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Tuesday, October 10, 2023

GRAF SPEE em Lisboa













Fotografia tirada a bordo do couraçado de bolso alemão GRAF SPEE em Maio de 1939 em Lisboa. O GRAF SPEE entrou no Tejo na manhã de 6 de Maio de 1939 integrado numa esquadra alemã de 10 navios em visita de cortesia ao Tejo. Este navio famoso que se perderia meses depois no Atlântico Sul na sequência da batalha do Rio da Prata atracou ao cais da Rocha do Conde de Óbidos.
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Tuesday, March 09, 2021

FUNCHAL - 75 meses de cativeiro na Matinha



Apesar de um cativeiro ignóbil materializado por 75 meses de imobilização no Tejo, o antigo paquete português FUNCHAL continua atracado à ponte-cais da Matinha e, visto com alguma distância, mantém a beleza de linhas e a dignidade de um navio belíssimo. 
Propriedade de interesses ingleses desde Outubro de 2019, está em curso nova mudança de propriedade, neste ano em que o navio faz sessenta anos de existência. 
Foi entregue à Empresa Insulana de Navegação na Dinamarca em Outubro de 1961 e fez a viagem inaugural a 4 de Novembro desse ano já tão distante. Foi sempre um navio de elite na Marinha Mercante portuguesa, com grandes Comandantes Oficiais e Tripulações, sendo de lamentar o falhanço da última tentativa de o manter em Portugal, protagonizada por Rui Alegre, com o apoio (envenenado?) do banco Montepio.
Viajei no FUNCHAL pela primeira vez em 1963 e o navio era um encanto de elegância e conforto, muito bem decorado com simplicidade e qualidade, era um navio luminoso, cheio de vida, rápido e imensamente bonito. As muitas transformações a que foi sujeito a partir de 1972 permitiram que tivesse navegado durante mais de 50 anos, mas perdeu o ambiente original inesquecível. 
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A propósito da nossa Marinha Mercante - L. M. Correia entrevistado pelo Jornal da Economia do Mar


Entrevista de Luís Miguel Correia feita por Gonçalo Magalhães Colaço, Diretor do Jornal da Economia do Mar, publicada a 8 de Março de 2021. A pregar aos peixes...
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Wednesday, March 03, 2021

Lancha P01 BOJADOR da GNR




Aspectos da nova lancha BOJADOR (P01) construída no estrangeiro pelo estaleiro holandês Damen, que chegou a Lisboa no passado domingo, 28 de Fevereiro. 
Custou €8.485.700, financiados em dois terços pela União Europeia, e faz parte de um conjunto de 4 lanchas, sendo as três ainda por entregar mais pequenas.
Fotografias tiradas à lancha na Doca de Alcântara a 2 de Março. Ainda não foi entregue pelo estaleiro, o que se deverá concretizar em Abril.
A compra desta lancha costeira parece ter criado algum desconforto junto de elementos próximos da Marinha de Guerra, com diversas personalidades a afirmarem-se contra duplicação de meios por parte do Estado no que toca a embarcações e navios patrulha. Pela minha parte lamento, antes de mais, que as novas lanchas não tenham sido construídas em Portugal, como acontecia quando em termos políticos se considerava de interesse nacional promover a indústria naval e criar empregos. 
A Marinha Portuguesa dispõe cada vez de meios mais reduzidos para cumprimento das missões que lhe são atribuídas. Faltam navios e dinheiro para manter e atualizar os atuais, e falta gente.
Hoje somos um protetorado da União Europeia de segunda ordem e quem decide verga-se aos interesses de quem dá com uma mão. Esperemos que depois não tirem com a outra. 
A DAMEN tem construído algumas lanchas e pequenos navios para entidades ligadas ao Estado Português, nomeadamente a frota de catamarans para a carreira do Barreiro entregues à Soflusa e uma lancha de pilotos para Lisboa.
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Friday, January 22, 2021

O MAR COMO PATRIMÓNIO - por António Barreto





Imprescindível ouvir António Barreto nesta sua palestra brilhante - O Mar como Património - e refletir com honestidade e sensibilidade sobre as suas palavras e pensamentos. Palestra proferida na Academia de Marinha, em Lisboa, em Janeiro de 2019. Talvez o depoimento mais lúcido sobre o nosso Mar desde há muitos anos, com um olhar aberto e independente. 
Parabéns ao Palestrante e à Academia de Marinha por nos trazer este contributo de reflexão. Porque, não haja dúvidas, o Mar Português é imprescindível e não faz qualquer sentido esta Desmaritimização demais de quatro décadas que nos faz mais pobres e ignorantes. Luís Miguel Correia 

Thursday, November 26, 2020

MAR PORTUGAL passou a chamar-se MÁRIO RUIVO


O navio oceanográfico MAR PORTUGAL, adquirido há mais de 5 anos, no final do segundo Governo Passos Coelho, e que entretanto foi reconvertido para navio de investigação das pescas em Peniche, vai fazer finalmente a primeira campanha de investigação, mas com novo nome, atribuído recentemente por decisão política. 
O MAR PORTUGAL chama-se agora MÁRIO RUIVO, em homenagem ao cientista e político anti-fascista do século XX, que faleceu em 2017.
Mudar por mudar o nome de um navio não deixa imagem séria de quem terá tomado a decisão, mas volta e meia em Portugal opta-se por estas iniciativas, mudando nomes de pontes, aeroportos, navios, etc., à modo do terceiro mundo. Vem-me à memória, quando da mudança de regime em Outubro de 1910, as mudanças de nomes de navios pelos republicanos, como aconteceu ao maior navio da nossa Armada de então, o cruzador D. CARLOS, que se passou a chamar ALMIRANTE REIS e mais pareceu um segundo assassinato do infeliz rei.
O n/m MÁRIO RUIVO tinha prevista a saída de Lisboa para o primeiro cruzeiro de investigação das pescas a 18 de Novembro, mas alguns tripulantes foram infetados com vírus, e o navio permanece atracado ao cais da Rocha, onde o fotografámos ontem, 25 de Novembro.
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Sunday, July 05, 2020

Abril de 1974: Cento e treze navios

O Jornal do Comércio, de Lisboa, durante mais de um século o principal diário português dedicado às actividades económicas, que se publicou de 1853 a 1977, deu sempre grande destaque aos transportes marítimos e marinha mercante.
Não me lembro quando comecei a gostar de ler o JORNAL DO COMÉRCIO, mas se a memória não falha, foi uma descoberta durante uma visita ao escritório do meu Pai, onde havia uma assinatura dessa prestimosa publicação, teria eu os meus 10 anos, se tanto.
Um dos atractivos da leitura do jornal era a rubrica diária com a posição dos navios de comércio portugueses, de que reproduzo a relativa a 5 de Abril de 1974, por mim recortada na altura, datada e arquivada.
As posições dos navios eram apresentadas segundo as carreiras em que operavam, e em Abril de 1974, a lista incluía 113 navios. Esta lista era a reprodução da lista oficial, publicada diariamente pela Junta Nacional da Marinha Mercante, organismo que em dada altura me passou a enviar essa informação todos os dias por correio.
A frota existente em 1974 apresentava muitos navios de carga, em parte aquisições recentes, embora a frota de navios de passageiros já tivesse sido muito reduzida, e em vias de ser ainda mais, sobrevivendo poucos anos depois apenas o FUNCHAL e o PONTA DELGADA, que acabaram vendidos nos leilões das liquidações de 1985, embora tenham sido comprados por outros armadores.
Fotografia do paquete ANGRA DO HEROÍSMO, da Empresa Insulana, que seria vendido para sucata em Abril de 1974, com apenas 18 anos de idade.
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WORLD EXPLORER em Viana do Castelo









O navio de cruzeiros português WORLD EXPLORER atracado em Viana do Castelo em Junho de 2020: a pandemia de Covid-19 refletiu-se na operação do WORLD EXPLORER para 2020 (a totalidade da frota mundial de navios de cruzeiros está parada), e, depois de concluir o fretamento para a Quark, saiu de Ushuaia a 18 de Março, sem passageiros, numa travessia posicional direta para Viana do Castelo, onde se encontra desde 7 de Abril. 
No estaleiro construtor aproveitou-se esta paragem forçada pelas circunstâncias para pequenas reparações, ajustamentos e melhorias, habituais num navio protótipo após as primeiras viagens, aguardando agora o WORLD EXPLORER que o mercado de cruzeiros retome a sua dinâmica na Europa. Fotografia original de Luís Miguel Correia

Características principais do n/m WORLD EXPLORER 

Tipo: navio de passageiros de cruzeiros polares

Projeto: arquiteto naval Giuseppe Tringali

Construção: estaleiro WestSea, Viana do Castelo (constr. n.º 010)

Assentamento da quilha: 13-10-2017

Batismo: 6-04-2019 no estaleiro de Viana

Madrinha: Carla Bruni Sarkozy. 

Entrada ao serviço: 1-08-2019

Armador: Mystic Cruises S.A., Porto

Bandeira: Portuguesa (registo internacional da Madeira)  N.º IMO: 9835719

Arqueação bruta / líquida: 9923 GT / 2978 NT  Porte bruto: 1150 toneladas

Deslocamento leve / máximo: 5525 / 6675 T

Comprimento f.f.: 126,00 m  Comprimento p.p.: 113,15 m

Boca na ossada: 19,00 m (25,00 m máx.) Pontal na ossada: 7,00 m Calado: 4,75 m

Propulsão híbrida diesel-eletrica Rolls Royce, com 2 motores principais diesel Bergen C2533L8P e 1 gerador auxiliar Bergen C2533L6P ligados a 1 motor eletrico de baixa voltagem FIFE «Savecube», com a potência instalada de 7330 kw, 2 hélices de passo variável. Velocidade máxima: 16 nós. 

Passageiros / Tripulantes: 200 / 111 Custo: €80.000.000

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Tuesday, April 07, 2020

A chegada do Paquete PÁTRIA a 1 de Janeiro de 1948


Documentário de Aníbal Contreiras apresentando a viagem de entrega do Paquete PÁTRIA, de Clydebank para Lisboa, onde entrou pela primeira vez a 1 de Janeiro de 1948. Faz parte da colecção da Cinemateca Nacional, mas está incompleto e sem som. De qualquer forma é um documento notável e pode ser visualizado aqui

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WORLD EXPLORER de regresso da Antártida

O novo navio de cruzeiros português WORLD EXPLORER está a fazer uma longa viagem posicional, desde o porto argentino de Ushuaia, de onde largou a 18 de Março, após terminar a primeira temporada de cruzeiros na Antártida, fretado à companhia Quark Expeditions, para Viana do Castelo, onde deverá chegar dia 7 de Abril pelas 18h00. 
Estava prevista uma viagem com passageiros, mas a actual situação de pandemia viral levou à decisão de fazer regressar a Viana o navio que agora irá aguardar condições que permitam o regresso aos cruzeiros em águas europeias.
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Saturday, March 07, 2020

Os mais belos cargueiros portugueses

Conheci dezenas de navios de carga portugueses, alguns lindíssimos e volta e meia penso qual era o mais bonito. Habitualmente inclino-me para considerar o BEIRA de 1963 o mais elegante de todos, mas o NACALA, construído em Hong Kong em 1966 e comprado em 1968 não lhe ficava atrás em termos estéticos.
Os navios de carga da CNN tiveram as mesmas cores dos paquetes até 1970, isto é, chaminés pretas (adoptadas logo em 1880 quando da formação da Nacional), cascos cinzento claro e linha de água verde. Bela combinação de cores mas de difícil manutenção. Na imagem, pormenor do NACALA com as cores originais. Depois teve chaminé azul e casco preto, tendo acabado em Alhos Vedros com casco azul.
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Navio-escola SAGRES


O Navio-escola SAGRES prossegue a sua quarta viagem à volta do mundo e navega pelo Atlântico Sul, tendo largado de Lisboa a 5 de Janeiro último. 
Um dos mais famosos navios portugueses, o NRP SAGRES foi adquirido há já 58 anos e tem prestado serviços inestimáveis, a Portugal e à sua tão débil cultura marítima. E é um regalo para a vista  e para a alma saber a SAGRES a navegar e a mostrar a nossa bandeira pelos confins do mundo.
(Mais palavras e imagens minhas da SAGRES aqui)
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Friday, March 06, 2020

Navio oceanográfico MAR PORTUGAL


Comprado há 5 anos, o navio oceanográfico MAR PORTUGAL ainda não fez praticamente nada de útil, nem em prol do Mar Português nem em prol da investigação das pescas, e está encostado na Base Naval de Lisboa, ao Alfeite, encalhado na incapacidade do Estado em lidar com os navios e o Mar.

O navio merece melhor sorte. O benfeitores estrangeiros que financiaram a sua compram mereciam mais respeito. Muito triste, a situação do navio, os milhões gastos entretanto, e a atitude de incapacidade que apenas amplia a mentira que é a ligação de Portugal ao Mar.
(Mais palavras e imagens minhas acerca do MAR PORTUGAL aqui).
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Thursday, March 05, 2020

O navio-tanque AIRE de 1946



Acabei de escrever mais uma biografia de um navio mercante português do século XX para publicação na Revista de Marinha e aqui vos deixo algumas palavras do preâmbulo do artigo. Sempre a reflectir sobre a nossa negação face aos navios e ao Mar.
"A inexistência de navios petroleiros em Portugal quando rebentou a Segunda Guerra Mundial em 1939 teve consequências dramáticas para a economia nacional na década de 1940. Provavelmente se então dispuséssemos de petroleiros não teria sido necessário o racionamento de produtos petrolíferos que funcionou até 1946. Na altura o recurso possível foi entregar ao Instituto Português de Combustíveis (Estado) a responsabilidade pela logística do abastecimento de produtos petrolíferos, refinados e crude, na sequência do arranque da refinaria da Sacor em Cabo Ruivo em 1940.
Sem navios próprios, Portugal gastou uma fortuna incalculável no afretamento de navios-tanques a França (Vichy), Espanha e Suécia, e alguns desses navios foram afretados com opção de compra, constituíndo depois em 1946 a base da frota da futura SOPONATA, criada em 1947 por iniciativa do ministro da Marinha Américo Tomás, que no cargo de primeiro Presidente da Junta Nacional da Marinha Mercante, de 1940 a 1944, viveu por dentro os dramas infindáveis de otimização da operação dos velhos navios que então constituiam a nossa Marinha Mercante. Aprendeu a lição e teve força e a perseverança para, com o Despacho 100 e um esforço permanente de propaganda da economia do mar, promover a aquisição de uma frota nova. O petroleiro AIRE, comprado em 1946 pelo IPC foi um dos pioneiros da futura frota de navios-tanques portugueses que tão bons resultados proporcionou durante 50 anos.
Mudaram-se os ventos, renegou-se a história e o nosso Mar e hoje em termos de Transporte Marítimo próprio estamos piores que em 1939. No que toca ao transporte de combustíveis batemos no fundo – somos zero, desmantelámos a SOPONATA e a frota da Sacor e até barcaças para abastecimento de bancas afretamos ao estrangeiro no que me parecem atos criminosos lesivos do interesse nacional. Mas a verdade é que nada disso conta para nada exceto os lucros imediatos de alguns poucos. O AIRE navegou apenas 6 anos com as cores portuguesas. Na altura era considerado inferior aos parâmetros de qualidade e exigência da frota da SOPONATA, foi substituído por navios novos mais eficientes e vendido aos espanhóis. Em Espanha foi remendado várias vezes e navegou mais 31 anos, os últimos a dar combustível à frota pesqueira espanhola que nos substituiu em Angola e Moçambique."
O resto leiam quando sair a Revista de Marinha... A fotografia mostra o AIRE com o seu quarto e último nome, em 1986, após docagem em Durban para pintura e beneficiação das obras vivas. Podem também ler a história deste navio no meu livro sobre a SOPONATA.
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Tuesday, March 03, 2020

Géneros e Mares


Como apreciador da simplicidade natural do que nos rodeia ou vamos construindo, (ou alguém nos impõe) confesso que a paciência é pouca para os jogos actuais do politicamente correcto. Gosto tanto de navios e do mar como de livros e há sempre alguns à minha volta, para além daqueles que estou a inventar a cada dia.


Estou a ler BREVIÁRIO MEDITERRÂNICO um daqueles livros que me seduziu ao primeiro folhear e não me está a desiludir. É um daqueles livros obrigatórios e assenta como uma maravilha no meu antigo encanto pelo Mediterrâneo. 

O Autor (Predrag Matvejevitch) em dada altura - no Glossário - discute a questão de Género acerca do Mar. Pertinente. Para nós e para os italianos Mar é masculino, para os Franceses é feminino, e por aí fora. Para mim, o Mar é mais que todos os géneros que se lhe possam associar. É um espaço quase infinito e imprevisível. É também um símbolo da mediocridade dos portugueses, dado que se continua a virar as costas para lá das praias em que molham o pé. 
Falha a cultura marítima que abra horizontes para além do horizonte a partir das praias. Tudo o resto, os discursos oficiais, as poucas práticas no domínio da economia marítima, são fantasias infelizes com raras e importantes excepções. 
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Tuesday, February 18, 2020

INFANTE DOM HENRIQUE em Cape Town


Imagem curiosa do paquete português INFANTE DOM HENRIQUE (1961-1988) em manobra no porto da Cidade do Cabo (Cape Town), numa das escalas regulares da carreira da África Oriental. 
O fumo que parece sair da escotilha do porão n.º 1 é uma ilusão. Trata-se do fumo de um rebocador local, pertença dos Portos e Caminhos de Ferro da África do Sul. Os Sul Africanos tinham uma frota de rebocadores magnífica, com a particularidade de, até muito tarde, estas unidades utilizarem o carvão como combustível, dado que estava disponível localmente, ao contrário do petróleo. Já da chaminé do INFANTE não se vê grande fumo, embora fosse um navio a turbinas a vapor, era um navio discreto em termos de fumaradas, se calhar já a antever o actual movimento de madalenas ecologistas que descobriram nos navios de cruzeiros todos os males deste nosso mundo poluente.
O jornal I da última sexta feira tem cinco páginas dedicadas à campanha contra os paquetes em Lisboa. Artigos muito maus, parciais, a darem voz aos ecologistas zelotas que não sabem fazer o trabalho de casa e acabam a dizer asneiradas. Muito mau mesmo. 

Por aqui, ao contemplar o antigo INFANTE DO HENRIQUE, sinto saudades do perfume do fumo do navio, aquela fragância da nafta que quase se não sente já. Nos navios, como em tantos outros temas, há cheiros que marcam épocas.
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Friday, August 16, 2019

Cruzada contra os cruzeiros no Porto de Lisboa


Título de notícia anti-cruzeiros em Lisboa

O Mundo debate-se com inúmeros problemas e a questão ambiental não é seguramente o menor, mas no meio disto tudo ressaltam a ignorância e a demagogia dinamizadas por alminhas cheias de boas intenções tão nefastas como o puritanismo fundamentalista que tem vindo a mover uma campanha internacional contra os navios de cruzeiros, e que se tem servido de Lisboa para os seus propósitos. Assim têm sido divulgados aqui e ali notícias e artigos relacionados com «estudos» de que ninguém conhece ou reconhece critérios aceitáveis, e cuja leitura denota erros de abordagem básicos. Os navios de cruzeiros são apenas uma parte do movimento marítimo que caracteriza o Porto de Lisboa e a Cidade deve a sua existência ao porto desde sempre embora agora se desvalorize a importância das actividades portuárias e se ignore as suas potencialidades.
Não queremos ver alimentar em Lisboa os disparates que tanto estão a prejudicar Veneza. Os cerca de 320 cruzeiros que este ano incluem Lisboa nos seus itinerários, trazendo ao Tejo cerca de meio milhão de turistas são muito bem vindos. Queremos mais, precisamos de desenvolver mais os cruzeiros em Lisboa, nomeadamente na vertente dos embarques e desembarques. Não precisamos de campanhas de activistas nem de seitas contra os Navios, o Porto e as Navegações de Lisboa.
E já agora, para mim a cidade fica mais bonita e cosmopolita com os seus cais cheios de navios. Já Fernando Pessoa tinha essa sensibilidade tão poética na sua Ode Marítima. 
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Thursday, July 18, 2019

NRP SETÚBAL (P363)


Navio patrulha oceânico NRP SETÚBAL, a largar de Lisboa para mais uma missão SAR, dia 17 de Julho de 2019. 
Bonitos os nossos quatro NPOs. E ainda faltam seis, que muita falta fazem. 

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Bandeira do Mar


Bandeira Portuguesa. Minha. Nossa. De preferência içada à popa de um navio e com o mar por fundo. Porque é indispensável navegar e mostrar a bandeira. Afirmar o nosso mar. 
Fotografia da bandeira da Fragata DOM FERNANDO, Cacilhas, 17 de Julho de 2019.
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S164 NRP BARRACUDA. Em Cacilhas


Antigo NRP BARRACUDA (S164) pintado de fresco na doca seca da Parry & Son, em Cacilhas, onde está a ser transformado em Museu. Nada de menos adequado a um dos melhores submarinos do mundo. 
O nosso último submarino da quarta esquadrilha, que prolongou a vida operacional para além de todos os limites razoáveis, para que não desaparecesse (temporariamente) a arma submarina em Portugal. Uma homenagem aos nossos submarinistas, grandes marinheiros quase desconhecidos. Um repto à cultura marítima portuguesa que não deve esquecer os navios.

Fotografias obtidas a 17 de Julho de 2019 em Cacilhas.Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia