Wednesday, April 17, 2019

Viagem inaugural do IMPÉRIO

A 20 de Julho de 1948 o novo paquete a turbinas IMPÉRIO largou de Lisboa dando início à viagem inaugural. Gémeo do PÁTRIA, o IMPÉRIO seria o segundo de quatro paquetes de 13.000 GRT e 18 nós de velocidade destinados à linha Lisboa - África Oriental, serviço que assegurou até 1974.

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Tuesday, April 16, 2019

O Paquete, o Estaleiro e as asneiradas


Passei um dia verdadeiramente memorável, a 6 de Abril em Viana do Castelo por ocasião do baptismo do novo navio de cruzeiros português WORLD EXPLORER, mas o muito que quero contar fica para uma outra oportunidade. Aqui e agora fica uma espécie de protesto de mar pelas muitas asneiradas que tenho lido e ouvido na sequência da festa de Mário Ferreira em Viana.

Em vez de se festejar a obra deste Homem que acredita no Mar e gosta de Navios, a nossa intelectualidade prefere verter sabedorias broncas à volta das políticas baixas em que vivemos, atacando governos e políticas a propósito da extinção dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e do triste processo por que então se prolongou a sua agonia. Uns a defenderem os méritos da empresa sucessora, a WestSea, que são mais que merecidos, outros a defenderem-se de tudo o que em muitos anos não souberam fazer, afinal de contas melhor seria festejar-se o primeiro grande navio de passageiros novo construído propositadamente para um Armador Português desde 1961. 
A alegria ao ver um navio que supera as melhores expectativas é igualada pela vida nova que se observa nos estaleiros. Vale a pena um Presente assim a desafiar futuros de Navios e de mares. E parem com as manifestações públicas de ignorância marítima, senhores deputados, jornalistas e comentadores. 
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A CRUZ DE CRISTO símbolo da nossa Marinha Mercante

A Cruz de Cristo, que tantos significados teve na nossa história marítima, permanece ligada à Marinha Mercante portuguesa como seu símbolo. E serve de emblema à empresa de rebocadores Tinita, como aqui se registou, na Gafanha da Nazaré com a chaminé do SALINAS DE AVEIRO, a brilhar ao sol de Primavera.
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O último Cais de Liberdade


Há dias aportei ali ao cais dos bacalhoeiros na Gafanha da Nazaré e por lá fiquei o dia todo. Em plena liberdade, a percorrer as pontes-cais, por acaso feliz todas repletas de navios, ainda que alguns sejam navios condenados ao desmantelamento. Era assim em quase todos os meus cais quando comecei a deambular aqui e acolá para ver navios e os fotografar mentalmente, sentir-lhes as bandeiras e os perfumes vários. Eram tantos os nossos navios, há mais de 50 anos, claro, que a Desmaritimização quase tudo destruiu entretanto.

A Ria de Aveiro com os seus navios de pesca estava lindíssima, a luz não podia ser mais expressiva. Valeu a pena, pelos momentos e pelas imagens registadas num grande dia de fotografias de navios e ambientes marítimos. 
Tantos navios bonitos, a começar pelo BRITES, em fase de desmantelamento mas ainda de bandeira portuguesa a flutuar à popa. Contrastando com o seu desaparecimento lento, o gémeo COIMBRA brilhava nas suas belíssimas cores de iate, que bem podia ser, se não se tivesse mantido como navio bacalhoeiro todos estes anos, a sua proa azul à moda dos Estaleiros de São Jacinto ainda a desafiar os anos. Que bonito é o COIMBRA.
E lá em baixo, os estaleiros da Navalria, com um dos paquetes do Douro do Armador Mário Ferreira, desta vez o INVICTA, talvez em reparação, não sei bem. 
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Saturday, April 06, 2019

