Monday, March 02, 2026

Breviário do Tejo (creme ou branco?)


























Creme ou branco, qual a cor mais adequada para a pintura dos castelos, superstruturas, mastros e aparelhos de carga dos navios? A resposta mais óbvia será uma questão de gosto, mas pode ter raiz económica, pois as tintas não têm todas o mesmo custo.
Há dias observei a pintura da superstrutura do rebocador PORTUGS SINES a ser  mudada de creme para branco, substituindo a cor creme do tempo da Svitzer. Em janeiro de 1972 apreciei operação idêntica em diversos navios da Sociedade Geral, quando integraram a frota da Companhia Nacional de Navegação.
Curiosamente, na década de mil novecentos e cinquenta do século XX, os navios da Nacional passaram por um período curto em que tiveram as superstruturas cremes e os mastros castanhos, à semelhança dos navios da Sociedade Geral. Foi uma consequência da compra gradual, por parte de interesses ligados à CUF, das ações da Nacional, que trouxe esta importante companhia de navegação para a esfera do Grupo CUF, e foi imposto o creme nos navios da Nacional por ser uma cor mais barata. Era mais económica de facto, mas esteticamente menos conseguida, nada beneficiando o aspeto geral e a imagem dos navios, pelo que a opção pelo creme acabaria revertida no princípio da década seguinte. 
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