Tuesday, July 14, 2009

AUSONIA in Lisbon



If built today she would have been designed as a cruise ferry: the beautiful passenger steamship AUSONIA introduced by Adriatica in 1957 in their Venice to Alexandria express liner service was something like the Italian Mediterranean flagship.
She survived all other mighty post-war Italian liners in active service and in later years has been owned by Louis Cruises of Cyprus.
For details on her main data and history look into here...
Photos of the AUSONIA in Lisbon under charter to First Choice in 1999.
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Mário Soares na SAGRES / RICKMER RICKMERS


Placa exposta na barca RICKMER RICKMERS alusiva à visita ao navio do Presidente Mário Soares. (Fazer click sobre a foto para ampliação da imagem).
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Antiga SAGRES em Hamburgo







Foi durante cerca de 35 anos o Navio-escola SAGRES da Marinha Portuguesa, substituído em 1962 pelo actual veleiro do mesmo nome. Está preservado em Hamburgo com o nome original: RICKMER RICKMERS, constituindo uma das principais atrações marítimas do porto de Hamburgo e um testemunho das tradições marítimas portuguesas que souberam dar utilização ao navio muito para além do que seria de esperar de uma barca mercante de três mastros. Aqui ficam algumas fotografias feitas em Hamburgo em Setembro de 2008.
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Cargueiros clássicos









A há uns tantos anos atrás, os cargueiros eram uma espécie de armazéns flutuantes cheios de porões, cobertas e uma parafernália completa de aparelhos de carga. Hoje o chamado navio de carga geral está em vias de desaparecer, mas há uns meses tive oportunidade de fotografar uns tantos pormenores do cargueiro argelino IBN SINA II e registar os elementos arquitectónicos mais interessantes...
Aqui ficam umas imagens.
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Monday, July 13, 2009

FUNCHAL e VERA CRUZ


O dia 1 de Maio de 2008 foi movimentado no Tejo devido à muita navegação, incluindo diversos navios de cruzeiros.
Uma das centenas de imagens então registadas mostra o FUNCHAL em manobra de atracação na Ponta da Rocha, cruzando-se com a Caravela VERA CRUZ.
Quem nos diz o que estes dois navios têm em comum?
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Paquete UIGE de 1954

O navio de passageiros e carga UIGE integrou a frota da Companhia Colonial de Navegação em 1954 e foi concebido para o transporte de passageiros em classe turística e carga entre Portugal e Angola.
Era o paquete mais utilitário de entre os 6 que constituiram a frota final da CCN e acabou os seus dias imobilizado no Mar da Palha, em Lisboa a partir de 1986, sendo demolido em Alhos Vedros em 1989.
Foi um dos navios mais utilizados no transporte de tropas para o Ultramar entre 1961 e 1975 e segundo a minha Avó, era um navio muito simpático...
Ficha técnica e biografia deste paquete disponível no DICIONÁRIO DE NAVIOS PORTUGUESES. Na época o nome deste paquete foi uma homenagem à região do UIGE no Norte de Angola, onde o armador Bernardino Correia tinha fazendas. O insigne explorador e aventureiro ALEX voltou recentemente a terras do Uíge. Ver crónicas aqui.
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A "MARINHA" da GNR


Quem teima em dizer que não somos um País de Marinheiros, engana-se redondamente. Somos terra de Marinheiros e Marinhas: Marinha de Guerra, Marinha de Pesca, Marinha de Comércio, Marinha do Tejo e... MARINHA DA GNR.
Na imagem, tirada a 12 de Junho de 2009, a lancha AZÓIA (LVI 14) entra na Doca de Alcântara no cumprimento de uma missão não especificada. Trata-se de uma unidade da Brigada Fiscal. Assim percebo para onde vai tanto dinheiro de impostos.
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Elementos marítimos


Com a desmaritimização que tem vindo a descaracterizar Lisboa nas últimas décadas, desapareceram muitos elementos arquitectónicos ligados às diversas funcionalidades dos navios e do porto. Ainda subsistem alguns desses elementos patentes nesta fotografia da cábrea MESTRE JANOTA. Fotografia tirada em Santa Apolónia no passado dia 10 de Junho de 2009.
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Sunday, July 12, 2009

CANBERRA leaving Lisbon


P&O CANBERRA of 1961 departing from Lisbon on 28 September 1996. The final masterpiece from the famous Harland & Wolff Belfast shipyards, she was a trend setter for most of her long career as a passenger liner and cruise ship with a spell in the South Atlantic as a troopship in 1982. By 1996 she is near the end of her long life for a P&O ship and only one more year of cruise service is left before her final voyage East to the breakers in Pakistan. In 1996 her profile was outdated, but at the time I could not notice it. She was always one of my favorite ships of the 1960s.
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GRANDE GAVIÃO DO TEJO

Grande GAVIÃO DOS MARES e especialmente deste nosso TEJO, em plena navegação a emprestar a sua graça à cidade esquecida do rio, das suas embarcações de tradição e marinheiros que com muito esforço perpetuam séculos de sabedoria e arte fluvial.
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GALÉS DO TEJO


Que belo é o rio Tejo ao fim de tarde com as embarcações dos clubes de remo na água a deslizarem da Junqueira a Belém...
Lisboa tem um dos mais fantásticos estuários da Europa, como muitos remadores alfacinhas sabem tão bem.
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PAISAGEM DE PORTO


Ponte cais de Ílhavo com uma embarcação local adormecida sob a protecção de um velho arrastão que já ninguém quer... Um porto fascinante repleto de histórias para descobrir e contar...
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PAISAGEM DE PORTO


Os encantos da paisagem industrial consentida de Lisboa: a luz magnífica de fim de tarde, a ponte do Dr. Salazar, feita sem derrapagens de orçamento e acabada um ano antes do prazo, o cais da Rocha com os pórticos da Liscont a desafiar o velho guindaste Mague mesmo ao lado do navio oceanográfico russo imobilizado há meses no Tejo. Com os cumprimentos da crise global e a inspiração da ignoranciazinha dos alfacinhas invisuais, pois cego é quem não quer ver...
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Tudo é feito de mudanças...

O mundo é feito de mudanças ganhando-se sempre novas qualidades por entre a voragem dos dias que passam e as modas politiqueiramente correctas de agora. Um velho guindaste com os seus dias contados e o fumo de um navio por cenário. Fumo de um navio, essa criatura que poderia classificar de "o melhor amigo do homem depois do cão". A memória portuária dos tempos da Ode Marítima em vias de extinção. Faltam as novas qualidades que tardam em reabilitar os navios e o mar entre nós...
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Friday, July 10, 2009

Os novos "barcos do Barreiro"



A nova frota de "Barcos do Barreiro" que em 2004 substituiu os tradicionais navios de passageiros da CP não tem a beleza do ALENTEJO ou os nervos do TUNES, mas proporciona uma ligação rápida e confortável entre o Terreiro do Paço e o Barreiro.
As imagens apresentam o DAMIÃO DE GOIS, a navegar no dia 9 de Julho de 2009. Trata-se de um dos catamarans construídos em Singapura segundo projecto holandês.
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Revisiting the CAP SAN DIEGO







One of the many shipping attractions in the port of Hamburg, the cargo liner CAP SAN DIEGO is preserved as a museum ship certified for trading. There are not too many like her left... Photos taken in Hamburg on 27 September 2008.
If you are unable to visit this magnificent ship, go to her site here.
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DUTCH EMERALD in the Tagus


The chemical tanker DUTCH EMERALD berthed at Porto Brandão, a tanker port in the South bank of the river Tagus in front of Lisbon.
Photo taken on 8 June 2009. Built in 2000, this ship is operated by ESSBERGER TANKERS / Broere Shipping. Details here.
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CASSIOPEIA no Tejo



Lancha CASSIOPEIA (P1153) fotografada no Tejo a 8 de Julho de 2009, em missão de escolta aos navios visitantes da Armada da India. Desde há algum tempo, os navios de guerra estrangeiros de visita a Lisboa são recebidos fora da barra do Tejo normalmente por uma lancha rápida da Marinha, muitas vezes complementada com uma lancha da Polícia Marítima.
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BARCO À VISTA


Chama-se BARCO À VISTA e é um novo espaço informativo de referência especializado na Marinha de Guerra Portuguesa e navios respectivos. Vale a pena visitar regularmente. Aqui...
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Wednesday, July 08, 2009

Bacalhoeiro FRANÇA MORTE

O bacalhoeiro FRANÇA MORTE, o mais moderno da actualmente reduzida frota portuguesa, está novamente em Lisboa, numa curta arribada para bancas. O navio da Sociedade de Pesca Miradouro entrou no Tejo cerca das 13h00 de 7 de Julho e larga hoje para o mar, após abastecer os seus tanques de combustível, fornecido pelo navio-tanque sueco ONYX, que esta manhã estava atracado de braço dado ao FRANÇA MORTE. Imagens tiradas na manhã de 8 de Julho de 2009. Que saudades da frota bacalhoeira portuguesa, do cais do Ginjal vivo, dos navios fundeados na Junqueira. Obrigado pelas memórias, n/m FRANÇA MORTE, volta muitas vezes...

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Força naval da India no Tejo



Uma força naval da Marinha da União Indiana, composta pelo contratorpedeiro DELHI (D61) e pela fragata BEAS (F37) entrou esta manhã dia 8 de Julho no Tejo para uma visita de rotina a Lisboa. Os navios estão atracados na Estação Marítima de Santa Apolónia e largam no dia 11 para o Pireu. O porto de procedência foi Brest, tratando-se obviamente de um cruzeiro de instrução.
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INS DELHI em pormenor




Aspectos do navio indiano D61 INS DELHI fotografado à entrada em Lisboa na manhã de 8 de Julho de 2009.Algumas informações e imagens oficiais aqui.
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Fragata F37 INS BEAS em detalhe





