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Tuesday, March 13, 2018

Era uma vez um grande paquete


Era uma vez um grande navio de passageiros que era o orgulho de toda a gente. Imponente, altivo e muito elegante, o antigo paquete português INFANTE DOM HENRIQUE era, quando entrou ao serviço em 1961, um navio ultra-moderno de grande categoria. Nesses tempos, havia um Menino de 5 anos que desejava crescer e vir a ser Comandante deste navio de sonho. Crescer, cresceu, e chegou até a ir para a Escola Náutica, mas já não chegou lá a tempo, o INFANTE só navegou uns escassos 14 anos com o nome original. Parou  em Janeiro de 1976 e só voltou a embarcar passageiros em Novembro de 1988, com o nome VASCO DA GAMA. De qualquer forma, o Menino cresceu e até se despediu deste Paquete de Sonho no ano 2000, quando fez um dos últimos cruzeiros do navio pelo Mediterrâneo, já o INFANTE se chamava SEAWIND CROWN.
Fotografia do paquete INFANTE DOM HENRIQUE tirada a 7 de Fevereiro de 1961, durante as primeiras provas de mar, restantes imagens relativas a publicidade no Diário de Lisboa, Setembro de 1961.

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Sunday, August 06, 2017

O magnífico paquete ANDREA DORIA de 1952



Orgulho da frota mercante italiana do pós-segunda guerra mundial, o paquete ANDREA DORIA entrou ao serviço em fins de 1952 e esteve em Lisboa no cruzeiro inaugural, numa escala de 1 a 3 de Janeiro de 1953, atracado à gare marítima de Alcântara. Foi uma visita do mais alto nível, com o ministro da Marinha Américo Thomaz e inúmeras outras individualidades a irem a bordo e recolher as melhores impressões. 
O armador português Bernardino Alves Corrêa gostou tanto da decoração e arranjos interiores do ANDREA DORIA que procurou reproduzir o que viu no futuro paquete INFANTE DOM HENRIQUE, o que efectivamente veio a acontecer, com o paquete português a ser encomendado em 1957, já depois da morte do fundador da Colonial.
Apesar do vanguardismo e qualidade geral do ANDREA DORIA, este navio estava destinado a uma vida curta, afundando-se a 26 de Julho de 1956 depois de abalroado pelo navio de passageiros sueco STOCKHOLM. 
O ANDREA DORIA visitou Lisboa sete vezes, em Janeiro de 1953 no cruzeiro inaugural, como referido acima, e a 5 de Abril, 15 de Maio, 16 e 30 de Dezembro de 1953, a 27 de Janeiro e 14 de Novembro de 1954 e a 19 de Dezembro de 1955, na viagem número 84. A última foi a 101.
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Wednesday, February 15, 2017

INFANTE DOM HENRIQUE travel tips

It was a great round voyage taking 45 days Lisbon to Lisbon on board the magnificent INFANTE DOM HENRIQUE, the proud flagship of Lisbon based Companhia Colonial de Navegação: Lisbon, Funchal, Luanda, Lobito, Cape Town, Lourenço Marques, Beira and back via the same ports. The first of such voyages started in Lisbon on 4 October 1961 and the next day, off Porto Santo island the INFANTE met the running mate PRÍNCIPE PERFEITO at sea returning from her second voyage. 
PRÍNCIPE was the flagship of Companhia Nacional de Navegação, the other, older Portuguese shipping concern running mail and passenger ships to West, South and East Africa.
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Monday, January 02, 2017

DOCA DE ALCÂNTARA: Agosto de 1975


Doca de Alcântara, 20 de Agosto de 1975, duas fotografias da navegação da época, com uma carga atmosférica que se perdeu depois, devido à desactivação gradual desta área portuária e posterior instalação dos postos de atracação para embarcações de recreio.
No centro da primeira imagem, vê-se o cargueiro PANARRANGE, de bandeira cipriota, a descarregar bagagens de retornados do Ultramar e por detrás, o paquete INFANTE DOM HENRIQUE, já com a chaminé pintada com as cores da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, podendo em primeiro plano observar-se a proa do cargueiro FUNCHALENSE e parte de um arrastão búlgaro, em reparação na Lisnave - Rocha.
Na segunda foto, destaque para o PANARRANGE, que tem atracados pela popa os cargueiros MADALENA e JOÃO DA NOVA. No meio da doca, o rebocador MUTELA, da CTM, e à direita a popa do cargueiro CARACAS BAY, também em reparação na Lisnave da Rocha.
O PANARRANGE era um belo cargueiro de 10.433 TDW, de origem alemã, construído em Hamburgo no estaleiro Howaldtswerke no ano de 1954, para a companhia HAPAG, com o nome DARMSTAD. Estava equipado com uma turbina a vapor de 9000 shp, navegava a 16,25 nós, sendo considerado um cargueiro rápido para a época. Em 1970 integrou a frota da Hapag-Lloyd sendo vendido em 1972 à Nine Star Line, do Panamá, quando se passou a chamar TURBOSTAR. Em 1974 recebeu o nome PANARRANGE, com que navegou até Abril de 1977, quando foi adquirido por sucateiros espanhóis e desmantelado em Santander. Texto e fotos de Luís Miguel Correia publicadas originalmente neste blogue a 8 Janeiro 2007.
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Saturday, November 29, 2014

Recordando o INFANTE DOM HENRIQUE

Em dia de sol em Lisboa talvez para nos aquecer a alma e distrair dos pântanos político-económicos em que as últimas semanas de 2014 se têm caracterizado, proponho uma viagem e longo curso de Lisboa até à Beira e regresso, no nosso maior e mais belo navio de passageiros: o paquete INFANTE DOM HENRIQUE, navio-almirante da Companhia Colonial de Navegação. É um exercício impossível porque o navio desapareceu há muito mas imagine-se que este contemporâneo do FUNCHAL tinha tido melhor sorte, e ainda se
podia embarcar no Cais da Rocha numa das suas viagens redondas que hoje seriam um cruzeiro inesquecível: Lisboa, Funchal, Luanda, Lobito, Cidade do Cabo, Lourenço Marques e Beira. O regresso era feito pelos mesmos portos e a viagem redonda demorava 45 dias.
O INFANTE DOM HENRIQUE foi o maior dos quatro navios de passageiros construídos expressamente para armadores portugueses no ano de 1961, com os paquetes PRÍNCIPE PERFEITO, FUNCHAL e o inesquecível PONTA DELGADA, versão em miniatura do FUNCHAL.
Curiosamente apenas o INFANTE não foi projectado pelo Eng. Construtor Naval Almirante Rogério de Oliveira.
De todos estes paquetes, o FUNCHAL tem sido o mais feliz, apesar de diversos períodos de incerteza ao longo dos 53 anos de existência, ainda navega para agrado de muitos passageiros.
O PRÍNCIPE PERFEITO terminou a sua última viagem para a Companhia Nacional de Navegação em Junho de 1975 e foi vendido no ano de 1976, embora tenha levado depois uma existência apagada, com períodos de utilização estática como hotel-flutuante e muitos anos de imobilização na Grécia e um derradeiro encalhe fatídico na praia de Alang, India, local próximo de Diu, a 8 de Junho de 2001.
O INFANTE terminou a última viagem comercial em Lisboa em Janeiro de 1976 e foi vendido no ano seguinte para serviço estático em Sines, de onde regressou em 1986, depois de comprado pelo armador George Potamianos. Seria transformado em navio de cruzeiros, e navegou de 1988 a 2000 com os nomes VASCO DA GAMA e SEAWIND CROWN, acabando arrestado em  Barcelona de Setembro de 2000 e Dezembro de 2003, quando seguiu para a China para ser demolido, com o nome BARCELONA e bandeira da Geórgia. O saudoso (no ponto de vista dos Homens do Mar) Almirante Américo Tomás, grande patrocinador do ressurgimento marítimo português durante a Segunda República, que acompanhou a chegada do INFANTE ao Tejo em Setembro de 1961, no seu automóvel, desde o Guincho até Lisboa, teria morrido outra vez se sonhasse que o INFANTE ia acabar embandeirado numa antiga república Comunista...
Claro que se em 1974-75 não se tivesse entrado em espiral de desmaritimização a toda a força à vante, tanto o INFANTE como o PRÍNCIPE teriam sido viáveis como navios de cruzeiros, se devidamente geridos e reconvertidos, de preferência substituindo-se as máquinas a vapor originais por motores diesel e modernizando-se os alojamentos para passageiros. Ambos estes navios tinham grande prestígio na África do Sul, onde chegaram a efectuar temporadas de cruzeiros com bastante sucesso, e poderiam ter operado nesse mercado e no mercado europeu a partir de Inglaterra e Holanda, por exemplo, com algumas viagens oceânicas Europa - África do Sul, para as quais havia passageiros, e em cujo segmento passariam a não ter concorrência com a retirada dos paquetes da Union-Castle e Safmarine, em 1975-77, quando foram substituídos por porta-contentores.
Mas não foi assim, porque faltou a visão aos armadores portugueses e a vontade de preservar e desenvolver as actividades marítimas em Portugal, quadro que ainda se mantém, infelizmente.
A culpa não é exclusivamente atribuível aos personagens do 25 de Abril, pois a vontade de vender os paquetes e a venda efectiva da maior parte deles foi anterior, iniciada em 1970.
Portugal não soube preservar e desenvolver as políticas de negócio marítimo e Marinha Mercante, e da frota antiga salvou-se o FUNCHAL por milagre. É que quando o navio parou em Agosto de 1972 com a segunda avaria nas caldeiras, a primeira ideia da Administração da Empresa Insulana de Navegação foi ver-se livre do paquete. Esse rumor chegou ao Palácio de Belém, e o Presidente pegou no telefone, ligou para a sede da Insulana (então detida pela Sociedade Financeira Portuguesa) e disse que nem se atrevessem a pensar em vender o FUNCHAL depois de lhes acabar de ser atribuído direito de tráfego nas linhas de África pelo Governo. Alguém se pôs de pé e o FUNCHAL acabou remodelado para cruzeiros na Holanda e ainda navega...
Que pena que o mesmo não tivesse acontecido com o INFANTE DOM HENRIQUE, o PRÍNCIPE PERFEITO e diversos outros paquetes portugueses, mas como diz o Povo, Portugal pode ser um País de Marinheiros (será?) mas seguramente não tem sido uma terra de Armadores... Que fazem muita falta no actual contexto de vontade sebastiânica de regresso ao mar...
Hoje dava tudo para ir ao Cais da Rocha e embarcar no INFANTE DOM HENRIQUE, acreditem. Mas, nem tudo é mau, está lá o FUNCHAL no qual vou embarcar a 28 de Dezembro para o cruzeiro de fim de Ano à Madeira. O navio está quase cheio, mas ainda pode fazer a sua reserva aqui...
Fico à sua espero a bordo do FUNCHAL, vai gostar do navio, do ambiente, da viagem e do final do ano na baía do Funchal, e bem precisamos de entrar o ano de 2015 com o pé direito...
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Sunday, April 20, 2014

Cruzeiro da Páscoa do INFANTE DOM HENRIQUE

"O INFANTE DOM HENRIQUE fez cruzeiros de Fim de Ano à Madeira em 1973, 1974 e 1975 e de 5 a 14-04-1974 fez um cruzeiro da Páscoa ao Mediterrâneo, com partida e chegada a Lisboa e escalas em Nápoles, Génova, Cannes e Gibraltar" - Luís Miguel Correia in livro Companhia Colonial de Navegação 1922-1974 (em preparação).
Assistir à chegada do FUNCHAL ontem, o qual concluiu em Lisboa o "Cruzeiro da Páscoa" fez-me recordar outra chegada de um cruzeiro da Páscoa no mesmo local, a Gare Marítima da Rocha, há 40 anos, em vésperas de consolidação do processo de Desmaritimização. 
O protagonista foi então o saudoso paquete INFANTE DOM HENRIQUE, então o nosso maior navio de passageiros e os 800 passageiros que esgotaram a lotação do navio reduzida para este cruzeiro. 
Em 1974 a frota de paquetes portugueses estava já muito reduzida, dos 26 paquetes operacionais em 1966 só restavam o INFANTE, o PRÍNCIPE PERFEITO (que à data estava imobilizado em Lisboa), o FUNCHAL, o UIGE, o NIASSA, o ANGRA DO HEROÍSMO e o IMPÉRIO (ambos já vendidos para a sucata), o TIMOR (que seria vendido nesse ano para Singapura), o RITA MARIA, e o PONTA DELGADA. 
O INFANTE DOM HENRIQUE fazia essencialmente a carreira de Angola e a Companhia Colonial procurava organizar alguns cruzeiros no mercado português no sentido de melhorar a exploração comercial deste magnífico paquete, com cada vez menos passageiros a utilizarem as linhas de África.
Embora o INFANTE já pertencesse à CTM desde 4 de Fevereiro de 1974, fez o cruzeiro da Páscoa com as cores e a bandeira da CCN. Assisti à partida e chegada deste cruzeiro do INFANTE, como então fazia sempre que possível no que tocava às saídas e chegadas dos navios de passageiros portugueses, em especial o SANTA MARIA, abatido precocemente um ano antes. Estava previsto um outro grande cruzeiro do INFANTE no Verão de 1974, que devido às alterações vividas depois com a mudança de regime a 25 de Abril acabou por não se realizar, o mesmo acontecendo a dois grandes cruzeiros previstos para o Verão de 1975 à União Soviética, em pleno PREC, um seria um cruzeiro ao Báltico até Leninegrado, o outro faria todo o Mediterrâneo até Odessa. A necessidade de evacuar militares e civis de Angola e Moçambique nesse Verão quente acabou por levar ao cancelamento destes cruzeiros.
Tanto a largada como a chegada do INFANTE no cruzeiro da Páscoa de 1974 foram efectuadas na Rocha, então com um ambiente muito mais marítimo, cheio de gente, no cais e na varanda, com a estação marítima aberta a toda agente e muitos navios à volta. Outros tempos, o que torna ainda mais notável a chegada do FUNCHAL, ontem, a Lisboa vindo do cruzeiro da Páscoa de 2014, organizado e operado pela nova empresa Portuscale. O FUNCHAL foi contemporâneo do INFANTE DOM HENRIQUE, entrou ao serviço um mês depois do INFANTE, em Novembro de 1961 e a sua sobrevivência e reconstrução, o ano passado, deve-se a diversos factores, com destaque para a iniciativa e energia do armador Rui Alegre.
Fotografias: De cima para baixo, o INFANTE DOM HENRIQUE atracado ao cais da Rocha em dia de partida para a África Oriental; o FUNCHAL atracado à Rocha, ontem, no regresso do Cruzeiro da Páscoa 2014, o cartaz do cruzeiro deste ano.
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Wednesday, December 18, 2013

DOCA DE ALCÂNTARA em 1975


Embora tenha feito as minhas primeiras fotografias de navios em 1970, só a partir de 1975 consegui equipamento de qualidade que me passou a possibilitar cobrir a navegação e a vida portuária de Lisboa com regularidade, o que hoje me permite observar as mudanças e sentir alguma nostalgia dos tempos iniciais. 

Estas duas imagens foram registadas na manhã de 20 de Agosto de 1975: saí de casa na Infante Santo ao amanhecer, atravessei as Janelas Verdes, desci as escadinhas da Rocha e fui a bordo do paquete INFANTE DOM HENRIQUE fotografar o terceiro maior navio de passageiros do mundo então ainda em actividade, o navio inglês ORIANA, de 1960, que pouco depois atracou ao cais da Rocha. Tudo  a pé.
A manhã estava linda e não resisti a fazer estas duas imagens, pelo caminho. A primeira mostra uma panorâmica da Doca de Alcântara, com o cargueiro grego PANARRANGE como tema central. Estava atracado logo à entrada da doca a descarregar carga - caixotes vindos de Angola, território então a caminho da independência. Em reparação pela Lisnave (Rocha), pode ver-se o arrastão búlgaro MELANITA, tipo de navio que passou a utilizar Lisboa para reparações e estadias após o 25 de Abril. No canto direito pode ver-se a proa do FUNCHALENSE (de 1968) e atracado no cais da CTM, do lado do rio, podem ver-se o paquete INFANTE DOM HENRIQUE, então a fazer as últimas viagens na carreira de África, e pela sua proa, os mastros do PORTO, também da CTM. Pela popa do PANARRANGE, que era um cargueiro a vapor interessantíssimo, tendo pertencido originalmente à companhia Norddeutscher Lloyd, pode ver-se uma das pequenas lanchas da CTM, CARCAVELOS ou MONFORTINHO, ambas herdadas da CCN, e ainda a popa do MADALENA. Pelo meio é pródiga a presença de batelões e outras unidades auxiliares que então enchiam de vida o Porto de Lisboa. Não há vestígios de contentores, cuja operação na altura estava confinada a Santa Apolónia.

A segunda imagem foi tirada da ponte móvel, a segunda que existiu, inaugurada em 1927. As linhas alemãs do PANARRANGE destacam-se nesta imagem, também muito rica de pormenores curiosos: pela proa do PANARRANGE podem ver-se dois batelões da CTM, que aqui deixo para o nosso Amigo Nuno Bartolomeu identificar. A jusante deste grande cargueiro (que estava fretado à CTM), podem ver-se os cargueiros MADALENA e JOÃO DA NOVA, da CTM. A manobrar na doca pode ver-se o rebocador MUTELA, já com as cores da CTM, que manteve até 1979, quando foi vendido à Socarmar. O MUTELA iria ser pouco tempo depois um auxiliar precioso para um primeiro salto qualitativo das minhas fotografias, pois comecei a embarcar nele com frequência e a fotografar a navegação do meio do rio ao mesmo tempo que admirava a mestria do Mestre Zé, sempre pronto a fazer um desvio de rota para o LMC fotografar melhor este ou aquele navio...

Voltando à descrição desta fotografia, ressalta o cargueiro holandês CARACAS BAY, em reparação pela Lisnave, de que não tenho recordações especiais, e ainda os edifícios da CCN, demolidos recentemente para darem espaço a mais contentores. A revolução dos transportes marítimos dos anos sessenta, com a especialização dos navios, o aparecimento da contentorização e a proliferação de graneleiros cada vez maiores ainda mal se fazia sentir em Portugal, que andava atrasado e entretanto perdeu os comboios do progresso marítimos graças à DESMARITIMIZAÇÃO que se iniciava então...
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Monday, November 25, 2013

PRÍNCIPE PERFEITO e INFANTE DOM HENRIQUE


Postal do paquete PRÍNCIPE PERFEITO, editado pela Companhia Nacional de Navegação, com a particularidade de apresentar o selo dos correios de Angola, com este paquete e o INFANTE DOM HENRIQUE.

O PRÍNCIPE PERFEITO e o INFANTE DOM HENRIQUE foram os dois últimos grandes paquetes construídos propositadamente para a carreira de África, o primeiro para a Companhia Nacional de Navegação e o INFANTE para a  Colonial. Entraram ao serviço em Junho e Outubro de 1961 e vieram reforçar a capacidade de transporte de passageiros entre a Metrópole, Angola e Moçambique, que na década de 1950 registou um grande crescimento na procura, obrigando a viagens especiais a Angola dos paquetes VERA CRUZ e SANTA MARIA e ao transporte de centenas de passageiros nas cobertas em condições francamente más. 
Na realidade o PRÍNCIPE e o INFANTE deviam ter sido construídos logo no início da década de 1950, quando o Governo, leia-se o ministro da Marinha Américo Tomás, deu indicação às empresas nesse sentido. Querendo fugir a um investimento tão elevado, a CNN tentou enganar a situação com a construção do NIASSA, o mesmo fazendo a Colonial com o UIGE, bons navios mistos que prestaram grandes serviços ao País, nomeadamente como transportes de tropas e material de guerra, mas que não deram resposta cabal à procura de passagens para África. 
O PRÍNCIPE e o INFANTE acabaram por fazer a linha de África apenas durante 14 anos, sendo ambos retirados dessa carreira em 1975 e abatidos. Podiam e deviam ter sido convertidos para fazerem cruzeiros, mas os valores da Desmaritimização então no seu inicio levaram a soluções mais fáceis de abate e destruição da nossa frota mercante...
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Thursday, August 29, 2013

N/T INFANTE DOM HENRIQUE at Luanda




The Portuguese passenger and mail liner INFANTE DOM HENRIQUE, flagship of Companhia Colonial de Navegação, Lisbon, photographed in Luanda, Angola, in 1970, her decks full of happy passengers bound for Lobito, Cape Town, Lourenço Marques and Beira. She was the largest and most luxurious liner ever built for the Europe - East Africa service, and the largest Portuguese passenger ship ever.
The INFANTE DOM HENRIQUE was a magnificent ship. She operated mostly as a mail liner from October 1961 until January 1976 and also did several cruises including one to Brasil from Lisbon in 1972. After 17 months in lay up in Lisbon, the INFANTE was towed to Setubal and converted to accommodation ship duties at Sines where she stayed from November 1977 until November 1986.
Purchased by Lisbon Greeks interests, she was refitte and renamed VASCO DA GAMA for international cruises. Sold again and renamed SEAWIND CROWN in 1995. Seized in Barcelona in September 2000 and scrapped in China in 2004.
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Friday, October 19, 2012

Revisitar o paquete INFANTE DOM HENRIQUE

Foi o maior navio de passageiros português e cruzou os oceanos Atlântico e Indico de 1961 a 1976 com o nome INFANTE DOM HENRIQUE. Seguiu-se um desterro caro e triste em Sines e um verdadeiro renascimento como VASCO DA GAMA em 1988. 
Enquanto navegou, o INFANTE foi um daqueles navios únicos que com a sua presença dignificam de uma forma especial o nome de Portugal por todos os portos das suas navegações. Infelizmente foi desaproveitado pelo nosso País e uma das vítimas mais estúpidas do processo de Desmaritimização iniciado em 1975. Resta a memória de tantos passageiros e tripulantes de outros tempos e a possibilidade de revisitar o navio na sala da Marinha Mercante do Museu de Marinha de Lisboa, onde está exposta uma belíssima maquete do INFANTE e duas importantes obras de arte concebidas para a decoração original do navio: o painel de esmaltes de Ramos Chaves sobre cartão de Manuel Lapa, que integrou até 1976 o salão de jantar da primeira classe, e o Estaleiro de Naus, políptico do pintor Júlio Pomar que sobressaia no salão de música da primeira classe do INFANTE DOM HENRIQUE.



Os elementos decorativos do paquete INFANTE DOM HENRIQUE serão amanhã, 2o de Outubro, pelas 11H00, tema de uma conversa informal no Museu de Marinha, promovida pelo respectivo Grupo de Amigos e proferida por Teresa Tavares, que investigou o assunto no respectivo mestrado.
Mais informações aqui. Mais elementos relativos ao N/T INFANTE DOM HENRIQUE aqui.
Depois da palestra, porque não uma visita à sala da Marinha Mercante? Mesmo ali no nosso Museu de Marinha... 


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Wednesday, October 17, 2012

Interiores do paquete INFANTE DOM HENRIQUE

A próxima conversa informal a decorrer no Museu de Marinha no Sábado dia 20 de Outubro terá como tema os paineis artísticos e a decoração do antigo paquete português INFANTE DOM HENRIQUE, construído em 1961 para a Companhia Colonial de Navegação e que foi o maior navio de passageiros português.
As conversas informais são promovidas pela GAMA - Grupo de Amigos do Museu de Marinha. A entrada é gratuita.
Se gosta do antigo INFANTE recomendamos o postal original editado pela CCN para distribuir aos passageiros a bordo, que pode ser adquirido aqui.
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Monday, June 18, 2012

Porto de Lisboa: Abril de 1972

Porto de Lisboa visto de uma das gruas do estaleiro da Rocha, então sob administração da Lisnave, com o cargueiro francês VAUCLUSE em primeiro plano a ser alongado dentro da doca seca nº 1. 
Esta imagem foi tirada a 3 de Abril de 1972 da parte da tarde. Em segundo plano distingue-se a proa do paquete norueguês BLACK PRINCE atracado à Estação Marítima da Rocha enquanto o FUNCHAL está atracado ao cais da Lisnave dentro da Doca de Alcântara a terminar a reparação preparativa para a viagem presidencial ao Rio de Janeiro, iniciada a 10 de Abril de 1972. Atracado ao cais da CCN pode ver-se o paquete INFANTE DOM HENRIQUE e no cais da Estação Marítima de Alcântara distinguem-se os paquetes ingleses BRASIL STAR e ORSOVA.
O estaleiro da Rocha da Lisnave especializou-se na reconstrução de navios por alongamento dos cascos respectivos, tendo essa técnica sido concretizada pela primeira vez em 1959 com o paquete RITA MARIA da Sociedade Geral. Em 1972 efectuaram-se neste estaleiro os alongamentos (jumboizing) de quatro navios de carga geral da companhia francesa Messageries Maritimes, um dos quais foi o VAUCLUSE, que se pode observar na imagem e que esteve no estaleiro de 23 de Março a 26 de Abril de 1972.
Esta belíssima imagem, enviada por Nuno Bartolomeu retrata uma época em que eu passeava por estes cais praticamente todos os dias para ver os navios. Foi um período de grande movimento marítimo, com destaque para a derradeira fase de grande expansão da marinha mercante portuguesa.
Port of Lisbon on 3rd April 1972 with the Messageries Maritimes cargo liner VAUCLUSE undergoing a jumboizing operation inside the no. 1 dry dock at Rocha Lisnave shipyard. She was one of four sister ships jumboized by Lisnave in 1972.
Inside the Alcântara dock the passeger liner FUNCHAL is being refitted in order to sail to Rio de Janeiro with Portuguese President admiral Thomaz. Her hull has just been sandblasted and repainted in royal blue and her boilers have been refurbished. FUNCHAL sailed to Brazil on 10 April.
Alongside the Rocha Passenger Terminal the bow of BLACK PRINCE can be seen while Portuguese flagship INFANTE DOM HENRIQUE is at the CCN berth loading to sail to East Africa. Furthr donriver, at the Alcântara Passenger Terminal to British Passenger ships can be seen clearly: Blue Star Line's BRAZIL STAR and P&O's ORSOVA. Click on the image to enlarge it...
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Saturday, May 05, 2012

Porto de Lisboa novamente

Mais imagens portuárias de Lisboa na década de 1960: o paquete INFANTE DOM HENRIQUE larga do cais da Rocha para mais uma viagem a África. Este navio, o maior dos paquetes portugueses, largava habitualmente pelas 12H00 rumo ao Funchal, onde fazia escala na arde do dia seguinte. De seguida fazia escalas em Luanda e no Lobito, em Cape Town, Lourenço Marques e Beira, regressando ao Tejo pelos mesmos portos. O navio completou a última viagem a Moçambique em Dezembro de 1975.
Em baixo, a Baixa Pombalina vista a partir do rio, com a estação fluvial de Sul e Sueste em primeiro plano. Inaugurada a 28 de Maio de 1932 este edifício encontra-se classificado e foi desenhado pelo arquitecto Cotineli Telmo. Imagens cedidas por Nuno Bartolomeu.
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Friday, August 05, 2011

Estação Marítima da Rocha

Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos: um dos mais importantes edifícios de entre os que integram o património do Porto de Lisboa.
A primeira fotografia, de Novembro de 2008, mostra o seu aspecto presente, quase sempre despida de navios, de portas fechadas à sua função de entrada nobre da cidade de Lisboa, a tal capital do Império ao tempo da sua inauguração em 1948.
Um Império antigo, herança dos tempos em que Lisboa era o centro do mundo marítimo, quando o comércio internacional tinha a sua maior referência logística no Tejo.
O Tejo ainda por cá está e apesar da nossa actual triste condição de protectorado europeu, é pouco provável que o sindicato internacional de credores se lembre de nos subtrair esta dádiva da natureza, atendendo ao défice de cultura marítima que caracteriza a Europa nos tempos que vão correndo. Daqui partiu a Armada Invencível, cheia de navios portugueses às ordens de Castela, daqui partiram muitas vezes os mais belos navios portugueses do século XX, que a segunda fotografia - datada de Abril de 1962 - mostra: da esquerda para a direita, os paquetes VERA CRUZ, INFANTE DOM HENRIQUE e SANTA MARIA, então os maiores navios de passageiros nacionais, atracados precisamente ao cais da Rocha, com o INFANTE a largar para África.
O que é que esta geração sem vergonha fez de um património tão rico? Bolas para isto tudo e para esta gente indigna.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Saturday, May 28, 2011

INFANTE DOM HENRIQUE na Ilha de Moçambique

Paquete português INFANTE DOM HENRIQUE de 1961 fundeado na Ilha de Moçambique na viagem inaugural em Outubro de 1961. 
O INFANTE habitualmente ia só a Lourenço Marques e à Beira, mas na viagem inaugural visitou a ilha de Moçambique, Nacala e Porto Amélia onde "se deslocaram a bordo 50 régulos do Norte de Moçambique, que se apresentaram fardados, ostentando condecorações portuguesas" (extracto do livro PAQUETES PORTUGUESES de L. M. Correia).
Fotografias enviadas pelo nosso Amigo Sr. Nuno Bartolomeu a quem agradeço o apoio e interesse. Fotografias originais de João Manuel Coelho Borges cujo trabalho verdadeiramente extraordinário sobre Moçambique pode e deve ser visto aqui
The Portuguese mail liner INFANTE DOM HENRIQUE anchored off the island of Mozambique, on her maiden voyage in 1961. INFANTE was the flagship of the Companhia Colonial de Navegação, from Lisbon and a very modern and attractive liner. She operated the Lisbon East Africa mail lin until late 1975. In 1988 she became the cruise ship VASCO DA GAMA and was broken up in China in 2004 as BARCELONA. Photos by Mr. João Manuel Coelho Borges, see is magnificent photographic work here.

Estas fotografias foram inicialmente publicadas aqui sem saber o nome do autor, pedindo as minhas desculpas sinceras aos autores e agradecendo a possibilidade de partilha destas imagens tão bonitas e antigas.
Texto de L.M.Correia e imagens / and images copyright Jorge Quartim Borges . Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, February 11, 2011

36 years ago...

It was exactly 36 years ago, on 11th February 1975: I got a 35 mm Olympus camera, a 100 ASA B&W film and went to the docks to start photographing shipping in Lisbon. Although my very first negatives and original prints date back to July 1970, the quality of this early atempt was limited due to a poor camera  performance.
The year of 1975 when I did start it all was a time of change in shipping, a revolution was underway in Portugal, our passenger ship fleet was bein sold out and most foreign passenger ships were also going busted  at a time people believed the last great liner ever was QE2...
Thirty six years later, we have more ships than ever to sail on and photograph..., and I'm still busy with my Nikon cameras and lenses...

The photos of INFANTE DOM HENRIQUE at her CCN berth in Lisbon in the summer of 1975 and of FRANCA C arriving also in 1975 were some of my very first images of ships. Enjoy...
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, September 06, 2010

INFANTE at Cape Town 1969

"An old image of CCN's sensational INFANTE DOM HENRIQUE arriving early am in Cape Town, circa 1969", so writes Trevor Jones from Durban attaching this beautiful photo.
Thank you, Trevor for sharing this magnificent photograph of my beloved INFANTE DOM HENRIQUE.
Looking at her hull and rust probably she was homebound from Mozambique but anyway there is no acceptable reason for the poor hull maintenace. There were no economies in paint at the time and this ship was Portugal's flagship.
INFANTE DOM HENRIQUE was the largest pasenger liner in the fleet of Companhia Colonial de Navegação, of Lisbon. She was built in Antwerp and delivered in September 1961 for a regular express service from Lisbon to Beira, Mozambique, calling at Funchal, Luanda, Lobito, Cape Town and Lourenço Marques. In 1988 she became VASCO DA GAMA and in 1995 was sold and renamed SEAWIND CROWN. Under this name she was Pullmantur's first ship in May 2000 but the bankrupcy of Premier Cruises the following September led to her long lay up in Barcelona and the ultimate sale to breakers in China in 2004. "What a waste", commented to me at the time Mr. George Potamianos, the man behind her rebuilding as VASCO DA GAMA in 1986-1988.
Texto de /Text copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Photograph by Trevor Jones, Durban. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, March 09, 2010

FLAGSHIP UNDER CONSTRUCTION

The former Portuguese flagship INFANTE DOM HENRIQUE at the slipway in Hoboken, near Antwerp, while being built in 1960 at the Cockerill shipyard to the order of Companhia Colonial de Navegação, of Lisbon.
She was the largest and most luxurious passenger liner on the Europe - East Africa run between 1961 and 1975.
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Monday, March 08, 2010

VASCO DA GAMA funnel in 1990

The cruise ship VASCO DA GAMA with the funnel painted in the colours of Ambassador Cruises, photographed in Lisbon on 19 March 1990 ready for a positional trip to Limassol to start a series of mini cruises in the Med.
Em Janeiro de 1990 o paquete VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE regressou a Lisboa após cancelamento de um cruzeiro à volta do mundo pelo afretador alemão Neckermann e ficou imobilizado no Tejo até ser fretado em Março seguinte à companhia cipriota Ambassador Cruises para uma série de minicruzeiros no Mediterrâneo com base em Limassol. A fotografia, que fiz a 19 de Março de 1990, mostra o navio com a chaminé desse afretador acabada de pintar.
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Friday, November 27, 2009

Paquetes em Lisboa Novembro 1969

Há 40 anos o Porto de Lisboa vivia os últimos tempos de grande movimento de paquetes de linha regular.
Em Novembro de 1969 registaram-se 54 escalas efectuadas por 36 navios, dos quais apenas 3 em serviço de cruzeiros turísticos.
O maior número de navios tinha bandeira portuguesa (ALFREDO DA SILVA, AMÉLIA DE MELLO, ANGOLA, ANGRA DO HEROÍSMO, CARVALHO ARAÚJO, FUNCHAL, INFANTE DOM HENRIQUE, MOÇAMBIQUE, NIASSA, PÁTRIA, PRÍNCIPE PERFEITO, RITA MARIA, SANTA MARIA e TIMOR), seguindo-se 10 paquetes italianos (ACHILLE LAURO, ANDREA C, AUGUSTUS, CRISTOFORO COLOMBO, ENRICO C, EUGENIO C, FAIRSTAR - este com registo liberiano - FEDERICO C, GIULIO CESARE and GUGLIELMO MARCONI) e 6 navios de passageiros ingleses (ARCADIA, ARGENTINA STAR, BRASIL STAR, ORIANA, ORONSAY and URUGUAY STAR).
Dois paquetes espanhóis, CABO SAN VICENTE e COVADONGA visitaram Lisboa assim como os paquetes PASTEUR e BERGENSFJORD, de bandeira francesa e norueguesa, respectivamente. No entanto, os navios mais interessantes do ponto de vista de um jovem entusiasta de navios então com 13 anos eram os paquetes norte americanos PRESIDENT ROOSEVELT e UNITED STATES, ambos em longas viagens de cruzeiros de luxo. Foi efectivamente a primeira e única escala entre nós do PRESIDENT ROOSEVELT, que logo a seguir foi vendido à Chandris Lines, mas o UNITED STATES cancelou a escala por no início desse mês de Novembro ter sido decidida a sua retirada inesperada de serviço.
Legendas das fotografias: INFANTE DOM HENRIQUE, o maior paquete português, atracado ao cais da Rocha em dia de saida para viagem e imagem oficial da Linea "C" tirada em 1966 com os paquetes EUGENIO C e FEDERICO C ao largo de Génova. Ambos visitaram Lisboa em Novembro de 1969 nas suas viagens regulares do Mediterrâneo para a América do Sul e Central, respectivamente. O FEDERICO C era o concorrente mais próximo do nosso SANTA MARIA.
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