Tuesday, August 23, 2011

AUGUSTUS leaving Lisbon

The beautiful Italian Line motor ship AUGUSTUS leaving the Alcântara passenger ship terminal in November 1975 and sailing under the Tagus bridge bound for Brazil and the river Plate on one of her final voyages for Italia.
On her mast on the signals yard she  has the company houseflag and the Portuguese flag, the Italian national flag is on the peak of the gaff, the call sign (I-C-B-B in case of AUGUSTUS) is on the lower signal's yard while the Pilot's flag is hoisted forward of the mast on the signal's stay.
On the stern of AUGUSTUS, on the first photo the Portuguese cargo liner BERNARDINO CORRÊA can be seen at distance. For other AUGUSTUS photos click here...
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Saturday, August 20, 2011

ISLA DE BOTAFOC ex-ST. ASNSELM

Spanish ferry ISLA DE BOTAFOC berthed in Barcelona on 24 April 2006. She was built in 1980 in Belfast by Harland & Wolff for Sealink British Railways as ST. ANSELM. Renamed STENA CAMBRIA in 1990 she was sold to Balearia in February 1999 to operate in the Mediterranean Sea.
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Petição para carreiras RoRo-Pax para os Açores


Uma das petições públicas de temática marítima aberta a assinaturas de aderentes, a decorrer na internet, pretende a implementação de um serviço de passageiros por mar entre o Continente, a Madeira e os Açores. Defendo que as nossas ilhas devem ter este tipo de ligação desde que comecei a publicar artigos de opinião, na Revista de Marinha, em 1980. 

Assinei a petição com o seguinte comentário: Sugiro que em vez de petições os promotores desta ideia: 
1) estudem as condições de mercado com vista a implementar-se uma linha de passageiros e carga RoRo entre o Continente e os Açores; 
2) Caso consigam a viabilização do empreendimento, recomendo que formem uma sociedade anónima e angariem accionistas junto das populações locais. Não concordo com o Estado a fazer de armador (mal) e a subsidiar fantasias à custa dos contribuintes. Portugal só consegue voltar a ter uma presença no mercado de transportes marítimos com empreendedorismo associado a muito trabalho, dinheiro, dinheiro e mais dinheiro...
Quero com isto dizer que a ideia é boa, duvido que nas circunstâncias actuais seja viável, até porque não vejo nenhuma entidade empresarial aberta a encarar a iniciativa em moldes sólidos. Noutros países com componente insular existem companhias de navegação cuja massa accionista são os habitantes da(s) ilha(s)   beneficiada(s) com a iniciativa. Podia-se começar por aí, apesar de a complexidade do empreendimento quanto a mim obrigar à reformulação total dos serviços actuais, com os porta-contentores. Se fosse implementada uma racionalização dos operadores e navios actuais a servir os Açores, e alguma entidade, de preferência privada tivesse abertura para participar na carreira, o investimento seria provavelmente superior a 200 milhões de euros... E tenho muitas dúvidas quanto à rentabilidade da linha, devido à sazonalidade, dispersão da população por 9 ilhas, etc...
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EUROSTAR ROMA in the Mediterranean

Five years ago while cruising in the Mediterranean Sea, I was able to photograph the Italian cruise ferry EUROSTAR ROMA in Civitavecchia (top image) on 27 April 2006 and in Barcelona (lower two photos) on 24 April. 
EUROSTAR ROMA (23.663 GT / built 1995 as SUPERFAST I) was operating on the Barcelona - Civitavecchia cruise ferry service. She had been purchased from Greece in February 2004 and was later sold in May 2008 to Unity Line for service in the Baltic as SKANIA.
As SUPERFAST I she was Pericles Panagopoulos first fast cruise ferry. This Greek entrepreneur had sold Royal Cruise Line to the Kloster Group and mooved into the cruise ferry business.
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NILEDUTCH CONGO no Tejo 14 de Julho de 2011


NILEDUTCH CONGO (2011- )
ex-CMA CGM MAYA (2006-2011), CALAPARANA (2004-2006), JAN S (2001-2004), HELENE DELMAS (2000-2001), SCL ZAANDAM (1999-2000), P&O NEDLLOYD ZAANDAM (1997-1999), CMBT AFRICA (1997), MORECAMBE BAY (1996-1997), CMBT AFRICA (1996), lançado como JAN S (1995-09-09)

