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Wednesday, July 03, 2019

Paquete PONTA DELGADA de 1961


Desenho do navio de passageiros português PONTA DELGADA, construído em Lisboa e entregue em Dezembro de 1961 à Empresa Insulana de Navegação que o utilizou nas ligações regulares entre as 9 ilhas dos Açores, por cujas águas navegou até Outubro de 1984, então com as cores da CTM, cuja frota integrou, de Fevereiro de 1974 até ser vendido em 1985 à COMTRAMAR do armador Rui Cóias.
Outras recordações acerca do PONTA DELGADA aqui no Blogue dos Navios e do Mar... e ainda aqui onde se pode testemunhar o seu fim triste depois de anos de abandono o Tejo.
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Friday, May 03, 2019

LIMA saindo para os Açores


Paquete LIMA a sair a barra do Tejo a 28 de Outubro de 1964 fotografado de bordo do paquete grego OLYMPIA, que ia para Lisboa e portos do Mediterrâneo e vinha de Nova Iorque e Boston no seu serviço regular da Greek Line, cujos paquetes escalavam Lisboa desde 1939.
O LIMA navegava desde 1908, tendo-se chamado inicialmente WESTERWALD. Foi um dos navios da companhia alemã Hapag que se refugiaram em Lisboa no começo da primeira Guerra Mundial, em Agosto de 1914 e acabou presa de guerra do Estado Português, integrado na frota dos Transportes Marítimos do Estado. 
Em 1922 foi adquirido pela Empresa Insulana para substituir o FUNCHAL de 1884 e navegou na carreira das Ilhas até 1968, depois de entretanto haver sido substituído oficialmente pelo FUNCHAL novo em 1961.
A 28-10-1964 o LIMA iniciou em Lisboa a sua viagem n.º 503, com destino aos Açores, onde visitou os portos de Vila do Porto, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Horta, Lajes do Pico, Calheta (S. Jorge) e Graciosa, tendo regressado a Lisboa a 13 de Novembro.
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Tuesday, December 11, 2018

PAQUETE PONTA DELGADA DE 1961



PONTA DELGADA (1961-2001)

Recordando o Paquete PONTA DELGADA, o «irmão» em miniatura do FUNCHAL.

Características técnicas:
Navio de passageiros e carga a motor, construído de aço, em 1960-1961. Nº oficial: H 480; Indicativo de chamada: CSHL. Arqueação bruta: 1.054 toneladas; Arqueação líquida: 476 toneladas; Porte bruto: 430 toneladas. Deslocamento leve / máximo: 746 / 1.176 toneladas. Capacidade de carga: 1 porão para 359 m3 de carga geral. Comprimento ff.: 67,17 m; Comprimento pp.: 60,00 m; Boca: 10,20 m; Pontal: 6,25 m; Calado: 3,51 m. Máquina: 1 motor diesel Sulzer de 7 cilindros, modelo 7 TAD 36; potência de 1.575 bhp a 260 rpm; 1 hélice. Velocidade: 13.5 nós (máx. 14 nós). Passageiros: 400 (74 - turística, 64 – 3ª classe, 262 sem acomodação. Tripulantes: 32. Custo: 27.347.000$00.

