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Friday, May 03, 2019

LIMA saindo para os Açores


Paquete LIMA a sair a barra do Tejo a 28 de Outubro de 1964 fotografado de bordo do paquete grego OLYMPIA, que ia para Lisboa e portos do Mediterrâneo e vinha de Nova Iorque e Boston no seu serviço regular da Greek Line, cujos paquetes escalavam Lisboa desde 1939.
O LIMA navegava desde 1908, tendo-se chamado inicialmente WESTERWALD. Foi um dos navios da companhia alemã Hapag que se refugiaram em Lisboa no começo da primeira Guerra Mundial, em Agosto de 1914 e acabou presa de guerra do Estado Português, integrado na frota dos Transportes Marítimos do Estado. 
Em 1922 foi adquirido pela Empresa Insulana para substituir o FUNCHAL de 1884 e navegou na carreira das Ilhas até 1968, depois de entretanto haver sido substituído oficialmente pelo FUNCHAL novo em 1961.
A 28-10-1964 o LIMA iniciou em Lisboa a sua viagem n.º 503, com destino aos Açores, onde visitou os portos de Vila do Porto, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Horta, Lajes do Pico, Calheta (S. Jorge) e Graciosa, tendo regressado a Lisboa a 13 de Novembro.
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Monday, May 21, 2018

Porto do Funchal a 31-12-1935


Fotografia panorâmica do porto do Funchal na tarde de 31 de Dezembro de 1935, com uma belíssima luz e uma fantástica «colecção» de navios de passageiros. Da esquerda para a direita, vê-se o Aviso de segunda classe NRP PEDRO NUNES, os paquetes AGUILA (Yeoward Line), LIMA (Insulana), COLUMBUS (Norddeutscher Lloyd), VOLTAIRE (Lamport & Holt), MILWAUKEE (Hapag), ANGOLA (CNN) e CAP ARCONA (Hamburg Sud). Esteve também fundeado no Funchal nesse último dia de 1935 o paquete MONTE ROSA (Hamburg Sud) que não se vê na imagem. 

Uma frota de navios de passageiros verdadeiramente magnífica, infelizmente destinado à destruição absurda decorrente da Segunda Guerra Mundial. Deste grupo, só sobreviveram ao trágico conflito os navios portugueses LIMA e ANGOLA, além do paquete alemão MONTE ROSA.

Funchal Bay, Madeira Island, on the evening of 31st December 1935, a beautiful sunny day with a great fleet of passenger and cruise ships in port waiting for the famous New Years's fireworks. From left to right, the Portuguese Navy sloop NRP PEDRO NUNES, the passenger ships AGUILA (Yeoward Line), LIMA (Empresa Insulana), COLUMBUS (Norddeutscher Lloyd), VOLTAIRE (Lamport & Holt), MILWAUKEE (Hapag), ANGOLA (Companhia Nacional) and CAP ARCONA (Hamburg Sud). A second Hamburg Sud liner, the MONTE ROSA was also in port on that day but is not depicted on the image 

A great fleet of passenger ships, most of them on cruises. The tragic events started four years later - WW2 - led to the loss of all those ships, only the Portuguese ANGOLA and LIMA and the German MONTE ROSA were still afloat in 1945 after the war was over in Europe.
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Saturday, January 28, 2017

Cada país tinha uma Insulana à sua dimensão

Nos tempos recuados em que os navios falavam, cada país tinha uma Empresa Insulana à sua dimensão. O CARVALHO ARAUJO e o LIMA norte americanos eram os paquetes LURLINE e MATSONIA da companhia Matson Lines, de São Francisco, que asseguravam viagens regulares no Pacífico, com partidas semanais entre a Califórnia e as ilhas Hawai. 
Eram navios do tempo do nosso CARVALO, mas em ponto grande e depois foram ambos vendidos para a Grécia e  tornaram-se o ELLINIS e o BRITANIS, da companhia Chandris, que vieram a Lisboa inúmeras vezes nas décadas de 1960 e 1970, imponentes, com as suas duas chaminés.
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Tuesday, December 23, 2014

EMPRESA INSULANA


Segundo se comunicava no anúncio de prestígio inserido na Revista de Marinha de Janeiro de 1939, a Empresa Insulana de Navegação considerava-se "um grande factor de fomento e turismo nacional". Sendo a mais antiga era também a mais pequenas das grandes companhias de navegação portuguesas, mas durante 103 anos foi de facto um testemunho constante no mar, ligando o Continente às Ilhas, então com os "magníficos e modernos" paquetes LIMA e CARVALHO ARAÚJO, que ainda conheci bem, embora menos magníficos, velhos, mas lindos.
A Insulana acabou em 1974, mas da sua acção de fomento do turismo resta ainda o paquete FUNCHAL, encomendado por aquela empresa em 1959, e que se mantém um navio verdadeiramente magnífico, honrando a velha Insulana, as tradições marítimas portuguesas e os esforços recentes por parte do novo armador PORTUSCALE CRUISES.

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Friday, December 12, 2014

LIMA e GORGULHO pintados por Fernando Lemos Gomes

O Pintor de Marinha português Fernando Lemos Gomes acabou agora mais duas obras de referência integradas numa série de aguarelas dedicadas aos navios da antiga Empresa Insulana de Navegação (1871-1974): o velho paquete a vapor LIMA, que fez a carreira das Ilhas de 1923 a 1968, apresentado aqui a navegar ao largo da costa sul da Ilha do Pico depois de feita a escala habitual nas Lages do Pico, na década de 1960, e o navio-fruteiro GORGULHO, de 1949, apresentado na gravura a entrar no porto de Ponta Delgada com o casco cinzento original.  
Ambos os trabalhos são muitos bonitos e rigorosos no que toca à apresentação dos navios, não escapando nenhum detalhe a Mestre Lemos Gomes.
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Tuesday, July 08, 2014

Novos postais de navios




Novos postais dos antigos paquetes portugueses VERA CRUZ, COLONIAL e LIMA, publicados por Luís Miguel Correia, com as referências LMC 165 LMC 166 e LMC 167, em edições especiais e limitadas, destinadas principalmente a coleccionadores.

Para adquirir estes e outros postais, ver aqui

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Wednesday, June 18, 2014

Os vapores das ilhas...


Anúncios de viagens aos Açores dos paquetes CARVALHO ARAÚJO e LIMA relativas a Dezembro de 1933, o CARVALHO era novo, acabado de construir em Itália em 1930, o LIMA nem tanto, datava de 1907 e fazia a linha das ilhas desde 1923.

Estes navios pareciam ser eternos, ainda os conheci bem e o CARVALHO ARAÚJO fez a ultima viagem aos Açores em 1970, o LIMA dois anos antes...


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Tuesday, February 25, 2014

Paquete LIMA no Funchal

Pormenor do antigo paquete português LIMA, atracado ao porto do Funchal no ano de 1939.
Construído em 1907-08 em Inglaterra para a companhia alemã HAPAG, de Hamburgo, o LIMA ex WESTERWALD refugiou-se no Tejo em Agosto de 1914 e foi requisitado pelo governo português em 1916, tendo operado aos serviço dos Transportes Marítimos do Estado, da Companhia Nacional de Navegação e da Empresa Insulana, à qual pertenceu de 1922 a 1969.
Apesar de substituído pelo FUNCHAL em Novembro de 1961, continuou a navegar até ao final de 1968. Fez centenas de viagens às Ilhas, foi pioneiro dos cruzeiros em Portugal no período que se seguiu à primeira grande guerra e ainda efectuou viagens extraordinárias a Angola, à Palestina e mesmo uma viagem especial Lisboa - Setubal - Lisboa - Setúbal - Lisboa com manifestantes da União Nacional em romagem à Capital em apoio a Salazar em 1963.
Em 1946-1947 foi modernizado em Lisboa, o casario foi aumentado, a chaminé original (que se vê na foto) foi substituída por outra maior, e a máquina adaptada à queima de combustíveis líquidos.
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Tuesday, March 22, 2011

As últimas viagens do LIMA

Construído em 1907 em Inglaterra para a companhia alemã HAPAG, com o nome WESTERWALD, o LIMA recebeu este nome em 1916 após requisição pelo Governo português. Foi o primeiro navio dos Transportes Marítimos do Estado a ser vendido, tendo sido comprado pela Empresa Insulana de Navegação em Dezembro de 1922 para substituir o FUNCHAL (I) na carreira das Ilhas.
Em Novembro de 1961 foi substituído no serviço de passageiros e correio da Insulana pelo então novo FUNCHAL (II), continuando a operar, principalmente como navio de carga, embora tivesse continuado a transportar passageiros sempre que necessário. Foi retirado do serviço finalmente em 1968, efectuando um cruzeiro de despedida de Lisboa às Berlengas a 9 de Junho que seria a viagem nº 550.
Regressado ao Tejo o LIMA permaneceu imobilizado e em Setembro a EIN adquiriu à CNN o LÚRIO que se passou a chamar FAIAL o qual veio efectivamente substituir o LIMA em termos definitivos.
Acontece que o velho paquete tinha alma eterna e ainda voltou aos Açores, na viagem nº 551, saindo de Lisboa pela última vez a 24 de Outubro de 1968. Fez escalas nos portos de Setúbal e Leixões e nos Açores esteve na Graciosa (Santa Cruz), na Praia da Vitória,e Ponta Delgada, concluindo uma carreira extraordinária de 61 anos de mar ao entrar em Lisboa pela última vez no dia 21 de Novembro de 1968. Seguiu-se a venda a um sucateiro de Alcântara que, diz-se ter enriquecido com o desmantelamento do LIMA no cais de Xabregas, em 1969, tal a quantidade de bronze, cobre e metais valiosos que havia a bordo. O último Chefe de Máquinas do LIMA reformou-se com a venda do navio e alguém me contou um dia que sem dizer nada em casa todas as tardes se metia no seu automóvel e estacionava no cais de Xabregas horas a ver o fim triste do seu paquete...
Fotografia do LIMA com o aspecto final após modernização em 1946 enviada simpaticamente por Nuno Bartolomeu. A velha Empresa Insulana de Navegação poucos anos sobreviveu ao LIMA: em Março de 1970 foi vendida pela Família Bensaude ao então major António Figueiredo, que havia herdado do Pai a Empresa de Tráfego e Estiva, que viria a transformar num grande grupo económico ligado ao mar. Em 1974, com a fusão com a Companhia Colonial de Navegação para formar a CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, acabou definitivamente a INSULANA, primeira companhia de navegação a comemorar um centenário de existência, em 1971. Passam 140 anos em Outubro próximo da partida da primeira viagem da Insulana, em Outubro de 1871, com o paquete ATLÂNTICO, aos Açores. Há que comemorar o acontecimento e a história da Insulana e da sua frota que esteve associada aos Açores e ao desenvolvimento das Ilhas durante 104 anos.
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Wednesday, May 28, 2008

Ponta Delgada 18-08-1957


Porto de Ponta Delgada numa imagem datada de 18 de Agosto de 1957 em que aparece o paquete francês JEAN MERMOZ atracado na extremidade do Molhe Salazar, durante um cruzeiro de Verão aos Açores e ao mesmo tempo o navio de passageiros ARNEL, da Empresa Insulana de Navegação, perdido por encalhe em Santa Maria em Setembro de 1958.

Vê-se ainda o paquete LIMA, que serviu a carreira dos Açores com regularidade de 1923 a 1968. Pela proa do JEAN MERMOZ, vê-se ainda o pequeno cargueiro GIRÃO ex-GORGULHO.
The port of Ponta Delgada, St. Michael's Island on 18 August 1957 showing the passenger ships JEAN MERMOZ, LIMA and ARNEL making a busy day at the Salazar Pier...

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Friday, February 09, 2007

SANTOS: o CAIS DA INSULANA

Último espaço portuária a ser desmaritimizado pela Administração do Porto de Lisboa, com a transferência do terminal da TRANSINSULAR para Santa Apolónia e posterior concessão do respectivo terrapleno para actividades lúdicas, o cais de Santos é hoje um cais morto.
Aspecto bem diferente apresentava Santos na década de sessenta, como mostra a imagem, reproduzida a partir de um postal ilustrado de Lisboa.
Santos estava então dividido em três sectores.
O cais nascente, conhecido como cais do Gás por durante muitos anos aí se descarregar combustível para a antiga fábrica de gás de São Paulo, era utilizado regularmente pelo navio de carga CORVO (II), da Mutualista Açoreana, que fazia viagens quinzenais Lisboa - Ponta Delgada, e se vê na imagem atracado com batelões ao costado.
A zona central era conhecida como cais da Empresa Insulana de Navegação, onde habitualmente atracavam os paquetes LIMA (que se vê na foto) e CARVALHO ARAÚJO, além de unidades mais pequenas, como os cargueiros TERCEIRENSE, MADALENA ou GORGULHO, e os paquetes CEDROS e PONTA DELGADA, nas suas vindas ao Continente para reparações e docagem. O FUNCHAL chegou a atracar em Santos diversas vezes também. A EIN tinha armazém próprio e este caís privativo era fechado.
A secção oeste do cais e respectivo travessão era conhecida como Entreposto de Santos e servia essencialmente a navegação estrangeira com carreiras para o Norte da Europa, havendo sempre navios costeiros atracados, com destaque para cargueiros holandeses e alemães.
Com a criação da CTM o cais de Santos passou a ser o terminal de carga para as Ilhas desta empresa, e quando em 1985 a TRANSINSULAR lhe sucedeu, Santos manteve a mesma funcionalidade.
Esta fotografia foi tirada a partir de um dos pontões então usados para apoio das embarcações de pesca que aí descarregavam o peixe, que seguia para a lota do Caís do Sodré. Esta actividade foi transferida para a última doca a ser construída no porto de Lisboa, em 1966, a Docapesca, em Algés.
Em termos técnico o problema do cais de Santos reside na tendência para o assoreamento do cais e bacia de manobra, exigindo dragagens regulares e dispendiosas. Durante muitos anos Lisboa dispunha de material de dragagem diverso, desde dragas a batelões de descarga, uns propriedade da AGPL outros da Direcção Geral de Portos, que depois deu origem à empresa Dragapor. Na época não se concebia a existência de portos -os chamados portos principais, com destaque para Lisboa- sem que estes estivessem apetrechados com meios de dragagem próprios. Havia também rebocadores e guindastes flutuantes - as cábreas - detidas e operadas pela AGPL.
Com os desinvestimentos sistemáticos efectuados no porto de Lisboa na área dos equipamentos marítimos, deixaram de haver meios de dragagem próprios, primeiro passo para se deixar de dragar determinados cais. Quanto a Santos, é pena que não se tenha encontrado uma utilização alternativa para este caís, que com pequenos melhoramentos e infraestruturas podia ser utilizado por navios de cruzeiros de pequena e média dimensão, ajudando a revitalizar a zona e diminuindo a pressão de falta de caís nos terminais de Alcântara, Rocha e Santa Apolónia nos períodos de maior afluência de navios, em Maio e Setembro.
Imagem da colecção LMC - Texto de Luís Miguel Correia - 9 Fevereiro 2007