Thursday, February 13, 2014

Another Gibraltar jewel





 The British tug SUN SWALE, another jewel photographed from the cruise ship FUNCHAL in the port of Gibraltar, on 28 August 2009.
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Tug EGERTON in Gibraltar

In the Crown Colony of Gibraltar there  are always interesting traditional British looking tugs to observe and photograph, such as this EGERTON photographed on 28 August 2009 while assisting the Portuguese cruise ship FUNCHAL sail into a long Med cruise from Lisbon...

In the first photograph the cruise ship ASTORIA can be seen laid up awaiting to have purchase by Saga Cruises finalized.

She eventualy became the SAGA RUBY II, and as such she is still in cruise service.

Now the former ASTOR of 1981 ex-ARKONA, ex-ASTORIA sails in the new Saga livery of strange assimetric blue funnel and blue hull after havig first operated with the more attractive yellow funel.

Returning to the EGERTON, she is not particularly beautiful but I must agree she is very distinctive and the livery is a classic must.

And our Spanish friends may love the detail of the LONDON registry...

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Tuesday, February 11, 2014

Sea Breezes front cover with VOLKERFREUNDSCHAFT photo by LMC

Tendo começado a fotografar navios em 1970, a partir de 1975 passei a ter equipamento já muito razoável, que me permitiu passar a procurar registar em película toda a navegação de passageiros e ainda os navios portugueses, independentemente dos vários tipos, criando com o tempo um arquivo que hoje conta com 600 000 originais, o que me permite, entre outras coisas, desenvolver projectos de livros com material iconográfico de qualidade, com relativa independência de fontes terceiras.
Ao longo dos anos o meu trabalho foi sendo reconhecido internacionalmente, havendo quem me considere um dos melhores fotógrafos de navios do mundo, título que não é propriamente uma preocupação para mim.
Em Abril de 1984 a revista inglesa SEA BREEZES utilizou uma fotografia minha para capa, com o paquete alemão oriental VOLKERFREUNDSCHAFT a largar de Lisboa num cruzeiro da Páscoa ao Mediterrâneo, fretado à companhia Stena Line. Na altura estava eu longe de imaginar que este navio seria 30 anos mais tarde o paquete português AZORES, mas foi o que entretanto aconteceu.
Quando fiz esta fotografia, creio que em 1980, o VOLKERFREUNDSCHAFT estava em fim de carreira sob bandeira da DDR, em 1985 acabou por ser substituído pelo ASTOR (I), que então se passou a chamar ARKONA. O VOLKERFREUNDSCHAFT - o navio de passageiros com o nome mais comprido que alguma vez fotografei - foi vendido nesse ano e teve vários proprietários acabando por ir parar a Itália, comprado pela companhia Lauro Lines para ser modernizado, o que não aconteceu exactamente como planeado, pois permaneceu anos imobilizado em Génova, até ser totalmente reconstruido -apenas o casco foi aproveitado - pela companhia NINA Spa, tendo reentrado em serviço de cruzeiros com bandeira italiana e o nome ITALIA PRIMA, em Outubro de 1994, ganhando então o aspecto físico que ainda hoje caracteriza o AZORES.
Claro que o AZORES tem uma longa história, iniciada no final da segunda guerra mundial na Suécia, mas não será hoje que a vou contar. Hoje fica aqui apenas esta capa, que na altura me deu muito prazer fazer.
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Sunday, February 09, 2014

Paquete AZORES no Tejo

Paquete português AZORES, da nova companhia Portuscale Cruises, a atracar a 7 de Fevereiro, em Lisboa pela primeira  vez com o nome actual, atribuído em Maio de 2013, e com as cores clássicas do novo armador. O AZORES navegou com o nome ATHENA até Setembro de 2012, ao serviço da Classic International Cruises e permaneceu em Marselha de 16 de Setembro de 2012 até largar para Lisboa a 3 de Fevereiro de 2014, após reparação e remodelação efectuada num estaleiro daquela cidade francesa.
The Portuguese cruise ship AZORES arriving in Lisbon from Marseilles on 7 February 2014 showing her beautiful new colours of Portuscale Cruises. The AZORES is the former ATHENA, renamed in May 2013 following purchase from Classic International Cruises. She has just terminated a very long stay in Marseilles, from 16 September 2012 until 3 February 2014. She starts a new cruise season from Lisbon on 14 March 2014 under charter to German cruise operator Ambiente Cruises. She looks very distinctive in the new colours.
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PALMELENSE e AZORES