História:
O PONTA DELGADA foi construído em Lisboa por NAVALIS – Sociedade de Construção e Reparação Naval SARL. (construção nº 191), por encomenda da Empresa Insulana de Navegação, destinando-se a substituir o ARNEL (1.026 TAB / 1955) no serviço de cabotagem nos Açores. O contrato de construção foi assinado a 10-03-1960 com o Estaleiro Naval da CUF, que em 30-12-1960 deu lugar à NAVALIS. A quilha foi assente a 14-11-1960 e o casco lançado à água em 3-04-1961, sendo madrinha a Sr.ª. Dª. Maria Madalena Pinto Basto Bensaude. O PONTA DELGADA foi entregue à EIN em 27-12-1961, sendo seu primeiro comandante o capitão Armando Gonçalves Cordeiro. O navio foi visitado pelo Ministro da Marinha, almirante Fernando Quintanilha a 3-01-1962 e registado na capitania do porto de Lisboa a 12-01-1962. Em 17-01 saiu de Lisboa para Ponta Delgada (19-01) na sua primeira viagem e em 30-01 iniciou a cabotagem largando de Ponta Delgada para as ilhas do Grupo Central. Em Agosto de 1966 o PONTA DELGADA efectuou um cruzeiro Lisboa – Funchal – Lisboa fretado à Federação Portuguesa de Vela. Por fusão das empresas Insulana e Colonial em 4-02-1974, foi criada a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos SARL, para quem transitou nesta data a propriedade do PONTA DELGADA, ao qual foi então atribuído o nº. oficial I 463. O navio assegurou o serviço de passageiros entre as ilhas dos Açores durante 22 anos. Imobilizado em Lisboa de 5-12-1983 a 14-05-1984, o PONTA DELGADA regressou aos Açores onde operou até 19-10-1984, regressando a Lisboa (22-10) onde ficou imobilizado. A 16 e 17-08-1985 o PONTA DELGADA foi fretado para ser efectuada a bordo a rodagem de um filme, efectuando a última saída para o mar com as cores da CTM. Em 23-09-1985 foi vendido à COMTRAMAR – Companhia de Transportes Marítimos, de Lisboa, por 15.000.000$00, permanecendo imobilizado em Lisboa. Em 5-07-1986 o navio efectuou um cruzeiro Lisboa – Sesimbra – Lisboa, após o que sofreu uma modernização no estaleiro na Lisnave – Rocha, sendo adaptado para cruzeiros costeiros.  Em 8-08 saiu para Portimão para efectuar cruzeiros na costa do Algarve, regressando a Lisboa a 26-09-1986. Funcionou como bar e restaurante atracado na doca de Alcântara até 01-1987. Em 10-1987 o PONTA DELGADA teve a chaminé aumentada e modernizada em Lisboa. Fretado à companhia grega Marine Faith, do Pireu, o PONTA DELGADA saiu de Lisboa a 5-01-1988 com destino a Moçambique, escalou Las Palmas, Tenerife, Dacar e Walvis Bay, entrando no Maputo a 4-02. Em 9-02 foi entregue ao Governo Moçambicano, iniciando a 17-02 a primeira de uma série de viagens na costa de Moçambique, onde operou até 18-08. No regresso de Moçambique fez escalas em Walvis Bay, Dacar e Funchal, onde esteve de 25-09 a 6-12, entrando em Lisboa pela última vez em 8-12-1988. Após 13 anos imobilizado em Lisboa acabou abandonado e vandalizado no cais do Poço do Bispo, onde se afundou a 3-06-2001 por alagamento do casco. Em Dezembro de 2007 começou a ser desmantelado no local do afundamento.
Mais referências LMC ao Paquete PONTA DELGADA aqui e aqui.

Tuesday, December 04, 2018

Paquete FUNCHAL: 5 de Dezembro

O Paquete FUNCHAL costumava largar de Lisboa a 5 de Dezembro para os portos do Brasil, em viagem posicional durante os muitos anos em que, como navio de cruzeiros, operou no mercado brasileiro nos meses de Inverno. Amanhã, dia 5 de Dezembro de 2018, vai ser leiloado, numa sessão de abertura de propostas de compra e tudo será possível após quatro longos anos de imobilização ao cuidado de uma pequena tripulação tão cheia de dedicação como de desanimo.
Uma das entidades que recentemente considerou a compra do FUNCHAL para utilização como residencial para estudantes, a Associação Montepio, desistiu de comprar o navio, assustada com a perspectiva de custos elevados. Espero que alguns empreendedores ligados à hotelaria tenham a coragem de comprar o FUNCHAL, de forma a que o Boogie Man turco que há dias levou o PORTO não sacie a sua cupidez sucateira com esta obra prima da construção naval do século XX.
Quem eu gostava mesmo de ver amanhã a comprar o FUNCHAL era o meu amigo George P. Potamianos, mas infelizmente a história não se repete e o homem que em 1985 salvou o FUNCHAL já não está entre nós, nem deixou descendentes à altura. Vamos ver o que acontece.
Como nota de rodapé, verifico que involuntariamente colaboro com o anúncio de venda do FUNCHAL, publicado a 10 de Novembro na imprensa de Lisboa e reproduzido acima: é que a fotografia do navio é minha. Ninguém ma pediu nem pagou a sua utilização. Assim vão os tempos.
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Monday, November 05, 2018

