Friday, April 18, 2014

Tradição viva de mar


O navio-escola português SAGRES tem uma enorme importância no momento actual em que tanto se fala de mar e tão pouco de navios.

A nossa SAGRES, para além da sua beleza indescritível, é um símbolo vivo do que há de melhor entre nós, das tradições - o Infante Dom Henrique à proa - à prática de mar - o navio-escola - e à afirmação de Portugal como nação marítima - a SAGRES tem sido um dos grandes embaixadores de Portugal por esse mundo.

A minha ligação à SAGRES já tem muitos anos, lembro-me de a ver passar pelo Funchal em Junho de 1962 na viagem do Brasil para Lisboa, quando foi comprada pela nossa Marinha. 
Em 1972 andava eu no Liceu D. João de Castro, um dia reparei num cartaz com a SAGRES a anunciar um curso de marinharia. Tratava-se de uma iniciativa da Mocidade Portuguesa e não resisti ao encanto da SAGRES: fui ao palácio da Independência inscrever-me nessa organização de juventude do Estado Novo e passei a ir aos fins de semana para o Alfeite, embarcava na vedeta na doca da Marinha e tive aulas teórica e práticas a bordo do NRP SAGRES. Tudo à borla, ainda não se tinham inventado taxas moderadoras nem o conceito de Desmaritimização. 
Desse tempo ficou a ligação ao navio e de certa forma à Marinha, então com muito mais unidades navais do que hoje. Lembro-me de ver atracado próximo da SAGRES o navio-hidrográfico PEDRO NUNES, antigo Aviso de segunda classe construído na Ribeira das Naus, e nunca mais esqueci a beleza desse navio, cheio de amarelos a brilhar, um museu que depois se perdeu, o casco foi transformado em batelão. Lembro-me também da PÊRO ESCOBAR, então em modernização, dos submarinos, fragatas e corvetas novas... 
Passaram muitos anos, volta e meia reencontro a SAGRES, como aconteceu ontem, no Tejo. Em 1972 eu tinha 15 anos e a SAGRES 35. Passaram entretanto 42 anos, que se notam de cada vez que o LMC se vê ao espelho, mas no caso da barca SAGRES, é o contrário o navio parece cada vez melhor, e ontem não cabia em si de vaidosa a estrear uma andaina nova de panos latinos. Ver a SAGRES a navegar no Tejo com o pano todo envergado como ontem aconteceu comove-me e faz-me sentir orgulho neste navio, em ser português e sonhar o mar. Obrigado SAGRES.
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Thursday, April 17, 2014

Troféus da Liga dos Campeões de Futebol chegam a Lisboa na SAGRES


Lisboa, 17 de Abril de 2014: O Navio-escola SAGRES transportou hoje os Troféus das Finais da Liga dos Campeões Masculina e Feminina, até à Cidade de Lisboa. 
Os Troféus foram desembarcados ao início da manhã na doca de Belém, de onde iniciam um percurso por alguns dos locais mais emblemáticos da capital, tendo como destino final a Câmara Municipal, onde decorreu a cerimónia oficial de entrega dos Troféus à Cidade. 
A Cerimónia teve lugar pelas 12h30, no Salão Nobre da CML, com as presenças do Presidente da Câmara, António Costa, do Presidente da UEFA, Michel Platini e do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes.
O N/E SAGRES largou ontem de manhã da base naval do Alfeite para treino da guarnição ao largo da baía de Cascais tendo os Troféus sido embarcados em Cascais. 
Ao amanhecer de hoje a SAGRES rumou a Lisboa, transitando pela barra Norte e subindo o rio com o pano içado apesar da quase ausência de vento.

O navio pairou frente à doca de Belém após o que seguir para o Alfeite.

Mais uma página a acrescentar à longa e variada história do NRP SAGRES e mais uma oportunidade para mais umas quantas fotografias de um dos mais bonitos navios do Mundo: a nossa SAGRES, navio-escola e símbolo de Portugal no Mar.

De referir que o aspecto da SAGRES não podia ser melhor, parabéns à Marinha e à SAGRES.

Imagens da SAGRES registadas esta manhã por L. M. Correia.

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Monday, April 14, 2014

Sábado cheio de paquetes no Tejo


Sábado, 12 de Abril de 2014, foi dia movimentado nos terminais de cruzeiros de Santa Apolónia à Rocha, com seis navios de passageiros a fazerem escala em Lisboa.

