Tuesday, September 20, 2016

Ambiente marítimo

Os navios dão vida ao porto e à cidade de Lisboa, emprestando o ambiente marítimo que tanto aprecio e gosto de fotografar, como fiz na tarde de 19 de Setembro de 2016, registando a luz magnífica a anunciar o Outono de chegada.
Fotografias tiradas na zona portuária do Jardim do Tabaco - Santa Apolónia por Luís Miguel Correia.
Uma tarde a ver navios de diversos tipos em movimento ou atracados à margem norte do Tejo: paquetes com turistas, o ferry rápido do Barreiro, os porta-contentores com as suas caixas metálicas às cores, os rebocadores, os batelões e as cábreas da ETE.
Uma gaivota em contemplação num cabeço do cais, enquanto o SVITZER LEIXÕES reboca de braço dado as carochas da APL utilizadas pelo MONARCH.
A escada de portaló do COSTA FAVOLOSA engolida pelo navio momentos antes de largar.
Março é nome de mês a sair de inverno para a primavera e também o nome deste batelão tão prestável como anónimo.
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Terminal de Cruzeiros de Lisboa


 No local onde durante cento e quarenta anos existiu a Doca do Jardim do Tabaco, começa a ganhar forma concreta o edifício do novo terminal de navios de cruzeiros de Lisboa, um importante investimento privado que permitiu avançar com uma obra que viu a sua concretização ameaçada na sequência da bancarrota de 2011. 

A escolha do terminal de cruzeiros na zona do Jardim do Tabaco a Santa Apolónia traduz-se numa ideia feliz que reposicionou os navios de passageiros no coração de Lisboa e ao mesmo tempo está a possibilitar a reestruturação urbanística de uma zona em estado avançado de degradação, parcialmente travado com as obras efectuadas por ocasião da EXPO 98, a que entretanto se está a dar maior profundidade.
Muda a cidade, a paisagem e a valência portuária, que se refina com os aristocráticos paquetes de cruzeiros. Para inaugurar em 2017 uma obra que devia ter sido feita há muitos anos.
Imagens originais de Luís Miguel Correia registadas na tarde de 19 de Setembro de 2016.
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Wednesday, September 14, 2016

Quando a GUANABARA passou a SAGRES

Em Outubro de 1961, há 55 anos, a Marinha Portuguesa adquiriu no Brasil a barca de três mastros GUANABARA, que passou a ser o actual navio-escola SAGRES. Notícias da época, publicadas pelo Diário de Lisboa, registaram então o importante acontecimento.
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SANTA MARIA: ultima escala em Havana


O paquete SANTA MARIA da Companhia Colonial de Navegação é um dos protagonistas principais do meu novo livro NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES, em fase de gestação desde há meses e ainda com muitas milhas para navegar antes de ser impresso. 
À semelhança do meu anterior livro DE LISBOA À OUTRA BANDA, esta nova publicação vai incluir um dicionário de navios de passageiros portugueses, em que estou a trabalhar de momento. 
A terminar o dia acrescentei à ficha relativa ao SANTA MARIA a data da última escala em Havana: 5 de Agosto de 1960. 
As mudanças que então se verificavam em Cuba, com a tomada do poder por Fidel de Castro e os seus companheiros, levaram a dificuldades financeiras que tornaram impossível a transferência de divisas para o estrangeiro, o que inviabilizou as escalas regulares do SANTA MARIA. Mais tarde, em substituição de Havana, o SANTA MARIA passou a visitar regularmente o porto de San Juan de Porto Rico, até que em Abril de 1973 acabou-se tudo, o navio foi retirado da carreira e após breve imobilização no Tejo, seguiu para a ilha Formosa onde foi demolido. Uma verdadeira tristeza...

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Monday, September 12, 2016

Uma piscina de grande luxo


Algumas fotografias da piscina principal do SEVEN SEAS EXPLORER, um dos espaços mais atraentes do novo paquete da Regent Seven Seas Cruises, que esteve em Lisboa a 24 e 25 de Agosto de 2016. Uma piscina simples e bonita, com utilização generosa de teca.
Fotografias de Luís Miguel Correia registadas a 24 de Agosto de 2016 em Lisboa.
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O SEVEN SEAS EXPLORER e a Princesa Madrinha

O SEVEN SEAS EXPLORER foi baptizado a 13 de Julho de 2016 numa cerimónia de gala, ocorrida no principado do Mónaco, em que foi madrinha a princesa Charlene, tal como convém a um navio com o estatuto de grande luxo, reivindicado pela Regent Seven Seas Cruises. Charlene Wittstock casou em 2011 com o Príncipe Alberto II.
O retrato da Princesa Madrinha destaca-se num dos principais espaços públicos do paquete. Como apontamento histórico, acrescente-se que a falecida sogra da jovem Madrinha do SEVEN SEAS EXPLORER, a Princesa Grace, era suposta apreciadora de navios de passageiros, tendo navegado dos Estados Unidos para o Mónaco no paquete CONSTITUTION, da American Export Lines, em 1956, quando do seu casamento de fadas com Rainier. Outras ligações de Grace aos paquetes incluem um cruzeiro pelo Mediterrâneo no RENAISSANCE em 1966 e o baptismo, em Nova Iorque, em 1977, do paquete CUNARD PRINCESS, do qual foi a Madrinha. 
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SEVEN SEAS EXPLORER EM LISBOA

Entregue à companhia Regent Seven Seas Cruises, do Grupo NCL, a 30 de Junho último pelo estaleiro construtor italiano Fincantieri Genova Sestri, o navio de cruzeiros SEVEN SEAS EXPLORER, de 55.254 GT, 224 metros de comprimento e capacidade para 825 passageiros, é apresentado pela empresa armadora como o navio mais luxuoso do mundo, tendo como critérios de classificação o custo do navio – 450 milhões de dólares norte americanos - dividido pelo número de camarotes - 375. 
Trata-se efectivamente de uma unidade de grande luxo, vocacionada essencialmente para o mercado norte americano, estando encomendado um navio gémeo com entrada ao serviço programada para 2020. 
O EXPLORER permaneceu durante dois dias no cais de Santa Apolónia, de 24 a 25 de Agosto, desembarcando 750 passageiros e acolhendo a bordo igual número para novo cruzeiro de 11 dias, com início em Lisboa, escalas em Portimão, (que acabou por ser encurtada por o comandante ter considerado não haver condições de segurança para a manobra dentro do rio Arade, para manifesta tristeza das autoridades locais, que tanto se empenharam na preparação da recepção ao EXPLORER), Cádis, Tenerife, Arrecife, Agadir, Casablanca, Gibraltar, terminando em Barcelona a 4 de Setembro. 








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Escala inaugural do SEVEN SEAS EXPLORER - as boas-vindas







O navio de cruzeiros de luxo SEVEN SEAS EXPLORER visitou o porto de Lisboa pela primeira vez a 24 e 25 de Agosto último e teve direito à habitual sessão comemorativa e de boas vindas, tendo-se deslocando a bordo diversas entidades oficiais e o Blogue dos Navios e do Mar, para a troca de placas comemorativas e de lembranças.
Estiveram presentes a bordo da nova unidade representantes da Administração do Porto de Lisboa e da empresa concessionáriado terminal de passageiros de Santa Apolónia,  Lisbon Cruise Terminals, da Capitania, Alfândega, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, empresa de rebocadores Svitzer, e agência de navegação Arenthern, a quem o navio foi consignado, os quais foram recebidos pelo comandante do paquete, o capitão da marinha mercante Stanislas Mercier De Lacombe, de nacionalidade francesa.
Trocaram-se presentes e palavras simpáticas, sendo evidente o orgulho da tripulação no seu navio, apresentado como o mais luxuoso do mundo. Registámos o acontecimento e aqui fica o testemunho de como Lisboa gosta de receber bem os novos paquetes.
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Gonçalves Viana e o Nosso Mar


O Eng.º Gonçalves Viana continua a partilhar as suas reflexões e contributos para uma evolução positiva da situação do País, sempre atento ao potencial do mar no seu blogue NOSSO MAR.

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Sunday, September 11, 2016

S. PAULUS ou "Barco Amarelo" ?


O S. PAULUS é actualmente o mais bonito caclheiro activo em Lisboa. Utilizado em cruzeiros diários, o ano passado deixou de ser explorado directamente pela empresa proprietária, a TRANSTEJO, para navegar sob operação da Carristur, uma empresa híbrida descendente da antiga secção de excursões da Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Em termos operacionais o S. PAULUS ganhou com a mudança, anda sempre com muitos passageiros e faz viagens quase contínuas, mas em termos culturais, passou a viver uma mistificação: Pintaram-no de amarelo, travestido de carro eléctrico e adicionaram-lhe um nome não oficial de BARCO AMARELO em inglês. Tudo muito estranho, se atendermos a que a tradição dos CACILHEIROS é bem mais antiga que a dos amarelos da Carris. Os cacilheiros fazem parte da cultura e tradição fluvial há milhares de anos, já eram uma realidade muito antes de Lisboa ter passado para a posse dos bárbaros do Norte em 1147. Fotografia de 8 de Setembro de 2016.

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Porto de Recreio de Oeiras


Porto de recreio de Oeiras, em modo de fim de tarde, com a luz já a anunciar o outono, esperado daqui a dias, na habitual rotina do calendário que no fundo reforça o conceito do tempo como elemento vital de tudo o que caracteriza a nossa vida.
 A Marina de Oeiras tornou-se um dos espaços mais agradáveis da margem norte do Tejo dentro da área de jurisdição do Porto de Lisboa, esse entidade majestática, que dentada após dentada, tem perdido o seu poder recente, em mais uma forma de desmaritimizar rompendo-se lentamente com o regresso ao mar que caracterizou os dois quartéis do meio do século XX português e teve inspiração na figura tutelar  e na acção de Américo Tomás.
Fotografia de Luís Miguel Correia feita a 8 de Setembro de 2016.
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Friday, September 09, 2016

Navios de guerra no cais da Rocha


Duas unidades navais estrangeiras atracadas ao cais da Rocha do Conde de Óbidos, fotografadas a 8 de Setembro de 2016: da esquerda para a direita, o navio-escola brasileiro BRASIL, e a fragata polaca GENERAL TADEUSZ KOSCIUSZCO, ambos chegados a Lisboa na manhã de 7 de Setembro, onde permanecem, o BRASIL até dia 11 o navio polaco até dia 10 de Setembro.

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Thursday, September 08, 2016

Porto de Lisboa: 60 anos a mudar


Há pouco mais de sessenta anos, a Doca de Alcântara, então a mais importante do Porto de Lisboa, apresentava este aspecto. Não sei exactamente a data, mas não sendo impossível de descobrir, pode levar algum tempo, podendo avançar com segurança que foi tirada por volta de 1954, pois o antigo GIL EANNES pode ver-se atracado à esquerda em primeiro plano e este navio foi substituído em 1955 por um novo do mesmo nome. Junto ao GIL EANNES vê-se o ALVIELA da Marinha Portuguesa, e sempre na muralha sul da doca, um lugre bacalhoeiro, parte da frota de batelões da Companhia Colonial, um dos fruteiros da Insulana, o GORGULHO ou o seu irmão MADALENA, e no cais da Sociedade Geral, um dos dois cargueiros da classe A construídos para a linha de Angla, o AMBRIZETE ou o ANDULO. Ao fundo, no travessão da doca, o cargueiro DIONE, da Empresa Continental de Navegação, e no cais norte, os navios BENGUELA, QUANZA e parte do paquete ANGOLA ou do seu gémeo MOÇAMBIQUE. Nesta época os navios da Nacional estavam pintados de creme em vez do branco mais corrente, seguindo a moda da Sociedade Geral, o que depois foi revertido por volta de 1960.
A segunda imagem mostra a mesma doca com o seu aspecto em 2016, transformada de alguma forma em porto de recreio depois de a especialização dos navios ter tornado este espaço obsoleto para operações comerciais. O contraste não podia ser maior.
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Sunday, September 04, 2016

COMPANHIA NACIONAL

A Companhia Nacional de Navegação, que nasceu em 1880 como Empreza Nacional de Navegação a Vapor para a África Portuguesa, sob a forma tradicional de "Parceria Maarítima", tomou a designação de Companhia Nacional de Navegação em 1918, quando passou a sociedade Anónima. As chaminés dos navios foram pretas até 1970, quando passaram a ter uma faixa larga a azul enquadrada por duas riscas brancas, as cores da bandeira, azul e branca da Monarquia, herdada da antiga companhia União Mercantil, de 1858.
A vocação principal da Nacional - CNN - foi sempre a ligação marítima com a África Portuguesa, primeiro a Costa Ocidental, e a partir de 1903, também a Costa Oriental. De 1952 a 1974 efectuou também carreiras para o Extremo Oriente assim como de Lisboa para o Brasil, de 1929 a 1933.
Embora não haja uma tradição rica de produção de cartazes publicitários pelas empresas marítimas portuguesa a CNN produziu diversos muito interessantes, de que este é exemplo, dedicado a divulgar o potencial turistico do Ultramar português.
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