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Friday, December 09, 2016

SPITSBERGEN ex-ATLÂNTIDA


Tenho adiado falar do belíssimo novo paquete norueguês SPITSBERGEN pelo que este navio e a sua triste história associada à origem portuguesa representa para os figurantes ilustres do País de Marinheiros de primeira água deste Portugal cada vez mais azul, pois a saga do ex-ATLÂNTIDA traduziu-se no mais completo atestado de tudo o que em Portugal deixou de funcionar no que se refere aos navios e ao mar com a desmaritimização destes 40 anos. 

O meu amigo Mike Louagie acaba de publicar no seu blogue as impressões de viagem no SPITSBERGEN, com um texto simpático, apesar de repetir que o navio foi vendido aos Noruegueses por 18 milhões o que está longe de ser verdade, Aqui fica o convite, cliquem na ligação a seguir
e digam lá se o último navio de passageiros dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo não é uma beleza? Que falta ele faz nos Açores... Devo acrescentar que este navio custou a cada contribuinte português SETENTA EUROS. Isto noves fora os milhões gastos no afretamento de ferries aos gregos estes anos todos. 
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, October 22, 2014

Artigos de Luís Miguel Correia em revistas

Ontem no correio recebi quatro revistas diferentes, todas dedicadas aos navios e ao mar, todas com artigos originais e fotografias de Luís Miguel Correia. Uma constante desde que em 1978 vi publicado em Inglaterra um artigo meu - o primeiro - sobre a história do paquete italiano CRISTOFORO COLOMBO.
O ritmo de produção cresceu substancialmente a partir de 1980 com a minha ligação à REVISTA DE MARINHA, que terminou em 1995 mas foi entretanto retomada.
Ontem chegaram provas ou artigos publicados na Alemanha, Suécia, Madeira e Portugal. Sempre a divulgar e promover os nossos navios. 
Em anexo como ilustração ficam duas páginas com o meu próximo artigo a sair na SHIPPAX  de Novembro, a melhor revista internacional dedicada a navios de passageiros. 
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Wednesday, October 08, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 03


Os trabalhos de reactivação do navio ATLÂNTIDA efectuados pela equipa técnica da Douro Azul preocuparam-se com os mais variados detalhes. No mastro principal e à popa foram colocadas adriças e içadas as bandeiras da Mystic Cruises (a primeira bandeira da nova empresa), da Douro Azul e a bandeira nacional à popa, dado que não havia uma bandeira portuguesa a bordo.

No convés superior vai ser construída uma piscina, absolutamente necessária para o conforto e recreio dos 156 passageiros do futuro paquete de cruzeiros na Amazónia. Este espaço vai ser substancialmente alterado e melhorado...
O anterior armador que mandou construir o ATLÂNTIDA teve uma grande preocupação pelos oceanos, mas foi menos sensível a que se salvasse o ferry ATLÂNTIDA...
No tombadilho das baleeiras, sinalética alusiva à estação de salvamento associada à baleeira nº 1 uma das quatro com que este quase navio de cruzeiros está equipado.
Para além de 4 baleeiras, o ATLÂNTIDA tem duas embarcações semi rigidas à popa.
Dado que a lotação de passageiros do navio vai ser reduzida de 750 para 156, os meios de salvamento vão ser também alterados e substituídos por outros mais adequados à vocação futura de turísmo internacional do ATLÂNTIDA, que já tem a ocupação completa vendida no mercado americano até 2020.
Em baixo, mais uma perspectiva fotográfica da bandeira da Mystic Cruises, de que o armador Mário Ferreira estava particularmente orgulhoso a bordo, e com toda a razão. Com design moderno a bandeira é atractiva e apropriada à futura actividade do navio nos trópicos, com cores alegres.
Para aceder a todos os artigos e imagens do ATLÂNTIDA que temos vindo a publicar, carregue aqui.
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Sunday, October 05, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 02