Paquete FUNCHAL há 57 anos


Pelas 11 horas de 4 de Novembro de 1961 o novo paquete a turbinas FUNCHAL largou de Lisboa, embandeirado em arco, na sua viagem inaugural à Madeira e aos Açores. A 5 de Novembro entrou no Funchal pela primeira vez e atracou ao novo molhe da Pontinha e ao amanhecer de 7 de Novembro desse ano de 1961, entrou em Ponta Delgada, fazendo a sua estreia em águas dos Açores, momento registado na fotografia inédita que hoje publicamos.

Passados 57 anos, o FUNCHAL arrasta a sua existência de forma penosa, imobilizado no cais da Matinha desde 2015 e aguarda venda, possivelmente para sucata, apesar de ter sido renovado em 2013. 
Ninguém parece interessar-se pelo FUNCHAL, último dos magníficos paquetes portugueses, frota que em 1966, no seu apogeu, contava com 26 unidades. Tudo se desmaritimizou em Portugal entretanto. Ficou o FUNCHAL, graças a um armador grego que como que encantado por este navio emblemático, se mudou para Portugal e lhe deu vida e sucesso até 2010. Depois foi o fiasco da Portuscale Cruises e a incapacidade de operar o FUNCHAL ou de lhe devolver a dignidade merecida.
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Friday, June 29, 2018

Grande Empresa Insulana

Esta imagem é a reprodução de um anúncio publicitário de introdução ao novo Paquete FUNCHAL, produzido pela Empresa Insulana de Navegação em 1961. A velha Insulana comemorava 90 anos de existência com dois novos navios de passageiros, o FUNCHAL, e o seu gémeo-miniatura PONTA DELGADA, ambos desenhados por Rogério de Oliveira em parceria com o Armador Vasco Bensaude. Um investimento total de 229 mil contos. Hoje o FUNCHAL não tem preço, mesmo se ninguém o quer.
O paquete FUNCHAL foi uma revolução positiva na carreira da Madeira e Açores, e logo em 1962 passou a incluir Tenerife nas suas viagens ao Funchal. Depois vieram os cruzeiros, as turbinas  foram substituídas pelos motores Stork, a Insulana passou a CTM, o FUNCHAL passou a ser de George Potaminanos a partir de 1985, a longa história de muito sucesso nos cruzeiros teve uma pausa em 2010 quando o navio parou para modernização. Voltou de 2013 a 2015 mas não correu bem.
E lá está o FUNCHAL, atracado na Matinha, em silêncio comovente, ignorado por muitos, condenado por outros tantos e admirado por alguns que não se conformam com semelhante sorte. Dizem que é velho e tem todos os defeitos e mais alguns, mas essas características hoje serão a sua mais valia mais importante, pois fazem do FUNCHALINHO um navio único em contraste com a nova geração de gigantes com todos os seus confortos e potenciais de fazerem dinheiro a rodos. A grande diferença é que se gosta do FUNCHAL como um navio lindo e dos novos apreciam-se os confortos, os casinos, as lojas e os espectáculos mas ao desembarcar os «guestes» já não se lembram do nome do navio, quando muito pronunciam o nome do operador. O FUNCHAL ficou no coração de milhares de passageiros para sempre.
Em paralelo com as plataformas gigantes flutuantes que efectuam cruzeiros, há alguns navios icónicos que deslumbram os privilegiados que neles viajam. É o caso do SEA CLOUD de 1930 por exemplo, e não é o único. O FUNCHAL merece um futuro digno, há espaço para ele. Imaginem se em 1955, em vez de Bernardino Correia ter vendido o SERPA PINTO para desmantelar, o tinha reconstruido para cruzeiros. Hoje era o navio mais fabuloso do mundo dos cruzeiros, um tesouro temporal e  estético. O FUNCHAL é um tesouro que ninguém quer. É pena...
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Tuesday, April 18, 2017

PORTO DE LISBOA - Doca de Alcântara 1969


Na manhã de Quarta-feira 16 de Julho de 1969, quando esta fotografia foi tirada, a Doca de Alcântara ainda transpirava o ambiente genuíno que terá inspirado Álvaro de Campos na sua Ode Marítima: à esquerda, as prôas elegantes e altivas dos paquetes ANGRA DO HEROÍSMO e AMÉLIA DE MELLO, ambos chegados a Lisboa a 14 de Julho; ao centro, atracado ao cais norte da doca, o cargueiro holandês tipo 499 MEIDOORN, a carregar com destino a Londres, numa viagem afretado pela Sociedade Geral; à direita, os rebocadores MAFRA e MUTELA da Companhia Colonial de Navegação, manobram com os batelões em mais uma mudança de cais, com o cargueiro-fruteiro MADEIRENSE encostado ao cais actualmente ocupado pelo cacilheiro PRÍNCIPE DA BEIRA...

No cais da Rocha, estavam atracados, o paquete italiano CRISTOFORO COLOMBO, acabado de chegar de Nova Iorque e o nosso INFANTE DOM HENRIQUE, em preparativos de saída, a 18 de Julho, em mais uma das suas longas viagens a Angola e Moçambique. 
Que saudades. 
Se fosse hoje, Fernando Pessoa teria regorgitado um qualquer casco de plástico dos muitos amarrados agora à doca feita de recreio e certamente não teríamos ODE nenhuma...
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Saturday, January 28, 2017

Cada país tinha uma Insulana à sua dimensão

Nos tempos recuados em que os navios falavam, cada país tinha uma Empresa Insulana à sua dimensão. O CARVALHO ARAUJO e o LIMA norte americanos eram os paquetes LURLINE e MATSONIA da companhia Matson Lines, de São Francisco, que asseguravam viagens regulares no Pacífico, com partidas semanais entre a Califórnia e as ilhas Hawai. 
Eram navios do tempo do nosso CARVALO, mas em ponto grande e depois foram ambos vendidos para a Grécia e  tornaram-se o ELLINIS e o BRITANIS, da companhia Chandris, que vieram a Lisboa inúmeras vezes nas décadas de 1960 e 1970, imponentes, com as suas duas chaminés.
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Tuesday, December 23, 2014

EMPRESA INSULANA


Segundo se comunicava no anúncio de prestígio inserido na Revista de Marinha de Janeiro de 1939, a Empresa Insulana de Navegação considerava-se "um grande factor de fomento e turismo nacional". Sendo a mais antiga era também a mais pequenas das grandes companhias de navegação portuguesas, mas durante 103 anos foi de facto um testemunho constante no mar, ligando o Continente às Ilhas, então com os "magníficos e modernos" paquetes LIMA e CARVALHO ARAÚJO, que ainda conheci bem, embora menos magníficos, velhos, mas lindos.
A Insulana acabou em 1974, mas da sua acção de fomento do turismo resta ainda o paquete FUNCHAL, encomendado por aquela empresa em 1959, e que se mantém um navio verdadeiramente magnífico, honrando a velha Insulana, as tradições marítimas portuguesas e os esforços recentes por parte do novo armador PORTUSCALE CRUISES.

