Saturday, September 22, 2018

NRP SINES no Tejo

As minhas primeiras fotografias do novo patrulha oceânico NRP SINES, registando uma entrada no Tejo, na tarde de 21 de Setembro de 2018. 
Terceira unidade da classe VIANA DO CASTELO, o SINES foi aumentado ao efectivo dos navios da Armada a 6 de Julho deste ano e está a navegar sem a direcção de tiro e armamento definitivos, que ainda não foram comprados por falta de dinheiro. Sem navios não há políticas de mar nem regresso ao mar, mas sem dinheiro não há navios. A Marinha faz mais do que pode nas circunstâncias. E temos o SINES no Tejo, com o seu perfil elegante, enquanto se procede aos acabamentos no quarto navio da classe, o NRP SETÚBAL, que deve ser entregue em 2019.
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Wednesday, September 19, 2018

PORTO sold for breaking up

The Portuguese passenger ship PORTO has just been sold at a public auction in Lisbon on September 13, for 1,000,005.00 USD. The ship was purchased by a Turkish scraper, and is expected to be towed to Aliaga, Turkey on the next coming weeks. 
The sale of PORTO puts an end to the lasting agony of the small classic cruise ship, which had transported the final passengers in 2012 and has been laid up since March 15, 2013, when she arrived Lisbon from Montenegro, following rescue from creditors after the bankruptcy of George Potamianos' Classic International Cruises. 
The ARION returned to the river Tagus at the time on the initiative of Rui Alegre, who had just acquired four of the CIC's fleet of cruise ships by agreement with Montepio Geral, a Lisbon-based bank and set up Portuscale Cruises. Shortly afterwords the ship's name was changed to PORTO, which underwent major repairs at the Navalrocha shipyard in order to go to Greece, in June 2013, supposedly to cruise in the Aegean chartered to a Greek operator who entered into breach of contract even before the ships´s departure from Lisbon. 
PORTO ex-ARION dragged on from berth to berth until she was tied up in a lost former tanker jetty, the Matinha Pier, in 2014. 
PORTO was built in 1965 in Yugoslavia under the name ISTRA, a sistership of DALMACIJA, for a regular line linking the Adriatic to the Middle East. In 1969 she was converted for cruising, an activity in which she obtained significant success. As ASTRA1, she was bought in Haifa by George Potamianos, at a public auction, for USD 1 million, back in March 1999. A complete modernization followed in Lisbon, in an investment that then reached 18 million euros. With the name ARION the ship operated in the international cruise markets from May 2000 to November 2012. Although a few millions were poured into the ship in 2013, Portuscale Cruises proved unable to reactivate PORTO, which will now end her days in the same place former fleet mate LISBOA ex-PRINCESS DANAE, ended in 2015.
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Navio de cruzeiros PORTO vendido para sucata






O navio de passageiros português PORTO foi vendido em Lisboa no dia 13 de Setembro, por 1.000.005,00 USD. A venda decorreu em leilão e o navio, que foi comprado por um sucateiro turco, deverá ser rebocado para Aliaga, na Turquia, até ao dia 15 de Outubro próximo.
A venda do PORTO põe fim à agonia prolongada do pequeno paquete, que havia transportado os últimos passageiros em 2012 e se encontrava imobilizado no Tejo desde 15 de Março de 2013, data em que chegou a Lisboa procedente do Montenegro, onde foi resgatado junto de credores na sequência da falência das empresas de George Potamianos.
Regresso festivo do ARION a Lisboa em 2013 após compra pela Portuscale
O ARION voltou ao Tejo na altura por iniciativa de Rui Alegre, que acabara de adquirir quatro dos navios de cruzeiros da frota CIC por acordo com o Montepio Geral. Pouco depois mudou-se o nome para PORTO, que sofreu uma reparação importante no estaleiro Navalrocha e foi reparado para seguir para a Grécia em Junho de 2013, supostamente para fazer cruzeiros no Egeu fretado a um operador grego que entrou em incumprimento contratual mesmo antes do navio deixar o Tejo, nunca chegou a aparecer dinheiro. 
O PORTO ex-ARION arrastou de cais em cais até ficar amarrado na Matinha em 2014, e o corolário dessa tragédia silenciosa decorreu agora a 13 de Setembro.
O PORTO foi construído em 1965 na Jugoslávia com o nome ISTRA, para uma linha regular ligando o Adriático ao Médio Oriente. Em 1969 foi adaptado para cruzeiros, atividade em que tive sucesso significativo. Em 1999 foi comprado em Haifa por George Potamianos, em hasta pública, por 1 milhão de USD seguindo-se uma reconstrução total dos seus interiores em Lisboa, num investimento que então atingiu os 18 milhões de euros, onde George Potamianos aplicou um pé de meia. Com o nome ARION o navio operou no mercado internacional de cruzeiros de Maio de 2000 a Novembro de 2012.
Apesar de alguns milhões investidos no navio em 2013, a Portuscale Cruises não conseguiu nunca reativar o PORTO, que vai agora acabar os seus dias no mesmo local onde morreu, em 2015, o paquete LISBOA, ex-PRINCESS DANAE.
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Monday, September 17, 2018

