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Sunday, January 31, 2021

Paquete inglês FUNCHAL aguarda sentença na Matinha

O paquete FUNCHAL fotografado há dias na Matinha a aguardar luz ao fundo do túnel

O navio de passageiros inglês FUNCHAL espera, atracado à ponte-cais da Matinha, no Porto de Lisboa, uma decisão sobre quem vai ditar os contornos do próximo capítulo de uma vida longa de seis décadas, cheias de prestígio e algumas atribulações.
De Inglaterra, o responsável pela gestão do processo de venda do FUNCHAL acaba de me informar que na Sexta feira, dia 29 de Janeiro último, foram recebidas diversas propostas para a compra do FUNCHAL, que estão a ser analisadas pelos proprietários, devendo ser escolhido o comprador durante esta primeira semana de Fevereiro. Mais uns dias de espera com o vulto sinistro de algum sucateiro bem presente. 
O «nosso» belo FUNCHAL agoniza no Tejo desde Janeiro de 2015, como herança visível do infeliz projeto Portuscale Cruises, ou, se recuarmos um pouco mais, como orfão abandonado na sequência do falecimento do seu grande patrono, o armador George Potamianos, um «Lisbon Greek» encantado pelo FUNCHAL desde que o conheceu em 1975, e responsável pelo sucesso enorme do antigo paquete da Insulana nos mercados de cruzeiros internacionais a partir de 1976, quando o FUNCHAL se estreou na Suécia fretado a uma empresa de Estocolmo pela mão de Potamianos.
Comprado em Dezembro de 2018 pela empresa Signature Living, de Liverpool, a quem foi entregue no Tejo a 25 de Outubro de 2019, após finalização de pagamento a prestações, o FUNCHAL continuou com o mesmo nome, o mesmo Ilustre Comandante José Valente e um punhado de tripulantes portugueses a bordo e um novo registo na Zona Franca da Madeira em nome de SGL Cruises, daí a mesma bandeira portuguesa ainda na popa do FUNCHAL(inho). 
Os novos projetos anunciados pelos ingleses foram perdendo força na proporção inversa do aumento da ferrugem, até o navio ser posto em leilão mais uma vez e, entretanto o FUNCHAL bateu o famoso SANTA MARIA em matéria de assaltos por 3 a 1, pois o FUNCHAL já sofreu diversos assaltos, atracado à Matinha, dois dos quais muito recentemente, que levaram o armador inglês a instalar a bordo um sistema de segurança. Deviam ser Amigos do FUNCHAL desesperados por preservarem a dignidade deste navio histórico, mas foram apenas gatunos reles e ordinários. Se os apanhasse, exportava-os para as Arábias com a recomendação de que alguém piedoso lhes cortasse as patas dianteiras e o pirilau por profanação horrenda de um belo navio.
Aguardemos pelo próximo capítulo da longa história do Paquete FUNCHAL, um navio inglês com bandeira portuguesa perdido há muito num cais velho de Lisboa. Oxalá não seja o fim.
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Saturday, December 07, 2019

FUNCHAL still laid up in Lisbon


The former Portuguese passenger liner and cruise ship FUNCHAL has a new registered owner since 25th October 2019: SGL Cruise Ltd., a company set up in the Madeira Islands offshore by new owners Signature Living, a company that made the winning bid at the auction held aboard FUNCHAL in December 2018. 
The payment for the ship (€3.91 million) took almost one year to be completed so the ship was delivered this past October following final payment. 
Despite news stating that the ship was going to be towed to the UK (Liverpool was her destination at one point), the fact is that the FUNCHAL remains in lay up at the old Matinha Pier under the care of the same extremely dedicated Portuguese care taking crew, and it seems the ship is being offered for sale again on the open markets.
This Wednesday 4 December the FUNCHAL looked quite and as elegant as ever, as the photos I took that evening can clearly show. Let's see what the future holds for the classic FUNCHAL.

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Thursday, July 11, 2019

Paquete FUNCHAL aguarda decisão novamente


Apesar do leilão de 5 de Dezembro ter resultado na venda do Paquete FUNCHAL ao grupo hoteleiro e imobiliário britânico SIGNATURE LIVING, de Liverpool, ao contrário das expectativas então criadas, o navio continua na Matinha no seu quinto ano de imobilização na sequência do encerramento da PORTUSCALE CRUISES de Rui Alegre.
Chegou a ser anunciado o projecto de renovação do FUNCHAL para cruzeiros Pop no Mediterrâneo, com nova decoração, mas aparentemente supostos investidores terão perdido o entusiasmo inicial, o que levou a dificuldades de pagamento dos €3.9 milhões de Euros, com ainda mais de 1 milhão por pagar, apesar de três acordos suplementares assinados com o administrador da falência, o último terminado a 8 de Julho. Caso a SIGNATURE LIVING não pague a parcela ainda em falta, no final desta semana o contrato deverá ser anulado e consideradas outras propostas de interessados na aquisição do FUNCHAL. Para já continua de fora a possibilidade de o navio ser vendido para sucata.

O Paquete FUNCHAL é um dos mais populares navios mercantes portugueses do século XX, tendo entrado ao serviço em 1961 e conhecido enorme sucesso, em especial no mercado de cruzeiros internacionais já no último quartel do século passado e pela mão sabedora e dedicada de George Potamianos, armador distinto e grande amigo de Portugal e do FUNCHAL. 
Os últimos anos não têm sorrido ao FUNCHAL: em 2010 imobilizou em Lisboa para ser modernizado, ainda sob a orientação de G. Potamianos, mas dificuldades conjunturais levaram à suspensão dos trabalhos em 2011. Com o falecimento do Armador, as empresas faliram em Novembro de 2012 e os navios ficaram sob alçada do banco Montepio, que promoveu a criação de uma nova empresa, em 2013, na sequência do que Rui Alegre forma a Portuscale em 2013 e promove a reactivação do FUNCHAL, que navegou com sucesso moderado, de Agosto de 2013 a Janeiro de 2015. O FUNCHAL aguarda desde essa altura um destino, que se quer digno... Pelos vistos, a história permanece com um capítulo em aberto. Da última vez que passei pela Matinha, reparei que, pelo sim, pelo não, o 112 estava junto ao navio, não vá ser preciso alguma coisa.
Mais imagens e palavras sobre o Paquete FUNCHAL aqui.

Although the auction held on 5 December in Lisbon resulted in the sale of the classic passenger and cruise ship FUNCHAL to the British hotel and real estate group SIGNATURE LIVING, contrary to the expectations then created, the vessel remains alongside the Matinha pier, in its fifth year of lay up pending sale following the closure of PORTUSCALE CRUISES by Rui Alegre. 
Soon after the deal with SIGNATURE LIVING, pop cruises were announced for the FUNCHAL in the Mediterranean, but apparently supposed investors lost their initial enthusiasm, which led to difficulties of payment of € 3.9 million Euros, with still more than 1 million waiting payment despite three additional agreements signed with the bankruptcy trustee, the latter being completed on 8 July. If SIGNATURE LIVING does not pay the amount still in default, by the end of this week the contract is being canceled and other proposals of interested parties in the acquisition of FUNCHAL considered. The possibility of the ship being sold for scrap is still out of the question.
The passenger ship FUNCHAL was one of the most popular Portuguese merchant ships of the twentieth century, having entered service in 1961 and obtaining enormous success, especially in the international cruise market in the last quarter of the last century and by the knowledgeable and dedicated hand of George Potamianos, shipowner and great friend of Portugal and the FUNCHAL.
The last years have not smiled at FUNCHAL however: in 2010 she was withdrawn and laid up in Lisbon to be modernized, still under the guidance of G. Potamianos, but short-term difficulties led to the suspension of works in 2011. With the death of the owner, the companies failed in November 2012 and the ships came under the umbrella of Montepio bank, which promoted the creation of a new company in 2013, following what Rui Alegre established Portuscale in 2013 and promoted the reactivation of FUNCHAL, which was moderately successful, in August 2013 to January 2015. Since then, FUNCHAL has been waiting for a whatever the future holds, in a time when classic ships can not fight the new generations of giant floating resorts. 
The story remains with an open chapter. The last time I passed by Matinha, I noticed that, for whatever reason, a team of 911 (its local equivalent 112) was in place nearby, just in case the old girl in waiting needs assistance. More on the FUNCHAL here

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Wednesday, December 19, 2018

FUNCHAL vai voltar aos cruzeiros como «party boat hotel»


O grupo hoteleiro Signature Living anunciou esta manhã em Liverpool que vai transformar o FUNCHAL em «party boat hotel» para 600 passageiros jovens e utilizar o navio em viagens festivas de Liverpool para Ibiza e Maiorca. O FUNCHAL foi adquirido em leilão no dia 5 de Dezembro último e está prevista a entrega do paquete por volta de 15 de Janeiro. 