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Friday, December 12, 2014

LIMA e GORGULHO pintados por Fernando Lemos Gomes

O Pintor de Marinha português Fernando Lemos Gomes acabou agora mais duas obras de referência integradas numa série de aguarelas dedicadas aos navios da antiga Empresa Insulana de Navegação (1871-1974): o velho paquete a vapor LIMA, que fez a carreira das Ilhas de 1923 a 1968, apresentado aqui a navegar ao largo da costa sul da Ilha do Pico depois de feita a escala habitual nas Lages do Pico, na década de 1960, e o navio-fruteiro GORGULHO, de 1949, apresentado na gravura a entrar no porto de Ponta Delgada com o casco cinzento original.  
Ambos os trabalhos são muitos bonitos e rigorosos no que toca à apresentação dos navios, não escapando nenhum detalhe a Mestre Lemos Gomes.
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Wednesday, June 18, 2014

Os vapores das ilhas...


Anúncios de viagens aos Açores dos paquetes CARVALHO ARAÚJO e LIMA relativas a Dezembro de 1933, o CARVALHO era novo, acabado de construir em Itália em 1930, o LIMA nem tanto, datava de 1907 e fazia a linha das ilhas desde 1923.

Estes navios pareciam ser eternos, ainda os conheci bem e o CARVALHO ARAÚJO fez a ultima viagem aos Açores em 1970, o LIMA dois anos antes...


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Saturday, March 29, 2014

Paquete CARVALHO ARAÚJO: destino Madeira e Açores

No dia 23 de Dezembro de 1933 o  novo vapor CARVALHO ARAÚJO da Empresa Insulana de Navegação largou de Lisboa em mais uma das suas viagens regulares e mensais para as ilhas. Nessa época havia duas ligações de navios de passageiros de Lisboa para a Madeira e os Açores, sempre com largadas
de Lisboa no mesmo dia do mês: a 8 saía o LIMA e a 23 o CARVALHO.
Apenas o CARVALHO ARAÚJO servia regularmente os portos das ilhas do Grupo Ocidental (o que fez até 1970), dado que as viagens do LIMA terminavam na Horta.
Durante décadas estes navios foram a única ligação das Ilhas com o Mundo, sem grandes variações.
O LIMA assegurou estas viagens até Novembro de 1961, quando chegou o FUNCHAL, e o CARVALHO manteve a sua viagem mensal aos Açores até 1970, quando passou a fazer viagens com tropas entre Lisboa e Bissau e foi substituído na linha dos Açores pelo FAIAL. Este poucas viagens fez como navio de passageiros, sendo utilizado principalmente como navio de carga, apesar de ser um navio de passageiros em miniatura, construído para a cabotagem em Moçambique da Companhia Nacional de Navegação, tendo sido vendido para a Insulana em 1968.
Até 1955 funcionou como agente da Empresa Insulana em Lisboa a firma Germano Serrão Arnaud, igualmente agente de outras importantes companhias de navegação, como  a White Star Line ou a United States Lines. O escritório de passagens  deste agente de navegação ficava situado na Rua Augusta 152. Em 1955 a Insulana adquiriu este escritório, que se manteve como secção de passagens da Insulana até 1974 e da CTM até 1985. Esta agência ainda hoje existe, funcionando como agente de viagens. Lembro-me da secção de passagens da Rua Augusta com um modelo do paquete FUNCHAL de casco preto na montra. No tempo da CTM este modelo foi pintado com casco branco e a chaminé da CTM, mas não tinha piscina. Hoje pode ser visto na sala da Marinha Mercante no Museu de Marinha de Lisboa.
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Wednesday, March 19, 2014

