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Wednesday, March 06, 2019

LISNAVE - MARGUEIRA 1973

«Mercê de larga visão do futuro, de uma gestão dinâmica e de uma organização evoluída, soube a Lisnave criar no Porto de Lisboa um dos maiores e mais eficientes estaleiros de reparação naval em todo o Mundo.
Graças à especial concepção do estaleiro, do seu grande potencial em equipamento, do constante aperfeiçoamento profissional e de uma experiência adquirida desde há 40 anos como concessionária do estaleiro da A.G.P.L. na Rocha do Conde de Óbidos, a Lisnave oferece índices de produtividade dos mais elevados nesta actividade...» 
Início do texto de um anúncio da Lisnave - Estaleiros Navais de Lisboa, inserido na edição n.º 1 (II série) da REVISTA DE MARINHA, publicada em Janeiro de 1973. Uma grande empresa, um anúncio bem feito, com texto em bom português, um elemento de ouro no desenvolvimento de um grande Porto de Lisboa que tão bem conheci. A LISNAVE - MARGUEIRA, sonho e obra de um Grande Senhor, D. José Manuel de Mello.
A voragem da Desmaritimização aplicada em Portugal a partir da década de 1970, apagou a existência física deste grande estaleiro do Porto de Lisboa. Ficámos todos mais pobres. Mesmo com a perspectiva de desenvolvimento imobiliário que se desenha para a Margueira, nada será igual. 
Assim se tem destruído Lisboa, o Porto de Lisboa. 
Aqui fica este Protesto de Mar, que vai assinado por mim, Luís Miguel Correia, pelo meu Gato e pelos meus dois dedicados Cães. 
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Wednesday, November 22, 2017

ROYAL CLIPPER na Navalrocha


O navio de cruzeiros ROYAL CLIPPER encontra-se em reparação no estaleiro da Rocha da Navalrocha. O ROYAL CLIPPER está em Lisboa desde 2 de Novembro e tem a partida prevista para 23. Há muito tempo que não se via um navio tão bonito no antigo estaleiro do Porto de Lisboa.

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Saturday, September 30, 2017

NAVALTAGUS (Seixal)

O estaleiro naval NAVALTAGUS, situado à entrada da baía do Seixal, apresentava este aspecto composto na tarde de 29 de Setembro de 2017. No plano inclinado encontravam-se em reparação os navios S. JULIÃO e S. JORGE, ambos da Transtejo, para além de um pequeno navio de pesca costeiro construído no estaleiro para interesses angolanos. Atracado ao cais encontrava-se o navio de carga açoriano PAULO DA GAMA.
O estaleiro NAVALTAGUS integra o grupo ETE e era originalmente o estaleiro da Socarmar, vocacionado para dar assistência e manutenção à numerosa frota de batelões e rebocadores que aquela empresa pública detinha em serviço no Tejo. É actualmente o maior estaleiro naval privado da margem sul do Tejo. Não é a Lisnave Margueira nem nada que se lhe pareça, mas é o que somos capazes de ter actualmente após 42 anos a desmaritimizar tudo e todos.
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Tuesday, September 12, 2017

Uma Muito Boa Notícia - Um Paquete Novo Para Portugal


É uma notícia muito boa para a Marinha Mercante Portuguesa, e dada a raridade do tema, muito importante: O armador portuense Mário Ferreira tem em construção em Viana do Castelo, nos estaleiros da WestSea, um navio de cruzeiros expedicionários de 9300 toneladas de arqueação bruta encomendado este ano e com entrega prevista para Outubro de 2018. 
Trata-se do WORLD EXPLORER, navio com 126 metros de comprimento, 19 de boca e 4,7 de pontal, para 176 passageiros em 86 camarotes de luxo, todos exteriores, com varandas ou janelas panorâmicas, concebido para cruzeiros exóticos em regiões remotas, nomeadamente a Antártida, onde a nova unidade deverá operar de Novembro de 2018 a Março de 2019, fretado à Polar Cruise Company / Quark Expeditions, de Seattle, um dos mais prestigiados operadores de cruzeiros expedicionários a nível mundial. 
O WORLD EXPLORER vai ser equipado com sistema de propulsão muito versátil, diesel-elétrico híbrido, desenvolvido pela Rolls-Royce, com duas máquinas Bergen C25:33L8P e uma Bergen C25:33L6P, e motores eléctricos AFE "savecube", com a potência total de 9000 kW, accionando dois hélices de passo variável, e asegurando 16 nós de velocidade de serviço. 
O navio será propriedade da Mystic Cruises uma das companhias de cruzeiros de Mário Ferreira que integra a Mystic Invest SGPS juntamente com as empresas de cruzeiros fluviais Douro Azul, com 16 navios e 500 tripulantes, e Nicko Cruises com 20 navios, que navegam em 15 rios de três continentes. 


O projecto do WORLD EXPLORER foi desenvolvido pelo arquitecto naval italiano Giuseppe Tringali da empresa Leadship Ltd., e resulta da vontade de expansão da actividade cruzeirística de Mário Ferreira para além dos rios, ideia que acompanha o armador há bastantes anos e apontava inicialmente para uma operação na Amazónia. 
Para a Marinha Mercante e Indústria Naval portuguesas, a iniciativa de Mário Ferreira é uma excelente notícia. O WORLD EXPLORER será o primeiro navio de cruzeiros construído de raiz para interesses portugueses desde o FUNCHAL, encomendado em 1959 por outro armador carismático com sensibilidade para o turismo, Vasco Bensaude. A construção do WORLD EXPLORER abre assim novos caminhos a uma Marinha Mercante em necessidade urgente de se reinventar no actual mundo globalizado, ao mesmo tempo que proporciona um novo mercado apetecível à WestSea, do Grupo Martifer, que está a dar continuidade às melhores tradições dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. 
Mário Ferreira pretende que o WORLD EXPLORER seja o primeiro de uma série de navios semelhantes, referindo alguma apreensão relativamente à viabilidade de os próximos serem também construídos em Portugal, por questões de financiamento. Uma candidatura de financiamento com fundos comunitários foi chumbada e para financiar o WORLD EXPLORER optou-se por empréstimos obrigacionistas de 50 milhões de euros, com o restante assegurado pelos bancos Caixa Geral de Depósitos, Montepio e Carregosa, constando que o navio custará de 70 a 100 milhões de euros, valor de referência do custo de construção de navios deste tipo no mercado internacional. 
O WORLD EXPLORER deverá sair de Lisboa em Novembro de 2018 em viagem inaugural até ao Rio de Janeiro, em posicionamento para os primeiros dez cruzeiros à Antártida, prevendo-se que opere o resto do ano sob bandeira da Nicko Cruises em viagens dirigidas essencialmente ao mercado de cruzeiros alemão.
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Sunday, May 14, 2017

Site sobre navios construídos no rio Tyne

Para sugestão de Domingo, aqui fica a referência a este sítio tão interessante, com informação sobre os navios construídos nos estaleiros do rio Tyne. Incluídos navios portugueses: ANGOLA, MOÇAMBIQUE, PRÍNCIPE PERFEITO...
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Wednesday, April 27, 2016

DE VIANA PARA O MUNDO

Dos cerca de 200 navios construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo a partir de 1948 - o primeiro foi o bacalhoeiro SENHORA DOS MAREANTES (1948-1993) - muitos ainda navegam justificando o que um dia gostaria fosse título de um livro meu DE VIANA PARA O MUNDO: um livro com as características e a história de todas as unidades construídas pelos ENVC até ao NRP FIGUEIRA DA FOZ, que foi a última construção daquele estaleiro que ao longo de 70 anos se afirmou como o melhor e mais diversificado estaleiro português de construção naval da era moderna.
Um desses filhos pródigos de Viana do Castelo esteve em Lisboa o passado dia 20 de Abril de 2016, o navio-químico de bandeira inglesa STOLT OSPREY (IMO 9147461 - 3726 GT, 5846 DWT) que é a construção n.º 194 dos ENVC. 
Sétimo de uma série de 8 químicos construídos em 1996/1998 em Viana do Castelo para interesses alemães, com o nome original MULTITANK BALEARIA (1998-2005), chamou-se BOW BALEARIA (2005-2015) antes de adoptar a designação actual em 2015. Os seus irmãos foram as construções 184 - MULTITANK BRITANNIA, 185 - MULTITANK BAHIA, 186 - BRASILIA, 192 - MULTITANK BOLOGNIA, 193 - MULTITANK BADEGNIA    e 195 MULTITANK BATAVIA. 
O MULTITANK BALEARIA tem 99.9 m de cff, 16,5 m de boca e teve o primeiro bloco assente na doca a 15 de Maio de 1997, foi posto a flutuar na doca (lançamento) a 22 de Novembro do mesmo ano e entregue ao armador a 23 de Março de 1998. 

As fotografias mostram o actual STOLT OSPREY ex-MULTITANK BALEARIA, a entrar em Lisboa carregado de produtos químicos, escoltado por uma lancha da Polícia Marítima, não em homenagem a um dos muitos "navios que Viana construiu para o mundo", mas por transportar uma carga considerada perigosa. 
Votos de vida longa à construção 194 e desejos de que o sucessor dos ENVC, agora a dar os primeiros passos na construção naval, um dia possa apresentar resultados de produção semelhantes, e recuperar a aceitação e o prestígio que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo em tempos proporcionaram à Indústria Naval nacional.
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Wednesday, March 25, 2015

Cais mais florido de Portugal

Há dias fiz esta fotografia de pormenor do cais 2B no estaleiro da Margueira, frente a Almada e o pormenor da vegetação florida, para além do protesto natural da natureza contra o desperdício que representa o abandono de uma infraestrutura industrial como esta, fez-me recordar uma iniciativa do tempo do Estado Novo, quando a CP promovia o alindamento das estações de caminhos de ferro com o concurso da estação mais florida, o que levava a que a maior parte fosse ajardinada a primor. Que tal a Associação dos Portos de Portugal, por exemplo, lançar a iniciativa do "Cais mais Florido de Portugal"? A Margueira tem boas hipóteses de se qualificar...
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Friday, March 20, 2015

Paquete FUNCHAL no estaleiro da Margueira

O paquete FUNCHAL efectuou hoje o seu mais curto "cruzeiro" de sempre, DE LISBOA À OUTRA BANDA*, saiu do cais da Rocha pelas 12h40 de 20 de Março de 2015, atravessou o Tejo e atracou a um dos cais do estaleiro da Margueira, onde vai permanecer imobilizado até que se consiga delinear uma futura ocupação para o navio.
O FUNCHAL permaneceu atracado ao cais da Rocha desde 2 de Janeiro último, data em que desembarcou os passageiros do cruzeiro de Fim de Ano à Madeira e ao Porto Santo. Estava previsto efectuar algumas reparações por forma a iniciar a temporada de cruzeiros de 2015 no final de Abril, mas o programa foi cancelado a 12 de Fevereiro pela Portuscale Cruises que então anunciou nova politica relativa à operação do FUNCHAL: o navio deverá voltar a operar em regime de fretamento apenas.
O estaleiro da Margueira é o chamado grande estaleiro naval do Porto de Lisboa, construído na década de 1960, inaugurado em 1967 e encerrado no ano 2000, quando a Lisnave consolidou toda a sua actividade de reparação naval no estaleiro da Mitrena, em Setúbal. 
Actualmente o estaleiro da Margueira "guarda" diversos navios da Marinha Portuguesa desactivados, aos quais se juntou agora o FUNCHAL. Esteve previsto transferir o navio para a Matinha, mas uma vez que o paquete LISBOA acabou por não seguir para a Turquia, acabou-se por optar pela Margueira como local de imobilização comercial do FUNCHAL.
O FUNCHAL parado traduz um desperdício comparável ao do próprio estaleiro que passou a pertencer ao Estado Português quando deixou de ter actividade no âmbito da indústria naval.
* Título de um dos meus livros que se recomenda vivamente.
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Sunday, October 05, 2014

