Showing posts with label Moçambique (Passenger ship). Show all posts
Showing posts with label Moçambique (Passenger ship). Show all posts

Sunday, August 04, 2019

Cia. Nacional liners ANGOLA and MOÇAMBIQUE


The beautiful Portuguese sister ships ANGOLA and MOÇAMBIQUE built in Newcastle in 1948 and 1949 for the Lisbon to the East Africa mail service.
Owned by Companhia Nacional de Navegação, those two handsome motor liners shared the mail service to Mozambique with the rival company Cia Colonial and their two liners PÁTRIA and IMPÉRIO, built by John Brown in Clydebank in 1947 and 1948.
The ANGOLA and MOÇAMBIQUE did also some cruises from Lisbon and a few trooping voyages in the sixties. The MOÇAMBIQUE was one of four Portuguese passenger liners that went to Carachi, Pakistan, in 1962 to transport home the Portuguese military traped by India following their occupation of Portuguese India in December 1961. They were withdrawn and scraped in Taiwan in 1974 and 1972.
Belíssimos paquetes, os gémeos ANGOLA e MOÇAMBIQUE, os últimos com estas designações que integraram a frota da Nacional. Foram construídos em Newcastle, em estaleiros diferentes, ao abrigo do programa de renovação da marinha mercante delineado pelo Despacho 100 do ministro Américo Tomás em 1945. Nas mãos de gregos, teriam navegado mais 20 anos a fazer cruzeiros com algumas modificações, mas a Companhia Nacional não se entusiasmou com os resultados dos cruzeiros que estes navios fizeram a partir de Lisboa, um pouco ao longo das suas carreiras, e acabaram os dois demolidos na Formosa, o MOÇAMBIQUE em 1972, o ANGOLA em 1974.
Tive o privilégio de ter conhecido muito bem estes paquetes e uma imensidão de outros navios portugueses.
Text copyright L.M.Correia and images copyright Ian Shifman (Moçambique) and Trevor Jones (Angola). For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, January 04, 2017

Paquete MOÇAMBIQUE em Lisboa 1955-04-24


No dia 24 de Abril de 1955 estavam atracados em Lisboa 5 grandes navios de passageiros que foram fotografados de bordo do navio de carga alemão DUISBURG, ao subir o Tejo.
Um Amigo de Hamburgo acaba de me enviar as imagens, apresentando agora o paquete MOÇAMBIQUE (1949-1972), da Companhia Nacional de Navegação, atracado ao cais do Jardim do Tabaco.
Gémeo do ANGOLA de (1948-1974), o MOÇAMBIQUE era na altura o maior e mais moderno navio de passageiros da CNN, que tinha em construção na Bélgica o NIASSA (1955-1979) e em 1957 encomendou o PRÍNCIPE PERFEITO (1961-1976).
Da imagem ressaltam as linhas elegantes do casco deste magnífico paquete. Um dos navios construídos ao abrigo do Despacho 100, o MOÇAMBIQUE teve uma vida útil relativamente curta, à semelhança dos restantes paquetes portugueses da sua época, com excepção do FUNCHAL.
Em 1972 foi desmantelado na Ilha Formosa, com apenas 23 anos. Chegou a fazer alguns cruzeiros, mas nunca foi encarada seriamente a sua conversão para esta actividade hoje tão lucrativa e divulgada.
Da análise da história destes navios ressalta o desperdício que a venda prematura da maior parte dos navios provocou. E o FUNCHAL sobreviveu essencialmente graças a um armador estrangeiro que o comprou em 1985 e soube operar e gerir o navio com o profissionalismo que nos faltou. O que ficou comprovado com o fiasco da Portuscale Cruises e a agonia do FUNCHAL, que continua parado na Matinha desde 2015.
Portuguese passenger liner MOÇAMBIQUE (1949-1972) photographed in Lisbon on 24 April 1955. Photo kindly sent by my friend Cai Ronau.
Texto de /Text by L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Sunday, August 21, 2016

Uma chegada ao Tejo do paquete MOÇAMBIQUE



Uma notícia absolutamente deliciosa relativa à chegada a Lisboa do paquete MOÇAMBIQUE, no final de Setembro de 1951, publicada no Diário de Lisboa. O MOÇAMBIQUE era então o melhor navio de passageiros da Companhia Nacional de Navegação e uma das quatro unidades que à data asseguravam a carreira regular de passageiros entre Lisboa, Angola e Moçambique. O navio navegou até 1972, quando foi vendido para sucata.

Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Thursday, October 01, 2015

Paquete MOÇAMBIQUE de 1949

Recortes de imprensa relativos ao paquete MOÇAMBIQUE (1949-1972) retirados de diversas edições do Diário de Lisboa. Ver a historia deste belo paquete aqui










Thursday, August 20, 2015

Série de artigos "Navios do Despacho 100"

Tenho vindo a publicar nas diversas edições da REVISTA de MARINHA uma série de artigos dedicados às características e história de cada um dos navios do Despacho 100. O último artigo publicado é dedicado ao paquete MOÇAMBIQUE de 1949, que pode ser lido na integra na RM e cuja ficha técnica e histórica foi agora publicada no meu Diccionário de Navios Portugueses, que agora se reactiva. Entretanto hoje estou a escrever a história do 36º navio do Despacho 100, o mini-paquete LURIO, da Companhia Nacional de Navegação, que em 1968 passou para a frota da Insulana com o  nome FAIAL e navegou até 1973. Destina-se á próxima Revista de Marinha, edição de Agosto e Setembro, em produção.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, June 10, 2014

The ANCHOR LINE Indian Run

Bill Miller writes about the old Scottish steamship company Anchor Line, of Glasgow:
"The smell of curry!  "They were said to be the best kept, most immaculate passenger ships using the port of Liverpool in the 1950s & '60s," said Mike McDougle, who served aboard Britain's long-gone Anchor Line and aboard the Company's three, 11,000-ton passenger ships, the Caledonia, Cilicia & Circassia, which carried up to 300 one-class passengers each.   "We were on the Indian run – sailing by way of Gibraltar, Port Said and the Suez Canal to Karachi and, the final stop, to Bombay.   We carried very few tourists actually, but mostly government people, lots of the old colonials, businessmen, tea merchants and Indians including the occasional maharaja.   Those Indian princes traveled with entire entourages that occupied as many as a dozen cabins onboard.   One royal, I think it was the Maharaja of Rawalpindi, had a stateroom just for his pet falcon."
"These Anchor liners were famed for their cuisine," added Mike.   "They had all-Indian galley crews that prepared the most wonderful curries.   Just having, say, lunch aboard at Liverpool was a treat.   Anchor Line food was equal to the finest Indian restaurant.  Anchor was also noted for its exceptional maintenance and shipboard care.   Everything, even the engine room, was in pristine condition.   Even though these ships were over 20 years of age, it was as if they'd just left the shipyard."

Luís Miguel Correia end note: In Portugal the Companhia Colonial de Navegação had an unofficial link to Anchor Line in two ways: 
In 1929 CCN purchased from Anchor Line the liner ASSYRIA and as the COLONIAL she served under the Portuguese colours until sold for breaking up in 1950.
 Then at the end of WW2 an agreement between the Governments of Portugal and Great Britain gave priority to the building of merchant ships in British yards for Portuguese owners. CCN ordered two fine 13 000 grt passenger liners from John Brown of Clydebank, the PÁTRIA, delivered in December 1947 and the IMPÉRIO, delivered six months later while the rival Companhia Nacional de Navegação (CNN) ordered two passenger motor ships of similar size but of more modern design from Newcastle yards, the sisters ANGOLA and MOÇAMBIQUE. 
The CCN pair was built and delivered one years in advance of the Nacional sisters mainly because instead of designing the PÁTRIA and IMPÉRIO from scratch, original plans developed by John Brown for Anchor Line before WW2  were used and adapted to Cia. Colonial requirements. This saved a full year and in fact The Colonial sisters were very similar in terms of exterior design to the Anchor final three passenger liners.
Built for the Lisbon-East Africa passenger and mail service, the PÁTRIA and the IMPÉRIO only made one voyage each homebound by Suez, the IMPÉRIO in the 1950s and the PÁTRIA in 1962 when she sailed from Mozambique for Karachi and then home to Lisbon. 
Further to the official mail service, the Portuguese liners also cruised from time to time and also used to embark in Cape Town and Durban tourists from South Africa for the round coastal trip up to Mozambique and back, using the first class cabins alloted to passenger from Angola and left vacant after the ships sailed South from Moçamedes. 
There was always a group of South African cruise passengers aboard when the ships sailed the Indian Ocean and often there was occasion for romance between young Portuguese ship officers and S.A. pretty girls, some giving way to weddings.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, March 30, 2012

