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Friday, January 22, 2021

O MAR COMO PATRIMÓNIO - por António Barreto





Imprescindível ouvir António Barreto nesta sua palestra brilhante - O Mar como Património - e refletir com honestidade e sensibilidade sobre as suas palavras e pensamentos. Palestra proferida na Academia de Marinha, em Lisboa, em Janeiro de 2019. Talvez o depoimento mais lúcido sobre o nosso Mar desde há muitos anos, com um olhar aberto e independente. 
Parabéns ao Palestrante e à Academia de Marinha por nos trazer este contributo de reflexão. Porque, não haja dúvidas, o Mar Português é imprescindível e não faz qualquer sentido esta Desmaritimização demais de quatro décadas que nos faz mais pobres e ignorantes. Luís Miguel Correia 

Friday, June 08, 2007

DIA MUNDIAL DOS OCEANOS

A assinalar a comemoração do Dia Mundial dos Oceanos - 8 de Junho de 2007 - aqui ficam imagens do Tejo: a vela principal do bote-de-fragata BAÍA DO SEIXAL a fazer-nos sonhar com esse Tejo imenso que nos levou até ao infinito, a bandeira G do código internacional de sinais, como que a requerer piloto para novos mares portugueses, duas unidades da Armada Portuguesa a navegar frente a Almada e embarcações de vela junto ao Cais do Sodré, coração tradicional da antiga Lisboa Marítima, com o novo edifício sede da Agência Europeia de Segurança Marítima em construção.
Os Oceanos são uma mais valia integrante do Planeta cuja vertente de Mar Português anda esquecida da maioria dos nossos concidadãos.
E é pena que assim seja, pois Portugal é um País Atlântico e Marítimo por vocação natural e por circunstâncias geopolíticas. No passado fomos capazes de transformar essas limitações em vantagens que fizeram de Portugal a maior potência marítima mundial durante os séculos XV e XVI.
Passados 500 anos, o Mar tem ainda muito a proporcionar a Portugal em termos de economia, industria, política e cultura.
Um verdadeiro oceano de oportunidades a pedir mais interesse e visão estratégica para além de Comissões politicamente correctas mas estáticas.
Precisamos de navios, armadores, unidades navais, estudos oceanográficos, cultura marítima... Temas para uma reflexão no Dia Mundial dos Oceanos.
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Friday, May 25, 2007

EXPRESS SANTORINI IN LISBON





The Greek passenger RoRo ferry EXPRESS SANTORINI arrived Lisbon yesterday 24 May 2007 to start her ATLÂNTICO LINE summer charter in the Azores inter-islands ferry service. The EXPRESS SANTORINI arrived early in the morning and docked at the Alcântara dock at the same berth used in the sities and early seventies by the old Empresa Insulana passenger liners FUNCHAL and ANGRA DO HEROÍSMO.
The EXPRESS SANTORINI will now be submitted to Port State Control and The Portuguese Shipping Board (IPTM) inspections prior to a positioning voyage to the Azores e early June. In the Azores the Greek ferry is going to operate as a running mate to the ILHA AZUL that has already started the 2007 ferry season chartered by ATLÂNTICO LINE from her owners TRANSMAÇOR.
Prior to this charter, the EXPRESS SANTORINI was fitted with a new Portside side door that will enable her to operate in the Azores ports. The EXPRESS SANTORINI was built in 1974 at Nantes, France, as the CHARTRES for French Railways SNCF to operate between Calais / Bologne and Dover /Folkestone. In 1992 she was chartered by the French Government for use as a transport associated with the first Gulf War and in 1993 she was sold to Greek interests and renamed EXPRESS SANTORINI. She is 115.4 m long has 4.590 GT and can take 1737 Pax, 280 cars and 9 lorries. Although built 33 years ago, she is still a fine ship and probably the best ferry to operate in the Azores so far.
ATLÂNTICO LINE has ordered a new fleet of Passenger Ferries to be built by VIANAYARDS and introduced in 2008.
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Monday, April 09, 2007

CONVERSA ENTRE GAIVOTAS


Não costumo ouvir conversas alheias, mas aconteceu há dias, involuntariamente, cruzar-me numa doca de Lisboa com três gaivotas quezilentas que discutiam os predicados humanos de uns estranhíssimos habitantes de um País de Marinheiros sem marinha que se veja.
Dizia uma que apesar de os TEMAS DO MAR terem entrado na gíria do POLITICAMENTE CORRECTO, nada fazem de concreto para alterar indícios de decadência acentuada.
Acrescentava outra que era tudo conversa, e de facto ninguém queria saber de nada acerca do MAR. Que quase não tinham navios de comércio e pesca, apesar de mais de 70 por cento do comércio respectivo continuar a utilizar a via marítima e de serem dos maiores consumidores de peixe do mundo. Nem sabiam deitar contas à vida, pois só assim seria possível entender tal situação: ninguém falava dos custos sociais e económicos desse divórcio marítimo, de quanto dinheiro gastavam para pagar fretes ao estrangeiro, das oportunidades perdidas por falta de participação no comércio marítimo mundial, e que isto e aquilo.
Foi então que a mais sábia rematou a conversa: comadre, não vê que os tipos são tudo menos marinheiros? Olhe para este estuário fantástico e diga onde estão os desportistas náuticos; há dias pousei numa estátua no centro de uma praça, por baixo do Parque Eduardo VII e um tal Marquês resmungava "isto há gente para tudo, até para ir para o MAR"; isso devia ser no tempo em que o tal Marquês não era de bronze, porque actualmente já nem há gente para ir para o MAR, até falam em fechar as escolas de Marinheiros...
Foi então que as gaivotas antipáticas repararam em mim e deram às asas. Bichos de má fé, não é que se referiam a nós, Portugueses???
Que visão injusta...
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Saturday, April 07, 2007

DOLOROSA VIA MARÍTIMA II

Estas imagens feitas em Lisboa ao casco de uma unidade da nossa frota mercante em 7-04-2007 pretendem apenas retratar a lenda da decadência da Marinha Mercante portuguesa feita de ferrugem, suor e lágrimas, tudo rebatido numa poesia dinâmica integrada na presente política nacional para o MAR.
Tudo políticamente correcto.
Porque navegar é preciso.



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Wednesday, March 28, 2007

GALP LISBOA em Viana



O navio-butaneiro GALP LISBOA está a sofrer uma reparação e docagem nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo desde o dia 1 de Março. O navio tem saída prevista de Viana a 2 de Abril.
O nosso Amigo Malheiro do Vale publicou no seu PILOT BOAT uma bela reportagem do navio a sair da doca seca. Vale a pena ir lá ver.
Único butaneiro português, o GALP LISBOA foi construído em Espanha em 1984 e comprado ao estaleiro pela Sacor Maritima, numa altura em que esta empresa renovava a frota depois de um período de manifesta indecisão relativamente a investimentos em navios. Infelizmente este quadro repete-se agora, com a frota actual reduzida a dois navios na fase final das suas vidas úteis e as restantes unidades abatidas entretanto.
Associada da Petrogal, a Sacor Marítima tem cargas próprias, não será por falta de recursos, com os lucros desmesurados da indústria petrolífera, que não investe em unidades novas que permitam autonomia no transporte marítimo de produtos petrolíferos (e porque não também, de ramas, apesar da má experiência com o defunto GALP FUNCHAL). À falta de navios próprios afreta cada vez mais unidades estrangeiras.
Um quadro triste visto numa perspectiva de política do MAR, de que tanto se fala actualmente em Portugal. E a alegada falta de competitividade dos navios portugueses não é desculpa. A competitividade não se cria por decreto. Cabe em muito às empresas criar o dinamismo que gera a competitividade. Pode registar os navios em terceiras bandeiras ou permanecer na Madeira. Qualquer dia não há gente especializada neste tipo de navios, e voltamos à situação dramática de inexistência de navios petroleiros em Portugal que se verificou durante a Segunda Guerra Mundial e tão grandes sacrifícios provocou. De facto somos um País de Marinheiros Cegos. Os Marinheiros não têm a culpa...
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