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Saturday, January 13, 2018

Saudades do Porto do Funchal antigo


Saudades do Porto do Funchal antigo, neste caso, de 31 de Dezembro de 1969, com os navios de passageiros HAMBURG, FUNCHAL, ANDES e ANCERVILLE atracados ao molhe da Pontinha para mais uma noite de passagem de ano. Um quadro representativo dos magníficos navios de passageiros da década de 1960: o HAMBURG era, com o QUEEN ELIZABETH 2, um dos mais modernos paquetes do mundo, entrado ao serviço nesse mesmo ano de 1969, quando quase todos vaticinavam a extinção eminente do paquete como senhor dos mares. Igualmente construídos nos anos sessenta, os navios FUNCHAL (1961) e ANCERVILLE (1962) eram dois paquetes magníficos, já com características a pensar nos cruzeiros, enquanto o ANDES, de 1939, era o veterano deste grupo, com os seus dias em contagem decrescente, dado que foi vendido para sucata em Maio de 1971. 
O cais era moderno e espaçoso para os padrões da época, acabado de ser construído pouco antes, em 1962. Tão diferente do seu aspecto actual. O mesmo cais, mas tão reformatado e domesticado face aos ditames de visão politicamente correcta, com milhões gastos, em parte desbaratados por entre incompetência e inutilidade, e com tudo isto perdeu-se a escala original e a ingenuidade dos antigos cais e navios a preto e branco, face ao novo-riquismo entretanto prevalecente. Saudades do Porto do Funchal antigo.

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Sunday, January 07, 2018

Paquete ANDES da Mala Real (1939-1971)


 Anúncio da Mala Real e notícia relativa à prevista viagem inaugural 
do ANDES em 1939 (Diário de Lisboa)
 Notícia inserida no Diário de Lisboa a 1 de Outubro de 1953

Anúncios diversos e notícias relativas ao ANDES de 1939: os dois primeiros são de Agosto desse ano, fazendo referência à viagem inaugural do R.M.S. ANDES, grande paquete com que a Royal Mail Lines pretendia comemorar o centenário da sua fundação, a 26 de Setembro de 1839. Infelizmente a 1 de Setembro desse ano terrível, o mundo viu soltar-se uma monstruosidade sem precedentes e os anos seguintes foram de destruição e guerra, vivida pelo ANDES como transporte de tropas.
 Só em 1948 veio finalmente a Lisboa na viagem inaugural, com sete anos de atraso. O último anúncio foi publicado no Diário de Lisboa a 31 de Dezembro de 1957. Assisti à última visita deste belo navio a Lisboa em 1971.
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Tuesday, March 24, 2015

O Paquete ANDES e a Mala Real Inglesa

O paquete inglês ANDES foi um dos navios mais bonitos que conheci.
Parece que o estou a ver a desatracar do cais da Rocha no último cruzeiro, com o VERA CRUZ pela sua popa, em 1971.
Foi o maior navio de
passageiros a integrar a frota da Royal Mail Lines, uma companhia britânica que durante décadas, entre 1900 e 1930 foi a maior companhia de navegação do mundo, criando um grupo gigantesco que adquiriu grande número de companhias de navegação rivais e acabou por implodir em 1932 com a crise económica e na sequência da compra da White Star Line em 1927. As várias companhias foram então resgatadas e a Mala Real foi reconstituída em conjunto com a Pacific SNC de Liverpool. Posteriormente seriam ambas compradas pelo Grupo Furness, que mais tarde acabou comprado pela companhia alemã Hamburg-Süd, grande rival da Royal Mail nas carreiras regulares Europa -América do Sul.
O ANDES datava de 1939 e deveria ter comemorado os 100 anos da fundação da Mala Real, mas a guerra levou a que a viagem inaugural comercial do ANDES só tivesse acontecido em 1948, na linha da América do Sul, de Southampton até Buenos Aires, com escalas em Lisboa. A partir de 1960 o ANDES foi utilizado esclusivamente em cruzeiros e em Maio de 1971 foi vendido para desmantelamento na Bélgica. Esta brochra refere-se ao último ano de cruzeiros, 1970. De referir ainda que o ANDES, como a maior parte dos navios da Mala Real foi construído em Belfast pelo estaleiro Harland & Wolff, como as suas linhas harmoniosas faziam subentender.

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Wednesday, October 10, 2012

Sail into sunshine...

I wish I could sail into the sunshine and sail away on the ANDES, but I missed the Royal Mail Lines cruises in 1964...
The ANDES was a magnificent ship with a perfect livery, the final "Great steamer, White and gold" in Kipling's poem "Roll down - roll down to Rio"...
For more Royal Mail ships and memorabilia check here...
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Tuesday, October 09, 2012

ANDES cruises 1966

Front cover of the brochure of Royal Mail Lines S.S. ANDES sunshine cruises for the 1966 season.
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Friday, June 29, 2012

Harland & Wolff built

The shipbuilding firm of Harland & Wolff, whose main shipyard was located in Belfast, produced some of the best looking passenger liners of the past, including the magnificent RMS ANDES of 1939, designed for Royal Mail Lines.
Advertisement reproduced from "The book of the Ship", by A. C. Hardy, and published in London soon after the WW2.
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Saturday, December 17, 2011

Harld & Wolff and SS ANDES

Advertisement of Messrs Harland & Wolff, the famous British shipbuilders printed in the pages of The Marine Engineer and Naval Architect, December 1920 issue, presenting the handsome A-class SS ANDES built for the Royal Mail Steam Packet Company's South America service.
The 15.620 GRT liner was launched on 8 May 1913 sailing on her maiden voyage on 26 September 1913. In 1915 she was converted as an Auxiliary Merchant Cruiser and as such in 1916 engaged the German auxiliary cruiser GREIF with her sister ALCANTARA. GREIF as well as ALCANTARA were both lost and ANDES rescued the survivors from both ships.
After WW1 she returned to the South America run in November 1919 and was fitted as a 450-pax cruise ship in 1930 under the name ATLANTIS.
As such she became one of the more famous cruise ships of the twentieth century until in 1939, with war again in Europe, the ATLANTIS was converted to Hospital Ship duties.
She again survived the war, to be engaged in emigrant services to Australia and New Zealand 1948 to 1952 when she was broken up at Faslane, Scotland.
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Friday, February 11, 2011

CAIS DA ROCHA 1965

Pormenor de uma imagem do fotógrafo Mário Novais tirada de cima do Cristo Rei em 1965. Além dos paquetes ANDES e FUNCHAL, podem ver-se mais dois navios de passageiros da Empresa Insulana, o LIMA dentro da doca de Alcântara, logo à entrada, e o CARVALHO ARAÚJO atracado em Santos... 
Com tempo vou achar a data exacta desta imagem...
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Wednesday, February 10, 2010

Homenagens a Santos e a seo Zezinho


Texto atualizado em 26 de Janeiro de 2010 - 01h28 por Laire José Giraud *

"A fotografia é muito mais que a imagem no papel. É mais que a lembrança de pessoas, ou de fatos. É o registro histórico da realidade de uma época. Um registro que não mente. "Carlos Drummond de Andrade
Este artigo é uma singela homenagem ao Município fundado por Braz Cubas, que nesta terça (26) está aniversariando e completa 464 anos da sua fundação - e 171 anos de elevação à categoria de Cidade. A história da Cidade está intimamente vinculada ao Porto, que a estrada de ferro São Paulo Railway começou a operar em 1867, o que permitiu o escoamento das safras de café rumo ao mercado internacional. Os primeiros 260 metros de cais de pedra foram inaugurados em 2 de fevereiro de 1892. Em 1909, o Porto estava completo dentro do previsto, isto é, o trecho do cais entre o Valongo e os Outeirinhos, dois pequenos montes que ficavam próximo ao monumento de Nossa Senhora de Fátima, num total de 4.720 metros.
O ícone da fotografia santista, José Dias Herrera, que nos deixou dias atrás, em foto de 2006. Clicada pelo autor.
Na verdade, a coluna Recordar divide esta homenagem com o ícone fotográfico da Cidade, o fotógrafo José Dias Herrera, o Seo Zezinho, como era chamado carinhosamente pelos amigos e conhecidos. Infelizmente, ele nos deixou no último dia 18.
Vale dizer que José Dias Herrera era um grande apaixonado das coisas santistas, tanto que durante muitas décadas homenageou Santos com a magia de suas fotos.
Conheci o sr. Herrera, como eu o chamava, por volta de 1969, quando era contato publicitário da Agência Hugo Paiva. Das tantas vezes que ia ao jornal A Tribuna para levar anúncios, comecei a reparar num senhor muito simpático e risonho, que amavelmente cumprimentava as pessoas que por ele passavam.
Nos anos dourados, um dos mais belos transatlânticos que fazia linha regular entre a Europa e a América do Sul, o italiano Giulio Cesare, navegando pela Ponta da Praia por volta de 1955. Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.
Naquela época, o pessoal de A Tribuna, como jornalistas, fotógrafos e demais funcionários, costumavam tomar lanches ou um cafezinho no Mundial (lá faziam o melhor sanduíche de carne assada da cidade), o que acontecia, também, com os que trabalhavam nas imediações. Eu não fugia à regra. Todas as tardes lá estava eu saboreando algum dos quitutes do Café Mundial. Assim, muitas vezes via o Seo Zezinho passando com a sua inseparável companheira, a máquina fotográfica, e passamos a nos saudar todas às vezes que nos avistávamos.
Entretanto, minha aproximação definitiva aconteceu há cerca de uns quinze anos, durante uma exposição de suas fotografias, expostas em painéis no saguão de entrada da Prefeitura Municipal de Santos.
O transatlântico português Santa Maria, na primeira escala feita em Santos (1953), fundeado no Estuário, no aguardo da visita das autoridades portuárias. Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.
Estava admirando uma bela foto do transatlântico italiano Conte Grande, por ele clicada por volta de 1952, quando senti uma mão no meu ombro esquerdo. Virei e deparei com a alegre fisionomia do Seo Zezinho, que me perguntou o que estava achando da exposição? Respondi com uma palavra que dizia tudo: esplendorosa.
Na oportunidade, disse a ele que gostaria de ter a foto do belo navio. Com ar de satisfação, o sr. Herrera disse que quando terminasse a exposição passaria no meu escritório de despachos aduaneiros para entregá-la como forma de um presente. Dito e feito, após vários dias lá apareceu o grande fotógrafo com o prometido. Não preciso dizer como foi a minha felicidade ao receber a imagem do legendário Conte Grande.
O luxuoso transatlântico holandês Niew Amsterdam, na sua segunda passagem pela Cidade em viagem de cruzeiro (1954). Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud. Algumas vezes no fim do expediente, eu o encontrava no ponto de ônibus, na General Câmara, e lhe oferecia uma carona, que era prontamente aceita. Más antes de deixá-lo no prédio onde residia, n a Av. Vicente de Carvalho, tinha que passar numa tradicional padaria, situada na Av. Bernardino de Campos com Francisco Glicério, onde ele costumava comprar médias para o lanche. – Um detalhe nessas ocasiões sempre trazia 06 daquelas delícias quentinhas.