Não há dúvida que tanto o Tejo como a cidade de Lisboa ficam mais atraentes com navios, quer sejam de longo curso ou de tráfego local. A meio da manhã de Sábado, 7 de Fevereiro, consegui este enquadramento do PALMELENSE e do AZORES como fundo, bem bonito aliás, com as novas cores e nome atribuídos o ano passado pela Portuscale.
The port of Lisbon and the river Tagus look much better with ships and their colourful liveries, justl ike the ferry PALMELENSE and the cruise ship AZORES, photographed on 7 February 2014. The AZORES is the former ATHENA, and she had just arrived from Marseilles for a final stay in Lisbon before the start of her new career for Portuscale and Ambient Cruises, next 14 March.
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CACILHENSES sobreviventes

Começaram por ser 12 unidades todas construídas por estaleiros portugueses e entregues entre 1981 e 1984, com o fim de renovar a frota da Transtejo e tornar as travessias do rio Tejo mais seguras e confortáveis. Os estaleiros que os construíram, em Alverca, São Jacinto e Figueira da Foz já fecharam todos há muito tempo. Quanto aos barcos, da frota original restam 6 que continuam a assegurar as carreiras entre o Cais do Sodré e Cacilhas, e entre Belém, o Porto Brandão e a Trafaria. No Sábado dia 7 de Fevereiro de 2014 o SEIXALENSE repartia as travessias a partir do Cais do sodré com o LISBONENSE. Atracados em Cacilhas estavam o CAMPOLIDE e o PALMELENSE.
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Rebocador GOLIAS

Aspecto da zona da eclusa de entrada na Doca de Alcântara, o PORTEL a contrastar com o GOLIAS e o
POSEIDON, ambos construídos na década de 1970 para servirem o porto de Sines. Fotografias registadas a 7-o2-2014por Luís Miguel Correia
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Saturday, February 08, 2014

AURORA funnel


AURORA's classic buff funnel with Madeira Island's mountains on the background, another photograph taken by L. M. Correia on 31 December 2013 in Funchal... Soon this magnificent tradicional livery will be something from the past, now that Carnival UK is modernizing the "P&O" brand... All very senseless...

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AURORA arriving at Funchal 31 December 2013


P&O cruise ship AURORA arriving off the port of Funchal, Madeira Island, at sun rise on 31 December 2013 for another New Year's eve in Madeira. Photographs taken by Luís Miguel Correia from the decks of nearby FUNCHAL. 

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Paquete FUNCHAL no Funchal


A entrada do paquete FUNCHAL na baía do Funchal ao amanhecer de 31 de Dezembro último marcou o regresso do navio à Madeira, após mais de três anos, na que foi a 768ª. escala deste navio no porto da cidade que lhe deu o nome. 

Fizemos esta viagem histórica do FUNCHAL, que aliás foi excepcional em todos os sentidos. Foi inesquecível observar as linhas airosas do nosso FUNCHAL entre uma frota internacional de 12 navios, tendo o FUNCHAL honrado a bandeira portuguesa. Ver mais histórias do FUNCHAL e deste cruzeiro de Fim de Ano aqui
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CTE PASSOS GOUVEIA and SAGA RUBY


The Portuguese tug CTE PASSOS GOUVEIA escorting the Saga cruise ship SAGA RUBY on her final cruise, sailing from Funchal, Madeira Island, on 1st January 2014. The SAGA RUBY sailed for Lisbon arriving on 3rd January. Due to bad weather she departed Lisbon only on 7th January for Southampton, arriving at the end of her final cruise on 9 January, the call at Corunha being cancelled.


