Monday, July 18, 2016

De novo o tema dos Paquetes Portugueses


Não sei se o meu fascínio ilimitado por navios começou com uma viagem no paquete SANTA MARIA em 1961 ou mesmo antes, pois a imagem mais remota na minha memória de coisas marítimas é uma recordação de ter ido ver o paquete inglês HILDBRAND encalhado nos Oitavos, ao Guincho, onde o navio se perdeu, em Setembro de 1957, devido ao nevoeiro aliado à particularidade de não ter radar. Tinha menos de 2 anos de idade, mas o que é certo é que me lembro até do carro em que fui, um Vauxall com estofos de cabedal castanhos com aroma a antigo que partilho com as minhas primeiras andanças de Volkswagen, em que era enjoo certo.
Certo é que em 1964, com 8 anos de idade já contava, entre os meus objectivos de vida, escrever um livro sobre os navios de passageiros portugueses. Esse objectivo cumpriu-se em 1992 com a edição do livro PAQUETES PORTUGUESES, esgotado desde 1995, e de muitos outros títulos, a que me tenho dedicado todos estes anos.
O livro PAQUETES PORTUGUESES de 1992 é considerado por muitos leitores como o meu melhor livro, com o que não concordo nem discordo, pois cada livro é um filho com características próprias, e como no meu caso tenho mais de 20 livros publicados, só posso dizer que gosto de todos, embora de momento o mais bem conseguido, na minha perspectiva seja este, nas suas duas versões em Português e em Inglês. Ou então, se calhar neste momento, o meu preferido é um novo livro sobre NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES, em que estou a trabalhar há alguns meses, e que vai contar com o resultado de todo o meu empenho e anos de estudo e investigação sobre o tema, garantia de que será muito superior ao que escrevi em 1992. 
Este mundo dos nossos navios de passageiros em que venho navegando por mares de escrita e iconografia é de facto fascinante. Aqui fica um pormenor de uma imagem inédita a incluir no livro "em construção", com três dos nossos Paquetes: o AMÉLIA DE MELLO, o FAIAL, e o MADALENA, que considero no livro como navio de passageiros pelo seu papel de paquete activo nas ligações inter-ilhas. 
Habitualmente o MADALENA transportava carga geral de Lisboa para o Funchal, tendo como segunda vocação o transporte de frutas, em especial bananas, do Funchal para o Continente. Foi muito utilizado como navio de passageiros em viagens Funchal – Porto Santo, principalmente nos meses de Verão, podendo alojar 208 passageiros, tendo navegado toda a sua vida útil entre o Continente, a Madeira, os Açores e ainda as Canárias, onde foi por diversas vezes, com itinerários que hoje se associariam a cruzeiros. Assim, o MADALENA faz parte dessa nova obra em construção acelerada, ainda com muito trabalho de estaleiro, mas que espero, dentro de alguns meses possa chegar às mãos de muitos leitores interessados no tema.
Voltando à fotografia que ilustra esta minha "notícia" literária e marítima, o AMÈLIA DE MELLO era um dos meus navios preferidos, com o seu casco branco elegante. Infelizmente foi dos primeiros a ser abatido, em 1972, abrindo precedente para a venda de quase todos os outros. Quase todos porque sobrou um resistente, que se tem negado a ser alienado até agora. Falo do FUNCHAL, neste momento prestes a ser vendido para o estrangeiro a preço de saldo. Enfim, vão-se os navios, ficam as suas histórias e as minhas crónicas dessa frota magnífica que tão bem conheci.
Em 1989 meti-me num avião e fui a Miami ver o AMÉLIA DE MELLO, provavelmente terei de começar a amealhar para qualquer dia ir a Cuba ver o ex-FUNCHAL. Isto no caso de recuperar do desgosto de viver num País de M**** que pura e simplesmente traiu o MAR e os NAVIOS. Devia era ir daqui para fora de vez.
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Friday, July 15, 2016