Imagens de pormenor da Fragata da União Indiana F37 INS BEAS entrando no Tejo na manhã de 8 de Julho de 2009. Mais imagens e alguma informação sobre os navios da classe a que a BEAS pertence aqui. Curiosamente notam-se alguns elementos de arquitectura naval semelhantes aos navios da antiga classe LEANDER, da Royal Navy.
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SILVER WIND



The cruise ship SILVER WIND leaving Lisbon early in the morning of 7 July after an overnight (actually two-night) call.
Silversea Cruises have replaced their original logo in the funnel by their own name. Better in the funnel than in the hull but I do prefer the logo...
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CIDADE DE SETÚBAL


Traineira CIDADE DE SETÚBAL entrando em Lisboa ao amanhecer de 7 de Julho de 2009. Mesmo sem Doca Pesca oficial, o raio dos pescadores teimam em vir cá homenagear o Cte. Henrique Tenreiro. Que desfaçatez...
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Tuesday, July 07, 2009

MSC SPLENDIDA in Lisbon


The new MSC Cruises cruise ship MSC SPLENDIDA arrived in Lisbon on 7 July 2009 on her maiden call. Just delivered in St. Nazaire on 4 July, the MSC SPLENDIDA is doing her shake down cruise from the builder's yard to Barcelona where the christening ceremony takes place next Sunday.
MSC SPLENDIDA is the second sister of the MSC FANTASIA and the 10th passenger ship in MSC Cruises fleet.
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Monday, July 06, 2009

LADY NA HORTA


Navio de passageiros inglês LADY OF MANN fotografado em manobra de largada do porto da Horta em Julho de 2001, quando operou no serviço inter-ilhas afretado pela empresa AÇORLINE.
O serviço de passageiros inter-ilhas continua a ser operado por navios estrangeiros afretados apesar de em Aveiro e Viana do Castelo se encontrarem imobilizados os navios ILHA AZUL e ATLÂNTIDA, este último novo e construído de raiz para servir os Açores.
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PAQUETES BRASILEIROS

Os memoráveis Itas - Cia. Costeira
Texto atualizado em 30 de Junho de 2009 - 18h28

por Laire José Giraud * Mais um belo artigo do nosso Amigo Laire, a quem saudamos com amizade e consideração. LMC

Recentemente recebi um e-mail de um leitor de nome José Rocha Cavalcanti, no qual solicitava uma imagem de um navio da Cia. Nacional de Navegação Costeira, mais precisamente, o Itatiba. Eu disse a ele que infelizmente não tinha especificamente o navio solicitado, mas que enviaria um artigo que mostrava algumas dessas maravilhas, que foram os Itas, que muito contribuíram para o desenvolvimento do Brasil, no passado distante, onde era tudo difícil, e faltava de tudo, desde estradas, conhecimentos tecnológicos, e tudo mais que temos hoje em dia.

Assim, o único meio de transporte existente na ligação de Norte a Sul do Brasil era o navio. Navios de cargas e passageiros de outras companhias concorrentes participavam ativamente do que foi um grande e concorrido tráfego marítimo. As principais eram o Lloyde Brasileiro e o Lloyd Nacional, seguidas de outras menores mas eficientes como as valorosas Pereira Carneiro e Carl Hoepcke

Na verdade este artigo é uma reprise, mas acho válido aqui lembrar algumas coisas dos Itas, conforme o texto abaixo.

Quanto tinha aproximadamente 5 anos, no início da Década de 1950, duas músicas eram muito tocadas nas rádios.

Uma era Asa Branca, do grande Luiz Gonzaga, e a outra tinha a seguinte letra:

“Peguei um Ita no Norte e vim pro Rio morar
Adeus, meu pai, minha mãe
Adeus, Belém do Pará”.


O navio Itapuhy, da Companhia nacional de Navegação Costeira
(em imagem dos Anos 30 do acervo particular do comandante Carlos
Eugenio Dufriche, um dos Itas pequenos), deu origem ao presente artigo.

Na minha curiosidade de criança, queria saber o que era um Ita, a palavra mencionada na antiga canção de Dorival Caymmi.

Até que me dirigi a Dona Aura Maria, a minha mãe, e perguntei o que era um Ita. Ela, com um sorriso, respondeu que era um navio que ia para o Norte, e me dei por satisfeito.

Posteriormente, na casa do meu tio por afinidade, Gerson da Costa Fonseca, ouvi-o dizer a um parente que ia para o Rio de Janeiro a bordo do Itanagé na companhia da esposa Arlete.


Cartão-postal promocional da época do lançamento dos novos navios

da companhia Costeira, na linha Porto Alegre-Pará, em 1928. Esses

navios inspiraram a canção Peguei Um Ita No Norte. (Imagem do livro Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças, d

e João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo, lançado em 2006)

Achei o nome do navio muito estranho. Para complicar ainda mais, esse parente disse que já havia vindo do Nordeste num outro Ita, o Itangé, e que era um navio bom de se viajar.

Foi a partir daquele momento que entendi que Ita era o nome de uma série de navios de passageiros, todos contendo o prefixo Ita e pertenciam à Companhia Nacional de Navegação Costeira, mais conhecida simplesmente por Costeira.

Confesso que nunca vi na minha vida um Ita, embora fossem navios muito famosos na navegação de cabotagem, do final do Século 19 até o início dos Anos 50.

A famosa nadadora brasileira

Maria Lenck foi para os Jogos

Olímpicos de Los Angeles em

1934 a bordo do Itapagé.

Vale lembrar que o nome de

Maria Lenck batiza o complexo

aquático onde foram realizadas

as provas de natação nos

Jogos Pan Americanos do Rio

2007. Foto: A Tribuna de Santos

A lembrança da Costeira e, por extensão, dos Itas se deve ao fato de recentemente ter recebido por e-mail uma belíssima imagem do amigo virtual Kelso Médici, do navio Itapuhy, pertencente ao acervo portuário do comandante Carlos Eugênio Dufriche, residente no Rio de Janeiro, já lembrado algumas vezes nesta coluna.

A imagem me deixou extasiado, pela raridade e originalidade, a ponto de mudar radicalmente o texto da matéria que estava a elaborar, me desviando para fazer este artigo.

No decorrer da minha vida - atingi a marca dos 60 - conheci muitas pessoas que já haviam viajado nos Itas, mas a minha curiosidade na juventude era direcionada para outras áreas e não para os navios.

O que foi uma pena, pois esse texto poderia estar recheado de mais informações da época em que os navios eram o principal meio de transporte entre o Norte e o Sul do País.

Ainda bem que existem acervos, que nos permitem trazer coisas e acontecimentos do passado para o presente.

Muitos fatos podem ser lembrados dos Itas, como o nascimento do ex-presidente da República, Itamar Franco a bordo de um desses navios, o transporte da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos em Los Angeles a bordo do Itapagé em 1934 - uma das participantes foi a famosa nadadora Maria Lenck, falecida recentemente e que, em homenagem, se deu o nome dela ao complexo aquático onde foram realizadas as provas de natação dos Jogos Pan-Americanos deste ano de 2007, no Rio de Janeiro.

Uma outra curiosidade é que até 1920 os comandantes dos Itas eram de origem britânica, que comandavam navios impecáveis, todos com escalas rigorosamente cumpridas.

Em 1956, o Carl Hoepcke, navio muito conhecido na época, sofreu grande incêndio, na altura do litoral de Itanhaém, na costa do Estado de São Paulo, e os seus passageiros e tripulantes foram salvos pelo Itaquiatiá.

Vapor Itaúba, da Companhia Nacional de Navegação Costeira,

atracado no Cais do Armazém 6 da antiga Companhia Docas de

Santos, nos Anos 20. (Acervo Laire José Giraud)

Durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente no dia 26 de setembro de 1943, o Itapagé, de 119 metros de comprimento, foi torpedeado pelo submarino alemão U-161, quando navegava na costa do Estado de Alagoas, indo ao fundo do mar em quatro minutos - dos seus 106 passageiros e tripulantes, 27 pereceram.

O meu pai, Laire Giraud, falecido em 1987, fez diversas viagens nos Itas entre os anos de 1935 e 1940, quando então cursava a Faculdade de Medicina, na antiga Capital Federal.

O motivo da preferência dele pela viagens marítimas era por ser mais fácil chegar ao Rio de Janeiro do que viajando por trem, pois havia necessidade de fazer baldeação em São Paulo para pegar uma outra composição férrea para a Capital Federal.


Cartão-postal do Ita pequeno Itajubá, que trouxe muitos migrantes

do Norte e Nordeste do Brasil para os estados de São Paulo e Rio de

Janeiro. (Imagem do livro Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais

e Álbuns de Lembranças, de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo,

lançado em 2006)

Já o prático Gerson da Costa Fonseca (hoje com 91 anos) lembra que o primeiro navio que manobrou na sua profissão foi o Itaquatiá, cuja atracação ocorreu em 1941, no cais do antigo Armazém 03 da Companhia Docas de Santos. Hoje a área pertence à estatal Codesp e fará parte do Complexo Marina do Porto de Santos, após cedido para a Prefeitura local pela empresa federal.

Já o falecido Arthur Cavalotte, que foi presidente do Grupo Deicmar, recordava, nas suas conversas sobre o tema, que os navios da Costeira costumavam atracar entre os Armazéns 3 e 5 e era comum ver, estivadas no convés, melancias trazidas do Sul do País para os mercados paulista e carioca. E que era uma bela visão ver aquele amontoado da deliciosa fruta.

Por outro lado, Jaime Caldas conta que os tripulantes dos Itas costumavam trazer papagaios do Norte para aqui serem vendidos. Os pássaros ficavam expostos na popa (ré) junto com passarinhos de várias raças.

Havia três tipos de Itas, os pequenos com 60 metros, os médios com 90 metros e os grandes com aproximadamente 120 metros de comprimento.

Carlos Alberto Piffer tem outra recordação da armadora. “Lembro-me da minha primeira viagem, com os meus pais, para São Sebastião, por volta de 1939. Partimos de Santos, no fim da tarde, a bordo do Itassucé. O jantar consistia de peru assado - um luxo para a época – e a mesa, os talheres e demais objetos eram impecáveis. A chegada a São Sebastião foi por volta da meia-noite. Mas uma das coisas mais marcantes da Costeira era o belo emblema em bronze na chaminé, uma cruz-de-malta, que chamava muita atenção sobre a pintura da chaminé, que era de um belíssimo preto fosco”.

Eis alguns Itas que deixaram os nomes gravados pelos portos por onde passaram: Itaité, Itaimbé, Itapagé (construídos na França), Itapé, Itaquicé e Itanagé, construídos na Escócia.

Entre os Itas pequenos ou médios faziam parte o Itaberá, Itagiba, Itapuhy, Itapura, Itaquara, Itassucê, Itatinga, Itaquatiá, Itaipu, Itaguassu, Itajubá, Itapema, Itapuca e Itaúba.

Anúncio da Costeira publicado no jornal A Tribuna em 28 de abril de

1938, indicando as saídas e destino de alguns navios da frota. Um

detalhe: o escritório da companhia ficava na Praça Barão do Rio Branco,

80, no Centro de Santos.

Vale lembrar que a companhia Costeira foi fundada em 1882 pelos descendentes de um armador português, que emigraram para o Brasil, e o nome inicial da empresa era Lage & Irmãos.

O dirigente dessa companhia que mais se destacou foi Henrique Lage, nascido em 14 de março de 1881 e falecido em 1941 em plena atividade, como chefe de várias empresas do Grupo Lage.

No livro Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças, de autoria de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo, os autores contam que, na Década de 1970, a maior parte da frota da Costeira aguardava demolição, abandonada em um cemitério de navios, na Baía de Guanabara.

Ali jaziam, lado a lado, como sucata enferrujada, muitos dos navios que tinham sido orgulho da marinha mercante nacional. Destino em glória, mas iniludível dos Itas, Aras e outras embarcações já muito esquecidas, amontoadas como ferro-velho e despedaçadas por serras e maçaricos. Naqueles cascos vazios encalhados no último porto, somente ressoavam os ecos da história, conforme registrou Jorge Audi, na reportagem: “Onde Morrem os Itas”, publicada na revista O Cruzeiro, em 5 de maio de 1971, gentilmente apresentada pelo colaborador da obra Sérgio Montineri.

Em 1966, os navios da Costeira, por motivos econômicos, foram incorporados à frota do Lloyd Brasileiro, onde navegaram com o famoso emblema da Costeira por alguns anos, até que fossem substituídos pelo da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro.

Fonte: Transatlânticos em Santos – 1901/2001, A Tribuna de Santos e Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças.


* Laire José Giraud é despachante aduaneiro, colecionador de cartões-postais da Cidade e de transatlânticos antigos. Colaborador da Revista de Marinha de Portugal. Publicou cinco livros, como autor e co-autor, sobre temas da Santos antiga.

Saturday, July 04, 2009

FAROL REGRESSA A CACILHAS


O histórico Farol de Cacilhas está de regresso ao seu local primitivo depois de durante algumas décadas ter servido na Serreta, Ilha Terceira, Açores. Parabéns pela iniciativa de valorização e recuperação do património cultural fluvial...
Não há nada como período de eleições para o Poder Local se desmanchar em mimos ao Povo, eheheheh. Uma variante do habitual comer e calar apesar de já não mandar Salazar.
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LÁ SE VAI O TRAVESSÃO


Lá se vai o Travessão do Cais de Santos recentemente libertado pela APL na sequência da construção da ciclóvia ribeirinha Cais do Sodré - Belém. Contradição perigosa essa de vender copos à beira rio a ciclistas.
Tem muita força o loby promotor da bebedeira desenfreado que caracteriza a nossa juventude nas noitadas de Lisboa, com fedelhos e miudinhas a caírem de bebados nas ruas do Bairro Alto, Santos e Baixa madrugadas dentro. Ninguém põe o dedo nessa ferida, apesar de o alcoolismo ser a mais grave situação de dependência química registada em Portugal, muito mais alargada que as drogas ilegais e ainda por cima tolerada socialmente.
Não havia outro local para os "Ks" montarem o seu barraco de Verão? Não se tem em consideração o impacto visual desta edificação?
Era preferível mais um terminal de contentores.
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Thursday, July 02, 2009

COLOMBIE in colour



After WW2 COLOMBIE was refitted in Holland emerging with a more balanced and elegant profile and a single rounded funnel. That is how I remember her.
Both photos from post cards in my collection.
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Launch of S.S. COLOMBIE

Launching of the "Paquebot COLOMBIE" in July 1931 at Dunkirk. Post card issued by her builders, Atelier et Chantier de France. She was yard nº 144 and was delivered to French Line in September 1931.
Now one slight problem: the day she was launched differs according to different authors: Ludovic Trihan states launching on 7 July (in La Compagnie Génèrale Transatlantique - Histoire de la flotte, page 184) while Arnold Kludas puts the launching date on 18 July 1931 (Great Passenger Ships of the World Volume 3, page 190). In the book Histoire de la Compagnie Générale Transatlantique published in 1955 for the centennial of French Line, the launching date of COLOMBIE is given on 18 July 1931, so this must be the right date.
On the second image COLOMBIE is seen dressed overall probably cruising in the 1930s, which she did extensively.
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Wednesday, July 01, 2009

The COLOMBIE of 1931


When I think of the many forgotten passenger liners of the past, one of my favorites is the French Line's COLOMBIE (1931-1964). Of all the liners, the tropical ones have a special allure and I wish I could have done a round voyage from Le Havre to Martinique on the COLOMBIE. I had no such luck, but I can not blame it as I was able to see this ship several times in the early 1960, still in French Line colours and later as Typaldos ATLANTICA.
She was a very elegant small liner, and sometimes I can still see her alive alongside the pier of Funchal, Madeira island, the fantastic red funnel and her unique rounded lines...
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Imagens do BARRACUDA




Cada vez que vejo o BARRACUDA lembro-me do poema de Pessoa acerca de "O Tejo ser o rio mais belo da minha aldeia...", pois para mim, desde que é exemplar activo único, o BARRACUDA é sem dúvida o mais belo submarino da minha aldeia. Um belo navio com uma guarnição valorosa.
Aqui ficam algumas imagens menos habituais do nosso NRP BARRACUDA que Sexta-feira participa numa demonstração naval em honra do Sr. Presidente da República ao largo de Sesimbra...
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Como descobri os Submarinos

Em 1970 fiz a minha primeira viagem marítima independente, isto é, sem familiares ou outros acompanhantes, a bordo do N/M MADEIRENSE: uma travessia de Lisboa até ao Funchal, onde passei os meses de Verão a ver navios e a apreciar os encantos da Madeira Velha.
Tinha 13 anos e já sonhava com o Mar e os Navios tal como hoje ainda acontece. Ao passear pelo Funchal, descobri na montra da Casa Figueira, na Rua dos Ferreiros o livro OS SUBMARINOS NA MARINHA PORTUGUESA, de Maurício de Oliveira, acabado de publicar em edição da antiga Editora Marítimo-Colonial. Custava 10 Escudos e comprei de imediato. Julgo que foi o primeiro livro de marinha que comprei.
Comecei a lê-lo na rua e recordo que devorei os textos, as imagens e a informação.
O livro contava a história da arma submarina na nossa Marinha desde os primórdios até 1970, então com a 4ª Esquadrilha de Submarinos acabada de construir e composta por quatro modernos DAPHNÉS: ALBACORA, BARRACUDA, CACHALOTE e DELFIM.

Este livro deu-me a conhecer a seguir o JORNAL DA MARINHA MERCANTE e a REVISTA DE MARINHA, mal sabia eu nas coisas em que anos depois me iria meter.
Passaram uns anos, cresci um pouco mantendo a virose dos navios e em 1980 fui parar à REVISTA DE MARINHA, então integrada na Empresa do Jornal do Comércio e dirigida por Gabriel Lobo Fialho. Acabei por estar ligado à RM até Junho de 1995 e nesse enquadramento, em 1988 a empresa então constituída por mim e pelo Director da revista, a ENN - Editora Náutica Nacional, reeditou o livro dos Submarinos de Maurício de Oliveira. Para a reprodução do livro original foi utilizado o meu exemplar da primeira edição e a capa incluiu uma fotografia minha do BARRACUDA.
Tenho seguido sempre a carreira dos nossos submarinos, incluindo o CACHALOTE que foi vendido ao Paquistão e abatido recentemente, e espero agora vir a conhecer e apreciar os novos que aí vêm, lamentando apenas serem só duas unidades...
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NRP ARPÃO em Kiel 15 e 16-06-2009




Texto de e imagens de /Text by L. M. Correia and images copyright Arne Luetkenhorst. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

DISCRIÇÃO NAVAL



Decorreu de forma discretíssima a cerimónia de baptismo e lançamento à água do segundo dos novos submarinos portugueses, o ARPÃO.
Apresentamos imagens do navio atracado ao estaleiro em Kiel a 16 de Junho cedidas pelo meu Amigo Arne.
A MARINHA publicou um pequeno comunicado quase lacónico que pode ser lido aqui.
Foi Madrinha Dª. Maria Barroso, mulher do dirigente histórico do Partido Socialista e ex-Presidente da Republica Dr. Mário Soares, podendo ler-se aqui uma pequena ironia, pois o navio devia ter era um Padrinho que deveria ser o antigo Ministro Paulo Portas, que desbloqueou o processo de encomenda dos 2 + 1 submarinos, tendo o Governo actual deixado cair a opção pela terceira unidade.
Para o PS e o Governo provavelmente NRP SAPO seria um nome mais adequado, pois sabe-se que esta força política gosta de navegar em águas "politicamente correctas" e não prima pela defesa da imagem dos nossos militares nem se esforça muito por melhorar os respectivos equipamentos, desenvolvendo uma falsa política face ao Mar.
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Submarino NRP ARPÃO


