Saga Ruby, ex-Vistafjord, que este ano se transformará num hotel flutuante na Birmânia.
A revista CRUZEIROS pode ser adquirida em banca ao preço de capa de 3,90 euros, ou por assinatura (Portugal 14,50 € Brasil 30 €, Europa 25 € e restantes países 35 € ) Consulte em http://blogue.cruzeirosonline.com ou www.facebook.com/revistacruzeiros .
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Thursday, December 19, 2013

Nova edição da revista CRUZEIROS

Está disponível a partir de hoje, Quinta feira 19 de Dezembro de 2013, a décima primeira edição da revista CRUZEIROS. Destaque de capa para o regresso do paquete FUNCHAL, da Portuscale Cruises, o qual regressa este mês à cidade que lhe deu o nome para assistir à tradicional passagem de ano na Madeira.
Mas se o FUNCHAL é exemplo de continuidade, o PACIFIC PRINCESS, famoso navio da série o "O Barco do Amor", não teve a mesma sorte. O adeus frio de um dos navios que mais contribuiu para o sucesso dos cruzeiros é também tema de capa da presente Cruzeiros.
O novo LE SOLEAL e o conceito de iate de cruzeiros de luxo merecem igualmente chamada de capa. O ano 2013 fica também marcado pela inédita operacão de reflutuação do Costa Concordia, num exemplo de até onde pode ir a capacidade humana, noutro tema de capa desta Cruzeiros.
Entre os destinos sugerimos nesta edição o Canada e Israel. O porto estrangeiro escolhido é Port Everglades, na Florida, o segundo porto de cruzeiros mais movimentado do mundo. Leixões e o seu rápido crescimento é também tema desta revista. A crónica de viagem do 3º cruzeiro da revista, aos fiordes da Noruega, no verão, preenchem também algumas páginas. 
O nascimento da Carnival Cruise Lines, empresa mãe daquele que é hoje o maior grupo de cruzeiros, e o projecto de hotel do Queen Elizabeth 2 fazem também esta edição da Cruzeiros. Não perca mais uma Cruzeiros, por 3,90 euros, a primeira revista portuguesa dedicada a tão fascinante forma de viajar.
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Monday, August 12, 2013

Edição de verão da revista CRUZEIROS

Já se encontra à venda nos circuitos habituais a edição de verão da revista CRUZEIROS. Trata-se do número 10 da excelente revista dirigida pelo jornalista Luís Filipe Jardim, que aconselhamos vivamente.
Uma revista cheia de navios e de sugestões para a sua próxima viagem de sonho:
Destaque para os mais recentes paquetes acabados de entrar em serviço,
o ROYAL PRINCESS, o NORWEGIAN BREAKAWAY e o EUROPA 2.
Um artigo também dedicado aos navios do futuro materializados na companhia Viking Cruises, e à nova companhia portuguesa PORTUSCALE, com destaque para os navios já recuperados, o PORTO e o FUNCHAL.
Destaque igualmente para um artigo sobre os 140 anos da Holland America Line.
Os cruzeiros são hoje uma das melhores forma de viajar, com uma relação preço / qualidade imbatível. A CRUZEIROS cumpre o papel, pioneiro em Portugal, de informar com critérios de grande qualidade acerca dos cruzeiros e navios respectivos. Não perca mais este exemplar, para ler e coleccionar.
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Tuesday, December 04, 2012

Nova edição da revista CRUZEIROS

A oitava edição da revista Cruzeiros estará à venda ao público dentro de dias. São tema de capa os grandes paquetes de cruzeiro com mais de 100 mil toneladas de arqueação bruta. Um assunto bem actual perante a confirmação da Royal Caribbean da compra de um terceiro navio da classe OASIS OF THE SEAS. Também a NCL e a Carnival voltaram ao mercado de encomendas de grandes paquetes e são referencia na Cruzeiros. O mais recente navio de cruzeiros, o Celebrity Reflection é também destaque na última edição de 2012 da nossa revista. A viagem que a revista efectuou a bordo do Nieuw Amsterdam, da Holland America, é outro dos temas de capa. Referência ainda para um artigo sobre a antiga frota de paquetes da URSS que nos anos 70 e 80 era a maior a nível mundial. Mais um número da cruzeiros a não perder por todos os que, como nós, gostam de navios e de cruzeiros. 
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Tuesday, May 01, 2012

Revista CRUZEIROS

A edição nº 6 da revista Cruzeiros estará a partir de sábado nos postos de venda habituais. São temas de capa as viagens de cruzeiro para destinos como o Mediterrâneo e os fiordes da Noruega (portos de embarque, opções de itinerários), a segunda viagem da revista (Nieuw Amsterdam), os iates de cruzeiro (que navios e serviço a bordo), os 100 anos do Titanic ( as novas explicações para o naufrágio) e o caso Costa Concordia (com análise de presidentes das companhias de cruzeiros e a opinião técnica ao assunto). Nas 84 páginas a cores da Cruzeiros, não perca também um interessante artigo sobre as madrinhas dos navios de cruzeiro ou recorde o carismático paquete Canberra, da P&O, que chegou a ser comandado pelo comodoro Ian Gibb que é o entrevistado desta edição da Cruzeiros. O preço de capa mantem-se nos 3,5 euros. Caso não encontre a revista, contacte a mesma pelo email geral@cruzeirosonline.com

Friday, February 10, 2012

Revista CRUZEIROS

Já saiu a nova edição da revista CRUZEIROS, que com este número 5 dá inicio ao segundo ano de publicação regular, podendo dizer-se que em velocidade de cruzeiro após um primeiro ano e arranque e consolidação.
Esta nova edição dedica grande parte dos seus conteudos à vida a bordo e ao entretenimento nos navios de cruzeiros. Mais uma revista CRUZEIROS a não perder...
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Thursday, November 17, 2011

A Revista do Luís Filipe...