Navio porta-contentores a motor, construído de aço, em 1995-1996. Nº oficial: 3692. IMO: 9088524; Indicativo de chamada: V2LA5. Arqueação bruta: 18.166 GT; Arqueação líquida: 10564 Net tons; Porte bruto: 26.267 DW tons; Deslocamento máx.: 33.862 tons; Deslocamento leve: 7.595 tons. Capacidade de carga: 1906 TEUs (1198 no porão e 708 no convés), incluindo 200 TEUs frigoríficos. 36.709 m3 carga a granel. Aparelho de carga: 3 gruas de 45 T. Comprimento ff.: 177,46 m; Comprimento pp.: 168,45 m; Boca: 27,50 m; Pontal: 14,30 m; Calado: 10,498 m. Máquina: 1 motor diesel BV-MAN-B&W de 7 cilindros, modelo 7L60 MC com 13.125 kW / 17.844 bhp a 121 rpm; 1 hélice. Velocidade: 19,20 nós. Tripulantes: 15. Bandeira: Antígua e Barbuda. Porto de registo: St. John's.

O porta-contentores NILEDUTCH CONGO foi construído em Wismar, Alemanha, no estaleiro MTW Schiffwerft GmbH (Construção nº 392) por encomenda do armador Rudolf Schepers Schiffahrtsgesellchaft mbH & Co KG MS "Jan S", de Bad Zwischenahn / Ofen, Alemanha (Operador Reederei Rudolf Schepers, Bad Zwischenahn / Ofen, Alemanha). Quilha assente a 19-06-1995, lançado à água a 9-09-1995 com o nome JAN S e entregue ao armador a 25-01-1996. O navio estava registado inicialmente em Elsfleth, Alemanha e tem operado fretado a operadores diversos com os nomes referidos acima. Desde 2011 está fretado à companhia NileDutch Shipping fazendo a carreira Norte da Europa – África Ocidental, fazendo escala em Lisboa nas viagens para o sul, onde carrega para Luanda e Lobito.


Fotografias efectuadas em Lisboa a 14 de Julho de 2011 por L. M. Correia.

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ALBACORA RIO na Amora

No dia 14 de Julho último andei em inspecção pela margem sul e encontrei no estaleiro da Venamar, à Amora, o barco de passageiros ALBACORA RIO em reparação. Trata-se de um pioneiro da iniciativa privada em termos de actividades marítimo turísticas que há muito andava desaparecido. Lembro na altura de se falar que tinha origem brasileira e fora utilizado lá para as bandas sul atlânticas do novo mundo durante a campanha eleitoral do presidente Color de Melo, um chefe de estado brasileiro corrido antes de terminar o mandato sabe-se lá porquê. Olhando para esta beldade flutuante retomo a polémica de há uns dias sobre a melhor designação para este (ex ?) ALBACORA fluvial: isto é uma embarcação, um barco ou um pequeno navio? Pensando bem acho que nenhum destes atributos mais prosaicos se lhe aplica. Para mim é uma coisa. Uma coisa flutuante de tão feio que é, coitadinho...
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Friday, August 19, 2011