O último cruzeiro do ARION

Foi o último cruzeiro do navio de passageiros ARION com portugueses, a partir de Lisboa. O embarque decorreu na Gare Marítima de Alcântara a 7 de Agosto de 2012 e pareceu o início de uma viagem de recreio a bordo de um iate de milionários, quase uma coreografia suspensa num outro tempo em que este mesmo cais de Alcântara servia de partida para o tradicional cruzeiro de verão que sempre reunia os mesmos grupos de passageiros repetentes e tradicionais a bordo do N/T PRÍNCIPE PERFEITO, navio-almirante da Companhia Nacional de Navegação. Foi assim diversos anos até que em 1974 já não houve cruzeiro de verão.
A Classic International Cruises dava os últimos passos, infelizmente, não sobreviveria à orfandade e o ambiente a bordo nessa última saída do ARION do Tejo reflectia as incertezas sentidas pela tripulação, com cenas patéticas de alguém a implorar a um passageiro angolano supostamente rico que comprasse os navios e salva-se as operações. O cruzeiro acabou por terminar em Portimão em vez de Lisboa, e o ARION seguiu para o Mediterrâneo a cumprir um fretamento.
Esta tradição foi depois retomada pelo FUNCHAL, primeiro operado pela CTM, normalmente fretado à Agência Abreu ou ao Automóvel Clube de Portugal, depois já operado pela Arcália Shipping de George Potamianos que em 1985 comprou o navio. 
Com o FUNCHAL imobilizado desde Setembro de 2010, a Classic International Cruises posicionou o ARION em Lisboa para um cruzeiro de uma semana às Canárias e África do Norte  que acabou por atrair os habituais passageiros fieis do FUNCHAL e da CIC.
Aqui ficam imagens desse embarque a saber a férias no mar num bonito iate, confortável e elegante, um dos últimos navios dos anos sessenta então ainda a operar. O ARION foi construído em 1965 e em muitos aspectos parece uma versão em miniatura do FUNCHAL. Com o nome original ISTRA começou a visitar Lisboa no final dos anos sessenta. Comprado em 1999 pela CIC, o navio foi reconstruido em Lisboa e regressou ao serviço, com o nome ARION, em Maio de 2000 e navegou até Novembro de 2012, quando ficou arrestado no Montenegro.
George Potamianos falecera em Maio de 2012 e a sua empresa e os seus belos navios de cruzeiros sobreviveriam poucos meses à sua partida tão sentida por mim. As empresas geridas sob a marca da Classic International Cruises haviam-se ressentido das alterações da conjuntura económica internacional que culminaram na maior crise das últimas décadas. Os navios da CIC tinham mercado e navegavam com uma clientela fiel e satisfeita, mas a pressão crescente das grandes empresas, e algumas situações de quebra repentina de afretamentos por parte de operadores estrangeiros, em Inglaterra, na Alemanha e em Espanha, com a consequente imobilização de navios - o mais afectado foi  ATHENA - acabaram por corroer a tradicional solidez financeira das empresas de George Potamianos, que então encontrou apoio bancário no banco Montepio.
O FUNCHAL, que a partir de 2007 passou a ter apenas operação sazonal, com os invernos imobilizado em Lisboa, foi retirado do serviço em Setembro de 2010 sendo decidida a sua modernização, financiada pelo Montepio e iniciada em Lisboa (Matinha) em 2011 mas interrompida ainda por George Potamianos.
Em Novembro de 2012 os navios pararam todos, os escritórios de Lisboa e de outros países fecharam, ficou tudo nas mãos do Montepio que em Fevereiro de 2013 fez um acordo com Rui Alegre, e continuou a financiar os navios e as operações, agora sob o nome de PORTUSCALE CRUISES.
O resto da história conto em breve, dado que breve será agora a permanência do navio em Lisboa...