Olhares fotográficos e reflexos de uma viagem única no navio de passageiros português ATLÂNTIDA, acabado de comprar pela companhia Mystic Cruises e destinado a conversão para cruzeiros. Os interiores são mais de navio de cruzeiros do que de ferry inter-ilhas, o mesmo se podendo referir acerca dos mais diversos equipamentos instalados no ATLÂNTIDA, onde durante a construção, as mudanças de estados de alma do armador açoriano foram constantes, com resultantes modificações e no fim a recusa em aceitar o navio. Se a qualidade geral é óbvia para quem saiba de navios, o gosto associado a opções decorativas interiores é mais discutível.
Ver aqui outras imagens e textos dedicados ao navio ATLÂNTIDA, cuja história vimos acompanhando desde o início, com a encomenda a Viana do Castelo...
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Saturday, October 04, 2014

A bordo do ATLÂNTIDA 01

"Pode embarcar quando quiser, a seguir ao almoço", referiu-me o Cte. Bastos, da Douro Azul, na véspera da viagem inaugural do ATLÂNTIDA. 
Na tarde de 30 de Setembro de 2014 o Luís Miguel Correia não falhou o embarque, curiosamente pela primeira vez no Arsenal do Alfeite. Já larguei e desembarquei por diversas vezes da Base Naval, mesmo ao lado, mas deste estaleiro foi a estreia.
Este embarque no ATLÂNTIDA tem um grande significado para mim. Como activista dos assuntos do mar em Portugal de longa data, representou o "desencalhe" feliz de um navio excelente caído nas malhas da mais rasca intriga política durante cinco anos. 
Como entusiasta de navios, esta viagem inaugural que é simultaneamente a última viagem do ATLÂNTIDA dificilmente se repete. É a mais exclusiva das viagens marítimas num navio de passageiros novo, apenas acessível a uma dúzia de convidados, uma espécie de TITANIC feliz que também só faz uma viagem mas não vai ao fundo. 
De facto o ATLÂNTIDA foi comprado por Mário Ferreira e a sua nóvel Mystic Cruises para renascer como navio de cruzeiros, com outra configuração, outro nome e uma vida futura digna.
Para um amante da fotografia de marinha desde 1970, o Arsenal do Alfeite e o Paquete ATLÂNTIDA  proporcionaram algumas imagens de rara beleza, algumas das quais aqui se partilham com quem mereça.
Fotografias originais de Luís Miguel Correia a bordo do ATLÂNTIDA no Alfeite a 30 de Setembro último.
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ATLÂNTIDA sold for expedition cruising

The Portuguese cruise ferry ATLÂNTIDA was purchased on 19 September 2014 by Mystic Cruises, of Oporto, Portugal, a new company set up by the river cruise operator Douro Azul as their new ocean cruising arm.
ATLÂNTIDA spent 1040 days in lay up at the Alfeite Dockyard, off Lisbon, and sailed on 1 October to Viana do Castelo, returning to her birthplace in 2007-2009 to be converted into a luxurious expedition cruise ship for 156 pax and 100 crew. 
She is going to be renamed and introduced into cruise service on 2 January 2016 on the Amazon river doing 7-day cruises for the US market between Manaus and Iquitos and 14-day cruises from Belém to Iquitos, in an international regular operation on the Amazon in Brazil, Colombia and Peru.
The ATLÂNTIDA was designed and built for ATLÂNTICO Line, the state owned ferry operator at the Azores Islands, but refused in 2009 on the ground that she could not meet the contract speed by 1 knot. This refusal contributed to the bankrupcy and liquidation of Vianayards, another Portuguese state owned company, and it took five years before a buyer has finaly purchased the ATLÂNTIDA. To see more photos and post related to the ATLÂNTIDA click here.
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O CASO ATLÂNTIDA

Apesar de manifestar grande satisfação com a compra do ATLÂNTIDA e as perspectivas de êxito da sua nova empresa Mystic Cruises, o armador Mário Ferreira mostrou-se surpreendido com a forma como o navio aparenta ter sido tratado nestes cinco anos de indefinição. Não foi propriamente sentir-se enganado, pois o ATLÂNTIDA foi comprado "onde estava e como estava", o desconforto de Mário Ferreira deve ser encarado na sua qualidade de cidadão, ao estranhar que uma entidade ligada ao Estado afirme ter andado a gastar 500 mil euros por ano para manutenção técnica do ATLÂNTIDA quando as evidências levantam sérias dúvidas sobre o que terá sido feito efectivamente a todo esse dinheiro.
De facto tudo indica que muito pouca manutenção terá sido de facto feita ao ATLÂNTIDA nos últimos anos. O navio começa a mostrar indícios de degradação física estrutural, falta de limpeza e retoques na pintura, enfim as máquinas não eram rodadas há muito tempo. Isto só não teve maior impacto por esta construção nº 258 respirar qualidade por todos os poros. Se tivermos em consideração que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo eram uma empresa falida há anos, não será de estranhar que não houvesse dinheiro para nada. Mais grave que as aparentes trapalhices dos ENVC e sua Administração, é para mim a total inépcia mostrada pela tutela, a EMPORDEF e o Ministério da Defesa.
O ATLÂNTIDA foi recusado em 2009; porque razão foi deixado estes 5 anos a degradar-se e não foi vendido mais cedo? 
Perderam-se milhões à medida que o navio foi reduzindo o seu preço. Só no cais do Arsenal do Alfeite o navio esteve atracado imobilizado durante 1040 dias. Mais 40 que o reinado de Ana Bolena. Se fosse noutros tempos certamente agora cortavam-se as cabeças dos responsáveis por esta comédia trágica e dispendiosa do N/M ATLÂNTIDA.
Felizmente que pela primeira vez desde que lhe foi assente a quilha, o Paquete ATLÂNTIDA agora está em boas mãos: o armador Mário Ferreira é uma pessoa capaz, tem 25 anos de experiência no mundo dos cruzeiros e sabe muito bem o que está a fazer; a equipa técnica da Douro Azul, liderada pelo Cte. Hugo Bastos, conseguiu em poucos dias reactivar o navio e conduzir este em segurança até Viana do Castelo numa prova de grande determinação e capacidade. 
O que interessa agora é o futuro, e o futuro do Mar Português passa pelo renascimento do ATLÂNTIDA e por novas empresas viradas para o mercado internacional, como é o caso da Mystic Cruises. Tudo o resto terá de ser resolvido internamente, pois à medida que a miséria e a injustiça cercam cada vez mais os portugueses há que responsabilizar quem de direito e não permitir que casos como o do ATLÂNTIDA se repitam.
Imagens originais do n/m ATLÂNTIDA registadas a 2 de Outubro de 2014 em Viana do Castelo por Luís Miguel Correia.
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A transformação do ATLÂNTIDA para cruzeiros

Os trabalhos de preparação da reconversão do navio de passageiros RoRo ATLÂNTIDA em navio de cruzeiro de luxo começam na Segunda-feira nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, disse à imprensa o comandante da frota do Grupo Douro Azul, Cte. Hugo Bastos.
"A partir de segunda-feira vamos começar a trabalhar para o arranque da intervenção que se deverá começar dentro de um mês", afirmou aos jornalistas Hugo Bastos durante uma visita ao navio, após a chegada do navio, na manhã de 2 de Outubro de 2014, aos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo. Segunda-feira dia 6 de Outubro o ATLÂNTIDA muda da Doca 1 para a doca de construção da WEST SEA, onde o navio foi construído em 2007 a 2008 e onde volta a ficar a seco.
O navio, agora a décima sétima unidade da frota do Grupo Douro Azul, partiu do Arsenal do Alfeite, em Almada, às 04:00 da madrugada de Quarta-feira e deu entrada na doca dos estaleiros da subconcessionária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) na Quinta-feira dia 2 de Outubro, pouco antes das 09:00 da manhã.
Fonte da West Sea afirmou que a entrada deste navio representa uma "prova" de que os estaleiros de Viana do Castelo estão a "trabalhar em pleno". Segundo esta fonte, com o ATLÂNTIDA, a empresa tem actualmente quatro navios em reparação, entre eles, o NRP (Navio da República Portuguesa) FIGUEIRA DA FOZ, segundo dos dois navios de patrulha oceânica (NPO) da classe "Viana do Castelo" construídos naqueles estaleiros, está a ser sujeito a uma intervenção de "assistência pós-venda", a docagem de garantia, habitual passado um ano da entrega do navio, que decorreu no final de 2013, mais 8 anos após a flutuação do casco. Foi adiantado também que em Novembro a West Sea, empresa criada pelo grupo Martifer para gerir a subconcessão dos ENVC, irá anunciar os primeiros contratos de construção naval, que incluem mais dois NPOs para a Armada, cujos motores e outros equipamentos estão desde há anos armazenados em Viana do Castelo.
 De acordo com o responsável pela frota da Douro Azul, a intervenção de reconversão, orçada em mais de seis milhões de euros, vai prolongar-se durante cerca de 11 meses e vai implicar uma "alteração total" do interior do ATLÂNTIDA. "O que vai sobrar do ATLÂNTIDA serão as valências que estão boas. Tudo o que não serve para o nosso negócio vai ser desaparecer.
O projecto de reconversão em navio de cruzeiros de luxo está a ser ultimado", explicou Hugo Bastos. Criticou ainda a "da falta de manutenção" a que esteve sujeito o navio durante os últimos três anos em que esteve atracado na base naval do Alfeite à espera de comprador. "O que é estranho nisto tudo é que o navio nem tinha um certificado de flutuabilidade. Não sei como é que foi possível manter o navio neste estado. Mas deparamos-nos com isso e conseguimos trazê-lo a navegar", sublinhou.
A transformação do navio deverá estar concluída em Outubro de 2015, mês em que a Douro Azul espera que o actual ATLÂNTIDA se posicione no Brasil, onde tem a sua primeira viagem comercial agendada para 02 de Janeiro de 2016.
Anteriormente, o presidente da Douro Azul, Mário Ferreira afirmou que o Atlântida vai mudar de nome e será utilizado para fazer a ligação entre Manaus, no Brasil, e Iquitos, no Peru, com passagem pela Colômbia. Mário Ferreira disse, na altura, que os preços ainda não estão fechados mas, no mínimo, cada passageiro terá de pagar 500 dólares diários, durante uma semana, tempo para completar os cerca de dois mil quilómetros da viagem. Na ocasião afirmou também que o grupo tem a intenção de encomendar novos navios à West Sea, para a operação internacional e no rio Douro, que precisa ver melhoradas as infraestruturas.
Fotografias: legendas de cima para baixo, o Cte. Hugo Bastos proferindo declarações à imprensa, planos preliminares para execução do projecto definitivo de reconstrução do ATLÂNTIDA, o Armador Dr. Mário Ferreira a trabalhar no projecto de reconversão do seu navio mais novo a bordo do ATLÂNTIDA, e o navio dentro da Doca 1 em Viana do Castelo na manhã de 2 de Outubro de 2014.
Texto de LMC a partir de uma peça da Lusa corrigida e adaptada para o BNM; imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Friday, October 03, 2014

O renascimento do ATLÂNTIDA

Acabo de regressar de Viana do Castelo em cujos estaleiros desembarquei de bordo do Paquete ATLÂNTIDA após ter feito no navio a sua viagem nº 1, do Alfeite para o norte. 
Foi uma experiência inesquecível, pelo navio, pela sua história atribulada e realidade física, pela dimensão humana de quem teve a visão e coragem de pegar no ATLÂNTIDA e desenhar um futuro digno para um navio muito bonito e único que ninguém quis durante 5 anos de desperdício, e ainda pelo meu regresso aos estaleiros de Viana que vim encontrar com nova vitalidade e quatro navios nas suas docas e cais e muita vontade de retomar a tradição da indústria naval local.
Regressei com muitas histórias para contar, nos próximos dias, aqui no Blogue dos Navios e do Mar.
Entretanto, como aperitivo, ficam algumas das 1200 imagens feitas nos últimos dias a bordo do ATLÂNTIDA.
De cima para baixo, as fotografias mostram o ATLÂNTIDA atracado ao estaleiro do Alfeite na tarde de 30 de Setembro de 2014, a última de mais de 1000 que este navio único passou esquecido e semi abandonado na margem sul do Tejo, com as máquinas em aquecimento e uma tripulação de 50 elementos e técnicos a fazerem tudo para tornar possível a largada para o mar em segurança.
A segunda imagem mostra a esteira do navio de regresso às suas origens e um novo futuro, a navegar ao largo da costa portuguesa a 1 de Outubro; no mastro principal, desfraldavam orgulhosas a bandeira da Douro Azul e, pela primeira vez, a bandeira da nova empresa Mystic Cruises.
A proa vista da ponte alta indicava o estado de abandono do navio nestes anos de incerteza, com a pintura a registar um lay up sem manutenção significativa, apesar da aparente grande qualidade que Viana imprimiu a este navio, com as pinturas a resistirem aos 5 anos de negligência. Na manhã de 2 de Outubro o ATLÂNTIDA regressou ao estaleiro onde nasceu e entrou em doca. Quando se fizer novamente ao mar, dentro de 1 ano terá novo nome a aspecto.
Ver aqui outras imagens e textos dedicados ao navio ATLÂNTIDA, cuja história vimos acompanhando desde o início, com a encomenda a Viana do Castelo...
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Saturday, September 20, 2014

ATLÂNTIDA sold to the Douro Azul Group



Proud Portuguese cruise ship entrepreneur Mr. Mário Ferreira, CEO of Douro Azul Group at the bow of his new purchase, the ATLÂNTIDA, at Alfeite, 19 September 2014 (Douro Azul photo)

The Portuguese passenger RoRo ship ATLÂNTIDA has been sold to Mystic Cruises, a new cruise company set up by the Douro Azul Group to develop ocean cruising.
The ATLÂNTIDA purchase contract was signed at the Alfeite Naval Dockyard (where ATLÂNTIDA has been laid up waiting her fate) at 11 AM on 19 September 2014 and the ship is due to return to the Viana do Castelo yards of WestSea, the new shipbuilder set up after the demise of the Viana Yards.
ATLÂNTIDA is to be converted into an ocean going luxury 7000 GT 156 Pax / 100 crew luxury expedition cruise ship.
Conversion work is planned to take one year and the not yet renamed ATLÂNTIDA will be positioned on the river Amazon for a series of 7-day cruises between Manaus (Brazil) and Iquitos (Peru) with calls at Tabatinga (Colombia) with a minimum daily rate of USD 500.
Mário Ferreira, the founder and CEO of Douro Azul intends to develop the fleet of Mystic Cruises with one newbuilding per year, a prototype is already develop at the design stage and looks like a modern SEA GODESS yacht cruise ship. This Friday 19 September the purchase contract was signed to the liquidators of Viana Yards and the ship paid in full by Douro Azul own cash reserves of M € 9. A deal to finance the rebuilding at Viana is already contracted to Portuguese bank Caixa Geral de Depósitos ammounting to 6 million euros. The former ATLÂNTICO Line ferry was refused by the Azores Government company in 2009. ATLÂNTIDA generated a loss of 70 million Euros to Viana Yards and helped the state owned shipyard to close doors. Check our previos posts on the ATLÂNTIDA here.
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Wednesday, September 17, 2014

ATLÂNTIDA comprado pelo Grupo DOURO AZUL








O contrato de venda do navio de passageiros português ATLÂNTIDA à companhia Mystic Cruises, nova empresa do Grupo DOURO AZUL, vai ser assinado às 12H00 da próxima Sexta-feira, dia 19 de Setembro de 2014, encerrando-se assim um longo processo de decisão quanto ao futuro deste navio de passageiros concluído em 2009 e que circunstâncias bem conhecidas levaram a que tenha estado imobilizado desde então. 
Com a venda do ATLÂNTIDA os estaleiros de Viana recebem do armador Mário Ferreira um cheque de 8,75 milhões de euros, por autofinanciamento, mas o investimento do conhecido grupo de cruzeiros com sede no Porto irá mais além, uma vez que o ATLÂNTIDA vai voltar a Viana do Castelo para ser transformado em navio de cruzeiros de luxo, reconvertendo-se o espaço da garagem do navio em camarotes, operação calculada em 6 milhões de euros.
A compra do ATLÂNTIDA por Mário Ferreira é um passo importante no crescimento e diversificação do Grupo DOURO AZUL, que assim se vai lançar em 2015 em cruzeiros oceânicos: "Na sexta-feira, a Douro Azul passará um cheque de capitais próprios. A Douro Azul tem capitais próprios suficientes para adquirir este navio e está neste momento a negociar com três bancos portugueses o financiamento (de seis milhões para obras de remodelação). Estou convencido que dos três bancos teremos notícias positivas a muito curto prazo", referiu Mário Ferreira à agência noticiosa LUSA.
A adjudicação do ATLÂNTIDA à Douro AZUL / Mystic Cruises foi decidida pelos ENVC no passado dia 31 de Julho, depois de terminado o segundo prazo atribuído à companhia grega Thesarco Shipping, um armador que havia vencido inicialmente o concurso internacional, ao propor a compra por aproximadamente 13 milhões de euros, que depois não concretizou por falta de capacidade financeira. (Ler mais sobre esta empresa aqui
Segundo Mário Ferreira, o ATLÂNTIDA vai regressar a Viana do Castelo, aos estaleiros da West Sea, subconcessionária dos ENVC para a intervenção que o vai transformar num navio de cruzeiros, com 105 metros de comprimento e capacidade para 156 passageiros e 100 tripulantes. Orçada em seis milhões de euros, a intervenção deverá demorar um ano, estimando a Douro Azul que o navio esteja a "navegar a caminho do Brasil na primeira semana de Outubro de 2015". A remodelação incidirá, sobretudo, nos dois pavimentos actualmente destinados ao transporte de veículos, que serão transformados em camarotes de luxo e suítes. As áreas técnicas, explicou, "não serão tocadas" por o navio estar dotado de equipamentos "altamente evoluídos, mais apropriados para um paquete do que para um ferry". Para Mário Ferreira, o navio possui "equipamentos e determinadas técnicas construtivas demasiado luxuosas e demasiado exigentes para um ferry que deveria transportar passageiros, camiões e carros". 
O ATLÂNTIDA vai ser "um navio de cruzeiros internacionais que poderá navegar em todo o mundo". Numa primeira fase, vai "estar orientado para trabalhar na Amazónia, Brasil". Quanto ao novo nome do ATLÂNTIDA, adiantou que só estará definido no final do ano por estar dependente "das negociações que estão em curso, até final de Novembro, com cinco operadores internacionais dos EUA, Alemanha, Suíça e Inglaterra, interessados em fretamentos de longo prazo, com a Douro Azul, para a Amazónia".
Ler mais sobre a vida atribulada do n/m ATLÂNTIDA aqui...
Entretanto, a compra do ATLÂNTIDA levou a Mystic Cruises a colocar o anúncio de recrutamento de um Comandante para o navio...
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