Conforme anunciado, decorreu este Sábado, dia 3 de Março de 2018, mais um encontro de antigos Fragateiros em modo de partilha de memórias, por iniciativa da Marinha do Tejo. Uma genuína manifestação de cultura marítima e fluvial popular da Lisboa de outros tempos, na Sociedade de Geografia de Lisboa.
A sensação de quem assistiu ao evento materializa-se na palavra encanto. Histórias deliciosas e exemplares, recordando tempos difíceis, em que o trabalho infantil era a regra para início de carreira. Carreiras feitas no Tejo, a bordo de embarcações tradicionais, como em unidades de tráfego local - recordou-se o navio-tanque MOBIL TEJO, por exemplo, descreveram-se as aventuras e desventuras dos moços a bordo das fragatas e varinos, em regime de quase escravatura e tantas histórias, como aquela de um candidato a moço com 13 anos, para poder embarcar e obter a necessária matrícula na Capitania (Delegação Marítima do Barreiro no caso) ter tido de oferecer um casal de coelhos vivos a determinado Cabo-do-Mar para que a pretensão do futuro marinheiro tivesse o desfecho esperado. Já então éramos um País de cunhas e pedidos.
Valeu a pena ter ido ouvir as Memórias dos Fragateiros.
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