Após essa aproximação, me propus a adquirir fotos de sua autoria, que fossem do porto e de navios, clicadas nos anos dourados. Assim obtive cerca de 30 delas, muitas das quais já ilustraram meus artigos nesta coluna, bem como dos livros que lancei, nos últimos anos.
O italiano Anna C, em fotografia emocionante, durante desatracação em 1954. Nota-se parentes e amigos se despedindo dos passageiros. Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.
Seo Zezinho fotografou, à Cidade por vários ângulos o que permite observarmos às grandes mudanças ocorridas no passar dos anos. Fotografou jogos de futebol, inaugurações, políticos, tragédias, celebrações, o cais e seus navios, principalmente Pelé, e tudo mais que possamos imaginar, que fosse ligado à Santos.
José Dias Herrera, com certeza foi o fotografo que mais tempo exerceu a profissão no Brasil. Era irmão de dois fotógrafos famosos da Cidade, Paco e Rafael Dias Herrera já falecidos. – Foram fotógrafos de A Tribuna.
O britânico Andes, um dos mais célebres navios que escalavam Santos, numa época em que os aviões ainda não faziam frente aos navios de passageiros. Nota-se várias belonaves estadunidenses atracadas e a famosa cábrea (guindaste flutuante) Sansão, além das torres de alta tensão da Cia. docas de Santos, em Junho de 1953. Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.
Herrera, sempre contava vários acontecimentos da Cidade, e numa das caronas, me fez voltar ao tempo dos bondes, pois ao passarmos nas imediações da Rua João Caetano, ele disse: Era aqui que o bonde fazia a curva para voltar para o Centro, e através da imaginação, vi o bonde fazendo o retorno.
De uma coisa posso me orgulhar, eu o fotografei e fui fotografado ao seu lado numa de suas visitas ao meu escritório.
O Recordar presta duas homenagens concomitantes: Uma à Cidade de Santos e outra ao Seo Zezinho, autor de incontáveis registros fotográficos históricos da Cidade que tanto amava. - Quando ele a fotografava, ela ficava linda por todos os ângulos!
Impressionante fotografia tirada no Armazém 25 da Cia. Docas de Santos, mostrando detalhes da época em que não se utilizava contêineres. As cargas eram embarcadas soltas. O local é onde hoje funciona o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini (1955). Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.
Para homenagear o paulistano do Brás, nascido em 1922, mas santista de coração, a coluna esta ilustrada com fotos clicadas pelo excelente fotógrafo.
Ressalto que foi uma honra ter conhecido o Sr. Herrera, além de grato por ter confiado algumas das suas marcantes e expressivas fotografias, na minha pessoa. Hoje, essas fotos fazem parte do meu acervo.
Rebocadores da Wilson,Sons auxiliando um navio do Lloyd Brasileiro, com problemas no leme. Na imagem, nota-se poucos edifícios de apartamentos (1955). Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.
Uma coisa é certa, a Cidade de Santos reconhece o seu talento e mérito inconfundível, na arte de fotografá-la, ao longo destas 07 décadas. – Obrigado, Seo Zezinho.
Bela Santos, Parabéns pelas 464 velinhas do seu grande bolo de aniversário. – Você permanece sempre jovem!
O navio frigorifico Rio Galego da Flota Mercante Del Estado descarregando produto alimentício, tendo ao fundo várias caixas de maçãs argentinas. Final dos anos 50. Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.
Uma imagem típica do Porto de Santos na década de 1950. Navios fundeados no canal do Porto, lancha da Fronape - Frota Nacional de Petroleiros, o cargueiro nacional Amaragy, catraias e passageiros, membros da policia marítima e vagões, nas proximidades do pontão das barcas do Itapema, hoje Vicente de Carvalho (1954). Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud.

* Laire José Giraud é despachante aduaneiro, colecionador de cartões-postais da Cidade e de transatlânticos antigos. Colaborador da Revista de Marinha de Portugal. Publicou cinco livros, como autor e co-autor, sobre temas da Santos antiga.

Wednesday, May 27, 2009

RECORDANDO O ANDES DE 1939

Um navio e um comandante em foco
Texto publicado em 26 de Maio de 2009 -

por Laire José Giraud *



Remexendo uma pasta contendo recortes de antigas notícias do Porto & Mar de A Tribuna de Santos, deparei com uma notícia, do dia 17 de maio de 1953 (domingo), há exatamente 56 anos, com o título – “Um Navio e Um Comandante em Foco”, escrita pelo criador da famosa seção, Francisco de Azevedo. O transatlântico no caso era o RMS Andes, da Royal Mail Line, muito conhecido na rota da América do Sul, nos anos dourados.
O transatlântico Andes no cartão original da armadora Mala Real
Inglesa. foi lançado em 1939 e media 204 metros de comprimento.
Foi desmantelado em 1971. Acervo: Laire J. Giraud
Nesse ano, era manchete nos jornais e revistas da época, a coroação da Rainha Elizabeth II. Dentre as várias solenidades, uma merecia destaque no mundo marítimo. – A parada naval de Spithead, com a presença de belonaves de várias nações. O Brasil foi representado com muito garbo pelo legendário cruzador Barroso (CL-11), ex-USS Philadelfia. Eis a notícia:
Passou ontem, pelo porto o paquete britânico “ANDES”, em viagem do Prata para a Inglaterra. O navio – capitânea da mala Real Inglesa chegará em 29 do corrente em Southampton fazendo, desta vez, breve parêntesis na sua carreira para a América do Sul.
Cartão postal do transatlântico Alcantara, que media 199,63 metros.
Foi lançado ao mar em 1927. Fazia a linha Southampton - Buenos
Aires. Deixou a linha da América do Sul em 1958. Acervo: Laire Giraud
É que, no dia 13 de junho, deixará o seu ancoradouro inglês para o Cruzeiro da Coroação, do qual faz parte o comparecimento do belo transatlântico á Revista Naval de Spíthead.
Para essa excursão, que durarão três dias, foi tomada toda a capacidade de passageiros do “ANDES” e que, primeiramente, se dirigirá ás 17 horas daquele dia ao sul da Inglaterra, regressando no dia 14 á sua base, afim de, no dia seguinte, depois de passar por entre numerosos navios reunidos em Spithead, ancorar no lugar que lhe foi reservado na Revista Naval da Coroação, terminando terça feira, 16, o referido Cruzeiro.
O transatlântico Highland Brigade, além de transportar passageiros, possuia camaras frigoríficas para transporte de carne argentina.
Fez a viagem inaugural para a América do Sul em 1932. Foi demolido
em 1965 em Kaohsiung. Acervo: Laire J. Giraud
Voltando ao seu serviço normal, o “ANDES” chegará a Santos dia 3 de julho, para aqui tornar a passar, em viagem de volta, em 14 do mesmo mês. Depois dessa viagem se aposentará o comodoro G. A. Bannister, completando 21 travessias no comando do paquete inglês, para o qual passou ao deixar o mesmo posto no “Alcantara”.
Antes da guerra, já viajava o comodoro Bannister para os portos sul-americanos do Atlântico e, desde 1937 como comandante. Está há quarenta anos na Mala Real Inglesa tendo nesse longo período embarcado em 38 navios da centenária empresa armadora e dos quais, em 14, foi comandante.
Cartão-postal mostrando o belíssimo Hall social da primeira
classe do RMS Alcantara. Acervo: Laire J. Giraud
Em março último, o comodoro Bannister foi condecorado pelo governo do seu país com a medalha O. B. E., pelos serviços prestados á Marinha Mercante e pela sua atuação na 2ºa Guerra Mundial, comandando o “Highland Brigade” e o “Almanzora”, que saíram ilesos do conflito. Após a conderação que recebeu, o comodoro Bannister foi convidado para assistir do iate real, a Revista de Spithead. Como também ter a elevada honra de ser apresentado à rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham.
Também o comandante do “ANDES” fez toda 1.a Guerra Mundial declarou á “A Tribuna” que, dessa atuação, e da que teve de 1930 a 1945, vêm as piores recordações da sua longa carreira marítima; e que, das muitas amizades que fez entre viajantes sul-americanos, principalmente brasileiros, são as melhores lembranças guardadas, Deixando a vida do mar, por uma necessidade imprescindível de descanso, aos 60 anos de idade, lamenta o fato de perder de vista a esses amigos.
Essa é uma das passagens do célebre Andes, que merece ser recordada pelos que vivenciaram a época dos transatlânticos, bem como ter sua configuração conhecida pelos mais jovens.
Xerox do jornal A Tribuna de Santos, mostrando o
comodoro Bannister, entre o redator de Porto & Mar,
Franciso de Azevedo, à direita, e os srs. Geo E. Fox,
diretor da Royal Mail Lines, no Brasil e M. C. Barnicoat,
gerente da agência local da mesma empresa.


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Tuesday, March 25, 2008

Royal Mail Lines cruise ship ANDES in Southampton


The splendid Royal Mail Lines' cruise ship RMS ANDES of 1939 photographed in Southampton by Michael Sutcliffe in the sixties.
This image depicts not only a perfect looking cruise ship with the best possible livery for such ships, a proud name, etc..., but also the lost world of the cargo liners represented by one of the Union-Castle final mail twins and a United States Lines cargo liner.
Texto de /by L. M. Correia. Photograph copyright Michael Sutcliffe. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments.

Friday, January 18, 2008

Royal Mail Lines Memorabilia

Cover of a very attractive brochure of RMS ANDES, as Royal Mail flagship and British premier ship on the South America run after WW2.
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Wednesday, January 16, 2008

RMS ANDES 1939-1971


Cover of a brochure issued by Royal Mail Lines in the late forties to promote their flagship RMS ANDES on the Europe - Brazil - Plata service, where this magnificent ship operated between 1948 and 1959, when she was converted for full time cruising.
The ANDES was built in Belfast and delivered in September 1939 by Harland & Wolff. Royal Mail intended to commemorate their first 100 years with the maiden voyage of ANDES, but the start of World War Two changed all their plans and the ANDES like so many other liners at the time was rushed into war service...
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