Tuesday, July 16, 2019

Navio-escola MIRCEA largando de Lisboa


Só mesmo um navio lindíssimo como o navio-escola da Marinha da Roménia MIRCEA, para me fazer tirar fotografias com uma luz tão ingrata. O MIRCEA voltou a Lisboa, um hábito que tem repetido muitas vezes desde 1939, e saiu para o mar de manhã, a 15 de Julho de 2019, e aqui fica o registo possível.

Trata-se do quarto veleiro de uma série iniciada com o primeiro GORCH FOCK em 1933, todos construídos em Hamburgo pelo estaleiro Blomh & Voss, incluindo a nossa actual SAGRES (em 1937) e o novo navio-escola GORCH FOCK, de 1958, actualmente a ser reconstruído na Alemanha.
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Há navios desajeitados e feios














«Era um navio desajeitado e feio, sem grande individualidade nem características notáveis.» Assim se referia ao cargueiro LUANGO, da antiga Companhia Colonial, o Comandante Carlos de Amorim Loureiro, num artigo publicado pelo Jornal da Marinha Mercante em 1948, a propósito do anúncio de autorização de venda de diversos navios mercantes (NYASSA da Nacional, GUINÉ, JOÃO BELO e LUANGO da Colonial), entretanto substituídos pela nova frota do Despacho 100.

Hoje lembrei-me das palavras do Cte. Amorim Loureiro ao ver entrar um navio de carga cujo aspecto inestético se enquadrava na descrição com que início este texto: trata-se do navio de carga cipriota MSM DOURO ( que significará a sigla MSM, por exemplo, pesquisei sem conseguir descobrir). O navio da fotografia, tirada perto da Barra do Tejo a 15 de Julho de 2019, é um cargueiro utilizado numa carreira regular entre Lisboa e São Tomé, ao serviço da companhia holandesa SUPERMARITIME GROUP. Enfim, alguém tem de abastecer as ilhas por aí.
O Capitão de Mar e Guerra Carlos de Amorim Loureiro era um Oficial de Marinha do tempo do Estado Novo, isto é, do tempo em que se dava importância à necessidade de Portugal deter navios. Para além das funções oficiais inerentes, o Cte. Amorim Loureiro tinha uma particularidade invulgar: gostava de navios mercantes, que fotografou de forma primorosa ao longo de toda a sua vida (há muitos anos comprei um lote de fotografias PB preciosas que depois identifiquei como sendo dele, pela caligrafia no verso a lápis, e por os negativos fazerem parte da colecção do Museu de Marinha), e escrevia sobre navios, artigos muito interessantes, e alguns livros. Faleceu na década de 1960, o seu trabalho, de grande qualidade, bem merece mais divulgação e estudo.
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Monday, July 15, 2019

Três CREOULAS: cada um com a sua sorte

Portugal e a sua suposta ambição de reinvenção do mar precisa de navios, e de cultura marítima. Têm de ser as pessoas a gostar de navios e do mar. Gente comum. Para isso tem de haver contacto com o mar, de preferência vivido num navio. 
Poucos navios terão contribuído tanto para levar as pessoas a experimentar o mar nas últimas décadas entre nós como o CREOULA, o famoso lugre propriedade do Estado Português (Ministério da Defesa) que infelizmente se encontra parado no Alfeite por razões técnicas - precisa de reparações e manutenção que pelos vistos ainda não foi possível concretizar. 
Não há dinheiro para o CREOULA?

O CREOULA não vive possivelmente o seu melhor momento. Mais sorte aparenta o seu irmão de berço e desenho SANTA MARIA MANUELA, que depois de muitas incertezas e sofrimento, renasceu há anos e recuperou traça e dignidade, sendo em 2019 o único grande veleiro português operacional. Um belo navio o MANUELA.


O CREOULA e o SANTA MARIA MANUELA são gémeos, dois cisnes dos mares, mas para a fotografia ficar completa falta devolver vida e utilidade ao terceiro lugre da série, o ARGUS de 1939, por muitos anos o mais famoso dos três, e que aguarda na Gafanha da Nazaré ser reconstruído como o foi o MANUELA.
Tenho há muitos anos o sonho de ver e fotografar os três CREOULAS juntos no mar. Será que vou ficar o resto da vida a sonhar com cisnes impossíveis?
Fotografias originais de Luís Miguel Correia.Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia 

Saturday, July 13, 2019

Isto é cultura marítima...