Foi um sonho de muitos anos de um Amigo de longa data, o Luís Filipe Jardim, jornalista e entusiasta de navios, fundador  e primeiro presidente do Clube de Entusiastas de Navios baseado no Funchal.
O sonho tornou-se realidade há um ano com o lançamento da nova revista CRUZEIROS, que agora viu publicado o número 4, cuja capa reproduzimos.
Como o título sugere, trata-se de uma publicação inteiramente dedicada aos cruzeiros e navios de passageiros respectivos, a única do género que se publica entre nós, reflectindo mais um capítulo de uma relação muito especial do LFJ com os navios e em especial os paquetes, que começou a fotografar muito jovem no "seu" molhe da Pontinha para depois alargar o horizonte desta actividade a praticamente todo o mundo, à medida que foi fazendo cruzeiros.
A revista CRUZEIROS recomenda-se como meio privilegiado de divulgação do tema que lhe dá título com uma formula única derivada da equipa especial que a produz, elementos que juntam o jornalismo de qualidade a um entusiasmo de navios de grande nível que vêem conseguindo desenvolver uma publicação agradável pelas muitas imagens e textos com as vários formas dos navios de que tanto gostamos.  
Um sonho com concretização feliz. Parabéns ao Luís Filipe pela persistência que sempre faz dos sonhos realidade, para partilhar o gosto dos navios e das viagens turísticas pelos mares do nosso contentamento e imaginação. Parabéns pelos primeiros quatro números já publicados e toda a força avante rumo ao segundo anos de publicação, por entre um arquipélago de grandes navios em fundo de divulgação permanente. Obrigado, Luís Filipe por este sonho impresso.
Se não conhece a revista CRZEIROS ainda está a tempo de adquirir o nº 4 nos postos de vendas em todo o País e fazer a sua assinatura. Todas as informações aqui...e sempre actualizada, aqui
Photo of LFJ by Raquel Sabino Pereira. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, July 12, 2011

Revista CRUZEIROS divulgada a bordo do INDEPENDENCE OF THE SEAS

A revista CRUZEIROS de que é editor e director o jornalista Luís Filipe Jardim, promoveu uma sessão de divulgação a bordo do paquete INDEPENDENCE of the SEAS, atracado em Lisboa no passado dia 6 de Julho. 
L. F. Jardim apresentou os propósitos e características da CRUZEIROS, cuja terceira edição deverá se colocada nas bancas este fim de semana. Trata-se desde já de um projecto vencedor com bom acolhimento por parte do público e das empresas de cruzeiros e turismo, os principais anunciantes da nova publicação. Luís Filipe Jardim destacou as características principais da nova revista que prima por total independência editorial e económica, procurando divulgar as actividades associadas aos cruzeiros e navios respectivos. A sessão a bordo do INDEPENDENCE decorreu de forma muito agradável, incluindo visita ao paquete e almoço num dos restaurantes do gigantesco paquete.


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Tuesday, April 26, 2011

Mais uma edição da revista CRUZEIROS

Acaba de ser publicado o nº 2 da nova revista CRUZEIROS, de que é Director o jornalista madeirense Luís Filipe Jardim.
Uma publicação a não perder, que recomendamos vivamente a todos os interessados nos temas dos cruzeiros e navios de passageiros.
De entre os numerosos colaboradores, um artigo de L. M. Correia sobre o paquete FUNCHAL.
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Sunday, December 26, 2010

REVISTA CRUZEIROS à venda nas bancas em Portugal

Está já à venda nas bancas a nova revista CRUZEIROS, uma nova publicação fundada e dirigida pelo jornalista Luís Filipe Jardim, inteiramente dedicada aos navios de passageiros e aos cruzeiros, cuja aquisição recomendamos vivamente.
Trata-se de um projecto editorial fora do comum, uma vez que, ao contrário do que habitualmente acontece, com a incursão de jornalistas generalistas no mundo dos navios, a revista CRUZEIROS  inova ao traduzir o contrário: uma revista de qualidade feita por especialistas em navios de passageiros empenhados na partilha de um entusiasmo genuíno e pelos navios e pelo mar e resolvidos a divulgar o mundo dos cruzeiros e navios sem preconceitos, sem trocar a proa pela popa, a chamar os nomes correctos a cada elemento.
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Wednesday, December 15, 2010

REVISTA CRUZEIROS

Luís Filipe Jardim, o Director da nova revista portuguesa CRUZEIROS, apresentou o primeiro número desta publicação no Funchal a bordo do paquete INDEPENDENCE OF THE SEAS, numa cerimónia ocorrida a 14 de Dezembro.
A nova revista de divulgação de cruzeiros e navios de passageiros será posta à venda em Portugal no próximo Sábado dia 18 de Dezembro e tem periodicidade trimestral. 
Mais informações aqui.
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