Estaleiros de Viana do Castelo

Esta semana estive nos estaleiros navais e Viana do Castelo onde já não ia há algum tempo, mas cuja evolução fui acompanhando das formas possíveis. Considero que o desmantelamento da empresa Estaleiros Navais de Viana do Castelo foi um crime desnecessário que nunca acreditei tivessem lata para levar adiante dada a importância económica e social da actividade aí desenvolvida para a cidade de Viana do Castelo e o Minho, tal como no Reino Unido, apesar de terem dado cabo da maior parte da indústria naval ninguém se atreveu a fechar os estaleiros Harland & Wolff em Belfast. Mas enganei-me,venceu a incompetência e a falta de visão e foi o que todos sabemos.
Entretanto abriu-se um novo capítulo na indústria naval de Viana do Castelo com o arranque da nova empresa do grupo Martifer, a West Sea Vianayards, e dentro do estaleiro fui encontrar o relançamento de toda uma actividade e gente com esperança e determinação. 
O estaleiro apresentava, pela primeira vez em muito tempo, quatro navios nas suas instalações e em breve serão anunciados oficialmente os contratos para a construção de dois patrulhas oceânicos para a Marinha Portuguesa, havendo perspectivas de outras construções no futuro. 
A reconstrução do ATLÂNTIDA e a sua modificação para navio de cruzeiros de luxo a iniciar agora, terá para já grande importância na actividade da empresa, que espera registar até ao final do ano a reparação de 20 navios e apresentar resultados positivos logo no primeiro exercício.

Fomos muito bem recebidos em Viana do Castelo, andámos por todo o lado e entre outros pormenores andei à procura da fronteira entre o passado recente, o estaleiro estatal, e a nova empresa. 
Essa fronteira é como a linha do equador, está à vista mas não se tropeça na sua intangibilidade, mas a sensação de um grande desperdício absurdo ainda se sente em cada esquina do estaleiro, em paralelo com a vontade de recomeçar e voltar a desenvolver a arte de bem fazer navios que foi uma constante todos estes anos em Viana do Castelo. 






 
Fotografias originais de Luís Miguel Correia obtidas em Viana do Castelo a 2 de Outubro de 2014.
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Monday, August 04, 2014

Estaleiro Meyer compra STX de Turku


Acaba de ser anunciado o acordo entre a STX Europe, o Governo da Finlândia e o estaleiro alemão Meyer com vista à compra do estaleiro de Turku, que se encontrava à venda há algum tempo no meio de rumores associando a Meyer Werft como principal interessado. A concretização do negócio está pendente de aprovação das entidades burocráticas reguladoras devendo o estaleiro alemão ficar com uma posição de 70 por cento no capital do estaleiro de Turku em associação com o Governo da Finlândia, com 30 por cento.
Esta operação que viabiliza um estaleiro com 1300 trabalhadores e elevada especialização na construção de navios de cruzeiros é anunciada conjuntamente com a encomenda por parte da companhia alemã TUI CRUISES de mais dois navios de cruzeiros gémeos do MEIN SCHIFF 3 e 4, que receberão os nomes MEIN SCHIFF 5 e 6 e deverão entrar ao serviço em 2016 e 2017. Com 97 000 toneladas brutas (GT) e capacidade para 2500 passageiros em camas baixas, cada navio custa cerca de €390 milhões de euros.
Imagens do esteleiro STX Turku: de cima para baixo, assentamento do primeiro bloco do MEIN SCHIFF 4 a 25 de Fevereiro de 2014, aspecto do estaleiro com duas construções destinadas à Royal Caribbean e sala de controlo das máquinas do paquete MEIN SCHIFF 3, entregue este ano.
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Sunday, June 15, 2014

FINCANTIERI soma e segue

MILAN, June 13 (Reuters) – Italian state-owned shipmaker Fincantieri aims to make its debut on the Milan bourse in July with a stock market value of up to 1.84 billion euros ($2.5 billion), it said on Friday.
Fincantieri, maker of vessels ranging from luxury yachts to military aircraft carriers, said in a statement it would offer a stake of up to 38.2 percent stake, mostly made up of new shares, at a price range between 0.78 euros and 1 euro per share.
That would value the company, based in the northeastern port city of Trieste, at between 1.57 billion euros and 1.84 billion, and the initial public share offering up to 704 million euros.
The flotation – the bulk of which will be reserved for institutional investors – starts on Monday, the same day as that of UniCredit’s online banking unit Fineco.
Fincantieri is wholly controlled by Fintecna, itself owned by state financial holding Cassa Depositi e Prestiti.
The proceeds of up to 600 million euros from the issue will be used to bolster Financtieri’s finances.
Fintecna can at best cash in 200 million euros from the listing, meaning the Italian treasury does not stand to gain much from the privatisation. ($1 = 0.7345 Euros) (Reporting by Elisa Anzolin; Writing by Silvia Aloisi; Editing by David Holmes)
The Fincantieri formula for success is time-tested. Combine the the best naval architecture and marine engineering minds in the business with expansive facilities and computer-controlled manufacturing equipment. Add to this a seasoned and motivated workforce with a rich history of delivering on time and within contracted costs for both government and commercial vessels. Drive each of these elements with the innovative thinking and enterprising spirit that is the foundation of the Fincantieri 
Marine Group.
FMG is a subsidiary of Fincantieri, one of Europe’s largest shipbuilders with a track record dating back 200 years and a history of building more than 7,000 ships. Fincantieri is making substantial capital investments in each of the four FMG shipyards in order to take performance and quality to new levels.
The FMG shipyards have a distinguished history of building quality ships. Marinette Marine in Marinette, Wisconsin, was founded in 1942 and has built more than 1,500 vessels for government and commercial clients. Bay Shipbuilding traces its roots in building Great Lakes vessels back to 1918. A new shipyard, ACE Marine, located in Green Bay, Wisconsin, is an all-aluminum shipbuilder and is the builder of the Response Boat Medium for the United States Coast Guard.
FMG offers complete marine solutions. It has a large and experienced naval architecture and marine engineering staff, and provides cost-effective answers to complex marine transportation challenges. FMG’s climate-controlled facilities are modern and expansive, and purpose-designed for maximum manufacturing efficiency under the highest standards of quality control. The FMG workforce is both highly trained and skilled, and committed to safe operation. All of this is backed by a hands-on management team clearly focused on client satisfaction.
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Cruise ships by Fincantieri

The success achieved by Fincantieri in the cruise ships business stems from a long tradition. 
Already in the early 1900s the two shipbuilding centres of Genoa and Trieste were unrivalled players at world level building ships which already then stood out for their design, elegant interior furnishings and engineering solutions. 
Of the many ships built the Rex is worthy of special mention as possibly the most famous, classical Italian transatlantic liner, the epitome of luxury and elegance. Built at Genoa shipyard, the Rex is remembered for winning the Blue Riband in 1933, having beaten the record for crossing the Atlantic, a record won by few other transatlantic liners. 
Fincantieri was one of the first in the 1980s to take up the opportunity of the new trend in the cruise tourist industry and it approached the market by drawing on its experience and prestige acquired in previous decades as builder of transatlantic liners. 
The Crown Princess, delivered in 1990, is perhaps one of the most beautiful ships of our time with its dolphin skyline evoking the sea, designed by Renzo Piano. This ship is the forefather of a fleet of over 50 cruise ships built by Fincantieri, flag bearers of technology and design, engineering capacity and creativity. 
The leadership gained with a distinctive product “Made in Italy”, is the result of top quality and a privileged relationship with the best international customers. 
Our customers, who are mainly the world’s leading cruise companies, know they can rely on an integrated construction system which exploits, in addition to one of the world’s most advanced industrial procedures and processes, a large and qualified network of subcontractors and suppliers who provide furnishings, supply services and create interiors with the care and attention of our best tradition of craftsmanship and the class of all-Italian design. 
Thanks to its constant attention to Research and Innovation, Fincantieri continually develops new generations of ships in order to follow, indeed often anticipate, demand from the market and ship owners. 
Fincantieri serves all the sectors of the cruise market with a wide range of vessels which includes postpanamax and panamax ships as well as medium-small super luxury vessels or ships for special voyage types (expedition cruise, etc.) 
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Ferries

Availing itself of highly diversified, in-depth technological know-how and skills, Fincantieri is capable of designing and building a full range of merchant ships (chemical tankers, gas carriers, RoRos, ferries, etc.). 
The company specialises in the construction of ferries for passengers and vehicles. In this sector Fincantieri provides its customers with a complete range (from cruise ferries to Ropax and High Speed Ferries), together with the capacity to understand the needs of the shipowners designing tailor made vessels within contained construction lead-times. 
Fincantieri products benefit from design and construction solutions from cruise shipbuilding. The customer portfolio includes some of the main Italian and foreign ship owners: Grimaldi, Moby, Tirrenia, Finnlines, Tallink, Neptune, P&O Ferries, SNCM, Minoan, to name but a few. Since 1998 Fincantieri has designed and built a fleet of 23 ferries in service for the community, sailing on the new Motorways of the Sea.
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Naval Vessels

The history of Fincantieri in the field of naval vessels counts over 2,000 vessels built for the Italian Navy and many foreign navies. 
Fincantieri is able to design and build a wide range of surface ships, aircraft carriers, frigates, corvettes, patrol vessels, in addition to support ships and submarines. 
Ships are assisted throughout the course of their whole life with the provision of logistical support and post sales services as the company is able to guarantee both planning of maintenance and the execution of work of an ordinary or extraordinary nature and refitting at Fincantieri facilities or at a site chosen by the customer. 
The company is the reference partner of the Italian Navy for the design, construction and logistical support of the surface fleet and submarines in addition to boasting a consolidated relationship with other State bodies. 
Fincantieri has well-proven products, which provide high operating standards alongside optimised costs thanks to the use of design and construction solutions tried and tested in the merchant field. 
The company can work as Warship Design Authority and Prime Contractor. 
In the naval field Fincantieri provides its customers with a dedicated structure made up of a design centre in Genoa and a flexible, integrated production system of two shipyards at Muggiano and Riva Trigoso. 
Fincantieri is partner to some of the main companies in the defence sector within the framework of supranational programmes. The more recent co-operations have included one with the German Submarine Consortium for the construction of submarines for the German and Italian Navies, one with the French company DCN in the Orizzonte and FREMM programmes, and one with the team of Lockheed Martin Corp in the programme of Littoral Combat Ships for the US Navy.
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Fincantieri Yachts