Primeiro navio de cruzeiros construído em Portugal


É o primeiro navio de cruzeiros construído em Portugal, e o primeiro navio de passageiros novo a integrar a frota portuguesa desde 1961, um verdadeiro acontecimento histórico visto numa perspectiva de quem acredita que a Economia do Mar faz mais sentido com navios e armadores. 
O navio chama-se WORLD EXPLORER, o Armador é Mário Ferreira, o mais notável armador português da actualidade, uma das poucas individualidades a quem podemos chamar de Armador. 
O WORLD EXPLORER está a ser construído em Viana do Castelo pela empresa West Sea, do Grupo Martifer, que tem sabido devolver a dignidade e o desenvolvimento aos estaleiros navais de Viana do Castelo. É um belíssimo navio, de cerca de 10.000 GT e capacidade para 200 passageiros, concebido especialmente para cruzeiros internacionais num dos segmentos com maior procura - vai navegar por regiões remotas e inacessíveis aos navios vocacionados para o turismo de massas, da Antártida ao Ártico . Um navio bonito, o primeiro de uma série que se deseja bem sucedida. O baptismo oficial vai decorrer na tarde de 6 de Abril de 2019 nas instalações dos estaleiros West Sea em Viana. 
Para mim, que acompanho a evolução da Marinha Mercante em Portugal e o sector dos cruzeiros internacionais desde que tenho memória, vai ser um dia inesquecível.

Texto de L.M.Correia. Imagens da Mystic Cruises. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Monday, March 25, 2019

SAGA SAPPHIRE no Tejo


O navio de cruzeiros SAGA SAPPHIRE foi tema de mais umas fotografias, esta manhã (25-03-2019) a chegar a Lisboa, as minhas primeiras fotografias de mais uma primavera. Boa luz, porto lindíssimo, navio clássico, apresentado aqui a preto e branco, para variar e destacar o facto de já fotografar este belo paquete há mais de 37 anos.

O SAGA SAPPHIRE vai no seu quinto nome. Nasceu na Alemanha em 1980-81 como EUROPA e entrou ao serviço da companhia Hapag-Lloyd em Janeiro de 1982, tendo visitado Lisboa logo nos primeiros dias desse ano, em viagem posicional de Bremerhaven para Génova, com convidados do armador, substituindo o EUROPA de 1953 ex-KUNGSHOLM. Em 1999 passou o testemunho ao actual EUROPA, de construção finlandesa, e passou a operar no Oriente como SUPERSTAR ARIES. Em 2004 foi comprado pela companhia espanhola Pullmantur e com o nome HOLIDAY DREAM operou para o mercado espanhol até 2008. Nesse ano foi transferido para uma filial destinada ao mercado francês com o nome BLUE DE FRANCE até que no final de 2010 foi adquirido pela SAGA CRUISES, recebendo o nome actual, com que deverá navegar até 2020, pois o seu substituto está a ser construído em Papenburg, Alemanha.
Muito se poderia contar acerca deste navio. Como navio-almirante da frota mercante da Alemanha Federal pode ser considerado o derradeiro «navio de Estado», baptizado em 1981 por Madame Simone Veil (1927-2017), primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu e prestigiada política francesa, sobrevivente de Auschwitz. Teve o casco baseado nos dos porta-contentores da Hapag Lloyd construídos na década de 1970 para a linha do Extremo Oriente. Considerado o navio de cruzeiros mais luxuosos do mundo na década de 1980, apresenta-se agora particularmente elegante com as cores actuais da SAGA, com chaminé amarela tradicional. 
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Sunday, March 24, 2019

FEDERICO C no Tejo há 60 anos

Há exactamente 60 anos, o paquete italiano FEDERICO C fazia a sua viagem inaugural, tendo largado de Génova a 22 de Março de 1958 com destino ao Rio de Janeiro, Santos, Montevideo e Buenos Aires, com escalas em Barcelona e Lisboa.
Esteve no Tejo pela primeira vez a 25 de Março de 1958, com 375 passageiros em trânsito, tendo desembarcado 6 passageiros para Lisboa e embarcado aqui 250 passageiros de 2.ª classe e emigrantes para a América do Sul. Em Lisboa houve visitas a bordo, das entidades oficiais e de um grupo de jornalistas.
Acabado de construir no estaleiro Ansaldo em Génova, o FEDERICO C vinha reforçar a frota de navios de passageiros da companhia Costa, que desde 1948 fazia a linha da América do Sul com os paquetes ANNA C e ANDREA C.
Ao contrário destes navios, o FEDERICO C era uma unidade nova, construída de raiz para a Costa, companhia que serviu muito bem durante 25 anos.


O FEDERICO C era um dos navios que gostava especialmente de fotografar nas suas passagens pelo Tejo. Uma dessas fotografias serviu de capa à edição de Fevereiro de 1983 da Revista de Marinha. Era agente da Companhia Costa em Lisboa a firma Orey Antunes, com escritório de venda de passagens no Cais do Sodré, em cuja sala de atendimento havia um modelo do FEDERICO C.

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Friday, March 22, 2019

ESCOLA NÁUTICA em seminário no COMM

Vai decorrer nas instalações do COMM - Clube de Oficiais da Marinha Mercante, em Lisboa, um seminário dedicado à Escola Náutica - Passado, Presente e Futuro.
Com interesse para o público em geral, como forma de ampliar culturas marítimas e conhecimentos que nunca serão de mais para ninguém, mas muito em especial, para os interessados nos assuntos da Marinha Mercante e do Ensino Náutico.

Apresentará a Palestra o Eng de Máquinas da MM João Emílo. A não perder, dia 10 de Abril de 2019.

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Saturday, March 09, 2019

Porto de Lisboa: Doca da Caldeirinha


Porto de Lisboa em tons azuis reflectindo a fachada do edifício do antigo Arsenal de Marinha Pombalino impresso nas águas reconstituídas da antiga Doca da Caldeirinha. Primeiro edifício da Lisboa pós-terramoto, logo em 1758, ainda serve a nossa Marinha de Guerra, apesar de o Arsenal propriamente dito se ter mudado para a margem sul do Tejo em 1939.

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Wednesday, March 06, 2019

LISNAVE - MARGUEIRA 1973

«Mercê de larga visão do futuro, de uma gestão dinâmica e de uma organização evoluída, soube a Lisnave criar no Porto de Lisboa um dos maiores e mais eficientes estaleiros de reparação naval em todo o Mundo.
Graças à especial concepção do estaleiro, do seu grande potencial em equipamento, do constante aperfeiçoamento profissional e de uma experiência adquirida desde há 40 anos como concessionária do estaleiro da A.G.P.L. na Rocha do Conde de Óbidos, a Lisnave oferece índices de produtividade dos mais elevados nesta actividade...» 
Início do texto de um anúncio da Lisnave - Estaleiros Navais de Lisboa, inserido na edição n.º 1 (II série) da REVISTA DE MARINHA, publicada em Janeiro de 1973. Uma grande empresa, um anúncio bem feito, com texto em bom português, um elemento de ouro no desenvolvimento de um grande Porto de Lisboa que tão bem conheci. A LISNAVE - MARGUEIRA, sonho e obra de um Grande Senhor, D. José Manuel de Mello.
A voragem da Desmaritimização aplicada em Portugal a partir da década de 1970, apagou a existência física deste grande estaleiro do Porto de Lisboa. Ficámos todos mais pobres. Mesmo com a perspectiva de desenvolvimento imobiliário que se desenha para a Margueira, nada será igual. 
Assim se tem destruído Lisboa, o Porto de Lisboa. 
Aqui fica este Protesto de Mar, que vai assinado por mim, Luís Miguel Correia, pelo meu Gato e pelos meus dois dedicados Cães. 
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Modernizado sistema VTS ao serviço dos Pilotos de Lisboa e Setúbal


Aspecto do sistema VTS na torrre de Pilotos de Setúbal

Recebi hoje este texto informativo da empresa Warstila e como poderá ter alguma relevância local, dado referir os Pilotos de Lisboa e Setúbal, aqui fica a publicação do texto original.

«The technology group Wärtsilä has successfully completed the installation and operational staff training for its Vessel Traffic Service (VTS) solution in the ports of Lisbon and Setúbal / Sesimbra in Portugal. The systems will increase the efficiency of these ports by reducing waiting time for vessels and allowing just-in-time pilotage. The state-of-the-art solution has been developed and supplied by Transas, a Wärtsilä company. The project was booked in July 2018 and completed in January 2019.
The complex project comprised, among other things, two VTS control centres, seven remote sites with sensors, and the integration of various radars, Automatic Identification System (AIS) Base Stations, day/night cameras, Radio Direction Finders (RDF), VHF and Navtex subsystems, and weather and sea sensors. Furthermore, data is being seamlessly shared between the control centres and pilots via Pilot Portable Units – Pilot PRO application.
“This extensive project is another outstanding example of how Wärtsilä is utilising high levels of connectivity and digitalisation to develop the latest technology for creating even greater maritime safety and operational efficiencies as part of its Smart Marine Ecosystem vision,” says Dmitry Rostopshin, Wärtsilä Ship Traffic Control & Management Director.
“We are extremely satisfied with the VTS solution for these ports and thank Wärtsilä for its efficient handling of this important project. Lisbon and Setúbal are major ports on the Iberian peninsula and having this advanced technology will benefit our operations and the safety of navigation in many ways,” said Rui Barata (Head of Pilot Department and VTS – APL S.A.) and Carlos Marques (Port & Maritime Safety/Security Director - APSS S.A). 
The Transas Navi-Harbour VTS software has extensive functionalities, and the solution is modular, scalable, and accessible for future upgrade developments. Wärtsilä Transas is a market leader in this field, with more than 300 Vessel Traffic Management Systems installed in 70 countries.»
Introdução ao texto editado por L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Sunday, March 03, 2019