Isto é Cultura Marítima: a versão em tapeçaria dos frescos de José de Almada Negreiros "Partida dos Emigrantes" cujos originais decoram o salão principal da Estação Marítima da Rocha, em Lisboa.
As tapeçarias foram manufacturadas em Portalegre no ano de 1979 e integram a colecção da Fundação Gulbenkian, onde as fotografei recentemente.
Partida de Emigrantes em Lisboa, teriam como destino provável o Brasil, e embarcavam em navio estrangeiro, pois só durante períodos curtos (CNN de 1929 a 1933 e CCN de 1939 a 1961) houve paquetes portugueses em carreiras regulares para a América do Sul nos tempos modernos.
Triste sina a nossa, dos tantos portugueses que não tiveram nem têm alternativa se não emigrarem.
Mal traduzida a Gare Marítima da Rocha na placa junto às tapeçarias: ficava melhor Rocha Passenger Ship Terminal.
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Os livros LMC - RMS QUEEN ELIZABETH of 1969

A observação dos navios, quando das minhas mais remotas viagens marítimas ou em deambulações portuárias, foi desde cedo apoiada e complementada por livros, e pela vontade de um dia, quando fosse grande, fazer os meus próprios livros. 
O primeiro surgiu em 1988 e espero continuar a fazer muitos mais, com a necessária adaptação à realidade actual do mercado livreiro, nada favorável a autores e editores vocacionados para temas especializados.
O paquete inglês QUEEN ELIZABETH 2 teve um papel especial na minha vida. Ainda miúdo, acompanhei a construção e não perdi a primeira escala no Tejo, em Abril de 1969, nem as muitas outras que se seguiram até 2008. Tive oportunidade de viajar a bordo mais de uma vez  e de fazer um livro que se pode dizer ser o meu «best seller», com duas edições. 
Um livro feito em parceria com o meu Amigo Bill Miller, produzido e editado em Lisboa e entretanto cm exemplares espalhados por todo o mundo. Terceiro título da colecção LINER BOOKS. Os textos são em inglês, mas muito acessíveis, e as fotografias falam por sí. Informações mais detalhada e sobre como adquirir exemplares aqui.
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Draga GARRANO


Quando comecei a fotografar navios, na década de 1970, dedicava a minha atenção em especial a navios de passageiros, de todas as nacionalidades, e a todos os tipos de navios portugueses. Por diversas razões, nomeadamente as limitações do orçamento de um miúdo (comecei a fotografar com 13 anos e a minha fonte de financiamento era o dinheiro do autocarro poupado indo a pé para a escola), era muito selectivo quanto ao que fotografava.
Comecei logo a fotografar rebocadores e cacilheiros, depois fui sendo mais abrangente e nos últimos anos fotografo tudo o que apanho, desde que me agrade o que vejo, sempre no que toca a navios e embarcações.
A GARRANO é uma draga portuguesa que volta e meia fotografo. Estas imagens fazem parte de uma série que fiz na Figueira da Foz em Maio de 2017. A GARRANO afadigava-se a dragar a área adjacente ao estaleiro da Atlantic Eagle (antigos Estaleiros Navais da Figueira da Foz) em dia de lançamento à água.
Sempre apreciei a GARRANO, com as suas linhas claramente britânicas e cores vivas mas bonitas. Trata-se de uma preciosidade, construída em 1961 (lançada à água a 5 de Abril de 1961) num estaleiro famoso precisamente por construir dragas (Estaleiro Harris P. K. Appledore).
Chamou-se de início CALATRIA (1961-1982) e pertencia à British Transport Commission, estando registada em Grangemouth. Em 1982 foi vendida para a Escócia e registada em Glasgow com o nome ELDERSLIE (1982-1994), chamou-se ainda BENNY HILL (1994-1997) antes de ser adquirida pela empresa portuguesa João Conde e Filhos, de Vila Franca de Xira, cuja actividade principal era então a extracção de areias no Tejo. Passou a ser o GARRAIO nos 12 anos seguintes.
O nome actual - GARRANO - foi atribuído em 2009 e a empresa proprietária é a sucessora da João Conde, a firma SUBMARIT - Empreitadas e Trabalhos Marítimos, Lda., de Alverca do Ribatejo.
A propósito do berço famoso da GARRANO ex-CALATRIA, o estaleiro construtor passou a chamar-se Appledore Shipbuilders em 1963 e acabou de fechar as portas a 15 de Março de 2019, depois de ter construído parte dos componentes para os porta-aviões QUEEN ELIZABETH e PRINCE OF WALES. A Inglaterra a imitar Portugal na desmaritimização. Página oficial da draga GARRANO aqui.
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Friday, July 12, 2019

Arrastão costeiro CIDADE DE ALBUFEIRA


Arrastão costeiro português CIDADE DE ALBUFEIRA, fotografado atracado ao porto de pesca da Figueira da Foz, a 26 de Maio de 2017. Construído em Espanha em 2001 (Astilleros Parrila, em Muros de Nalon), tem 225 GT e pertence à empresa Lago do Louro, do Porto, estando registado em Leixões. Fotografia de Luís Miguel Correia.

