Friday, September 02, 2016

Cargueiro BRAGA no rio S. Lourenço


Navio de carga geral português BRAGA a navegar no rio São Lourenço, Canadá, no início da década de 1960, provavelmente numa viagem de fretamento internacional ou numa ida ao Canadá carregar cereais para Lisboa. O BRAGA era um dos quatro gémeos da Sociedade Geral que constituíam a classe "B", parte da nova frota de 20 navios construída ao abrigo do Despacho 100 para a empresa.

Hoje seria difícil registar uma imagem de um navio mercante português de registo convencional em viagem no tráfego internacional, pois a desmaritimização operou tais milagres que neste ano da graça de 2016 apenas o lugre SANTA MARIA MANUELA faz viagens internacionais com o bendito registo convencional. Ver a história e características do BRAGA aqui. Fotografia do BRAGA de autor desconhecido - colecção L. M. Correia.
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STEFAN BATORY em Lisboa Novembro 1987

Há dias lembrei-me deste magnífico paquete polaco, o STEFAN BATORY, antigo MAASDAM da Holland America, a propósito da evolução do conceito de cruzeiros nestes últimos anos, com o crescimento das dimensões dos navios, se calhar para além do razoável, e a pressão mediática que os mestres da promoção de produtos - os marqueteiros - impõem aos pobres navios no sentido de serem os maiores do mundo, os mais luxuosos do mundo, e por aí fora. Pelo caminho perdeu-se muito do requinte acessível à classe média na década de 1980, e nesse sentido lembrei-me do espectáculo que era assistir no cais da Rocha a uma largada do STEFAN BATORY, com a orquestra de metais de bordo a tocar ao vivo no convés... Claro que o navio não tinha varandas e inclusive, alguns dos camarotes mais modestos não tinham casa de banho privativa, mas havia um encanto que se perdeu e merece pelo menos ser recordado. Daí repescar esta minha publicação já com uns anos e acrescentar este comentário.
O navio de passageiros polaco STEFAN BATORY foi durante anos visitante esporádico do porto de Lisboa (e do Funchal), em cruzeiros de Inverno, período em que não fazia a carreira Báltico - Norte da Europa - Canadá.
Esta imagem data de 11 de Novembro de 1987, tem portanto 25 anos e retrata um pormenor do navio atracado ao cais da Rocha numa das suas últimas escalas em Lisboa, neste caso um cruzeiro à América do Sul.
A Polónia teve alguma tradição na área dos navios  de passageiros e cruzeiros, tendo os seus paquetes visitado Lisboa em viagens turísticas a partir da década de 1930 até ao final dos anos 1980. Construído na Holanda para a Holland America Line em 1950-52, serviu esta empresa com o nome MAASDAM até 1968, quando foi vendido à Polish Ocean Lines, tendo navegado com as cores da Polónia e o nome STEFAN BATORY de Abril de 1969 a Março de 1988. Havia na altura um projecto para o substituir opor uma nova construção a denominar POLONIA, mas a crise do regime comunista polaco, então na sua fase final, não permitiu tal concretização.
Depois de retirado do serviço em 1988, o STEFAN BATORY esteve imobilizado vários anos, de 1989 a 1991 pertenceu à Stena Line e com o nome STEFAN serviu de hotel para refugiados, fretado ao governo da Suécia. Em 1991 foi vendido ao armador grego A. Lelakis para ser modernizado e utilizado em cruzeiros, mas tal nunca se concretizou e o navio acabou por ser desmantelado na Turquia em 2000.
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Thursday, September 01, 2016

GEORGE POTAMIANOS NASCEU HÁ 75 ANOS

O armador de nacionalidade grega George Petrus Potamianos faria hoje 75 anos se não nos tivesse deixado em Maio de 2012. Grande amigo de Portugal desde 1975, quando começou a sua ligação ao paquete FUNCHAL e a Portugal, George Potamianos nasceu na Grécia a 1 de Setembro de 1941. Em 1985 instalou em Lisboa a família e passou a  residir na nossa capital, onde desenvolveu com muito sucesso a actividade de cruzeiros, comprando em Agosto de 1985 o FUNCHAL e pouco depois o VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE. 
Foi um armador competente, muito dedicado aos seus navios e tripulações e o sentimento geral de quem privou de perto com ele é que fez muita falta. As suas empresas acabaram por não sobreviver muito tempo ao seu desaparecimento e em Novembro de 2012 o escritório da Av. 24 de Julho 128 fechou as portas, e os navios foram arrestados.
O corpo de George Potamianos está sepultado em Oeiras. O melhor testemunho da sua acção em Portugal são as influências que ficaram, e os navios ainda existentes, o ASTORIA ex-ATHENA continua a operar e passou ontem no Tejo, o FUNCHAL está em vias de encontrar um novo destino e o ARION / PORTO ainda aguarda a sua sorte na Matinha. 
Muitos dos oficiais da Marinha Mercante portuguesa que trabalharam nos navios de G. Potamianos acabaram por conseguir colocações em companhias estrangeiras e hoje diversos grandes navios de cruzeiros internacionais têm comandantes portugueses cuja escola foi a Arcália, o FUNCHAL e os restantes navios da frota da CIC. Faltou uma homenagem oficial a este verdadeiro benemérito que me dizia não entender como os portugueses se estavam a afastar do mar e dos negócios marítimos. 

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Segunda escala do ASTORIA no Porto de Lisboa

O navio de cruzeiros ASTORIA fez ontem a segunda escala em Lisboa, desde que em Fevereiro último alterou o nome, de AZORES para a actual designação, por vontade do afretador CMV. 
O ASTORIA atracou a Santa Apolónia ao amanhecer e aqui ficam alguns registos. Depois houve troca de comandantes, desembarcou Filipe Sousa após 6 meses e foi substituído por António Morais, ambos veteranos da antiga Classic International Cruises e da Portuscale.
O ASTORIA / AZORES é actualmente o único navio de cruzeiros de propriedade portuguesa a fazer cruzeiros oceanicos. A propriedade é portuguesa (Montepio), mas o navio está fretado à companhia grega Global Maritime, a operação comercial é da Cruise & Maritime Voyages, de Inglaterra e a presente operação de cruzeiros é, desde Maio, da responsabilidade do operador de viagens francês Rivages du Monde, embora neste cruzeiro especifico o paquete esteja sub-afretado à companhia francesa Michel Voyages.







 

O ASTORIA  é um veterano na sua ligação com Lisboa que começou na década de 1950 quando cá esteve as primeiras vezes com o nome original - foi o STOCKHOLM da Swedish American Line de 1948 a 1960 - e depois até 1984, como VOLKERFREUNDSCHAFT, da Alemanha Oriental. Depois de reconstruído em 1994 em Itália, voltou a Lisboa muitas vezes como ITALIA PRIMA, e inclusive, com este nome foi um dos três paquetes afretados para servirem de hotéis flutuantes, por ocasião da EXPO 98. 

Em 2004 voltou ao Tejo como CARIBE, acabado de comprar pelo saudoso armador George P. Potamianos, que o integrou na frota da Classic International Cruises em 2005 com o nome ATHENA. O resto da história é mais conhecida. Em 2013 o navio foi comprado pela Portuscale Cruises de Rui Alegre, passando a chamar-se AZORES em 2013. 
O ASTORIA fotografado à largada de Lisboa com a chaminé da Rivages du Monde, a 31 de Agosto de 2016


Presentemente o ASTORIA está fretado ao estrangeiro até Outubro de 2015, mas os proprietários portugueses pretendem vender o navio, assim como os paquetes FUNCHAL e PORTO, estes imobilizados em Lisboa, desde 2015 e 2013, respectivamente.
Alguns dos meus melhores cruzeiros foram realizados no ATHENA, pelo que foi bom ontem voltar a bordo e registar novas imagens, algumas das quais se partilham agora. 
Internamente, a decoração é na globalidade a de 1994, em estilo italiano dos anos 1990. com pequenas alterações mais recentes, nomeadamente a redecoração da biblioteca e sala de fumo feita no tempo da Portuscale.
Muitas outras deste navio podem ser revistas neste blogue aqui, aqui, não esquecendo a fase alemã aqui e o seu aspecto original aqui...
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Porto de Lisboa ao amanhecer


Durante décadas a quase totalidade dos graneis sólidos movimentados no Porto de Lisboa eram descarregados ao largo, principalmente nos fundeadouros do Mar da Palha, destacando-se os cereais e o carvão importados. A construção do terminal de graneis da Trafaria veio reduzir muito esta actividade em que participavam activamente as empresas dos grupos ETE e Socarmar, com as suas frotas de rebocadores, gruas flutuantes e batelões. 

Actualmente ainda se regista alguma actividade, principalmente graças à exportação de cimento pela Cimpor a partir de Alhandra. A carga a granel é carregada em Alhandra para os batelões da ETE que por sua vez são rebocados para Lisboa e descarregados ao largo, no Mar da Palha, para navios de carga a granel, infelizmente todos estrangeiros. É uma actividade que desperta com o nascer do sol, como hoje - 31 de Agosto - aconteceu: logo à alvorada já seguia a grua flutuante VIGOROSA rebocada pelo AJAX para atracar por estibordo do navio de carga DOMINICA (segunda imagem). Por bombordo pode ver-se a grua PODEROSA. O navio DOMINICA entrou no Tejo a 30 de Agosto procedente de Aveiro e largou a 31 ao final da tarde com destino a Ponta Delgada, São Miguel. 
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Tuesday, August 30, 2016

Paquete grego AMERIKANIS



A companhia de navegação grega Chandris Lines constituiu, a partir de 1959 uma importante frota de navios de passageiros, todos adquiridos em segunda mão e modernizados mais ou menos profundamente, tendo obtido grande sucesso na carreira Europa - Austrália e igualmente na linha Mediterrâneo - Nova Iorque, e de forma gradual, a partir de meados da década de mil novecentos e sessenta, nos cruzeiros turísticos, a partir de Inglaterra, no Mediterrâneo, na Austrália e nos Estados Unidos.

Tendo em vista substituir o QUEEN FREDERICA na linha de Nova Iorque, em Julho de 1967 a Chandris comprou à Union Castle Line o paquete KENYA CASTLE, de 1952, que foi modernizado no Pireu e regressou ao serviço com bandeira grega em Agosto de 1968, concorrendo com o QUEEN ANNA MARIA e o OLYMPIA, da Greek Line, em viagens regulares Pireu - Nova Iorque, mas principalmente, dedicando-se a cruzeiros a partir de Nova Iorque para as Bermudas e Caraíbas, no que foi particularmente bem sucedido.
O AMERIKANIS esteve diversas vezes em Lisboa, onde tive oportunidade de o fotografar e visitar: a primeira fotografia, tirada de meio do Tejo, mostra o AMERIKANS a chegar a Lisboa a 24 de Setembro de 1980; a segunda imagem retrata uma atracação do mesmo navio ao Cais de Alcântara a 26 de Maio de 1994, já na fase final de vida activa do paquete, que foi retirado do serviço em 1996 e vendido para sucata na Índia em 2001. Um belo paquete a turbinas, de linhas clássicas e bem modernizado sem que esse equilíbrio estético tivesse sido comprometido.
Mais paquetes da Chandris Lines aqui e já agora, também alguns da empresa irmã Chandris Cruises aqui. Fotografias originais de Luís Miguel Correia
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Recordando os Catraeiros do Porto de Lisboa


Durante muitos anos a Sociedade Cooperativa dos Catraeiros do Porto de Lisboa - os Catraeiros - desempenhou um papel activo importante na prestação de serviços de rebocadores e lanchas no Porto de Lisboa. Da sua frota fez parte o primeiro rebocador moderno, digno desse nome, construído propositadamente para operar no Tejo por iniciativa privada independente em muitos anos, o LIBERTADOR, feito na Holanda a seguir à Guerra de 39-45, a que se seguiram depois as construções do FOZ do LIMA e do ÁTOMO estes saídos de Viana do Castelo.

O ÁTOMO foi durante anos o rebocador portuário mais potente em serviço no Tejo e era velo sempre a atracar e desatracar os paquetes e tantos outros navios. O principal concorrente dos Catraeiros na altura era a empresa Júlio da Cruz, cujos principais rebocadores eram o PIONEIRO e o AVEIRO, ambos já antigos e comprados à Colonial e Nacional.
Estes quadros existiram durante anos nos escritórios dos Catraeiros no Cais do Sodré, onde passava com frequência e às vezes embarcava... O primeiro quadro mostra o ÁTOMO, com as suas linhas elegantes, e o segundo o TUBARÃO, primeiro rebocador digno desse nome dos Catraeiros. Atracado na muralha de Alcântara Sul, pode ver-se por detrás do TUBARÃO, o n/m PONTA GARÇA, dos Carregadores Açoreanos, que fazia então a carreira do Norte da Europa, Por volta de 2004 a empresa faliu, a frota acabou qause toda em Alhos Vedros e o Tejo ficou menos interessante desde então.
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Monday, August 29, 2016

Doca de Alcântara 1975 .... 2016


Doca de Alcântara em duas fotografias de Luís Miguel Correia separadas por 41 anos sempre a ver (e fotografar) navios. 
O local é mais ou menos o mesmo, o ambiente marítimo é que mudou de forma drástica, desde que em 1975 fotografei o cargueiro misto FUNCHALENSE, a preto e branco, cascos de fragatas ao costado e muita actividade no cais. 
A segunda imagem, a cores, mostra o mesmo local, agora devotado ao turismo náutico, com o antigo cacilheiro PRÍNCIPE DA BEIRA atracado onde há 40 anos atracavam todos os Domingos o FUNCHALENSE ou o MADEIRENSE, agora com o LISBOA VISTA DO TEJO pela popa do ex-MONTES CLAROS. 
Os tempos são outros, a desmaritimização limpou os navios e todos os vestígios de actividade marítima e mercantil na Doca de Alcântara, que entretanto esteve para desaparecer do mapa e dar lugar a um aterro. Do mal o menos, mas, fotograficamente falando, há 40 anos havia bem mais assuntos e mais dinâmicos para fotografar nos meus passeios pela doca...

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Sunday, August 21, 2016

A RASCA ericeirense


Imagens de uma evocação à história marítima do porto da Ericeira e seus antigos navios, neste caso a Rasca, que segunda a lápide, navegava até ao Brasil.

Este pequeno monumento ericeirense pode ser visto ao vivo no largo de São Sebastão, junto à capela do mesmo nome e próximo do acesso à praia do mesmo nome.
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Paquetes em Lisboa

O dia 28 de Setembro de 1951 foi movimentado no que tocou a escalas e navios de passageiros em Lisboa, com quatro paquetes em escala, um dos quais o famoso navio SERPA PINTO, da Companhia Colonial, que então fazia a linha do Brasil. Notícia publicada nas páginas do Diário de Lisboa, na sua edição do próprio dia 28 de Setembro de 1951.
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Uma chegada ao Tejo do paquete MOÇAMBIQUE



Uma notícia absolutamente deliciosa relativa à chegada a Lisboa do paquete MOÇAMBIQUE, no final de Setembro de 1951, publicada no Diário de Lisboa. O MOÇAMBIQUE era então o melhor navio de passageiros da Companhia Nacional de Navegação e uma das quatro unidades que à data asseguravam a carreira regular de passageiros entre Lisboa, Angola e Moçambique. O navio navegou até 1972, quando foi vendido para sucata.

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Friday, August 19, 2016

Cais de Alcântara


Este ano os navios de cruzeiros têm rareado no cais avançado de Alcântara, com o edifício da Estação Marítima mandado fazer em 1938 por Oliveira Salazar (para a Expo de 1940, mas não ficou pronto a tempo) escondido por entre os contentores, os pórticos e a azáfama de um terminal moderno de carga contentorizada. Foto de L. M. Correia

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Tuesday, August 09, 2016

Iate de cruzeiros STELLA POLARIS

Capa de um programa de cruzeiros ao Mediterrâneo do paquete sueco STELLA POLARIS, referido a 1967, já no final da vida útil deste famosos "iate de Cruzeiros", antepassado remoto dos actuais SEA GODESSES, quanto à concepção e nicho de mercado.
O STELLA POLARIS foi desenhado à semelhança dos grandes iates reais do final do século XIX, numa época em que os cruzeiros se destinavam especialmente a americanos ricos. Construído na Suécia em 1926-27 para a Bergen Line, manteria o nome em 1951 quando foi vendido para a companhia sueca Clipper Line, com cujas cores navegou até Dezembro de 1969, quando foi entregue no Japão para utilização como hotel flutuante. Manteve-se nesta actividade até 2005 e foi novamente comprado por interesses suecos. Em Setembro de 2006 afundou-se no mar do Japão quando seguia a reboque para ser reparado de forma a regressar à Suécia.
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Sunday, August 07, 2016

Abalroamento ao largo de Singapura

O navio-tanque VLCC de bandeira panamiana DREAM II, de 319.999 TDW, propriedade da companhia National Iranian Tanker Co (NITC), abalroou o porta contentores MSC ALEXANDRA, com capacidade para 13.998 contentores de 20 pés (TEU´s), da companhia MSC, na madrugada de 3 de Agosto, quando ambos navegavam pelo estreito de Malaca, perto de Singapura. O navio-tanque sofreu avarias na proa e o porta-contentores perdeu 10 contentores vazios, quatro dos quais "aterraram no convés do DREAM II, e sofreu um rombo perto da popa. Ambos os navios fundearam depois em Singapura.
O embate pode ser "visto" por registos AIS disponíveis no You tube aqui
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Chegada do SANTA MARIA MANUELA a Lisboa

Imagens da chegada do SANTA MARIA MANUELA a Lisboa, na tarde de 22 de Julho de 2016, durante mais edição da regata Tall Ships, onde o MANUELA representou com dignidade as cores portuguesas, juntamente com o seu irmão gémeo CREOULA. 








Fotografias de Luís Miguel Correia
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