Princesa à moda do Tejo


É sempre um gosto especial ver e fotografar os navios de passageiros portugueses a saírem da Doca de Alcântara. O primeiro que fotografei neste local foi o N/T IMPÉRIO, da Companhia Colonial de Navegação, em 1970. O que mais fotografei foi certamente o FUNCHAL, mas nada mal para os tempos que correm, esta Princesa do Tejo, ou melhor, de Belém, o N/M LISBOA PRINCESA DE BELÉM, com a sua insigne vocação amarela. Curiosamente, o nome está mal traduzido para inglês e amaricano: Está no casco YELLOW BOAT e devia ser talvez LISBON BETHLEHEM PRINCESS. Não ficava menos bonito.
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Tuesday, February 19, 2019

SANTA MARIA na Revista de Marinha

Capa e artigo publicado na REVISTA DE MARINHA (RM) de Janeiro de 1987 dedicado ao saudoso paquete português SANTA MARIA. 
Ligado de forma próxima à revista desde 1980, trabalhava na altura como Director-Adjunto e Gerente da empresa proprietária da revista, a ENN - Editora Náutica Nacional, Lda., sendo responsável por dar continuidade ao espírito do antigo Jornal da Marinha Mercante, absorvido pela RM em 1972, divulgando os assuntos contemporâneos e a história da nossa Marinha de Comércio e navios respectivos, nada que não continue a fazer nos dias de hoje, embora em contexto diverso, que o mundo mudou muito desde 1987 e quase desapareceu para a Marinha Mercante Nacional.
Enfim, uma forma de recordar o SANTA MARIA, cuja fotografia a cores foi tirada pelo fotógrafo madeirense João Pestana em Fevereiro de 1968, parte de um trabalho encomendado pela Companhia Colonial de Navegação, que depois aproveitou um outro slide, tirado quando da largada do paquete, ao final da tarde, rumo a Tenerife e La Guaira, para fazer um postal muito bonito.

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Tuesday, February 12, 2019

Porto, Tejo e Navios


Domingo, início de tarde, junto ao Tejo, a vislumbrar alguma paisagem marítima no fundeadouro do «Quadro Central» do Porto de Lisboa. 
O graneleiro ACHILLEUS, da companhia Portline acaba a operação de abastecimento de combustíveis, em mais um episódio de serviço de bancas, vocação que tem visto algum crescimento nestes últimos anos e trazido ao Tejo navios interessantes, caso deste ACHILLEUS com as cores portuguesas na chaminé desenhada pelo artista português Acácio Santos em 1985 (quando a Portline arrancou com 25 milhões de euros de capital público a substituir a CTM e CNN). 
Atracado, o super-petroleiro SACOR II, da Sacor Marítima, a empresa armadora da Galp que nos últimos anos tanto tem contribuído para o engrandecimento da Marinha de Comércio Nacional. 
Em primeiríssimo plano, o velho cais de Porto Brandão, a precisar urgentemente de obras de restauro, e que se tem vindo a desfazer na sua textura portuária e física, com o passar do tempo e a indiferença selectiva da entidade responsável.
A magia está na fotografia, que pelo recurso a um enquadramento criteriosos, permite reinventar um momento de maritimidade portuária à moda antiga lisbonense. Parece que o porto regurgita navios a disputarem a paisagem portuária. Coisa rara nos dias que correm, mas sempre de apreciar e registar. Para quem goste de navios e deste porto maravilhoso que é o de Lisboa, um dos melhores do mundo.
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Sunday, February 10, 2019

MEIN SCHIFF 2 christened in Lisbon

TUI Cruises brand new flagship MEIN SCHIFF 2, now doing her maiden cruise, has just made a very special visit to Lisbon: a three day-call on 8 to 10 February 2019 that included the christening official ceremony held on the river Tagus, off the city of Lisbon and the iconic suspension bridge full of light and action, including a display of fireworks.
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Baptismo do navio MEIN SCHIFF 2


O novo paquete de cruzeiros MEIN SCHIFF 2 foi baptizado no Tejo na noite de sábado último, dia 9 de Fevereiro, numa cerimónia cheia de movimento, cores e emoção que projecta o Porto de Lisboa ainda mais na sua merecida grande qualidade turística e portuária. 

O MEIN SCHIFF 2 foi construído na Finlândia para a companhia Tui Cruises, especialmente para o mercado alemão e a cerimónia incluiu fogo de artifício e a navegação do navio pelo rio, no âmbito de uma escala de três dias, integrada na viagem inaugural.
Fotografias de L. M. Correia mostrando o navio na noite de 9 de Fevereiro de 2019 no Tejo.

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Friday, February 01, 2019

As praias da morte dos navios


As más práticas associadas ao desmantelamento de navios apresentadas num trabalho de investigação jornalística apoiado pela organização NGO SHIPBREAKING PLATFORM, entidade sediada em Bruxelas, intitulado WHERE SHIPS GO TO DIE
Um dos navios fotografados e apresentados nesta peça é o navio de cruzeiros OCEAN GALA, antigo ISLAND ESCAPE, no qual viajei diversas vezes em travessias transtlânticas entre Portugal e o Brasil, navio de que gostei particularmente e que acabou encalhado em Alang em Abril do ano passado. Curiosamente quando entrou ao serviço em 1982 foi tema de um dos meus primeiros grandes artigos dedicados a novos paquetes que então começaram a surgir em modo de renascimento da frota de navios de cruzeiros, fenómeno que acompanhei a par e passo na minha primeira fase de Revista de Marinha, de 1980 a 1995. https://www.shipbreakingplatform.org/spotlight-swiss-focus/

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Wednesday, January 02, 2019

CHANDRIS CRUISES 1974

Like the AUSTRALIS ex-AMERICA, the REGINA MAGNA was one of the largest and more impressive passenger ships in the old Chandris Fleets. She cruised only for two years, 1972 to 1974, as the fuel consumption was too high for her to pay the way.
Built in France for Sud Atlantique as PASTEUR in 1939 as a replacement to the famous L'ATLANTIQUE. Like ANDES she had to postpone the maiden voyage to South America in September 1939, thanks to the WW2, but her military transport service lasted until 1956 when she was laid up in Brest following extensive trooping to Indochina and the Suez.
Sold to NDL in 1957 and rebuilt as the BREMEN in 1959 she was introduced on the Bremerhaven - New York service as flagship of the German Merchant fleet. Sold to Chandris Cruises in 1971 and delivered in early 1972 after the final New Year's cruise to Madeira and Lisbon.
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Wednesday, December 19, 2018

FUNCHAL vai voltar aos cruzeiros como «party boat hotel»


O grupo hoteleiro Signature Living anunciou esta manhã em Liverpool que vai transformar o FUNCHAL em «party boat hotel» para 600 passageiros jovens e utilizar o navio em viagens festivas de Liverpool para Ibiza e Maiorca. O FUNCHAL foi adquirido em leilão no dia 5 de Dezembro último e está prevista a entrega do paquete por volta de 15 de Janeiro. 

Inicialmente circulou a informação de que o FUNCHAL seria utilizado em Londres como hotel flutuante, mas o plano original terá sido revisto, sendo objectivo da Signature Living inaugurar os cruzeiros na Primavera de 2019 depois de se proceder à reconversão e actualização técnica do antigo paquete português. 
Para já o FUNCHAL permanece atracado à ponte-cais da Matinha em Lisboa.
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Tuesday, December 11, 2018

PAQUETE PONTA DELGADA DE 1961



PONTA DELGADA (1961-2001)

Recordando o Paquete PONTA DELGADA, o «irmão» em miniatura do FUNCHAL.

Características técnicas:
Navio de passageiros e carga a motor, construído de aço, em 1960-1961. Nº oficial: H 480; Indicativo de chamada: CSHL. Arqueação bruta: 1.054 toneladas; Arqueação líquida: 476 toneladas; Porte bruto: 430 toneladas. Deslocamento leve / máximo: 746 / 1.176 toneladas. Capacidade de carga: 1 porão para 359 m3 de carga geral. Comprimento ff.: 67,17 m; Comprimento pp.: 60,00 m; Boca: 10,20 m; Pontal: 6,25 m; Calado: 3,51 m. Máquina: 1 motor diesel Sulzer de 7 cilindros, modelo 7 TAD 36; potência de 1.575 bhp a 260 rpm; 1 hélice. Velocidade: 13.5 nós (máx. 14 nós). Passageiros: 400 (74 - turística, 64 – 3ª classe, 262 sem acomodação. Tripulantes: 32. Custo: 27.347.000$00.

História:
O PONTA DELGADA foi construído em Lisboa por NAVALIS – Sociedade de Construção e Reparação Naval SARL. (construção nº 191), por encomenda da Empresa Insulana de Navegação, destinando-se a substituir o ARNEL (1.026 TAB / 1955) no serviço de cabotagem nos Açores. O contrato de construção foi assinado a 10-03-1960 com o Estaleiro Naval da CUF, que em 30-12-1960 deu lugar à NAVALIS. A quilha foi assente a 14-11-1960 e o casco lançado à água em 3-04-1961, sendo madrinha a Sr.ª. Dª. Maria Madalena Pinto Basto Bensaude. O PONTA DELGADA foi entregue à EIN em 27-12-1961, sendo seu primeiro comandante o capitão Armando Gonçalves Cordeiro. O navio foi visitado pelo Ministro da Marinha, almirante Fernando Quintanilha a 3-01-1962 e registado na capitania do porto de Lisboa a 12-01-1962. Em 17-01 saiu de Lisboa para Ponta Delgada (19-01) na sua primeira viagem e em 30-01 iniciou a cabotagem largando de Ponta Delgada para as ilhas do Grupo Central. Em Agosto de 1966 o PONTA DELGADA efectuou um cruzeiro Lisboa – Funchal – Lisboa fretado à Federação Portuguesa de Vela. Por fusão das empresas Insulana e Colonial em 4-02-1974, foi criada a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos SARL, para quem transitou nesta data a propriedade do PONTA DELGADA, ao qual foi então atribuído o nº. oficial I 463. O navio assegurou o serviço de passageiros entre as ilhas dos Açores durante 22 anos. Imobilizado em Lisboa de 5-12-1983 a 14-05-1984, o PONTA DELGADA regressou aos Açores onde operou até 19-10-1984, regressando a Lisboa (22-10) onde ficou imobilizado. A 16 e 17-08-1985 o PONTA DELGADA foi fretado para ser efectuada a bordo a rodagem de um filme, efectuando a última saída para o mar com as cores da CTM. Em 23-09-1985 foi vendido à COMTRAMAR – Companhia de Transportes Marítimos, de Lisboa, por 15.000.000$00, permanecendo imobilizado em Lisboa. Em 5-07-1986 o navio efectuou um cruzeiro Lisboa – Sesimbra – Lisboa, após o que sofreu uma modernização no estaleiro na Lisnave – Rocha, sendo adaptado para cruzeiros costeiros.  Em 8-08 saiu para Portimão para efectuar cruzeiros na costa do Algarve, regressando a Lisboa a 26-09-1986. Funcionou como bar e restaurante atracado na doca de Alcântara até 01-1987. Em 10-1987 o PONTA DELGADA teve a chaminé aumentada e modernizada em Lisboa. Fretado à companhia grega Marine Faith, do Pireu, o PONTA DELGADA saiu de Lisboa a 5-01-1988 com destino a Moçambique, escalou Las Palmas, Tenerife, Dacar e Walvis Bay, entrando no Maputo a 4-02. Em 9-02 foi entregue ao Governo Moçambicano, iniciando a 17-02 a primeira de uma série de viagens na costa de Moçambique, onde operou até 18-08. No regresso de Moçambique fez escalas em Walvis Bay, Dacar e Funchal, onde esteve de 25-09 a 6-12, entrando em Lisboa pela última vez em 8-12-1988. Após 13 anos imobilizado em Lisboa acabou abandonado e vandalizado no cais do Poço do Bispo, onde se afundou a 3-06-2001 por alagamento do casco. Em Dezembro de 2007 começou a ser desmantelado no local do afundamento.
Mais referências LMC ao Paquete PONTA DELGADA aqui e aqui.