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Tuesday, August 28, 2018

Os paquetes da Sud Atlantique e Chargeurs Réunis em Lisboa

Imagens de anúncios de partidas de navios relativas às companhias francesas Chargeurs Réunis e Sud Atlantique, inseridos no Diário de Lisboa em 1952, quando estas empresas faziam a renovação da frota de navios de passageiros após a guerra.

Esta fotografia do LAENNEC foi tirada em Lisboa, com o navio a largar do Cais da Rocha, auxiliado pelo rebocador LIBERTADOR, dos Catraeiros, na altura o rebocador privado mais moderno, se excluirmos os das grandes companhias armadoras portuguesas. Fotografia original do meu amigo N. de Groer.


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A companhia francesa CHARGEURS RÉUNIS


Fascinam-me estes cartazes antigos das grandes companhias de navegação, quase todas desaparecidas na vertigem das últimas décadas. Neste caso uma edição da famosa empresa de navegação francesa Compagnie des Chargeurs Réunis, que foi constituída em 1872 e com os anos se tornou uma das mais importantes companhias marítimas europeias e acabou em 2005 por integrar a actual CGM - CMA, de Marselha, a terceira maior companhia de porta-contentores do mundo, depois da Maesk e da MSC.
Lembro-me de ver os paquetes da Cie. des Chargéurs Réunis nos primeiros anos da década de 1960, quando faziam escala no Funchal no decurso de viagens regulares à África Ocidental. Em Lisboa só me recordo de ver cargueiros desta empresa, que ainda cheguei a fotografar, mas ao longo de muitos anos a companhia manteve linhas de passageiros e carga para a América do Sul, em conjunto com a sua associada Cie Sud Atlantique, serviço que passou a ser efectuado pela Cie des Messageries Maritimes na década de 1960 e se manteve até 1972, com o paquete PASTEUR de 1966.

Mais imagens da Cie des Chargeurs Réunis aqui e aqui.
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Sunday, August 26, 2018

Veleiro ANIXA da Associação David Melgueiro


A Associação David Melgueiro tem o seu veleiro ANIXA baseado na Marina de Oeiras, de onde o vimos sair na tarde de 22 de Agosto de 2018, aproveitando para algumas fotografias, tiradas na Barra do Tejo e frente a Carcavelos. 
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O MITO DO V IMPÉRIO e o Mar Português


Estivemos no lago do Campo Grande, em Lisboa e verificámos in loco a pujança desta verdadeira incubadora marítimo-turística de raiz municipal, com uma frota de embarcações modernas disponíveis para quem queira ser capitão de um meio náutico nacional por uma mera taxa de €7,00 por hora. E de imediato se nos acercou da alma a essência do mito do Quinto Império e a quase certeza de que o Mar Português voltará a cumprir os seus desígnios universalistas. 
Entretanto, agora a observar as imagens, verificamos que as mesmas não apresentam bandeira portuguesa, será um mero expediente de poupança ou uma questão de competitividade? Mais uma oportunidade para o próximo relançamento do Registo Convencional de Navios. A Economia Azul no seu melhor.

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Saturday, August 25, 2018

Porta-contentores LEONIE P


O estaleiro J. J. Siettas, de Hamburgo, construiu o primeiro porta-contentores em 1966 tendo-se especializado ao longo dos anos seguintes em séries de navios, dos quais alguns navegaram com bandeira portuguesa. Os navios saídos deste estaleiro tinham linhas tipicamente alemãs, cheias de personalidade e embora o estaleiro tenha perdido a  sua independência num processo de falência em 2012 (foi comprado por interesses russos) navegam ainda centenas de navios com origem nestes estaleiros, caso dos gémeos portugueses MONTE BRASIL e MONTE DA GUIA.
A Transinsular está a operar em regime de fretamento, na linha de Cabo Verde, o porta-contentores alemão LEONIE P, (construção n.º 1048 do estaleiro J. J. Siettas, construído em 1997), que fotografei a sair a barra do Tejo na tarde de 22 de Agosto deste ano. Além do inconfundível estilo Siettas, gostei muito das cores do navio, a fugir à pouca imaginação actual dos cascos azuis. Trata-se de um navio com 139,1 m de comprimento ff, 24,2 m de boca, capacidade para 910 TEU, com 9991 GT e 13.059 TDW, equipado com duas gruas de 45 T e com a velocidade de 19 nós. Foi lançado à água a 7 de Setembro de 1997 e entregue aos armadores a 14-11-1997, chamando-se então HERM KIEPE (1997-2013).
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Thursday, August 23, 2018

SMOKING IS SO RELAXING

Laurence Dunn foi um grande artista, escritor e fotógrafo britânico que tive o privilégio de conhecer em Londres há muitos anos.
 O último de muitos livros excelentes sobre navios que publicou foi MEDITERRANEAN SHIPPING (Carmania Press, London, 1999). Na página 39 de MEDITERRANEAN SHIPPING, a certa altura Laurence Dunn diz, a propósito de uma chaminé de um paquete a deitar fumo que 

«Smoking is so relaxing (...) When early motorships made smoke, publicity photographs were suitably doctored»

Não fumo mas gosto de ver e sentir navios fumadores, fumantes, o que lhes queiram chamar. Apesar dos arrepios das primas donas fundamentalistas que por aí grassam e que não gostam de nada no final de contas, para além das suas sabedorias correctamente políticas. Ou será que são politicamente correctas? Ou correcticamente polémicas?
Saudades mesmo, tenho do fumo dos navios com turbinas a vapor. Alguém ainda se lembra desse perfume da nafta? O vento levou...
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Linha Funchal - Portimão


As viagens entre a Madeira e o Algarve, reiniciadas a 2 de Julho último com o ferry VOLCAN DE TIJARAFE, estão a ser um sucesso, com grande afluência de passageiros e viaturas e grande entusiasmo de muitos madeirenses.

