Wednesday, March 11, 2009

APITOS DE DESPEDIDA

Navios que não apitam, não se despedem
Texto atualizado em 10 de Março de 2009 -

por Laire José Giraud *

No primeiro domingo (1) deste mês, saiu uma interessante matéria no jornal A Tribuna de Santos com o título “Apitos de navios dividem opiniões”, assinada pela jornalista Lyne Santos, da equipe do caderno Porto & Mar. O assunto da reportagem é a polêmica que divide a opinião entre as pessoas, quanto aos apitos dos transatlânticos de cruzeiros, ao passarem pela Ponta da Praia. O texto é interessante e há opiniões de várias pessoas da Cidade, como a do prefeito João Paulo Tavares Papa e da secretária de Turismo Wânia Seixas, entre outras.

Capa da Lista de Passageiros do

transatlântico holandês Ruyz, do Lloyd Real,

onde são vistos a sua chaminé e seu apito.

Acervo: L.J.Giraud.

Na referida matéria, a minha opinião foi a seguinte: “não existe no mundo inteiro essa verdadeira festa, que é a saída dos transatlânticos. Eu sou a favor dos apitos durante as passagens dos navios pela passarela natural, na Ponta da Praia. Não acho que possam prejudicar o meio ambiente, já que são emitidos por 30 segundos. O charme dos navios é o som dos seus apitos. Sem apito a saída dos cruzeiros não teria graça, já que o sinal provoca emoções às pessoas”.

Uma prova disso aconteceu, no final da temporada de cruzeiros 2001/2002, a despedida do Splendour of the Seas foi uma grande decepção para o grande público presente no calçadão da Ponta da Praia. O belo navio simplesmente passou deslizando em silêncio total. Não deu um apito sequer, deixando todos decepcionados com a atitude do seu comandante de deixar de dar o toque de despedida ou de agradecimento à Cidade que serviu de porto-base naquela temporada ao belo transatlântico. Lamentável!

Não existe em nenhuma parte do mundo a verdadeira festa que é a passagem dos transatlânticos pela Ponta da Praia. Nas saídas, os navios

ão seus apitos de despedidas. Na foto, o Costa Magica em fev/2009.

Ressalto que não sou a favor dos fogos disparados da Fortaleza de Santo Amaro, durante a saída dos cruzeiros. Acho seus estrondos fortes demais, e com certeza prejudicam o meio ambiente. Poderiam ser utilizados outros mais suaves, no estilo dos alegóricos, cujos ruídos são mínimos em relação aos rojões.

Nas primeiras sete décadas do século 20, a cidade de Santos era um verdadeiro cenário de um grande desfile de navios de passageiros (foram mais de 1.500 transatlânticos diferentes), durante o ano todo. Era comum atracarem num mesmo dia até cinco transatlânticos. Esses navios de várias nacionalidades somavam-se aos cargueiros, navios-tanques (como eram chamados os petroleiros) e embarcações portuárias, como lanchas de serviços gerais, rebocadores, dragas, batelões, cábreas, barcaças de abastecimento de água e de transportes de bananas (o Brasil foi um grande exportador de bananas para o mercado europeu). Faziam um grande tráfego no canal do Estuário.

Em décadas passadas, as manobras eram coordenadas por meio de

sinais de apitos dados pelos práticos e eram repetidos pelos

rebocadores, informando que haviam entendido a manobra. Na foto, o britânico Andes, sendo auxiliado por um rebocador da Wilson,Sons.

Foto: José Dias Herrera - Acervo: L.J.Giraud.

O meio de comunicação entre essas embarcações era o código de apitos, o que tornava uma verdadeira sinfonia desses sinais sonoros. Isso acontecia a qualquer hora do dia ou da noite e ninguém se incomodava com isso. Era o som da Cidade do maior Porto da América Latina. O Porto do Café. Essa prática era mundial, pois ainda não utilizavam o rádio como meio de comunicação.

Assim, todas as embarcações usavam esse meio marítimo de comunicação. Na verdade, era uma combinação de apitos curtos e longos, cada um com significado próprio. Por exemplo, uma embarcação que avistasse outra e fosse guinar para boreste (lado direito) dava um apito curto (duração de no máximo de dois segundos); caso fosse guinar para bombordo (lado esquerdo) dava dois apitos curtos. Isso para evitar um possível abalroamento. Há também o sinal de três apitos curtos, que significa que a embarcação está dando máquina atrás. Isso como exemplo, para embarcações em movimento, de acordo com o Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (Ripeam).

O transatlântico italiano Santa Cruz, passando pela Ponta da Praia

em 1951. Notem os adornos que existiam na famosa amurada.

Acervo: L.J.Giraud

Naquele tempo, quando os navios estavam em manobra de atracação ou desatracação, com auxílio de rebocadores, os práticos se comunicavam do navio para com seus mestres (comandante do rebocador), para indicar o procedimento da manobra. Assim, se utilizavam dois apitos diferentes. Melhor explicando: um apito de boca, no estilo e som dos utilizados por juízes de futebol, e outro do próprio navio (fixado na chaminé). O apito de boca era para comunicação com o rebocador que auxiliava a proa (frente) do navio, e o do navio (com som baritonado) para o rebocador que ficava na popa. Dessa forma, não havia possibilidade dos mestres se confundirem.

Os apitos eram assim: quando os navios estavam sendo empurrados em direção do cais - um curto significava parar; dois curtos, empurrar. Já quando rebocados, um curto simbolizava “puxe para boreste”, dois curtos “puxe para bombordo”; um curto, um longo e um curto era para o rebocador largar o cabo de reboque.

Um dos navios mais conhecidos dos anos dourados no Porto de Santos,

o Giulio Cesare, clicado quando deixava Santos em 1969, por José Carlos Rossini.

Quando um navio vinha descendo o Estuário em direção à Baía de Santos, o prático de serviço informava para a lancha da praticagem o bordo (lado) que ia descer. Caso fosse por boreste, ele dava um apito longo seguido de um curto; caso fosse por bombordo, dava um apito longo seguido de dois curtos. E a lancha se aproximava do bordo solicitado e o prático da barra, como era identificado o profissional que tem profundos conhecimentos das particularidades do Porto, com profundidade, pedras submersas, correntezas e ventos, para que o navio seja sempre conduzido, atracado e desatracado com toda segurança.

Vou aqui relatar um dia de muitos apitos de transatlânticos no Porto de Santos, ocorrido no mês de dezembro do distante 1956, quando estavam atracados quatro transatlânticos muito conhecidos - o português Vera Cruz, o francês Provence, o italiano Augustus, e o norte-americano Brazil (com Z). Tanto no cais como a bordo dos navios o clima era de grande excitação, causada pelas inúmeras pessoas que viajariam, como das que foram se despedir de seus amigos e familiares.

O porto santista sempre teve uma grande movimentação de

embarcações de várias finalidades e a comunicação entre elas até a

chegada do walkie-talkie era feita através de apitos, o que era aceito carinhosamente pela Cidade, que sempre teve o Porto como fonte de

renda. No cartão-postal, é visto o francês Provence em operação de recebimento de cargas, inclusive de cachos de bananas, que ainda

estão nas barcaças ao lado do navio por volta de 1912. Acervo: L.J.Giraud.

Repentinamente, ouve-se um apito longo, vindo do Augustus, que era o sinal para que os visitantes desembarcassem. Pouco tempo depois, dois apitos curtos avisando que ia ser feita a manobra de desatracação, realizada com auxílio dos rebocadores Marte e Saturno, da Wilson,Sons. Na asa do passadiço lá estava o prático Teófilo Quirino, o único à paisana junto ao comandante e oficiais com suas esmeradas fardas, coordenando a faina por meio de apitos do navio e de boca, como já foi explicado.

Em certo espaço de tempo, foram deixando o cais os demais paquetes, como eram chamados os navios de passageiros. Suas despedidas eram três apitos longos seguidos de um curto, que era prontamente respondido por um dos rebocadores.

Imagem do livro Photografias & Fotografias do Porto de Santos,

mostrando o cais santista por volta de 1967. Nas passagens de

ano, todos os navios apitavam simultâneamente. Era de arrepiar.

O apito dos navios, por fazerem parte da Cidade desde os tempos dos navios a vapor, estão presentes nas poesias, nos escritos e nas obras de ilustres santistas como Ruy Ribeiro Couto, Narciso de Andrade, Nelson Salasar Marques e Ranulfo Prata, autor de Navios Iluminados - diga-se de passagem, uma das melhores obras sobre acontecimentos do cais santista.

Ruy Ribeiro Couto conta, numa de suas crônicas, que da Rua Luísa Macuco, que ficava nas imediações do Porto por trás dos grandes armazéns de café e desemborcava no mar podia ver todos os barcos que entravam e saiam. “Lá vai um vapor!”, era o grito de cada instante. O vapor em movimento era a imagem cotidiana com que o universo me mandava alegria. Certamente esses vapores apitavam.

Vale ressaltar que o uso de apitos de navios em manobras foi utilizado até a chegada do sistema walkie-talkie em 1972, quando foi trazido pelo prático Felipe Shcechter, tornando mais fácil a comunicação entre embarcações. O sistema de apitos pode ser utilizado em caso de pane nos aparelhos de transmissão e retransmissão.

Na fotografia de Roberto Botte, o Splendour of the Seas deixando

a Cidade no dia em que não deu o seu apito de despedida para os

populares que foram assistir à sua saída na Ponta da Praia. Sem o

apito foi decepcionante.

Para terminar, uma lembrança. Até 1980, quando o contêiner ocupou seu espaço definitivo, os cargueiros recebiam as cargas soltas, em seus porões, e ficavam no Porto por vários dias, devido à morosidade da operação, ao contrário de hoje, onde os contêineiros permanecem por algumas horas no cais para carga e descarga de contêineres. Desse modo, os navios ficavam vários dias atracados. Com isso quero dizer que nas passagens de anos era de arrepiar os apitos simultâneos dos navios atracados somados aos fogos, que eram ouvidos em toda a Cidade, com grande alegria pela população. Os mais vividos certamente se lembram dessas celebrações.

No site Youtube se pode ver diversos navios apitando ao deixar o Porto de Santos. O primeiro deles publicado abaixo, de 1991, mostra o famoso "Eugenio Costa" deixando o cais e apitando em direção ao mar aberto. O segundo, mais recente, mostra o "Costa Romantica" no início da temporada de 2006, retribuindo os apitos e manifestações de pessoas no Píer dos Pescadores.

Vale a pena conferir esses vídeos amadores.

Uma grande verdade: navio que não apita não se despede!


* Laire José Giraud é despachante aduaneiro, colecionador de cartões-postais da Cidade e de transatlânticos antigos. Colaborador da Revista de Marinha de Portugal. Publicou cinco livros, como autor e co-autor, sobre temas da Santos antiga.

ZENITH at Santos


Three attractive shots of Pullmantur cruise ship ZENITH photographed at Santos, Brazil, on 31 January 2009.
In a blue and white world on what concerns many cruise ship liveries, it is refreshing to see the current Pullmantur red.
Photographs kindly sent by my friend Laire Giraud from Santos.
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Monday, March 09, 2009

OCEANIC sold to Japanese interests

Pullmantur Cruises has just sold their cruise ship OCEANIC to Japanese interests associated to the Peace Boat organization.
The Valencia operation of 2 and 5 night cruises due to start on 3 April and run until 18 September has been canceled and the ship is due to be delivered in April. She is being destored at this moment in Barcelona.
It was feared that following the scheduled withdrawal of OCEANIC from Pullmantur service in September 2009 she might be sold for scrap, but this lucky Italian-built Lady has just found another useful operation cruising around the world for the Japanese PEACE BOAT organization.
What a wonderful new lease of life for the luckiest of all the great liners of the 1960s...
The photo of the OCEANIC with red funnel was taken on 27 February in Barcelona by Jordi Montoro and published in Shipspotting. A very beautiful image of the old Pullmantur Lady.
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Friday, March 06, 2009

ANGRA DO HEROÍSMO in Oporto


The Portuguese passenger liner ANGRA DO HEROÍSMO (1966-1974) photographed arriving Leixões, the main port for Oporto, dressed overall for a cruise to the Atlantic Isles.
Built in Hamburg in 1955 for Zim Lines as the ISRAEL, she operated on the Haifa - New York service until sold to Empresa Insulana de Navegação in April 1966. Her career under the Portuguese flag was a short one and she was scrapped in Spain in 1974. It was very sad to see her interior fittings being taken from the ship and then see her one final time departing the river Tagus on 4 April 1974 on tow, a dead and sad ship. Her sister ZION was more fortunate for she was converted to full cruise ship status and lasted about 50 years.
Photo kindly sent by Mr Nuno Bartolomeu.
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Wednesday, March 04, 2009

SANTA MARIA in Lisbon 24 April 1955


Portuguese passenger liner SANTA MARIA about to depart to Central and South America on 24 April 1955. She was Companhia Colonial most modern passenger liner, having started her maiden voyage in November 1953 and is shown in the photograph berthed at the Rocha do Conde de Óbidos passenger ship terminal, a modern facility inaugurated in 1948. The smoke is from the Italian Line CONTE GRANDE, also in port.
Photograph kindly sent by Cai Ronnaü.
The SANTA MARIA was one of my favorite Portuguese Liners, and the first ship I remember being onboard as passenger, in April 1961, when I sailed on her on the ship-s first voyage after the hijack incident the previous January. I was 4 years old at the time and remember well her interiors and the trip.
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Novo livro sobre o N/E SAGRES



Realiza-se em Lisboa hoje, dia 04 de Março, pelas 19h00, no Pavilhão das Galeotas, no Museu de Marinha, a cerimónia de lançamento do livro "Sagres - Construindo a Lenda", da autoria do Comandante António Manuel Gonçalves. Esta cerimónia será presidida por S. Exa. o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Dr. João Mira Gomes, estando presentes o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes e o Presidente da Fundação Vodafone, Dr. António Carrapatoso, entidade que patrocinou a edição do livro. Este livro é o culminar de um processo de investigação iniciado há mais de dez anos pelo Comandante António Manuel Gonçalves sobre a história do navio-escola "Sagres", encontrando-se dividido em cinco grandes partes. Construído em 1937 nos estaleiros da Blohm & Voss em Hamburgo, navegou como navio-escola das Marinhas da Alemanha, Brasil e Portugal, ostentando os nomes Albert Leo Schlageter (1937-1948), Guanabara (1948-1961) e Sagres (desde 1962). Na parte final do livro encontra-se ainda uma pequena síntese histórica sobre os restantes navios-irmãos: Gorch Fock I/Tovarich (1933), Horst Wessel/Eagle (1936), Mircea (1938) Herbert Norkus (1939) e Gorch Fock II (1958), terminando com o apêndice onde se incluem o Livro de Honra, descrição das principais manobras de vela, os planos vélico e dos interiores e ainda alguns documentos históricos. Desde que a Marinha e a Fundação Vodafone Portugal se associaram para a concretização deste projecto, que ficou firme a intenção de utilizar o lucro da venda do livro para apoiar outros projectos semelhantes ao do Comandante António Gonçalves, bem como instituições de solidariedade social. Tendo em conta que a última viagem do navio "Sagres", em 2008, foi efectuada navegando por mares de África, a Marinha e a Fundação Vodafone Portugal, resolveram apoiar o projecto "Filhos do Coração". Durante a cerimónia de apresentação do livro, o Almirante Melo Gomes e o Dr. António Carrapatoso irão entregar à Dra. Alexandra Borges um donativo, que visa sobretudo reconhecer e apoiar este projecto.For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Navio FERNCAPE


Em 1969 a frota de navios de carga geral portuguesa foi reforçada com a aquisição a um estaleiro polaco, de dois navios novos de 16.000 TDW, que haviam sido encomendados por um armador grego. A Companhia Colonial adquiriu o BAILUNDO e a Sociedade Geral o navio gémeo CUNENE.
Ambas as unidades destinaram-se a reforçar a carreira de África, tendo então sido dada autorização à Companhia Nacional para proceder à compra de uma unidade de características semelhantes.
A CNN acabou por comprar a um armador norueguês o cargueiro FERNCAPE, de 15.588 TDW, construído em 1963, que em 1970 se passou a chamar NOVO REDONDO. O navio permaneceu ao serviço da CNN até 1983, quando foi vendido a interesses gregos alterando o nome para ELENI. Navegou durante mais dois anos com esta designação, até ser desmantelado em Bombaim, Índia, em 1985.
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Monday, March 02, 2009

SPANISH MAILSHIPS



Two photos of the TRASMEDITERRANEA mailship CIUDAD DE BADAJOZ arriving at Palma de Mallorca on 10 June 1991, still in the company's original livery. Note the signals mast above the bridge showing the influence from the design of the mast of QUEEN ELIZABETH 2.
Spanish passenger ships were very interesting and those classed as mailships had a special national ensign with the letters C M meaning Correo Maritimo - Sea Mail. This flag is still in use.
The history and fate of this particular ship, built in Valencia in 1979 can be seen here. She was broken up in 2008 but her demise passed almost unnoticed.
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Sunday, March 01, 2009

FUNCHAL undergoing SOLAS refit





When so many classic older passenger ships have no other way to go rather than the breaker's yard, it is reassuring to see the FUNCHAL of 1961 being refited in Lisbon for continued service after 2010.
The veteran of the Classic International Cruises' fleet and their first ship purchased in August 1985, FUNCHAL has been in Lisbon since 12 October 2008 and is beng refited berthed at Santa Apolónia near a container terminal.
On the exterior side, the main diference observed is the recent removal, in February, of the two cargo masts ans respective booms that used to serve holds nº 1 and 2. This in order to create extra deck space and an observation site looking towards the bow for passengers and also to improve the clean classic lines of the FUNCHAL.
She returns to service next April for a series of cruises from Lisbon geared to the Portuguese market. Photographs taken on 23 February 2009.
More photos of FUNCHAL undergoing the refit here...
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Saturday, February 28, 2009

HMRY BRITANNIA in Lisbon


The Royal Yacht BRITANNIA visited Lisbon at least three times, the first in the 1950s and the final one in 1991.
These photographs show the famous BRITANNIA berthed at the Rocha Passenger Ship terminal, Lisbon, on 13 June 1991 and were taken from the decks of the cruise ship VASCO DA GAMA ex-INFANTE DOM HENRIQUE, on the arrival following her final cruise from Lisbon.
The BRITANNIA was constructed in the Clydebank yards of Messrs John Brown, the same builders of the famous first three Cunard QUEENS and countless other ships and served as Royal Yacht between 1954 and 1997. She was preserved and serves now as a museum ship in Leith, Scotland, since October 1998.
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Thursday, February 26, 2009

ARGUS COMPRADO PELA PASCOAL



O antigo lugre português ARGUS, construído há 70 anos na Holanda, foi comprado no porto de Aruba pela empresa PASCOAL, de Ilhavo e vai regressar a Portugal.
O navio chama-se actualmente POLYNESIA e estava arrestado em Aruba desde Outubro de 2007 por abandono do anterior armador.
O ARGUS / POLYNESIA foi comprado em leilão no dia 22 de Janeiro de 2009 e deverá ser rebocado para Aveiro.
O novo armador conta a história da compra do ARGUS no site THE NEW QUEST FOR THE SCHOONER ARGUS aqui...
Sugerimos também a visita aos blogues do CREOULA aqui... e ATLÂNTICO AZUL, com mais informação sobre este feliz acontecimento.
Fotografias: ARGUS na sua versão original, com o casco cor sangue de boi, em 1939 e como POLYNESIA, fundeado nas Caraíbas em 1987.
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Wednesday, February 25, 2009

MAXIM GORKIY off the beach...

The MAKSIM GORKIY leaving Lisbon in black & white and the Soviet Union livery on 13 June 1987.

The MAXIM GORKIY is the next passenger ship to be beached at Alang the next coming days. She is just waiting for the right tide for that final full speed ahead ride into the sands of Alang.
What a shame nobody in Hamburg could succeed with the project to preserve the ship as a living museum and hotel under the original name of HAMBURG.
I am really sad with this situation. I enjoyed so much this magnificent final passenger liner and cruise ship of the 1960s I first saw in Lisbon in May 1969 on her maiden cruise.
In the photo published with this post the HAMBURG is seen on her final call in Lisbon, docking at Alcântara terminal on 25 May 2008, 39 years later and following so many pictures over the years. More photos and information in our HAMBURG / MAXIM GORKIY blog here.
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Tuesday, February 24, 2009

MAIA ex-CORVO (II) no rio Douro






O nosso Amigo Nuno Bartolomeu enviou estas belas imagens do navio MAIA no rio Douro. O MAIA foi o segundo CORVO da MUTUALISTA AÇOREANA, cuja história publicámos recentemente em livro. Obrigado pelas imagens e colaboração.
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Fragata BARTOLOMEU DIAS em Portsmouth



















A
nova fragata NRP BARTOLOMEU DIAS, visitou a base naval inglesa de Portsmouth de 20 a 23 de Fevereiro último, tendo sido fotografada por Gary Davies que amavelmente nos autorizou a publicação destas imagens. Vale a pena uma visita ao site do Gary: MARITIME PHOTOGRAPHIC...
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Monday, February 23, 2009

Battleship USS MISSOURI in Lisbon 1986


The battleship USS MISOURI photographed at anchor in Lisbon on 25 November 1986 while on a visit to the Portuguese Capital City and port.
One of the most remarkable ships I have been lucky to photograph since 1975 when I started my regular shipping and naval photography activities. The present status of the MISSOURI can be viewed here and her history here...
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Um couraçado em Lisboa: USS MISSOURI


Imagem do couraçado da Marinha dos EUA USS MISSOURI obtida em Lisboa a 25 de Novembro de 1986 no dia da chegada ao Tejo para uma visita de cortesia.
O couraçado MISSOURI é uma das quatro unidades da classe IOWA do final da segunda guerra mundial, reactivadas nos anos 1980 na fase final da guerra fria (1948-1991), quando os Estados Unidos avançaram com a expansão da esquadra para 600 navios.
Este navio histórico, a bordo do qual em 1945 foi assinada a rendição do Japão, visitou Lisboa duas vezes e encontra-se actualmente preservado na base de Pearl Harbour, Ilhas Hawaii.
Dos muitos navios que já tive oportunidade de fotografar, o MISSOURI foi um dos que mais me marcou, quer pelas suas dimensões e elegância gigantesca, quer por proporcionar uma viagem de regresso ao passado. De facto, o MISSOURI fundeado mesmo em frente do Terreiro do Paço naquela tarde de dol de inverno de há 23 anos possibilitou fotografias inesquecíveis...
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Port of Funchal 31-12-2006



The amazing port of Funchal with cruise ships on 31 December 2006. The cruising and tourist traditions of the Port of Funchal go back to the 1830s when the steamer WILLIAM FAWCETT started calling in the Fall and Spring from U.K. and Lisbon conveying POSH Britons of the early Victorian period away from the English winter. An that even before the establishment of the Peninsular Steamship Company in September 1837 following the award of P&O's first mail contract. We really can say cruising really started here in this beautiful bay of Funchal more than 180 years ago...
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AIDAblu in Funchal



One of the greatest cruise ports in the world and the most stunning Portuguese cruise port, Funchal, in Madeira Island, is specially famous for it's gathering of cruise ships on New Year's eve, a tradition that goes back to the roaring 1920s when the local Reid's Hotel started the display of fireworks on 31 December. Those two images of the AIDAblu were taken on 31 December 2006...
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Sunday, February 22, 2009

m.s. GAS LEGACY in Lisbon



The Cyprus registered gas tanker GAS LEGACY (3,392 GRT / built 1998 as REGULUS GAS) berthed at Trafaria, on the South Bank of the river Tagus on 9 May 2006.
Between 2002 and 2005 she sailed as ARAGO.
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NAFTOCEMENT II in Lisbon on 11 May 2006




The Greek owned cement carrier NAFTOCEMENT II leaving Lisbon on 11 May 2006. She was on charter to Transinsular, Lisbon.
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m.s. ARNOLD IKKONEN on 9 May 2006

Not exactly a beauty, but a very interesting ship of Russian origins, the ARNOLD IKKONEN was built in Nizhniy Novgorod in 1994.
When I took this photograph off the Portuguese West coast on 9 May 2006, she was registered in Malta under the ownership of Deleclass Shipping.
In 2008 she was sold to Golden Sea Shipping, Cyprus and renamed SEPAS.
A general cargo ship with capacity for 104 TEUs, the ARNOLD IKKONEN / SEPAS has 4,110 GRT and 4,870 tons DW.
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Cargueiro DAL EAST LONDON a 9 de Maio de 2006


Para o nosso Amigo MAR DA PALHA aqui vão alguns cargueiros para recordar a navegação do Tejo. Neste caso, uma imagem do porta contentores DAL EAST LONDON a sair a barra do Tejo na tarde de 9 de Maio de 2006.
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