Thursday, August 28, 2014

MICHELANGELO: drama a sul dos Açores



Ao amanhecer de 16 de Abril de 1966 o paquete italiano MICHELANGELO entrou em Nova Iorque procedente do Mediterrâneo com a bandeira a meia haste e inúmeros vestígios de avarias ocasionadas por um golpe de mar extremamente violento que atingiu o navio na manhã de 12 de Abril, quando este navegava a sul dos Açores, rumo a Nova Iorque com 745 passageiros e 710 tripulantes a bordo.
Inaugurado um ano antes, em Abril de 1965, o MICHELANGELO e o seu irmão gémeo RAFFAELLO eram o orgulho da Marinha Mercante italiana, com 45 900 toneladas de arqueação bruta, capacidade para 1771 passageiros e 27 nós de velocidade de serviço. 
O Inverno de 1965/66 foi particularmente rigoroso no Atlântico Norte, cujos meses mais difíceis são habitualmente Março e Abril. O MICHELANGELO fazia a viagem 15,  iniciada em Génova a 7 de Abril, com um dia  de atraso devido ao mau tempo verificado durante a viagem anterior e fez as escalas habituais em Cannes 7-04 das 22h40 às 23h50) e Gibraltar (9-04 das 06h50 às 08h10), fazendo-se ao Atlântico, seguindo uma rota por sul da ilha de Santa Maria, para tentar fugir aos efeitos de um violentíssimo temporal. Durante a noite de 11 para 12 de Abril, vários navios nas proximidades do MICHELANGELO emitiram pedidos de socorro, tendo a Guarda Costeiro dos EUA pedido o auxílio do paquete italiano que foi desviado para norte da sua rota para tentar socorrer o navio libanês ROKOS, sendo depois anulado este pedido. Com mar de força 10, pelas 10h20, a proa do MICHELANGELO foi atingida por uma onde gigante que destruiu parcialmente a zona de proa e o casario do navio junto à ponte de comando que ficou alagada, com diversas janelas destruídas, etc...
Por baixo da ponte, as suites de luxo foram destruídas, pois o alumínio das anteparas não resistiu à força do mar. Em resultado, para além da destruição material, morreram 2 passageiros, 1 tripulante e registaram-se ainda 12 feridos graves. 
O MICHELANGELO foi reparado provisoriamente em Nova Iorque de onde largou a 20 de Abril, sendo depois reparado em Génova, com importante reforço estrutural e a substituição de alumínio por aço na zona de vante do casario, durante a reparação de Inverno no início de 1967, tendo-se seguido intervenção semelhante no RAFFAELLO.

Estas fotografias foram feitas pelo meu Amigo Bill Miller, de Nova Iorque, que se recorda da situação do MICHELANGELO nos termos seguintes: "memories of a Saturday in April 1966 when Italian Line's less-than-a-year-old MICHELANGELO arrived at Pier 90 with her forward superstructure gashed and mangled after sailing through an unusually ferocious Atlantic storm. We stared in curiosity - she looked "badly wounded" and, like bandages, those fore decks were draped in canvas tarps. Word along the waterfront was that the giant, 902-ft long liner would be moved over to Hoboken, to the Bethlehem Steel shipyard, for repairs. Instead, the shipyard's work boats, including a floating crane with tug, made temporary repairs at Pier 90. The Michelangelo later returned to Italy, to her builders at Genoa, for full repairs that included reinforcement of the 45,000-ton liner's superstructure. Similar changes were made to her twin sister Raffaello."

O MICHELANGELO e o seu gémeo RAFFAELLO só navegaram 10 anos, sendo retirados da carreira do Atlântico Norte e imobilizados em 1975 acabando vendidos ao Irão dois anos mais tarde, onde acabaram por ser destruídos. O MICHELANGELO foi desmantelado no Paquistão enquanto o RAFFAELLO está afundado no Golfo Pérsico, vitima da guerra entre o Irão e o Iraque. Mal empregados navios...
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Wednesday, August 27, 2014

RMS BERENGARIA

As duas grandes guerras mundiais do século XX, para além de toda a ordem de iniquidades em que se traduziram, tiveram consequências profundas no mundo da navegação de passageiros, com a Alemanha a perder a maior parte da frota de navios mercantes, paquetes incluídos. O BERENGARIA, representado neste postal da fase final da vida do navio, com 3 chaminés exageradas a imitar as do QUEEN MARY de 1936, era originalmente o orgulho da Alemanha Imperial, o transatlântico IMPERATOR da companhia Hapag, de Hamburg, introduzido em 1913 como o maior navio do mundo, foi entregue à Inglaterra em 1921 e comprado pela Cunard...
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Lançamento do rebocador AMORA

Notícia de lançamento à água em São Jacinto, do rebocador AMORA, encomendado pela Lisnave, publicada a 17 de Abril de 1972.
Curiosa a confusão do título que se refere à nova construção como arrastão.
Foram construídos por estaleiros portugueses 18 rebocadores semelhantes ao AMORA, incluindo uma série para o estrangeiro.
Os Estaleiros de São Jacinto especializaram-se principalmente na construção de navios de pesca, mas a lista de navios construídos incluiu navios de carga, navios de carga e passageiros, cacilheiros, dragas e rebocadores. São Jacinto era um estaleiro caracterizado por uma certa inovação técnica, nomeadamente ter sido o primeiro a desenvolver entre nós a técnica da soldadura na construção dos cascos dos navios.
Enfim, tudo isto é história pois tanto o estaleiro como a maior parte dos navios lá construídos são história, já desapareceram, na voragem da desmaritimização.
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P&O cruising traditions

The old Peninsular & Oriental Steam Navigation Company had a great tradition on pleasure cruising over the late 19th and 20th centuries and produced rich memorabilia associated to the leisure activities of their with ships with buff funnels.

Those three menu covers are just beautiful works of practical art used on board as menu covers, that became colectible items.

All three are from the inter wars period, when P&O introduced the first large STRATH white liners, a design that was improved over the years up to 1954-55 and the final classic P&O and Orient liners, ARCADIA, IBERIA and ORSOVA.

They were followed by CANBERRA and ORIANA, but those twofinal australian super liners were seen at the time as ultra modern revolutionary ships.

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Obras de Lemos Gomes no Museu de Marinha





Duas aguarelas de Fernando Lemos Gomes:  a primeira retratando mais uma vez o Navio-escola SAGRES actual, num enquadramento de mar e luz a fazer sonhar com as velas da Cruz de Cristo em navegações de longa distância, devorando os oceanos sem pressa de regressar ao Tejo; a segunda mostrando um porta-contentores anónimo, igual a tantos outros que todos os dias entram nos nossos portos e têm a particularidade de serem todos estrangeiros.
E uma bola de peixe com pinturas e aplicação de acrílico de Guilhermina Lemos Gomes.
O casal de artistas expõe as três obras no Museu de Marinha até ao final deste mês de Agosto, portanto apresse-se, e uma vez em Belém, visite o Museu de Marinha e o resto da Exposição em que se integram estes trabalhos, promovida pela Academia de Marinha.
Three originals by artists Fernando and Guilhermina Lemos Gomes on display at the Lisbon Maritime Museum until 31st August. Fernando paintings include the Portuguese Navy's famous sail training ship SAGRES depicted at sea, and a container ship underway. Fernando's wife Guilhermina created a fish ball with paintings and acrilic.
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Tuesday, August 26, 2014

128 malas, 4 cães e 1 criado

A Baronesa de Rothschild que faleceu recentemente tinha um sentido prático notório ao viajar apenas com o indispensével em termos de bagagem, como se depreende da legenda que o meu amigo Bill Miller fez para esta imagem do NORMANDIE no porto de Nova Iorque.
Bill Miller writes: "A friend once told me that when he visited the exquisite Normandie -- said to be most glamorous Atlantic liner of her time --- in the winter of 1939, he came across the Baroness Rothschild. She was sailing with her own servants, 4 dogs and -- in something of a record even for the stylish." French Line -- with 128 pieces of luggage.
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Monday, August 25, 2014

Esquadra de Polícia na sede da Companhia Colonial


Anúncio de partidas dos navios da Companhia Colonial de Navegação referido a Abril de 1972 e inserido no Diário de Lisboa. Esta versão do anúncio de saídas de navios da Colonial é a última, com o novo visual introduzido em 1972 no ano do cinquentenário da companhia. Em 1974 a CCN fundiu-se com a Insulana dando origem à CTM que em 1975 foi nacionalizada e gerida a pontapé durante 10 anos por um Estado que não sabe gerir empresas nem nada e que acabou por matar a empresa por extinção em Maio de 1985, repetindo a barbaridade dos Transportes Marítimos do Estado em 1924, uma das nódoas da Primeira República.
Reparem no endereço da sede da companhia, na rua de São Julião, 63, em Lisboa. Há dias passei lá e pasme-se, agora, no espaço da antiga secção de passagens, funciona um balcão da PSP - Polícia de Segurança Pública, com direito a placa de inauguração (em Dezembro de 2013) pelo ministro do Interior que agora se chama administração interna. Verdadeiramente a consagração da DESMARITIMIZAÇÃO, transformar a sede de uma das mais importantes companhias de navegação portuguesas do século XX num balcão policial. Isto é bater no fundo e perseverar no síndrome de ignorância marítimo-compulsiva. Sem remissão possível, e depois não venham falar de MAR, que para estes inflacionadores de impostos não representa nada. 
Procuro imaginar o que sentiria o grande armador Bernardino Alves Correia se alguma vez descortinasse que a sede da sua CCN seria uma esquadra de polícia. Seria caso para chamar "Óh da guarda, salvem-nos"...

 O edifício que faz esquina entre as ruas de São Julião e da Prata foi construído para a Companhia Colonial de Navegação e inaugurado em 1948, com visita do Ministro da Marinha Américo Tomás e tudo. Nas montras apresentavam-se modelos de navios da frota, grandes fotografias e quadros de unidades da CCN que tinha os maiores paquetes portugueses, verdadeiro orgulho nacional. Passados todos estes anos o emblema da CCN ainda sobrevive nos vidros das portas da esquadra de polícia... É a única memória..., a que se junta a minha indignação profunda.

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Saturday, August 23, 2014

Cruise ferry from Lisbon to Southampton


The port of Lisbon was served by cruise ferries on a regular basis between June 1966 and October 1975, four differenr passenger ships with ro-ro facilities being used on services from Southampton to Lisbon, Gibraltar, Algecicas, Tangiers and Casablanca. In 1964 and 1965 two ships were ordered for a passenger cruise ferry service from Southampton to Lisbon in cross trade: Somerfin Lines of Israel ordered the NILI but when delivered she was chartered to Finnlines and never run to Lisbon excpet on positioning cruises around Europe. 
Then Sunward Kloster Ferries operated briefly 19 round voyages with the magnificent SUNWARD, between June and November 1966, when it was decided to movethe ship to Miami originating the following December 19 the start of NCL - Norwegian Caribbean Lines. In 1968 Normandy Ferries started to operate between Southampton and Lisbon with the DRAGON and her French registeed sister LEOPARD and this must have been a positive move because it led to the formation of another company on the P&O Group universe (managed at first by the General Steam Ship Company), the Southern Ferries that placed an order in France for the superb cruise ferry EAGLE. Introduced in My 1971 she served Lisbon until her surprise demise in October 1975 when Paquet Cruises moved in and made an offer for the ship. Soon she joinned the Paquet fleet then comprising the RENAISSANCE, the MERMOZ, the MASSALIA and now the former EAGLE as AZUR.
Two Portuguese shipowners also saw an interest in cruise ferry service Lisbon to UK: Insulana Cruises m.s. FUNCHAL catered for this tourist trade between June 1973 and August 1974 with the an option for passengers to take their cars on a Lo-Lo loading basis and sail onboard FUNCHAL from Zeebregge and Dover to Lisbon leaving everyother Saturday and arriving Lisbon the following Monday reterning North on Thursdays to arrive back in Zeegregge early morning on Saturday and Dover later tat afternoon. Another Portuguese important shipping concern, the Sociedade Geral developed plans for a new cruise ferry servce from Amsterdam to Lisbon and at some point they were very close to purchase a cruise ferry, but n the end this never materialized and by 1974-75 the revolution in Portugal killed all cruise ferry tourist traffic and almost all cruise traffic to Portugal for several years.
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Grace liner in Curacao


The Grace Line was one of the main US shipping companies engaged in regular liner services, from New York to the Caribbean and Central America, and in this magnificent poster (from the collection of my friend Bill Miller) one of the two passenger liners built in 1958, either SANTA ROSA or SANTA PAULA cruising in Willelmstad, Curacao Island, in the Neterland Antilles, both designed by W. F. Gibbs, so the similarities relative to the 1952-built SS UNITED STATES, namely a very similar funnel.
Curacao was a regular port of call of the Portuguese liner SANTA MARIA, she used to berth there every 40 days, 10 calls per years, so it is quite possible that the Portuguese SANTA might have met one of Grace Line's SANTAS there... Unlike the Portuguese SANTA MARIA which was a three-class liner, the ROSA and PAULA were first-class only, catering for 300 pax each.

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Friday, August 22, 2014

Os desertores dos vapores LOURENÇO MARQUES e MALANGE



































A notícia do movimento marítimo refere-se a 13 de Novembro de 1948 e foi copiada das páginas do Diário de Lisboa. Não tiveram escapatória os nossos marítimos desertores, certamente encantados com Nova Iorque...
Estes fenómenos de tripulantes tentarem a entrada clandestina nos Estados Unidos da América descendo a escada do portaló era mais comum do que se pensa, em parte devido aos "sonho americano" e mais recentemente, no Verão de 1972, quando o Paquete PRÍNCIPE PERFEITO esteve em Nova Iorque nos grandes cruzeiros desse ano à América a partir de Lisboa, houve um grupo de empregados de câmaras que fizeram o mesmo que os amigos Ezequiel e Matos, não sei se com a mesma sorte de serem depois devolvidos à procedência ou não. E o bicho mau não tentava só portugueses, os tripulantes de navios mercantes dos Países do Leste nos tempos da cortina de ferro eram sérios candidatos à experiência de trocarem os seus paraísos estatais pelo desconhecido no Ocidente, lembro-me de observar, em 1975, quando os cargueiros da URSS começaram a vir a Lisboa, de às 17h00 depois de acabadas as operações de estiva, de a escada do navio ser levantada e reposta na manhã seguinte...
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N/V PERO DE ALENQUER, policias e ladrões...


Quem achar que a pirataria marítima é um fenómeno recente ignora a acção de muitos pequenos piratas que se dedicavam a roubar as cargas nos navios. Entre nós, de navios portugueses quando os tivemos. 

O PERO DE ALENQUER era um cargueiro a vapor dos Carregadores Açoreanos que foi substituído em 1960 pelo PONTA GARÇA na carreira do Norte da Europa.


O amigos do alheio que não resistiram a uma apropriação discreta de papel de fumar não contavam com a acção implacável da Autoridade Marítima...

Uma delícia esta notícia retirada do Diário de Lisboa de 27 de Maio de 1949. A equipe de estivadores era de facto de primeira escolha, mas nada conseguiram perante a determinação do agente Cabaço dirigido superiormente pelo chefe Baptista dos Anjos, uma dupla justiceira implacável...

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Thursday, August 21, 2014

FUNCHAL voltou a Lisboa


No que se refere ao Paquete FUNCHAL e a Lisboa, a tradição ainda é o que era e ontem o navio voltou ao Tejo em Agosto, como faz desde 1976, quando efectuou os primeiros cruzeiros no Norte da Europa fretado aos Suecos, no tempo já tão distante da CTM.

Andei a contar os dias para a chegada do FUNCHAL este 20 de Agosto e o navio não me deixou ficar mal. Vinha lindo, os tombadilhos cheios de passageiros, parte dos quais desembarcou em Lisboa. Depois do desembarque embarcaram mais portugueses entretanto, que o navio não pára.
Alguns passageiros, pouco habituados a estes coisas de desembarques em Lisboa, mostravam-se impacientes, bem sei que custa deixar o FUNCHAL depois de uns dias inesquecíveis a bordo, mas há mais cruzeiros, o programa está publicado até Outubro de 2015 e as tentações são mais que muitas, variadas, direi mesmo que para todos os gostos.
Lá fui fotografar a chegada do paquete a Santa Luzia e o FUNCHAL brilhou na luz da tarde com as cores clássicas da PORTUSCALE CRUISES e fez-me lembrar o PRÍNCIPE PERFEITO a atracar ao Cais da Fundição, no sítio do actual Terminal de Passageiros de Santa Apolónia, como cheguei a fazer em 1975 nas últimas viagens do PRÍNCIPE a Angola e depois durante a imobilização que antecedeu a sua venda - foi mais dado que vendido, que em tempos de PREC repudiava-se a Marinha Mercante, coisa colonialista, a abater. 
O desabafo tem a ver com o PRÍNCIPE PERFEITO, Paquete que antecedeu o FUNCHAL no traço do Arquitecto Naval Almirante Rogério de Oliveira, não o Lugre actual que é giro, mas não tem quase nada a ver com as velhas tradições dos PAQUETES PORTUGUESES de que o FUNCHAL é o último testemunho vivo, apesar do entusiasmo e dedicação do Cte. Rafael. 
Enfim, história é isso mesmo, é passado e ontem lá estava no cais a aguardar o seu navio preferido, sempre sorridente, o Armador Dr. Rui Alegre, a receber uma grupo numeroso de agentes de viagens que jantaram a bordo e desejo tenham desembarcado motivados para venderem muitos cruzeiros do FUNCHAL em Portugal e tão encantados como eu fico, sempre que me cruzo com o FUNCHAL.
Não resisti e voltei a bordo do FUNCHAL e fiz mais umas quantas fotografias e cheguei a pensar por momentos em esconder-me numa baleeira e sair para o mar, esse mar largo e belo sem limites a que o FUNCHAL regressou vai fazer amanhã um ano depois de renegar uma morte quase anunciada.
Foi a 22 de Agosto que o FUNCHAL renasceu de facto quando largou para a Suécia após reconstrução. Um ano depois ele cá está, com vida e muitas viagens e cruzeiros para fazer.
A azáfama dos passageiros portugueses para desembarcarem e dos ingleses para saírem em excursão deixou os decks do FUNCHAL por minha conta e a luz de final de tarde traiu a presença deste amigo do Paquete FUNCHAL com uma sombra feliz. Não há nenhum outro navio como o FUNCHAL.
E já agora, não se esqueçam: faltam 93 dias para o FUNCHAL largar do Tejo para o grande cruzeiro a África - Cabo Verde, São Tomé, Angola e Guiné no conforto acolhedor do FUNCHAL. Pode embarcar e desembarcar na Madeira, se preferir.
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AURORA and her future look




As part of a marketing campaign being developed by P&O Cruises associated to the introduction of their new mega flagship BRITANNIA now being built in Italy, the traditional classic livery of P&O passenger liners first introduced in the 1930s with the STRATH white sisters is being discarded in the whole fleet of Carnival UK's P&O brand, and AURORA set to become the first victim: she will be the first ship to have the new blue funnel and hull markings going along the trend first developed by NORWEGIAN CRUISE LINES, with another dark blue funnel and logo plus a decorative bow and a ferry like hull display of P&O Cruises name. So AURORA is set to look a bit less P&O next December following her refit in Hamburg's Blohm & Voss yard in time for the ship's New Year's cruise.

Meanwhile, yesterday the 14-year old AURORA looked as smart and classic as ever when I took this photograph at Lisbon on 20 August 2014. Increased competition on UK's cruise market seems to have geared the P&O master brains to radical change. P&O buff funnels and all white ships will be missed.
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Um artigo a não perder...


Um artigo a não perder, publicado na revista americana TRAVEL WEEKLY sobre o tema do entertenimento a bordo dos navios das principais companhias de cruzeiros associadas ao mercado de cruzeiros dos EUA. Impressionante: http://www.travelweekly.com/Cruise-Travel/All-the-sea-is-a-stage/

A great article about the new trends on onboard entertainment on the big ships of most first rate US geared cruising companies. Impressive: http://www.travelweekly.com/Cruise-Travel/All-the-sea-is-a-stage/
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Friday, August 15, 2014

NRP JOÃO COUTINHO em Cascais


Aspectos da corveta NRP JOÃO COUTINHO (F475) fotografada ontem de manhã a pairar na Baía de Cascais no final de 44 anos de actividades ao serviço de Portugal e da Marinha, preparando-se para entrar no Tejo pela última vez no final da derradeira missão SAR. Fotografias de Luís Miguel Correia a 14 de Agosto de 2014.

The Portuguese Navy light frigate NRP JOÃO COUTINHO photographed yesterday off Cascais at the end of 44 years at sea. JOÃO COUTINHO returned to the Lisbon Naval Base at Alfeite for the last time yesterday and is set to pay off later this month. Photographs by Luís Miguel Correia taken on 14 August 2014.
A JOÃO COUTINHO foi a primeira de 10 corvetas entradas ao serviço da Marinha Portuguesa entre 1970 e 1975.
João Coutinho was the first of 10 shiphs built 1970 to 1975 for the Portuguese Navy.
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Corvetas PEREIRA D'EÇA e AFONSO CERQUEIRA


Aspectos das corvetas NRP GENERAL PEREIRA D'EÇA (já abatida) e NRP AFONSO CERQUEIRA (F488), fotografadas a 14 de Agosto de 2014 atracadas no Alfeite, vendo-se em primeiro plano a proa da JOÃO COUTINHO, acabada de chegar no final da última missão SAR.

Das seis unidades da classe JOÃO COUTINHO, entradas ao serviço em 1970 e 1971, restam em serviço activo a JOÃO COUTINHO, que deverá ser abatida ao efectivo no final de Agosto, a JACINTO CANDIDO, que foi reparada recentemente e terá ainda em perspectiva alguns anos de serviço, e a ANTÓNIO ENES, de momento em fabricos no Arsenal. 
A corveta GENERAL PEREIRA D'EÇA foi abatida há já algum tempo e mostra o efeito dessa derradeira situação, servindo para canibalização de sobresselentes para as suas irmãs ainda activas enquanto aguarda a muito provável venda para sucata.

A JOÃO COUTINHO vai agora ser desarmada e está previsto que a próxima corveta a ser abatida depois da JOÃO COUTINHO seja a AFONSO CERQUEIRA, ainda sem data efectiva para o desarmamento.

Para já, esta unidade da classe BAPTISTA DE ANDRADE e a mais recente das corvetas existentes, assumiu a missão SAR transferida da JOÃO COUTINHO, como se pode observar pela bandeira R do códigio internacional de sinais içado no mastro da AFONSO CERQUEIRA.

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Fragatas classe VASCO DA GAMA



As três unidades da classe VASCO DA GAMA atracadas ontem, 14 de Agosto de 2014, na Base Naval do Alfeite, fotografadas de bordo da corveta NRP JOÃO COUTINHO no decurso da última entrada deste navio na base do Alfeite, após 44 anos de serviço. 
A JOÃO COUTINHO foi recebida com um magnífico festival de apitos de todas as unidades navais presentes, tendo muitos dos navios içado as quatro bandeiras dos respectivos indicativos visuais de chamada, como se pode observar no mastro da ÁLVARES CABRAL.
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NRP BÉRRIO no Alfeite


Aspectos do NRP BÉRRIO fotografado na manhã de 14 de Agosto de 2014 atracado na Base Naval de Lisboa.

The Portuguese Navy replenishment ship BÉRRIO at her usual berth at the naval base at Alfeite.


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