Belos Navios de Sonho

Todos os navios são belos mas uns ainda mais que outros, o que, nos dias que correm, é uma situação cada vez mais rara.
Este anúncio publicitário lembra-me o FLANDRE da French Line, que veio muitas vezes a Lisboa, não só como FLANDRE, com o casco preto original e depois todo branco, quando fazia a carreira da América Central, mas como CARLA C e no final como PALLAS ATHENA com as cores originalíssimas da Epirotiki. Era um navio com linhas tipicamente francesas, um tanto antiquadas para a data de construção, 1952, contemporâneo do nosso VERA CRUZ, infinitamente mais moderno e evoluído tecnicamente.
O FLANDRE tinha um casco a lembrar os cruzadores da Marinha Francesa de antes da Segunda Guerra Mundial e uma altivez invulgar.
De facto, para mim todos os navios são belos, mas neste porto da minha aldeia uns são mais que outros. O FLANDRE era belíssimo. Publiquei uma imagem do FLANDRE em Lisboa no meu livo dedicado ao paquete FRANCE de 1962.
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Vêm aí os grandes veleiros...


Falta uma semana para o arranque de mais uma concentração de grandes veleiros em Lisboa, promovida pela APORVELA, como acontece desde 1982, por sinal a primeira edição da regata de veleiros que documentei, ainda com fotografia a preto e branco. De 22 a 25 de Julho, no Cais de Santa Apolónia. E em Agosto parte da frota estará e Aveiro. A não perder.

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Wednesday, July 06, 2016

Corveta NRP ANTÓNIO ENES no desfile naval de 21 de Maio


Aspectos da corveta NRP ANTÓNIO ENES durante o desfile naval de 21 de Maio de 2016, ao largo de Oeiras, na foz do Tejo. Pena que o tempo não tenha ajudado, a luz estava muito fraca.

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Fragata NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA no desfile naval de 21 de Maio de 2016


Fragata NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA a desfilar frente a Oeiras na tarde de 21 de Maio de 2016, integrada nas comemorações do Dia da Marinha.

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Fragata NRP VASCO DA GAMA no desfile naval de 21 de Maio de 2016


Imagens da fragata NRP VASCO DA GAMA obtidas a 21 de Maio de 2016 por ocasião do desfile naval comemorativo do Dia da Marinha, frente a Oeiras. 
Fotografias originais de Luís Miguel Correia

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Monday, July 04, 2016

The NDL twins of 1930 BREMEN and EUROPA

The first modern post-WW1 Atlantic liners were the Noddeutscher Lloyd's of Bremen sister ships BREMEN and EUROPA, two remarkable express liners that held the Blue Ribband contest and influenced the building of a new generation of national flagships, namely the Italians REX and CONTE DI SAVOIA, the French NORMANDIE or the British QUEEN MARY.
This colourful poster added a bit of plastic fantasy as the ships were never painted red. Both sailed in the traditional black hull livery of NDD. EUROPA survived WW2 and become LIBERTÉ of French Line, She lasted until 1962. Replaced by the brand-new FRANCE, LIBERTÉ was broken up in La Spezia, Italy.
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S.S. CONTINENTAL - um paquete esquecido


Uma fotografia de um velho paquete desconhecido desperta a curiosidade do editor do BNM. Um nome - CONTINENTAL - e um aspecto antigo de navio de passageiros do princípio do século XX como pistas para investigar. 
Um "trabalho de casa" razoável permitiu traçar uma história. De facto, este navio foi construído em 1901 em Sparows Point, Maryland, com o nome SHAWMUT, como navio de carga a vapor, lançado à água a 26 de Outubro de 1901, tendo sido acabado em Abril de 1902, quando foi entregue à companhia Boston Steamship Co. 
Comprado pela Panama Railroad Steamship Line em 1908, passou a chamar-se ANCON e foi transformado em navio misto, com alojamentos para 78 passageiros, após o que fez a viagem inaugural Nova Iorque - Colon, via Barbados, largando de N, Iorque a 22 de Julho de 1909. 
Com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Grande Guerra, o ANCON tornou-se transporte de tropas ao serviço da US Navy, de Novembro de 1917 até Julho de 1919.Depois da guerra foi modernizado entrando de novo ao serviço em 1925 na linha do Canal do Panamá, agora com capacidade para 250 passageiros. 
Vendido à Permanente Steamship Company em 1940, passou a chamar-se PERMANENTE, mantendo a bandeira e registo dos EUA. Mais uma grande guerra e a história repetiu-se: o navio foi utilizado como transporte da US Army de 1941 a 1946, quando foi vendido mais uma vez, agora à Tidewater Commercial Co., passando a chamar-se TIDEWATER, com bandeira do Panamá. Fretado à Arnold Bernstein Line em 1948, efectuou 4 viagens transatlânticas com o nome CONTINENTAL e com o aspecto que a fotografia mostra. Em 1950 foi vendido para desmantelar em Itália tendo chegado a Savona a 26 de Outubro de 1950 para ser demolido.
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Friday, June 10, 2016

MONARCH saindo de Lisboa


No final da sua primeira escala em Lisboa desde que foi construído em 1991 como MONARCH OF THE SEAS para a Royal Caribbean, o navio de cruzeiros MONARCH da Pullmantur largou do Tejo rumo a Vigo e o Norte da Europa para iniciar uma série de cruzeiros no Báltico e Noruega.

O MONARCH é o segundo de uma série de três unidades de 73.000 TAB construídas em St. Nazaire paraa Royal Caribbean inspiradas no sucesso do paquete NORWAY da concorrente Norwegian Cruise Line. Fotografia de Luís Miguel Correia
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Thursday, June 09, 2016

Primeira escala do paquete MONARCH em Lisboa

Entrou hoje (9 de Junho de 2016) em Lisboa pela primera vez o navio de cruzeiros MONARCH da companhia Pullmantur. Trata-se do antigo MONARCH of the SEAS, segundo navio da série de três iniciada com o SOVEREIGN OF THE SEAS em 1987, de que o MONARCH é o segundo, entrado ao serviço em 1991.
O navio terminou em Lisboa uma viagem transatlântica e fica agora posicionado na Europa pela primeira vez.


























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SAGRES no Tejo


O Navio-Escola SAGRES e diversas outras unidades da nossa Armada, estão fundeadas no Tejo, com a SAGRES frente à Ribeira das Naus a proporcionar um belo espectáculo cénico. Ao fim da tarde deverá haver boas condições de luz para fotografias. Entretanto passei esta manhã pela Ribeira das Naus e lá estava a Barca SAGRES, com a Fragata VASCO DA GAMA - Dois navios da nossa Armada nascidos em Hambusrgo no mesmo estaleiro Blohm & Voss. 

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Wednesday, June 08, 2016

Ando com saudades de navegar num paquete pelo Mediterrâneo. Para este cruzeiro promovido pela Raymond and Whitcomb de Nova Iorque utilizando um dos paquetes da White Star Line em 1931 já vou tarde. Para os novos centros coerciais flutuantes não estou com paciência por estes dias. Embarcava no FUNCHAL, no SAVARONA ou no SEA CLOUD com agrado, mas vou ficar mesmo é pelo Tejo até ver.
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Navios a entrar a barra ao amanhecer


Nesta altura do ano a luz é particularmente favorável para fotografar os navios de entrada no porto de Lisboa pouco depois do amanhecer, como hoje aconteceu, com a chegada do navio-químico NORTHSEA RATIONAL e do paquete MARINA em viagem de cruzeiro.

A aproximação dos navios ainda fora da barra e posterior entrada no Tejo lembra-me a Ode Marítima, que se renova sempre, mesmo que quase exclusivamente com navios estrangeiros.
O NORTHSEA RATIONAL está registado em Malta, foi construído em 2005-05 em Tuzla, Turquia e ao ver um navio com semelhante nome vem-me à ideia  perceber que raio de nomes se dão hoje aos navios.
O MARINA foi construído em Itália em 2011 e pertence à Oceania Cruises.
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