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Saturday, June 29, 2019

Dois LÚRIOS


Hoje distraí-me a apreciar umas fotografias LMC originais de um dos navios de cruzeiros mais interessantes que em 50 anos tive oportunidade de fotografar no Tejo: o paquete ORIENT EXPRESS ex-PHAROS de 1955, que passou em Lisboa uma única vez em 1988 e esteve atracado na Rocha. O navio era muito parecido com os nossos gémeos LÚRIO e ZAMBÉZIA da CNN e, por preguiça, para não levantar o traseiro da cadeira e consultar um Lloyd´s, fui pesquisar no Miramar para ver se eram do mesmo estaleiro. 
Não são, os nossos são de Ardrossan e o PHAROS foi construído pelo estaleiro Caledon. Tudo escocês e tudo desaparecido bem como os navios de que falamos.


Fotografias do LÚRIO de 1950 na sua versão original e como FAIAL da Empresa Insulana (1968-1973).
Isto tudo para me interrogar por que raio a Empresa Insulana se deu ao trabalho de mudar o nome do GORGULHO de 1949 para LÚRIO, razão pela qual aparecem três LÚRIOS na pesquisa. Foi uma mudança para libertar o nome GORGULHO para um navio de carga adquirido em 1972 à DFDS. A minha curiosidade reside na falta de ligação deste nome às insulanidades da Insulana, era um nome africano. O nome do navio comprado em 1968 à Nacional que depois foi o FAIAL. Acho que foi o mesmo problema que me fez evitar da cadeira. Preguiça. Foi o primeiro nome disponível que lhes veio à cabeça. E o LÚRIO ex-GORGULHO foi um LÚRIO de pouca duração. Foi vendido pouco depois para gregos. E passou a chamar-se MADALENA, o nome do seu irmão gémeo. Mas isso já é outra história.
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Saturday, September 14, 2013

FAIAL em S. Jorge

Navio de passageiros e carga FAIAL da Empresa Insulana de Navegação atracado no porto das Velas, ilha de São Jorge, Açores.
O FAIAL foi comprado em Setembro de 1968 à Companhia Nacional de Navegação para substituir o LIMA na carreira dos Açores. Embora fosse um navio de passageiros em miniatura, construído inicialmente para fazer a cabotagem na costa de Moçambique com o nome LÚRIO, foi utilizado pela Insulana principalmente como cargueiro, transportando sempre um número reduzido de passageiros. Operou como paquete apenas alguns meses em 1970 quando passou a cumprir o itinerário do CARVALHO ARAÚJO, após este ter sido desviado para o transporte de tropas entre Lisboa e a Guiné. Em 1973 foi vendido para a sucata em Espanha. Foto enviada por Nuno Bartolomeu a quem se agradece a colaboração. Entretanto o porto das Velas cresceu e modernizou-se, sem perder a escala apropriada à ilha de São Jorge...
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Tuesday, March 22, 2011

As últimas viagens do LIMA

Construído em 1907 em Inglaterra para a companhia alemã HAPAG, com o nome WESTERWALD, o LIMA recebeu este nome em 1916 após requisição pelo Governo português. Foi o primeiro navio dos Transportes Marítimos do Estado a ser vendido, tendo sido comprado pela Empresa Insulana de Navegação em Dezembro de 1922 para substituir o FUNCHAL (I) na carreira das Ilhas.
Em Novembro de 1961 foi substituído no serviço de passageiros e correio da Insulana pelo então novo FUNCHAL (II), continuando a operar, principalmente como navio de carga, embora tivesse continuado a transportar passageiros sempre que necessário. Foi retirado do serviço finalmente em 1968, efectuando um cruzeiro de despedida de Lisboa às Berlengas a 9 de Junho que seria a viagem nº 550.
Regressado ao Tejo o LIMA permaneceu imobilizado e em Setembro a EIN adquiriu à CNN o LÚRIO que se passou a chamar FAIAL o qual veio efectivamente substituir o LIMA em termos definitivos.
Acontece que o velho paquete tinha alma eterna e ainda voltou aos Açores, na viagem nº 551, saindo de Lisboa pela última vez a 24 de Outubro de 1968. Fez escalas nos portos de Setúbal e Leixões e nos Açores esteve na Graciosa (Santa Cruz), na Praia da Vitória,e Ponta Delgada, concluindo uma carreira extraordinária de 61 anos de mar ao entrar em Lisboa pela última vez no dia 21 de Novembro de 1968. Seguiu-se a venda a um sucateiro de Alcântara que, diz-se ter enriquecido com o desmantelamento do LIMA no cais de Xabregas, em 1969, tal a quantidade de bronze, cobre e metais valiosos que havia a bordo. O último Chefe de Máquinas do LIMA reformou-se com a venda do navio e alguém me contou um dia que sem dizer nada em casa todas as tardes se metia no seu automóvel e estacionava no cais de Xabregas horas a ver o fim triste do seu paquete...
Fotografia do LIMA com o aspecto final após modernização em 1946 enviada simpaticamente por Nuno Bartolomeu. A velha Empresa Insulana de Navegação poucos anos sobreviveu ao LIMA: em Março de 1970 foi vendida pela Família Bensaude ao então major António Figueiredo, que havia herdado do Pai a Empresa de Tráfego e Estiva, que viria a transformar num grande grupo económico ligado ao mar. Em 1974, com a fusão com a Companhia Colonial de Navegação para formar a CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, acabou definitivamente a INSULANA, primeira companhia de navegação a comemorar um centenário de existência, em 1971. Passam 140 anos em Outubro próximo da partida da primeira viagem da Insulana, em Outubro de 1871, com o paquete ATLÂNTICO, aos Açores. Há que comemorar o acontecimento e a história da Insulana e da sua frota que esteve associada aos Açores e ao desenvolvimento das Ilhas durante 104 anos.
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