Thursday, January 22, 2026

Paquete SANTA MARIA

Em 1961, o paquete SANTA MARIA era o mais moderno e, de alguma forma, o melhor paquete português, a par do seu irmão gémeo VERA CRUZ, um ano mais antigo, sendo ambos o orgulho da frota da Companhia Colonial de Navegação e da Marinha Mercante nacional, navios de prestígio e muito préstimo nas linhas regulares de Lisboa para o Brasil e a América Central, carreiras iniciadas pela CCN em 1940 e 1953, respetivamente.
Habitualmente era o SANTA MARIA a fazer a carreira da América Central, com largadas de Lisboa, escalas em Vigo, Funchal e Tenerife, atravessando depois o Atlântico rumo a La Guaira, Curaçau e Port Everglades. Estas viagens redondas demoravam 28 dias, e eram completadas 10 ou 11 anualmente. 
A bordo do SANTA MARIA navegavam dois mundos, passageiros de primeira e segunda classes, e emigrantes na terceira. Os emigrantes eram portugueses e espanhóis. 
Nas classes superiores, viajavam diversas nacionalidades, com portugueses, venezuelanos, norte-americanos e holandeses em destaque. Nas Américas, o porto de escala mais importante do SANTA MARIA era La Guaira, na Venezuela, e o mais prestígiado era Port Everglades, na Florida.
Pelas 18 horas de 9 de janeiro de 1961, o SANTA MARIA largou do cais da Rocha, no porto de Lisboa, para mais uma viagem, que, na madrugada de 22 de janeiro, tomaria um rumo inesperado.
Um grupo de "Dons Quixotes" portugueses e galegos residentes na Venezuela, de entre os quais se destacava o capitão Henrique Galvão, "namoravam" há já alguns meses o SANTA MARIA, nas suas passagens por La Guaira, o objetivo era apoderarem-se do navio com um golpe de mão ousado, mas as dificuldades iam adiando a "Operação Dulcineia", até que, a 22 de janeiro, horas depois de o paquete ter largado de Curaçau com destino à Florida e a Europa, se deu o assalto ao SANTA MARIA, que mobilizou as atenções da opinião pública mundial durante as duas semanas seguintes.



































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Friday, January 16, 2026

QUEEN ELIZABETH em Nova Iorque, 1955




























Porto de Nova Iorque, verão de 1955: o maior paquete do mundo, o QUEEN ELIZABETH, da Cunard Line, manobra para atracar ao cais 90, no final de mais uma travessia transatlântica desde Southampton. No cais 88 pode ver-se a popa do ILE DE FRANCE. No cais 97 está atracado o BERLIN, antigo GRIPSHOLM de 1925, com o cargueiro ELYSIA da Anchor Line, no cais adjacente, e o paquete FRANCONIA, da Cunard, atracado ao cais 92.
Desde criança, este tipo de fotografias dos cais de Nova Iorque, cheios de paquetes, fascinava-me. Quando lá fui pela primeira vez e me apercebi da escala real do local, fiquei algo decepcionado e passei a admirar mais o meu Tejo com os seus horizontes largos e os seus cais, nada como conhecer o mundo para apreciar de forma justa o que é nosso.
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Thursday, January 15, 2026

Estaleiro Harland & Wolff com o paquete TITANIC na carreira de construção





























A Cunard Line destacou-se na carreira Inglaterra - Estados Unidos com a introdução, em 1907, dos famosos transatlânticos LUSITANIA e MAURETANIA, que, com as suas quatro chaminés e perfis icónicos, conquistaram a Flamula Azul, tornando-se os navios de passageiros mais rápidos do mundo, distinção que o MAURETANIA conservou até julho de 1929. 
Sensível à concorrência da Cunard, a empresa rival White Star Line apostou numa filosofia diferente, preterindo a grande velocidade em favor do conforto e das dimensões dos navios futuros, decidindo encomendar os maiores paquetes do mundo. 
Assim, a 17 de setembro de 1908, a White Star encomendou ao estaleiro Harland & Wolff, parceiro de longa data, a construção de dois navios para a linha de Nova Iorque, o OLYMPIC e o TITANIC, que entraram ao serviço em 1911 e 1912.
O TITANIC, que se pode ver na fotografia, na carreira de construção do estaleiro de Belfast, provavelmente em 1911, antes de ser lançado à água a 31 de maio de 1911, ficou tristemente célebre pelo seu naufrágio dramático, a 15 de abril de 1912, durante a viagem inaugural, de Southampton para Nova Iorque.
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Saturday, January 10, 2026

n/m RUI DE PINA, ex-ALCOUTIM, ex-CASTORP

























Em 1972, a Companhia Nacional de Navegação adquiriu na Alemanha dois navios de carga geral modernos, construídos em 1968 para a Lübeck Linee e embandeirados em portugueses no porto de Hamburgo em outubro de 1972, com os nomes ALCOUTIM (ex-CASTORP), e AMARANTE (ex-LÜBECK), que serviram a companhia até à triste liquidação em 1985, principalmente nas diversas carreiras de África.
O ALCOUTIM ainda se manteve ao serviço da marinha mercante portuguesa até 1987, navegando nos dois últimos anos com as cores da PORTLINE e o nome RUI DE PINA. Vendido ao estrangeiro, navegou com o nome SEA PRINCE e foi demolido no final de 1987. 
Na fotografia pode observar-se o navio na fase de transição da Nacional para a PORTLINE, ainda com a chaminé da CNN mas já com o nome atribuído pela PORTLINE.
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Monday, January 05, 2026

Cargueiro MOERDYK nas London Docks

O porto de Londres foi durante mais de um século um dos mais importantes do mundo, com as suas docas a perderem-se de vista e navegação intensa. Esta fotografia, de janeiro de 1970 mostra o cargueiro holandês MOERDYK, da companhia Holland America Line, atracado à Royal Albert Dock, numa das suas viagens regulares entre o Norte da Europa e a costa oeste da América do Norte,
Em 1973 este belo navio foi comprado pela Empresa Insulana de Navegação e passou a chamar-se H. CAPELO. / Texto e fotografia de Luís Miguel Correia - 5 de janeiro de 2026

NRP FIGUEIRA DA FOZ no Tejo























Nada melhor do que um passeio pela margem sul do Tejo, numa tarde com a melhor luz possível, e registar a aproximação de um navio da Marinha de Guerra Portuguesa, neste caso, o NPO NRP FIGUEIRA DA FOZ, o segundo dos patrulhas oceânicos da classe VIANA DO CASTELO. 
Estava posicionado para fotografar a passagem do paquete BALMORAL, na tarde de 13 de dezembro de 2025, e tive direito a brinde, com o FIGUEIRA DA FOZ a regressar à Base Naval de Lisboa, em missão SAR. 
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