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Sunday, September 01, 2013

SAGA ROSE IN RIO DE JANEIRO








The classic lines of the cruise ship SAGA ROSE are enhanced by the superb settings of Rio de Janeiro, as seen in these fantastic images sent by my good friend Laire Giraud and taken by Edson Lucas of Rio de Janeiro, Brasil. Photos taken in January 2007 when SAGA ROSE was doing her world cruise.
Copyright photographs by Edson Lucas, Rio de Janeiro, Brazil
Text copyright L.M.Correia, unless otherwise stated. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Thanks for your visit and comments. You are most welcome at any time - Luís Miguel Correia

Monday, November 12, 2012

The "Prático" boat off Salvador...

The PRÁTICO of São Salvador boat reaching the inbound liner from Europe....
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

GRAND MISTRAL at Salvador

Cruise ship GRAND MISTRAL berthed in São Salvador da Baía, on a positioning cruise from Europe to Brazil, on 10 November 2012.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, October 20, 2009

CRUZEIROS NO BRASIL

Recordações e realidade
Texto atualizado em 13 de Outubro de 2009 -

por Laire José Giraud *

Não consigo esquecer daquele que teria sido o meu primeiro cruzeiro marítimo e que por motivo de grande cansaço perdi o embarque. Explicando melhor o que aconteceu: em julho de 1987, na companhia de minha esposa e de meus dois filhos, fizemos uma bela excursão de 12 dias a Orlando (a capital mundial do divertimento) e a Miami (a capital mundial dos cruzeiros marítimos) com tudo que tínhamos direito, como Disneyworld, Seaworld, Epcotcenter, Church Street e ainda uma esticada até Tampa, onde visitamos o famoso Busch Garden. Foi tudo divertido e maravilhoso, mas extremamente cansativo, devido às variedades de entretenimentos.


O belíssimo Costa Magica, que vem na sua teceira temporada na
costa brasileira. Construído em 2004, mede 272,10 m. de comprimento, desloca 102.857 toneladas. Sua capacidade é para 3.400 hóspedes.
Acervo: L. J. Giraud.


Depois de nove dias inesquecíveis fomos para Miami. Ao chegarmos no Hotel Everglades, nos foi oferecido um cruzeiro marítimo de um dia, cujo destino era Freeport, Bahamas, a bordo do Carnivale (o “Fun Ship”) da Carnival Cruises, cuja saída teria sido num domingo. Para encurtar a história, tínhamos que nos levantar às 5h15 (da manhã), visto que teríamos que fazer o check-in e o navio partiria às 8 horas. Não conseguimos nos levantar pelo motivo exposto e acabamos perdendo o cruzeiro. Deixamos de conhecer a famosa Bahamas e não tivemos a devolução do valor gasto nas passagens.

Com isso, quero dizer que naquela época a grande maioria dos transatlânticos de cruzeiros eram ex-navios de passageiros, sobreviventes das batalhas travadas com os aviões. Esses navios para não irem para a sucata sofreram conversões nos espaços internos para atender o turismo de lazer. Um exemplo disso: os navios Argentina e Brasil (construídos em 1958) da Moore-McCormack Lines, que em 1972 foram vendidos para a Holland America Line, e passaram a ser Veendam e Voledam. Posteriormente foram vendidos e receberam outros nomes. Um outro exemplo é o caso do britânico Andes, do português Funchal, que muito sucesso fez por aqui, do holandês Rotterdam que depois passou a ser o Rembrandt, entres muitos outros.


O antigo Carnivale da Carnival Cruises, era um dos navios que no
passado fazia a linha linha Liverpool/Montreal, subindo o Rio São
Lourenço no Canadá. Pertencia à Canadian Pacific e foi construído
em 1956. Ver início do artigo. Acervo: L. J. Giraud.

No Brasil, a atividade de cruzeiros era limitada a poucos felizardos, em razão de mal conhecermos dessa modalidade de lazer, além caros em comparação aos preços de hoje em dia.

Para termos uma idéia, nos anos 60 eram poucos os navios empregados nesse setor do turismo. Eis alguns: Cabo San Vicente e Cabo San Roque da Ybarra y Cia, e os nacionais Rosa da Fonseca, Anna Nery, Princesa Isabel e Princesa Leopoldina. A partir de 1969 chegou o italiano Andrea C. Nos anos seguintes vieram Franca C, Itália C, Enrico C, Danae. O Eugenio C entrou depois nesse mundo maravilhoso, e mudou de nome, Eugenio Costa.

Realidade
Na década de 1990, os navios participantes de cruzeiros pela costa brasileira eram antigos, ficando os especialmente construídos para cruzeiros, no mercado mais atraente, o estadunidense e europeu.


O transatlântico Enrico C, que passou a ser o Enrico Costa, foi
anteriormente o navio de passageiros francês Provence (1951), que
nos anos dourados fez muito sucesso. Acervo: L. J. Giraud.

Mas graças aos antigos e abnegados transatlânticos, Santos chegou ao honroso patamar em que se encontra. Os dados são surpreendentes, na temporada de 2009/2010, serão 279 escalas de 20 navios (5 em trânsito) de dez armadoras, nos 162 dias da temporada que vai do próximo 23 de outubro até 3 de maio/2010. O primeiro a chegar será o MSC Lírica. – Tudo isso transformou Santos na capital dos cruzeiros marítimos do Brasil, quiçá da América do Sul. Pasme, serão mais de 820 mil cruzeiristas que passarão pelo Terminal de Passageiros do Porto de Santos.

Os principais navios da temporada, que farão da Cidade o seu porto-base, são os seguintes:

MSC: Opera, Musica, Lírica e Orchestra;
Costa Cruzeiros: Concordia, Magica e Victoria;
Royal Caribbean: Splendour of the Seas e Vision of the Seas;
CVC: Zenith, Soberano e Imperatriz.
Ibero: Grand Voyager, Grand Celebration e Grand Mistral
Em trânsito: Silver Cloud, Star Prince, Insignia, Corinthian II e Veendam (não confundir com o antigo).


O Rotterdam da Holland America Line, foi o primeiro navio a
dispensar as chaminés convencionais, utilizando dois tubilhões, cujo
estilo foi seguido pelo Canberra e Eugenio Costa. Posteriormente veio
a ser o famoso Rembrandt da Premier Cruzeiros, que fez duas
temporadas brasileiras de 1997 a 1999. Fez muito sucesso na linha da América do Sul. Acervo: L.J. Giraud

Isso vem provar que fomos reconhecidos, e consequentemente contemplados com belos e modernos transatlânticos.

Neste artigo, recordamos, por meio das imagens, antigos navios de passageiros utilizados em viagens de cruzeiros no passado recente.

Que venha logo a temporada de 2009/2010, para ser dado o início do grande desfile de cruzeiros acompanhado do show de apitos! Sem dúvidas, uma das grandes atrações da cidade de Santos.


O belo Monterey, em 1996, passando pela Ponta da Praia, em Santos.
Foto: José Carlos Rossini.


O nosso velho amigo Funchal, atracado o Porto de Santos em 1996.
Ao fundo, o conhecido Monte Serrat, onde fica situada a capela da
Igreja da Nossa Senhora do Monte Serrat, Padroeira da Cidade de
Santos. Foto: Edson Lucas.


* Laire José Giraud é despachante aduaneiro, colecionador de cartões-postais da Cidade e de transatlânticos antigos. Colaborador da Revista de Marinha de Portugal. Publicou cinco livros, como autor e co-autor, sobre temas da Santos antiga.


Monday, July 06, 2009

PAQUETES BRASILEIROS

Os memoráveis Itas - Cia. Costeira
Texto atualizado em 30 de Junho de 2009 - 18h28

por Laire José Giraud * Mais um belo artigo do nosso Amigo Laire, a quem saudamos com amizade e consideração. LMC

Recentemente recebi um e-mail de um leitor de nome José Rocha Cavalcanti, no qual solicitava uma imagem de um navio da Cia. Nacional de Navegação Costeira, mais precisamente, o Itatiba. Eu disse a ele que infelizmente não tinha especificamente o navio solicitado, mas que enviaria um artigo que mostrava algumas dessas maravilhas, que foram os Itas, que muito contribuíram para o desenvolvimento do Brasil, no passado distante, onde era tudo difícil, e faltava de tudo, desde estradas, conhecimentos tecnológicos, e tudo mais que temos hoje em dia.

Assim, o único meio de transporte existente na ligação de Norte a Sul do Brasil era o navio. Navios de cargas e passageiros de outras companhias concorrentes participavam ativamente do que foi um grande e concorrido tráfego marítimo. As principais eram o Lloyde Brasileiro e o Lloyd Nacional, seguidas de outras menores mas eficientes como as valorosas Pereira Carneiro e Carl Hoepcke

Na verdade este artigo é uma reprise, mas acho válido aqui lembrar algumas coisas dos Itas, conforme o texto abaixo.

Quanto tinha aproximadamente 5 anos, no início da Década de 1950, duas músicas eram muito tocadas nas rádios.

Uma era Asa Branca, do grande Luiz Gonzaga, e a outra tinha a seguinte letra:

“Peguei um Ita no Norte e vim pro Rio morar
Adeus, meu pai, minha mãe
Adeus, Belém do Pará”.


O navio Itapuhy, da Companhia nacional de Navegação Costeira
(em imagem dos Anos 30 do acervo particular do comandante Carlos
Eugenio Dufriche, um dos Itas pequenos), deu origem ao presente artigo.

Na minha curiosidade de criança, queria saber o que era um Ita, a palavra mencionada na antiga canção de Dorival Caymmi.

Até que me dirigi a Dona Aura Maria, a minha mãe, e perguntei o que era um Ita. Ela, com um sorriso, respondeu que era um navio que ia para o Norte, e me dei por satisfeito.

Posteriormente, na casa do meu tio por afinidade, Gerson da Costa Fonseca, ouvi-o dizer a um parente que ia para o Rio de Janeiro a bordo do Itanagé na companhia da esposa Arlete.


Cartão-postal promocional da época do lançamento dos novos navios

da companhia Costeira, na linha Porto Alegre-Pará, em 1928. Esses

navios inspiraram a canção Peguei Um Ita No Norte. (Imagem do livro Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças, d

e João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo, lançado em 2006)

Achei o nome do navio muito estranho. Para complicar ainda mais, esse parente disse que já havia vindo do Nordeste num outro Ita, o Itangé, e que era um navio bom de se viajar.

Foi a partir daquele momento que entendi que Ita era o nome de uma série de navios de passageiros, todos contendo o prefixo Ita e pertenciam à Companhia Nacional de Navegação Costeira, mais conhecida simplesmente por Costeira.

Confesso que nunca vi na minha vida um Ita, embora fossem navios muito famosos na navegação de cabotagem, do final do Século 19 até o início dos Anos 50.

A famosa nadadora brasileira

Maria Lenck foi para os Jogos

Olímpicos de Los Angeles em

1934 a bordo do Itapagé.

Vale lembrar que o nome de

Maria Lenck batiza o complexo

aquático onde foram realizadas

as provas de natação nos

Jogos Pan Americanos do Rio

2007. Foto: A Tribuna de Santos

A lembrança da Costeira e, por extensão, dos Itas se deve ao fato de recentemente ter recebido por e-mail uma belíssima imagem do amigo virtual Kelso Médici, do navio Itapuhy, pertencente ao acervo portuário do comandante Carlos Eugênio Dufriche, residente no Rio de Janeiro, já lembrado algumas vezes nesta coluna.

A imagem me deixou extasiado, pela raridade e originalidade, a ponto de mudar radicalmente o texto da matéria que estava a elaborar, me desviando para fazer este artigo.

No decorrer da minha vida - atingi a marca dos 60 - conheci muitas pessoas que já haviam viajado nos Itas, mas a minha curiosidade na juventude era direcionada para outras áreas e não para os navios.

O que foi uma pena, pois esse texto poderia estar recheado de mais informações da época em que os navios eram o principal meio de transporte entre o Norte e o Sul do País.

Ainda bem que existem acervos, que nos permitem trazer coisas e acontecimentos do passado para o presente.

Muitos fatos podem ser lembrados dos Itas, como o nascimento do ex-presidente da República, Itamar Franco a bordo de um desses navios, o transporte da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos em Los Angeles a bordo do Itapagé em 1934 - uma das participantes foi a famosa nadadora Maria Lenck, falecida recentemente e que, em homenagem, se deu o nome dela ao complexo aquático onde foram realizadas as provas de natação dos Jogos Pan-Americanos deste ano de 2007, no Rio de Janeiro.

Uma outra curiosidade é que até 1920 os comandantes dos Itas eram de origem britânica, que comandavam navios impecáveis, todos com escalas rigorosamente cumpridas.

Em 1956, o Carl Hoepcke, navio muito conhecido na época, sofreu grande incêndio, na altura do litoral de Itanhaém, na costa do Estado de São Paulo, e os seus passageiros e tripulantes foram salvos pelo Itaquiatiá.

Vapor Itaúba, da Companhia Nacional de Navegação Costeira,

atracado no Cais do Armazém 6 da antiga Companhia Docas de

Santos, nos Anos 20. (Acervo Laire José Giraud)

Durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente no dia 26 de setembro de 1943, o Itapagé, de 119 metros de comprimento, foi torpedeado pelo submarino alemão U-161, quando navegava na costa do Estado de Alagoas, indo ao fundo do mar em quatro minutos - dos seus 106 passageiros e tripulantes, 27 pereceram.

O meu pai, Laire Giraud, falecido em 1987, fez diversas viagens nos Itas entre os anos de 1935 e 1940, quando então cursava a Faculdade de Medicina, na antiga Capital Federal.

O motivo da preferência dele pela viagens marítimas era por ser mais fácil chegar ao Rio de Janeiro do que viajando por trem, pois havia necessidade de fazer baldeação em São Paulo para pegar uma outra composição férrea para a Capital Federal.


Cartão-postal do Ita pequeno Itajubá, que trouxe muitos migrantes

do Norte e Nordeste do Brasil para os estados de São Paulo e Rio de

Janeiro. (Imagem do livro Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais

e Álbuns de Lembranças, de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo,

lançado em 2006)

Já o prático Gerson da Costa Fonseca (hoje com 91 anos) lembra que o primeiro navio que manobrou na sua profissão foi o Itaquatiá, cuja atracação ocorreu em 1941, no cais do antigo Armazém 03 da Companhia Docas de Santos. Hoje a área pertence à estatal Codesp e fará parte do Complexo Marina do Porto de Santos, após cedido para a Prefeitura local pela empresa federal.

Já o falecido Arthur Cavalotte, que foi presidente do Grupo Deicmar, recordava, nas suas conversas sobre o tema, que os navios da Costeira costumavam atracar entre os Armazéns 3 e 5 e era comum ver, estivadas no convés, melancias trazidas do Sul do País para os mercados paulista e carioca. E que era uma bela visão ver aquele amontoado da deliciosa fruta.

Por outro lado, Jaime Caldas conta que os tripulantes dos Itas costumavam trazer papagaios do Norte para aqui serem vendidos. Os pássaros ficavam expostos na popa (ré) junto com passarinhos de várias raças.

Havia três tipos de Itas, os pequenos com 60 metros, os médios com 90 metros e os grandes com aproximadamente 120 metros de comprimento.

Carlos Alberto Piffer tem outra recordação da armadora. “Lembro-me da minha primeira viagem, com os meus pais, para São Sebastião, por volta de 1939. Partimos de Santos, no fim da tarde, a bordo do Itassucé. O jantar consistia de peru assado - um luxo para a época – e a mesa, os talheres e demais objetos eram impecáveis. A chegada a São Sebastião foi por volta da meia-noite. Mas uma das coisas mais marcantes da Costeira era o belo emblema em bronze na chaminé, uma cruz-de-malta, que chamava muita atenção sobre a pintura da chaminé, que era de um belíssimo preto fosco”.

Eis alguns Itas que deixaram os nomes gravados pelos portos por onde passaram: Itaité, Itaimbé, Itapagé (construídos na França), Itapé, Itaquicé e Itanagé, construídos na Escócia.

Entre os Itas pequenos ou médios faziam parte o Itaberá, Itagiba, Itapuhy, Itapura, Itaquara, Itassucê, Itatinga, Itaquatiá, Itaipu, Itaguassu, Itajubá, Itapema, Itapuca e Itaúba.

Anúncio da Costeira publicado no jornal A Tribuna em 28 de abril de

1938, indicando as saídas e destino de alguns navios da frota. Um

detalhe: o escritório da companhia ficava na Praça Barão do Rio Branco,

80, no Centro de Santos.

Vale lembrar que a companhia Costeira foi fundada em 1882 pelos descendentes de um armador português, que emigraram para o Brasil, e o nome inicial da empresa era Lage & Irmãos.

O dirigente dessa companhia que mais se destacou foi Henrique Lage, nascido em 14 de março de 1881 e falecido em 1941 em plena atividade, como chefe de várias empresas do Grupo Lage.

No livro Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças, de autoria de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo, os autores contam que, na Década de 1970, a maior parte da frota da Costeira aguardava demolição, abandonada em um cemitério de navios, na Baía de Guanabara.

Ali jaziam, lado a lado, como sucata enferrujada, muitos dos navios que tinham sido orgulho da marinha mercante nacional. Destino em glória, mas iniludível dos Itas, Aras e outras embarcações já muito esquecidas, amontoadas como ferro-velho e despedaçadas por serras e maçaricos. Naqueles cascos vazios encalhados no último porto, somente ressoavam os ecos da história, conforme registrou Jorge Audi, na reportagem: “Onde Morrem os Itas”, publicada na revista O Cruzeiro, em 5 de maio de 1971, gentilmente apresentada pelo colaborador da obra Sérgio Montineri.

Em 1966, os navios da Costeira, por motivos econômicos, foram incorporados à frota do Lloyd Brasileiro, onde navegaram com o famoso emblema da Costeira por alguns anos, até que fossem substituídos pelo da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro.

Fonte: Transatlânticos em Santos – 1901/2001, A Tribuna de Santos e Navios e Portos do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças.


* Laire José Giraud é despachante aduaneiro, colecionador de cartões-postais da Cidade e de transatlânticos antigos. Colaborador da Revista de Marinha de Portugal. Publicou cinco livros, como autor e co-autor, sobre temas da Santos antiga.

Friday, March 13, 2009

EMPRESS em Maceió

Fotografia do paquete EMPRESS atracado no porto de Maceió, Brasil. Imagem enviada pelo comandante deste belo navio de cruzeiros, Cte. Augusto Moita, que está neste momento a atravessar o Atlântico em viagem posicional do Brasil para Veneza, onde chega a 16 de Março.
Não tive ainda a sorte de visitar Maceió, o mais perto que estive de lá foi a pairar fora do porto para desembarcar um passageiro doente, há uns anos a bordo do ISLAND ESCAPE.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

MSC MUSICA in Santos

One of the highlights in this 2008-2009 Brazilian cruise season, the MSC MUSICA is seen here at Santos on 1 February 2009. Photos sent by Laire Giraud.
When Festival Cruises went bankrupt,the more modern ships in their fleet were aquired by MSC Cruises, and this concern newer ships still show the design influence from the original Festival ships.
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GRAND MISTRAL at Santos

Ibero Cruceros cruise ship GRAND MISTRAL arriving at Santos Pilot Station on 28 November 2008. Photo kindly sent by Laire Giraud.
This colourful livery is a display of floating bad taste and makes the ship look even worse than she really is. This ship was the first newbuilding constructed for Festival Cruises as MISTRAL.
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Wednesday, March 11, 2009

ZENITH at Santos


Three attractive shots of Pullmantur cruise ship ZENITH photographed at Santos, Brazil, on 31 January 2009.
In a blue and white world on what concerns many cruise ship liveries, it is refreshing to see the current Pullmantur red.
Photographs kindly sent by my friend Laire Giraud from Santos.
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Monday, December 01, 2008

SANTOS CAPITAL DOS CRUZEIROS NO BRASIL

Com a chegada a Santos do navio de cruzeiros MSC MUSICA, da companhia italiana MSC Cruises, no dia 20 de Novembro último, teve início a temporada de cruzeiros de 2008-2009 em águas brasileiras, que se prolonga até 21 de Abril de 2009 e inclui 234 escalas efectuadas por 16 navios de passageiros que se prevê ultrapassem um total de 600.000 passageiros, proporcionando receitas de R$ 15 milhões no porto de Santos, considerado capital dos cruzeiros no Brasil.
Fotografia e informações enviadas de Santos por Laire Giraud, a quem agradeço a colaboração.
Longe vão os tempos em que o paquete português FUNCHAL era a estrela dos cruzeiros no Brasil, onde operou pela primeira vez em 1973/74 fretado à Abreutur, associada da Agência Abreu, do Porto. O mercado cresceu e hoje é dominado pelos grandes operadores mundiais que não perdem nenhum nicho de mercado, muito menos o brasileiro, em grande crescimento.
Texto de /Text by L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Tuesday, March 18, 2008

CRUISE LINERS THE WORLD and EUROPA in Rio de Janeiro, Brazil

Luxury in Rio de Janeiro with the cruise ships THE WORLD and EUROPA alongside the cruise terminal in December 2003.
Depois de publicar esta referência ao Rio de Janeiro, encontrei um artigo de Guerra Maio sobre o tema publicado no JORNAL DA MARINHA MERCANTE nº 87 de Setembro de 1949, do qual reproduzo algumas passagens:
"RIO DE JANEIRO GRANDE PORTO DE MAR, ADMIRÁVEL CENTRO DE TURÍSMO - Em matéria de urbanismo e de beleza natural eu não conheço nada mais feliz que o Rio de Janeiro. As grandes cidades marítimas, como Lisboa, Havre, Marselha, Barcelona e tantas outras, tiveram que sacrificar, às necessidades comerciais, a sua principal faixa de rio e de mar.
O Rio de Janeiro não; teve até o condão de estender as suas vastas instalações marítimas, na parte feia da cidade, dando-lhe ao mesmo tempo a vida e animação, que não tinha.
Mais ainda, colocaram o cais acostável para os grandes transatlânticos, na Praça Mauá, espécie de ante-câmara da cidade, e no topo da sua principal e movimentada artéria, a Avenida Rio Branco. (...)"
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Tuesday, April 10, 2007

GREAT PHOTO AT SANTOS


Another great photograph received from Brazil and sent by my dear friend Laire Giraud. It was taken in January 2007 and depicts both Iberoject cruise ships departing Santos for a cruise, the GRAND VOYAGER and the GRAND MISTRAL. Photo taken by Mr. Smera.
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O SANTA MARIA RECORDADO EM SANTOS

O transatlântico português “Santa Maria”
Texto publicado em 10 de Abril de 2007 -
 por Laire José Giraud *

Certa ocasião, escrevi sobre os interiores dos transatlânticos do passado e, dentre as ilustrações apresentadas, estava a do navio de passageiros português Santa Maria,
que foi muito conhecido no nosso porto por trazer vários imigrantes e levar a
passeio os que já tinham prosperado, após árduo trabalho no Brasil.
O maravilhoso cartão-postal do navio de passageiros
Santa Maria. Sua viagem inaugural com destino ao Brasil,
foi em novembro de 1953. Acervo: L. J. Giraud
Por essa razão, vários portugueses que encontrei na rua perguntaram por que não divulguei mais imagens do navio. Respondi que, em próxima ocasião, apresentaria mais imagens.
Assim, com o intuito de cumprir o que prometi, este artigo é dedicado aos
portugueses que conheceram o navio e seus descendentes, e uma homenagem a
dois ilustres portugueses, o comandante Gabriel Lobo Fialho, diretor da
Revista de Marinha, de Lisboa, e o autor do livro Paquetes Portugueses,
Luís Miguel Correia, cujo livro
forneceu informações importantes para este artigo,
e a quem agradeço muitíssimo.



O paquete Santa Maria no estuário do porto de Santos, na
viagem inaugural, em grande gala (embandeirado). – 1953.
Foto: José Dias Herrera - Acervo: L. J. Giraud
Quanto ao meu primeiro — e último — contato com o Santa Maria, foi no Rio de Janeiro, no início de 1954. Ainda menino, fui a bordo com um tio que levaria um amigo que retornava a Portugal. Do cais da Praça Mauá, no Rio, avistei o belo navio e, por coincidência, na sua proa estava atracado o navio luso-panamenho North King — aqueles encontros do destino: essa imagem está gravada na minha mente até hoje.
Depois daquele encontro, nunca mais vi o Santa Maria, mas, mesmo assim, continuei a escutar fatos ocorridos com o transatlântico por passageiros que viajaram a bordo.

O SANTA MARIA à chegada a Lisboa em Fevereiro de 1961 vindo do Recife após o assalto.
Após o término da Segunda Guerra Mundial, o ministro da Marinha de Portugal, almirante Américo Tomaz, assinou um despacho ministerial, que ficou conhecido como Despacho 100 e previa a construção de 70 navios, dos quais nove seriam transatlânticos.
Ainda em 1945 foram encomendados quatro navios de passageiros de 13 mil toneladas cada um, Pátria, Império, Angola e Moçambique.
Para a linha do Brasil, só em 1949 foi feita a encomenda do Vera Cruz e, em 1951, do Santa Maria, ao estaleiro belga Société Anonyme John Cockerill. Ambos os navios tinham linhas modernas para a época, e foram os primeiros verdadeiros paquetes (navios de passageiros) portugueses, segundo Luís Miguel Correia, autor do livro impecável Paquetes Portugueses, pois os anteriores eram mistos
(cargas e passageiros). Assim, as naves gêmeas marcaram uma época.

Após a chegada do Santa Maria, a Companhia Colonial de Navegação ficou com dois formidáveis navios que fizeram par na linha sul-americana.
Aqui vemos o seu gêmeo, o nada menos famoso Vera Cruz. Foto: Reprodução
Os novos transatlânticos, que marcaram a renovação da frota de navios, criaram um impacto grande, fazendo com que, paulatinamente, os veteranos fossem aposentados de maneira honrosa. Entre eles: Guiné, João Belo, Nyassa e, mais tarde, o Mouzinho e o Serpa Pinto.
O Santa Maria foi entregue a seu armador, a Companhia Colonial de Navegação (CCN), em 20 de outubro de 1953. O primeiro comandante foi Mário Simões da Maia.
A primeira viagem para a América do Sul foi em 12 de novembro de 1953, escalando Funchal, Salvador, Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires, ficando, assim, a CCN com dois navios formidáveis na linha sul-americana. O almirante Américo Tomaz veio a bordo na viagem inaugural do Santa Maria.

O bar de primeira classe do Santa Maria contava com um jardim natural. Reprodução livro: “Paquetes Portugueses”, de Luís Miguel Correia.
Na viagem de 22 de junho de 1955, um passageiro ilustre embarcou no Rio, no Santa Maria, com destino a Lisboa. Era o vice-almirante Carlos Viegas Gago Coutinho.
O Santa Maria apresentava alguns detalhes modificados do Vera Cruz, pois foi o segundo e assim se tornou possível aprimorar mais o projeto.
Na viagem inaugural do Santa Maria, em novembro de 1953, a chegada a Santos foi movimentada, com muitos portugueses no porto. No Rio de Janeiro, houve tumulto: todos queriam entrar a bordo.
Vale lembrar que, em 1956, Portugal possuía 22 navios de passageiros, graças a Américo Tomaz, que sempre incentivou a construção de novos navios.

O Vera Cruz, gêmeo do Santa Maria, passando pela Ponta da Praia na segunda escala no porto de Santos. – 1952. Foto: Boris Kauffmann. Acervo: L. J. Giraud
Em princípio, a idéia era manter os gêmeos na linha da América do Sul, mas com a retirada do Serpa Pinto, alternavam-se na linha da América Central, sendo a
viagem do Santa Maria para os portos da Venezuela. Em 19 de outubro de 1954, fez viagem também para Luanda, Lobito e Moçamedes, além de cruzeiros marítimos.
O Santa Maria levava emigrantes e, no retorno, trazia para Portugal os portugueses prósperos, em férias, juntamente com as famílias.
No dia 9 de janeiro de 1961, porém, o Santa Maria deixou Lisboa rumo à América Central, e durante a escala no porto venezuelano de La Guaira, exatamente no dia 20, entre os passageiros embarcados nesse porto entrou um grupo de guerrilheiros da Direção Revolucionária Ibérica de Libertação.
Os guerrilheiros eram opositores dos regimes de Franco e Salazar, e estavam sob o comando do capitão Henrique Galvão (exilado na Venezuela). No dia 22, o navio
rumava para o Porto de Everglades, na Flórida, quando foi tomado de assalto.


No dia 25, um avião militar dos Estados Unidos avistou o Santa Maria e, finalmente, no dia 2 de fevereiro de 1961, o navio foi entregue às autoridades brasileiras, no Recife, onde desembarcaram os passageiros.O paquete Infante Dom Henrique, em Lisboa, foi encomendado pela Companhia Colonial de Navegação, teve sua viagem inaugural em 1961, aqui visto com as cores da CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, posteriormente passou a ser o Vasco da Gama e, por
último, Crown Wind, a foto é da última viagem do famoso navio, quando do retorno de Moçambique em 24/12/1975. Foto: Luís Miguel Correia.
Graças a esse episódio, o Santa Maria tornou-se o navio português mais conhecido do mundo.
Naquele ano começou também a guerra em Angola e o governo português resolveu enfrentar a situação com o envio de forças militares. Assim, a CCN abandonou a linha do Brasil.
O fim da era dos transatlânticos portugueses deu-se com a ascensão do transporte aéreo, nos anos 60, fazendo com que começassem a navegar vazios e a serem retirados de serviço, a maioria sendo vendida como sucata.
O Santa Maria fez diversos cruzeiros marítimos na Ilha da Madeira e Caribe.
A partida da última viagem foi marcada para o dia 16 de abril de 1973, com destino à América Central. Mas, após a desatracação, o navio apresentou avaria nas máquinas. O Santa Maria voltou e atracou no cais de Alcântara (Lisboa) e os passageiros foram transferidos para aviões.
Mais tarde, com apenas 19 anos de existência, foi vendido para desmonte em Taiwan. Como já havia ocorrido com o Vera Cruz, o navio poderia ser aproveitado em cruzeiros marítimos, mas preferiram levá-lo ao corte dos vis maçaricos.
O Santa Maria deixou o cais da CCN, na Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, em 1.º de junho de 1973, em um dia de muito sol. Com a pintura do casco em ótima condição, não dava a impressão de um navio condenado.
Chegou a Kaohsiung, Taiwan, sob o comando de Amadeu Albuquerque, ex-comandante do Funchal, e atual comandante do Blue Dream R6, em 19 de julho de 1973, e ficou fundeado, pela última vez ao lado do Vera Cruz. Os gêmeos que nasceram na Bélgica acabaram juntos nas mãos do sucateiro Yuta Steel & Iron Works Co. Ltd. Um triste fim para dois navios que foram o orgulho de Portugal.


* Laire José Giraud é despachante aduaneiro, colecionador de cartões-postais da Cidade e de transatlânticos antigos. Colaborador da Revista de Marinha de Portugal. Publicou cinco livros, como autor e co-autor, sobre temas da Santos antiga.
Article published in Santos Brazil, 10 April 2007. Some of the photos are copyright material from L.M.Correia, otherwise copyright holders stated. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Thanks for your visit and comments. You are most welcome at any time - Luís Miguel Correia

The ISLAND ESCAPE leaving SANTOS

The cruise ship ISLAND ESCAPE leaving Santos, Brazil, for another cruise in South American waters on 27the February 2007. Photos kindly sent by my good friend Laire Giraud.


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Friday, March 30, 2007

PORT TEJO em SANTOS

Porta-contentores PORT TEJO fotografado no porto de Santos, Brasil, a 13-02-2007. Magnífica fotografia enviada pelo Amigo Laire Giraud, de Santos. Imagem obtida pelo fotógrafo Smera, que tira estas fantásticas vistas aéreas de casa, uma torre que domina o porto e a navegação de Santos.
O PORT TEJO é um navio da Portline utilizado num serviço regular com o Brasil, a partir de São Vicente de Cabo Verde, onde recebe carga da Europa dos outros porta-contentores da Portline que fazem a carreira de África, o CHRISTINA I e o ADEE.
É tão raro ver navios portugueses no Brasil. E que saudades do Porto de Santos, com as suas docas intermináveis cheias de navios embrulhados pelo ambiente luxuriante do Brasil.
A sensação da minha primeira entrada em Santos por navio é pura e simplesmente indescritível. Ficaram muitas fotografias, saudades e a pena de ter de desembarcar logo em direcção ao aeroporto de São Paulo e uma longa viagem aérea para Lisboa. Não se pode ter tudo nesta vida.
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