Wednesday, October 22, 2014

Artigos de Luís Miguel Correia em revistas

Ontem no correio recebi quatro revistas diferentes, todas dedicadas aos navios e ao mar, todas com artigos originais e fotografias de Luís Miguel Correia. Uma constante desde que em 1978 vi publicado em Inglaterra um artigo meu - o primeiro - sobre a história do paquete italiano CRISTOFORO COLOMBO.
O ritmo de produção cresceu substancialmente a partir de 1980 com a minha ligação à REVISTA DE MARINHA, que terminou em 1995 mas foi entretanto retomada.
Ontem chegaram provas ou artigos publicados na Alemanha, Suécia, Madeira e Portugal. Sempre a divulgar e promover os nossos navios. 
Em anexo como ilustração ficam duas páginas com o meu próximo artigo a sair na SHIPPAX  de Novembro, a melhor revista internacional dedicada a navios de passageiros. 
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Tuesday, October 21, 2014

Paquetes ADONIA e BALMORAL largando de Lisboa

Com o sol de regresso à paisagem ribeirinha da nossa Grande Lisboa, o LMC regressou à foz do Tejo para registar as saídas dos paquetes do dia 20, dois neoclássicos dos cruzeiros, o ADONIA da P&O e o BALMORAL da Fred. Olsen Cruise Line, que largaram de Santa Apolónia por volta das 17H00 e passaram a barra 40 minutos mais tarde.
Dentro de meses, com as novas cores oficiais da P&O, o ADONIA vai perder grande parte da elegância que registámos esta tarde. Lá se vai uma das mais bonitas combinações cromáticas aplicadas a navios de passageiros referida poeticamente como "Great steamers white and gold"...
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Mala Real Inglesa


Anúncio de saída de navios da Mala Real Inglesa do porto de Lisboa referente a Maio de 1938. Entretanto em Belfast estava a ser construído o novo paquete ANDES, de 26 000 toneladas de arqueação bruta, destinado a fazer a viagem inaugural em Setembro de 1939 para comemorar os 100 anos da fundação da companhia. Em Berlin um antigo cabo de origem austríaca trabalhava no sentido de alterar estas comorações e de facyoa viagem inaugural do ANDES só veio a ocorrer em 1948.

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Friday, October 17, 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES SÁBADO NO MUSEU DE MARINHA


A próxima Conversa Informal do Grupo de Amigos do Museu de Marinha (GAMMA), Sábado, dia 18 de Outubro, às 11H00, no Auditório do Museu de Marinha, tem por tema o mais conhecido Português a nível Terrestre. Mais conhecido que Vasco da Gama e mais celebrado que ele, extra-muros.

É sobre «Fernão de Magalhães e os Portugueses» que o Prof. Doutor José Manuel Garcia nos falará do homem que tem sido mal visto por nós e esquecido dos Espanhóis, que celebram Elcano no seu Navio-escola.

Nenhuma das Marinhas de Guerra lhe dedicou um Navio de Guerra e muito menos foi alguma vez Patrono dum Curso da Escola Naval, apesar das notáveis qualidades de chefia que o caracterizaram.



Liberte-se da preguiça e perceba a figura mais esquecida da nossa História, mas com retrato no Museu de Marinha. Não perca mais esta palestra.
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Thursday, October 16, 2014

Companhia Nacional de Navegação: saídas de navios Fevereiro de 1946

Quando comecei a gostar de jornais, na década de sessenta do século XX, estes conteúdos eram os meus favoritos, não estes navios propriamente, dos quatro referidos acima, só conheci o S. TOMÉ e já velho, mas os navios da geração que substituiu estes veteranos e que por sua vez não foram substituídos quando tudo acabou, pelo menos para a centenária Companhia Nacional de Navegação e a sua bandeira azul e branca, em 1985. 
Este anúncio da CNN foi publicado a 15 de Fevereiro de 1946 no Diário de Lisboa. Os três navios LOURENÇO MARQUES, CUBANGO e NYASSA ainda eram ex-alemães "requisitados" pelo Governo Português em 1916 e depois considerados "presas de guerra". Pertenceram primeiro ao Estado, operados pelos Transportes Marítimos do Estado (TME), que foram liquidados na década de 1920, quando a CNN os adquiriu. Já o S. THOMÉ, fora comprado em 1938 a um estaleiro de Sunderland, a ideia era comprar dois navios, mas a Nacional só conseguiu financiamento para um. Depois da guerra foram encomendados dois navios parecidos, o ROVUMA e o MOÇAMEDES...  
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Sunday, October 12, 2014

AZORES no estaleiro NAVALROCHA

O navio de passageiros português AZORES encontra-se em reparação na Doca nº 01 do estaleiro NavalRocha, em Lisboa, desde 7 de Outubro de 2014, em trabalhos de manutenção técnica, reclassificação e preparação para o próximo fretamento à companhia britânica CRUISE & MARITIME VOYAGES, a iniciar em Janeiro de 2015.
Esta manhã fomos ver  fotografar o AZORES, num dia a parecer Inverno, com a luz cinzenta a destacar a beleza do AZORES, com as suas cores clássicas inspiradas nas da antiga Empresa Insulana de Navegação.
O paquete AZORES é um navio único, nomeadamente por ser em simultâneo o mais antigo e o mais moderno dos quatro navios que compõem a frota da Portuscale Cruises: a data oficial da sua construção é o ano de 1948, quando entrou pela primeira vez ao serviço, como paquete misto de passageiros e carga, como STOCKHOLM (Swedish American Line), mas do navio original resta parte do casco, pois em 1992-94 foi parcialmente desmantelado e reconstruido em Génova, quando passou a ser o ITALIA PRIMA. 
A ligação deste navio a Portugal inclui escalas em Lisboa como STOCKHOLM, como VOLKERFREUNDSCHAFT e em 1998, uma longa permanência no Tejo como navio-hotel por ocasião da EXPO 98. 
Em 2004 o antigo STOCKHOLM voltou a Lisboa como CARIBE quando foi adquirido pela Classic International Cruises. Em 2005 mudou o nome para ATHENA e passou a ter bandeira portuguesa. Em 2013 foi adquirido pela PORTUSCALE CRUISES e passou a chamar-se AZORES.
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Saturday, October 11, 2014

New York passenger shipping 1957


The famous Port of New York passenger ship docks on the Hudson River, back in 1957 showing seven transatlantic liners: RMS BRITANNIC, Cunard White Star, the magnificent QUEEN MARY of 1936, the RMS MAURETANIA of 1939, all Cunarders,  the French Line FLANDRE, later to become Costa Line's CARLA C in 1968, followed by Greek Line's flagship OLYMPIA, the UNITED STATES and one of the American Export Line's sisters, the CONSTITUTION or INDEPENDENCE.
Photographed from the Bill Miller collection.Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, October 10, 2014

O MAR DE PORTUGAL na Assembleia da República, dia 14 de Outubro


A Assembleia da República promove dia 14 de Outubro de 2014 um seminário intitulado O MAR DE PORTUGAL. Vou passar por lá para ouvir Adriano Moreira, e uns quantos personagens inscritos para debitarem as suas visões marítimas. Espero que seja uma tarde com muito MAR, que haja um verdadeiro alagamento de sabedoria marítima nacional.

Pena quase toda a gente conjugar o MAR na brincadeira nos dias que correm. Uma brincadeira triste, irresponsável e perversa, que entretanto declinou em desmaritimização, no zero marítimo que caracteriza a nossa actualidade e na falta de perspectivas reais para uma mudança de maré. E cá para mim, sem navios e negócios do mar Portugal não recupera a sua dignidade e independência. Vou passar por lá e ouvir o que por lá se disser. E talvez deixe a sugestão de que para começar separem a agricultura do mar.
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Thursday, October 09, 2014

O FRANCE português


Para quem gosta de navios, o nome FRANCE tem um significado mágico, trás-nos imediatamente à memória o grande paquete francês de 1962 que depois seria pioneiro do gigantismo nos cruzeiros com o nome NORWAY. 
Pois em Portugal temos o nosso FRANCE, não tão famoso, digamos que um FRANCE mais pequeno e à medida do nosso País. Tivemos a sorte de nos cruzarmos com o FRANCE português ao largo de Viana do Castelo na manhã de 2 de Outubro de 2014 e aqui fica o registo a testemunhar a pujança de Portugal no Mar como desígnio  realidade.

E já agora, há uns anos escrevi um livro dobre o paquete FRANCE de 1962, se fosse hoje teria incluido um capítulo sobre o nosso homónimo, mas na altura faltou esse conhecimento. Apesar de tudo dizem que é um bom livro, ainda temos exemplares para venda (pedidos pelo email m.s.funchal@gmail.com).
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Wednesday, October 08, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 03


Os trabalhos de reactivação do navio ATLÂNTIDA efectuados pela equipa técnica da Douro Azul preocuparam-se com os mais variados detalhes. No mastro principal e à popa foram colocadas adriças e içadas as bandeiras da Mystic Cruises (a primeira bandeira da nova empresa), da Douro Azul e a bandeira nacional à popa, dado que não havia uma bandeira portuguesa a bordo.