Tuesday, December 04, 2018

Paquete FUNCHAL: 5 de Dezembro

O Paquete FUNCHAL costumava largar de Lisboa a 5 de Dezembro para os portos do Brasil, em viagem posicional durante os muitos anos em que, como navio de cruzeiros, operou no mercado brasileiro nos meses de Inverno. Amanhã, dia 5 de Dezembro de 2018, vai ser leiloado, numa sessão de abertura de propostas de compra e tudo será possível após quatro longos anos de imobilização ao cuidado de uma pequena tripulação tão cheia de dedicação como de desanimo.
Uma das entidades que recentemente considerou a compra do FUNCHAL para utilização como residencial para estudantes, a Associação Montepio, desistiu de comprar o navio, assustada com a perspectiva de custos elevados. Espero que alguns empreendedores ligados à hotelaria tenham a coragem de comprar o FUNCHAL, de forma a que o Boogie Man turco que há dias levou o PORTO não sacie a sua cupidez sucateira com esta obra prima da construção naval do século XX.
Quem eu gostava mesmo de ver amanhã a comprar o FUNCHAL era o meu amigo George P. Potamianos, mas infelizmente a história não se repete e o homem que em 1985 salvou o FUNCHAL já não está entre nós, nem deixou descendentes à altura. Vamos ver o que acontece.
Como nota de rodapé, verifico que involuntariamente colaboro com o anúncio de venda do FUNCHAL, publicado a 10 de Novembro na imprensa de Lisboa e reproduzido acima: é que a fotografia do navio é minha. Ninguém ma pediu nem pagou a sua utilização. Assim vão os tempos.
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Monday, November 26, 2018

Petroleiros portugueses


Imagens do mini navio-tanque SACOR II fotografado no Tejo a 22 de Novembro último, em serviço de bancas ao paquete MSC SEAVIEW. Para apreciar a nossa actual pujança marítima e recordar tempos mais bem equipados de navios entre nós. Recordando com saudade a SOPONATA e até a Sacor Marítima e as suas frotas de navios tanques.

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Friday, November 23, 2018

Um olhar pelo MSC SEAVIEW

Vivemos um período de ouro na história dos grandes navios de passageiros. Um dos protagonistas mais recentes desta epopeia contemporânea é o MSC SEAVIEW, acabado de construir em Itália este ano e inaugurado em Junho, data em que se estreou como a nova coqueluche da MSC Cruises. 
Depois de uma época inaugural no Mediterrâno, o MSC SEAVIEW passou agora por Lisboa, a 22 de Novembro, e causou a melhor das impressões, deixando a todos quantos tiveram o privilégio de o visitar a vontade de prosseguir viagem na bela nave italiana...
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Vista com navio de cruzeiros (MSC SEAVIEW)


A chuva e o tempo cinzento não impediram alguns curiosos de apreciarem as linhas airosas do mais novo afilhado da actriz Sofia Loren. Foi assim em Lisboa, junto ao miradouro de Santa Luzia, na tarde de 22 de Novembro de 2018, dia de estreia no Tejo de mais um navio de passageiros, acabado de construir, repleto de predicados e inovações. 
De facto são muitos os predicados inovadores do MSC SEAVIEW, o mais recente navio da frota da MSC Cruises, a companhia de cruzeiros de inspiração italiana que não pára de crescer e de se afirmar como uma das mais dinâmicas no competitivo mundo dos cruzeiros. 
O MSC SEAVIEW passou ontem no Tejo pela primeira vez e houve festa a bordo a assinalar o  acontecimento, com cerca de 200 convidados ilustres e muitos clientes e amigos da empresa em Portugal, não fosse a MSC Cruises a detentora da maior quota de mercado dos cruzeiristas portugueses. 
Ao anoitecer o MSC SEAVIEW largou do cais e seguiu para o Funchal, onde estará amanhã, em viagem para o Brasil. Vai operar, a partir de Santos, durante os próximos meses.
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Wednesday, November 21, 2018

Novo «miradouro» no Porto de Lisboa


Decididamente o Porto de Lisboa de hoje é feito de mudanças, tomando sempre novas qualidades. Os novos tempos, cada vez mais desmaritimizados têm imprimido uma faceta ribeirinha não portuária aos domínios da APL, o que acabou por acontecer este ano com a recuperação do antigo edifício cantina do estaleiro da Rocha, construído nos velhos tempos pela Lisnave e abandonado há demasiados anos. 
O milagre deu-se com a transformação do edifício num centro de artes LACS, com um bar magnífico no terraço de onde se pode registar das mais belas imagens da fronteira entre o rio e a cidade que para mal de muita gente se chama porto. Acrescente-se que o atendimento é 7 estrelas, são simpatiquíssimos. E o Porto de Lisboa ali para os lados da Rocha do Conde de Óbidos está mais bonito.
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Monday, November 19, 2018

Novo MEIN SCHIFF 2 larga para provas de mar


Turku, 19 NOV 2018: O novo navio de cruzeiros MEIN SCHIFF 2, que tem estado a ser construído na Finlândia por encomenda da empresa alemã TUI Cruises, deixou hoje o cais de aprestamento no estaleiro Meyer Turku, fazendo-se ao mar pela primeira vez. Este navio de passageiros é a segunda unidade da segunda série de novas construções saídas dos estaleiros Meyer Turku para a TUI, sendo idêntico ao MEIN SCHIFF 1, que entrou ao serviço este ano e visitou o Tejo pela primeira vez a 4 de Setembro, depois de ter sido entregue ao armador a 25-04 e baptizado em Hamburgo a 11 de Maio.
O MEIN SCHIFF 2 foi encomendado a 1 de Julho de 2015 em conjunto com o gémeo MEIN SCHIFF 1, e posto a flutuar na doca de construção a 1 de Junho de 2018. A entrega à TUI e saída de Turku está programada para 2 de Janeiro de 2019. 
O MEIN SCHIFF 2 a sair de Turku para as provas de mar, a decorrer no mar Báltico, 
de 19 a 23 de Novembro de 2018. Fotos de K. Bzoza
A viagem inaugural decorrerá de 29-01 a 3-02 no Norte da Europa após o que o MEIN SCHIFF 2 larga de Bremerhaven a 3 de Fevereiro próximo, numa viagem de gala de 12 dias, com destino a Las Palmas de Grã Canária e escalas na Corunha, Leixões, Lisboa, Cádis e Lanzarote. Nesta viagem o navio vai ser baptizado em Lisboa a 9 de Fevereiro de 2019, durante a primeira escala no Tejo. Será a primeira grande cerimónia do género promovida por um grande operador internacional  no Terminal de Cruzeiros de Lisboa.


Aspecto do MEIN SCHIFF 2 na doca de construção a 25 de Abril último, 
quando da entrega do seu irmão MEIN SCHIFF 1 (Foto de K. Bzoza)
A construção dos navios MEIN SCHIFF 1 e 2 segue-se a uma série de quatro unidades de 99.500 GT (MEIN SCHIFF 3, 99.526 GT / 2014 - 2506 Pax, MEIN SCHIFF 4, 99.526 GT / 2015 - 2506 Pax, MEIN SCHIFF 5, 98.785 GT / 2016 - 2534 Pax, MEIN SCHIFF 6, 98.785 GT / 2017 - 2534 Pax), todos saídos do estaleiro de Turku. O MEIN SCHIFF 2 tem lotação para 3132 passageiros alojados em 1437 camarotes, e 1092 tripulantes. O casco apresenta 315 m de comprimento fora a fora e 36 m de boca. Tal como as restantes unidades da frota da TUI, terá bandeira de Malta.
O MEIN SCHIFF 2 no mar Báltico segundo posição a 19 de Novembro de 2018
Uma terceira unidade desta série, a denominar MEIN SCHIFF 7 será construída pelo mesmo estaleiro de modo a entrar ao serviço em 2023. Entretanto foram encomendadas ao estaleiro italiano Fincantieri duas unidades de 161.000 GT, com entregas previstas para 2024 e 2026, ambos preparados para queimar LNG. Todos estes navios operam para o mercado alemão.
Texto de /Text copyright L.M.Correia. Imagens originais de K. Bzoza. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia