Monday, July 16, 2018

Porto de Lisboa em fotografias


Porto de Lisboa em imagens originais LMC, uma temática que venho percorrendo desde que comecei a fotografar, em 1970. 
A relação dos navios e do Porto com a cidade de Lisboa, outro tema que me é caro e que muitas vezes me causa desconforto por não gostar de muito do que vejo e sinto, nomeadamente quanto aos termos como a Cidade e os poderes municipais têm cercado o Porto e a sua maritimidade decadente e incompreendida. 
Em praticamente 50 anos de fotografia, as mudanças são tremendas, e nem há que pensar se na globalidade a paisagem marítima de Lisboa, o nosso Waterfront, está melhor ou pior, tudo mudou e muda cada vez mais depressa. A nostalgia só turva as análises, os temas são vastos e dão dissertações académicas ou de cariz mais popular, de preferência, pois há que cultivar nos habitantes de Lisboa o amor pelo Tejo povoado de navios e operações portuárias.
O Porto e a Cidade de Lisboa mudam sempre. Tudo era diferente quando Osberno por aqui andou. As diferenças vão continuar a acontecer.
Esta fotografia, registada a 14 de Julho de 2018, apresenta um ângulo de mudanças, a partir da Rocha do Conde de Óbidos, casualmente sob o signo da proibição de fumar. Um No Smoking politicamente correcto, mesmo tratando-se de um navio sem a pressão das cargas perigosas.
Uma fotografia com três torres brancas e um falso castelo centenário com cerca de 78 anos. A torre central é um navio e tem a sua presença limitada aos dias em que ainda estiver atracado ao cais de aprestamento do estaleiro da Rocha. O fundo branco é o efeito das torres da empresa chinesa de energia EDP. Entre as torres e o céu, o castelo de São Jorge, na sua configuração de 1940 apadrinhada por António Ferro, compõe a paisagem. Mais uma fotografia do Porto para a Cidade que aqui partilho com o gosto que estas questões me proporcionam sempre.

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Saturday, July 14, 2018

Corveta NRP AFONSO CERQUEIRA

A antiga corveta da Armada Portuguesa NRP AFONSO CERQUEIRA (F488) está no estaleiro da Navalrocha, em Lisboa, em preparativos finais para seguir a reboque para a Madeira, onde vai ser afundada próximo do Cabo Girão. Trata-se da nona corveta de 10 unidades que entraram ao serviço entre 1970 e 1975 e que constituiram as classes JOÃO COUTINHO e BAPTISTA DE ANDRADE, segundo projectos do Almirante Rogério de Oliveira.
Fotorafámos no dia 14 de Julho de 2018 a AFONSO CERQUEIRA na Doca 1 do estaleiro Navalrocha, e aqui ficam algumas das imagens. No mastro do «Jack» à proa e no mastro da bandeira à popa, via-se a bandeira branca e vermelha da firma de construção civil e obras marítimas Tecnovia, que ao que tudo indica, está envolvida nesta operação final da corveta. Não gostei de ver uma bandeira branca içada à popa da AFONSO CERQUEIRA, podia estar no mastro principal, por exemplo. Uma bandeira branca à popa é uma provocação à dignidade do navio, que parece render-se ao seu fim anunciado. Um navio com tanta história, que deu a volta ao mundo...
A AFONSO CERQUEIRA permaneceu no estaleiro de demolição de navios em Alhos Vedros (Baptistas) em trabalhos de limpeza e preparação para ser afundada. 
Mais imagens do NRP AFONSO CERQUEIRA aqui.
 










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Sunday, July 08, 2018

Não chamar «embarcação» a um navio


Cada vez estamos mais analfabetos em termos de linguagem marítima em Portugal. Dos muitos disparates escritos e falados, agora parece chamar-se «embarcação» a todo o tipo de navios, mesmo grandes navios, erro grosseiro e feio que acabámos de ver num livro e numa notícia. 