We’ve built over 7000 ships, so at Fincantieri we know quite a bit about the sea and how to build top-of-the-range seagoing vessels of all types. One of the secrets is understanding their differences. For example, we know that a Mega-yacht is unique, not just a luxurious passenger ship, but rather she’s a very special statement of her owner’s success, sophistication and style. 
With this in mind, we made the strategic decision to pursue excellence at the very top of the yacht market and set up Fincantieri Yachts as an autonomous division, totally focussed on building yachts larger than 70 metres (230ft). 
We gave them a highly-skilled and dedicated team and made sure they’re supported by Fincantieri’s best in-house experts as well as world-renowned consultants and suppliers. 
This gives Fincantieri Yachts all that’s needed to develop the unique technical, industrial, organizational, regulatory and project management solutions required to produce first-class yachts. 
We also understand that not all yacht owners have the same ideas. Some want to create, with their own designers, completely new, unique and distinctive vessels, specifically designed to their own vision, and we’re ready to develop and build these projects for them. 
But other owners prefer to build upon an exclusive existing design. So, for them, we joined with some of the world’s most prestigious international yacht designers to create five concept designs: “Project Light” 80 metres, “Project Mars” 90 metres, “Project X-Vintage” 99 metres, “Project Armonia” 142 metres and “Project Fortissimo” 145 metres. Although technically detailed, these concept designs are intended to be adapted to any owner’s specific desires. 
Why Fincantieri Yachts? Within Fincantieri Yachts, we’ve assembled all of the elements needed to build top-of-the-range mega-yachts, bringing a little bit of Italian magic, to offer yacht owners a construction experience which is smooth, professional and focused on quality as well as being creative, exciting and personally rewarding.
Fincantieri Yachts
Viale San Bartolomeo, 446
19126 Muggiano (SP) Italy


Fincantieri has been providing services to the Shiprepair and Conversion sector since its launching in 1959. Then, utilising the services of dedicated Companies which were initiated in 1992, Fincantieri established itself as one of the largest direct providers of drydocks and shiprepair services in the Mediterranean. This activity has developed into a specialised Marine Services business unit, which is technically and commercially able to respond quickly and efficiently to client needs and which provides all the required support for ship repair, conversion and other specialised projects. 
Dedicated resources for this activity include the large shipyard in Palermo which comprises several workshops, deep quays and drydocks (400,000DWT Max), two docks (250,000DWT Max) at Trieste ATSM, and a dock (40,000DWT Max) at the Muggiano yard in La Spezia. 
Fincantieri offers ship owners a wealth of experience encompassing a full range of interventions on all types of vessels which, when required, can be supplemented by the capabilities and resources of the shipbuilding and other divisions within the company. 
The shiprepair and conversion business unit also includes steel fabrication for marine, offshore and onshore applications and is evaluating possibilities to diversify into activities which offer synergy with its capabilities, resources and central Mediterranean location. 
Fincantieri works as prime contractor in the field of ordinary and extraordinary maintenance, conversion/upgrading providing technical support and assistance in drawing up and managing maintenance programmes, in accurately estimating the length of time the ship will be out of service and in addition, coordinating and carrying out purchasing activities up till execution of the work in the shipyard. 
Wide-ranging technical skills and consolidated production and technological capacities enable the company to satisfy all the customer’s requirements, with the guarantee of high quality services and contained delivery time frames. 
Comentário LMC: o Grupo Fincantieri é um conjunto de empresas públicas de grande expressão mundial pela qualidade e inovação. Tenho pena que em Portugal o esforço de criação de uma indústria naval moderna desenvolvido a partir da década de 1930, com o Arsenal do Alfeite, o Estaleiro da CUF, Viana do Castelo e todos os outros acabando na Lisnave e Setenave não tenha proporcionado um polo de desenvolvimento semelhante. Em Portugal, quanto mais engenheiros navais formamos no Técnico, menos indústria naval temos. Olhe-se para todos os estaleiros fechados, nomeadamente Viana, olhe-se para a vergonha que é todo o processo do navio de passageiros ATLÂNTIDA, e reflicta-se na necessidade urgente de mudar procedimentos e formas de trabalhar com o interesse público sempre em consideração, ou pensam que alguma vez seremos capazes de regressar ao Mar sem navios e sem meios para os projectarmos, construir e explorar?
Navio de passageiros ATLÂNTIDA, atracado no Alfeite a 14 de Junho de 2014. Fotografia de Luís Miguel Correia
Notícia da Reuters. Texto adicional de / News released by Reuters with comments by L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, February 21, 2014

Estaleiro de Cacilhas


estaleiro Naval do Parry & Son começou a trabalhar em Cacilhas em 1899 neste Estaleiro composto por duas Docas Secas a 1 e 2 foram feitas vários tipos de embarcações neste Estaleiro foram no Século passado feitas lanchas da Classe PEDRO ANNAYA a vapor movidas a rodas para os Rios de Moçambique no inicio Século 20 foram feitos vários barcos neste Estaleiro em 1937 foi construído neste Estaleiro o rebocador MARIALVA,este estaleiro fazia reparação a rebocadores, navios guerra, bacalhoeiros e navios de CABO BRANCO, ferries e cacilheiros, em 1975 foi construído neste Estaleiro o rebocador DOKKHAN para o Estaleiro Asry em 1975 os outros 5 rebocadores iguais a este foram feitos para a Asry no Estaleiro de São Jacinto em Aveiro em 1977 este rebocadores foram todos trabalhar para o Estaleiro Asry no Bahrein em 1978 foi construído neste Estaleiro do Parry & Son e o rebocador PORTEL para a Soponata.
A primeira foto data de 1980, pode-se ver o estaleiro Parry & Son em Cacilhas, na Doca Seca 2 está a ser reparado o Arrastão ALTAIR da CCP, na doca Seca 1 pode-se ver em reparação o arrastão ILHA DE SÃO VICENTE da SAPA, pode-se ver atracados a draga ENG SANTOS SILVA da AGPL e cacilheiro ZAGAIA da Transtejo, em 1986 este Estaleiro fechou por falência.
Nota de LMC: Imagem e texto enviados como comentário ao post anterior. Autoria de N. Bartolomeu.

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Thursday, February 20, 2014

Memórias do estaleiro Parry & Son


O estaleiro naval Parry & Son foi um dos primeiros construtores de navios de casco metálico em Portugal.
Começou por exercer a actividade numa oficina em Santo Amaro, onde hoje se situa o museu da Carris, no século XIX, passando depois para o Ginjal e no início do século XX para Cacilhas onde desenvolveu as actividades de reparação e construção naval até à década de 1980, quando faliu.
Chegou a ter grande importância, reparando grande número de unidades de pesca e mercantes nas suas duas docas secas, que curiosamente são o que restam desse passado industrial hoje em Cacilhas.
As antigas docas do Parry estiveram abandonadas durante anos, tendo mais recentemente sido aproveitadas para a preservação da fragata DOM FERNANDO e do submarino BARRACUDA.
Enfim, o Parry não foi sequer a vítima mais importante desse desígnio ignóbil chamado Desmaritimização, ali mesmo ao lado, o grande estaleiro naval de Lisboa, na Margueira é um dos grandes monumentos a esse fenómeno de negação do mar, dos navios e dos negócios marítimos em que Portugal tanto se empenhou.
A placa da construção 79 - rebocador PORTEL pode ser vista no cais da Rocha, onde esta unidade da Rebosado atraca habitualmente. O anúncio institucional foi inserido na edição de Setembro de 1981 da Revista de Marinha.
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Sunday, February 16, 2014

Recordando os Estaleiros Navais de Viana do Castelo


Recordando os Estaleiros Navais de Viana do Castelo como homenagem pelas centenas de navios aí construídos, muitos a navegar testemunhando uma arte de bem fazer navios cada vez menos praticada entre nós.

Fotografias registadas nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo a 15 de Março de 2007 por Luís Miguel Correia. Esperemos que o sonho industrial de fazer navios em Viana se recupere com o tempo.
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