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Tuesday, December 11, 2018

PAQUETE PONTA DELGADA DE 1961



PONTA DELGADA (1961-2001)

Recordando o Paquete PONTA DELGADA, o «irmão» em miniatura do FUNCHAL.

Características técnicas:
Navio de passageiros e carga a motor, construído de aço, em 1960-1961. Nº oficial: H 480; Indicativo de chamada: CSHL. Arqueação bruta: 1.054 toneladas; Arqueação líquida: 476 toneladas; Porte bruto: 430 toneladas. Deslocamento leve / máximo: 746 / 1.176 toneladas. Capacidade de carga: 1 porão para 359 m3 de carga geral. Comprimento ff.: 67,17 m; Comprimento pp.: 60,00 m; Boca: 10,20 m; Pontal: 6,25 m; Calado: 3,51 m. Máquina: 1 motor diesel Sulzer de 7 cilindros, modelo 7 TAD 36; potência de 1.575 bhp a 260 rpm; 1 hélice. Velocidade: 13.5 nós (máx. 14 nós). Passageiros: 400 (74 - turística, 64 – 3ª classe, 262 sem acomodação. Tripulantes: 32. Custo: 27.347.000$00.

História:
O PONTA DELGADA foi construído em Lisboa por NAVALIS – Sociedade de Construção e Reparação Naval SARL. (construção nº 191), por encomenda da Empresa Insulana de Navegação, destinando-se a substituir o ARNEL (1.026 TAB / 1955) no serviço de cabotagem nos Açores. O contrato de construção foi assinado a 10-03-1960 com o Estaleiro Naval da CUF, que em 30-12-1960 deu lugar à NAVALIS. A quilha foi assente a 14-11-1960 e o casco lançado à água em 3-04-1961, sendo madrinha a Sr.ª. Dª. Maria Madalena Pinto Basto Bensaude. O PONTA DELGADA foi entregue à EIN em 27-12-1961, sendo seu primeiro comandante o capitão Armando Gonçalves Cordeiro. O navio foi visitado pelo Ministro da Marinha, almirante Fernando Quintanilha a 3-01-1962 e registado na capitania do porto de Lisboa a 12-01-1962. Em 17-01 saiu de Lisboa para Ponta Delgada (19-01) na sua primeira viagem e em 30-01 iniciou a cabotagem largando de Ponta Delgada para as ilhas do Grupo Central. Em Agosto de 1966 o PONTA DELGADA efectuou um cruzeiro Lisboa – Funchal – Lisboa fretado à Federação Portuguesa de Vela. Por fusão das empresas Insulana e Colonial em 4-02-1974, foi criada a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos SARL, para quem transitou nesta data a propriedade do PONTA DELGADA, ao qual foi então atribuído o nº. oficial I 463. O navio assegurou o serviço de passageiros entre as ilhas dos Açores durante 22 anos. Imobilizado em Lisboa de 5-12-1983 a 14-05-1984, o PONTA DELGADA regressou aos Açores onde operou até 19-10-1984, regressando a Lisboa (22-10) onde ficou imobilizado. A 16 e 17-08-1985 o PONTA DELGADA foi fretado para ser efectuada a bordo a rodagem de um filme, efectuando a última saída para o mar com as cores da CTM. Em 23-09-1985 foi vendido à COMTRAMAR – Companhia de Transportes Marítimos, de Lisboa, por 15.000.000$00, permanecendo imobilizado em Lisboa. Em 5-07-1986 o navio efectuou um cruzeiro Lisboa – Sesimbra – Lisboa, após o que sofreu uma modernização no estaleiro na Lisnave – Rocha, sendo adaptado para cruzeiros costeiros.  Em 8-08 saiu para Portimão para efectuar cruzeiros na costa do Algarve, regressando a Lisboa a 26-09-1986. Funcionou como bar e restaurante atracado na doca de Alcântara até 01-1987. Em 10-1987 o PONTA DELGADA teve a chaminé aumentada e modernizada em Lisboa. Fretado à companhia grega Marine Faith, do Pireu, o PONTA DELGADA saiu de Lisboa a 5-01-1988 com destino a Moçambique, escalou Las Palmas, Tenerife, Dacar e Walvis Bay, entrando no Maputo a 4-02. Em 9-02 foi entregue ao Governo Moçambicano, iniciando a 17-02 a primeira de uma série de viagens na costa de Moçambique, onde operou até 18-08. No regresso de Moçambique fez escalas em Walvis Bay, Dacar e Funchal, onde esteve de 25-09 a 6-12, entrando em Lisboa pela última vez em 8-12-1988. Após 13 anos imobilizado em Lisboa acabou abandonado e vandalizado no cais do Poço do Bispo, onde se afundou a 3-06-2001 por alagamento do casco. Em Dezembro de 2007 começou a ser desmantelado no local do afundamento.
Mais referências LMC ao Paquete PONTA DELGADA aqui e aqui.

