Saturday, July 17, 2021

S PAULUS parado na doca de Alcântara



Cacilheiro de turísmo S. PAULUS, atracado na doca de Alcântara, a aguardar condições para regressar aos cruzeiros no Tejo. Fotografia de 14 de Julho de 2021.
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BOJADOR na doca de Alcântara


Lancha patrulha BOJADOR, da Guarda Nacional Republicana, atracada ao cais sul da Doca de Alcântara, como que a guardar o cais, numa fotografia de 14 de Julho de 2021.
Embora a GNR seja uma organização militar, com caracteristicas de guarda pretoriana, as lanchas da GNR têm registo mercante, como Navios do Estado Português.
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Monday, June 21, 2021

Webminar sobre "A HISTÓRIA DA MARINHA MERCANTE"


Tenho o gosto de informar que na próxima quinta-feira, 24 de Junho, vou participar num webminar ao vivo a partir da página do faicebuque da COMISSÃO CULTURAL DE MARINHA, pelas 18h00.  O tema, como o título indica, será a história da nossa Marinha Mercante, nos últimos 200 anos, desde a introdução da propulsão a vapor, com o CONDE DE PALMELLA, até aos nossos dias.

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Navio de carga e passageiros LOBITO de 1959


Acabei de escrever a história de mais um navio mercante português, destinada a ser publicada na próxima edição da REVISTA de MARINHA, dedicado ao cargueiro LOBITO, da Companhia Colonial de Navegação. 
O segundo navio com este nome a integrar a frota da Colonial, o LOBITO (II) de 1959, que depois em 1984 passou para a CTM, navegou até Maio de 1982, mudou o nome para INDEPENDÊNCIA em 1984, foi comprado pela Portline em 1985 e desmantelado em Alhos Vedros.
Com este artigo, são já 70 as histórias de navios portugueses publicadas na REVISTA DE MARINHA, numa série iniciada com os 56 navios do Despacho 100 e continuada entretanto com outros navios extra-D100 ou substitutos de navios D100 perdidos quase novos, caso do VILA DO PORTO e ARNEL, substituídos pelo AÇORES e PONTA DELGADA, respetivamente.
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Tuesday, March 09, 2021

Navio de cruzeiros português VASCO DA GAMA a entrar em Setúbal



Navio de cruzeiros português VASCO DA GAMA a entrar a barra do Sado no passado dia 3 de Março deste ano, de regresso ao estaleiro da Lisnave na Mitrena, onde está a ser modernizado, após compra, em Outubro, pelo armador Mário Ferreira.
Portugal nunca teve um navio de passageiros com tonelagem tão elevada - cerca de 55.000 GT. O VASCO DA GAMA não é propriamente novo, mas é belíssimo e de uma dimensão "de rosto humano" com capacidade para 1000 passageiros, que o torna apetecido para passageiros exigentes que não se queiram sujeitar a partilhar a viagem marítima com mais uns milhares de almas a bordo. O navio deverá operar este ano nos mercados europeus, com destaque para o mercado alemão, mas aberto ao mercado português que merece um navio desta categoria.
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FUNCHAL - 75 meses de cativeiro na Matinha



Apesar de um cativeiro ignóbil materializado por 75 meses de imobilização no Tejo, o antigo paquete português FUNCHAL continua atracado à ponte-cais da Matinha e, visto com alguma distância, mantém a beleza de linhas e a dignidade de um navio belíssimo. 
Propriedade de interesses ingleses desde Outubro de 2019, está em curso nova mudança de propriedade, neste ano em que o navio faz sessenta anos de existência. 
Foi entregue à Empresa Insulana de Navegação na Dinamarca em Outubro de 1961 e fez a viagem inaugural a 4 de Novembro desse ano já tão distante. Foi sempre um navio de elite na Marinha Mercante portuguesa, com grandes Comandantes Oficiais e Tripulações, sendo de lamentar o falhanço da última tentativa de o manter em Portugal, protagonizada por Rui Alegre, com o apoio (envenenado?) do banco Montepio.
Viajei no FUNCHAL pela primeira vez em 1963 e o navio era um encanto de elegância e conforto, muito bem decorado com simplicidade e qualidade, era um navio luminoso, cheio de vida, rápido e imensamente bonito. As muitas transformações a que foi sujeito a partir de 1972 permitiram que tivesse navegado durante mais de 50 anos, mas perdeu o ambiente original inesquecível. 
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A propósito da nossa Marinha Mercante - L. M. Correia entrevistado pelo Jornal da Economia do Mar