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Thursday, July 11, 2019

Paquete FUNCHAL aguarda decisão novamente


Apesar do leilão de 5 de Dezembro ter resultado na venda do Paquete FUNCHAL ao grupo hoteleiro e imobiliário britânico SIGNATURE LIVING, de Liverpool, ao contrário das expectativas então criadas, o navio continua na Matinha no seu quinto ano de imobilização na sequência do encerramento da PORTUSCALE CRUISES de Rui Alegre.
Chegou a ser anunciado o projecto de renovação do FUNCHAL para cruzeiros Pop no Mediterrâneo, com nova decoração, mas aparentemente supostos investidores terão perdido o entusiasmo inicial, o que levou a dificuldades de pagamento dos €3.9 milhões de Euros, com ainda mais de 1 milhão por pagar, apesar de três acordos suplementares assinados com o administrador da falência, o último terminado a 8 de Julho. Caso a SIGNATURE LIVING não pague a parcela ainda em falta, no final desta semana o contrato deverá ser anulado e consideradas outras propostas de interessados na aquisição do FUNCHAL. Para já continua de fora a possibilidade de o navio ser vendido para sucata.

O Paquete FUNCHAL é um dos mais populares navios mercantes portugueses do século XX, tendo entrado ao serviço em 1961 e conhecido enorme sucesso, em especial no mercado de cruzeiros internacionais já no último quartel do século passado e pela mão sabedora e dedicada de George Potamianos, armador distinto e grande amigo de Portugal e do FUNCHAL. 
Os últimos anos não têm sorrido ao FUNCHAL: em 2010 imobilizou em Lisboa para ser modernizado, ainda sob a orientação de G. Potamianos, mas dificuldades conjunturais levaram à suspensão dos trabalhos em 2011. Com o falecimento do Armador, as empresas faliram em Novembro de 2012 e os navios ficaram sob alçada do banco Montepio, que promoveu a criação de uma nova empresa, em 2013, na sequência do que Rui Alegre forma a Portuscale em 2013 e promove a reactivação do FUNCHAL, que navegou com sucesso moderado, de Agosto de 2013 a Janeiro de 2015. O FUNCHAL aguarda desde essa altura um destino, que se quer digno... Pelos vistos, a história permanece com um capítulo em aberto. Da última vez que passei pela Matinha, reparei que, pelo sim, pelo não, o 112 estava junto ao navio, não vá ser preciso alguma coisa.
Mais imagens e palavras sobre o Paquete FUNCHAL aqui.

Although the auction held on 5 December in Lisbon resulted in the sale of the classic passenger and cruise ship FUNCHAL to the British hotel and real estate group SIGNATURE LIVING, contrary to the expectations then created, the vessel remains alongside the Matinha pier, in its fifth year of lay up pending sale following the closure of PORTUSCALE CRUISES by Rui Alegre. 
Soon after the deal with SIGNATURE LIVING, pop cruises were announced for the FUNCHAL in the Mediterranean, but apparently supposed investors lost their initial enthusiasm, which led to difficulties of payment of € 3.9 million Euros, with still more than 1 million waiting payment despite three additional agreements signed with the bankruptcy trustee, the latter being completed on 8 July. If SIGNATURE LIVING does not pay the amount still in default, by the end of this week the contract is being canceled and other proposals of interested parties in the acquisition of FUNCHAL considered. The possibility of the ship being sold for scrap is still out of the question.
The passenger ship FUNCHAL was one of the most popular Portuguese merchant ships of the twentieth century, having entered service in 1961 and obtaining enormous success, especially in the international cruise market in the last quarter of the last century and by the knowledgeable and dedicated hand of George Potamianos, shipowner and great friend of Portugal and the FUNCHAL.
The last years have not smiled at FUNCHAL however: in 2010 she was withdrawn and laid up in Lisbon to be modernized, still under the guidance of G. Potamianos, but short-term difficulties led to the suspension of works in 2011. With the death of the owner, the companies failed in November 2012 and the ships came under the umbrella of Montepio bank, which promoted the creation of a new company in 2013, following what Rui Alegre established Portuscale in 2013 and promoted the reactivation of FUNCHAL, which was moderately successful, in August 2013 to January 2015. Since then, FUNCHAL has been waiting for a whatever the future holds, in a time when classic ships can not fight the new generations of giant floating resorts. 
The story remains with an open chapter. The last time I passed by Matinha, I noticed that, for whatever reason, a team of 911 (its local equivalent 112) was in place nearby, just in case the old girl in waiting needs assistance. More on the FUNCHAL here