O n/m GORGULHO de 1949

O próximo navio referênciado na série de artigos sobre o Despacho 100 que tenho vindo a publicar na Revista de Marinha com regularidade será o Paquete GORGULHO. Não é por acaso que lhe estou a chamar Paquete, pois este navio de carga e passageiros (1949-1974) embora fosse principalmente un navio fruteiro - o nosso primeiro fruteiro - transportou muitos passageiros e foi pioneiro na carreira Funchal - Porto Santo precisamente no transporte de centenas de passageiros. Em 1963-64 operou ao serviço da TAP fazendo a ligação do Porto Santo ao Funchal com os passageiros dos aviões desta empresa, em conjunto com outro pequeno paquete, o CEDROS de 1955. Não percam a Revista de Marinha...
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Tuesday, February 25, 2014

Paquete LIMA no Funchal

Pormenor do antigo paquete português LIMA, atracado ao porto do Funchal no ano de 1939.
Construído em 1907-08 em Inglaterra para a companhia alemã HAPAG, de Hamburgo, o LIMA ex WESTERWALD refugiou-se no Tejo em Agosto de 1914 e foi requisitado pelo governo português em 1916, tendo operado aos serviço dos Transportes Marítimos do Estado, da Companhia Nacional de Navegação e da Empresa Insulana, à qual pertenceu de 1922 a 1969.
Apesar de substituído pelo FUNCHAL em Novembro de 1961, continuou a navegar até ao final de 1968. Fez centenas de viagens às Ilhas, foi pioneiro dos cruzeiros em Portugal no período que se seguiu à primeira grande guerra e ainda efectuou viagens extraordinárias a Angola, à Palestina e mesmo uma viagem especial Lisboa - Setubal - Lisboa - Setúbal - Lisboa com manifestantes da União Nacional em romagem à Capital em apoio a Salazar em 1963.
Em 1946-1947 foi modernizado em Lisboa, o casario foi aumentado, a chaminé original (que se vê na foto) foi substituída por outra maior, e a máquina adaptada à queima de combustíveis líquidos.
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Monday, November 04, 2013

Paquete FUNCHAL: inauguração há 52 anos...

Foi exactamente há 52 anos, ao fim da manhã de 4 de Novembro de 1961, que o então novíssimo paquete FUNCHAL largou do cais da Estação Marítima de Alcântara no início da sua primeira viagem, com destino ao Funchal, Ponta Delgada, Horta e Angra do Heroísmo. 
Na viagem inaugural, como muitas outras vezes nos 13 anos seguintes, o FUNCHAL largou de Lisboa sob o comando do Capitão da Marinha Mercante Manuel Bio, um dos mais ilustres comandantes dos 104 anos de história da Insulana.
Construído em Elsinore, na Dinamarca, em 1960 e 1961, por encomenda da Empresa Insulana de Navegação efectuada em Agosto de 1959, o FUNCHAL representou uma melhoria muito significativa na carreira de Lisboa para os Açores e Madeira. Para além da grande velocidade, superior a 20 nós, o FUNCHAL proporcionava modernidade e conforto nas viagens insulares, tendo em vista fomentar o turismo e de alguma forma compensar os viajantes de e para as Ilhas Adjacentes de décadas com os velhos vapores CARVALHO ARAÚJO e LIMA, de há muito desactualizados.
Os anos passaram, o navio teve uma carreira digna e bem sucedida, foi transformado para cruzeiros em 1973 quando o transporte aéreo passou a ser o favorito do publico de e para as ilhas e passados estes anos todos, mantém o mesmo nome e a bandeira portuguesa, graças a uma boa estrela que não tem nunca deixado perder o FUNCHAL e a um conjunto de boas vontades personalizadas em nomes ilustres que no final da década de 1950 criaram o FUNCHAL - há que homenagear VASCO BENSAUDE e ROGÉRIO DE OLIVEIRA, sem esquecer a importância em toda esta história do cidadão grego GEORGE PETROS POTAMIANOS, que se encantou pelo FUNCHAL em 1975 e dedicou grande parte dos 37 anos restantes da sua vida a operar e manter este navio actualizado e competitivo no difícil mundo dos cruzeiros internacionais, o que conseguiu fazer com sucesso até Setembro de 2010. Quando tudo indicava que a estrela da sorte parecia enfim ignorar o FUNCHAL, eis que surgiu nova personalidade sensível à beleza e potencial económico e patrimonial do Paquete FUNCHAL na pessoa do actual Armador, RUI ALEGRE, que graças ao belo paquete da antiga Insulana descobriu no início deste ano a mui nobre profissão de Armador de Navios, ocupação rara em Portugal, mas que está a abraçar com toda a sua energia e determinação. Em meses o FUNCHAL passou de candidato à sucata ao mais belo paquete clássico da actualidade graças a RUI ALEGRE que assim encabeça agora a lista de personalidades determinantes para o sucesso e longevidade única do nosso belo FUNCHAL.
Passam hoje 52 anos que o FUNCHAL largou de Lisboa na viagem inaugural. Parabéns ao Paquete FUNCHAL e a todos quantos ao longo destes anos contribuíram para o sucesso do navio. 
Parabéns ao FUNCHAL, ao seu novo Armador, ao actual Comandante, António Morais e a toda a Família FUNCHAL. Desejamos muitos mais anos de navegações e vida para o Paquete FUNCHAL.
Fotografia do FUNCHAL renascido e se possível ainda mais belo que antes, atracado ao cais da Portuscale, a Santa Apolónia, em Lisboa, a 29 de Outubro último.
Em dia de aniversário, pode visitar o Blogue do FUNCHAL aqui...
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Saturday, September 14, 2013

FAIAL em S. Jorge

Navio de passageiros e carga FAIAL da Empresa Insulana de Navegação atracado no porto das Velas, ilha de São Jorge, Açores.
O FAIAL foi comprado em Setembro de 1968 à Companhia Nacional de Navegação para substituir o LIMA na carreira dos Açores. Embora fosse um navio de passageiros em miniatura, construído inicialmente para fazer a cabotagem na costa de Moçambique com o nome LÚRIO, foi utilizado pela Insulana principalmente como cargueiro, transportando sempre um número reduzido de passageiros. Operou como paquete apenas alguns meses em 1970 quando passou a cumprir o itinerário do CARVALHO ARAÚJO, após este ter sido desviado para o transporte de tropas entre Lisboa e a Guiné. Em 1973 foi vendido para a sucata em Espanha. Foto enviada por Nuno Bartolomeu a quem se agradece a colaboração. Entretanto o porto das Velas cresceu e modernizou-se, sem perder a escala apropriada à ilha de São Jorge...
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Friday, August 16, 2013

Paquete FUNCHAL em provas de mar


Paquete FUNCHAL em provas de mar: a fotografia a cores foi registada na tarde de 15 de Agosto de 2013 ao largo da costa portuguesa durante a saída do navio para experiências. A imagem a preto e branco, originária da colecção da antiga Empresa Insulana de Navegação, integrada na colecção LMC em 1985, mostra o FUNCHAL em provas de mar em águas dinamarquesas no dia 7 de Outubro de 1961, ainda antes da entrega pelo estaleiro Elsinore à Insulana. No verso desta fotografia histórica, então enviada da Dinamarca à administração da EIN pelo Eng. C.N. Rogério de Oliveira, este refere que o navio navegava a 23 nós em esperiências muito bem sucedidas.


Entre estas duas imagens passaram quase 52 anos e é um facto absolutamente notável na história dos navios de passageiros portugueses a recuperação espectacular do FUNCHAL pela actual empresa operadora e armador respectivo. Entretanto teste a sua capacidade de observação e compare as diferenças apresentadas pelo navio nas versões de 1961 e 2013, e, já agora deixe os resultados em mensagem comentário para partilha com outros amigos do FUNCHAL.
Two photographs of FUNCHAL undergoing sea trials: the colour one was taken in the evening of 15 August 2013 off the Portuguese Coast on the Eastern North Atlantic on the first sailing of FUNCHAL from Lisbon since September 2010. 
The B&W image is dated from 7 October 1961 and taken off Elsinore during the builders speed trials, with the brand new FUNCHAL (still under the Danish ensign) achieving 23 knots. Between the two images, almost 52 years have passed and after 35 months of uncertainty, the FUNCHAL is back in service looking trully magnificent, thanks to the new cruise company Portuscale Cruises of Lisbon. Long live to the FUNCHAL, may she still cruise successfuly for many years...