Bandeira do Mar

Na rua Áurea do lado direito para quem desce do Rossio em direcção ao Tejo, sobressai um belo edifício acabado de restaurar a fachada. 
Na varanda do primeiro andar, num mastro branco impecável, flutua uma bandeira azul com uma âncora branca. É uma bandeira do Mar, cheia de significados ainda mais de salientar quanto se pode concluir que é a única bandeira do Mar hasteada na velha Baixa Pombalina, que durante mais de 100 anos foi o centro da nossa vida marítima.
Sinal de tempos de desmaritimização irresponsável o facto de ser única. 
A alguns quarteirões de distância existiram os escritórios das nossas principais empresas de navegação: a Nacional, na Rua do Comércio, era a pioneira das carreiras de África e do Oriente, a Insulana, na Rua Nova do Almada com agência de passagens na Rua Augusta era a mais antiga, datando a sua actividade de 1871, havia ainda a Colonial, num edifício soberbo de esquina da Rua da Prata com a Rua de São Julião e a Sociedade Geral, perto da anterior, no começo da Rua dos Douradores.
Todas tinham modelos de navios nas montras e faziam parte do grupo de empresas portuguesas de primeira linha, ao nível dos grandes bancos e seguradoras. A última a deixar a Baixa foi a SOPONATA, no Chiado em 2004. 
A bandeira azul do Mar da Rua Áurea assinala a presença da Bensaude Marítima, empresa do Grupo Bensaude que engloba tradições marítimas de armadores de navios na pesca e comércio desde o segundo quartel do século XIX, primeiro com navios de vela, depois com vapores e grandes paquetes, hoje com porta-contentores modernos cujas designações reflectem velhas tradições: o CORVO é o quinto navio deste nome a integrar a frota Bensaude e o FURNAS o terceiro.
Para além do Grupo Bensaude, o edifício tem mais história ligada aos navios e ao mar. Foi sede da Empresa Insulana de Navegação,  nos anos sessenta e setenta do século XX, foi sede da Parceria Geral de Pescarias até 1999, da Transtejo e da Secretaria de Estado das Pescas. 
Continua a integrar a delegação em Lisboa da Mutualista Açoreana de Transportes Marítimos cujos navios ligam os Açores ao Continente desde 1920.
Para além desta herança náutica que merecia uma placa na fachada a assinalar ser ali o último repositório do Mar Português na Baixa, o edifício é bonito e a bandeira ainda mais bonita. Que ali flutue por muitos anos com a dignidade que hoje transmite.
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FUNCHAL original first class public rooms

When introduced fifty years ago, the Portuguese liner FUNCHAL was a magnificent small passenger ship. Today she is still afloat and getting a 20 million USD life extension refit. She is a credit to her builders, the Elsinore Shipyard in Denmark, and her designer, a great Portuguese naval architect , Admiral Rogério de Oliveira.
FUNCHAL had very comfortable and modern facilities for 80 first class passengers: from top to bottom, the First class lounge, now the Gama lounge, the First class bar, now the Oporto Bar (whose wodden counter is still on board and preserved for future use) and the beautiful stairs that were doomed by SOLAS 1997.
Back to FUNCHAL's naval architect, Admiral Rogério de Oliveira is a brilliant ship designer. He did the designs of PRINCIPE PERFEITO, FUNCHAL, PONTA DELGADA as well as very successful naval ships, cargo ships, trawlers and tugs... He turned forty on board FUNCHAL on 15 October 1961, on the same day the liner left Elsinore on her stormy delivery voyage to Lisbon (arrived 19 October 61). He is still hard at work in his office at 8.00 AM every day and turns ninety on next October 15. What a brilliant man...
Looking into the photos I wish FUNCHAL interiors could be fitted as built again. The original scandinavian designed furniture is long gone. Former passengers still talk of her black and red leather sofas of timeless beauty.

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A tribute to CALEDONIEN and TAHITIEN

The French sister ships CALEDONIEN and TAHITIEN were two passenger cargo liners built in the early fifties for Messageries Maritimes Marseilles - Panama - South Pacific liner service, a role they did well for two decades. Later both ships found further employment in Greek waters and TAHITIEN survived until 2004 as ATALANTE...
Visit a fine site on those elegant hard working ships here...
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ATALANTE ex-TAHITIEN in Ashdod


I remember the ATALANTE still in her original livery as Messageries Maritimes TAHITIEN calling regularly in Funchal on her voyages between Marseilles and Sydney in about 1970. Then she was sold to Greek interests and was renamed ATALANTE in 1971. As such I saw her again from time to time, she did call in Lisbon twice on cruises and I saw her in the Mediterranean, just like on that August 1995 when she arrived in Ashdod and I took those two photos. She had a long working life of more than fifty years ending up in Alang in 2004.
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Wednesday, August 17, 2011

Ainda a partida para o Indico da Fragata D. FRANCISCO DE ALMEIDA

Trata-se de uma ilusão de perspectiva, mas a imagem sugere que o cacilheiro MADRAGOA da empresa Transtejo, simulou um ataque de piratas à Fragata portuguesa NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA na manhã de 15 de Agosto último. O aparente rumo de colisão não passou da aparência: o indómito MADRAGOA chegou a Cacilhas são e salvo e a Fragata seguiu viagem para o Mediterrâneo e Índico, devendo voltar ao Tejo em Novembro próximo. Boa missão, D. FRANCISCO DE ALMEIDA...