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Wednesday, July 10, 2019

Cartazes marítimos (P&O Lines)

Na década de 1960, quando se desenvolveu o meu fascínio pelos navios e as viagens marítimas, as principais agências de viagens de Lisboa apresentavam muitas vezes nas montras cartazes e modelos de navios de passageiros verdadeiramente sugestivos.
Junto ao Marquês de Pombal, quase na esquina da Sidónio Pais com a Fontes Pereira de Melo, havia a Agência Star, com uma montra fantástica dedicada à P&O - Orient Lines, com um modelo do ORIANA de 1960 e diversos cartazes divulgando as viagens de volta ao mundo dos paquetes brancos da poderosa P&O.
Este cartaz mostra o ARCADIA de 1954 em Fiji, uma das escalas exóticas das travessias do Pacífico, então feitas com frequência pelos navios da P&O e Orient Lines.
Hoje há mais e maiores navios de passageiros em navegação pelos mares, mas tanto os navios como as viagens mudaram muito, como não podia deixar de ser, não fosse afinal o mundo feito de mudanças.

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CANBERRA in Sydney

P&O Lines flagship CANBERRA (1961-1997) berthed in Sydney on her regular liner voyages from Southampton.
CANBERRA visited Lisbon for the first time in July 1964 and I was there, at the Rocha terminal to see her. She returned countless times until 1996...
I have a book dedicated to SS CANBERRA written with Bill Miller. Have you got your copy? See information on LMC books on the right...
Imagem clássica do terminal de passageiros no porto de Sydney, com o paquete CANBERRA atracado. O CANBERRA entrou ao serviço em 1961 e foi o maior navio de passageiros construído de raiz para a carreira da Austrália. Navegou de 1961 a 1997.
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Sunday, July 07, 2019

Recordando o JEANNE D'ARC em Lisboa

Três imagens do porta-helicópteros e navio-escola francês JEANNE D'ARC (R97) fotografado a largar de Lisboa a 19 de Maio de 2006.
Construído de 1959 a 1964, o JEANNE D'ARC serviu a Marinha francesa de 1964 a 2010, ano em que foi abatido. Foi desmantelado em França de Outubro de 2014 a Março de 2016. 
Ver a história do navio aqui. Ao longo dos anos tive oportunidade de fotografar este belo navio diversas vezes em Lisboa. Visitou o Tejo pela primeira vez em Abril de 1965, na sua primeira grande vagem de instrução. No decurso dos seus 45 anos de operação, o JEANNE D'ARC visitou 797 portos de 84 países. Esteve no Tejo pela última vez em 2009. Mais imagens minhas deste velo navio aqui.
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Saturday, July 06, 2019

Sonhar o Mar em Fotografia


Fotografia magnífica da colecção da Família Beken, da ilha de Cowes, Inglaterra. Imagem de fazer sonhar e viajar no tempo. 
A magia da vela, o desafio do mar, um ambiente de outra época a proporcionar uma viagem no tempo. 
Curiosa a presença de três embarcações semelhantes ao Dories dos nossos bacalhoeiros de pesca à linha.
Mais uma das fotografias utilizadas na decoração dos interiores do novo paquete da companhia Ponant, o LE BOGAINVILLE, onde estive recentemente.

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Rocha do Conde de Óbidos, Maio de 2006


Era assim em Maio de 2006 a paisagem junto à eclusa de entrada para a Doca de Alcântara, próxima da ponte giratória e da Estação Marítima da Rocha. 
Em primeiro plano, a lancha PIEDADE, com as cores da empresa de rebocadores SVITZER, uma lancha construída para fazer a ligação fluvial entre os estaleiros da Margueira e da Rocha nos tempos áureos da LISNAVE. No lado esquerdo, a Gare Marítima, que ainda lá está no mesmo local, embora tudo o resto esteja diferente e menos bonito: os edifícios dos anos 1950 da antiga Companhia Colonial foram demolidos, as gruas Mague do cais sul da Doca também desapareceram há muito e hoje já não se observam navios de comércio atracados a esse cais, como acontecia em 2006, com o FLORINDA da Portline, que então aguardava venda. 

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Friday, July 05, 2019

CORROIOS e EMPURRA

Manhãzinha de 19 de Maio de 2006 a fotografar o porto de Lisboa e os seus habitantes metálicos: na Rocha do Conde de Óbidos, pormenor dos rebocadores CORROIOS e EMPURRA, na altura com as cores iniciais da companhia Svitzer.
Estes rebocadores, ambos de construção portuguesa e destinados inicialmente à frota de rebocadores da Lisnave, foram pouco depois vendidos para Angola. O EMPURRA e os seus três irmãos PUXA, ZARRO e VIRA, foram construídos pela própria Lisnave no estaleiro da Rocha. O CORROIOS foi construído em São Jacinto, o primeiro de uma série de muito sucesso de que se construíram 18 rebocadores semelhantes, incluindo alguns para o estrangeiro.
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SAGA ROSE em Lisboa


Hoje foi um dia grande na história da Saga Cruises, com o baptismo e inauguração, em Dover, do primeiro paquete construído propositadamente para a companhia: o SPIRIT OF DISCOVERY, com capacidade para 999 passageiros com 50 ou mais anos de idade, como sempre acontece nos navios da SAGA. Tempo para recordar o primeiro navio da companhia, o SAGA ROSE, antigo SAGAFJORD de 1965, vendido para sucata já há anos. Uma fotografia minha, de 19 de Maio de 2006, em que se vislumbra o SAGA ROSE atracado à Estação Marítima da Rocha.
Uma fotografia irrepetível, o porto de Lisboa mudou muito desde 2006, a começar pelos navios que então atracavam aos cais do Tejo, muito diferentes dos actuais. O tempo não para, guarda-o a fotografia. Para os mais sensíveis à beleza dos navios de passageiros da SAGA CRUISES, há mais registos e palavras aqui no BNM: mais navios da SAGA.
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Navio oceanográfico MARIA S. MERIAN

Quase 50 anos a fotografar navios têm proporcionado muitos registos de imagens e momentos que, sem a fotografia, provavelmente estariam esquecidos. A magia da fotografia consiste no reviver desses muitos momentos. Neste caso uma manhã luminosa passada no Tejo, a 19 de Maio de 2006, em que me fartei de fotografar navios dos mais diversos tipos incluindo o MARIA S. MERIAN, que então era novo e visitava o Tejo pela primeira vez.
Fotografias tiradas de Belém ao amanhecer. O MERIAN é um dos melhores navios de investigação cientifica da Alemanha. Informações, características e história aqui.
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Thursday, July 04, 2019

Iate CREOLE de 1927


Há dias fotografei este navio absolutamente magnifico: o iate CREOLE, construído em 1927 nos famosos estaleiros Camper & Nicholsons e actualmente propriedade da Família Gucci. Trata-se do maior iate construído de madeira existente no mundo. Entre os seus antigos proprietários conta-se o armador grego Stavros Niarchos, que o vendeu em 1977 à marinha da Dinamarca. 

Dizer que o fotografei há dias é uma meia verdade. De facto esta fotografia foi feita originalmente pelos famosos fotógrafos de marinha Beken de Cowes, e faz parte da decoração do novo navio de cruzeiros de luxo francês LE BOUGAINVILLE, a bordo do qual fiz a fotografia à foto original. Não resisti a trazer esta beleza e a apreciar a última tendência na decoração de navios de cruzeiros de luxo, a bordo dos quais se recorre à fotografia cada vez mais.
Os mais interessados podem ler a história do navio neste interessante artigo publicado pela revista BOAT.
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Wednesday, July 03, 2019

COLONIAL formada há 97 anos


A antiga Companhia Colonial de Navegação (CCN) foi constituída no Lobito há exactamente 97 anos, a 3 de Julho de 1922. Iniciativa de diversas firmas coloniais que se debatiam com falta de transporte marítimo para poderem escoar os seus produtos, numa época em que as carreiras para África estavam entregues à Companhia Nacional de Navegação (CNN) em regime de monopólio. A Nacional passava por um período de crise grave e neste contexto Bernardino Corrêa, António Costa e Eduardo Guedes criaram a CCN, companhia que viria a tornar-se uma das mais importantes do País durante o século XX.
Para além das carreiras regulares para a África Ocidental e Oriental portuguesa, com navios de passageiros e de carga, a Colonial destacou-se também nos mercados internacionais com carreiras regulares para a América do Sul, América Central e Norte da Europa, cruzeiros turísticos e fretamentos militares. 
Ao longo de mais de 51 anos de actividade a Companhia Colonial operou uma frota de 116 unidades, com destaque para 70 navios e rebocadores e 46 unidades auxiliares, A actividade da CCN revelou-se de grande importância durante a Segunda Guerra Mundial, no abastecimento de bens essenciais ao País e no transporte de refugiados europeus para as Américas.
Tendo comemorado 50 anos de existência em Julho de 1972 com uma sessão solene a bordo do paquete INFANTE DOM HENRIQUE, a 4 de Fevereiro de 1974 terminava a existência da CCN, pois nessa data deu-se a fusão com a Empresa Insulana de Navegação (EIN) de que resultou a constituição, na mesma data, da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos.
Mais artigos e fotografias sobre a CCN publicadas no Blogue dos Navios e do Mar por Luís Miguel Correia podem ser consultadas aqui.
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Paquete PONTA DELGADA de 1961


Desenho do navio de passageiros português PONTA DELGADA, construído em Lisboa e entregue em Dezembro de 1961 à Empresa Insulana de Navegação que o utilizou nas ligações regulares entre as 9 ilhas dos Açores, por cujas águas navegou até Outubro de 1984, então com as cores da CTM, cuja frota integrou, de Fevereiro de 1974 até ser vendido em 1985 à COMTRAMAR do armador Rui Cóias.
Outras recordações acerca do PONTA DELGADA aqui no Blogue dos Navios e do Mar... e ainda aqui onde se pode testemunhar o seu fim triste depois de anos de abandono o Tejo.
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Tuesday, July 02, 2019

S. JORGE rumo à Trafaria


A carreira de Belém à Trafaria com passagem por Porto Brandão, assegurada habitualmente pela Transtejo com os ferries de passageiros e viaturas - os gémeos ALMADENSE e LISBONENSE -, tem vindo a ser operada com o barco de passageiros S. JORGE que permite viagens agradáveis mas sem poder levar carros, uma vez que os ferries grandes estão indisponíveis, têm passado mais tempo imobilizados com avarias e a aguardarem reparação, do que a fazerem as travessias para que foram concebidos.

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CUNARD WHITE STAR cruises


Cunard White Star Cruises' baggage tag depicting White Star's final ship GEORGIC and one of Cunard´s cruising sisters FRANCONIA or CARMANIA in the nineteen thirties, a time when cruising was the real salvation for a significant number of liners without regular work due to the great depression.

As beautiful as the ships themselves was the publicity material, now treasures for collector of passenger ship memorabilia.
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SINTRENSE em Cacilhas


Cacilheiro SINTRENSE visto de bordo da DOM FERNANDO a 22 de Junho de 2019. Um dos cinco sobreviventes das doze unidades da classe CACILHENSE, todos construídos em estaleiros portugueses (antigos estaleiros já desaparecidos) e entrados ao serviço entre 1982 e 1984. Das quatro unidades com o sufixo «ense» nos nomes, todos feitos em Alverca pela Argibay, resta o SINTRENSE e o SEIXALENSE. O CACILHENSE foi demolido em Aveiro há uns quantos anos e o PALMELENSE foi vendido mais recentemente e encontra-se imobilizado em Alverca.

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Lisboa vista da DOM FERNANDO


O Tejo e a cidade de Lisboa visto de bordo da fragata DOM FERNANDO SEGUNDO E GLÓRIA ao final da tarde de 22 de Junho de 2019. O casario a destacar-se com a iluminação de verão, o castelo escondido pelo arvoredo adjacente e o porto deserto de navegações a testemunhar o afastamento do Mar das gentes de agora.

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Fragata Dom Fernando

Imagens da fragata DOM FERNANDO II E GLÓRIA fotografada em Cacilhas onde está aberta ao público na qualidade de navio-museu. Fotografias feitas a bordo do navio a 22 de Junho de 2019. Informações no sítio da Comissão Cultural da Marinha. A DOM FERNANDO repousa numa das docas secas do antigo estaleiro Parry & Son, em Cacilhas.






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