Aspectos do rebocador português CTE PASSOS GOUVEIA assistindo o paquete SAGA RUBY na largada do Funchal pela última vez. O SAGA RUBY escalou a seguir Lisboa, onde permaneceu atracado de 3 a 7 de Janeiro devido ao mau tempo. O cruzeiro terminou a 9 de Janeiro em Southampton.

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Tuesday, February 04, 2014

AZORES navega com destino a Lisboa


O navio de cruzeiros português AZORES saiu de Marselha com destino a Lisboa pelas 17H00 de 3 de Fevereiro de 2014, com destino a Lisboa, onde o navio é esperado na manhã de 7 de Fevereiro, devendo atracar na Rocha.

O AZORES é o antigo ATHENA, da Classic International Cruises, e encontrava-se em Marselha desde Setembro de 2012, quando foi arrestado devido a dívidas do armador anterior. O navio foi comprado pela Portuscale em Janeiro de 2013 e modernizado em Marselha, alterando o nome para AZORES.
The Portuguese cruise ship AZORES sailed from Marseilles at 5 PM on 3 February 2014 for Lisbon (ETA 7 February AM). 
The AZORES is the former ATHENA of Classic International Cruises. She was detained at Marseilles in September 2012 and was sold to Portuscale in January 2013.
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Friday, January 31, 2014

Chaminés vermelhas


Em contraste com a actual modinha de chaminés de navios azuis e brancas, as chaminés vermelhas do antigo paquete alemão HANSEATIC impunham-se pela beleza e vivacidade que emprestavam ao navio. Este paquete foi o primeiro de quatro paquetes alemães com este nome, tratava-se do antigo EMPRESS of SCOTLAND ex-EMPRESS of JAPAN, da Canadian Pacific, que em 1957-58 foi reconstruído na Alemanha e transformado no HANSEATIC, que conheci bem, tanto em Lisboa como no Funchal, quando nos visitava em cruzeiros e Inverno. Acabou por ter um incêndio em Nova Iorque em Setembro e 1966 e os estragos causados pela água e os efeitos do fumo tornaram impraticável a reparação deste veterano, que deveria ser substituído em 1969 pelo HAMBURG, que nesta data já tinha sido encomendado. 
Em 1967 a companhia German Atlantik Lines acabou por comprar a Israel o SHALOM, que era praticamente novo, havia sido construído em 1964 em França, e  foi o segundo HANSEATIC. Com a crise do petróleo este navio acabou por ser vendido à Home Lines em 1973 para substituir o HOMERIC, igualmente avariado por incêndio, e em Setembro de 1973 o HAMBURG mudou o nome para HANSEATIC, mas foi sol de pouca dura pois em Dezembro foi retirado do serviço e vendido no início de 1974 à URSS, passando a ser o MAKSIM GORKIY...

Hoje, as principais companhias com chaminés em que sobressai a cor vermelha são a Cunard, a Mitsui OSK e a Carnival, esperemos que não se lembrem de as pintar de azulinho...
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Thursday, January 30, 2014

Chaminés azuis e brancas


Em termos de navios de cruzeiros, estão na moda as chaminés azuis, e brancas, em muitas das quais sobressai o azul, como nos casos que apresentamos, das companhias MSC CRUISES e CELEBRITY CRUISES, ou com as cores invertidas, fundo branco e emblema azul, como aconteceu com o FUNCHAL de 2000 a 2013, na fase final de actividade da defunda Classic Internacional Cruises. 
A P&O teve recentemente a ideia infeliz de aderir a esta moda, com a variante de introduzir o emblema do sol nascente dourado sobre o fundo azul escuro, com estreia marcada para Setembro com o AURORA... Enfim, modas, pouco originais e desinteressantes...
De todas as versões de chaminés azuis actuais, as mais bonitas são as dos navios da MSC Cruises, trata-se da terceira versão de chaminés dos navios de cruzeiros desta empresa lançada em 1995 para dar lugar à Lauro Cruises, cujos navios tinham também chaminés azuis e brancas - fundo azul e uma estrela branca... azul médio, parecido com o azul original da Lauro.
Já a Celebrity descende da companhia grega Chandris, cujas chaminés eram parecidas com as da Lauro, fundo azul médio e X branco, significando o X a ilha de Chios de onde eram naturais os armadores gregos Chandris.
O campeão da fealdade em termos de chaminés azuis recai na minha opinião na Saga Cruises que teve a ousadia de trocar as belíssimas chaminés amarelas, brancas e azuis, pela actual assimetria azul e branca que decora as chaminés dos dois paquetes ex-alemães da frota da Saga...
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MONTEBELO, um belo rebocador