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Thursday, August 01, 2013

FUNCHAL, Fugas, Público...


O nosso belo e querido FUNCHAL renovado, pintado e mediatizado em divulgação no jornal Público via Fugas...

Ver aqui... Mais um belíssimo trabalho de divulgação do FUNCHAL a integrar uma campanha alargada na imprensa e em outros suportes portugueses, promovida pelo novo operador Portuscale, claro com uma ajudinha de uma empresa de comunicação. Tudo certinho, ainda não li em lado nenhum classificarem o nosso veterano de aventuras insulares e outras como "paquete de passageiros", "embarcação" e outros mimos frequentes. Muito bem.
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FUNCHAL de regresso ao mar...

O nosso belo Paquete FUNCHAL no estaleiro naval do Porto de Lisboa, em reportagem em directo no "Bom Dia Portugal" da RTP esta manhã. Ver aqui...
É sempre bom ver uma peça jornalística em que não se dizem asneiras, embora também não se diga nada de novo. Curiosamente tanto a jornalista como o armador e o comandante infringiram as disposições de segurança do estaleiro, sem capacetes de protecção e outras parafernálias securitárias. Sustive a respiração a ver a peça não fosse aparecer o simpático senhor baptista da rocha, que não se deve confundir com o famosíssimo Leão da Estrela ou a clássica mulatinha Preta Fernanda, de boas memórias no imaginário boémio do Cais do Sodré e Aterro lisboeta do século XIX, o meu receio era ver, em directo cair um parafuso na cabeça de algum dos divulgadores do nosso FUNCHAL. Tal não aconteceu... 
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Friday, April 26, 2013

Saídas de navios portugueses 1947


Anúncios de saídas de navios da Companhia Nacional de Navegação (CNN) e da Empresa Insulana de Navegação (EIN) publicados na edição de 20 de Junho de 1947 do vespertino lisboeta Diário de Lisboa. Relativamente aos navios da CNN ressaltam as saídas dos paquetes da carreira de África Ocidental e Oriental com data fixa a 7 de cada mês. Esta carreira era assegurada pela CNN e pela sua concorrente Companhia Colonial de Navegação (CCN), utilizando cada empresa 3 navios, todos muito antigos em vias de serem substituídos por 4 unidades maiores e mais rápidas em construção em estaleiros britânicos: o ANGOLA e o MOÇAMBIQUE para a Nacional, o PÁTRIA e o IMPÉRIO para a Colonial os quais entraram em serviço em 1948 e 1949 proporcionando melhorias significativas nas ligações Metrópole - Ultramar. Com as novas unidades em serviço os paquetes antigos foram quase todos vendidos para sucata, excepto o QUANZA e o LIMA que iriam navegar até 1968.
Voltando aos navios da CNN com saídas anunciadas para Julho e Agosto de 1947, o paquete NOVA LISBOA era o ex-terceiro ANGOLA, comprado em 1923 na Bélgica que em 1946 mudou de nome para a permitir que o primeiro dos paquetes da CNN em construção no Tyne se chamasse ANGOLA (1948-1974). De referir também a utilização dos cargueiros NACALA e CABO VERDE em carreiras para os Estados Unidos.
Por sua vez a Insulana utilizava o paquete LIMA na carreira das Ilhas desde 1923, tendo este navio efectuado a última viagem em 1968, quando foi substituído por um pequeno navio de passageiros e carga comprado à CNN, o LÚRIO que passou a ser o FAIAL da Insulana. O LIMA partilhava a linha dos Açores via Madeira com o CARVALHO ARAÚJO, maior e mais moderno, mas mais dançarino que o velho LIMA.

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