Entrevista de Luís Miguel Correia feita por Gonçalo Magalhães Colaço, Diretor do Jornal da Economia do Mar, publicada a 8 de Março de 2021. A pregar aos peixes...
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Wednesday, March 03, 2021

Lancha P01 BOJADOR da GNR




Aspectos da nova lancha BOJADOR (P01) construída no estrangeiro pelo estaleiro holandês Damen, que chegou a Lisboa no passado domingo, 28 de Fevereiro. 
Custou €8.485.700, financiados em dois terços pela União Europeia, e faz parte de um conjunto de 4 lanchas, sendo as três ainda por entregar mais pequenas.
Fotografias tiradas à lancha na Doca de Alcântara a 2 de Março. Ainda não foi entregue pelo estaleiro, o que se deverá concretizar em Abril.
A compra desta lancha costeira parece ter criado algum desconforto junto de elementos próximos da Marinha de Guerra, com diversas personalidades a afirmarem-se contra duplicação de meios por parte do Estado no que toca a embarcações e navios patrulha. Pela minha parte lamento, antes de mais, que as novas lanchas não tenham sido construídas em Portugal, como acontecia quando em termos políticos se considerava de interesse nacional promover a indústria naval e criar empregos. 
A Marinha Portuguesa dispõe cada vez de meios mais reduzidos para cumprimento das missões que lhe são atribuídas. Faltam navios e dinheiro para manter e atualizar os atuais, e falta gente.
Hoje somos um protetorado da União Europeia de segunda ordem e quem decide verga-se aos interesses de quem dá com uma mão. Esperemos que depois não tirem com a outra. 
A DAMEN tem construído algumas lanchas e pequenos navios para entidades ligadas ao Estado Português, nomeadamente a frota de catamarans para a carreira do Barreiro entregues à Soflusa e uma lancha de pilotos para Lisboa.
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Friday, February 12, 2021

O FUNCHAL já foi vendido mas não vai ser desmantelado


Esta manhã correu notícia da venda do FUNCHAL para desmantelar. Notícia difundida pela rapaziada da Madeira. Não é verdade, o FUNCHAL acaba de ser vendido de facto, mas vais ser recuperado por investidores dos EUA, com quem aliás tenho estado em contacto e a dar apoio, uma vez que fui contactado pelo grupo.
Acabei de confirmar a boa notícia com o broker em Londres que vendeu o navio.
Entretanto a malta adora sangue e bad news / fake news. Um jornal diáro publicado no Funchal acaba de utilizar uma fotografia minha e reforçar a notícia falsa da venda para sucata. Lamentável que se ponham a circular noticias de fontes duvidosas sem ir às fontes correctas.

The news about a FUNCHAL sale for scrap are fake. She has just been sold but will be preserved.

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Wednesday, February 03, 2021

A bright future for the FUNCHAL


It seems that the FUNCHAL is not over. A new owner has been selected and talks are just being finished on the terms of the sale and payment. And we are not talking of a Turkish boogyman, but someone who wants to have FUNCHAL returned to her best shape once again. I really hope to be able to deliver great news soon. FUNCHAL forever....


























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Sunday, January 31, 2021

Paquete inglês FUNCHAL aguarda sentença na Matinha

O paquete FUNCHAL fotografado há dias na Matinha a aguardar luz ao fundo do túnel

O navio de passageiros inglês FUNCHAL espera, atracado à ponte-cais da Matinha, no Porto de Lisboa, uma decisão sobre quem vai ditar os contornos do próximo capítulo de uma vida longa de seis décadas, cheias de prestígio e algumas atribulações.
De Inglaterra, o responsável pela gestão do processo de venda do FUNCHAL acaba de me informar que na Sexta feira, dia 29 de Janeiro último, foram recebidas diversas propostas para a compra do FUNCHAL, que estão a ser analisadas pelos proprietários, devendo ser escolhido o comprador durante esta primeira semana de Fevereiro. Mais uns dias de espera com o vulto sinistro de algum sucateiro bem presente. 
O «nosso» belo FUNCHAL agoniza no Tejo desde Janeiro de 2015, como herança visível do infeliz projeto Portuscale Cruises, ou, se recuarmos um pouco mais, como orfão abandonado na sequência do falecimento do seu grande patrono, o armador George Potamianos, um «Lisbon Greek» encantado pelo FUNCHAL desde que o conheceu em 1975, e responsável pelo sucesso enorme do antigo paquete da Insulana nos mercados de cruzeiros internacionais a partir de 1976, quando o FUNCHAL se estreou na Suécia fretado a uma empresa de Estocolmo pela mão de Potamianos.
Comprado em Dezembro de 2018 pela empresa Signature Living, de Liverpool, a quem foi entregue no Tejo a 25 de Outubro de 2019, após finalização de pagamento a prestações, o FUNCHAL continuou com o mesmo nome, o mesmo Ilustre Comandante José Valente e um punhado de tripulantes portugueses a bordo e um novo registo na Zona Franca da Madeira em nome de SGL Cruises, daí a mesma bandeira portuguesa ainda na popa do FUNCHAL(inho). 
Os novos projetos anunciados pelos ingleses foram perdendo força na proporção inversa do aumento da ferrugem, até o navio ser posto em leilão mais uma vez e, entretanto o FUNCHAL bateu o famoso SANTA MARIA em matéria de assaltos por 3 a 1, pois o FUNCHAL já sofreu diversos assaltos, atracado à Matinha, dois dos quais muito recentemente, que levaram o armador inglês a instalar a bordo um sistema de segurança. Deviam ser Amigos do FUNCHAL desesperados por preservarem a dignidade deste navio histórico, mas foram apenas gatunos reles e ordinários. Se os apanhasse, exportava-os para as Arábias com a recomendação de que alguém piedoso lhes cortasse as patas dianteiras e o pirilau por profanação horrenda de um belo navio.
Aguardemos pelo próximo capítulo da longa história do Paquete FUNCHAL, um navio inglês com bandeira portuguesa perdido há muito num cais velho de Lisboa. Oxalá não seja o fim.
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Saturday, January 30, 2021

A última renovação da frota da Insulana em 1971-1973




Em 1971 a Empresa Insulana de Navegação iniciou um período de expansão e renovação da sua frota, em que foram comprados 16 navios. Os primeiros a chegar a Lisboa no Verão de 1971, foram os cargueiros gémeos ROÇADAS e SERPA PINTO, acabados de construir na URSS e destinados à nova linha de África Ocidental da Insulana. 
Como era habitual, o Presidente Américo Tomás visitou as novas unidades no Tejo. O primeiro foi o ROÇADAS na sua viagem inaugural a Angola e Matadi. Recebeu a bordo o PR a 5 de Julho de 1971, atracado ao cais sul da doca de Alcântara, junto à ponte giratória. 
Seguiu-se a entrada ao serviço do gémeo SERPA PINTO, ainda em Julho, e dos gémeos MUXIMA e CONGO em Agosto de 1971. 
A frota de grandes cargueiros seria depois reforçada com mais três aquisições, os cargueiros CARVALHO ARAUJO e PEREIRA D´ÉÇA, comprados ambos novos no Brasil, e o H CAPELO, comprado à Holland America Line. Estava prevista a compra de mais alguns navios de carga de longo curso para uma linha Angola - USA, mas esta fase da expansão da Insulana já não se concretizou.
Foram também comprados navios de carga modernos para as ligações ao Norte da Europa e Ilhas, dois porta contentores para a linha dos EUA e procedeu-se à conversão do paquete FUNCHAL em navio motor para cruzeiros na Holanda em 1972 e 1973.
A Insulana era a mais antiga empresa de navegação portuguesa à época. A 4 de Fevereiro de 1974 juntou-se à Companhia Colonial, dando origem à CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, que infelizmente teria vida difícil e curta, até à sua liquidação em 1985, quando se vendeu a frota em leilão.
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Thursday, January 28, 2021

SAGA SISTERS IN LISBON IN 2007










































































The SAGA cruise ships SAGA ROSE and SAGA RUBY were docked in Lisbon on 14th May 2007 at the Alcântara terminal. It was the second time in 2007 that the two SAGA near sisters visited Lisbon on the same day, having been at the same dock also on 4 January.
Seen as two of the more elegant passenger ships afloat, they were constructed to the former Norwegian America Line as the SAGAFJORD (1965) and the VISTAFJORD (1973). After a stint under Cunard ownership, the two near sisters sailed once more as fleetmates under the colours of SAGA CRUISES until sold in 2010 and 2014.
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Dois dos meus navios de passageiros favourites, os navios de cruzeiros SAGA ROSE e SAGA RUBY, aqui atracados ao cais de Alcântara, em Lisboa, a 14 de Maio de 2007, num de diversos encontros no Tejo. Eram navios bonitos, co cores queue só ampliavam a elegância de linhas clássicas. O meu preferido era o SAGO ROSE, antigo SAGAFJORD. Fotografei ambos muitas vezes, e com diversos nomes ao longo dos anos, vantagem de ter começado a fotografar na década de 1970, quando estes navios eram praticamente novos.
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Saturday, January 23, 2021

SHIPPING WONDERS OF THE WORLD






























Shipping Wonders of the World é uma obra enciclopédica sobre o mundo dos navios e da navegação publicada no Reino Unido em 55 fascículos semanais entre 30 de Janeiro de 1936 e 23 de Fevereiro de 1937. 
É uma obra excecional que mereceu a construção de um site com muita informação e divulgação bem merecida e útil.
Ver aqui o site sobre SHIPPING WONDERS.
Tenho na minha biblioteca a maior parte dos fascículos, mas não a série completa, que herdei em 1987 do meu Amigo muito especial Eugénio António Cavalheiro. Os textos e as ilustrações são inspiradores.
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Friday, January 22, 2021

O MAR COMO PATRIMÓNIO - por António Barreto





Imprescindível ouvir António Barreto nesta sua palestra brilhante - O Mar como Património - e refletir com honestidade e sensibilidade sobre as suas palavras e pensamentos. Palestra proferida na Academia de Marinha, em Lisboa, em Janeiro de 2019. Talvez o depoimento mais lúcido sobre o nosso Mar desde há muitos anos, com um olhar aberto e independente. 
Parabéns ao Palestrante e à Academia de Marinha por nos trazer este contributo de reflexão. Porque, não haja dúvidas, o Mar Português é imprescindível e não faz qualquer sentido esta Desmaritimização demais de quatro décadas que nos faz mais pobres e ignorantes. Luís Miguel Correia 

Wednesday, January 20, 2021

Webminar COMM: História da Marinha Mercante Portuguesa (Luís Miguel Correia)


A história da Marinha Mercante Portuguesa nos últimos 200 anos, isto é, desde a introdução da propulsão mecânica com navios a vapor, vai ser o tema de um webseminar promovido pelo COMM - Clube de Oficiais da Marinha Mercante apresentado por Luís Miguel Correia, dia 21 de Janeiro pelas 15 horas.
Para acederem ao webimar os interessados terão de solicitar incrição (gratuita) pelo endereço eletrónico geral@comm-pt.org para que possam receber o «link» para o evento.
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Sunday, December 20, 2020

Paquete PÁTRIA: quadro «Os Navegadores» de Ayres de Carvalho


O quadro Os Navegadores, de Ayres de Carvalho, do antigo Paquete PÁTRIA que fotografei no Alfeite
Uma visita ao palácio do Alfeite onde está instalado o Comando Naval da Marinha Portuguesa, organizado pela Confraria Marítima de Portugal, proporcionou uma grata surpresa extra programa: na escadaria principal do palácio deparei com o magnífico quadro Os Navegadores, que Mestre Armindo Ayres de Carvalho (1911-1997) concebeu e pintou em 1947, destinado à decoração do Paquete PÁTRIA, então em construção em Clydebank, para a Companhia Colonial de Navegação.
 
O quadro foi pintado em Mafra onde Ayres de Carvalho exercia a função de Conservador interino dos Palácios e Monumentos Nacionais.

Átrio da Primeira Classe do Paquete Pátria, com o quadro de Ayres de Carvalho visível na antepara adjacente à escadaria de acesso aos salões do navio

Em Março de 1946 a Companhia Colonial de Navegação encomendou ao estaleiro John Brown de Clydebank, Escócia, a construção dos paquetes PÁTRIA e IMPÉRIO, ambos de 13.000 TAB, e destinados à carreira de Lisboa à África Oriental, de acordo com as disposições definidas no Despacho 100 de 10 de Agosto de 1945, do Ministro da Marinha Américo Thomaz. 
Empresa muito progressiva e dinâmica, a Colonial resolveu promover um concurso entre os melhores artistas plásticos da época, para dois grandes quadros destinados ao PÁTRIA e ao IMPÉRIO, cujos temas eram precisamente interpretações artísticas associadas aos nomes dos dois paquetes. 
Para apreciar os esboços propostos pelos artistas foi constituída uma comissão, presidida pelo Presidente da Junta Nacional da Marinha Mercante, Cte. Pereira Viana, de que faziam parte os artistas Armando de Lucena, Diogo de Macedo e Raul Lino e ainda o Dr. Raul de Sampaio Vieira, administrador da CCN. Em Março de 1947 esta comissão apreciou diversos trabalhos de Ayres de Carvalho, José Rebocho, Martins Barata, Abel Manta e António Lino, sendo escolhido o projecto de Ayres de Carvalho, que foi concluído em 1947 a tempo de seguir para a Escócia e ser instalado a bordo do navio. 

Anúncio de viagem do PÁTRIA ao Brasil em 1948 (viagem n.º 3)

O quadro, de grandes dimensões, destacava-se a bordo como a obra de arte mais evidente, colocado na antepara adjacente à escadaria principal do paquete (1.ª classe), ligando o átrio do Comissariado ao pavimento dos salões principais, podendo ver-se na fotografia que apresentamos.
O PÁTRIA foi concluído em Dezembro de 1947 e entregue à CCN - foi o primeiro paquete do Despacho 100 a entrar ao serviço, e o primeiro navio de passageiros português com mais de 10.000 toneladas de arqueação bruta, e o primeiro equipado com turbinas a vapor. Entrou em Lisboa pela primeira vez, vindo do estaleiro, a 1 de Janeiro de 1948 e a 26 desse mesmo mês, largou de Lisboa na viagem inaugural a Angola e Moçambique, com escalas no Funchal, São Tomé, Luanda, Lobito, Moçâmedes, Cidade do Cabo, Lourenço Marques, Beira e Moçambique. Navegou durante os 25 anos seguintes, efectuando 140 viagens, na sua maioria a Moçambique, mas com algumas viagens com destinos diferentes: Brasil, América Central, Paquistão, serviu como transporte de tropas e fez alguns cruzeiros à Madeira. Terminou a última viagem comercial na carreira de África em Maio de 1973 e foi vendido para desmantelar na ilha Formosa (China), onde chegou a 1 de Agosto de 1973 a Kaohsiung após o que foi demolido em 1974.
Anúncio de viagem do PÁTRIA em 1951

O quadro de Ayres de Carvalho foi retirado de bordo do paquete antes de este deixar Lisboa a caminho da Formosa, e com a fusão da Colonial e Insulana, em 1974, passou a ser património da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos. Quando a CTM foi liquidada em 1985, grande parte das obras de arte retiradas dos paquetes da CCN foram dadas à guarda do Museu de Marinha de Lisboa, que posteriormente as adquiriu à Comissão Liquidatária, e assim o antigo quadro do velho PÁTRIA, em que naveguei em 1972, sobreviveu à Desmaritimização, ao abate cego dos navios e à destruição da Marinha Mercante Nacional, e pode ser apreciado em lugar nobre no Comando Naval da BNL, ao Alfeite. Caso para dizer: Viva a Marinha!.
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Sunday, December 13, 2020

CIBERSEGURANÇA EM NAVIOS DE PASSAGEIROS (Webminar 17 Dezembro)


Fazer inscrição junto da secretaria do Clube de Oficiais da Marinha Mercante: secretaria@comm-pt.org
 

Thursday, November 26, 2020

MAR PORTUGAL passou a chamar-se MÁRIO RUIVO


O navio oceanográfico MAR PORTUGAL, adquirido há mais de 5 anos, no final do segundo Governo Passos Coelho, e que entretanto foi reconvertido para navio de investigação das pescas em Peniche, vai fazer finalmente a primeira campanha de investigação, mas com novo nome, atribuído recentemente por decisão política. 
O MAR PORTUGAL chama-se agora MÁRIO RUIVO, em homenagem ao cientista e político anti-fascista do século XX, que faleceu em 2017.
Mudar por mudar o nome de um navio não deixa imagem séria de quem terá tomado a decisão, mas volta e meia em Portugal opta-se por estas iniciativas, mudando nomes de pontes, aeroportos, navios, etc., à modo do terceiro mundo. Vem-me à memória, quando da mudança de regime em Outubro de 1910, as mudanças de nomes de navios pelos republicanos, como aconteceu ao maior navio da nossa Armada de então, o cruzador D. CARLOS, que se passou a chamar ALMIRANTE REIS e mais pareceu um segundo assassinato do infeliz rei.
O n/m MÁRIO RUIVO tinha prevista a saída de Lisboa para o primeiro cruzeiro de investigação das pescas a 18 de Novembro, mas alguns tripulantes foram infetados com vírus, e o navio permanece atracado ao cais da Rocha, onde o fotografámos ontem, 25 de Novembro.
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Chegada do VASCO DA GAMA





O navio de cruzeiros VASCO DA GAMA, adquirido a 8 de Outubro em Inglaterra, chegou a Lisboa a 26 de Novebro de 2020, numa entrada histórica, não fosse este paquete o maior navio de passageiros português de sempre?
Seleção de fotografias a partir de uma reportagem completa da chegada, de Luís Miguel Correia.
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Wednesday, November 25, 2020

Navios Portugueses: FURNAS e VASCO DA GAMA


O port-contentores FURNAS acabado de chegar de Leixões, cumprimentou o VASCO DA GAMA. (Lisboa, 25-11-2020 / L. M. Correia)
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Rodopio à volta do Paquete VASCO DA GAMA



Chegado a Lisboa, o VASCO DA GAMA atracou ao Termial de Cruzeiros de Santa Apolónia, juntando-se aos dois navios de expedição WORLD EXPLORER e WORLD DISCOVERER da empresa. 
O VASCO DA GAMA é o maior navio de passageiros português de sempe, ultrapassando o INFANTE DOM HENRIQUE de 1961. 
Lisboa fica mais bonita com o VASCO DA GAMA no Tejo e foi um rodopio no rio próximo do paquetes, como se vê com o GIL VICENTE. (Luís Miguel Correia, Lisboa 25 d Novembro de 2020)
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Tuesday, September 15, 2020

Folclore, medo, ignorância


Medo dos "navios malditos." Ignorância face à realidade. Os navios de cruzeiros proibidos nos portos portugueses desde Março. Agora até 30 de Setembro. 
O folclore de decisões ao mais alto nível por entidades de nível duvidoso. Decidido prolongar a interdição "do desembarque e licenças para terra de passageiros e tripulações dos navios de cruzeiro nos portos nacionais devido à pandemia". Escreve quem manda que “A experiência internacional demonstra o elevado risco decorrente do desembarque de passageiros e tripulações dos navios de cruzeiro.” 
Garanto que os milhares de passageiros neste momento a fazerem mais um cruzeiro de sonho no Mediterrâneo a bordo do paquete MSC GRANDIOSA estão muitas vezes mais seguros que os passageiros acabados de embarcar no cacilheiro que vai partir do Cais do Sodré para Cacilhas, ou os utentes do comboio neste momento a rodar entre Lisboa e Cascais. 
A Peste do covid-19 segue as linhas do politicamente correto face aos navios de cruzeiros, na sequência de campanhas contra os navios por razões de protecção da natureza e outras lides dos breviários ecologistas. A natureza é para acarinhar, os cuidados contra a peste são para ter em conta, mas os navios não são os maus da fita. Se calhar, serão vítimas de todas as ignorâncias em que se baseiam as decisões que nos condicionam os dias. 
Os navios de cruzeiros estão a regressar às viagens de recreio, como prova de coragem de companhias que querem recomeçar para não se deixarem morrer. A grande coragem da MSC ao voltar ao Mediterrâneo, numa nova operação em que todos os cuidados excedem os riscos não pode ser ignorada. Um investimento enorme na reafirmação do regresso dos cruzeiros. Outras companhias estão a seguir o exemplo da MSC. Muitos portos encerrados, mas já há os suficientes para um belo cruzeiro pelo Mediterrâneo. Quem me dera estar a navegar neste momento.
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Wednesday, September 09, 2020

BANDEIRAS NAVAIS PORTUGUESAS

O sítio da internet da Associação Nacional de Cruzeiros tem uma página dedicada ao tema BANDEIRAS NAVAIS PORTUGUESAS que é extremamente interessante e merece uma visita. 
Faz falta um trabalho semelhante dedicado à Marinha Mercante e de Pesca. Ante que se percam na totalidade as tradições a que já ninguém liga.
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CARNIVAL IMAGINATION rumo à sucata

Prossegue a venda para sucata de navios de passageiros vocacionados para cruzeiros. O próximo a encalhar na praia sinistra de Aliaga, na Turquia, será o paquete CARNIVAL INSPIRATION, de 70.367 GT (arqueação bruta), que foi construído na Finlândia em 1995 e tem capacidade para 2052 passageiros. 
O CARNIVAL INSPIRATION estava baseado em Los Angeles, a partir de cujo porto fazia cruzeiros de 3 e 4 dias ao México. Depois de imobilizado em Curaçau na sequência da pandemia viral mundial, o navio largou de  Willemstad a 27 de Agosto numa derradeira viagem até Aliaga, na Turquia, onde tem previsão de chegada a 14 de Setembro e se deverá juntar aos gémeos CARNIVAL FANTASY e CARNIVAL IMAGINATION, que estão a ser desmantelados neste momento. 
O CARNIVAL INSPIRATION navega a cerca de 10 nós no Mediterrâneo, próximo da costa da Argélia
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ages, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, September 08, 2020