António Marques Esparteiro, no seu excelente Dicionário Ilustrado de Marinha, dá uma boa definição do termo «embarcação»: 
Barco de pequena tonelagem empregado especialmente no serviço de portos, rios, pequena cabotagem e nas comunicações dos navios com outros ou com terra. Era antigamente o termo geral para designar vasos flutuantes destinados a navegar; hoje, o termo geral é barco.
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Friday, July 06, 2018

The passenger cargo liner ORANJE NASSAU




Uma «raça» de navios praticamente extinta é a dos mistos, de passageiros e carga ou de carga e passageiros, designados assim consoante transportassem mais ou até 12 passageiros. Os gémeos holandeses ORANJE NASSAU e PRINS DER NEDERLANDEN são dois excelentes exemplos, mandados construir pela companhia holandesa KNSM para a carreira Holanda - Antilhas Holandesas em 1957. Nas suas longas travessias passavam habitualmente pelos Açores, onde carregavam ananases nas viagens de regresso. Em 1966 o PRINS DER NEDERLANDEN quase quis ficar nas Flores para sempre, quando encalhou na ilha. A muito custo lá foi rebocado para a Horta e depois para Lisboa. Acabaram ambos a transportar tropas de Havana para Luanda.
Aerial view of the handsome Dutch passenger cargo liner ORANJE NASSAU, one of two sisters built in 1957 to the order of KNSM and used on the North Europe to the Caribbean regular service until about 1972. The largest passenger ships in the KNSM's fleet, ORANJE NASSAU and her sister were very popular with round trip passengers as a cruiselike trip. In 1974 she was sold to Cuba, renamed XX ANIVERSÁRIO and used as a troopship between Havana and Luanda, Angola.
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Thursday, July 05, 2018

Cocktail of cruise ships in Madeira


What a day it was this past 31st December 2013 with the perfect scene from the sun decks of Portuguese cruise ship FUCHAL off Funchal, Madeira Island: The nearby THE WORLD in first stage plus the AURORA, BALMORAL, SAGA SAPPHIRE, AIDABLU, BRAEMAR and the classic MARCO POLO, with several others to arrive later that day...



Um dia de sonho passado a bordo do paquete FUNCHAL no passado dia 31 de Dezembro de 2013,na baía do Funchal, para a passagem de ano. Que vista com tantos navios: o THE WORLD mesmo ao nosso lado, e espalhados pelo porto os navios AURORA, BALMORAL, SAGA SAPPHIRE, AIDABLU, BRAEMAR e MARCO POLO, com mais uns quantos chegados mais tarde nesse dia tão especial....
De bordo do FUNCHAL, as fotografias deste Fim de Ano na Madeira foram diferentes, mas não menos interessantes do que as habituais, tiradas de terra: para mim não há melhor local para se estar a 31 de Dezembro que o porto do Funchal...
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Friday, June 29, 2018

Grande Empresa Insulana

Esta imagem é a reprodução de um anúncio publicitário de introdução ao novo Paquete FUNCHAL, produzido pela Empresa Insulana de Navegação em 1961. A velha Insulana comemorava 90 anos de existência com dois novos navios de passageiros, o FUNCHAL, e o seu gémeo-miniatura PONTA DELGADA, ambos desenhados por Rogério de Oliveira em parceria com o Armador Vasco Bensaude. Um investimento total de 229 mil contos. Hoje o FUNCHAL não tem preço, mesmo se ninguém o quer.
O paquete FUNCHAL foi uma revolução positiva na carreira da Madeira e Açores, e logo em 1962 passou a incluir Tenerife nas suas viagens ao Funchal. Depois vieram os cruzeiros, as turbinas  foram substituídas pelos motores Stork, a Insulana passou a CTM, o FUNCHAL passou a ser de George Potaminanos a partir de 1985, a longa história de muito sucesso nos cruzeiros teve uma pausa em 2010 quando o navio parou para modernização. Voltou de 2013 a 2015 mas não correu bem.
E lá está o FUNCHAL, atracado na Matinha, em silêncio comovente, ignorado por muitos, condenado por outros tantos e admirado por alguns que não se conformam com semelhante sorte. Dizem que é velho e tem todos os defeitos e mais alguns, mas essas características hoje serão a sua mais valia mais importante, pois fazem do FUNCHALINHO um navio único em contraste com a nova geração de gigantes com todos os seus confortos e potenciais de fazerem dinheiro a rodos. A grande diferença é que se gosta do FUNCHAL como um navio lindo e dos novos apreciam-se os confortos, os casinos, as lojas e os espectáculos mas ao desembarcar os «guestes» já não se lembram do nome do navio, quando muito pronunciam o nome do operador. O FUNCHAL ficou no coração de milhares de passageiros para sempre.
Em paralelo com as plataformas gigantes flutuantes que efectuam cruzeiros, há alguns navios icónicos que deslumbram os privilegiados que neles viajam. É o caso do SEA CLOUD de 1930 por exemplo, e não é o único. O FUNCHAL merece um futuro digno, há espaço para ele. Imaginem se em 1955, em vez de Bernardino Correia ter vendido o SERPA PINTO para desmantelar, o tinha reconstruido para cruzeiros. Hoje era o navio mais fabuloso do mundo dos cruzeiros, um tesouro temporal e  estético. O FUNCHAL é um tesouro que ninguém quer. É pena...
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Friday, June 22, 2018

Lançamento do PRÍNCIPE PERFEITO

Vinte e dois de Setembro de 1960 foi dia de festa em Newcastle, pois nessa data já distante, foi lançado á água o grande paquete português PRÍNCIPE PERFEITO, encomendado ao estaleiro Swan Hunter pela Companhia Nacional de Navegação, na altura o navio de passageiros mais caro exportado por Inglaterra para um país estrangeiro. Foi um grande e belo navio este PRÍNCIPE PERFEITO, que navegou com as cores da CNN apenas durante 14 anos e foi vendido ao desbarato em 1976. Não o soubemos merecer nem tirar partido do seu potencial para cruzeiros. Mais imagens e informações sobre este navio aqui.
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Thursday, June 14, 2018

Patrulha NRP TEJO

A tradição na nossa Marinha era dar nomes de rios aos nossos contratorpedeiros, mas há muitos qu esta classe de navios desapareceu da nossa Armada, pelo que é muito bom ver os patrulhas comprados à Dinamarca receberem nomes de rios, a começar por este NRP TEJO (P590), que fotografámos a 17 de Maio último atracado no porto do Funchal, no mesmo local onde nas últimas décadas encontrávamos sempre um ou dois Cacines. 
Já estão ao serviço os três primeiros patrulhas da nova classe TEJO, com os NRPs DOURO e MONDEGO a cumprir as missões antes atribuídas aos velhos e tão esforçados Cacines.
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Largar o Piloto em Belém...

O ritual da largada repete-se um pouco em todos os portos. Neste caso, em Lisboa, o navio de cruzeiros BOUDICCA largou a 2 de Junho de 2018 do Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia pelas 20h00, desceu o rio e cerca de 40 minutos mais tarde, reduziu a marcha, porta aberta no costado por Estibordo, escada de quebra-costa em posição, a lancha BAÍA DE CASCAIS em fase final de aproximação, e mais um desembarque do Piloto da Barra de Lisboa no final de mais uma manobra de saída bem sucedida, como acontece milhares de vezes todos os anos e por isso mesmo nunca é notícia. E o BOUDICCA prossegue a sua viagem, e pouco depois faz-se à Barra...
Fotografias originais de Luís Miguel Correia, na altura  a pairar próximo, com muito pouca luz.

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Wednesday, June 13, 2018

ÉVORA em cruzeiro no Tejo


O navio de cruzeiros fluviais ÉVORA que tem estado a operar em Lisboa com aparente sucesso, fotografado no Tejo a 2 de Junho último. Trata-se de um navio histórico, durante muitos anos a melhor unidade da frota da CP utilizada entre o Terreiro do Paço e o Barreiro.

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Sunday, June 10, 2018

A Linha da Chaminé Azul

A companhia de navegação Blue Funnel Line - literalmente a linha das chaminés azuis, foi uma das mais importantes companhias armadoras de Liverpool, e das com mais forte personalidade. Os seus navios de carga e de passageiros e carga reconheciam-se imediatamente pelas linhas arquitectónicas e pelas chaminés, todas muito semelhantes, e também pela escolha dos nomes de cada navio - personagens da mitologia grega.
A companhia foi criada em 1865 por Alfred Holt em Liverpool, construindo uma frota concebida para as carreiras do Extremo Oriente, que serviram durante 120 anos, até que a contentorização alterou totalmente o mundo dos transportes marítimos. 

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Friday, June 08, 2018

Um mesmo nome, navios diferentes

O mundo fascinante dos navios e do mar apresenta inúmeras particularidades, algumas causa de confusão para quem observe estas coisas na diagonal. E muito boa gente o faz, em livros, por exemplo. 
Refiro-me concretamente à confusão frequente ligada ao facto de ao longo dos anos terem existido navios diferentes com o mesmo nome. Depois alguém escreve sobre o navio A e ilustra a sua ciência com uma imagem do A-1, por exemplo.
Particularize-se com a situação da antiga Swedish American Line, que teve na sua frota, entre 1923 e 1975, quatro navios de passageiros diferentes baptizados com o mesmo nome KUNGSHOLM.
Nas imagens que acompanham este texto, os KUNGSHOLM apresentados são o de 1928 e o de 1966, ambos construídos propositadamente para a famosa companhia sueca. Não foi este o caso do primeiro KUNGSHOLM, construído em 1902 para a Holland America Line, como NOORDAM, e adquirido pelos suecos em 1923. Em 1953 entrou ao serviço o terceiro KUNGSHOLM, construído na Holanda, e que em 1965 foi vendido ao North German Lloyd, passando a chamar-se EUROPA. 
Situações destas foram também frequentes  nas frotas das antigas grandes companhias de navegação portuguesas. A Empresa e Companhia Nacional de Navegação, por exemplo, teve quatro navios diferentes com o mesmo nome de ANGOLA, houve dois FUNCHAIS na frota da Insulana, três GANDAS diferentes na da Colonial, e por aí fora. Tudo isto, claro, torna mais interessante a temática ligada às frotas de navios mercantes. Passa-se o mesmo com unidades navais das marinhas de guerra...

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Monday, June 04, 2018

Couraçado francês BRETAGNE no Funchal


Couraçado francês BRETAGNE fundeado na baía do Funchal por ocasião de uma visita na década de 1930. Fotografia posterior a 1935, data em que este navio concluiu a sua última modernização. Construído em Brest, e lançado à água a 21 de Abril de 1913, o BRETAGNE seria o primeiro de uma classe de três unidades que incluiu ainda os couraçados LORRAINE e PROVENCE. 

O BRETAGNE teve um fim trágico em Mers-el-Kébir, a 3 de Julho de 1940, quando foi destruído pela Royal Navy, morrendo mais de 1000 elementos da guarnição. Ver mais informações aqui.
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Lanchas de Pilotos no Funchal


As lanchas de pilotos CTE. VALÉRIO DE ANDRADE e ILHÉU DO LIDO atracadas no porto do Funchal em dia tranquilo em termos de movimento. Imagem registada a 17 de Maio de 2018 por Luís Miguel Correia.

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Thursday, May 24, 2018

LOBO MARINHO revisitado


Navio de passageiros português LOBO MARINHO atracado no porto do Funchal a 18 de Maio de 2018. Prestes a completar 15 anos de serviço regular entre o Funchal e a vizinha ilha de Porto Santo, parece que o tempo não passou pelo LOBO MARINHO, cujo excelente estado de conservação o faz parecer novo. Um belo navio, com padrões de qualidade muito acima da maioria dos ferries actuais.
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