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Tuesday, July 31, 2012

O n/m PORTO em Viana

Navio de carga geral e passageiros PORTO fotografado em 1967 na doca dos estaleiros de Viana do Castelo, onde foi construído em 1966-67 por encomenda da Companhia Colonial de Navegação para a carreira de África.
Construído com assistência técnica do estaleiro belga Cockerill, o PORTO foi uma realização importante da nossa indústria naval na década de 1960 e provou ser um belíssimo navio. Foi também um exemplo do esforço português ao longo do século XX para se desenvolver entre nós a indústria de construção naval, para o que funcionaram mecanismos diversos de incentivos estatais, nomeadamente a pressão política. Com mais ou menos dificuldades os estaleiros cresceram e acabaram por se imporem, ganhando inclusivé alguma projecção internacional, caso da Lisnave, Setenave e Viana do Castelo. 
Ainda hoje à indústria naval é reconhecido um elevado potencial no conjunto das actividades marítimas em Portugal, mas o quadro presente é a completa negação dessas potencialidades. Monumento a essa incapacidade é o estaleiro da Margueira, inaugurado em 1967 e que chegou a ser o maior estaleiro de reparação da Europa e uma referência mundial. Paradigma da nossa negatividade presente é a forma como se criaram os problemas que acabaram por paralisar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, e a morosidade na apresentação de uma solução responsável e equilibrada para esta infraestrutura industrial que já construiu mais de 200 navios e está paralisada apesar de ter encomendados dois navios asfalteiros destinados à Venezuela, contrato de 128 milhões de euros em incumprimento por falta de meios para se dar início à construção dos navios. Igualmente ligado a Viana é o processo do navio de passageiros ATLÂNTIDA, feito à medida para operar nos Açores, que se viu vítima de uma intriga política irresponsável e cara, que continua a aguardar destino, isto para já não falar do seu irmão mais pequeno ANTICICLONE, parcialmente construído no estaleiro. Outra oportunidade duplamente perdida foi o programa de construção dos Patrulhas Oceânicos, com apenas um navio entregue, o NRP VIANA DO CASTELO e uma segunda unidade a aguardar à anos a sua conclusão - o futuro NRP FIGUEIRA DA FOZ. A falta de construção atempada destes navios tem obrigado ao gasto de milhões de euros no prolongamento da vida útil das seis corvetas que ainda restam, com cerca de 40 anos de actividade, para não falar das oportunidades perdidas na exportação desta classe de navios.
Não nos podemos dar ao luxo de adiar mais as soluções urgentes para garantir um futuro necessário e urgente aos Estaleiros de Viana do Castelo, agora em fase de privatização, cujo lançamento foi anunciado pelo Governo para Julho, mês que termina já amanhã. Cada dia que passa amplia a agonia dos estaleiros e aumenta a indignação por tanta imobilidade. Privatizem depressa os estaleiros e incentivem interesses portugueses a participar na operação, depressa, que está tudo a morrer na praia. 
O Governo, este e os anteriores merecem uma profunda reprimenda pela falta de boa gestão da empresa e pela estratégia de deixar andar. E os contribuintes a pagar mais esta factura de indigência política. Inaceitável.
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Wednesday, February 22, 2012

Recordando os cargueiros de Viana para a Colonial

Dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo saíram, ao longo de décadas muitos navios destinados a armadores portugueses que prestaram muitos e bons serviços ao País.
Vivia-se uma época em que havia consciência da importância dos transportes marítimos para a economia nacional e procurou-se sempre ao mesmo tempo apoiar e desenvolver os estaleiros nacionais.
Assim, embora Viana tenha nascido principalmente para construir navios de pesca, cedo começou a diversificar essa primeira vocação, tendo em 1953 construído um primeiro navio de carga, o FUNCHALENSE (II), para a Empresa de Navegação Madeirense.
Os três navios de carga construídos para a Companhia Colonial de Navegação que referimos neste artigo publicado em 1994 na Revista de Marinha foram dos mais interessantes que até à altura se construíram em Viana, sendo de referir que o PORTO e o MALANGE tinham as dimensões máximas possíveis associadas à doca de construção do estaleiro. Chegou a ser considerada a construção de um gémeo do MALANGE, que se deveria chamar PUNGUE, mas depois, com a compra dos navios BAILUNDO e BERNARDINO CORRÊA construídos na Polónia, não se chegou a fazer a encomenda a Viana. O PUNGUE seria muito semelhante ao MALANGE, com a diferença de os paus de carga serem substituídos por gruas.
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Thursday, July 28, 2011

O MALANGE de 1971 e o seu irmão

A série de navios de carga construídos em Viana do Castelo para a Companhia Colonial de Navegação foi completada em 1971 com a entrega, em Abril desse ano, do MALANGE, o segundo navio com este nome a integrar a frota da Colonial.
O MALANGE era gémeo do PORTO, apresentando algumas diferenças importantes: não transportava passageiros, razão porque tinha um pavimento a menos, tinha uma chaminé mais moderna e particularmente elegante, e a proa apresentava escovem diferente do PORTO. 
Em termos de história, a biografia do MALANGE não difere muito da do seu irmão mais velho: em 1974 foi transferido para a CTM e em 1985 ainda chegou a ser comprado pela Portline, mas pouco navegou ao serviço desta empresa, tendo sido vendido para sucata em 1986 e demolido na China com apenas 15 anos. 
De referir que a CCN chegou a considerar construir mais um gémeo do MALANGE, a denominar PUNGUE, que estaria equipado com gruas em vez de paus de carga tradicionais. A compra do BERNARDINO CORRÊA em 1972 acabou por fazer com que não se fechasse mais uma encomenda com os estaleiros de Viana. 

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Monday, July 25, 2011

Cargueiro PORTO de 1968

Depois de em 1959 ter recebido dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo o navio de carga e passageiros (12 PAX) LOBITO, a Companhia Colonial de Navegação encarou logo nova encomenda a Viana cuja concretização só se efectuou em 1964, com a encomenda do N/M PORTO.
De concepção muito semelhante ao cargueiro BEIRA construído em 1961-1963 para a CNN no Alfeite e Amesterdão, a CCN decidiu construir o PORTO totalmente em Portugal, embora essa opção se tenha traduzido num período de 4 anos para construção do PORTO, muito tempo para o tipo de navio em causa. O PORTO era então o maior navio saído dos estaleiros de Viana, tendo a CCN contado com o apoio técnico do estaleiro belga Cockerill para este projecto.
O PORTO, cujo nome seria uma homenagem da Companhia Colonial de Navegação à chamada Capital do Norte, provou ser um belíssimo navio com capacidade para 12.500 toneladas de carga, 18 nós de velocidade, lotação para 12 passageiros e possibilidade de rápida adaptação a transporte de tropas. Infelizmente teve vida curta, pois em 1974 passou para a frota da CTM e em 1985 foi vendido para sucata e desmantelado em Sevilha na sequência da liquidação das frotas das companhias CTM e CNN.
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Friday, July 04, 2008

Cargueiro PORTO na viagem inaugural



Cargueiro PORTO saindo de Lisboa em 1968 em fotografias oficiais da Companhia Colonial de Navegação, que contrastam com as que se apresentam mais abaixo, ilustrando o final do navio em 1985.
Nestas imagens o PORTO tem ainda no mastro a bandeira dos ENVC, devendo ter sido tiradas na largada do navio para provas de mar.
O PORTO foi o segundo de três navios de carga geral construídos pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para a Colonial entre 1959 e 1971, sendo os restantes o LOBITO e o MALANGE.
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Thursday, July 03, 2008

O FIM DO CARGUEIRO PORTO

As minhas últimas fotografias do navio de carga e passageiros PORTO, contruído em Viana do Castelo para a Companhia Colonial de Navegação, e entregue em 1968.
Durou apenas 17 anos sendo vendido para desmantelar em Espanha em 1985 durante o processo de liquidação da CTM, empresa a que passou a pertencer em 1974.
Depois de muitos meses no Mar da Palha com parte significativa da frota de comércio de então já desactivada, o PORTO atracou ao cais do Jardim do Tabaco de onde seguiu para Espanha a reboque.
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Thursday, January 10, 2008

DOCA DE ALCÂNTARA em 1975

Uma das minhas fotografias iniciais preferidas. A Doca de Alcântara fotografada do canto Sul do topo da doca, vendo-se atracados ao entreposto os navios de carga CUNENE e PORTO.
O primeiro foi construído em 1969 na Polónia para a Sociedade Geral, passando para a Nacional em 1972. O PORTO foi construído em Viana do Castelo para a Colonial, passando em 1974 para a CTM. Foram ambos vendidos ao desbarato em 1985 quando das liquidações da CNN e CTM.
Uma curiosidade associada a esta imagem: a presença das fragatas dentro da doca. Acabaram por desaparecer quase todos ao longo desse ano de 1975.
Hoje não é possível fazer uma fotografia com este ângulo devido à cerca de arame com 2 metros de altura que veda a zona, agora a funcionar como porto de recreio.
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