A Empresa de Navegação Madeirense (E.N.M.) ganhou o mais recente concurso público internacional promovido pelo Governo Regional da Madeira para concessão do serviço público de transporte marítimo de passageiros e veículos por ferry entre a Madeira e o Continente, com operação sazonal no período de Verão, com 12 viagens por ano, de Julho a Setembro para os anos de 2018 a 2020, com um subsídio anual de 3 milhões de euros.
A decisão foi anunciada a 10 de Maio último, dando conclusão a um processo demorado e complexo que acabou por não atrair quaisquer operadores internacionais, dada a natureza do mercado madeirense, considerado de pequena dimensão e muito marcado pela sazonalidade.
O Grupo Sousa, proprietário da Empresa de Navegação Madeirense, foi o responsável pela única proposta apresentada a concurso, estimando resultados negativos da ordem dos 5 milhões de euros ao longo dos três anos da operação, calculando transportar cerca de 7500 passageiros em cada ano.
De 2 de Julho a 19 de Setembro a E.N.M. assegura 12 viagens em rotação semanal com saídas do Funchal todas as segundas-feiras, e de Portimão às terças. Está a ser utilizado o navio espanhol VOLCAN DE TIJARAFE, afretado ao armador Armas, das Canárias, o qual operou anteriormente uma carreira Canárias - Madeira – Portimão de Junho de 2008 a Janeiro de 2012, e que então acabou em termos no mínimo polémicos. Construído em Vigo em 2008, o VOLCAN DE TIJARAFE efectuou anteriormente esta linha por operação directa da Armas: é um navio moderno, de 19.976 GT, 3.400 TDW, 154 metros de comprimento, 23 nós de velocidade e lotação para 856 passageiros, dos quais 206 em camarotes, transportando ainda 300 viaturas ligeiras. As viagens Funchal – Portimão são complementadas com ligações às Canárias (Las Palmas e Tenerife).
A dimensão do mercado madeirense foi sempre problemática no que toca às carreiras regulares de transporte marítimo com o Continente, estabelecidas em 1875 pela antiga Empresa Insulana de Navegação, cuja operação foi subsidiada pelo Estado Português até 1914, e mantidas pela Insulana até 1974 e depois pela sucessora desta, a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, até Outubro de 1975, quando o paquete FUNCHAL foi retirado. Efectuaram-se depois, a título experimental em 1978, oito viagens com o paquete NIASSA, que não tiveram continuidade.
Em 1974, o então Secretário de Estado da Marinha Mercante, Eng. Gonçalves Viana tinha preparadas medidas para a implementação de um serviço ferry regular entre o Continente, a Madeira e os Açores, que previa a compra de um navio próprio moderno e um subsídio indemnizatório do respectivo serviço público, mas o Governo que integrava caiu e a iniciativa não teve continuidade, tornando a Madeira e os Açores os únicos arquipélagos europeus sem ligações ferry para passageiros e viaturas em toda a Europa, o que acabou por gerar na opinião pública madeirense um movimento de pressão a que entretanto foram sensíveis os principais partidos regionais, e culminou agora no restabelecimento da carreira para Portimão, ainda que a título experimental. De lamentar neste processo que o Governo da República tenha recusado apoiar a iniciativa, apesar do tão propalado desejo de promoção das actividades marítimas a que chama Economia Azul.
Em complemento da actividade da Empresa Insulana, a Empresa de Navegação Madeirense e a sua associada Empresa de Transportes do Funchal asseguraram até 1990 uma carreira semanal de carga e passageiros Funchal – Lisboa, com os navios mistos de carga e passageiros MADEIRENSE e FUNCHALENSE, que transportavam cada um 12 passageiros em viagens muito agradáveis efectuadas aos fins de semana.
A retoma da linha Funchal – Portimão é um passo importante para a diversificação dos meios de transporte de acesso à Madeira, como alternativa à via aérea. Há agora que dar continuidade ao projecto, alargar o apoio político que devia ser consensual e ter a ambição necessária para logo que possível ampliar a carreira numa perspectiva de operação por todo o ano, com meios próprios e apoios suficientes. 
Uma futura carreira regular permanente deveria no nosso entender ligar o Funchal a Lisboa, cujo porto, em decadência acentuada, vítima de pressões autárquicas e imobiliárias, tem vindo a perder a vocação centenária de Grande Porto Nacional, sem que se contabilizem os prejuízos nem as responsabilidades por essa vertente nefasta de desmaritimização.
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Friday, August 10, 2018

ORONSAY atracado no cais da Rocha em Lisboa


Durante uma escala em Lisboa, Arne Sognnes aproveitou para fotografar navios na zona do cais da Rocha e Doca de Alcântara. Esta imagem do paquete inglês ORONSAY foi registada a 26 de Janeiro de 1970, vendo-se à popa, o VERA CRUZ da Companhia Colonial de Navegação, que então fazia a carreira de Angola e fretamentos militares para transporte de tropas. O VERA CRUZ havia chegado a Lisboa a 23 de Dezembro com passageiros.
Em 1970, a vedação que separava a zona reservada do cais da Rocha era um varandim semelhante aos que ainda hoje se podem observar na varanda adjacente à estação marítima, o que permitia fazer este tipo de fotografias sem quaisquer restrições.
O paquete ORONSAY era o segundo de três navios muito semelhantes construídos entre 1948 e 1955 para a Orient Lines, de Londres, ORCADES, ORONSAY e ORSOVA, e absorvidos na frota da P&O na década de 1960. Nesta escala o navio vinha de Southampton em viagem regular com destino à Austrália, via canal do Panamá. Saiu ao final desse dia para as Bermudas e Canal do Panamá, atravessando de seguida o Pacífico.
Texto de /Text copyright L.M.Correia. Foto de Arne Sognnes. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Thursday, August 02, 2018

GANDA (III) pintado por Gordon Ellis


Um Amigo acaba de me chamar a atenção para esta pintura de Gordon Ellis do navio de carga e passageiros GANDA, construído na Escócia em 1947-48 para a Companhia Colonial de Navegação e que conheci muito bem com as cores originais e depois na fase da CTM. 
Dado o meu grande interesse pela história e navios da Companhia Colonial, foi uma boa surpresa. Conhecia uma outra do mesmo autor utilizada pela CCN para edição de um postal do navio, cujo original pertence actualmente ao Museu de Marinha de Lisboa, mas esta é nova para mim. O original está na Escócia, possivelmente foi encomenda do estaleiro na altura.
Gordon Ellis pintou a frota nova da Colonial até à década de 1960. Natural de Liverpool, nasceu em 1920 e trabalhava no estaleiro John Brown em 1947 quando os paquetes PÁTRIA e IMPÉRIO foram lá construídos para  CCN. Pintou igualmente o GIL EANNES novo. Faleceu em 1979.


História e características principais do GANDA (1948-1981)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1948. Nº Lloyd's: 5125893. Nº oficial: H 354; Indicativo de chamada: CSEC. Arqueação bruta: 5.895 toneladas; Arqueação líquida: 3.311 toneladas; Porte bruto: 9.418 toneladas; Deslocamento máximo: 13.114 toneladas; Deslocamento leve: 3.696 toneladas. Capacidade de carga: 5 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.122 m3. Comprimento ff.: 135,00 m; Comprimento pp.: 128,75 m; Boca: 17,98 m; Pontal: 7,79 m; Calado: 8,21 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 4 cilindros, com 5.074 bhp; 1 hélice de 4 pás fixas. Velocidade: 14,00 nós (15.40 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 10 camarotes. Tripulantes: 32. Navio gémeo: AMBOIM. Custo: £405.750 libras, cerca de 41.104.000$00.

O GANDA foi construído no estaleiro The Burntisland Shipbuilding Co. Ltd., em Burntisland, Escócia, (construção nº 313), tendo sido encomendado pela Companhia Colonial de Navegação em 1946. A quilha foi assente a 14-12-1946 e o navio foi lançado à água em 30-09-1947 (Madrinha Dª. Inês de Freitas Menezes). O aprestamento foi concluído em 02-1948 e nas provas de mar efectuadas a 16-02 o GANDA alcançou a velocidade de 16 nós. Entregue à CCN a 26-02-1948, o navio seguiu de Burntisland para o canal de Bristol indo carregar carvão a Newport, largando a 9-03 para Lisboa onde entrou pela primeira vez a 12-03-1948. Registado em Lisboa a 21-04, saiu no dia seguinte para Leixões, Gloucester, New York, Norfolk e Filadélfia. A 9-06 iniciou uma segunda viagem aos EUA e só entrou na carreira de África Oriental a 26-07 na terceira viagem. Fez também viagens apenas à costa ocidental, com escalas nos portos de Angola e em São Tomé. Em 1972 passou a escalar regularmente portos do Mediterrâneo no prolongamento da carreira da África Oriental e a 4-02-1974 passou a integrar a frota da CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos sendo-lhe atribuído o valor de 41.103.695$65. Registado como propriedade da CTM em Lisboa a 10-07-1974, com novo nº. Oficial I – 471, mantendo o indicativo de chamada. Em 1975 foi pintado com as cores da CTM e casco azul-escuro com linha de água verde; em 1979 o casco passou a ser preto com linha de água a vermelho. Nos últimos anos foi empregue na linha da América do Sul e fez diversas viagens aos Açores e Madeira. Entrou em Lisboa pela última vez a 1-05-1980 e foi desarmado, permanecendo fundeado no Mar da Palha até ser vendido à firma Baptista & Irmãos por 12.800.000$00, a 18-11-1981, tendo esta firma recebido autorização do Governo para a compra por Despacho de "Sua Excelencia o Sr. Secretário de Estado dos Transportes Exteriores e Comunicações de 28-10-1981." O GANDA foi registado uma última vez na capitania do porto de Lisboa a 30-11-1981 a favor da firma Baptista & Irmãos "para efeitos de propriedade e posterior demolição." Procedeu-se de imediato ao desmantelado no cais novo do estaleiro de Alhos Vedros, concluindo-se os trabalhos a 3-05-1982, conforme verificado pelo cabo do mar da delegação marítima do Barreiro, pelo que se cancelou o registo em 1982.
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Wednesday, August 01, 2018

AMERICAN PRESIDENT LINES

Bem sugestivo este cartaz editado pela American President Lines há cerca de 60 anos, destacando o perfil de um dos navios mistos de passageiros e carga da companhia que então asseguravam um serviço regular à volta do mundo. Claro que estamos a considerar um mundo totalmente diferente do actual. Os navios eram outros, menos especializados, com empresas mais pequenas e com forte identidade nacional, que se tem vindo a perder.
Vocacionada essencialmente para as carreiras transpacificas, a American President Lines tinha sede em São Francisco e dispunha de uma frota de navios de passageiros e de cargueiros, muitos dos quais transportavam 12 passageiros em acomodações de luxo e eram preferidos por viajantes sem pressa e que apreciavam a vida de bordo e o mar.
Na fase final dos serviços de passageiros, os três últimos paquetes da APL visitaram Lisboa, no início da década de 1970, no decorrer de grandes cruzeiros: PRESIDENT WILSON, PRESIDENT CLEVELAND e PRESIDENT ROOSEVELT.
Os dois primeiros acabaram por ser vendidos ao chinês C.Y. Tung, de Hong Kong, e o ROOSEVELT foi comprado pela Chandris em 1970 e transformado no ATLANTIS (1970-1972), que depois teve diversos nomes, com destaque para EMERALD SEAS (1972-1982) e OCEAN EXPLORER I (1998-2004), designação com que esteve em Lisboa a servir de hotel flutuante no Verão de 1998.
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Friday, July 27, 2018

Disney, Independence e Marella...


Três navios de passageiros a saírem de Lisboa seguidos, como acontece tantas vezes ao final da tarde. A 25 de Julho largaram o DISNEY MAGIC, o INDEPENDENCE OF THE SEAS e o MARELLA SPIRIT. Todos em viagens de cruzeiros turísticos.
O DISNEY MAGIC acaba de completar 20 anos. Foi o primeiro navio de cruzeiros da Disney, construído em Itália e entregue a 21 de Junho de 1998, tendo visitado Lisboa pela primeira vez dias depois, na viagem posicional rumo a Port Canaveral. Estes vinte anos passaram num instante, o navio está cada vez mais bonito, à medida que se vão construindo autênticos mostrengos, mas sempre foi assim, a evolução não para. 
Com 83.969 GT, o DISNEY MAGIC tem 294,06 m de comprimento e destaca-se pelas linhas neoclássicas, realçadas pelas cores - vermelho nas chaminés e preto no casco, cores muito pouco utilizadas nos dias que correm, mas bonitas.

Com metade da idade do DISNEY MAGIC e o dobro da tonelagem deste, o INDEPENDENCE OF THE SEAS data de 2008 e tem 155.889 GT apresentando o comprimento máximo de 338,72 m. É o maior navio de cruzeiros de entre os que visitam o Tejo com frequência e foi modernizado no início deste ano, apresentando alterações diversas, ao nível da chaminé e de outros pormenores exteriores. identificáveis por comparação com fotografias mais antigas.

O veterano de entre o grupo de paquetes em referência é o MARELLA SPIRIT, de 33.930 GT, construído em 1983 em França para a Holand America Line com o nome NIEUW AMSTERDAM (1983-2000), que já navega há 35 anos e vai na sua quinta designação, tendo-se chamado anteriormente THOMSON SPIRIT (2003-2018). É um navio de cruzeiros da segunda geração, de linhas tipicamente holandesas.
Fotografias de Luís Miguel Correia registadas no Tejo a 25 de Julho de 2018. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia 

Tuesday, July 24, 2018

SAGA SAPPHIRE: a beleza das cores clássicas


Sou apreciador convicto das cores ditas clássicas aplicadas aos navios. Uma das minhas companhias de cruzeiros preferidas da actualidade é a Saga Cruises, que tem operado alguns dos navios mais emblemáticos do século XX, com destaque para os últimos dois «FJORDs», tão bem tratados pela Saga com os nomes SAGA ROSE e SAGA RUBY, ambos já desmantelados, infelizmente. A Saga voltou muito recentemente a optar pelas chaminés amarelas, e o SAGA SAPPHIRE fica soberbo com estas cores, equilibradas e simples, mas muito belas por isso mesmo. 

Construído em 1980-81 como EUROPA para a Hapag-Lloyd, no tempo em que a actividade de cruzeiros desta empresa ainda era sediada em Bremen, numa espécie de prolongamento do Norddeutscher Lloyd, o EUROPA de 1981 foi um navio de esperança, o último grande paquete construído com o pedigree de Navio de Estado, e ao mesmo tempo, o primeiro navio significativo de uma nova era na evolução dos navios de passageiros, dado que se pode considerar ter sido o primeiro da segunda geração de navios de cruzeiros, introduzido apenas quatro anos depois de, na apresentação do CUNARD PRINCESS em Nova Iorque, em 1977, se ter considerado ser este provavelmente o último grande navio de passageiros a ser construído.
Voltando ao SAGA SAPPHIRE e à sua «nova» chaminé amarela, que contraste face à estética prevalecente nos dias que correm, de pintar os navios de cruzeiros de branco e azul, ou então aplicar macacadas nos cascos, algumas como a das proas dos navios da Princess, verdadeiramente de mau gosto. 
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Monday, July 16, 2018

Porto de Lisboa em fotografias


Porto de Lisboa em imagens originais LMC, uma temática que venho percorrendo desde que comecei a fotografar, em 1970. 
A relação dos navios e do Porto com a cidade de Lisboa, outro tema que me é caro e que muitas vezes me causa desconforto por não gostar de muito do que vejo e sinto, nomeadamente quanto aos termos como a Cidade e os poderes municipais têm cercado o Porto e a sua maritimidade decadente e incompreendida. 
Em praticamente 50 anos de fotografia, as mudanças são tremendas, e nem há que pensar se na globalidade a paisagem marítima de Lisboa, o nosso Waterfront, está melhor ou pior, tudo mudou e muda cada vez mais depressa. A nostalgia só turva as análises, os temas são vastos e dão dissertações académicas ou de cariz mais popular, de preferência, pois há que cultivar nos habitantes de Lisboa o amor pelo Tejo povoado de navios e operações portuárias.
O Porto e a Cidade de Lisboa mudam sempre. Tudo era diferente quando Osberno por aqui andou. As diferenças vão continuar a acontecer.
Esta fotografia, registada a 14 de Julho de 2018, apresenta um ângulo de mudanças, a partir da Rocha do Conde de Óbidos, casualmente sob o signo da proibição de fumar. Um No Smoking politicamente correcto, mesmo tratando-se de um navio sem a pressão das cargas perigosas.
Uma fotografia com três torres brancas e um falso castelo centenário com cerca de 78 anos. A torre central é um navio e tem a sua presença limitada aos dias em que ainda estiver atracado ao cais de aprestamento do estaleiro da Rocha. O fundo branco é o efeito das torres da empresa chinesa de energia EDP. Entre as torres e o céu, o castelo de São Jorge, na sua configuração de 1940 apadrinhada por António Ferro, compõe a paisagem. Mais uma fotografia do Porto para a Cidade que aqui partilho com o gosto que estas questões me proporcionam sempre.

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Saturday, July 14, 2018

Corveta NRP AFONSO CERQUEIRA

A antiga corveta da Armada Portuguesa NRP AFONSO CERQUEIRA (F488) está no estaleiro da Navalrocha, em Lisboa, em preparativos finais para seguir a reboque para a Madeira, onde vai ser afundada próximo do Cabo Girão. Trata-se da nona corveta de 10 unidades que entraram ao serviço entre 1970 e 1975 e que constituiram as classes JOÃO COUTINHO e BAPTISTA DE ANDRADE, segundo projectos do Almirante Rogério de Oliveira.
Fotorafámos no dia 14 de Julho de 2018 a AFONSO CERQUEIRA na Doca 1 do estaleiro Navalrocha, e aqui ficam algumas das imagens. No mastro do «Jack» à proa e no mastro da bandeira à popa, via-se a bandeira branca e vermelha da firma de construção civil e obras marítimas Tecnovia, que ao que tudo indica, está envolvida nesta operação final da corveta. Não gostei de ver uma bandeira branca içada à popa da AFONSO CERQUEIRA, podia estar no mastro principal, por exemplo. Uma bandeira branca à popa é uma provocação à dignidade do navio, que parece render-se ao seu fim anunciado. Um navio com tanta história, que deu a volta ao mundo...
A AFONSO CERQUEIRA permaneceu no estaleiro de demolição de navios em Alhos Vedros (Baptistas) em trabalhos de limpeza e preparação para ser afundada. 
Mais imagens do NRP AFONSO CERQUEIRA aqui.
 










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