No convés superior vai ser construída uma piscina, absolutamente necessária para o conforto e recreio dos 156 passageiros do futuro paquete de cruzeiros na Amazónia. Este espaço vai ser substancialmente alterado e melhorado...
O anterior armador que mandou construir o ATLÂNTIDA teve uma grande preocupação pelos oceanos, mas foi menos sensível a que se salvasse o ferry ATLÂNTIDA...
No tombadilho das baleeiras, sinalética alusiva à estação de salvamento associada à baleeira nº 1 uma das quatro com que este quase navio de cruzeiros está equipado.
Para além de 4 baleeiras, o ATLÂNTIDA tem duas embarcações semi rigidas à popa.
Dado que a lotação de passageiros do navio vai ser reduzida de 750 para 156, os meios de salvamento vão ser também alterados e substituídos por outros mais adequados à vocação futura de turísmo internacional do ATLÂNTIDA, que já tem a ocupação completa vendida no mercado americano até 2020.
Em baixo, mais uma perspectiva fotográfica da bandeira da Mystic Cruises, de que o armador Mário Ferreira estava particularmente orgulhoso a bordo, e com toda a razão. Com design moderno a bandeira é atractiva e apropriada à futura actividade do navio nos trópicos, com cores alegres.
Para aceder a todos os artigos e imagens do ATLÂNTIDA que temos vindo a publicar, carregue aqui.
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Lancha QUEBRAMAR dos Pilotos de Viana do Castelo


Lancha QUEBRAMAR, dos Pilotos de Viana do Castelo, fotografada a 2 de Outubro de 2014, de bordo do paquete ATLÂNTIDA, à chegada a Viana.
Pilot boat QUEBRAMAR from the Viana do Caselo pilots photographed on 2 October 2014 from the cruise ferry ATLÂNTIDA arriving at Viana.

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NRP FIGUEIRA DA FOZ em Viana do Castelo


Patrulha oceânico NRP FIGUEIRA DA FOZ (P361), segunda unidade da classe VIANA DO CASTELO, fotografado na Doca 2 do estaleiro de Viana do Castelo a 2 de Outubro de 2014 durante a docagem de garantia. 

Está previsto o início da construção de mais duas unidades desta classe em Março do próximo ano neste estaleiro agora sob gestão da West Sea (Grupo Martifer). 
As máquinas principais e outros equipamentos já se encontram há anos no estaleiro.
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Tuesday, October 07, 2014

Former Royal Viking sisters in Lisbon


Two former Royal Viking Line sister ships, the BOUDICCA ex-ROYAL VIKING SKY and the ALBATROS ex-ROYAL VIKING SEA called in Lisbon on 6 October 2014 and sailed together allowing me to obtain some "family portraits"...


Dois antigos gémeos construídos em 1973 em Helsínquia para a Royal Viking Line, o BOUDICCA ex-ROYAL VIKING SKY e o ALBATROS ex-ROYAL VIKING SEA fizeram escalas simultâneas em Lisboa a 6 de Outubro de 2014 e largaram ao final da tarde com apenas alguns minutos de intervalo possibilitando estas fotografias de conjunto, sempre interessantes quando juntam navios iguais.

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O LMC, a E. N. Madeirense, o Grupo Sousa, etc...

Sou um tipo com convicções profundas, toda a vida tenho defendido a Marinha Mercante e quem se dedica a esta actividade tão importante e nobre. Volta e meia dão-me na cabeça por acharem que estou ao serviço de determinados interesses, quando, em consciência sempre tenho sido independente, à minha maneira, e pago essa factura. Na Madeira está na moda desancar-se o Grupo Sousa, que sempre me tratou bem e patrocinou dois dos meus livros. Um deles, a história da Empresa de Navegação Madeirense foi dos que me deu mais gosto a investigar e a escrever, uma história de um século cuja evolução se confunde com a história económica da Madeira nesse período. Pode ser encomendado aqui.
No facebook comentei o que me parece a dinâmica de má lingua local, vigente na Madeira, que conheço bem desde o século passado:
"Os custos do transporte marítimo resultam principalmente da dimensão do mercado, que nos últimos anos tem encolhido e levado à venda de parte da frota ao serviço da Madeira. Agora foi o PONTA S. LOURENÇO. Refiro a má língua porque sempre existiu de forma viperina na Madeira, ainda sou do tempo em que era exercida contra a Empresa Insulana de Navegação de forma totalmente desabrida e injusta, reclamava-se contra os paquetes da Insulana que davam prejuízo e quando acabaram fizeram muita falta, mas na década de 1970 estavam todos deslumbrados com os aviões, o jet-set local, o último navio, o NIASSA andou quase vazio nas viagens que fez em 1978. Nunca ninguém me pagou ou pediu para dizer bem dos Sousas, escrevi dois livros patrocinados pela Porto Santo Line e E.N. Madeirense que de facto me deram algum dinheiro, mas foram escritos com o coração, com convicção e com verdade. Já leu a história da Empresa de Navegação Madeirense? Confunde-se com a história da Madeira, acredito que sem esta Empresa Madeirense a vida na Madeira ao longo destes 108 anos teria sido ainda mais difícil e cara. E sem os actuais irmãos Luís Miguel e Ricardo, a ENM teria acabado na década de 1980 como acabaram as outras empresas de navegação portuguesas. Provavelmente não consegue ver a questão nessa perspectiva por ser fácil descarregar-se a pressão social local sobre determinados alvos, mas o Grupo Sousa é um factor importante na dinamização da economia da Madeira, presta serviços fundamentais e gera empregos e riqueza. Precisamos todos é de mais grupos assim. Há determinados serviços de interesse público, como o transporte marítimo de passageiros Madeira - Continente, que nunca deviam ter acabado, mas isso é uma decisão política. No passado a Família Bensaude aguentava os prejuízos da Insulana sem compensação directa do Estado, mas hoje ninguém tem essa capacidade nem tal é justo. Não se pode é misturar as coisas, os canários operaram na Madeira enquanto tiveram a carga do Pingo Doce, sem gerar receita e lucros hoje não se pode brincar com navios. Claro, foi um grande erro não se ter mantido o transporte marítimo de passageiros Continente -Madeira - Açores. Diga-se em abono da verdade que quando foi Secretário de Estado da Marinha Mercante em 1974 (Primeiro Governo Provisório), o Eng. José Carlos Gonçalves Viana tinha legislação em fase de aprovação para se avançar com a compra de ferries de passageiros para a Madeira e Açores e esquema de subsídios para a sua operação, mas o Governo caiu e ninguém mais pegou a sério no assunto. Depois deram cabo de tudo... A Madeira e os Açores necessitam de transportes marítimos de passageiros modernos, entre cada Região e com o Continente, mas se essa operação não tiver viabilidade comercial, e se de facto o tivesse já alguém a tinha montado, terá que ser o Estado a assegurar a continuidade territorial e os direitos à mobilidade. Só que o nosso Estado é bronco, ignorante em coisas do mar e perverso na fiscalidade. Em resultado a Madeira e os Açores são as únicas Regiões Insulares da Europa sem ligações marítimas de passageiros regulares, para espanto de parceiros europeus..."
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Monday, October 06, 2014

Corveta F471 NRP ANTÓNIO ENES

Com o recente abate da JOÃO COUTINHO, a corveta ANTÓNIO ENES é uma das duas sobreviventes no activo das seis unidades da classe JOÃO COUTINHO, a outra é a JACINTO CANDIDO.
No dia 30 de Setembro tive oportunidade de fazer algumas fotografias à ANTÓNIO ENES que está a fazer uma grande reparação no Arsenal do Alfeite, orçada em mais de 8 milhões de euros, segundo dados publicados no Diário da República, e que parece nova com a pintura a brilhar. 
Pena não se conseguir dar este tratamento cosmético à JOÃO COUTINHO e torná-la um museu vivo, estes navios foram tão importantes para Portugal nas últimas quatro décadas. Um grande projecto do ilustre Almirante Rogério de Oliveira, a par do do Paquete FUNCHAL e de tantos outros navios que este Senhor nos proporcionou, como grande arquitecto naval do século XX.
Claro que se pode questionar a sensatez de gastar milhões em navios com mais de 40 anos que continuarão velhos e com cada vez mais limitações, mas é a nossa realidade, e a forma como tem decorrido a novela dos NPOs é parte das nossas próprias incapacidades. Por mais que nos esforcemos, há sectores em que não conseguimos atingir o patamar que precisamos e merecemos. Vão agora avançar em 2015 as construções do terceiro e quarto NPOs em Viana do Castelo, desejando-se sinceramente que corram bem. Oito anos entre a flutuação e a entrega à Marinha, como aconteceu recentemente com o FIGUEIRA DA FOZ é inaceitável.
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Sunday, October 05, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 02











Olhares fotográficos e reflexos de uma viagem única no navio de passageiros português ATLÂNTIDA, acabado de comprar pela companhia Mystic Cruises e destinado a conversão para cruzeiros. Os interiores são mais de navio de cruzeiros do que de ferry inter-ilhas, o mesmo se podendo referir acerca dos mais diversos equipamentos instalados no ATLÂNTIDA, onde durante a construção, as mudanças de estados de alma do armador açoriano foram constantes, com resultantes modificações e no fim a recusa em aceitar o navio. Se a qualidade geral é óbvia para quem saiba de navios, o gosto associado a opções decorativas interiores é mais discutível.
Ver aqui outras imagens e textos dedicados ao navio ATLÂNTIDA, cuja história vimos acompanhando desde o início, com a encomenda a Viana do Castelo...
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