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Friday, August 22, 2014

Os desertores dos vapores LOURENÇO MARQUES e MALANGE



































A notícia do movimento marítimo refere-se a 13 de Novembro de 1948 e foi copiada das páginas do Diário de Lisboa. Não tiveram escapatória os nossos marítimos desertores, certamente encantados com Nova Iorque...
Estes fenómenos de tripulantes tentarem a entrada clandestina nos Estados Unidos da América descendo a escada do portaló era mais comum do que se pensa, em parte devido aos "sonho americano" e mais recentemente, no Verão de 1972, quando o Paquete PRÍNCIPE PERFEITO esteve em Nova Iorque nos grandes cruzeiros desse ano à América a partir de Lisboa, houve um grupo de empregados de câmaras que fizeram o mesmo que os amigos Ezequiel e Matos, não sei se com a mesma sorte de serem depois devolvidos à procedência ou não. E o bicho mau não tentava só portugueses, os tripulantes de navios mercantes dos Países do Leste nos tempos da cortina de ferro eram sérios candidatos à experiência de trocarem os seus paraísos estatais pelo desconhecido no Ocidente, lembro-me de observar, em 1975, quando os cargueiros da URSS começaram a vir a Lisboa, de às 17h00 depois de acabadas as operações de estiva, de a escada do navio ser levantada e reposta na manhã seguinte...
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Wednesday, February 22, 2012

Recordando os cargueiros de Viana para a Colonial

Dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo saíram, ao longo de décadas muitos navios destinados a armadores portugueses que prestaram muitos e bons serviços ao País.
Vivia-se uma época em que havia consciência da importância dos transportes marítimos para a economia nacional e procurou-se sempre ao mesmo tempo apoiar e desenvolver os estaleiros nacionais.
Assim, embora Viana tenha nascido principalmente para construir navios de pesca, cedo começou a diversificar essa primeira vocação, tendo em 1953 construído um primeiro navio de carga, o FUNCHALENSE (II), para a Empresa de Navegação Madeirense.
Os três navios de carga construídos para a Companhia Colonial de Navegação que referimos neste artigo publicado em 1994 na Revista de Marinha foram dos mais interessantes que até à altura se construíram em Viana, sendo de referir que o PORTO e o MALANGE tinham as dimensões máximas possíveis associadas à doca de construção do estaleiro. Chegou a ser considerada a construção de um gémeo do MALANGE, que se deveria chamar PUNGUE, mas depois, com a compra dos navios BAILUNDO e BERNARDINO CORRÊA construídos na Polónia, não se chegou a fazer a encomenda a Viana. O PUNGUE seria muito semelhante ao MALANGE, com a diferença de os paus de carga serem substituídos por gruas.
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Thursday, July 28, 2011

O MALANGE de 1971 e o seu irmão

A série de navios de carga construídos em Viana do Castelo para a Companhia Colonial de Navegação foi completada em 1971 com a entrega, em Abril desse ano, do MALANGE, o segundo navio com este nome a integrar a frota da Colonial.
O MALANGE era gémeo do PORTO, apresentando algumas diferenças importantes: não transportava passageiros, razão porque tinha um pavimento a menos, tinha uma chaminé mais moderna e particularmente elegante, e a proa apresentava escovem diferente do PORTO. 
Em termos de história, a biografia do MALANGE não difere muito da do seu irmão mais velho: em 1974 foi transferido para a CTM e em 1985 ainda chegou a ser comprado pela Portline, mas pouco navegou ao serviço desta empresa, tendo sido vendido para sucata em 1986 e demolido na China com apenas 15 anos. 
De referir que a CCN chegou a considerar construir mais um gémeo do MALANGE, a denominar PUNGUE, que estaria equipado com gruas em vez de paus de carga tradicionais. A compra do BERNARDINO CORRÊA em 1972 acabou por fazer com que não se fechasse mais uma encomenda com os estaleiros de Viana. 

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