Berlim, 17 Jul (Lusa) - O ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, assistiu na quinta-feira 18 de Junho de 2009, em Kiel, Alemanha, ao baptismo e lançamento à água do submarino "Arpão", encomendado por Portugal em 2004, disse hoje à Lusa uma fonte diplomática.
O "Arpão" é um dos dois novos submarinos do tipo U-209/PN encomendados pela Marinha Portuguesa ao German Submarine Consortium, empresa do grupo Thyssen Krupp. No total, os dois submarinos, considerados dos mais modernos do mundo, custarão mil milhões de euros. A compra integra-se no programa de renovação da frota da Armada, que deverá estar concluída em 2012.
O outro submarino, o "Tridente", foi baptizado em Kiel a 15 de Julho de 2008, será entregue a Portugal em 2010, e o "Arpão no ano seguinte. Depois das fases de testes e de instrução das respectivas guarnições, já em alto mar.
A cerimónia de baptismo do "Arpão" decorreu no estaleiro alemão Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW), em Kiel, e nela participam, além de Severiano Teixeira, o chefe do Estado Maior da Armada, Almirante Melo Gomes, o chefe da Esquadra Portuguesa de Submarinos, capitão de mar e guerra Gouveia e Melo, e os deputados da comissão de assuntos parlamentares de defesa Agostinho Gonçalves (PS), Henrique Freitas (PSD) e João Rebelo (CDS-PP). A madrinha do "ARPÃO" foi a antiga primeira dama, Maria Barroso.
Portugal encomendou, em 2004, os dois submarinos alemães ao HDW, maior fabricante mundial de submarinos não nucleares, após rejeitar a proposta francesa do Scorpéne, dos estaleiros DCNI.
O "Tridente" e o "Arpão", com 68 metros de comprimento e uma tripulação de 32 efectivos, atingem avelocidade máxima de 20 nós e têm autonomia de 45 dias. Os motores são movidos a "fuel cell", o que os torna particularmente silenciosos e sem combustão, dificultando o reconhecimento por forças inimigas. A sua aquisição, decidida pelo anterior ministro da Defesa Nacional, Paulo Portas, destinou-se a substituir os submersíveis da classe Albacora que a Armada actualmente possui, o "Barracuda" e o "Delfim", ambos em fim de vida. O "Barracuda" é o único submarino português no activo, e já navega há 41 anos. FA. Fonte: Agência LUSA - Notícia editada por LMC.
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Tuesday, June 30, 2009

ACABARAM-SE OS GALPS DE ALTO-MAR

Já não há mais GALPS. Foram todos vendidos.
O último GALP de alto-mar foi o butaneiro GALP LISBOA (1984-2009) vendido este mês pela Sacor Marítima a um armador estrangeiro. O navio passou os últimos dias sob bandeira portuguesa no Mar da Palha, após dar entrada no Tejo uma derradeira vez a 19 de Junho de 2009 procedente do Caniçal. Mudou o nome para TRANCARIB no dia 24 de Junho (alguém confirma a data?) e largou com este nome e registo do Panamá a 26-06-2009.
Foto: Imagem do GALP SINES tirada a 12 de Setembro de 1996. Vendido em 2003, este navio pertence actualmente aos Emirados Árabes Unidos e está registado no Panama com o nome ESRAA.
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Monday, June 29, 2009

OCEANIC em Nova Iorque


O paquete OCEANIC entrou em Nova Iorque no dia 25 de Junho último procedente de Reikjavik, Islândia, no decurso da 66ª viagem à volta do mundo afretado pela organização japonesa PEACE BOAT.
Uma inspecção da Coast Guard local detectou diversas deficiências a nível de segurança e uma fissura no casco, ao que parece efectuada na viagem da Islândia para os EUA, pelo que no Domingo 28 de Junho o navio desembarcou os passageiros e seguiu para o estaleiro de Bayonne, em New Jersey, em cuja doca seca está a ser reparado.
O OCEANIC despertou grande interesse junto dos entusiastas de navios de Nova Iorque, uma vez que esta visita representa o regresso do navio a N Y após ter sido baseado neste porto durante 20 anos, de 1965 a 9 de Novembro de 1985, no tempo da Home Lines, quando foi talvez o navio de cruzeiros mais popular e bem sucedido de entre os que estiveram baseados na Grande Maçã...
Para comemorar o regresso do OCEANIC, a secção de NY da World Ship Society publicou no seu site um conjunto de belas fotos do navio no porto de Nova Iorque. Ver aqui. Imagens de Bob O'Brien e Bill Donall.
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French Line's DE GRASSE



The tragic loss by fire of the handsome French "Paquebot" ANTILLES on 8 January 1971 while cruising off the Isle of Mustique led to the purchase later the same year of the Norwegian liner BERGENSFJORD as a replacement.
Renamed DE GRASSE she was pressed in Central America service still under masts and hull colours of Norwegian America Line, only the funnel in CGT French Line colours. Later she was repainted white but had a very short career under the French flag. In late 1973 she was sold and renamed RASA SAYANG.
Constructed in Newcastle by the same builders of the Portuguese liners MOÇAMBIQUE and PRÍNCIPE PERFEITO, the BERGENSFJORD was introduced into service in May 1956. A very elegant ship, she had very similar exterior lines to her later fleet mate SAGAFJORD of 1965, but had two traditional masts.
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JACINTO CÂNDIDO e CUANZA no Arsenal



Actividade de reparação naval no Arsenal do Alfeite, com o Patrulha CUANZA e a Corveta JACINTO CÂNDIDO em seco no plano inclinado para beneficiações. Fotografia tirada a 27 de Junho de 2009. Com muito esforço e reparações lá se vai prolongando a vida activa dos navios mais antigos, que apesar de obsoletos continuam a ser necessários para a manutenção de Portugal no Mar enquanto não chegam as novas construções.
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SCHULTZ XAVIER no Alfeite


Navio-balizador NRP SCHULTZ XAVIER atracado à Base Naval de Lisboa, no Alfeite no dia 27 de Junho de 2009. Na foto pode ainda observar-se o antigo Navio-oceanográfico ALMEIDA CARVALHO, que se encontra desarmado cujo destino parece ser o afundamento para criação de um recife artificial.
Mais informações sobre SCHULTZ XAVIER no novo blogue BARCO À VISTA...
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Rumo ao Alfeite







Quando me comecei a interessar pelos navios e pelo mar, o meu mundo era antes de mais o Tejo e as inúmeras criaturas que nele navegavam, na década de 1960: navios de passageiros, cargueiros, cacilheiros, rebocadores e muitas embarcações tradicionais, varinos, fragatas, catraios, canoas...
A partir de 1975 o desaparecimento destes veleiros de trabalho genuinamente lisboetas ocorreu de forma precipitada, quase levando à sua extinção.
Sobreviveram alguns exemplares protegidos por autarquias ribeirinhas e por um punhado de resistentes entusiastas quase todos da margem Sul.
Felizmente hoje regista-se um ressurgimento de velas tradicionais vocacionadas para o lazer de cariz popular, integradas na Marinha do Tejo.
Sábado 27 de Junho de 2009 embarquei na canoa SALVARAM-ME para uma das mais belas travessias do Tejo, da Doca da Marinha, Mar da Palha fora até ao Alfeite...
Não há forma mais bonita de navegar e sentir este nosso Rio. Obrigado à Marinha do Tejo e ao Luís Roque da SALVARAM-ME pela possibilidade de embarque e travessia.
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Frota de Catraios e Canoas no Alfeite





Aspectos da flotilha de embarcações tradicionais da MARINHA DO TEJO .
Fotografias registadas no Alfeite a 27 de Junho de 2009 por ocasião da comemoração do primeiro aniversário desta associação.
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Sunday, June 28, 2009

MARINHA DO TEJO de visita ao Alfeite


A Marinha do Tejo comemorou o seu primeiro aniversário com uma verdadeira festa náutica na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, onde a MARINHA anfitriã se esmerou numa recepção fantástica com uma sessão de assinaturas do Livro de Registos da Marinha do Tejo, um almoço digno dos mais indómitos Marinheiros e visitas a um Submarino e uma Fragata.

Presentes as mais diversas individualidades, com destaque para o senhor Almirante CEMA, o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Dr. João Mira Gomes, diversos almirantes e oficiais da Armada, o Director do Museu de Marinha, o Prof. Carvalho Rodrigues, dinamizador da MARINHA do TEJO e a criadora da bandeira do ATLÂNTICO AZUL, Dra. Raquel Sabino Pereira.
Esta bandeira foi adoptada pela Marinha do Tejo e é cada vez mais usada pela Marinha de Recreio em geral. Parabéns a todos os envolvidos com destaque para os donos e tripulantes das numerosas embarcações tradicionais que dão vida à MARINHA DO TEJO...
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Saturday, June 27, 2009

Paquebot NORMANDIE

One of the very best passenger liners ever designed and built, French Line's NORMANDIE (1935-1942) was the greatest liner of the 1930s and her loss by fire in New York in February 1942 a sad tragedy that contributed to create a myth.
After WW2 she was replaced by former Norddeutscher Lloyd EUROPA rebuilt as the LIBERTÉ and by the FRANCE in 1962. Probably if the NORMANDIE had been able to survive the war years like the two original Cunard QUEENS, FRANCE would have never been built.
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Friday, June 26, 2009

FRANCE - LE HAVRE

FRANCE - LE HAVRE were magic words in gold lettering engraved at the magnificent cruiser stern of the largest passenger liner of the 1960s.
The FRANCE was a symbol of France and Europe as well as a supreme achievement of her dedicated builders, Chantiers de L'Atlantique in St. Nazaire.
So sad the French were unable to keep her in service after 1974 and were unable to repurchase her after NCL decided to dispose of the old lady. She could have had a reprieve cruising from Marseilles on a 7-day basis, the same way OCEANIC operated between 2001 and 2008...
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FRANCE off Cannes


FRANCE anchored in Cannes while cruising in the Nediterranean in early Spring, just in time to start another Atlantic Ferry season between Le Havre - Southampton - New Iork.
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FRANCE in home waters


The magnificent French Line passenger liner FRANCE turning around at Le Havre - her home port for 12 short years...
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