Inicialmente circulou a informação de que o FUNCHAL seria utilizado em Londres como hotel flutuante, mas o plano original terá sido revisto, sendo objectivo da Signature Living inaugurar os cruzeiros na Primavera de 2019 depois de se proceder à reconversão e actualização técnica do antigo paquete português. 
Para já o FUNCHAL permanece atracado à ponte-cais da Matinha em Lisboa.
Texto de  /Text copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia 

Tuesday, December 04, 2018

Paquete FUNCHAL: 5 de Dezembro

O Paquete FUNCHAL costumava largar de Lisboa a 5 de Dezembro para os portos do Brasil, em viagem posicional durante os muitos anos em que, como navio de cruzeiros, operou no mercado brasileiro nos meses de Inverno. Amanhã, dia 5 de Dezembro de 2018, vai ser leiloado, numa sessão de abertura de propostas de compra e tudo será possível após quatro longos anos de imobilização ao cuidado de uma pequena tripulação tão cheia de dedicação como de desanimo.
Uma das entidades que recentemente considerou a compra do FUNCHAL para utilização como residencial para estudantes, a Associação Montepio, desistiu de comprar o navio, assustada com a perspectiva de custos elevados. Espero que alguns empreendedores ligados à hotelaria tenham a coragem de comprar o FUNCHAL, de forma a que o Boogie Man turco que há dias levou o PORTO não sacie a sua cupidez sucateira com esta obra prima da construção naval do século XX.
Quem eu gostava mesmo de ver amanhã a comprar o FUNCHAL era o meu amigo George P. Potamianos, mas infelizmente a história não se repete e o homem que em 1985 salvou o FUNCHAL já não está entre nós, nem deixou descendentes à altura. Vamos ver o que acontece.
Como nota de rodapé, verifico que involuntariamente colaboro com o anúncio de venda do FUNCHAL, publicado a 10 de Novembro na imprensa de Lisboa e reproduzido acima: é que a fotografia do navio é minha. Ninguém ma pediu nem pagou a sua utilização. Assim vão os tempos.
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Monday, November 05, 2018

Paquete FUNCHAL em registo de morte lenta


Um dos mais belos navios portugueses do século XX morre um pouco a cada dia de quase abandono, atracado a uma velha ponte-cais decrepita nos confins do Porto de Lisboa. 

Falo, mais uma vez, do FUNCHAL, que há exactamente 57 anos navegava de Lisboa para o Funchal na sua viagem inaugural, iniciada no Tejo a 4 de Novembro de 1961. 
Hoje ninguém lhe reconhece o préstimo nem as qualidades que fazem desta obra prima da arquitectura naval portuguesa contemporânea uma jóia perdida (foi projectado pelo almirante ECN português Rogério de Oliveira em 1958). 
Tem vindo a definhar atracado na Matinha desde 21 de Agosto de 2015, tendo descido o rio até à Rocha no passado dia 19 de Outubro de 2018, a reboque, apenas para possibilitar a saída do seu companheiro de infortúnio PORTO, que largou a 21 de Outubro com destino a Aliaga, na Turquia, onde vai ser destruído por sucateiros vorazes e feios. Cumprida essa despedida, o FUNCHAL regressou à Matinha a 22 de Outubro e lá está, atracado, agora só, recortando toda a elegância do seu perfil único no velho cais, a aguardar um destino que tarda em acontecer.
A ver sair o PORTO a 21 de Outubro, havia uma figura sinistra no cais, um homem vestido de preto, um turco devorador de navios que já antes levara o LISBOA. Uma das ambições desse turco antipático e cruel é levar o FUNCHAL para o destruir em proveito próprio na praia de Aliaga. Ao despedir-se disse: «Daqui a dois meses volto cá para levar o FUNCHAL». Acho que se isso acontecer atiro o homem ao Tejo...
É urgente salvar o FUNCHAL da suprema indignidade do abandono a que tem sido votado desde 2015. Vem aí o turco feio e mau, não quero que nos leve o FUNCHAL. Quem ajuda o Paquete FUNCHAL?
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Wednesday, September 19, 2018

