Monday, January 23, 2017

Uma PÉROLA DO TEJO I


No decurso de uma das minhas primeiras deâmbulações deste ano junto ao Tejo, eis que na Doca do Poço do Bispo uma pérola flutuante chamou a atenção, pelas formas do casco branco, a deixar adivinhar uma existência remota como baleeira, quem sabe se de algum dos navios português desmanchado em Alhos Vedros durante a Desmaritimizão. 
Uma embarcação de traço muito popular, provavelmente destinada a suporte de umas pescarias fluviais de quando em vez...

Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia 

Batelões no Poço do Bispo

Que mal terá feito o Bispo da Lisboa Oriental, em cuja doca pairam batelões  a aguardar frete e a imaginarem-se cheios de contentores a reboque Tejo acima / Tejo abaixo?
Uns dão por nomes de meses, esses mesmo, os dos calendários, outros têm desiganções mais femininas, Rrrrita, Ruuute, e foram feitos em Viana do Castelo para a antiga Socarmar. 
Estavam assim, parados no calor fresco da tarde de 19 de Janeiro deste ano da graça de 2017.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia 

Marina do Parque das Nações Revisitada

A luz de Inverno que nos primeiros dias de 2017 tem feito brilhar o Tejo e as suas embarcações e navios, junto à Marina do Parque das Nações reflectia-se de forma peculiar talvez a recordar lá nas gotas mais íntimas destas águas as antigas vivências petrolíferas de quando o local se chamava Cabo Ruivo e era feudo de navios-tanques. Imagens registadas a 19 de Janeiro de 2017.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia 

Thursday, January 19, 2017

DE VOLTA A LISBOA - Vem aí o SANTA MARIA MANUELA

De volta a Lisboa, vem aí o Lugre SANTA MARIA MANUELA, propriedade do armador Cash & Carry (Grupo Jerónimo Martins). Regressa ao Tejo e à sua nova base na ponte-cais de Cabo Ruivo, mesmo ao lado do Oceanário, com quem partilha agora o seu testemunho de cultura marítima viva. Saiu de Viana do Castelo de costado lavado e pintado, na tarde do dia 17, após um período de 8 dias em doca seca no estaleiro WestSea, e atraca a Cabo Ruivo pelas 14 horas, pelo que está a navegar a menos de 2 nós, pois vem já próximo da Barra do Tejo.
O navio de treino de mar SANTA MARIA MANUELA foi vendido pela Pascoal e Filhos, por "motivações estratégicas e de contexto", para o Grupo Jerónimo Martins, (Recheio Cash & Carry, S.A.), "com efeitos legais a partir de 11 de Novembro" de 2016, segundo o blogue oficial do MANUELA em nota assinada pelos responsáveis pela recuperação do navio em 2007-10, Aníbal Paião e João Vieira. 
O SANTA MARIA MANUELA deixou o cais da Gafanha da Nazaré onde atracava desde 2010, a 8 de Novembro último e entrou em Lisboa na manhã seguinte, permanecendo atracado em Cabo Ruivo, junto à EXPO 98, até 8 de Janeiro, quando saiu para Viana do Castelo, tendo permanecido em doca seca de 10 a 17 de Janeiro em reparação no estaleiro WestSea, em trabalhos de manutenção técnica e pintura, que decorreram com inteiro agrado do armador. 

SANTA MARIA MANUELA na doca seca em Viana do Castelo

Posta a hipótese de o registo do navio ser transferido para a Madeira, para já manteve-se o registo convencional, em Aveiro. O MANUELA mudou entretanto de sociedade classificadora, para o Germanischer Lloyd e a tem gestão técnica da Mutualista Açoreana, uma empresa da Bensaude Marítima, que assegura igualmente a agência no porto de Lisboa.
O SANTA MARIA MANUELA foi construído em Lisboa pela CUF no estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos em 1937, lado a lado com o seu irmão CREOULA, destinando-se à pesca do bacalhau no Atlântico Norte, propriedade da Empresa de Pesca de Viana, que o vendeu em Novembro de 1963 à Empresa de Pesca Ribau, de Aveiro depois de a parceria Geral de Pescarias ter sido sondada no sentido de ver se teria interesse na sua aquisição. 

Posição do Navio de Treino de Mar SANTA MARIA MANUELA ao amanhecer de 19-01-2017

O SANTA MARIA MANUELA pescou pela última vez em 1993, na NAFO, já com redes de emalhar, e foi abatido em Fevereiro de 1994, preservando-se o casco, em parte graças à sensibilidade do Capitão do Porto de Aveiro de então, Cte. Rodrigues Pereira, passando a pertencer à Fundação Santa Maria Manuela, constituída nesse mesmo ano com o objectivo de recuperar o seu traçado original, o que não se concretizou acabando em 2007 cedido à Pascoal & Filhos, que promoveu a recuperação do MANUELA, o qual foi inaugurado, na sua forma actual, a 10 de Maio de 2010, num momento de grande significado para a Marinha Mercante portuguesa. 
Sob operação da Pascoal, o SANTA MARIA MANUELA desenvolveu intensa actividade, desde 2010, participando nas regatas da Sail Training Association, prestigiando Portugal no estrangeiro e sendo visitado por mais de 400 mil pessoas.
Integrado no universo do Grupo Jerónimo Martins, o MANUELA deverá retomar a actividade já em 2017, reforçando a ligação dos novos proprietários ao mar. Mais SANTA MARIA MANUELA aqui...
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, January 11, 2017

GUARDA-RIOS do Porto de Lisboa

Lancha GUARDA-RIOS da Administração do Porto de Lisboa fotografada na Doca de Alcântara a 9 de Janeiro de 2017.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Imagens da Doca de Alcântara


Imagens da Doca de Alcântara a 9 de Janeiro de 2017, com quatro dos navios de passageiros utilizados em actividades marítimo-turísticas no Tejo, LISBOA VISTA DO TEJO, PRÍNCIPE DA BEIRA, PRÍNCIPE PERFEITO e ÉVORA atracados ao cais norte, junto à entrada da doca.




Na segunda imagem, três rebocadores do novo operador PORT TOWAGE LISBON” (PTL), que iniciou a sua actividade no Porto de Lisboa no dia 01 de Janeiro de 2017, com uma frota de rebocadores, das empresas REBONAVE, REBOQUES E ASSISTÊNCIA NAVAL, SA e ISKES TOWAGE & SALVAGE. Esta empresa “Joint-Venture” reúne e complementa as competências e experiência internacional das duas empresas, de forma significativa. Aos rebocadores da REBONAVE juntou-se o SIRIUS, chegado da Holanda a 18 de Dezembro último, e que está em processo de transferência de registo para Lisboa. O SIRIUS efectuou a sua primeira operação comercial no Tejo a 9 de Janeiro de 2017. Na foto, além do SIRIUS, o MONTEMURO e o MONTEVIL.

Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, January 09, 2017

QUEEN ELIZABETH perdido há 45 anos

 Há exactamente 45 anos, a 9 de Janeiro de 1972, ardeu no porto de Hong Kong o então maior navio de passageiros do mundo, o gigantesco SEAWISE UNIVERSITY, antigo QUEEN ELIZABETH de 1940 da companhia Cunard, que havia sido resgatado em Port Everglades em estado decrépito pelo grande armador chinês C. Y. Tung, de Hong Kong.

Tung remodelou totalmente o paquete adaptando-o a universidade flutuante, e o navio preparava-se para deixar Hong Kong com destino ao Japão, único local no Oriente onde então era possível docar o antigo QUEEN, quando na manhã de 9 de Janeiro de 1972 se declarou fogo a bordo, que depois se comprovou ter sido de origem criminosa, e originou a destruição e afundamento do paquete. 

Menos famoso que o seu "irmão" QUEEN MARY de 1936, o QUEEN ELIZABETH era no entanto o melhor e mais bem conseguido dos dois QUEENs originais e navegou de 1940 a 1968.  
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Sunday, January 08, 2017

Liverpool's Cunard Building








Liverpool was in a festive mood for the 175th anniversary of Cunard Line, and the rendez vous of the three Cunarders on 24 to 26 May. The old Cunard Building has reopened as the Aquitania Restaurante for the period and we paid a visit with some of the resulting photographs shared here. Photos by Luís Migel Correia taken at Liverpool on 23 May 2015.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, January 04, 2017

Paquete MOÇAMBIQUE em Lisboa 1955-04-24


No dia 24 de Abril de 1955 estavam atracados em Lisboa 5 grandes navios de passageiros que foram fotografados de bordo do navio de carga alemão DUISBURG, ao subir o Tejo.
Um Amigo de Hamburgo acaba de me enviar as imagens, apresentando agora o paquete MOÇAMBIQUE (1949-1972), da Companhia Nacional de Navegação, atracado ao cais do Jardim do Tabaco.
Gémeo do ANGOLA de (1948-1974), o MOÇAMBIQUE era na altura o maior e mais moderno navio de passageiros da CNN, que tinha em construção na Bélgica o NIASSA (1955-1979) e em 1957 encomendou o PRÍNCIPE PERFEITO (1961-1976).
Da imagem ressaltam as linhas elegantes do casco deste magnífico paquete. Um dos navios construídos ao abrigo do Despacho 100, o MOÇAMBIQUE teve uma vida útil relativamente curta, à semelhança dos restantes paquetes portugueses da sua época, com excepção do FUNCHAL.
Em 1972 foi desmantelado na Ilha Formosa, com apenas 23 anos. Chegou a fazer alguns cruzeiros, mas nunca foi encarada seriamente a sua conversão para esta actividade hoje tão lucrativa e divulgada.
Da análise da história destes navios ressalta o desperdício que a venda prematura da maior parte dos navios provocou. E o FUNCHAL sobreviveu essencialmente graças a um armador estrangeiro que o comprou em 1985 e soube operar e gerir o navio com o profissionalismo que nos faltou. O que ficou comprovado com o fiasco da Portuscale Cruises e a agonia do FUNCHAL, que continua parado na Matinha desde 2015.
Portuguese passenger liner MOÇAMBIQUE (1949-1972) photographed in Lisbon on 24 April 1955. Photo kindly sent by my friend Cai Ronau.
Texto de /Text by L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, January 02, 2017

DOCA DE ALCÂNTARA: Agosto de 1975


Doca de Alcântara, 20 de Agosto de 1975, duas fotografias da navegação da época, com uma carga atmosférica que se perdeu depois, devido à desactivação gradual desta área portuária e posterior instalação dos postos de atracação para embarcações de recreio.
No centro da primeira imagem, vê-se o cargueiro PANARRANGE, de bandeira cipriota, a descarregar bagagens de retornados do Ultramar e por detrás, o paquete INFANTE DOM HENRIQUE, já com a chaminé pintada com as cores da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, podendo em primeiro plano observar-se a proa do cargueiro FUNCHALENSE e parte de um arrastão búlgaro, em reparação na Lisnave - Rocha.
Na segunda foto, destaque para o PANARRANGE, que tem atracados pela popa os cargueiros MADALENA e JOÃO DA NOVA. No meio da doca, o rebocador MUTELA, da CTM, e à direita a popa do cargueiro CARACAS BAY, também em reparação na Lisnave da Rocha.
O PANARRANGE era um belo cargueiro de 10.433 TDW, de origem alemã, construído em Hamburgo no estaleiro Howaldtswerke no ano de 1954, para a companhia HAPAG, com o nome DARMSTAD. Estava equipado com uma turbina a vapor de 9000 shp, navegava a 16,25 nós, sendo considerado um cargueiro rápido para a época. Em 1970 integrou a frota da Hapag-Lloyd sendo vendido em 1972 à Nine Star Line, do Panamá, quando se passou a chamar TURBOSTAR. Em 1974 recebeu o nome PANARRANGE, com que navegou até Abril de 1977, quando foi adquirido por sucateiros espanhóis e desmantelado em Santander. Texto e fotos de Luís Miguel Correia publicadas originalmente neste blogue a 8 Janeiro 2007.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, December 28, 2016

QUE FUTURO PARA O EBORENSE?

O possível abate do ferry EBORENSE parece não ter base técnica, apenas sendo alicerçado na contenção de gastos que tem estado na base da redução e decadência continuada da frota da Transtejo nos últimos anos. A questão da idade do navio é uma premissa falsa pois de facto o EBORENSE foi reconstruído em 1991 depois de oito anos parado e destinado a abate na década de 1980. Para além do seu valor histórico, o EBORENSE tem demonstrado a sua total fiabilidade e utilidade ao assegurar nos últimos meses a ligação Belém- Trafaria, durante as imobilizações quer do LISBONENSE, quer do ALMADENSE, construídos em Aveiro por 14 milhões de euros e que não têm provado em serviço por avarias constantes e custo elevado de operação. 
O LISBONENSE consome três vezes mais combustível que o EBORENSE, por exemplo. Solicitamos à Transtejo que reaprecie a decisão de desactivar o n/m EBORENSE, faça um levantamento das necessidades efectivas de manutenção técnica do navio associada a uma próxima docagem e renovação de certificados. Pela sua configuração, o EBORENSE tem ainda grande potencial para utilização em serviços turísticos, onde o potencial de crescimentos no Tejo é significativo. 
O EBORENSE é muito apreciado pela população em geral e em particular pelos utentes dos serviços fluviais no Tejo, permitindo travessias muito agradáveis, em que se aprecia a paisagem do rio e das margens de forma relaxada e descontraída, nos decks abertos. É o único dos ferries tradicionais ainda em serviço, com o seu irmão mais novo ALENTEJENSE retirado para abate e atracado no Montijo à espera de comprador. 
Uma boa possibilidade para o EBORENSE seria a sua reparação e pintura com as cores originais da antiga Parceria dos Vapores Lisbonenses, por forma a que se mantivesse disponível para os serviços de carreiras e para fretamentos e passeios com turistas. 
Não se pode deitar fora simplesmente o EBORENSE como se fez nos últimos anos com outras preciosidades da frota de cacilheiros, caso dos navios MARVILA e NACIONAL. Mais do que um cacilheiro activo e útil, o EBORENSE é um navio único, de construção portuguesa e inegável valor patrimonial e histórico.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, December 23, 2016

