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Friday, September 10, 2010

Desmantelamento de guindaste histórico em Lisboa



O velho guindaste de 25 toneladas de elevação era o último a erguer-se orgulhoso de um passado de labor naval, ali mesmo a espreitar a Avenida 24 de Julho, entre a Rocha do Conde de Óbidos e Santos.
Fora construído em 1966 pela firma portuguesa MAGUE, em Alverca do Ribatejo, para o estaleiro da Rocha da Administração Geral do Porto de Lisboa, à época o mais importante de Lisboa, a funcionar desde 1899 e concessionado ao Grupo CUF desde 1937.
A sua encomenda e construção integrou-se num esforço de modernização do estaleiro na vertente da construção naval, numa altura em que aí se construíram duas fragatas da classe ALMIRANTE PEREIRA DA SILVA para a Marinha e se perspectivava a encomenda de uma série de fragatas ligeiras. Infelizmente para a indústria naval portuguesa, o contrato destes navios foi assinado com os alemães da Blohm & Voss e com um estaleiro espanhol, e construíram-se 10 unidades.
O guindaste fazia parte de um conjunto de unidades iguais, que foram desmantelados há uns anos, quando se procedeu também à destruição das carreiras de construção de navios. Ficou este sabe-se lá porquê, e entretanto tornou-se um ícone da paisagem ribeirinha lisboeta.
Está agora a ser desmantelado e a sua estrutura será levada para o Seixal e devorada nos fornos da Siderurgia.
Com o velho guindaste MAGUE desaparece mais uma memória das actividades marítimas tradicionais que caracterizaram o Porto de Lisboa durante séculos e fizeram a  grandeza de Portugal.
Mais um acto de Desmaritimização, triste e ignoto. Assim se perde a memória das coisas e ficamos todos mais pobres.
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Saturday, November 18, 2017

Trocaram as gruas por árvores

Gosto muito do Porto de Lisboa. É o meu porto de armamento e deambulações de toda uma vida a ver navios e cais e gruas e cargas e gentes. Tudo isso mudou muito no espaço desta última geração e hoje o Presidente do Porto de Lisboa já não é uma espécie de Patriarca das Índias ou Provedor da Santa Casa, na medida em que o Porto de Lisboa decaiu física e economicamente em tempo de desmaritimização em Portugal. 
Ao longo dos anos assisti a uma estranha troca gradual de gruas por árvores, num local que sempre foi porto, porto esse que deu cidade e significado à Lisboa que hoje temos e que a partir do porto e do seu Tejo se tornou princesa. Porto de mar não é jardim. 
Claro que me vão dizer que a revolução nos transportes marítimos e o gigantismo relativo dos navios levou a essas mudanças, mas não é disso que falo. Falo da alma do porto e essa alma foi sendo quebrada aos poucos por muitos "amigos do porto" que não entendem nem porto nem mar nem navios e no fundo pouco vêm para além de traçados urbanos, poder autárquico, especulação imobiliária ou politicazinhas. Lisboa vê definhar o seu porto e os derradeiros guindastes da última geração Mague assistem a tudo arredados em cantos pacatos, à espera de serem refeitos em sucata, como entretanto aconteceu a dezenas de gruas, a vapor, eléctricas, sem esquecer as cábreas majestosas, que anos a fio carregaram e descarregaram navios e embarcações locais nas muralhas de pedra desse porto tão bem cantado por Álvaro de Campos e tão abandonado dos nossos horizontes culturais.  


Não se preservou um único guindaste em Lisboa. 

Ainda vamos a tempo de lavar a cara e preservar alguns, como os guindastes Mague números 136 e 137, que estão parados em Xabregas, por exemplo. Aqui fica o desafio / sugestão a quem a possa, queira e saiba fazer viver...
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, March 11, 2026

VASCO DA GAMA e MAXIM GORKIY em Lisboa a 27 de dezembro de 1988














A minha vida de estudioso dos navios e da navegação comercial portuguesa, iniciada muito cedo, ganhou rumo a partir de 1970, quando, aos 13 anos, comecei a fotografar navios e o ambiente marítimo dos cais e docas de Lisboa, ainda que só tenha conseguido uma boa câmara fotográfica a partir de fevereiro de 1975. 
Seguiram-se centenas de artigos em revistas, o primeiro dos quais publicado em 1977, em Inglaterra, a minha ligação à Revista de Marinha, a partir de 1980, e a publicação de livros, desde 1988.
De entre muitos milhares de fotografias de navios, fiz um conjunto, a 27 de dezembro de 1988, de que gosto especialmente, registando a escala no Tejo do paquete VASCO DA GAMA, no primeiro cruzeiro ao serviço do operador turístico alemão Neckermann. 
Foi um cruzeiro de Ano Novo com largada de Bremerhaven e passagem da noite de 31 de dezembro na Madeira, que incluiu a passagem por Lisboa, coincidindo a atracação ao cais da Rocha com a presença do paquete soviético MAKSIM GORKIY, então no começo da sua operação pela Phoenix Reisen, e que o VASCO DA GAMA substituiu na programação da Neckermann. A propósito, o Fim de Ano no Funchal em 1988 foi tempestuoso e o VASCO DA GAMA abrigou-se na costa norte da ilha.
A 27 de dezembro, a minha atenção foi toda para o VASCO DA GAMA, que procurei fotografar a partir de vários locais, e que me encheu a alma, pois o navio era o nosso IFANTE DOM HENRIQUE de 1961, renascido, qual D. Sebastião, pela iniciativa ilustre do grande amigo dos paquetes portugueses que foi George Petros Potamianos. 
A fotografia que hoje mostro foi feita da margem sul, enquadrando os dois paquetes, que enchiam o cais da Rocha, como era habitual vinte anos antes. A luz de inverno estava muito bonita e passados todos estes anos, é uma delícia contemplar todos os pormenores, como, por exemplo, a silhueta do Palácio da Ajuda junto à chaminé do MAKSIM GORKIY, ou a profusão de aparelhos de carga do Porto de Lisboa, com quatro guindastes Mague que se insinuam por entre os perfis dos navios, e duas cábreas, tudo entretanto desaparecido, levado pela tragédia da Desmaritimização, que entretanto foi devorando os encantos portuários da minha infância. Outro pormenor assinalável é a presença dos batelões da água no costado do VASCO DA GAMA. A qualidade da água do Talaminho, com que se abasteciam os navios, era um dos muitos atrativos do Porto de Lisboa no século XX. 
O VASCO DA GAMA nasceu como INFANTE DOM HENRIQUE (da Companhia Colonial) e navegou de 1961 a 1976 com as cores da Colonial e da CTM. Depois foi exilado para Sines, de 1977 a 1986, de onde foi resgatado por Potamianos e reconstruído. Voltou a navegar em 1988 como navio de cruzeiros, tendo passado a chamar-se SEAWIND CROWN em 1995 e BARCELONA em 2003. Acabou os dias na China em 2004.
The cruise ships VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE and MAKSIM GORKIY ex-HAMBURG, berthed in Lisbon on 27th December 1988, on their Christmas cruises, alongside the old.
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Wednesday, July 22, 2009

ALMADA MARÍTIMA




Pórtico MAGUE do estaleiro Lisnave na Margueira e Fragata DOM FERNANDO SEGUNDO E GLÓRIA em reparação na doca de Cacilhas da antiga Parry & Son, recuperada também para possibilitar o restauro da velha Fragata. "Coisas" bonitas de se observar à beira Tejo.
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Sunday, July 12, 2009

PAISAGEM DE PORTO


Os encantos da paisagem industrial consentida de Lisboa: a luz magnífica de fim de tarde, a ponte do Dr. Salazar, feita sem derrapagens de orçamento e acabada um ano antes do prazo, o cais da Rocha com os pórticos da Liscont a desafiar o velho guindaste Mague mesmo ao lado do navio oceanográfico russo imobilizado há meses no Tejo. Com os cumprimentos da crise global e a inspiração da ignoranciazinha dos alfacinhas invisuais, pois cego é quem não quer ver...
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Tuesday, March 22, 2011

Doca de Alcântara Setembro de 2005



À medida que vamos sentindo passar o tempo e o anos apercebemos-nos de quão preciosa é essa grandeza chamada tempo. É o que sinto ao olhar estas fotografias, tiradas na Doca de Alcântara, em Setembro de 2005. Quanta coisa mudou na maior doca de comércio do Porto de Lisboa desde então: a Fragata D. FERNANDO SEGUNDO E GLÓRIA ainda lá estava, embora sem os mastaréus, no canto norte à entrada ainda se viam navios de carga em reparação... 
Nestes mais de cinco anos muita coisa mudou e falta saber até que ponto foi para melhorar o local. Os guindastes MAGUE foram desmantelados, os edifícios da antiga Companhia Colonial demolidos, a estação marítima desactivada, o terminal de contentores expandido e todo o espaço tornado mais árido num sinal de tempos de mudanças cada vez mais rápidas...
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Saturday, October 31, 2015

Navios na Ponta da Rocha



Durante toda a minha vida de fotógrafo de marinha e como mero observador das coisas navais e marítimas, a Ponta da Rocha foi sempre um ponto privilegiado, ideal muitas vezes para registar as entradas e saídas de navios da doca do Espanhol (o tal que afinal era Galego), ou de e para o estaleiro da Rocha. Hoje o espaço deixou de ser acessível a todos mas acabei por aí passar parte da manhã e por aqui vos deixo alguns dos resultados... A SAGRES e o novo MAR PORTUGAL, O CORINTHIAN e o CABO DA ROCA, o SVITZER SINES e o velho guindaste Mague da APL, creio que o 124, a pedir para ser preservado, ou pelo menos mais estimado e pintado.


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Friday, April 04, 2008

CAIS DA ROCHA a 26-08-1967

Fotografia do Cais da Rocha em 26 de Agosto de 1967, tirada de bordo do navio de passageiros CANBERRA, da P&O atracado junto à Estação Marítima. Pela proa pode ver-se atracado na Ponta da Rocha o paquete americano ATLANTIC da American Export Lines numa das suas últimas viagens, pois foi retirado do serviço em Outubro de 1967.
Em primeiro plano os guindastes eléctricos MAGUE adquiridos na década de sessenta, ainda com a cor cinzenta original. Podem observar-se ainda os rebocadores a vapor da AGPL CABO RASO e CABO ESPICHEL, com as suas duas chaminés tão características. Estes rebocadores foram construídos em Belfast em 1928 para o Porto de Lisboa e havia um terceiro semelhante, o CABO SARDÃO que se perdeu no Tejo em 1940. Estes dois últimos eram gémeos, ambos com 900 HP enquanto o CABO ESPICHEL era maior e mais potente, com 1.500 HP e maiores dimensões, ainda que em termos de aspecto fossem muito parecidos.
Merece destaque especial a actividade de construção naval do estaleiro da AGPL, então explorado pela Lisnave, vendo-se a fragata NRP ALMIRANTE GAGO COUTINHO atracada ao cais das carreiras em aprestamento. Atracada ao costado da GAGO COUTINHO vê-se a draga a vapor ENG. MATOS, do Porto de Lisboa.
Na muralha interior da Ponta da Rocha estão atracados os três rebocadores principais da Sociedade Cooperativa dos CATRAEIROS do Porto de Lisboa, o FOZ DO LIMA, o ÁTOMO, ambos construídos em Viana do Castelo, e o LIBERTADOR, construído na Holanda.
Uma bela fotografia de Michael Sutcliffe a quem agradeço uma vez mais a sua disponibilidade de a partilhar.
Text by Luís Miguel Correia. Image copyright M. Sutcliffe. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, August 21, 2012

PICO CASTELO em Lisboa em 1998

Com o desaparecimento infeliz das grandes companhias de navegação portuguesas do século XX, a Empresa de Navegação, do Funchal, passou a ser a nossa mais antiga armadora da marinha mercante. A sua história remonta a 1907 quando foi adquirido o primeiro de diversos navios de vela para a carreira Funchal - Continente e a tradição renova-se 105 anos depois com modernos porta-contentores a fazer as carreiras do Continente e dos Açores e um belíssimo navio de passageiros a assegurar a carreira do Porto Santo. Tal como no passado estes navios são propriedade de empresas diversas, todas integradas no Grupo Sousa, com sede no Funchal, cuja raiz é precisamente a velha Empresa de Navegação Madeirense.
Ao longo destes 105 anos a Madeirense e empresas associadas foram armadoras de cerca de 30 navios, um dos quais foi o navio de carga PICO CASTELO, um navio de origem dinamarquesa que vemos aqui na fase final de uma curta carreira atracado ao estaleiro da Lisnave-Rocha (mais precisamente ao "Cais das Carreiras") depois de uma explosão na casa das máquinas ter dado por finda a vida operacional deste navio. O casco vermelho veio com o navio da Dinamarca e da empresa Lauritzen. Reparem que a zona das carreiras de construção de navios no estaleiro ainda apresentam os guindastes Mague, entretanto desmantelados, o que contribuiu para tornar menos marítima esta zona da Rocha do Conde de Óbidos a Santos. Para conhecer em pormenor a história deste navio e dos restantes navios da Madeirense, sugerimos a consulta do livro EMPRESA DE NAVEGAÇÃO MADEIRENSE 1907-2007, de Luís Miguel Correia, que pode ser visto aqui.http://lmc-ein.blogspot.pt/..
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Tuesday, November 30, 2010

CAIS DA ROCHA - MAIO 2005

Não é bem uma imagem de reconstituição da nossa Lisboa antes de 1755, mas quase. É uma das minhas imagens digitais de 2006, tirada em Maio desse ano, a testemunhar quanto a paisagem mudou nos últimos tempos. Foram-se as gruas MAGUE dos anos sessenta que sobreviviam no espaço adjacente à TERLIS, e os armazéns e edifícios da década de 1950 da CCN - Companhia Colonial de Navegação.







Os autocarros já há meses que andam desaparecidos da Estação Marítima. Infelizmente, pois este terminal faz falta para os navios de cruzeiros e não estou a ver a mais valia para a LISCONT em anexar mais esta infraestrutura histórica...

Tanto a lancha PIEDADE como o cargueiro FLORINDA I já foram vendidos. Em poucos anos tudo mudou e as mudanças nem sempre são para melhor...
Fica a memória a partilhar por quem goste daquele recanto portuário.


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Wednesday, July 22, 2015

A propósito da Lisnave - Margueira


Senhor Luís Miguel Correia ontem falou no seu Blog da Doca 13 da Lisnave da Margueira e de alguns navios de guerra da nossa marinha para abate ai atracados há algum tempo.
O Estaleiro da Lisnave da Margueira em Almada abriu ao serviço da reparação e construção naval em 1967, em 1971 foi aberta a Doca Seca 13, a Maior Doca Seca da Europa para reparar navios tanques e cargueiros, paquetes e navios de guerra, mas em 2000 a Lisnave saiu do estaleiro da Margueira e começou a trabalhar no Estaleiro da Lisnave da Mitrena junto a Setúbal fazendo o mesmo serviço de reparação naval, desde 2000 até 2015 não se fez nada no antigo Estaleiro da Lisnave da Margueira o espaço do Estaleiro e edifícios está a degradar-se, há vários projectos mas nada é feito é assim que Portugal quer voltar de novo ao Mar.
Tem aqui uma foto do Estaleiro da Lisnave da Margueira em 1979 pode-se ver na Doca Seca 13 a fazer uma reparação a um navio tanque, pode-se ver o Pórtico de 300 Tons da Mague ao lado da Doca 13 pode-se ver atracado outro navio tanque, pode-se ver o em Cacilhas o Estaleiro da Parry & Son e no Cais do Pontal de Cacilhas estão atracados os cacilheiros da Transtejo - Rio Tejo Segundo-Caparica, Castelo e Porto Brandão.
Espero que o Senhor Luís Miguel Correia goste desta foto quando ainda a Lisnave da Margueira estava no seu auge. Atentamente,
Nuno Bartolomeu

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Sunday, June 21, 2009

CAIS DA ROCHA 2009-06-21


Grua eléctrica MAGUE do terminal de cruzeiros da Rocha, preparando-se para colocar a prancha no paquete PACIFIC DREAM.
Estes guindastes de fabricação portuguesa datam da década de 1960, sendo uns poucos sobreviventes de dezenas de unidades semelhantes. Apesar de velhinho esta grua ainda é útil e é pena assistir à sua degradação física por falta de manutenção. Já caíram partes de anteparas da cabine da grua, a tinta foi comida pelos elementos, etc... Não é uma boa imagem para o Porto de Lisboa.
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Saturday, July 06, 2019

Rocha do Conde de Óbidos, Maio de 2006


Era assim em Maio de 2006 a paisagem junto à eclusa de entrada para a Doca de Alcântara, próxima da ponte giratória e da Estação Marítima da Rocha. 
Em primeiro plano, a lancha PIEDADE, com as cores da empresa de rebocadores SVITZER, uma lancha construída para fazer a ligação fluvial entre os estaleiros da Margueira e da Rocha nos tempos áureos da LISNAVE. No lado esquerdo, a Gare Marítima, que ainda lá está no mesmo local, embora tudo o resto esteja diferente e menos bonito: os edifícios dos anos 1950 da antiga Companhia Colonial foram demolidos, as gruas Mague do cais sul da Doca também desapareceram há muito e hoje já não se observam navios de comércio atracados a esse cais, como acontecia em 2006, com o FLORINDA da Portline, que então aguardava venda. 

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