Em Santa Apolónia atracaram os navios LE PONANT, TERE MOANA, THOMSON MAJESTY e SAGA SAPPHIRE. Próximos, a montante, estavam os paquetes LISBOA e PORTO, o primeiro em imobilização técnica, o segundo em imobilização comercial.
A luz não ajudou no que se refere à qualidade dos registos fotográficos, mas nesta vida não se pode ter tudo.
No cais da Rocha estiveram juntos os navios WIND STAR e FRAM. Próximo destes, na doca 1 do estaleiro NavalRocha, encontrava-se o navio de cruzeiros CORINTHIAN, em reparação. No total, nove navios de cruzeiros em Lisboa.
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Paisagem Lisboeta com navios


Nunca escondo o quanto gosto de navios e o desconforto que a Desmaritimização me causa, como elemento de penúria intelectual e material. A facilidade com que corre a mensagem de que os navios estragam a paisagem ribeirinha em Lisboa, por exemplo, parece-me um elemento de ignorância profunda das coisas reais do Mar, mundo em que a importância dos navios é inquestionável. 

A imbecilidade alicerçada por cátedras diversas é uma paisagem comum no discurso político actual associado ao Mar. É um discurso em que não há navios como actores principais apesar de serem os navios o centro de tudo o que toca ao mar: sem navios não há investigação, sem navios não há como transportar o que vendemos e compramos, num mundo em que mais de 90 por cento das trocas comerciais se fazem por mar, quer dizer, recorrendo a navios. Sem navios não há esperança, pois num pântano de falta de conhecimentos, quanto mais ligeira é a bagagem dos novos gurus dos mares, mais preocupantes são as atitudes face ao Mar e à economia marítima. Quase sempre sem navios. 
Na última Sexta-feira o actual Secretário de Estado dos Transportes e uma antiga Secretária de Estado  dos tempos de Sócrates debateram na SIC Notícias os temas do Mar, os investimentos previstos para os portos, etc... De navios como instrumentos económicos criadores de riqueza e garantes de autonomia e independência nenhum falou. A Eng. Ana Paula Vitorino destacou um cenário de horror, perante as perspectivas de vir a ser construído um novo terminal de contentores no Barreiro, "com navios gigantes de 100 metros de comprimento e 50 de altura carregados de contentores" a encobrir a vista de rio e Mar da Palha a partir da Praça do Comércio. Enfim, uma tragédia visual disparatada, pois os navios porta-contentores oceânicos pós-Panamax que agora fazem tantos voltarem a sonhar com o mito de Portugal - Caís da Europa, medem 300 metros ou mais de comprimento, e a sua eventual passagem para o Barreiro fazer-se-ia  sempre longe do Terreiro do Paço, junto à margem Sul, onde estão os melhores fundos do Tejo. O horror dos navios a comerem a vista fluvial do Terreiro não tem qualquer sentido, pois os navios são importantes visualmente, dando animação ao porto e à cidade de Lisboa, infelizmente hoje em muito uma cidade de cais vazios. Esta discurseta da ilustre Senhora Engenheira faz lembrar a campanha anti navios de cruzeiros em Veneza, que tanto desemprego poderia causar e que foi travada recentemente por acção judicial.
E já agora para terminar, aqui fica a Praça nobre de Lisboa com gente e um navio português, o superpetroleiro fluvial SACOR II a navegar na tarde de 12 de Abril. Trata-se do nosso único petroleiro actual, um navio abastecedor de bancas. Ainda vão chorar por navios em Portugal, sem meios para os comprar ou construir...
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GRANDE GABON



Navio de carga Ro-Ro italiano GRANDE GABON atracado em Lisboa (terminal de contentores de Santa Apolónia), na tarde de 12 de Abril de 2014.
Trata-se de um dos inúmeros cargueiros italianos da companhia Grimaldi, inconfundíveis com os seus cascos amarelos e formas alterosas. O n/m GRANDE GABON foi construído em 2011 na Coreia do Sul, tem 211 metros de comprimento, 32 m de boca e 47 658 GT (24 400 TDW).
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ASIATIC WIND em Lisboa


Porta-contentores ASIATIC WIND atracado ao cais de Santa Apolónia, em Lisboa, a 12 de Abril de 2014. Este navio foi construído na Turquia em 2008 e navegou com o nome original SELMA KALKAVAN até 2010.

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Sunday, April 13, 2014

FUNCHALENSE 5 a carregar no cais do Beato


Na tarde do último Sábado, dia 12 de Abril de 2014, era este o aspecto do porta-contentores português FUNCHALENSE 5, atracado ao cais do Beato na sua escala semanal na carreira regular Continente - Caniçal.Trata-se do navio mais moderno da Empresa de Navegação Madeirense, do Funchal, armador que integra o Grupo Sousa e tem assegurado a carreira das Ilhas desde 1927, quando foi adquirido o primeiro dos cinco FUNCHALENSEs...

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Wednesday, April 09, 2014

CRUISE FERRY NOVA STAR in Lisbon







The new cruise ferry NOVA STAR made a call in Lisbon on 7 and 8 April 2014 on her delivery voyage from Singapore to Yarmouth, Nova Scotia. 

She is going to reopen a regular ferry service between Nova Scotia and Maine operated by Nova Star Cruises starting next May.
 NOVA STAR was constructed in Singapore to the order of the French L D Lines as NORMAN LEADER and finished in 2011. 

She was destined to operate on Dover channel but her acceptance was refused by L D Lines on the ground of safety issues, and remained in the shipyard for three years until her recent sale and renaming.

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Sunday, April 06, 2014

Sail ITALIAN LINE

Anúncio bem sugestivo da companhia ITALIA alusivo à carreira Mediterrâneo - Nova Iorque, a linha de prestígio da companhia de navegação de bandeira fundada em 1932 nos tempos de Benito Mussolini, cujos serviços de passageiros terminaram em 1977 quando acabou a carreira da América do Sul.

Passados todos estes anos os nomes dos principais paquetes da companhia Itália ainda hoje são fonte de prestígio (e nostalgia) para a Itália...

Com o desaparecimento dos grandes paquetes alemães no pós segunda guerra mundial, os navios de passageiros italianos aumentaram muito a presença em Lisboa, com destaque especial para os navios da Itália e da Costa, ocupando sempre um honroso terceiro lugar em termos de número de escalas logo a seguir aos paquetes portugueses e ingleses.

Enfim coisas do século passado...
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AURORA arriving Cape Town

Cruise ship AURORA entering at Cape Town on 5 April 2014 photographed by my friend Ian Shiffman. I first exchanged slides with Ian in 1975 and we have been in touch all over those 39 years.
 Ian started to take photograph of ships in his native port of Cape Town in 1955 and now owns one of the largest photographic libraries in the world.
Texto d L. M. Correia e imagens de Ian Shiffman /Text by L.M.Correia and images copyright Ian Shiffman. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Saturday, April 05, 2014

FUNCHAL: the special one...

As I said on my previous post, I do love most passenger ships but there is one which really is special: guess of what ship I am talking?

FUNHAL left Lisbon yesterday 4 April 2013 with 530 passengers and is in Cadiz today.
It was a great pleasure to observe the FUNCHAL decks with lots of curious passengers exploring the beautiful aspects of outdoors shiplife.

And since last August, the FUNCHAL passengers have more free deck space to explore than ever before, from the observation deck forward infront of the Gama lounge, up to the top of the ship, close to the funnel and the signals mast...
By noon the FUNCHAL did cast away from the old Rocha do Conde de Óbidos berth she has used countless times since November 1961. Isn't she a pretty old girl?
 Elegant and sleek FUNCHAL is a unique ship by today's standards, and she is a beauty, comfortable and attractive liner ro cruise on. There are no others like FUNCHAL today.
 FRANCE, CANBERRA, ORIANA, PRINCIPE ERFEITO, EMPRESS OF CANADA, IVAN FRANKO, LEONARDO DA VINCI and many others looked like FUNCHAL in the early 1960s when they were introduced. All gone  a long time ago, except FUNCHAL.
Bon voyage, FUNCHAL, I'll be waiting for your return...
Copyright text and photographs by LuÍs Miguel Correia - 4 April 2014

Modern cruise ship style

While on a cruise ship I really enjoy the outdoor spaces and the ship and the sea interaction, as if I go on a particular ship it's because of the ship rather than the floating resort most large modern ships do offer.
While on a cruise if I have another call at a port where I have been already dozens of times, what I really enjoy is to stay onboard for a few hours after most fellow passengers have disembarked, and feel the ship is mine and exclusive.
And then I can spend hours on my own just with a camera in order to photograph those interesting spots of modern passenger ship architecture...
Because almost all ships are just beautiful creatures, when asked which one is my favorite ship, the answer is: the ship I am at the moment...
This past week I paid another visit to one of MSC Cruises modern ships, the MSC ORCHESTRA and did enjoy the particular forms out on deck, the feel of the ship, the port and city so close...
I did not play tennis on deck 16, but I was there for a moment enjoying a young mother and her daughter at play...
Time went by faster than I wanted, lights on deck were turned on...
I thought on the possibility of hidding somewhere and try a stoaway cruise, but there is life outside the gangway and I am as busy as ever so this stoaway adventure must wait for the next ship, the right ship just for me to cruise to nowhere...

Soon it was time to check the ship

interiors, the main public rooms and go away...

I know I'll be back on another ship soon...

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