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Saturday, January 30, 2021

A última renovação da frota da Insulana em 1971-1973




Em 1971 a Empresa Insulana de Navegação iniciou um período de expansão e renovação da sua frota, em que foram comprados 16 navios. Os primeiros a chegar a Lisboa no Verão de 1971, foram os cargueiros gémeos ROÇADAS e SERPA PINTO, acabados de construir na URSS e destinados à nova linha de África Ocidental da Insulana. 
Como era habitual, o Presidente Américo Tomás visitou as novas unidades no Tejo. O primeiro foi o ROÇADAS na sua viagem inaugural a Angola e Matadi. Recebeu a bordo o PR a 5 de Julho de 1971, atracado ao cais sul da doca de Alcântara, junto à ponte giratória. 
Seguiu-se a entrada ao serviço do gémeo SERPA PINTO, ainda em Julho, e dos gémeos MUXIMA e CONGO em Agosto de 1971. 
A frota de grandes cargueiros seria depois reforçada com mais três aquisições, os cargueiros CARVALHO ARAUJO e PEREIRA D´ÉÇA, comprados ambos novos no Brasil, e o H CAPELO, comprado à Holland America Line. Estava prevista a compra de mais alguns navios de carga de longo curso para uma linha Angola - USA, mas esta fase da expansão da Insulana já não se concretizou.
Foram também comprados navios de carga modernos para as ligações ao Norte da Europa e Ilhas, dois porta contentores para a linha dos EUA e procedeu-se à conversão do paquete FUNCHAL em navio motor para cruzeiros na Holanda em 1972 e 1973.
A Insulana era a mais antiga empresa de navegação portuguesa à época. A 4 de Fevereiro de 1974 juntou-se à Companhia Colonial, dando origem à CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, que infelizmente teria vida difícil e curta, até à sua liquidação em 1985, quando se vendeu a frota em leilão.
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Wednesday, December 14, 2016

CARGUEIROS ROÇADAS e SERPA PINTO


Uma das minhas primeiras fotografias de navios, tirada em Janeiro de 1975: os navios gémeos SERPA PINTO e ROÇADAS na Doca de Alcântara.
A CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, S.A.R.L. foi constituída a 4 de Fevereiro de 1974 por fusão da Companhia Colonial de Navegação com a Empresa Insulana de Navegação e os navis gémeos ROÇADAS e SERPA PINTO pertenciam à Insulana. A introdução das cores da CTM em todas as unidades da frota foi sendo feita gradualmente a partir de Julho de 1974, primeiro com a pintura do LOBITO, no estaleiro da Rocha da Lisnave, e à data da fotografia o SERPA PINTO apenas tinha a chaminé pintada com as cores novas, mantendo o casco cinzento, enquanto o ROÇADAS, atracado ao cais Norte da doca, já apresentava o casco azul escuro... De realçar ainda o rebocador MUTELA, da CTM.
Comecei a fotografar os navios e o ambiente marítimo nas docas de Lisboa em 1970, mas só em Fevereiro de 1975 tive uma máquina fotografica digna desse título, uma Olympus, embora antes dessa fase utilizasse outras máquinas básicas, com filme 120 mm, caso da imagem apresentada acima.
Imagem publicada no BNM inicialmente em 2008, agora republicada com texto revisto.
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Saturday, July 23, 2011

O PRIMEIRO GRANDE CARGUEIRO DA INSULANA

O n/m ROÇADAS foi um navio carga geral com 16.710 toneladas de porte bruto, construído na URSS em 1971 e comprado nesse ano pela Empresa Insulana de Navegação para fazer a carreira de Angola. Registado na Capitania do Porto de Lisboa a 19 de AGOSTO de 1971. Em Fevereiro de 1974 foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, sendo vendido em 1985 quando da liquidação da empresa armadora. Ainda navega, desde 1993 com bandeira da Coreia do Norte e o nome WON SAN.  O ROÇADAS foi o primeiro grande navio de carga a entrar ao serviço da Empresa Insulana, no Verão de 1971, quando inaugurou a carreira Norte da Europa - Angola, para a qual foram então comprados quatro navios: o ROÇADAS (ex-TRÓPICO) e o seu gémeo SERPA PINTO (ex-TROPICÁLIA), ambos acabados de construir no Mar Negro e comprados à URSS, e os gémeos MUXIMA e CONGO, comprados à companhia Hapag de Hamburgo. A frota da carreira de África seria depois reforçada pela Insulana com mais três unidades: CARVALHO ARAÚJO e PEREIRA D'EÇA, comprados novos no Brasil, e H. CAPELO, comprado à Holland America Line. Chegou a estar prevista a compra de mais quatro navios de carga geral para uma nova carreira entre Angola e os Estados Unidos, mas tal não teve concretização.


Com a formação da CTM por fusão da Insulana com a Colonial a 4 de Fevereiro de 1974, estes sete cargueiros formaram um núcleo importante na frota combinada que incluía ainda outros quatro cargueiros modernos adquiridos pela Colonial entre 1968 e 1972, o PORTO e o MALANGE, construídos em Viana do Castelo, o BAILUNDO e o BERNARDINO CORRÊA, comprados novos no estrangeiro e construídos na Polónia.
A história da CTM foi o que se sabe, seguindo uma estratégia de plano inclinado e desmaritimização iniciada em 1975 com a nacionalização e terminada em 1985 com a liquidação e venda ao desbarato da frota. 
A primeira imagem mostra o ROÇADAS com as cores originais da Insulana, casco cinzento e linha de água verde. Na segunda imagem o navio entra na Doca nº 1 da Rocha vindo do Mar da Palha após imobilização, pois foi dos poucos cargueiros da CTM que depois de ser amarrado em Lisboa voltou ao serviço. Os recursos eram tão reduzidos que apesar da limpeza do casco em doca, só houve dinheiro para pintar as obras vivas, o costado ficou enferrujado, como se pode observar na terceira imagem do navio a sair de Lisboa após imobilização. Em 1985 o ROÇADAS seria vendido à Portline e ainda mudou de nome para GASPAR VAZ, sendo vendido de seguida ao estrangeiro. Enfim aqui ficam memórias de um período final da nossa Marinha de Comércio que deixou saudades e tristeza pela maneira como tudo acabou. Coincidência ou não as Empresas Públicas CTM e CNN foram liquidadas em 1985 numa fase de intervenção do FMI. Pelas notícias mais recentes parece que a actual política de privatizações vai seguir critérios parecidos, com alienações ao desbarato, um preço a pagar por nos termos transformado num pequeno protectorado da UE. 
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