Wednesday, December 14, 2016

CARGUEIROS ROÇADAS e SERPA PINTO


Uma das minhas primeiras fotografias de navios, tirada em Janeiro de 1975: os navios gémeos SERPA PINTO e ROÇADAS na Doca de Alcântara.
A CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, S.A.R.L. foi constituída a 4 de Fevereiro de 1974 por fusão da Companhia Colonial de Navegação com a Empresa Insulana de Navegação e os navis gémeos ROÇADAS e SERPA PINTO pertenciam à Insulana. A introdução das cores da CTM em todas as unidades da frota foi sendo feita gradualmente a partir de Julho de 1974, primeiro com a pintura do LOBITO, no estaleiro da Rocha da Lisnave, e à data da fotografia o SERPA PINTO apenas tinha a chaminé pintada com as cores novas, mantendo o casco cinzento, enquanto o ROÇADAS, atracado ao cais Norte da doca, já apresentava o casco azul escuro... De realçar ainda o rebocador MUTELA, da CTM.
Comecei a fotografar os navios e o ambiente marítimo nas docas de Lisboa em 1970, mas só em Fevereiro de 1975 tive uma máquina fotografica digna desse título, uma Olympus, embora antes dessa fase utilizasse outras máquinas básicas, com filme 120 mm, caso da imagem apresentada acima.
Imagem publicada no BNM inicialmente em 2008, agora republicada com texto revisto.
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Friday, February 21, 2014

"Utilize Navios Portugueses" (eheheheheh....)


O título deste artigo pode dar a entender que o autor (LMC) terá entrando em desvario profundo, pois hoje na maior parte das necessidades de transporte marítimo, é impossível cumprir este título pela razão simples de que não temos navios. 

O título é reproduzido de um anúncio da antiga CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, publicado até 1985 nas páginas da Revista de Marinha. Trata-se de um trabalho criativo do designer Pepe Duarte, que integrava os quadros da CTM, vindo da Insulana e marcou a comunicação visual destas empresas durante cerca de 15 anos.
A CTM fazia apelo a que se utilizassem os navios nacionais e mantinha de forma esforçada uma série de serviços de linhas internacionais, o mesmo fazendo outras empresas da época, como a CNN ou a Econave. 
Na prática, os carregadores portugueses marimbaram-se sempre para a importância de apoiarem e acarinharem uma frota de navios mercantes portugueses ao serviço da economia nacional. Em muitas circunstância o Estado fazia o mesmo, apesar de existir legislação proteccionista dos navios portugueses, muitas vezes ignorada.
Hoje levantar esta ideia pode até ser visto como revivalismo ou nostalgia do passado, pois já ninguém concebe sequer que Portugal volte a participar nos transportes marítimos mundiais com frota própria, tal a tacanhês e afastamento real do mar e suas actividades económicas que caracterizam os nossos governantes e entidades privadas. Faltam armadores, iniciativas, financiamentos, saber, tripulações... E entretanto continuamos a utilizar a via marítima para a maior parte das nossas necessidades de transportes, gastando milhões às centenas em fretes pagos a estrangeiros. Mas ninguém parece preocupado com esta realidade. Tenho pregado este problema até à exaustão toda a minha vida.
Voltando à CTM, a empresa nasceu a 4 de Fevereiro de 1974, em má hora, resultando da fusão da Companhia Colonial de Navegação (1922-1974) com a Empresa Insulana de Navegação (1871-1974). Chegou a ter cerca de 40 navios, incluindo navios de passageiros, cargueiros e algumas unidades especializadas - porta-contentores, graneleiros - além de unidades auxiliares - rebocadores e batelões. A virose da Desmaritimização tolheu a CTM em cerca de 11 anos, acabando o Governo por optar pela sua liquidação em Maio de 1985, seguindo-se a venda de todos os navios e mais património.
A imagem mostra o navio de carga e passageiros GANDA de 1948, com as cores da CTM a chegar a Lisboa em 1976, com as cores iniciais desta empresa. Atracado na Rocha pode ver-se o paquete CRISTOFORO COLOMBO. Tenho vindo a publicar a história de alguns navios da CTM aqui...
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Friday, November 29, 2013

E já agora, uma amostra do ILHA DE S. MIGUEL...


E já agora, uma amostra do porta-contentores ILHA DE S. MIGUEL, ex-ANJA, da CTM, a largar de Lisboa para as Ilhas no início dos anos 1980. Em 1986 passou a ser o AÇOR da Mutualista Açoreana. A história pormenorizada deste navio está publicada e ilustrada no meu livro n.m. CORVO de 2007. Ver aqui...

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Thursday, November 28, 2013

Porta-contentores MADEIRA da CTM


Este porta-contentores é talvez o menos conhecido dos navios que tiveram as cores da CTM. Muito parecido com o ILHA DE S. MIGUEL, depois o AÇOR da Mutualista Açoreana, o MADEIRA foi construído em 1970 em Hamburgo pelo estaleiro Sietas (construção nº. 668) com o nome SUDERFEHN (1970-1972), chamando-se depois, sucessivamente, AMANDA I (1972-1976), ANNY (1976-1977), AMANDA I (1977-1982), KENYA (1982), AMANDA I (1982). Esteve fretado à CTM em 1982 após o que foi vendido a interesses chineses, passando a chamar-se WAH YEE ainda nesse ano de 1982. Acabou por se perder o rasto deste navio, pelo que em 2012 o Lloyd's Register retirou-o do registo de navios mercante fundamentado na dúvida acerca da existência deste navio nos dias que correm.
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Thursday, October 31, 2013

BLUE MASTER II


Porta-contentores BLUE MASTER II saindo de Lisboa a 30 de Outubro de 2013, ao serviço da companhia MACS, de Hamburgo. Sabem qual a origem desta companhia, que ocupa um importante nicho de mercado na carreira da África do Sul? Um belo dia a CTM decidiu acabar com a carreira Norte da Europa - Africa do Sul - Moçambique, o que foi feito de repente, com 1000 toneladas de carga geral no cais em Hamburgo a aguardar um dos nossos navios que nunca chegou. O agente da CTM teve de afretar um navio e a coisa correu tão bem, que nunca mais parou e entretanto proporcionou uma bela fortuna a duas gerações da família Scheder. Os cargueiros da CTM desviados na altura dessa carreira (BAILUNDO, BERNARDINO CORRÊA, CARVALHO ARAÚJO, PEREIRA D'EÇA, MALANGE, ROÇADAS, SERPA PINTO, etc...) passaram a andar no Tramping que provou negativamente, pelo que a partir de 1982 estes navios foram imobilizando na Doca de Alcântara e no Mar da Palha, acabando por serem vendidos em leilão em 1985. O CARVALHO ARAÚJO, por exemplo, navegou apenas durante 13 anos...

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Thursday, August 01, 2013

FUNCHAL, Fugas, Público...


O nosso belo e querido FUNCHAL renovado, pintado e mediatizado em divulgação no jornal Público via Fugas...

Ver aqui... Mais um belíssimo trabalho de divulgação do FUNCHAL a integrar uma campanha alargada na imprensa e em outros suportes portugueses, promovida pelo novo operador Portuscale, claro com uma ajudinha de uma empresa de comunicação. Tudo certinho, ainda não li em lado nenhum classificarem o nosso veterano de aventuras insulares e outras como "paquete de passageiros", "embarcação" e outros mimos frequentes. Muito bem.
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FUNCHAL de regresso ao mar...

O nosso belo Paquete FUNCHAL no estaleiro naval do Porto de Lisboa, em reportagem em directo no "Bom Dia Portugal" da RTP esta manhã. Ver aqui...
É sempre bom ver uma peça jornalística em que não se dizem asneiras, embora também não se diga nada de novo. Curiosamente tanto a jornalista como o armador e o comandante infringiram as disposições de segurança do estaleiro, sem capacetes de protecção e outras parafernálias securitárias. Sustive a respiração a ver a peça não fosse aparecer o simpático senhor baptista da rocha, que não se deve confundir com o famosíssimo Leão da Estrela ou a clássica mulatinha Preta Fernanda, de boas memórias no imaginário boémio do Cais do Sodré e Aterro lisboeta do século XIX, o meu receio era ver, em directo cair um parafuso na cabeça de algum dos divulgadores do nosso FUNCHAL. Tal não aconteceu... 
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Tuesday, July 31, 2012

O n/m PORTO em Viana

Navio de carga geral e passageiros PORTO fotografado em 1967 na doca dos estaleiros de Viana do Castelo, onde foi construído em 1966-67 por encomenda da Companhia Colonial de Navegação para a carreira de África.
Construído com assistência técnica do estaleiro belga Cockerill, o PORTO foi uma realização importante da nossa indústria naval na década de 1960 e provou ser um belíssimo navio. Foi também um exemplo do esforço português ao longo do século XX para se desenvolver entre nós a indústria de construção naval, para o que funcionaram mecanismos diversos de incentivos estatais, nomeadamente a pressão política. Com mais ou menos dificuldades os estaleiros cresceram e acabaram por se imporem, ganhando inclusivé alguma projecção internacional, caso da Lisnave, Setenave e Viana do Castelo. 
Ainda hoje à indústria naval é reconhecido um elevado potencial no conjunto das actividades marítimas em Portugal, mas o quadro presente é a completa negação dessas potencialidades. Monumento a essa incapacidade é o estaleiro da Margueira, inaugurado em 1967 e que chegou a ser o maior estaleiro de reparação da Europa e uma referência mundial. Paradigma da nossa negatividade presente é a forma como se criaram os problemas que acabaram por paralisar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, e a morosidade na apresentação de uma solução responsável e equilibrada para esta infraestrutura industrial que já construiu mais de 200 navios e está paralisada apesar de ter encomendados dois navios asfalteiros destinados à Venezuela, contrato de 128 milhões de euros em incumprimento por falta de meios para se dar início à construção dos navios. Igualmente ligado a Viana é o processo do navio de passageiros ATLÂNTIDA, feito à medida para operar nos Açores, que se viu vítima de uma intriga política irresponsável e cara, que continua a aguardar destino, isto para já não falar do seu irmão mais pequeno ANTICICLONE, parcialmente construído no estaleiro. Outra oportunidade duplamente perdida foi o programa de construção dos Patrulhas Oceânicos, com apenas um navio entregue, o NRP VIANA DO CASTELO e uma segunda unidade a aguardar à anos a sua conclusão - o futuro NRP FIGUEIRA DA FOZ. A falta de construção atempada destes navios tem obrigado ao gasto de milhões de euros no prolongamento da vida útil das seis corvetas que ainda restam, com cerca de 40 anos de actividade, para não falar das oportunidades perdidas na exportação desta classe de navios.
Não nos podemos dar ao luxo de adiar mais as soluções urgentes para garantir um futuro necessário e urgente aos Estaleiros de Viana do Castelo, agora em fase de privatização, cujo lançamento foi anunciado pelo Governo para Julho, mês que termina já amanhã. Cada dia que passa amplia a agonia dos estaleiros e aumenta a indignação por tanta imobilidade. Privatizem depressa os estaleiros e incentivem interesses portugueses a participar na operação, depressa, que está tudo a morrer na praia. 
O Governo, este e os anteriores merecem uma profunda reprimenda pela falta de boa gestão da empresa e pela estratégia de deixar andar. E os contribuintes a pagar mais esta factura de indigência política. Inaceitável.
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Friday, July 13, 2012

Postais do paquete FUNCHAL



Apresentamos no nosso site dedicado a postais de navios mais de 20 postais diferentes do paquete FUNCHAL apresentando o navio ao longo de cerca de 50 anos de actividade, desde os primeiros postais editados pela Empresa Insulana de Navegação até aos mais recentes editados pela Classic International Cruises... Ver aqui...
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Thursday, March 01, 2012

Alongamento n/m THISBE

Navio de carga francês THISBE (3.520 GRT / 1966) fotografado dentro da doca nº 1 do estaleiro da Rocha no ano de 1974, a ser alongado com uma secção de 14,7 metros aumentando a capacidade de carga e o porte bruto. A arqueação bruta aumentou para 4.160 toneladas.
O estaleiro da CUF / NAVALIS / LISNAVE especializou-se neste tipo de reconversões, a partir da alteração efectuada em 1959 ao paquete RITA MARIA. As secções do casco eram construídas nas carreiras deste antigo estaleiro.
A fotografia mostra em segundo plano o rebocador D. LUIZ I da AGPL, pintado de amarelo e o paquete UIGE da CTM mas ainda com as cores da Companhia Colonial. O primeiro navio a receber as novas cores da CTM seria o cargueiro LOBITO, em Julho de 1974, precisamente neste estaleiro. Voltando ao cargueiro THISBE, continuou a navegar com este nome até 1979, quando se passou a chamar MONA I. Foi desmantelado em 1986. Fotografia cedida por Nuno Bartolomeu a quem agradecemos a atenção.
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Friday, November 18, 2011

CEDROS no Mar da Palha

Esta minha fotografia, cuja digitalização foi enviada por mensagem da rede integrada num conjunto de imagens sem autores identificados, mostra o navio de carga português CEDROS da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos fundeado no Mar da Palha, ao largo de Lisboa, em 1985.
Nesse ano foi vendido à COMPONAVE  e com as cores da nova empresa fez algumas viagens a Cabo Verde sendo depois vendido para desmantelar em Alhos Vedros.
Em 1985, com a imobilização progressiva da frota das empresas públicas CNNe CTM, o Mar da Palha encheu-se de navios a aguardarem destino. Os navios da CTM tinham as suas tripulações rendidas diariamente utilizando uma lancha ou rebocador qu largava pelas 8H15 das Escadinhas da Sanidade, à Ponta da Rocha e muitas vezes lá ia eu comas minhas Nikons à caça de imagens e navios.
O CEDROS fazia parte de um grupo de três unidades gémeas compradas em 1972 à DFDS pela Empresa Insulana de Navegação que receberam os nomes LIMA, CEDROS e GORGULHO. Os três navios fizeram essencialmente a carreira das Ilhas mas operaram também para o Norte da Europa. Vinham a Lisboa antes de serem portugueses com a bandeira dinamarquesa ao serviço da DFDS pois faziam a carreira do Mediterrâneo, sendo então seis gémeos. Os outros três foram vendidos a armadores italianos na mesma época. Em 1985 o CEDROS e o LIMA foram adquiridos pela COMPONAVE enquanto o GORGULHO foi comprado pela Transinsular.
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Friday, July 22, 2011

N/M BAILUNDO de 1969

Comprado novo a um estaleiro polaco pela Companhia Colonial de Navegação em 1969, o navio de carga geral BAILUNDO fez parte de um conjunto de 70 navios de comércio comprados por armadores portugueses entre 1968 e 1974 no que viria  a ser o último período de grande expansão dos transportes marítimos em Portugal.
O BAILUNDO e o seu irmão CUNENE, comprado logo a seguir pela Sociedade Geral, destinavam-se a um armador grego que faliu durante a construção dos navios, razão pela qual o primeiro chegou a ser lançado ao mar com nome grego: ARTEMONAS. Foram os cargueiros mais elegantes da sua geração, denotando o seu desenho uma preocupação estética fora do vulgar. 
Entrado ao serviço na carreira de África no final de 1969, o BAILUNDO integrou a frota da CTM em Fevereiro de 1974 por fusão das empresas Colonial e Insulana. Em 1985, com a liquidação da empresa armadora, o navio seria vendido a interesses gregos e, com o nome BAILUNDO L fez uma última viagem para o Oriente, com bandeira de Chipre e o nome BAILUNDO L, sendo desmantelado na ilha Formosa em 1986.
 Legenda das imagens: de cima para baixo, o BAILUNDO com as cores da CCN em 1969 saindo do Tejo; o navio no Mar da Palha em 1985 imobilizado para venda; o BAILUNDO L após venda ao estrangeiro atracado ao estaleiro da Rocha em preparativos de largada; pormenor do costado do BAILUNDO na fase final da CTM, acusando falta de manutenção e corrosão.


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Tuesday, March 29, 2011

SERPA PINTO na REVISTA DE MARINHA


Há mais de 40 anos que de máquina fotográficas na mão passo em revista os navios e o Tejo. Durante anos fazia a pé o percurso Janelas Verdes - Rocha - Alcântara nem sempre por esta ordem. Numa dessas patrulhas, ainda antes de ter o meu primeiro carro, apanhei o cargueiro SERPA PINTO a sair para a sua última viagem, curta por sinal, largando da Doca de Alcântara a 10 de Março de 1983 para fundear no Mar da Palha, onde permaneceria por mais de dois anos até ser vendido ao estrangeiro na sequência da liquidação da frota da CTM e CNN. Essa fotografia serviu de capa à edição de Outubro de 1983 da REVISTA de MARINHA, para a qual escrevi diversos artigos e o editorial dedicado à história do SERPA PINTO. Aqui fica essa recordação. Para leitura do texto basta fazerem click sobre a imagem para ampliar a mesma.
Outros destaques escritos por mim nessa edição: os artigos "Adquirido Navio de Passageiros para a carreira Funchal - Porto Santo", uma notícia comentada com 3 páginas e 3 fotos sobra a compra do catamaran INDEPENDÊNCIA na Noruega em Setembro desse ano e um artigo descrevendo "O novo paquete SCANDINAVIA" descrito em 4 páginas e 6 fotos. Mal sabia eu que ainda iria estar embarcado neste navio durante 5 semanas muitos anos depois, com o paquete a chamar-se ISLAND ESCAPE...
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Wednesday, February 16, 2011

N/M GANDA (III) 1948-1982

Dois aspectos do navio de carga e passageiros GANDA, o terceiro com este nome a integrar a frota da Companhia Colonial de Navegação. 
Na primeira imagem o GANDA acabou de entrar em Lisboa pela primeira vez, acabado de construir, em 1948.
Mais de trinta anos separam esta da segunda imagem, que apresenta o GANDA com as cores iniciais da CTM, adoptadas em 1975, com casco azul, posteriormente alterado para preto.
Atracado ao cais da Rocha pode ver-se o paquete italiano CRISTOFORO COLOMBO. O GANDA foi desmantelado em Alhos Vedros em 1982.
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Monday, December 22, 2008

O FIM DO CARGUEIRO AMBOIM





Construído em 1948 na Escócia para a Companhia Colonial de Navegação, o navio de carga e passageiros AMBOIM foi uma das unidades da frota da CCN que a 4 de Fevereiro de 1974 integraram a nova empresa CTM.
O AMBOIM teria no entretanto uma curtíssima carreira com as cores da CTM.
O navio fazia a carreira Mediterrâneo - Portugal - África Ocidental e Oriental Portuguesa e foi pintado com as cores da da CTM em Novembro de 1974, largando em lastro para o Mediterrâneo a 20 de Novembro de 1974. O nevoeiro e a excessíva aproximação a Cascais para desembarcar o Piloto ditaram o encalhe do navio e o seu fim.
Estas imagens fazem parte do arquivo do nosso amigo Luís Filipe Morazzo, a quem agradecemos o envio.
Texto de L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Wednesday, July 09, 2008

PONTA GARÇA NA CTM

Fotografia do PONTA GARÇA a atracar ao Cais de Santos, vindo dos Açores com gado vivo, tendo o navio já casco preto, adoptado pela CTM como medida de economia, pois esta tinta era mais barata que o azul usado a partir de 1974.
No tempo da CTM o navio continuou a fazer a carreira dos Açores, como acontecia já na fase anterior ao servio da Insulana...
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VENDA DO PONTA GARÇA À TRANSINSULAR

Em 1985 o PONTA GARÇA passou à fase final da sua longa vida, com a liquidação da CTM, fretamento à Transinsular e posterior compra por esta empresa, quando se passou a chamar ANTERO DE QUENTAL.
Dado que o porto das Flores estva em construção, a ilha tinha de ser abastecida por um navio de carga geral com meios de descarga para barcaças ao largo, função cumprida pelo ANTERO DE QUENTAL até 1988, quando foi substituído pelo MIGUEL CORTE REAL e vendido para a sucata.
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Thursday, July 03, 2008

O FIM DO CARGUEIRO PORTO

As minhas últimas fotografias do navio de carga e passageiros PORTO, contruído em Viana do Castelo para a Companhia Colonial de Navegação, e entregue em 1968.
Durou apenas 17 anos sendo vendido para desmantelar em Espanha em 1985 durante o processo de liquidação da CTM, empresa a que passou a pertencer em 1974.
Depois de muitos meses no Mar da Palha com parte significativa da frota de comércio de então já desactivada, o PORTO atracou ao cais do Jardim do Tabaco de onde seguiu para Espanha a reboque.
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Wednesday, June 18, 2008

CTM: a chaminé e a bandeira

Era feia a chaminé da CTM-Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos. O primeiro navio totalmente pintado com as cores da companhia foi o LOBITO, em Julho de 1974 e na altura fiquei em estado de choque.
A chaminé foi obra do designer Pepe Duarte (José Duarte), responsável pelo Departamento de Publicidade da CTM e originário da Insulana.
A ideia era ligar as cores da antiga Colonial com a nova empresa, mediante cores mais quentes, mas o resultado não foi famoso, embora cheio de personalidade. Entre outros aspectos estas cores queimavam muito com o sol dando mau aspecto aos navios que então já não recebiam os mimos de tempos anteriores em que eram pintados de alto a baixo todas as viagens durante a estadia em Lisboa.
Já na fase final da CTM ainda se estou a mudança de cores, passando a chaminé a azul com duas riscas amarelas e a sigla CTM, num arranjo semelhante ao que em 1985 foi adoptado pela COMTRAMAR.
Já agora, alguém consegue identificar este navio? Fico a aguardar os comentários...
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