Dos rebocadores em serviço no Tejo neste início de 2014, o MONTEBELO é de longe o mais bonito e elegante, aspectos que melhoraram quando este rebocador passou a estar pintado com as cores da Svitzer creio que em 2006. Construído na Holanda no início dos anos de 1960, é hoje considerado um clássico pelos entusiastas, nomeadamente de nacionalidade holandesa que vêm a Lisboa só para o ver ou me pedem fotografias e noticias. Curiosamnte, o MONTEBELO tem em Lisboa um navio gémeo,mais antigo ainda, pintado de verde e branco, o TEIMOSO, que infelizmente teima em não estar operacional, permanecendo atracado ao antigo cais dos rebocadores da AGPL, à entrada da eclusa da Doca de Alcântara...
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Tuesday, January 28, 2014

REVISTA DE MARINHA faz 77 anos

A REVISTA de MARINHA celebra, no próximo dia 31 de Janeiro, 77 anos de publicação, com uma sessão comemorativa no Clube Militar Naval.
O primeiro número da revista foi publicado a 31 de Janeiro de 1937, com direcção do então jovem jornalista Maurício de Oliveira (seu primeiro Director, cargo que exerceu até 1972), e edição da Parceria António Maria Pereira.
Foram até agora 77 anos dedicados às causas da Marinha, dos navios e do mar em Portugal, propósito que nunca foi fácil entre nós, mas que a RM tem sempre desempenhado com dignidade e muito esforço por parte dos seus dirigentes e colaboradores mais próximos.
Dirigida actualmente pelo Vice-Almirante Alexandre da Fonseca, a REVISTA de MARINHA vem atravessando com sucesso um período de renovação e reafirmação, tendo melhorado muito em termos de qualidade e aumentado a sua circulação.
Acaba de ser publicado o número 977 da RM, com uma belíssima capa com base numa aguarela de Mestre Fernando Lemos Gomes, com uma aguarela original de um dos novos submarinos portugueses, e 68 páginas interiores repletas de actualidades, artigos de opinião e crónicas de grande interesse.
Esta edição da RM é dedicada em particular à Marinha de Guerra, cujos assuntos são analisados em diversas perspectivas, recomendando-se o artigo "A MARINHA PORTUGUESA e a EXTENSÃO da Plataforma Continental", assinado pelo Vice-AlmiranteVictor Cajarabille, e ainda os artigos "O Atlântico Sul e Angola", do Vice-Almirante Valentim António, da Marinha de Angola, "Desafios para o Reequipamento da Marinha do Brasil", assinado por Eduardo Pesce e "Posrtugal no comando da EUNAVFOR, do Contra-Almirante Jorge Novo Palma. Há muito mais para ler e analisar nesta edição da Revista de Marinha que recomendamos vivamente.
Entretanto deixamos aqui os nossos cumprimentos ao Director da RM e votos de continuado sucesso da Revista, e que se mantenha jovem e dinâmica por, pelo menos, mais 77 anos.
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Saturday, January 25, 2014

PÁTRIA no Funchal no regresso de África


Durante mais de 25 anos, de 1948 a 1973, o paquete PÁTRIA visitou regularmente o porto do Funchal no decurso das suas viagens sucessivas na carreira da África Oriental. O Funchal era o primeiro porto de escala, logo depois da largada de Lisboa, e novamente o último porto da viagem de regresso ao Tejo, quando procedia de São Tomé e às vezes de Las Palmas. 

Esta fotografia que acaba de me ser enviada por Nuno Bartolomeu, a quem agradeço a colaboração, tem Autor desconhecido (agradece-se a identificação do autor da imagem) e mostra o N/T PÁTRIA algures no final da década de 1960, atracado ao molhe da Pontinha, numa tarde de verão, em viagem de África para Lisboa. 
Após a longa viagem de cerca de 50 dias ao norte de Moçambique e regresso, o PÁTRIA apresentava este aspecto cansado, com o costado salpicado de ferrugem e a chaminé mascarrada de preto no topo. O navio vinha sempre carregado no máximo da sua capacidade, como se pode ver na fotografia. Nesta escala o PÁTRIA deve ter atracado ao fim da manhã e terá largado ao final da tarde para mais um dia de navegação a 18 nós dando entrada na barra do Tejo de madrugada para fundear no rio mesmo em frente à Gare Marítima da Rocha. 
Ao amanhecer iniciava-se a manobra de suspender e atracar, pois à época não eram permitidas atracações no porto de Lisboa entre as 00H00 e as 08H00. Dois rebocadores, o MONSANTO e um dos "Cabos" de duas chaminés da AGPL passavam os cabos e o navio ia encurtando a distância ao cais lentamente. O ritual era sempre o mesmo, em especial nas manhã de Verão em que amanhecia cedo: os passageiros inundavam os tombadilhos do bordo virado para a margem norte do rio ao mesmo tempo que no cais a varanda da estação marítima se apinhava de familiares e amigos dos passageiros, familiares dos tripulantes, ou simples amigos dos navios, como era o meu caso tantas vezes. 
Não gostava de ver os navios ferrugentos: todos os navios da Companhia Colonial saiu de Lisboa para viagem pintados de alto abaixo, mas depois durante a viagem os retoques que se iam fazendo em termos de pintura não eram suficientes, e o resultado era chegarem a Lisboa com aspecto menos bom. Depois, durante a estadia, que no caso do PÁTRIA poderia ser de duas a três semanas, os navios eram pintados novamente, e de seis em seis meses iam à doca seca, no estaleiro da Rocha...
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Friday, January 24, 2014

FLANDRE e ANTILLES


A França perdeu numerosos navios de passageiros durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo o famosíssimo NORMANDIE, considerado por muitos o mais belo paquete de sempre, pelo que, terminado o conflito, a reconstrução das ligações marítimas de passageiros e dos próprios navios foi uma prioridade: recuperaram-se e modernizaram-se muitos navios e construíram-se outros, o maior dos quais seria o FRANCE de 1962.

Para a carreira Le Havre - Antilhas Francesas, foram então construídos dois navios gémeos de 20.000 toneladas, 23 nós de velocidade e capacidade para 780 passageiros, o FLANDRE e o ANTILLES, que entraram ao serviço, em 1952 e 1953.
Apesar de ter sido concebido para carreira da América Central, o FLANDRE acabou for ser utilizado na linha de Nova Iorque até 1962 e nessa primeira fase navegou com o casco preto. Já o ANTILLES foi sempre branco. Eram navios muito bonitos, cheios de personalidade, com linhas conservadoras derivadas das dos paquetes franceses da década de 1930, com ares de navios de guerra. Acabaram ambos destruídos por incêndios.
O FLANDRE foi o que navegou durante mais tempo. Em 1968 foi vendido à companhia italiana Costa e passou a ser o CARLA C. Curiosamente, em 1974 este navio foi remotorizado em Amesterdão, substituindo as turbinas a vapor originais por motores Stork, no mesmo estaleiro que no ano anterior havia remotorizado o nosso FUNCHAL. Em 1986 o navio alterou o nome para CARLA COSTA - já a preocupação de inovar a imagem dos navios de cruzeiros - e em 1992 foi comprado pela companhia grega Epirotiki Lines, mas com o novo nome de PALLAS ATHENA teve vida breve, ardendo no Pireu na noite de 24 de Março de 1994, após o que foi vendido para sucata na Turquia e chegou a Aliaga a 25 de Dezembro desse ano para ser desmantelado.
O ANTILLES fez sempre a linha da América Central e cruzeiros, ao serviço da Cie Generale Transatlantique (French Line), até que a 8 de Janeiro de 1971 se perdeu por encalhe seguido de incêndio junto à ilha de Moustique, nas Caraíbas, e foi totalmente destruído. Os passageiros foral recolhidos pelo então novo QUEEN ELIZABETH 2...
FLANDRE (1952-1968): 20.459 TAB, 44.000 SHP, 23 nós, 784 passageiros. ANTILLES (1953-1971): 19.828 TAB, 44.000 SHP, 23 nós, 777 passageiros. Fotografia dos dois irmãos atracados de braço dado no porte de armamento, Le Havre, no início das suas carreiras. Ver mais imagens e referências aos navios da CGT aqui.
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Douglas Ward onboard the FUNCHAL


