
Para mim a água é uma das grandes riquezas de Lisboa. Não a água transvazada do Zezere, do Alviela, ou das antigas nascentes de Belas devidamente encanadas.
Apenas a água do Tejo. O rio.
Rio esse que apesar do crescimento insustentável em forma de betão e noutras realidades agressivas de valor acrescentado ainda me consegue surpreender.
Nesta praia perdida da margem Sul, entalada no esquecimento, por entre uma horta clandestina e um rebanho de carneiros, mesmo por baixo do Instituto das Estradas de Portugal, antiga JAE.
Hoje andei pela margem Sul a ver o rio e a cidade de Lisboa e constatei uma vez mais a má gestão que vamos fazendo de um recurso natural precioso.
O Tejo. Desperdiçado e tão ignorado, no Dia Mundial da Água. À portuguesa, ou não fossemos nós peritos em meter água por tudo e por nada...