PORTO sold for breaking up

The Portuguese passenger ship PORTO has just been sold at a public auction in Lisbon on September 13, for 1,000,005.00 USD. The ship was purchased by a Turkish scraper, and is expected to be towed to Aliaga, Turkey on the next coming weeks. 
The sale of PORTO puts an end to the lasting agony of the small classic cruise ship, which had transported the final passengers in 2012 and has been laid up since March 15, 2013, when she arrived Lisbon from Montenegro, following rescue from creditors after the bankruptcy of George Potamianos' Classic International Cruises. 
The ARION returned to the river Tagus at the time on the initiative of Rui Alegre, who had just acquired four of the CIC's fleet of cruise ships by agreement with Montepio Geral, a Lisbon-based bank and set up Portuscale Cruises. Shortly afterwords the ship's name was changed to PORTO, which underwent major repairs at the Navalrocha shipyard in order to go to Greece, in June 2013, supposedly to cruise in the Aegean chartered to a Greek operator who entered into breach of contract even before the ships´s departure from Lisbon. 
PORTO ex-ARION dragged on from berth to berth until she was tied up in a lost former tanker jetty, the Matinha Pier, in 2014. 
PORTO was built in 1965 in Yugoslavia under the name ISTRA, a sistership of DALMACIJA, for a regular line linking the Adriatic to the Middle East. In 1969 she was converted for cruising, an activity in which she obtained significant success. As ASTRA1, she was bought in Haifa by George Potamianos, at a public auction, for USD 1 million, back in March 1999. A complete modernization followed in Lisbon, in an investment that then reached 18 million euros. With the name ARION the ship operated in the international cruise markets from May 2000 to November 2012. Although a few millions were poured into the ship in 2013, Portuscale Cruises proved unable to reactivate PORTO, which will now end her days in the same place former fleet mate LISBOA ex-PRINCESS DANAE, ended in 2015.
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Navio de cruzeiros PORTO vendido para sucata






O navio de passageiros português PORTO foi vendido em Lisboa no dia 13 de Setembro, por 1.000.005,00 USD. A venda decorreu em leilão e o navio, que foi comprado por um sucateiro turco, deverá ser rebocado para Aliaga, na Turquia, até ao dia 15 de Outubro próximo.
A venda do PORTO põe fim à agonia prolongada do pequeno paquete, que havia transportado os últimos passageiros em 2012 e se encontrava imobilizado no Tejo desde 15 de Março de 2013, data em que chegou a Lisboa procedente do Montenegro, onde foi resgatado junto de credores na sequência da falência das empresas de George Potamianos.
Regresso festivo do ARION a Lisboa em 2013 após compra pela Portuscale
O ARION voltou ao Tejo na altura por iniciativa de Rui Alegre, que acabara de adquirir quatro dos navios de cruzeiros da frota CIC por acordo com o Montepio Geral. Pouco depois mudou-se o nome para PORTO, que sofreu uma reparação importante no estaleiro Navalrocha e foi reparado para seguir para a Grécia em Junho de 2013, supostamente para fazer cruzeiros no Egeu fretado a um operador grego que entrou em incumprimento contratual mesmo antes do navio deixar o Tejo, nunca chegou a aparecer dinheiro. 
O PORTO ex-ARION arrastou de cais em cais até ficar amarrado na Matinha em 2014, e o corolário dessa tragédia silenciosa decorreu agora a 13 de Setembro.
O PORTO foi construído em 1965 na Jugoslávia com o nome ISTRA, para uma linha regular ligando o Adriático ao Médio Oriente. Em 1969 foi adaptado para cruzeiros, atividade em que tive sucesso significativo. Em 1999 foi comprado em Haifa por George Potamianos, em hasta pública, por 1 milhão de USD seguindo-se uma reconstrução total dos seus interiores em Lisboa, num investimento que então atingiu os 18 milhões de euros, onde George Potamianos aplicou um pé de meia. Com o nome ARION o navio operou no mercado internacional de cruzeiros de Maio de 2000 a Novembro de 2012.
Apesar de alguns milhões investidos no navio em 2013, a Portuscale Cruises não conseguiu nunca reativar o PORTO, que vai agora acabar os seus dias no mesmo local onde morreu, em 2015, o paquete LISBOA, ex-PRINCESS DANAE.
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Monday, September 17, 2018

O último cruzeiro do ARION

Foi o último cruzeiro do navio de passageiros ARION com portugueses, a partir de Lisboa. O embarque decorreu na Gare Marítima de Alcântara a 7 de Agosto de 2012 e pareceu o início de uma viagem de recreio a bordo de um iate de milionários, quase uma coreografia suspensa num outro tempo em que este mesmo cais de Alcântara servia de partida para o tradicional cruzeiro de verão que sempre reunia os mesmos grupos de passageiros repetentes e tradicionais a bordo do N/T PRÍNCIPE PERFEITO, navio-almirante da Companhia Nacional de Navegação. Foi assim diversos anos até que em 1974 já não houve cruzeiro de verão.
A Classic International Cruises dava os últimos passos, infelizmente, não sobreviveria à orfandade e o ambiente a bordo nessa última saída do ARION do Tejo reflectia as incertezas sentidas pela tripulação, com cenas patéticas de alguém a implorar a um passageiro angolano supostamente rico que comprasse os navios e salva-se as operações. O cruzeiro acabou por terminar em Portimão em vez de Lisboa, e o ARION seguiu para o Mediterrâneo a cumprir um fretamento.
Esta tradição foi depois retomada pelo FUNCHAL, primeiro operado pela CTM, normalmente fretado à Agência Abreu ou ao Automóvel Clube de Portugal, depois já operado pela Arcália Shipping de George Potamianos que em 1985 comprou o navio. 
Com o FUNCHAL imobilizado desde Setembro de 2010, a Classic International Cruises posicionou o ARION em Lisboa para um cruzeiro de uma semana às Canárias e África do Norte  que acabou por atrair os habituais passageiros fieis do FUNCHAL e da CIC.
Aqui ficam imagens desse embarque a saber a férias no mar num bonito iate, confortável e elegante, um dos últimos navios dos anos sessenta então ainda a operar. O ARION foi construído em 1965 e em muitos aspectos parece uma versão em miniatura do FUNCHAL. Com o nome original ISTRA começou a visitar Lisboa no final dos anos sessenta. Comprado em 1999 pela CIC, o navio foi reconstruido em Lisboa e regressou ao serviço, com o nome ARION, em Maio de 2000 e navegou até Novembro de 2012, quando ficou arrestado no Montenegro.
George Potamianos falecera em Maio de 2012 e a sua empresa e os seus belos navios de cruzeiros sobreviveriam poucos meses à sua partida tão sentida por mim. As empresas geridas sob a marca da Classic International Cruises haviam-se ressentido das alterações da conjuntura económica internacional que culminaram na maior crise das últimas décadas. Os navios da CIC tinham mercado e navegavam com uma clientela fiel e satisfeita, mas a pressão crescente das grandes empresas, e algumas situações de quebra repentina de afretamentos por parte de operadores estrangeiros, em Inglaterra, na Alemanha e em Espanha, com a consequente imobilização de navios - o mais afectado foi  ATHENA - acabaram por corroer a tradicional solidez financeira das empresas de George Potamianos, que então encontrou apoio bancário no banco Montepio.
O FUNCHAL, que a partir de 2007 passou a ter apenas operação sazonal, com os invernos imobilizado em Lisboa, foi retirado do serviço em Setembro de 2010 sendo decidida a sua modernização, financiada pelo Montepio e iniciada em Lisboa (Matinha) em 2011 mas interrompida ainda por George Potamianos.
Em Novembro de 2012 os navios pararam todos, os escritórios de Lisboa e de outros países fecharam, ficou tudo nas mãos do Montepio que em Fevereiro de 2013 fez um acordo com Rui Alegre, e continuou a financiar os navios e as operações, agora sob o nome de PORTUSCALE CRUISES.
O resto da história conto em breve, dado que breve será agora a permanência do navio em Lisboa...




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Monday, March 05, 2018

No último cruzeiro do FUNCHAL

Há dias em que apetece voltar a navegar no navio de passageiros mais bonito do mundo. A 29 de Dezembro de 2014 anoiteceu assim a bordo, em plena navegação no Atlântico, 350 milhas a SW de Lisboa, com rumo a um ano novo.
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Saturday, February 03, 2018

Parque das Nações - Matinha


Há vinte anos preparava-se em Lisboa a EXPO 98 com a renovação total da zona portuária de Cabo Ruivo, com o terminal petrolífero a dar lugar a um novo cais e a zona a ser totalmente reformulada. Passada a euforia decorrente do sucesso inequívoco da EXPO, nasceu e afirmou-se uma nova cidade - o Parque das Nações - com    uma enorme abertura face ao Tejo. Esta imagem, registada a 30 de Dezembro de 2017, mostra um pormenor da Marina do Parque das Nações com a ponte-cais da Matinha em pano de fundo, onde se destacam os navios de passageiros clássicos FUNCHAL e PORTO, imobilizados e a aguardar venda.

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Monday, October 02, 2017

Proa do Paquete FUNCHAL - estudo fotográfico


Proa do Paquete FUNCHAL de 1961: Estudo fotográfico 
efectuado por Luís Miguel Correia no cais da Matinha em Setembro de 2017








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Tuesday, August 08, 2017

Renegar os Paquetes da Matinha

Cada vez me incomoda mais a situação dos antigos navios de cruzeiros portugueses FUNCHAL e PORTO, atracados numa ponte-cais esquecida à Matinha, nos confins do Porto de Lisboa. 
O FUNCHAL está imobilizado desde Janeiro de 2015, o PORTO nunca navegou com este nome e encontra-se no Tejo desde 2013. 
Nem quase dados aparece quem os queira, as tripulações não são pagas há três meses, os navios degradam-se num exercício sórdido de incompetências múltiplas a atestar a suprema DESMARITIMIZAÇÃO da Marinha Mercante, esse ramo desconhecido do El Dourado do Mar Português que teima em ignorar o facto simples de que sem navios não há mar que se lhe diga.
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Sunday, July 16, 2017

O Pesadelo da Desmaritimização


Nos tempos que correm, o "Desígnio do Mar" é uma mentira pouco imaginativa numa terra de brandos costumes e muita palermice. A realidade prática do Mar Português face aos discursos oficiais é um Mar de Mentiras. 
Quem devia saber não sabe e não sabe que não sabe, pois intelectos rasteirinhos sabem supostamente sempre tudo e de tudo. Os resultados são tristes. 
A Administração Marítima foi despovoada dos seus melhores elementos na sequência do desmantelamento do IPTM já há alguns anos e atinge agora níveis máximos de inoperacionalidade. O triunfalismo comunicacional associado aos sucessos do registo da Madeira, que já tem "mais de 500 embarcações" (contem as embarcações miúdas e serão já seguramente mais de 1000), é uma saloíce de água doce. A novela da legislação governamental da Taxa de Tonelagem dá vómitos. Nem se fale mais dos ATLÂNTIDAS, dos afretamentos de sucatas navegantes em sua substituição, dos esqueletos das Naveiros, das Soponatas, das Sacores Marítimas e dos armadores sem navios. Os episódios capazes de nos porem a chorar são recorrentes. Tudo tira o sono neste nosso mar deserto, o FUNCHAL, as trafulhices feitas à roda do FUNCHAL, ninguém querer saber do FUNCHAL e tudo o mais neste mar de ignorâncias enjoativas sem navios à vista. Se o banco onde o FUNCHAL e os seus dois companheiros de infortúnio encalharam não fosse tão incompetente, o assunto já estava ultrapassado e de preferência sem tantos milhões queimados. 
Alguém tem soluções para a Marinha Mercante, os navios e os marinheiros portugueses que não se conformam com a morte lenta do sector? 
Alguém tem ideias acerca de uma caracterização rigorosa do fenómeno da Desmaritimização desde 1975? 
Ignorância? 
Incompetência? 
Crime?
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Sunday, June 25, 2017

Paquetes FUNCHAL e PORTO: os desterrados da Matinha

Cada dia que passa aumenta a degradação física dos paquetes FUNCHAL e PORTO, esquecidos na ponte-cais da Matinha. A história recente destes navios espelha a vergonha da nossa incapacidade de encarar os negócios marítimos com a dignidade que a suposta tradição portuguesa implicaria. Dois monumentos à DESMARITIMIZAÇÃO sem perspectivas de solução razoável à vista.
Quem quer os paquetes da Matinha? Estão em saldo...
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Wednesday, May 31, 2017

Cruise ships FUNCHAL and PORTO: The sad beauty of slow decay


FUNCHAL and PORTO are two Portuguese classic small cruise ships that nobody seems to be interested in. Following extensive refits in 2013 after their purchase by Portuscale Cruises, only FUNCHAL cruised on two short seasons. PORTO never cruised under her present name. She is in her fourth year of lay up in Lisbon. FUNCHAL saw her final passengers disembark on 2nd January 2015. The Portuscale company went bankrupt in mid 2015 and the ships have been under receivership protection since then. Both have been on the sales lists, the asking prices getting smaller and smaller until the present situation on the verge of scrapping value. But so far nobody wants them, no serious offers acceptable by the sellers.

As time goes by, on the Lisbon waterfront, not in Casablanca, FUNCHAL and PORTO show the sad beauty of slow decay. Nobody cares. FUNCHAL and PORTO are ships from another time, a time of proud true national flagships long lost. FUNCHAL was one of the most beautiful passenger ships purpose built for Portuguese interests, while PORTO was built in Yogoslavia in 1964-1965 as their ISTRA, a small Mediterranean liner used mostly for international cruising with her sister DALMACIJA. Both are survivers from another time when ships were the most beautiful creatures on the seas.
Who wants FUNCHAL and PORTO? They are not going to continue on this limbo between lay up and the lack of perspectives. Both should be kept in service for a few more years. There are no others like the sad Matinha laid up passenger ships...
Original photographs by Luís Miguel Correia taken on 31st May 2017

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Saturday, May 13, 2017

Foi-se o Paquete, ficaram as baleeiras

Em 2015 o navio de cruzeiros português LISBOA foi vendido para desmantelar na Turquia, para onde seguiu a reboque, depois de se terem gasto milhões na sua modernização inacabada, parte do drama em que se traduziu a breve existência da companhia Portuscale Cruises, sucessora da Classic International Cruises do saudoso armador George Potamianos. 
O LISBOA ex-PRINCESS DANAE foi cortado e destruído em Aliaga, Turquia, em 2015, mas num estaleiro naval da Figueira da Foz, ainda lá estão as baleeiras do paquete, que estava a ser modernizado em Lisboa pelo estaleiro ATLANTIC EAGLE (ex-Estaleiros Navais do Mondego). Seguiram em 2014 do cais de Santa Apolónia, em camiões, para a Figueira da Foz e ainda estão na Murraceira.
Em cima do cais, as baleeiras brancas, sem nome, são um testemunho mudo de toda a tragédia da desmaritimização e da destruição da Marinha Mercante em Portugal. Muito triste.
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Saturday, December 17, 2016

FUNCHAL no Funchal


O Paquete FUNCHAL fundeado na Baía do Funchal a 31 de Dezembro de 2014, no seu último cruzeiro ao serviço da Portuscale Cruises, empresa que entretanto faliu em 2015. 
O FUNCHAL parece ter ido despedir-se da Madeira, para cujo serviço foi construído em 1960-61 na Dinamarca. O Paquete FUNCHAL chegou ao Funchal pela primeira vez a 5 de Novembro de 1961, de onde partiu uma última vez a 1 de Janeiro de 2015. Parado em Lisboa há dois anos, um desperdício criminoso.

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Tuesday, December 13, 2016

Há dois anos: o AZORES na Navalrocha


Quatro fotografias de 12 de Outubro de 2014 tiradas ao paquete AZORES na doca 1 do estaleiro naval do Porto de Lisboa, explorado pela Navalrocha, para recordar as cores efémeras da Portuscale Cruises.
O resto não vale a pena recordar para já...
Mais imagens do AZORES ex-ATHENA publicadas no Blogue dos Navios e do Mar aqui...

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