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Largada da Fragata NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA

D. FRANCISCO DE ALMEIDA regressa ao Índico cinco séculos depois do seu vice-reinado, no nome da fragata da Marinha Portuguesa NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA.
O navio - o mais recente do seu tipo entre as cinco fragatas que integram a nossa Armada - largou da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, na manhã de 15 de Agosto de 2011 rumo ao oceano Índico em missão de combate à pirataria internacional.
A Fragata D. FRANCISCO DE ALMEIDA vai integrar a Força Naval Permanente da NATO e participar na Operação Ocean Shield 2011, no combate à pirataria que vem abalando a região.
Este navio de guerra, que foi entregue à Marinha em 2010, conta com uma guarnição de 185 militares, dos quais 14 mulheres, incluindo uma equipa do pelotão de abordagem do Corpo de Fuzileiros e ainda o destacamento do Helicóptero Lynx. A operação decorrerá de 1 de Setembro a 30 de Outubro.

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Tuesday, August 16, 2011

O FUNCHAL e as canoas do Tejo

Com o encerramento dos terminais petroleiros da Matinha e de Cabo Ruivo, a zona portuária oriental de Lisboa perdeu a sua relação com os navios.
Com excepção da actividade intensa decorrente da EXPO de Maio a Setembro de 1998, são muito poucos os navios que hoje frequentam o canal de Cabo Ruivo ou atracam na antiga ponte-cais da Soponata. 
A Matinha tem sido usada para estacionamento de navios imobilizados e desde Setembro de 2010 que tem dado guarida ao paquete FUNCHAL, em fase de prolongados trabalhos de modernização. O FUNCHAL fotografa-se bem de terra, aproveitando a luz da tarde, mas andava há muito a tentar registar a sua presença no local a partir do rio, de manhã, para o fotografar iluminado correctamente, o que acabei por conseguir ontem, 15 de Agosto, durante a regata Atlântico Azul. Aqui ficam mais alguns testemunhos da beleza intemporal do nosso FUNCHAL e da harmonia que as embarcações tradicionais da MARINHA DO TEJO   têm conseguido emprestar ao rio e à sua memória.


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Regata ATLÂNTICO AZUL 2011

Disputou se ontem, dia 15 de Agosto de 2011 mais uma edição da regata ATLÂNTICO AZUL, uma regata de embarcações tradicionais do Tejo inspirada pelo blogue ATLÂNTICO AZUL e sua autora e editora, a ilustre Sailor Girl, e promovida pela Marinha do Tejo e pelos clubes náuticos ligados a esta nobre modalidade de vela.











Foi uma regata algo difícil, muito disputada, que largou pelas 9H00 do Parque das Nações e terminou no cais do vapores do Montijo obrigando o percurso a rondar o pilar norte da ponte sobre o Tejo em Alcântara.
Foi mais uma jornada a viver o Tejo, a cidade de Lisboa, a margem sul e o ambiente único da aventura das embarcações tradicionais do nosso rio. Estão mais uma vez de parabéns os organizadores e participantes, estes responsáveis pelas 50 embarcações que disputaram a regata.
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Corveta ANTÓNIO ENES no Tejo

Corveta da Marinha Portuguesa NRP ANTÓNIO ENES atracada ao novo cais do Jardim do Tabaco a 15 de Agosto de 2011. O navio apesar de atracado tem a bandeira "Romeo" (letra R do código internacional de sinais) içada no mastro, significando encontrar-se em missão de busca e salvamento - "search and rescue".
Curioso o facto de a ANTÓNIO ENES estar atracada no Jardim do Tabaco, mesmo ao lado da Doca da Marinha onde era habitual estes navios atracarem às vezes. O cais de jusante da doca tem agora um pontão flutuante onde atraca a vedeta do Alfeite e está integrado no terminal fluvial. Já o cais a montante está destinado a sofrer um prolongamento por forma a integrar o novo cais de navios de cruzeiros, mas com a nova dinâmica de empobrecimento nacional duvido que se avance com esta obra de "requalificação".



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NORUEGA mal tratado

O n/m NORUEGA é actualmente o nosso maior navio de investigação das pescas. Sendo o maior é um pequeno navio oferecido pela Noruega nos tempos do PREC. Sendo pequeno é o maior porque existe em Portugal um outro mais pequeno, o n/m ARQUIPÉLAGO, do Governo Regional dos Açores.

O NORUEGA é propriedade do Estado e tem vindo a ser operado pelos vários institutos e entidades a quem tem sido confiada a investigação das pescas no Portugal pós-1974. Ênfase nesta questão para lembrar que antes de 1974 era a Marinha que promovia a investigação na área das pescas, estando inclusive em construção em 1974 o navio de investigação RAIA que nunca seria acabado como tal, perdendo-se muito material científico destinado a esta unidade que nunca foi desencaixotado, num dos mais curiosos pormenores da desmaritimização que teve no seu início um vector importante nas acções do poder político para esvaziamento da acção da Marinha no Fomento Marítimo. A questão ainda hoje não é pacifica mas os resultados estão à vista para quem conseguir ser independente na análise das situações.
O NORUEGA chegou a ter dois companheiros de investigações piscícolas: o n/m MESTRE COSTEIRO e o n/m CAPRICÓRNIO, ambos já desaparecidos sem substituição. Ontem registámos estas imagens do já velhote NORUEGA atracado ao cais do Poço do Bispo, exactamente no local onde há oito anos se afundou com água aberta o paquete PONTA DELGADA. O NORUEGA parece maltratado, com a pintura a precisar de retoques profundos. Não me lembro de o ver assim. Mau prenúncio, ou apenas desmazelo da tripulação?
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Monday, August 15, 2011

Paquete FUNCHAL - Ponte de comando

Ponte de comando - ou casa da navegação - do paquete FUNCHAL em 1961 que então concentrava a bordo "os mais finos nervos da náuticas" para reproduzir uma expressão do escritor Vitorino Nemésio, "passageiro encartado dos navios da velha Empresa Insulana de Navegação dos armadores Bensaudes."
O FUNCHAL está a fazer 50 anos, pois foi terminada a sua construção em 1961, tendo chegado a Lisboa pela primeira vez a 19 de Outubro desse ano. A sua entrada ao serviço na carreira de Lisboa para as Ilhas Adjacentes (Madeira e Açores) e Canárias trouxe uma importante modernização numa linha em que se parara no tempo durante décadas. No início de 1962 o FUNCHAL passou a ir a Tenerife duas vezes por mês, proporcionando então a melhor ligação marítima entre as Canárias e a Península Ibérica. O nosso FUNCHAL era o maior, mais rápido e mais moderno navio de passageiros nesse serviço. Meio século depois o FUNCHAL continua a existir como último exemplar da antiga frota de paquetes portugueses que em 1966-68 chegou a ter 26 unidades. Passados todos estes anos, a ponte do FUNCHAL deixou de ter as madeiras originais por imposição das novas normas de segurança associadas à convenção SOLAS 2010.
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Saturday, August 13, 2011

Cais de Santos antes da municipalização

Fotografia do cais de Santos, no porto de Lisboa, em Junho de 1967. 
Três navios e passageiros atracados: os paquetes CARVALHO ARAÚJO e PONTA DELGADA, da Empresa Insulana de Navegação, e um "paquete" de tráfego local da Sociedade Marítima de Transportes, o FLECHA ou o ZAGAIA. 
Tenho muitas saudades dos tempos em que Santos tinha vida marítima real com navios, cargas, descarga, estivadores, marinheiros e este vosso cronista a observar tudo. Hoje a paisagem é substancialmente mais pobre e triste. Os espaços portuários deram lugar a zonas de lazer e de parqueamento de viaturas, enquanto no cais propriamente dito já não atracam navios. Tudo isto a propósito do espectáculo triste que observei hoje de carros bloqueados e multados ao belo prazer da tirania municipal via EMEL. Tudo isto decorrente da desmaritimização por que tem passado Lisboa desde que na década de 1990 se resolveu "devolver as zonas portuárias à população da cidade." Devolução de facto não podia haver porque este território nunca pertencera à cidade, foi conquistado ao rio com aterros para utilização portuária expressa no século XIX. Mas da desmaritimização parcial já ninguém parece salvar o porto de Lisboa, e este fenómeno entrou numa dinâmica ainda mais triste com a municipalização parcial do referido porto na sequência da cedência do ex-primeiro ministro José Sócrates aos caprichos e pressões da Câmara que agora dispõe de muitas das áreas ribeirinhas ditas sem utilização portuária. Mais valia disto tudo: mais uma cotada para a Câmara e a sua associada EMEL sacarem receitas e cercearem a qualidade de vida dos munícipes.
Dizia-me há dias um armador estrangeiro cliente do porto de Lisboa que não compreendia como é que Lisboa não era o centro do mundo marítimo, com toda a navegação que nos passa a milhas da foz do Tejo e a posição estratégica do porto, as suas condições naturais, etc... E o seu navio FUNCHAL lá está atracado numa velha ponte-cais com 25 metros de plataforma, com tantos cais sem utilização. Claro que desde que a principal vocação do Porto de Lisboa passou a ser economicista e "Landelorde", a magnitude da infraestrutura portuária e a sua função de servir o País ficou muito diminuída. O resto enquadra-se na dinâmica que levou ao desgoverno de Portugal e à sua actual qualidade de protectorado efectivo da União Europeia.
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SENHORA DA BOA VIAGEM

O SENHORA DA BOA VIAGEM foi um de algumas dezenas de navios de pesca do bacalhau construídos ao abrigo do movimento de regresso de Portugal ao Mar que no sector das pescas foi orientado superiormente por Henrique Tenreiro. 
Este SENHORA DA BOA VIAGEM foi construído em Viana do Castelo e posto a flutuar a 2 de Maio de 1956, destinando-se a uma empresa de Lisboa, a ATLÂNTICA - Companhia Portuguesa de Pesca. Após muitos anos a pescar nos bancos da Terra Nova, o navio acabou por ser reconstruído na década de 1980 passando a arrastar pela popa. Em 1996 passou a ser propriedade da Companhia de Pesca de Porto Amboim, de Angola, transferindo o registo para Luanda. Aqui o vemos atracado à entrada da Doca de Alcântara em Julho de 1996 com a bandeira de Angola à popa, antes de ter seguido para África.
Alguém sabe entretanto o que aconteceu a este navio? Alguém tem mais elementos sobre a sua história que queira partilhar?
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Friday, August 12, 2011

FUNCHAL e DANAE em Lisboa

 Cais da Rocha, 11 de Agosto de 1996, com os paquetes FUNCHAL e PRINCESS DANAE em dia de embarque de passageiros portugueses.
Ambas as imagens são curiosas registando não só os navios como a envolvente onde sobressai entretanto a passagem rápida o tempo.
O FUNCHAL acabara de chegar da Suécia dos cruzeiros na Escandinávia e preparava-se para sair para o Mediterrâneo ao fim dessa mesma tarde, carregando mantimentos no porão nº 2. Atracados a bombordo podem ver-se os batelões da água e na muralha interior da Ponta da Rocha, os rebocadores MONTE GRANDE e CABO DA ROCA. Do primeiro só resta a ponte de comando que está colocada na ponte-cais de acesso a bordo do restaurante flutuante RIO TEJO SEGUNDO, no Seixal. No cais de Santos pode ver-se o cimenteiro CÂMARA PESTANA, da Transinsular, já desmantelado em Alhos Vedros.
A segunda imagem mostra o FUNCHAL e o PRINCESS DANAE, acabado de entrar ao serviço da Classic International Cruises e a fazer a primeira série de cruzeiros para a companhia. O FUNCHAL foi sofrendo grandes alterações com o decorrer dos anos. Já o PRINCESS DANAE alterou essencialmente as cores da chaminé.
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