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Friday, January 22, 2010

FERNÃO NA SAGRES

Ao primeiro olhar pensei que este personagem era um clandestino bem melhor sucedido do que eu, que fui desembarcado frente a Algés e vi assim frustradas as minhas expectativas de seguir na SAGRES por esse Mundo além.
Depois percebi que era o navegador Fernão de Magalhães que segue a bordo do navio-escola SAGRES, rumo ao seu Estreito no Sul das Américas, gesto do Município de Sabrosa, em fase de abertura ao Mundo.
Não será desta ainda que o nosso bom Fernão completa a sua circum-navegação. Deve ser Sina.
Já agora, a placa devia referir o navio que está a transportar o Magalhães. E, entretanto, espera-se que este Magalhães de exportação não seja tão polémico como o do nosso Primeiro Ministro. Que tal um inquérito parlamentarzinho da oposição dirigido a quem de direito para esclarecer se há irregularidades neste processo? Quem sabe se a criação artística foi alvo de concurso ou adjudicação directa (apartidária)? O transporte do navegador cumpre as normas da UE e dos códigos politicamente correctos deste maravilhoso século XXI? Se as estrelas da Oposição descobrem o potencial de escândalo deste assunto, a nossa SAGRES ainda torna de viagem mais cedo que o previsto, e depois o melhor é pedir aos vizinhos aqui do lado que embarquem de novo o Fernão, talvez nel velero buque escuela JUAN SEBASTIÁN DE ELCANO.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check ourarchive at the right column of the main page. Click onthe photos to see them enlarged. Thanks for your visitand comments. Luís Miguel Correia

Monday, August 27, 2007

TALENT DE BIEN FAIRE

Três interpretações do Infante D. Henrique: duas estátuas de Mestre Leopoldo de Almeida, existentes em Lisboa - Padrão dos Descobrimentos e na cidade do Funchal e a figura de proa do N/E SAGRES (fotos de L. M. Correia - 2006).

Um "post" repescado de há um ano, mas sempre actual para reflexão, com uma dedicatória especial a um certo Doutor Historiador da Universidade do Porto, que há dias a bordo de um navio Português exprimiu as suas lucubrações mitológicas sobre o Excelso Infante a uma audiência Asturiana. Mais que um MITO, o Senhor INFANTE é um exemplo e uma inspiração. Se a famosa "Escola" foi em Sagres, em Lagos, ou na Foz do Douro, é tão irrelevante como a orientação sexual do dito PRÍNCIPE. Quanto mais não seja por respeito pela memória e pelo legado.

Dom Henrique, o Infante dos Descobrimentos que com o seu sobrinho D. João II, o Príncipe Perfeito, foi o grande arquitecto da expansão marítima portuguesa é uma figura admirável.
Numa leitura contemporânea da sua acção, pode dizer-se que foi um percursor da Globalização e um Empresário de Génio. Grão Mestre da Ordem de Cristo, soube usar do poder e meios financeiros da Ordem e do seu próprio Ducado de Viseu para realizar toda uma aventura marítima cuja origem remonta ao século XIV, com as políticas de D. Diniz e D. Fernando.
Beneficiou de outros aspectos fundamentais: estabilidade política, uma educação esmerada, capacidade de trabalho e o culto da excelência, traduzido na sua divisa - TALENT DE BIEN FAIRE. Desenvolveu uma estratégia e implementou-a, rodeando-se dos melhores colaboradores em termos de ciências várias. Tudo valores actuais se considerarmos soluções para os desafios do presente em Portugal.
Em termos históricos, o Principe D. Henrique foi o quinto filho dos Reis João I e Filipa de Lencastre, nascido no Porto a 4 de Março de 1394 e falecido em Lagos a 13 de Novembro de 1460.
O seu exemplo e o sucesso das suas acções ainda hoje são inspiração maior para Portugal olhar o Mar. A periferia de então mantém-se, a convidar à expansão por este nosso mar atlântico. Pena é que hoje o Mar não tenha uma maior expressão na vida nacional.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2007