Cruise expert and Author Douglas Ward this past New Year's cruise from Lisbon on the FUNCHAL and took part in a film for the Portuguese TV by journalist Luís FilipeJardim. The film has old images of FUNCHAL over the years and recent images also taken aboard the ship on 29 to 31 December 2013. See the full film here and enjoy all the beauty and history of FUNCHAL.

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Thursday, January 23, 2014

Documentário sobre o FUNCHAL na RTP



Documentário de excelência dedicado ao paquete português FUNCHAL com a assinatura do jornalista LUÍS FILIPE JARDIM. Imagens e depoimentos recolhidos a bordo do FUNCHAL durante o cruzeiro de ano novo, de 29 a 31 de Dezembro de 2013. Atenção às imagens de arquivo da RTP, muito interessantes e bem escolhidas. Parabéns ao Luís Filipe pela qualidade do seu trabalho e dedicação ao FUNCHAL, aos navios e ao mar, coisa rara no panorama do jornalismo português. Ver aqui.
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Wednesday, January 22, 2014

S.S. UNITED STATES : um desperdício gigantesco


Nenhum dos muitos navios de passageiros que já tive oportunidade de conhecer me impressionou tanto como o UNITED STATES, que vi pela primeira vez atracado em Lisboa em Fevereiro de 1968, no cais da Rocha. As chaminés gigantescas vermelhas foram desenhadas pelo arquitecto naval William Francis Gibbs precisamente para isso, cuidado que teve com a concepção deste navio num todo: marcar a posição dominante dos Estados Unidos da América no Atlântico Norte após a Segunda Guerra Mundial. Essa supremacia foi logo confirmada em Julho de 1952 com a viagem inaugural em que arrebatou ao QUEEN MARY de 1936 a Flâmula Azul.

Infelizmente, e sem que deixe de ser considerado um navio fabuloso, o UNITED STATES hoje pode ser visto como um dos maiores desperdícios da história da navegação de passageiros do século XX: só navegou durante 17 anos, de Julho de 1952 a Novembro de 1969. Foi vítima dos custos crescetes associados aos navios mercantes de bandeira dos EUA e da falta de interesse real por parte dos seus armadores e do Governo americano.
Tem sobrevivido penosamente imobilizado e despojado de toda a sua grandeza, os inúmeros planos entretanto delineados para a sua recuperação, todos falhados. Permanece em Filadélfia, propriedadede de um grupo de entusiastas "Amigos do SS UNITD STATES", mas o espectro da sucata continua próximo. Um desperdício monumental este magnífico UNITED STATES de 1952. Merecia melhor sorte.
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O porto de Safi visto do FUNCHAL

Aspectos do porto marroquino de Safi, vistos de bordo do paquete FUNCHAL, a 3 de Janeiro de 2014, durante o cruzeiro de ano novo à Madeira e Marrocos.



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PORTO, LISBOA e FUNCHAL



Os paquetes PORTO, LISBOA e FUNCHAL, ontem, 20 de Janeiro, ao final da tarde com os navios em manobra frente a Santa Apolónia, onde o antigo PRINCESS DANAE voltou a atracar...
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