Barca PEKING (1911) voltou a Hamburgo

A barca de 4 mastros PEKING, construída em 1911 no estaleiro alemão Blohm & Voss , em Hamburgo, para a famosa companhia de navegação F Laeisz voltou a Hamburgo pela primeira vez, desde 1931, data da sua venda aos ingleses para navio-escola. 
Em 1970 foi comprada pelo South Street Seaport Museum de Nova Iorque, mas a falta de meios para a sua manutenção e restauro, levaram mais recentemente à aquisição do navio pelos alemães, com o apoio do Governo Federal, e à sua restauração.
https://www.ndr.de/geschichte/schiffe/peking165_backId-peking1810.html#content






















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Sunday, July 05, 2020

Abril de 1974: Cento e treze navios

O Jornal do Comércio, de Lisboa, durante mais de um século o principal diário português dedicado às actividades económicas, que se publicou de 1853 a 1977, deu sempre grande destaque aos transportes marítimos e marinha mercante.
Não me lembro quando comecei a gostar de ler o JORNAL DO COMÉRCIO, mas se a memória não falha, foi uma descoberta durante uma visita ao escritório do meu Pai, onde havia uma assinatura dessa prestimosa publicação, teria eu os meus 10 anos, se tanto.
Um dos atractivos da leitura do jornal era a rubrica diária com a posição dos navios de comércio portugueses, de que reproduzo a relativa a 5 de Abril de 1974, por mim recortada na altura, datada e arquivada.
As posições dos navios eram apresentadas segundo as carreiras em que operavam, e em Abril de 1974, a lista incluía 113 navios. Esta lista era a reprodução da lista oficial, publicada diariamente pela Junta Nacional da Marinha Mercante, organismo que em dada altura me passou a enviar essa informação todos os dias por correio.
A frota existente em 1974 apresentava muitos navios de carga, em parte aquisições recentes, embora a frota de navios de passageiros já tivesse sido muito reduzida, e em vias de ser ainda mais, sobrevivendo poucos anos depois apenas o FUNCHAL e o PONTA DELGADA, que acabaram vendidos nos leilões das liquidações de 1985, embora tenham sido comprados por outros armadores.
Fotografia do paquete ANGRA DO HEROÍSMO, da Empresa Insulana, que seria vendido para sucata em Abril de 1974, com apenas 18 anos de idade.
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WORLD EXPLORER em Viana do Castelo









O navio de cruzeiros português WORLD EXPLORER atracado em Viana do Castelo em Junho de 2020: a pandemia de Covid-19 refletiu-se na operação do WORLD EXPLORER para 2020 (a totalidade da frota mundial de navios de cruzeiros está parada), e, depois de concluir o fretamento para a Quark, saiu de Ushuaia a 18 de Março, sem passageiros, numa travessia posicional direta para Viana do Castelo, onde se encontra desde 7 de Abril. 
No estaleiro construtor aproveitou-se esta paragem forçada pelas circunstâncias para pequenas reparações, ajustamentos e melhorias, habituais num navio protótipo após as primeiras viagens, aguardando agora o WORLD EXPLORER que o mercado de cruzeiros retome a sua dinâmica na Europa. Fotografia original de Luís Miguel Correia

Características principais do n/m WORLD EXPLORER 

Tipo: navio de passageiros de cruzeiros polares

Projeto: arquiteto naval Giuseppe Tringali

Construção: estaleiro WestSea, Viana do Castelo (constr. n.º 010)

Assentamento da quilha: 13-10-2017

Batismo: 6-04-2019 no estaleiro de Viana

Madrinha: Carla Bruni Sarkozy. 

Entrada ao serviço: 1-08-2019

Armador: Mystic Cruises S.A., Porto

Bandeira: Portuguesa (registo internacional da Madeira)  N.º IMO: 9835719

Arqueação bruta / líquida: 9923 GT / 2978 NT  Porte bruto: 1150 toneladas

Deslocamento leve / máximo: 5525 / 6675 T

Comprimento f.f.: 126,00 m  Comprimento p.p.: 113,15 m

Boca na ossada: 19,00 m (25,00 m máx.) Pontal na ossada: 7,00 m Calado: 4,75 m

Propulsão híbrida diesel-eletrica Rolls Royce, com 2 motores principais diesel Bergen C2533L8P e 1 gerador auxiliar Bergen C2533L6P ligados a 1 motor eletrico de baixa voltagem FIFE «Savecube», com a potência instalada de 7330 kw, 2 hélices de passo variável. Velocidade máxima: 16 nós. 

Passageiros / Tripulantes: 200 / 111 Custo: €80.000.000

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Monday, June 15, 2020

Portugal vigilante

Capa da edição n.º 79 da REVISTA DE MARINHA (1940), com a Europa em guerra e o Aviso AFONSO DE ABUQUERQUE fundeado na baía do Funchal. A nossa Armada estava razoavelmente apetrechada de navios modernos, mas a Marinha Mercante nacional era insuficiente e foi obrigada a um ritmo de serviço exaustivo, ao mesmo tempo que se foi comprando a qualquer preço o pouco que foi possível adquirir. O maior problema acabou por resultar da inexistência de navios petroleiros portugueses, o que obrigou a afretamentos por preços inimagináveis e a racionamentos. Na altura aprendeu-se a lição e em 1947 foi fundada a SOPONATA - Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, que durou até 2004. Hoje estamos em pior situação do que em 1939 no que toca a transportes marítimos. Não temos um único petroleiro digno desse nome e os outros navios são quase nada. Mas ninguém parece estar preocupado. Um dia ainda vamos pagar caro.
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Saturday, June 06, 2020

Porto de Lisboa: manhã de 19 de Agosto de 1966



Três grandes navios mercantes portugueses, todos novos à data desta imagem preciosa: FUNCHAL de 1961, atracado ao cais de Santos (cais privativo da Insulana); INFANTE DOM HENRIQUE, também de 1961, fundeado após ter chegado nessa manhã da sua última ida a Cádis para docar (a docagem seguinte será já na Lisnave Margueira); JECI, de 1966, a subir o Tejo pela primeira vez, vindo do Japão onde acabara de ser construído para a SOPONATA, nessa manhã de 19 de Agosto de 1966. 
A ponte Salazar acabara de ser aberta 13 dias antes, o paquete IMPÉRIO vinha também de entrada, procedente de Leixões, tendo largado no dia seguinte para África Oriental, como se pode ver numa outra fotografia da chegada do JECI que publiquei no meu livro SOPONATA 1947-1997
O INFANTE DOM HENRIQUE está fundeado a meio do Tejo, durante a estadia habitual entre viagens na carreira Lisboa - Beira (concluiu a viagem anterior a 3 de Agosto e no dia 8 fez um cruzeiro ao largo de Cascais para 1000 convidados do Ministro da Marinha em comemoração da inauguração da ponte sobre o Tejo), e saiu, a 26 de Agosto, para a Beira, com as escalas habituais pelo Funchal, Luanda, Lobito, Cabo e Lourenço Marques. Era frequente, durante as estadias, os nossos maiores navios de passageiros passarem um dia ou dois fundeados ao largo no Tejo, por falta de cais. Nessas situações, as tripulações seguiam de bordo para terra e vice-versa, nos rebocadores e lanchas da Companhia Colonial, o mais importante dos quais, o rebocador de alto-mar MONSANTO, se pode ver ao costado do paquete na imagem. 
O FUNCHAL estava imobilizado, com as caldeiras avariadas desde 3 de Julho de 1966, só tendo regressado à carreira das Ilhas e aos Cruzeiros, a 7 de Abril de 1967. Esteve atracado ao cais de Santos muito poucas vezes, pois o cais privativo da Insulana era nesta altura utilizado principalmente pelos paquetes CARVALHO ARAÚJO e LIMA, pelo cargueiro TERCEIRENSE e pelos navios de passageiros do serviço entre ilhas dos Açores, à data os navios CEDROS e PONTA DELGADA, que vinham a Lisboa regularmente para docagem e reparações. O FUNCHAL atracava habitualmente na Doca de Alcântara, cais sul, junto à ponte giratória da Rocha. Passou grande parte desta primeira imobilização técnica no Mar da Palha. Atracar em Santos para o FUNCHAL, só depois de o cais ter sido dragado recentemente.
O JECI (1966-1985) era em 1966 o maior navio português de sempre, (o que se alterou em 1969 com a aquisição do LAROUCO); seria em 1985 o maior navio até hoje demolido em Alhos Vedros, pela firma de sucateiros Baptistas.
Esta é uma das fotografias históricas que integram a colecção Luís Miguel Correia, e que tanto prazer me dão, a estudar e datar quando possível. Em alguns casos, levo anos até conseguir obter essas informações complementares, que tornam esta ou aquela imagem ainda mais rica. Espero que muitas delas venham a integrar livros novos num futuro próximo.
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