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Friday, November 27, 2009

ANGOL e GALP SINES em Cabo Ruivo


A ponte-cais de Cabo Ruivo, que serviu os navios-tanques à carga e ou descarga para a refinaria de Cabo Ruivo de 1960 até próximo da realização da EXPO 98, era o terminal mais importante para petroleiros e navios de gás no porto de Lisboa.
Substituiu a ponte cais da Matinha, que curiosamente ainda existe e serve hoje de repouso a duas unidades da Portline em imobilização comercial (CHRISTINA I e MACAU).
Com a curvatura do rio, a luz era normalmente muito boa para se fotografar os navios no canal de acesso, frequentado quase diariamente pelos GALPS grandes, o SINES e o LEIXÕES, cujas imagens registei muitas vezes. Com os navios atracados, era também um prazer fotografar pormenores a partir da margem em talude adjacente ao terminal, que era pertença da SOPONATA. Tudo isto passou e parece cada vez mais distante, tendo ficado as imagens e as recordações dos navios e de um ambiente com mangueiras, cabos e uma sensação de fim de mundo que então caracterizava Cabo Ruivo face à cidade. Aqui fica uma das muitas imagens dos navios-tanques de Cabo Ruivo, o s navios ANGOL e GALP SINES, da Sacor Marítima.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, September 09, 2008

Recordando o GALP SINES

Navio-tanque GALP SINES de 1982 navegando em lastro no Canal de Cabo Ruivo a 5-10-1991, numa das inúmeras viagens entre Lisboa e Sines.
Após 22 anos ao serviço da Sacor Marítima, para quem foi construído em 1982 pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, foi vendido a interesses indianos e registado nas ilhas Marshal em 2003 com o nome W.S. PROVIDER. O ano passado foi revendido para os Emirados Árabes Unidos (Emirates Shipping Co. Ltd., de Sharjah) e navega actualmente com bandeira do Panamá e o nome ESRAA.
O navio não foi substituído na frota da Sacor Marítima por tonelagem própria, o que lamentamos. Sob a capa do liberalismo económico, Portugal tem vindo a destruir as actividades marítimas, tendo-se começado pelos navios e empresas, estando agora em curso as escolas, estando próximos de uma verdadeira desmaritimização efectiva. Que ráio de gente tão zelosa desse valor patriótico chamado analfabetismo marítimo.
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