Tuesday, December 12, 2006

LISBON ASUKAS



Modern NYK passenger ships:
two of the cruise ships visiting Lisbon this past 2006 season were the ASUKA II ex CRYSTAL HARMONY and the ship she replaced, the AMADEA ex ASUKA. Both were built in Japan. All photos by L. M. Correia

Monday, December 11, 2006

CRUISE SHIP SPOTTING







I have been photographing passenger liners and cruise ships regularly since 1975, but my first forays into shipping photography were in 1970 with a B&W 120 film. The camera was far from good and only a few of those early negatives actually depict proper ships, like the CCN liner IMPÉRIO of 1948. I remember on one of those early occasions to photograph the HANSEATIC (ex- Shalom) and the LEONARDO DA VINCI in the river Tagus, with the poorest results... I am still using my

cameras whenever I can, and here they are several passenger ships photographed in 2006...

Copyright photographs of EUROPA, LEGEND OF THE SEAS, OCEANA, QUEEN ELIZABETH 2, ROTTERDAM, SEVEN SEAS MARINER by Luís Miguel Correia - 2006

VIDA DE MARINHEIRO


Se há uma profissão que, apesar da evolução tecnológica, mantém intacta toda a dureza de outros tempos é a actividade de marinheiro. Trabalhar num navio, viver no mar é muito duro. Atribui-se ao Marquês de Pombal a frase "há gente para tudo, até para andar no mar" , mas tudo indica que há cada vez menos gente disposta a vidas de marinheiro.
Por um lado, sejam os navios modernos ou antigos, o mar mantém todas as suas características de total imprevisibilidade, e as tempestades ainda são o que eram antigamente...
Nos paises ocidentais há cada vez menos vocações marítimas. Em Portugal não é diferente, com a desvantagem de os transportes marítimos e as pescas estarem à beira da extinsão. No plano naval, a Marinha de Guerra também sofreu uma redução, com cada vez menos navios e parte da esquadra a ultrapassar todos os limites possíveis em termos de longevidade dos navios, mas possivelmente será na Marinha que se irá preservar a tradição marinheira portuguesa. Paradoxalmente, as actividades marítimas não param de crescer no Mundo, com uma deslocação acentuada dos centros de decisão para o Oriente, fenómeno associado às consequências da revolução vivida no mundo da navegação (shipping) desde o final dos anos sessenta...

Saturday, December 09, 2006

The ROYAL VIKING SEA of 1973


The previous post in Portuguese shows several photos of the cruise liner ALBATROS (28.518 GT / 1973), the final of the original trio built for Royal Viking Line in 1972-73 in Helsinki. Lengthened in 1983 in Bremerhaven, she was transferred

to Royal Cruise Line in 1991 as the ROYAL ODYSSEY. Further renamings took place in 1997 (NORWEGIAN STAR), 2001 (NORWEGIAN STAR 1), 2002 (CROWN), and 2004 (ALBATROS). In 2005 she had new main engines fitted by Blohm & Voss in Haburg and so despite her age of 33 years, she is still going strong...

Photos taken in Lisbon by LMC - 2006

ROYAL VIKING SEA de 1973

Postal do Royal Viking Sea mostrando o navio em Hamburgo com as cores e configuração originais
Aspectos do paquete ALBATROS (25.518 GT / 1973), construído em 1973 com nome ROYAL VIKING SEA. Terceiro de um grupo de três navios de 22.000 grt com que a Royal Viking Line iniciou a actividade em 1972-73, foi alongado em 1983 e transferido para a Royal Cruise Line em 1991, passando a ser o ROYAL ODYSSEY. Nova mudança de nome em 1997, para NORWEGIAN STAR, quando esteve ao serviço da Norwegian Capricorn Line. Operou para a Star Cruises em 2001 como NORWEGIAN STAR 1. Após um período no Oriente, foi posicionado no Mediterrâneo como CROWN, em Junho de 2003 e operou com passageiros espanhois a partrir de Valência. Chama-se ALBATROS desde 2004 quando foi fretado à Phoenix Reisen em substituição do anterior navio do mesmo nome vendido para sucata. O ano passado procedeu-se à substituição das máquinas principais, operação de rejunescimento efectuada em Hamburgo no estaleiro Blohm & Voss.

Fotografias obtidas em Lisboa em 04-2006 por LMC

Friday, December 08, 2006

THE PASSENGER LINER FUNCHAL


There are ships that over the years for one particular reason or another have turned into legends of their own. It happened within contemporary Portuguese ships with the Portuguese Navy sailing frigate D. FERNANDO II E GLÓRIA, the sail training ships SAGRES and CREOULA, the hospital ship GIL EANNES and the passenger liner FUNCHAL.
The FUNCHAL is the last survivor of the once famous Portuguese Liners fleet and one of three ships introduced in 1961: the PRINCIPE PERFEITO and the INFANTE DOM HENRIQUE, both 20.000 gt, 1000 pax, 21-knots Africa liners operated by CNN and CCN (Cia Nacional end Cia Colonial) until 1975, and the smaller but handsome FUNCHAL (10.000 gt, 400 paz, 21-knots) built in Denmark for the Atlantic Islands service of the old Empresa Insulana de Navegação. She did serve the Madeira, Azores and Canary Islands for many years and has been cruising successfully since 1976. She is one of a very small group of ships still sailing under her original name and flag, and for that we have to thank the Greek shipowner who purchased the FUNCHAL in 1985 from CTM, the Portuguese state owned shipping company then closing doors: Mr. George P. Potamianos, who moved to Lisbon, opened an office here and has been running his independent classic cruise ships business in a very successful way ever since. After the FUNCHAL he was able to buy the INFANTE DOM HENRIQUE that became the VASCO DA GAMA in 1988 and the Seawind Crown in 1995, and in 1996 the PRINCESS DANAE was bought to replace the VASCO DA GAMA. She was followed by the ARION in 1999 and the ATHENA more recently in 2004...
Photograph: the FUNCHAL arriving Lisbon this past April
Photo and text by Luís Miguel Correia - 2006

Thursday, December 07, 2006

PREFERIR NAVIOS PORTUGUESES


Navios porta-contentores portugueses atracados no Caniçal em Agosto último (Foto de L. M. Correia)
Esta sugestão e os motivos que a justificam era uma receita do tempo do ESTADO NOVO, quando Américo Thomaz se dedicou, a partir de 1939, à Marinha de Comércio Nacional, desenvolvendo uma política que passou pela renovação da frota, entre 1947 e 1955, e procurou dotar o País de meios suficientes para garantir 60 por cento das necessidades em termos de transportes marítimos. Este último objectivo nunca foi atingido, devido à grande prudência da maioria dos armadores de então, mas chegou-se aos 40 por cento. Hoje é cada vez mais dificil preferir os navios portugueses pela razão simples de que os não temos... A participação dos armadores nacionais em carreiras regulares internacionais de contentores resume-se à linha Norte da Europa - Cabo Verde e Guiné, com uma ramificação ao Brasil. A frota de petroleiros caminha para o zero, depois de a Soponata ter sido vendida e com a redução da frota da Sacor Marítima. Vamos tendo alguns navios na carreira da Madeira e Açores, e muito pouco mais. Melhores dias virão, concerteza...
Luís Miguel Correia - 2006

NAVIOS DA ALIANÇA

Com o desaparecimento triste do Loide Brasileiro, a marinha de comércio brasileira passou a ter participação no transporte regular internacional de carga contentorizada com a empresa Aliança Navegação e Logistica, do Rio de Janeiro.
Fundada no início da década de 50 pelo alemão Carl Fischer, a Aliança cresceu significativamente nos últimos anos, ligando o Brasil a todos os continentes.
Em 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Oetker, também proprietário da Hamburg-Süd, empresa alemã fundada em 1871, que tem concretizado uma política agressiva de expansão nas ligações Norte - Sul, e comprado diversos outros operadores, o mais recente dos quais foi a companhia espanhola Ybarra. Em 2005 a Aliança facturou cerca de US$ 900 milhões em 2005, transportando 500 mil TEUs.
A empresa tem vindo regularmente a Lisboa ao longo de diversas épocas, mas este ano deixou de fazer escalas no Tejo, em conjunto com a Hamburg Sud. As fotografias representam alguns navios da frota actual da Aliança. As três primeiras apresentam os navios ALIANÇA MARACANÃ, ALIANÇA COPACABANA e FLAMENGO. Foram obtidas no porto de Santos e enviadas por Laire Giraud, a quem agradeçemos. A última imagem mostra o ALIANÇA BRASIL a sair a barra do Tejo no Verão de 2006 (Foto de Luís Miguel Correia)

RACING CARS ABOARD THE SS CARVALHO ARAÚJO

Desembarque no porto do Funchal de alguns dos carros participantes no Rally da Madeira no início dos anos sessenta, de bordo do paquete CARVALHO ARAÚJO, da Empresa Insulana de Navegação, que assegurou a carreira regular de Lisboa para a Madeira e Açores de 1930 a 1970.
O MERCEDES 300 SL de Horácio Macedo foi o vencedor do Rally...

Introduced in 1930, the passenger steamer CARVALHO ARAÚJO served the Lisbon - Madeira - Azores mail service for 40 years under the houseflag of Empresa Insulana de Navegação. The two photos published here show the CARVALHO on one of her many duties offloading the racing cars that participated in the Madeira Island Rally in the early sixties.

The Mercedes 300 SL woned by Horácio Macedo (NO. 75) and a Volkswagen were two of the participating cars.

(photos from the collection of Fernando Martins)

ALCÂNTARA DOCK in LISBON




Alcântara Dock, Lisbon, 6th December, 2006. Some photographs of the shipping scene on a particularly busy day in the Lisbon waterfront; the cruise ship ARION undergoing repairs, her fleetmate PRINCESS DANAE entering the dry dock no. 1, the Celebrity Cruises GALAXY berthed at the Rocha cruise terminal, lots of tugs and a dredger, just like in the old days when ship had to wait for a berth... More photos of today's shoreside symphony of ships, cranes, tugs and a dredge in the post in portuguese below.
Luís Miguel Correia - 2006 s

Wednesday, December 06, 2006

DOCA DO ESPANHOL

É a principal doca do Porto de Lisboa. O nome oficial é Doca de Alcântara, mas nos meios marítimos (pilotos, rebocadores, tripulações de navios) ainda é conhecida por Doca do Espanhol. Este espanhol era um galego de seu nome Eduardo Argibay que foi responsável pela empreitada de acabamento da doca...
Ao longo dos anos a Doca de Alcântara mudou muito.
Quando começei a passear por lá na década de sessenta, estava sempre tudo cheio de navios, na sua maior parte portugueses. Foram-se os navios e os armadores, ficaram as docas vazias. Hoje o espaço está parcialmente vocacionado para a Marinha de Recreio. Mas de quando em vez, até parece voltar a ganhar a vida de outras épocas. Como aconteceu hoje, com o ARION a ser pintado e reparado no cais onde há 40 anos estavam sempre atracados navios da Colonial. Com o PRINCESS DANAE a entrar na Doca 1 do estaleiro NAVALROCHA, onde antes docavam regularmente os nossos paquetes da linha de África, os cargueiros, alguns navios da Armada, etc...
A estação marítima da Rocha, com o paquete GALAXY atracado também dava ares de movimento. Junto à eclusa, diversos rebocadores e à entrada da Doca uma draga holandesa a trabalhar. Os rebocadores são também de uma multinacional. Sinal dos tempos. Mas a Doca estava bonita...
Fotografias da Doca de Alcântara tiradas a 6-12-2006 por Luís Miguel Correia


POLYNESIA ex-ARGUS

Lugre CREOULA fotografado no Tejo em Julho de 2006 (foto de Luís Miguel Correia) . Em baixo, diversas imagens do POLYNESIA ex-ARGUS, com a sua configuração actual (fotos de Benoit Donne e da Windjammer Barefoot Cruises)

The Portuguese sail training ship CREOULA off Lisbon in July 2006 (photo by Luís Miguel Correia) . Below, several pictures of the POLYNESIA ex-ARGUS, as a Caribbean cruise ship (photos by Benoit Donne and Windjammer Barefoot Cruises)


Os navios têm a sua vida, nascem, navegam e acabam vendidos ou naufragados. Sempre foi assim, mas no caso daqueles muito especiais que ninguém esquece, fica uma grande saudade, em especial entre marinheiros.
É o caso do antigo lugre ARGUS, da Parceria Geral de Pescarias, que desde 1976 navega nas Caraíbas como navio de cruzeiros operado pela companhia WINDJAMMER BAREFOOT CRUISES, como o nome POLYNESIA.
Construído na Holanda em 1939, o ARGUS seria vendido pela Parceria em 1974 à empresa canadiana White Fleet Cruise Ships, que o revendeu em 1975 ao actual armador. Muito alterado, tem capacidade para 126 passageiros e está registado em na ilha de Granada. Aqui ficam algumas fotografias actuais do navio e uma imagem do seu irmão gémeo CREOULA, de 1937 que se manteve em Portugal e é actualmente um navio de treino de mar operado pela Marinha de Guerra.

The former Portuguese Grand Banks fishing schooner ARGUS, built in 1939 in the Netherlands for Lisbon based owners Parceria Geral de Pescarias, has been cruising in the Caribbeans since 1976 under the name POLYNESIA. Sold by Parceria in 1974 to Canadian interests (White Fleet Ctuise Ships), she was resold in 1975 to Windjammer Barefoot and converted to carry 126 passengers.
In Portugal we still miss the beautiful ARGUS, but at least she was able to find a second useful life and is still sailing...
Luís Miguel Correia - 2006

Monday, December 04, 2006

SAGA ROSE

The rival to the Swedish American Line in Scandinavia was the Oslo-based Norwegian America Line, with its famous Fjord liners, including the SAGAFJORD of 1965, which is stil cruising as the SAGA ROSE. And she could not look better, with her elegant profile and handsome livery...


A concorrente directa da Swedish American Line na Escandinávia era a Norwegian America Line, de Oslo, famosa pelos seus navios com nomes acabados em "Fjord", incluindo o SAGAFJORD de 1965, actual SAGA ROSE. Apesar da idade o navio mantém inalterada a elegância original, complementada com as cores mais bonitas da actual frota de paquetes de cruzeiros.
Chaminé e navio SAGA ROSE fotografados este ano em Lisboa por L. M. Correia

MONA LISA

Three views of the MONA LISA on her final call to Lisbon this June
There are ships like this MONA LISA that are so special in our lives, that we tend to think of them as close friends. Now laid up in Piraeus following the bankrupcy of her German charterer, this ship was first photographed by me still in her original form as the elegant twin funneled KUNGSHOLM of 1966, then on her final visit to Lisbon in May 1975 under the Swedish flag. Later I was able to photograph and visit her many times, still as the Flagship Cruises KUNGSHOLM and after 1979 as the SEA PRINCESS. More recently, as the Greek owned MONA LISA she was no longer in her prime, still retaining her handsome looks and classic lines. Let's hope she still has a few years left, as a trip from Piraeus to Alang should be postponed forever on what concerns this ship. She should be returned to Sweden and preserved in Goteborg as a tribute to the finest traditions of Swedish passenger shipping...
Report and copyright photos by Luís Miguel Correia - 2006

Há navios com os quais nos cruzamos tantas vezes, que acabam por ser como amigos. É o caso deste MONA LISA, que está actualmente imobilizado no Pireu na sequência da falência do afretador alemão em Setembro. Fiz-lhe as primeiras fotografias em Maio de 1975, a preto e branco, quando esteve pela última vez em Lisboa com as cores da Swedish American Line, para quem foi construído em 1966 no Clyde com o nome KUNGSHOLM, e desde então fotografei-o ou subi a bordo inúmeras vezes, ainda como KUNGSHOLM mas propriedade da Flagship Cruises, de 1975 a 1978, como SEA PRINCESS a partir de 1979 e mais recentemente como MONA LISA. Esperemos que a carreira do antigo derradeiro grande transatlântico sueco não se fique pelos 40 anos já navegados...
Texto e fotos de Luís Miguel Correia - 2006

Thursday, November 30, 2006

FROTA POTAMIANOS EM LISBOA

Três dos actuais quatro navios de cruzeiros do armador George Potamianos estão em Lisboa a fazer reparações e manutenção técnica. Three of Mr. George Potamianos four cruise ships fleet are doing their refits in Lisbon prior to the new winter cruise programs.
O ARION chegou dia 12 de Novembro, está atracado no cais sul da doca de Alcântara, junto ao antigo armazem da CCN e tem largada para as Caraíbas prevista para 13 de Dezembro.
The ARION has arrived on 12th November, and is berthed alongside the south pier of Alcântara dock, close to the former Companhia Colonial crew department. She is set to leave for the Caribbeans on 13th December.
O ATHENA está na Doca seca nº1 da NAVALROCHA, chegou a Lisboa em 21-11 e larga para Falmouth a 17-12. The flagship ATHENA is in NO 1 dry of the NAVALROCHA yard, arrived in Lisbon on 21-11 and leaves for Falmouth on 17-12.
O PRINCESS DANAE entrou em Lisboa a 27-11, está atracado na Ponta da Rocha e sai a 23-12 para Marselha, onde embarca passageiros para o cruzeiro de fim do ano.
The PRINCESS DANAE has arrived Lisbon on 27-11, and is berthed at the Rocha cruise terminal. She sails on 23-12 for Marseilles, to embark passengers for the New Year's cruise.
Fotos e notícia de Luís Miguel Correia - 2006

Tuesday, November 28, 2006

MAU TEMPO NO MAR..., GAIVOTAS EM TERRA...


É sempre assim, mau tempo no mar..., gaivotas em terra. Verdadeira sabedoria popular. E fotografias de L. M. Correia - 2006