Paquetes da Nacional na Margueira

Paquetes NIASSA e MOÇAMBIQUE, da Companhia Nacional de Navegação, fotografados na Doca 11 do estaleiro da Lisnave Margueira, no final da década de 1960, vendo-se na Doca 12 o navio-tanque HERMÍNIOS da Soponata.
O MOÇAMBIQUE foi vendido para sucata em 1972. O NIASSA teve igual destino em 1979, apesar de o armador grego George Potamianos ter proposto à CNN um contrato de afretamento do navio por 10 anos com financiamento assegurado para reconversão para cruzeiros. A Nacional recusou esta oportunidade e vendeu o navio para desmantelar em Espanha. Na altura o armador G.P. Potamianos afretava à CTM o FUNCHAL para com ele fazer cruzeiros na Escandinávia durante os meses de verão. Acabaria por comprar o FUNCHAL em 1985 e depois o INFANTE DOM HENRIQUE em 1986.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Thursday, March 03, 2011

MOÇAMBIQUE em Alcântara

Mais uma fotografia nostálgica do porto de Lisboa na década de 1950. O paquete português MOÇAMBIQUE (1949-1972), da Companhia Nacional de Navegação, prepara-se para atracar ao cais da Estação Marítima de Alcântara, assistido à proa pelo rebocador CABO ESPICHEL, de 1928.
No cais os passageiros aguardam o momento de embarcarem, o guindaste está preparado para içar as escadas, e no canto inferior direito, um funcionário do serviço de atracações da AGPL agarra a bandeira vermelha BRAVO junto ao cabeço onde se irá amarrar o primeiro cabo passado pela proa do navio.
O MOÇAMBIQUE está de partida para mais uma viagem ao Funchal, São Tomé, Luanda, Lobito, Moçamedes, Cape Town, Lourenço Marques, Beira e Moçambique, com passageiros, correio e carga geral. 
O MOÇAMBIQUE era um dos quatros paquetes rápidos de 13.000 toneladas e 18 nós de velocidade que asseguravam a carreira da África Oriental, com duas saídas mensais de Lisboa. Os outros navios eram o ANGOLA, o IMPÉRIO e o PÁTRIA, tudo nomes sugestivos para uma linha de navegação imperial.
Reparem que o MOÇAMBIQUE está bem carregado e de cara lavada, está a cumprir o último ritual de uma estadia de cerca de 10 a 15 dias entre viagens: a mudança de cais, da Fundição para Alcântara para embarque dos passageiros e seguir viagem. As viagens repetiram-se assim de 1949 até 1972, quando o MOÇAMBIQUE foi retirado do serviço e vendido para sucata.
Atracado ao cais, na margem esquerda da fotografia pode ver-se um navio de carga da companhia norueguesa Fred. Olsen. Fotografia do acervo da Fundação Gulbenkian.
Texto de /Text copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Saturday, December 06, 2008

Memórias do Cais da Fundição

Navios da Companhia Nacional de Navegação atracados ao cais privativo da Companhia, em Santa Apolónia.
Em primeiro plano o ROVUMA (1946-1973), seguido do paquete MOÇAMBIQUE (1949-1972).
Dois dos 56 navios de comércio adquiridos ao abrigo do Despacho nº 100 de 10 de Agosto de 1945, que na altura definiu os parametros de renovação da frota e reorganização da Marinha de Comércio Nacional após a segunda guerra mundial, com a assinatura do Sr. Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz, na altura muito ilustre Ministro da Marinha.
Também na Marinha de Comércio se vivem os novos tempos e hoje chegámos ao DESPACHO ZERO, termo utilizado pelo Presidente do Governo Regional da Madeira na inauguração do porta contentores MADEIRENSE 3 em 19 de Dezembro de 2006, no porto do Caniçal.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia