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Saturday, December 06, 2025

Porto de Lisboa: Cais da Rocha a Alcântara (1963)

























Imagem antiga dos cais de Santos, Rocha e Alcântara, no Porto de Lisboa, com a ponte em início de construção, ainda sem os pilares. Fotografia feita de manhã, com luz de inverno ou início de primavera, muito possivelmente a partir do Alto de Santa Catarina.
Atracados à Estação Marítima da Rocha podem ver-se dois paquetes da Companhia Colonial de Navegação, o maior é o VERA CRUZ ou o seu gémeo SANTA MARIA, e pela popa deste o PÁTRIA ou o gémeo IMPÉRIO, distinguindo-se a chaminé do outro destes dois paquetes dentro da doca de Alcântara, atracado ao cais Norte, uma raridade pois habitualmente o IMPÉRIO e o PÁTRIA, que faziam a linha Lisboa - África Oriental encontravam-se em São Tomé ou nas proximidades do equador nas respetivas viagens. 
Na Estação Marítima de Alcântara estão atracados os paquetes FUNCHAL e NIASSA, e a Doca de Alcântara está pejada de navios, mas a pouca nitidez da imagem não permite uma identificação séria desses navios. 
Em primeiro plano, atracado ao travessão do cais de Santos, onde hoje funciona uma discoteca, destaca-se um dos cargueiros da companhia alemã OPDR. 
Enfim, os cais de Lisboa cheios de navios e embarcações auxiliares, que tanto acrescentavam à cidade e à paisagem fluvial, que hoje está tão limitada por razões associadas à Desmaritimização e à ignorância.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, March 07, 2017

Emigrar a partir de Alcântara: 1950


A emigração sempre foi uma constante da sociedade portuguesa, corolário de um País tradicionalmente injusto em que a pobreza resultou de múltiplos factores económicos e sociais, deixando como aparente saída a fuga para a frente, que em 1950 se traduzia em arranjar passagem para o Brasil e partir, quantas vezes rumo ao desconhecido e a diferentes formas de pobreza e discriminação. 
Acto pleno de audácia e de coragem, embarcar rumo ao Novo Mundo, por volta de 1950, alimentava um fluxo de milhares de passageiros, cerca de 15 mil, que levavam diversos armadores estrangeiros e desviarem os seus navios para Lisboa, onde enchiam as cobertas, sucedâneas das velhas formas de "steerage-class", mas pouco melhores: camaratas, que podiam levar até 60 pessoas nalguns navios, separadas por sexos, claro está. 
Antes de deixarem a terra firme que lhes negava condições de uma vida digna, os emigrantes portugueses eram sujeitos a um último vexame: a inspecção da Guarda-Fiscal, como regista a imagem, num Portugal demasiado cinzento para os dias de hoje. 
Embora muitas injustiças se não tenham desvanecido entretanto, o mundo mudou para muito melhor. Oxalá saibamos conservar as liberdades fundamentais, que a liberdade de ver navios à vontade já conheceu melhores tempos. Fotografia da colecção Luís Miguel Correia registada em 1950 por N. de Gröer. O cais é o da Gare Marítima de Alcântara, o navio, o paquete GIOVANNA C, um dos primeiros da companhia italiana Costa.
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Friday, August 10, 2012

Azáfama no cais de Alcântara

O paquete ARION, da companhia Classic International Cruises esteve em Lisboa no passado dia 7 deste mês de Agosto, atracando à Estação Marítima de Alcântara onde embarcou duas centenas de passageiros portugueses, clientes fieis da CIC, para um cruzeiro de 7 dias às Canárias e Marrocos.
O navio regressou de Gotemburgo onde efectuou uma série de cruzeiros para o mercado sueco, tradição mantida desde que em 1976 George Potamianos afretou o FUNCHAL à CTM para os primeiros cruzeiros na Escandinávia.
Durante a estadia em Alcântara o navio foi abastecido, operação que emprestou por algumas horas uma recreação do ambiente em tempos habitual neste cais: o ARION apresenta em dimensões a mesma escala dos paquetes da Sociedade Geral que faziam a carreira da Guiné e Cabo Verde e atracavam habitualmente neste terminal de passageiros. Um contraste enorme com os gigantes que actualmente fazem escala em Lisboa, nomeadamente atracando a Alcântara.
Portuguese cruise ship ARION berthed at the Alcântara passenger terminal, in Lisbon, on 7 August 2012 about to sail on a 7-day cruise to the Canary Islands and North Africa, with Portuguese passengers.
It is nice to see again a small passenger ship working cargo and getting bunkers. What a contrast to the more modern giant cruise ships that now dock here...
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