Livros para quem gosta de navios e do mar

Desde que me conheço que gosto de navios e do mar, quer pelo simples prazer de apreciar a grandeza desse elemento azul quase infinito em simbiose com as maiores construções móveis da humanidade, os navios, que quase se fazem gente de personalidades múltiplas, quer pelo gosto em partilhar esse entusiasmo com conhecidos e desconhecidos. 
A ideia de fazer um livro surgiu aos oito anos de idade embora o primeiro tivesse sido impresso em 1988, seguido a partir de 1992 de muitos títulos e edições com que tenho preenchido a minha vida. 
Um livro novo é sempre uma espécie de filho e por se querer dar tudo aos filhos acabei por criar uma editora (EIN-NÁUTICA), para não só escrever como produzir os meus livros de acordo com uma ideia original bem definida, evitando surpresas nem sempre boas de editoras sempre bem intencionadas, mas algo distantes do rumo pretendido pelo Autor que assim em 1995 passou também a editor. 
Esse passo permitiu de forma mais consentânea ao Autor conseguir viver do produto deste seu trabalho de navios, fotografias, histórias e livros, actividade que se teima em não valorizar em Portugal. Num tom mais intimo, fazer livros é quase um vício, de concretização permanente, lenta. Podem passar anos desde a consciência de uma ideia até à sua concretização impressa, dois, às vezes três. Um dos meus livros levou dezassete dias decorridos entre começar a ser escrito até acabar de ser impresso e encadernado, mas foi um caso especial, por sinal bem conseguido e entretanto esgotado.
O livro de que mais gosto é sempre o próximo, o que ainda não está acabado, que neste momento se chama NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES e espero concluir em 2017. Tenho estado a dedicar até dez horas diárias a esse livro novo que já leva mais de um ano de trabalho organizado de pesquisa e escrita. Dez horas que não sinto passarem, como aconteceu ontem, em que quando dei por mim eram quatro da manhã sem que o tempo tivesse feito sentir de facto. 
Ontem viajei no tempo e embarquei clandestino na viagem inaugural do SANTA MARIA, desci o Tejo a 12 de Novembro de 1953 para regressar a 18 de Dezembro. Esse primeiro de Dezembro foi passado em Buenos Aires, onde o navio foi tão bem recebido que o Presidente Peron visitou o paquete e brindou à saúde de Portugal e do SANTA MARIA com um cálice de Madeira, preferido ao Porto que lhe fora oferecido inicialmente. Como gesto de agrado, Peron assinou nesse dia um indulto especial que permitiu a libertação de todos os portugueses presos em cadeias da Argentina, ao que parece não eram muitos, para que todos pudessem ver esse navio imponente e moderníssimo. Como cortesia adicional ofereceu ao Ministro Américo Tomás, que seguia a bordo, uma fotografia autografada com dedicatória.
Mudando de tempo, ontem saltei alguns anos e descobri que até 1957 os paquetes vindos da Guiné só atracavam em Lisboa depois de desinfectados, operação feita ao largo num dos ancoradouros do Porto de Lisboa . Foi o ANA MAFALDA o primeiro paquete vindo de Bissau a atracar directamente à estação marítima, com os seus 31 passageiros, a 19 de Março de 1957, enfim apenas uma de muitas curiosidades e factos com que estou a reconstruir a história dos paquetes portugueses que espero seja tão bem recebida como o livro sobre o mesmo tema que publiquei em 1992, então com edição da Inapa. Não será por falta de trabalho e entusiasmo meu.
Entretanto, há já muitos livros meus publicados e feitos para quem goste de navios. Pedidos de informação relativa a encomendas podem ser feitas directamente para o telefone 351 967 041 525, ou para o mail linerbooks@gmail.com, ou ainda visitando as melhores livrarias que têm títulos disponíveis, aqui se divulgando algumas capas. 
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia















Thursday, December 22, 2016

Navio-escola SAGRES e o Natal

Este ano, o N/E SAGRES comemora o período de Natal, com uma magnífica "árvore de Natal" de luzes nas vergas do mastro grande do navio. O efeito salienta de forma especial a beleza do navio, que fomos registar à Base Naval de Lisboa, precisamente ao anoitecer, momento e que as variações de luz possibilitam fotografias particularmente interessantes, de que se apresenta uma pequena selecção.
 Fotografias de Luís Miguel Correia feitas a 21 de Dezembro de 2016.








 Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia