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Saturday, May 18, 2019

WORLD EXPLORER em provas de mar


Grande acontecimento: o navio de cruzeiros português WORLD EXPLORER a navegar pela primeira vez, em provas de mar. Saiu de Viana do Castelo a 17 de Maio de 2019 pelas 16h00 e regressa ao estaleiro dia 19 de manhã. 
Primeiro navio de cruzeiros construído em Portugal e o maior navio de passageiros saído de estaleiros nacionais desde sempre. 
Parabéns mais uma vez ao Armador Mário Ferreira, a toda a sua equipa, ao estaleiro West Sea. Votos de muito sucesso. 
Fotografia retirada da página de FB de Mário Ferreira.

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Tuesday, April 16, 2019

O Paquete, o Estaleiro e as asneiradas


Passei um dia verdadeiramente memorável, a 6 de Abril em Viana do Castelo por ocasião do baptismo do novo navio de cruzeiros português WORLD EXPLORER, mas o muito que quero contar fica para uma outra oportunidade. Aqui e agora fica uma espécie de protesto de mar pelas muitas asneiradas que tenho lido e ouvido na sequência da festa de Mário Ferreira em Viana.

Em vez de se festejar a obra deste Homem que acredita no Mar e gosta de Navios, a nossa intelectualidade prefere verter sabedorias broncas à volta das políticas baixas em que vivemos, atacando governos e políticas a propósito da extinção dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e do triste processo por que então se prolongou a sua agonia. Uns a defenderem os méritos da empresa sucessora, a WestSea, que são mais que merecidos, outros a defenderem-se de tudo o que em muitos anos não souberam fazer, afinal de contas melhor seria festejar-se o primeiro grande navio de passageiros novo construído propositadamente para um Armador Português desde 1961. 
A alegria ao ver um navio que supera as melhores expectativas é igualada pela vida nova que se observa nos estaleiros. Vale a pena um Presente assim a desafiar futuros de Navios e de mares. E parem com as manifestações públicas de ignorância marítima, senhores deputados, jornalistas e comentadores. 
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Saturday, April 06, 2019

Primeiro navio de cruzeiros construído em Portugal


É o primeiro navio de cruzeiros construído em Portugal, e o primeiro navio de passageiros novo a integrar a frota portuguesa desde 1961, um verdadeiro acontecimento histórico visto numa perspectiva de quem acredita que a Economia do Mar faz mais sentido com navios e armadores. 
O navio chama-se WORLD EXPLORER, o Armador é Mário Ferreira, o mais notável armador português da actualidade, uma das poucas individualidades a quem podemos chamar de Armador. 
O WORLD EXPLORER está a ser construído em Viana do Castelo pela empresa West Sea, do Grupo Martifer, que tem sabido devolver a dignidade e o desenvolvimento aos estaleiros navais de Viana do Castelo. É um belíssimo navio, de cerca de 10.000 GT e capacidade para 200 passageiros, concebido especialmente para cruzeiros internacionais num dos segmentos com maior procura - vai navegar por regiões remotas e inacessíveis aos navios vocacionados para o turismo de massas, da Antártida ao Ártico . Um navio bonito, o primeiro de uma série que se deseja bem sucedida. O baptismo oficial vai decorrer na tarde de 6 de Abril de 2019 nas instalações dos estaleiros West Sea em Viana. 
Para mim, que acompanho a evolução da Marinha Mercante em Portugal e o sector dos cruzeiros internacionais desde que tenho memória, vai ser um dia inesquecível.

Texto de L.M.Correia. Imagens da Mystic Cruises. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, September 12, 2017

Uma Muito Boa Notícia - Um Paquete Novo Para Portugal


É uma notícia muito boa para a Marinha Mercante Portuguesa, e dada a raridade do tema, muito importante: O armador portuense Mário Ferreira tem em construção em Viana do Castelo, nos estaleiros da WestSea, um navio de cruzeiros expedicionários de 9300 toneladas de arqueação bruta encomendado este ano e com entrega prevista para Outubro de 2018. 
Trata-se do WORLD EXPLORER, navio com 126 metros de comprimento, 19 de boca e 4,7 de pontal, para 176 passageiros em 86 camarotes de luxo, todos exteriores, com varandas ou janelas panorâmicas, concebido para cruzeiros exóticos em regiões remotas, nomeadamente a Antártida, onde a nova unidade deverá operar de Novembro de 2018 a Março de 2019, fretado à Polar Cruise Company / Quark Expeditions, de Seattle, um dos mais prestigiados operadores de cruzeiros expedicionários a nível mundial. 
O WORLD EXPLORER vai ser equipado com sistema de propulsão muito versátil, diesel-elétrico híbrido, desenvolvido pela Rolls-Royce, com duas máquinas Bergen C25:33L8P e uma Bergen C25:33L6P, e motores eléctricos AFE "savecube", com a potência total de 9000 kW, accionando dois hélices de passo variável, e asegurando 16 nós de velocidade de serviço. 
O navio será propriedade da Mystic Cruises uma das companhias de cruzeiros de Mário Ferreira que integra a Mystic Invest SGPS juntamente com as empresas de cruzeiros fluviais Douro Azul, com 16 navios e 500 tripulantes, e Nicko Cruises com 20 navios, que navegam em 15 rios de três continentes. 


O projecto do WORLD EXPLORER foi desenvolvido pelo arquitecto naval italiano Giuseppe Tringali da empresa Leadship Ltd., e resulta da vontade de expansão da actividade cruzeirística de Mário Ferreira para além dos rios, ideia que acompanha o armador há bastantes anos e apontava inicialmente para uma operação na Amazónia. 
Para a Marinha Mercante e Indústria Naval portuguesas, a iniciativa de Mário Ferreira é uma excelente notícia. O WORLD EXPLORER será o primeiro navio de cruzeiros construído de raiz para interesses portugueses desde o FUNCHAL, encomendado em 1959 por outro armador carismático com sensibilidade para o turismo, Vasco Bensaude. A construção do WORLD EXPLORER abre assim novos caminhos a uma Marinha Mercante em necessidade urgente de se reinventar no actual mundo globalizado, ao mesmo tempo que proporciona um novo mercado apetecível à WestSea, do Grupo Martifer, que está a dar continuidade às melhores tradições dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. 
Mário Ferreira pretende que o WORLD EXPLORER seja o primeiro de uma série de navios semelhantes, referindo alguma apreensão relativamente à viabilidade de os próximos serem também construídos em Portugal, por questões de financiamento. Uma candidatura de financiamento com fundos comunitários foi chumbada e para financiar o WORLD EXPLORER optou-se por empréstimos obrigacionistas de 50 milhões de euros, com o restante assegurado pelos bancos Caixa Geral de Depósitos, Montepio e Carregosa, constando que o navio custará de 70 a 100 milhões de euros, valor de referência do custo de construção de navios deste tipo no mercado internacional. 
O WORLD EXPLORER deverá sair de Lisboa em Novembro de 2018 em viagem inaugural até ao Rio de Janeiro, em posicionamento para os primeiros dez cruzeiros à Antártida, prevendo-se que opere o resto do ano sob bandeira da Nicko Cruises em viagens dirigidas essencialmente ao mercado de cruzeiros alemão.
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Wednesday, October 22, 2014

Artigos de Luís Miguel Correia em revistas

Ontem no correio recebi quatro revistas diferentes, todas dedicadas aos navios e ao mar, todas com artigos originais e fotografias de Luís Miguel Correia. Uma constante desde que em 1978 vi publicado em Inglaterra um artigo meu - o primeiro - sobre a história do paquete italiano CRISTOFORO COLOMBO.
O ritmo de produção cresceu substancialmente a partir de 1980 com a minha ligação à REVISTA DE MARINHA, que terminou em 1995 mas foi entretanto retomada.
Ontem chegaram provas ou artigos publicados na Alemanha, Suécia, Madeira e Portugal. Sempre a divulgar e promover os nossos navios. 
Em anexo como ilustração ficam duas páginas com o meu próximo artigo a sair na SHIPPAX  de Novembro, a melhor revista internacional dedicada a navios de passageiros. 
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Wednesday, October 08, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 03


Os trabalhos de reactivação do navio ATLÂNTIDA efectuados pela equipa técnica da Douro Azul preocuparam-se com os mais variados detalhes. No mastro principal e à popa foram colocadas adriças e içadas as bandeiras da Mystic Cruises (a primeira bandeira da nova empresa), da Douro Azul e a bandeira nacional à popa, dado que não havia uma bandeira portuguesa a bordo.

No convés superior vai ser construída uma piscina, absolutamente necessária para o conforto e recreio dos 156 passageiros do futuro paquete de cruzeiros na Amazónia. Este espaço vai ser substancialmente alterado e melhorado...
O anterior armador que mandou construir o ATLÂNTIDA teve uma grande preocupação pelos oceanos, mas foi menos sensível a que se salvasse o ferry ATLÂNTIDA...
No tombadilho das baleeiras, sinalética alusiva à estação de salvamento associada à baleeira nº 1 uma das quatro com que este quase navio de cruzeiros está equipado.
Para além de 4 baleeiras, o ATLÂNTIDA tem duas embarcações semi rigidas à popa.
Dado que a lotação de passageiros do navio vai ser reduzida de 750 para 156, os meios de salvamento vão ser também alterados e substituídos por outros mais adequados à vocação futura de turísmo internacional do ATLÂNTIDA, que já tem a ocupação completa vendida no mercado americano até 2020.
Em baixo, mais uma perspectiva fotográfica da bandeira da Mystic Cruises, de que o armador Mário Ferreira estava particularmente orgulhoso a bordo, e com toda a razão. Com design moderno a bandeira é atractiva e apropriada à futura actividade do navio nos trópicos, com cores alegres.
Para aceder a todos os artigos e imagens do ATLÂNTIDA que temos vindo a publicar, carregue aqui.
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Sunday, October 05, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 02











Olhares fotográficos e reflexos de uma viagem única no navio de passageiros português ATLÂNTIDA, acabado de comprar pela companhia Mystic Cruises e destinado a conversão para cruzeiros. Os interiores são mais de navio de cruzeiros do que de ferry inter-ilhas, o mesmo se podendo referir acerca dos mais diversos equipamentos instalados no ATLÂNTIDA, onde durante a construção, as mudanças de estados de alma do armador açoriano foram constantes, com resultantes modificações e no fim a recusa em aceitar o navio. Se a qualidade geral é óbvia para quem saiba de navios, o gosto associado a opções decorativas interiores é mais discutível.
Ver aqui outras imagens e textos dedicados ao navio ATLÂNTIDA, cuja história vimos acompanhando desde o início, com a encomenda a Viana do Castelo...
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Saturday, October 04, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 01

"Pode embarcar quando quiser, a seguir ao almoço", referiu-me o Cte. Bastos, da Douro Azul, na véspera da viagem inaugural do ATLÂNTIDA. 
Na tarde de 30 de Setembro de 2014 o Luís Miguel Correia não falhou o embarque, curiosamente pela primeira vez no Arsenal do Alfeite. Já larguei e desembarquei por diversas vezes da Base Naval, mesmo ao lado, mas deste estaleiro foi a estreia.
Este embarque no ATLÂNTIDA tem um grande significado para mim. Como activista dos assuntos do mar em Portugal de longa data, representou o "desencalhe" feliz de um navio excelente caído nas malhas da mais rasca intriga política durante cinco anos. 
Como entusiasta de navios, esta viagem inaugural que é simultaneamente a última viagem do ATLÂNTIDA dificilmente se repete. É a mais exclusiva das viagens marítimas num navio de passageiros novo, apenas acessível a uma dúzia de convidados, uma espécie de TITANIC feliz que também só faz uma viagem mas não vai ao fundo. 
De facto o ATLÂNTIDA foi comprado por Mário Ferreira e a sua nóvel Mystic Cruises para renascer como navio de cruzeiros, com outra configuração, outro nome e uma vida futura digna.
Para um amante da fotografia de marinha desde 1970, o Arsenal do Alfeite e o Paquete ATLÂNTIDA  proporcionaram algumas imagens de rara beleza, algumas das quais aqui se partilham com quem mereça.
Fotografias originais de Luís Miguel Correia a bordo do ATLÂNTIDA no Alfeite a 30 de Setembro último.
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ATLÂNTIDA sold for expedition cruising

The Portuguese cruise ferry ATLÂNTIDA was purchased on 19 September 2014 by Mystic Cruises, of Oporto, Portugal, a new company set up by the river cruise operator Douro Azul as their new ocean cruising arm.
ATLÂNTIDA spent 1040 days in lay up at the Alfeite Dockyard, off Lisbon, and sailed on 1 October to Viana do Castelo, returning to her birthplace in 2007-2009 to be converted into a luxurious expedition cruise ship for 156 pax and 100 crew. 
She is going to be renamed and introduced into cruise service on 2 January 2016 on the Amazon river doing 7-day cruises for the US market between Manaus and Iquitos and 14-day cruises from Belém to Iquitos, in an international regular operation on the Amazon in Brazil, Colombia and Peru.
The ATLÂNTIDA was designed and built for ATLÂNTICO Line, the state owned ferry operator at the Azores Islands, but refused in 2009 on the ground that she could not meet the contract speed by 1 knot. This refusal contributed to the bankrupcy and liquidation of Vianayards, another Portuguese state owned company, and it took five years before a buyer has finaly purchased the ATLÂNTIDA. To see more photos and post related to the ATLÂNTIDA click here.
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O CASO ATLÂNTIDA

Apesar de manifestar grande satisfação com a compra do ATLÂNTIDA e as perspectivas de êxito da sua nova empresa Mystic Cruises, o armador Mário Ferreira mostrou-se surpreendido com a forma como o navio aparenta ter sido tratado nestes cinco anos de indefinição. Não foi propriamente sentir-se enganado, pois o ATLÂNTIDA foi comprado "onde estava e como estava", o desconforto de Mário Ferreira deve ser encarado na sua qualidade de cidadão, ao estranhar que uma entidade ligada ao Estado afirme ter andado a gastar 500 mil euros por ano para manutenção técnica do ATLÂNTIDA quando as evidências levantam sérias dúvidas sobre o que terá sido feito efectivamente a todo esse dinheiro.
De facto tudo indica que muito pouca manutenção terá sido de facto feita ao ATLÂNTIDA nos últimos anos. O navio começa a mostrar indícios de degradação física estrutural, falta de limpeza e retoques na pintura, enfim as máquinas não eram rodadas há muito tempo. Isto só não teve maior impacto por esta construção nº 258 respirar qualidade por todos os poros. Se tivermos em consideração que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo eram uma empresa falida há anos, não será de estranhar que não houvesse dinheiro para nada. Mais grave que as aparentes trapalhices dos ENVC e sua Administração, é para mim a total inépcia mostrada pela tutela, a EMPORDEF e o Ministério da Defesa.
O ATLÂNTIDA foi recusado em 2009; porque razão foi deixado estes 5 anos a degradar-se e não foi vendido mais cedo? 
Perderam-se milhões à medida que o navio foi reduzindo o seu preço. Só no cais do Arsenal do Alfeite o navio esteve atracado imobilizado durante 1040 dias. Mais 40 que o reinado de Ana Bolena. Se fosse noutros tempos certamente agora cortavam-se as cabeças dos responsáveis por esta comédia trágica e dispendiosa do N/M ATLÂNTIDA.
Felizmente que pela primeira vez desde que lhe foi assente a quilha, o Paquete ATLÂNTIDA agora está em boas mãos: o armador Mário Ferreira é uma pessoa capaz, tem 25 anos de experiência no mundo dos cruzeiros e sabe muito bem o que está a fazer; a equipa técnica da Douro Azul, liderada pelo Cte. Hugo Bastos, conseguiu em poucos dias reactivar o navio e conduzir este em segurança até Viana do Castelo numa prova de grande determinação e capacidade. 
O que interessa agora é o futuro, e o futuro do Mar Português passa pelo renascimento do ATLÂNTIDA e por novas empresas viradas para o mercado internacional, como é o caso da Mystic Cruises. Tudo o resto terá de ser resolvido internamente, pois à medida que a miséria e a injustiça cercam cada vez mais os portugueses há que responsabilizar quem de direito e não permitir que casos como o do ATLÂNTIDA se repitam.
Imagens originais do n/m ATLÂNTIDA registadas a 2 de Outubro de 2014 em Viana do Castelo por Luís Miguel Correia.
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A transformação do ATLÂNTIDA para cruzeiros

Os trabalhos de preparação da reconversão do navio de passageiros RoRo ATLÂNTIDA em navio de cruzeiro de luxo começam na Segunda-feira nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, disse à imprensa o comandante da frota do Grupo Douro Azul, Cte. Hugo Bastos.
"A partir de segunda-feira vamos começar a trabalhar para o arranque da intervenção que se deverá começar dentro de um mês", afirmou aos jornalistas Hugo Bastos durante uma visita ao navio, após a chegada do navio, na manhã de 2 de Outubro de 2014, aos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo. Segunda-feira dia 6 de Outubro o ATLÂNTIDA muda da Doca 1 para a doca de construção da WEST SEA, onde o navio foi construído em 2007 a 2008 e onde volta a ficar a seco.
O navio, agora a décima sétima unidade da frota do Grupo Douro Azul, partiu do Arsenal do Alfeite, em Almada, às 04:00 da madrugada de Quarta-feira e deu entrada na doca dos estaleiros da subconcessionária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) na Quinta-feira dia 2 de Outubro, pouco antes das 09:00 da manhã.
Fonte da West Sea afirmou que a entrada deste navio representa uma "prova" de que os estaleiros de Viana do Castelo estão a "trabalhar em pleno". Segundo esta fonte, com o ATLÂNTIDA, a empresa tem actualmente quatro navios em reparação, entre eles, o NRP (Navio da República Portuguesa) FIGUEIRA DA FOZ, segundo dos dois navios de patrulha oceânica (NPO) da classe "Viana do Castelo" construídos naqueles estaleiros, está a ser sujeito a uma intervenção de "assistência pós-venda", a docagem de garantia, habitual passado um ano da entrega do navio, que decorreu no final de 2013, mais 8 anos após a flutuação do casco. Foi adiantado também que em Novembro a West Sea, empresa criada pelo grupo Martifer para gerir a subconcessão dos ENVC, irá anunciar os primeiros contratos de construção naval, que incluem mais dois NPOs para a Armada, cujos motores e outros equipamentos estão desde há anos armazenados em Viana do Castelo.
 De acordo com o responsável pela frota da Douro Azul, a intervenção de reconversão, orçada em mais de seis milhões de euros, vai prolongar-se durante cerca de 11 meses e vai implicar uma "alteração total" do interior do ATLÂNTIDA. "O que vai sobrar do ATLÂNTIDA serão as valências que estão boas. Tudo o que não serve para o nosso negócio vai ser desaparecer.
O projecto de reconversão em navio de cruzeiros de luxo está a ser ultimado", explicou Hugo Bastos. Criticou ainda a "da falta de manutenção" a que esteve sujeito o navio durante os últimos três anos em que esteve atracado na base naval do Alfeite à espera de comprador. "O que é estranho nisto tudo é que o navio nem tinha um certificado de flutuabilidade. Não sei como é que foi possível manter o navio neste estado. Mas deparamos-nos com isso e conseguimos trazê-lo a navegar", sublinhou.
A transformação do navio deverá estar concluída em Outubro de 2015, mês em que a Douro Azul espera que o actual ATLÂNTIDA se posicione no Brasil, onde tem a sua primeira viagem comercial agendada para 02 de Janeiro de 2016.
Anteriormente, o presidente da Douro Azul, Mário Ferreira afirmou que o Atlântida vai mudar de nome e será utilizado para fazer a ligação entre Manaus, no Brasil, e Iquitos, no Peru, com passagem pela Colômbia. Mário Ferreira disse, na altura, que os preços ainda não estão fechados mas, no mínimo, cada passageiro terá de pagar 500 dólares diários, durante uma semana, tempo para completar os cerca de dois mil quilómetros da viagem. Na ocasião afirmou também que o grupo tem a intenção de encomendar novos navios à West Sea, para a operação internacional e no rio Douro, que precisa ver melhoradas as infraestruturas.
Fotografias: legendas de cima para baixo, o Cte. Hugo Bastos proferindo declarações à imprensa, planos preliminares para execução do projecto definitivo de reconstrução do ATLÂNTIDA, o Armador Dr. Mário Ferreira a trabalhar no projecto de reconversão do seu navio mais novo a bordo do ATLÂNTIDA, e o navio dentro da Doca 1 em Viana do Castelo na manhã de 2 de Outubro de 2014.
Texto de LMC a partir de uma peça da Lusa corrigida e adaptada para o BNM; imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia