Monday, August 17, 2026

Docas cheias de navios



























Tenho tido o privilégio enorme de acompanhar a evolução da navegação e dos portos desde que me lembro - a referência visual mais remota que consegui datar é de um domingo de manhã em 1959, de mão dada com o meu Pai, a ver na Doca de Alcântara, mais exatamente no cais dos Carregadores Açoreanos, o navio de carga e passageiros MONTE BRASIL a ser reparado após o incêndio muito grave de que foi vítima no alto mar. O que ficou dessa recordação foi o navio e, em especial, o ruído imenso dos compressores  do estaleiro da Argibay no cais. 
A Doca de Alcântara era então gigantesca, segundo o olhar fascinado de um miúdo de três anos. Repeti os passeios pela Doca de Alcântara desde então, a partir de 1970, com uma câmara fotográfica, e fui sempre apreciando tudo à volta, até que os navios foram embora e se pensou em aterrar a doca para proporcionar mais espaço para o parqueamento de contentores. 
Felizmente tal não se concretizou, mas a Doca de 2026 não tem nada a ver com a versão original. 
A revolução dos transportes marítimos a partir da segunda metade do século XX mudou tudo no mundo dos navios, que se especializaram e cresceram em dimensões e eficiência. A grande maioria das empresas de navegação tradicionais evaporou-se em memórias cada vez mais distantes e, hoje, em Alcântara, podem observar-se pequenas embarcações de recreio ou dedicadas a passear turistas. 
Já agora, o maior navio que alguma vez entrou na Doca de Alcântara, foi o paquete VERA CRUZ, em 1957, quando da sua primeira reclassificação.
Aconteceu o mesmo em muitos outros portos, caso de Londres, que aqui mostramos com o paquete RANGITIKI a encimar uma frota a perder de vista de paquetes e cargueiros britânicos.

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MEIN SCHIFF FLOW no Tejo























O novo paquete de cruzeiros MEIN SCHIFF FLOW, da companhia Tui Cruises, visitou Lisboa pela primeira vez no dia 11 de agosto de 2026. A fotografia que apresentamos, foi feita à chegada, ao amanhecer.
O MEIN SCHIFF FLOW foi construído em Monfalcone, Itália, (construção número 6313), pelo famoso estaleiro Fincantieri, onde atualmente são construídos mais de cinquenta por cento dos novos paquetes de cruzeiros. 
O MEIN SCHIFF FLOW foi entregue ao armador a 12 de junho deste ano, opera para o mercado alemão, está registado em Malta e apresenta as características principais seguintes: 
GT: 157.651
Comprimento ff: 333,62 m
Boca máxima: 42,14 m
Lotação para 3984 passageiros e cerca de 1000 tripulantes. 
O navio tem 5 motores principais Wartsila, com a potência total de 80.981 hp, e pode navegar a 22 nós.
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CORVO a pilotar frente a Algés


























Porta-contentores CORVO de 2007 a pilotar em Lisboa a 11 de agosto

No passado dia 11 de agosto registei a entrada em Lisboa do porta-contentores CORVO, a receber o piloto da barra frente a Algés. Na fotografia, o CORVO e a lancha de pilotos BARRA NORTE. Com a aquisição no final de 2025 do AÇÔR B, a Mutualista Açoreana voltou a operar com três porta-contentores na carreira dos Açores. 
O CORVO é o navio de construção mais recente, foi construído em Viana do Castelo em 2007.
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