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Tuesday, February 12, 2019

Porto, Tejo e Navios


Domingo, início de tarde, junto ao Tejo, a vislumbrar alguma paisagem marítima no fundeadouro do «Quadro Central» do Porto de Lisboa. 
O graneleiro ACHILLEUS, da companhia Portline acaba a operação de abastecimento de combustíveis, em mais um episódio de serviço de bancas, vocação que tem visto algum crescimento nestes últimos anos e trazido ao Tejo navios interessantes, caso deste ACHILLEUS com as cores portuguesas na chaminé desenhada pelo artista português Acácio Santos em 1985 (quando a Portline arrancou com 25 milhões de euros de capital público a substituir a CTM e CNN). 
Atracado, o super-petroleiro SACOR II, da Sacor Marítima, a empresa armadora da Galp que nos últimos anos tanto tem contribuído para o engrandecimento da Marinha de Comércio Nacional. 
Em primeiríssimo plano, o velho cais de Porto Brandão, a precisar urgentemente de obras de restauro, e que se tem vindo a desfazer na sua textura portuária e física, com o passar do tempo e a indiferença selectiva da entidade responsável.
A magia está na fotografia, que pelo recurso a um enquadramento criteriosos, permite reinventar um momento de maritimidade portuária à moda antiga lisbonense. Parece que o porto regurgita navios a disputarem a paisagem portuária. Coisa rara nos dias que correm, mas sempre de apreciar e registar. Para quem goste de navios e deste porto maravilhoso que é o de Lisboa, um dos melhores do mundo.
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Monday, November 26, 2018

Petroleiros portugueses


Imagens do mini navio-tanque SACOR II fotografado no Tejo a 22 de Novembro último, em serviço de bancas ao paquete MSC SEAVIEW. Para apreciar a nossa actual pujança marítima e recordar tempos mais bem equipados de navios entre nós. Recordando com saudade a SOPONATA e até a Sacor Marítima e as suas frotas de navios tanques.

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Tuesday, August 18, 2015

N/T SACOR II


Uma das mais modernas unidades da Marinha Mercante Portuguesa , o navio-tanque de tráfego fluvial SACOR II da Sacor marítima, fotografado a navegar frente a Lisboa a 7 de Maio de 2015. 

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Thursday, May 08, 2014

NIVARIA a largar para Sines


Spanish coastal tanker NIVARIA leaving Lisbon on her way south to Sines on 7 May 2014. She is on charter to Sacor Maritima, the Galp Group tanker company, now operateing a chartered in fleet since alll their seagoing oil products and gas tankers were sold several years ago...

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Sunday, April 27, 2014

Um navio imparável




Um navio imparável, este nosso VSBC (Very Small Bunkers Carrier) SACOR II, actual navio-almirante da frota da Sacor Marítima fotografado no Tejo, a 24 de Abril na primeira imagem e a 25 de Abril na segunda.
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Monday, April 14, 2014

Paisagem Lisboeta com navios


Nunca escondo o quanto gosto de navios e o desconforto que a Desmaritimização me causa, como elemento de penúria intelectual e material. A facilidade com que corre a mensagem de que os navios estragam a paisagem ribeirinha em Lisboa, por exemplo, parece-me um elemento de ignorância profunda das coisas reais do Mar, mundo em que a importância dos navios é inquestionável. 

A imbecilidade alicerçada por cátedras diversas é uma paisagem comum no discurso político actual associado ao Mar. É um discurso em que não há navios como actores principais apesar de serem os navios o centro de tudo o que toca ao mar: sem navios não há investigação, sem navios não há como transportar o que vendemos e compramos, num mundo em que mais de 90 por cento das trocas comerciais se fazem por mar, quer dizer, recorrendo a navios. Sem navios não há esperança, pois num pântano de falta de conhecimentos, quanto mais ligeira é a bagagem dos novos gurus dos mares, mais preocupantes são as atitudes face ao Mar e à economia marítima. Quase sempre sem navios. 
Na última Sexta-feira o actual Secretário de Estado dos Transportes e uma antiga Secretária de Estado  dos tempos de Sócrates debateram na SIC Notícias os temas do Mar, os investimentos previstos para os portos, etc... De navios como instrumentos económicos criadores de riqueza e garantes de autonomia e independência nenhum falou. A Eng. Ana Paula Vitorino destacou um cenário de horror, perante as perspectivas de vir a ser construído um novo terminal de contentores no Barreiro, "com navios gigantes de 100 metros de comprimento e 50 de altura carregados de contentores" a encobrir a vista de rio e Mar da Palha a partir da Praça do Comércio. Enfim, uma tragédia visual disparatada, pois os navios porta-contentores oceânicos pós-Panamax que agora fazem tantos voltarem a sonhar com o mito de Portugal - Caís da Europa, medem 300 metros ou mais de comprimento, e a sua eventual passagem para o Barreiro fazer-se-ia  sempre longe do Terreiro do Paço, junto à margem Sul, onde estão os melhores fundos do Tejo. O horror dos navios a comerem a vista fluvial do Terreiro não tem qualquer sentido, pois os navios são importantes visualmente, dando animação ao porto e à cidade de Lisboa, infelizmente hoje em muito uma cidade de cais vazios. Esta discurseta da ilustre Senhora Engenheira faz lembrar a campanha anti navios de cruzeiros em Veneza, que tanto desemprego poderia causar e que foi travada recentemente por acção judicial.
E já agora para terminar, aqui fica a Praça nobre de Lisboa com gente e um navio português, o superpetroleiro fluvial SACOR II a navegar na tarde de 12 de Abril. Trata-se do nosso único petroleiro actual, um navio abastecedor de bancas. Ainda vão chorar por navios em Portugal, sem meios para os comprar ou construir...
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Friday, October 18, 2013

SACOR II...


Navio-tanque SACOR II fotografado em navegação no rio Tejo, na tarde de 17 de Outubro de 2013, a lembrar os antigos GALPs, o ANGOL, o ROCAS, o CIDLA...

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Tuesday, February 05, 2013

ISLAND SKY refit

Cruise ship ISLAND SKY getting bunkers from the Portuguese tanker SACOR II on the afternoon of 4 February 2013. After more than two months at the shipyard the ISLAND SKY left Lisbon at 23H45 of 4 February for a positioning crossing to Antigua (ETA 15 FEB 13 7 PM).
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Tuesday, June 19, 2012

Regresso ao Mar

REGRESSO AO MAR foi durante muitos anos um dos títulos mais utilizados para adjectivar a política marítima do Estado Novo sob tutela do ministro da Marinha Américo Thomaz.
O muito glorificado regresso ao mar traduziu-se efectivamente num aumento da actividade marítima em Portugal, mas os objectivos de estabilizar essas actividades e enraizar o mar no imaginário colectivo dos portugueses nunca se atingiram, passando-se após 1974 à desmontagem dos mecanismos de fomento marítimo do regime da segunda república, por negligência, muitas omissões e bastante ignorância, numa catadupa de actos que levaram ao quase desaparecimento das actividades económicas ligadas ao mar entre nós.
Mas nem tudo está perdido, desde há uns anos que se movem verdadeiros cruzados da economia do mar embora ainda ninguém tenha percebido efectivamente aonde esse movimento nos levará e entretanto o céu ainda nos cai em cima, qual aldeia gaulesa falida. Mas a esperança não morre e lentamente regressamos à água do rio Tejo com um navio novo, de tráfego local, é certo, mas novo e de construção complexa e caprichada: o navio-tanque SACOR II que após anos de construção e acertos em pelo menos quatro estaleiros diferentes está finalmente a cumprir com a sua vocação de substituir o GALP RIO, ex-MELINA de 1968, vendido para Cabo Verde. Não é ainda um verdadeiro regresso ao mar, mas já se regressa ao rio. 
Fotografia do B/M SACOR II a navegar no Tejo a 17 de Junho de 2012.
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Friday, June 08, 2012

Navio-tanque SACOR II

Navio-tanque de tráfego local SACOR II fotografado no Tejo a 7 de Junho de 2012 em serviço de bancas. 
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Saturday, April 28, 2012

SACOR II em Lisboa

Após um interregno motivado pela venda da totalidade da frota, a Sacor Marítima volta a ter um navio próprio, o SACOR II, que fotografámos atracado ao estaleiro NAVALROCHA no dia 26 de Abril de 2012, onde sofreu reparações.
Trata-se de uma construção nova destinada a serviço de bancas no Tejo onde vai substituir tonelagem estrangeira afretada. 
A história da construção e aprestamento deste pequeno navio dava para escrever um livro, tantas foram as atribulações, mas após quatro anos de trabalhos em diversos estaleiros de Lisboa, Seixal, Setúbal e Peniche, parece que vamos ter navio.
Parabéns à Sacor por esta iniciativa e desejos de que se repita brevemente com navios a sério para bem do interesse nacional, que é um conceito fora de moda, mas cujo desprezo se paga caro.

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Saturday, July 30, 2011

N/T ANGOL da Sacor Marítima

Navio petroleiro com 2.510 toneladas de porte bruto, construído na Noruega em 1972 e comprado em 19 ABR 1974 pela Sacor Marítima. Recebeu o nome de ANGOL e veio reforçar a frota de navios-tanques costeiros da empresa, que então possuía  os gémeos SACOR e ROCAS, de construção portuguesa mas planos alemães, dois butaneiros igualmente construídos em Portugal segundo projecto de origem francesa e diversos batelões, um dos quais, o BOA NOVA era de facto um navio-tanque de reduzida tonelagem, então utilizado em serviço de bancas no porto de Leixões. Fotografia tirada em Cabo Ruivo, vendo-se à popa a lancha ALTINA, dos Catraeiros, dando assistência à manobra do ANGOL. O navio acabou vendido aos Gregos, e muitos anos depois ainda o fui encontrar no mar Egeu, com casco cinzento e muito bem tratado...
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Transportador de vinho NOVA LISBOA

A tendência para a especialização dos navios de comércio, que se acentuou em todo o mundo na década de 1960 teve reflexos em Portugal com a formação de diversos armadores vocacionados especificamente para operarem determinados tipos de navios. Uma dessas empresas foi a TRANSNAVI que foi armadora e proprietária dos navios PORTO DE AVEIRO e NOVA LISBOA. 
O NOVA LISBOA, cuja imagem com as cores originais apresentamos hoje, era um navio tanque para transporte de vinho a granel com 2.901 toneladas de porte bruto, construído em 1969 e comprado em 1970 pela TRANSNAVI para transportar vinho do Continente para Angola. Carregavam habitualmente no porto de Aveiro. Com a nacionalização das principais companhias de navegação, em 1976 os armadores especializados seriam integrados na CNN (Transnavi e Transfruta) e CTM (Sofamar), pelo que o NOVA LISBOA integrou a frota da CNN em 1976. Foi vendido posteriormente à Sacor Marítima, que o utilizou no transporte de produtos químicos. 
Perdido por naufrágio em Pusan, Coreia a 10 de Maio de 1992, depois de ter sido vendido ao estrangeiro em 1989. 
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Monday, July 11, 2011

GALP RIO vendido para Cabo Verde

Este é que é mesmo o último resistente da antiga frota da Sacor Marítima: o GALP RIO ex-MELINA que já está vendido para Cabo Verde e se chama agora BAÍA.
O BAÍA está atracado em Santa Apolónia, com o casco preto após ter sido docado e reparado no Seixal. Foi construído na década de 1960 em São Jacinto para a Shell Portuguesa. Posteriormente integrou a frota da Sacor Marítima para serviço de bancas no Tejo, que assegurou durante muitos anos. 
A GALP / SM entretanto asseguram os serviços de abastecimento de combustíveis à navegação em Lisboa com navios-tanques estrangeiros afretados.
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Monday, July 04, 2011

Navio-tanque MADEIRO

Navio-tanque MADEIRO atracado em Leixões a 19 de Junho de 2011. 
O N/T MADEIRO é um de diversos navios petroleiros afretados a tempo pela Sacor Marítima, que nos últimos anos alienou a totalidade da frota própria.
Acreditamos que regressar ao mar em Portugal passa pelo aumento das actividades da Marinha de Comércio e incremento da frota própria. A actual globalização, que na marinha mercante se vem traduzindo pela grande concentração de empresas gigantescas, não facilita este objectivo, mas há que recomeçar por algum lado, e sugerimos que se vá nacionalizando os transportes de cargas nacionais estratégicas, como os combustíveis líquidos, isto é, está na altura de empresas como a Petrogal reconsiderarem o interesse nacional e voltarem a investir em frota própria. 
Podiam até voltar a construir navios em estaleiros nacionais, como fizeram no passado com bons resultados para todos...
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Monday, August 09, 2010

GALP LISBOA (1984-2009)


Navio-tanque de LPG português GALP LISBOA fotografado no Tejo frente a Cabo Ruivo, onde o navio costumava carregar, no local onde actualmente existe o bairro da EXPO 98.
O GALP LISBOA foi o terceiro de quatro navios transportadores de gás que integraram a frota da Sacor Marítima. O navio foi vendido o ano passado ao estrangeiro e substituído por navios estrangeiros afretados, de acordo com a política actual da GALP de não ter navios próprios. Trata-se de uma política contrária ao interesse nacional, para não dizermos mais...
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Wednesday, March 31, 2010

50 ANOS da Sacor Marítima

No dia 30 de Março de 1960 foi constituída em Lisboa a SACOR MARÍTIMA, empresa de navegação associada da companhia portuguesa de petróleos SACOR.
A constituição deste novo armador veio consolidar uma actividade de transporte costeiro de combustíveis líquidos que na prática já se vinha efectuando com o navio-tanque CLÁUDIA afretado em casco nú à SOPONATA.
Este primeiro navio foi então comprado e procedeu-se à construção de dois navios novos, o SACOR e o ROCAS, saídos de estaleiros portugueses em Lisboa e Viana do Castelo, aos quais se seguiu um par de butaneiros, os navios CIDLA e BANDIM.
Ao longo dos anos a frota foi sendo reforçada com navios em segunda mão e construções novas, ganhando importância no contexto da Marinha Mercante nacional, chegando a ter um super-petroleiro de longo curso, utilizado na importação de ramas para Sines na década de 1990.
A SACOR MARÍTIMA viveu estes primeiros 50 anos da sua existência sempre associada às necessidades de transportes de combustíveis por parte do grupo SACOR - PETROGAL - GALP, o que provou ser um presente envenenado, pois as muitas vicissitudes por que tem passado a maior empresa energética portuguesa reflectiram-se sempre no quotidiano da SACOR MARÍTIMA ao ponto de hoje se verificar o paradoxo de esta empresa ter mercados assegurados, ligações a um grupo empresarial forte, apresentar bons resultados comerciais e financeiros e ao mesmo tempo ser uma vítima da Desmaritimização Nacional, principalmente devido a opções estratégicas muito discutíveis por parte da GALP e igualmente à política governamental de "laisser faire, laisser passer" para o Mar.
Na data em que se registam os 50 anos da SACOR MARÍTIMA, a empresa está viva e de boa saude, só que não tem navios próprios: opera com cerca de 10 navios estrangeiros afretados, uns em casco nu outros com fretamento a mais curto prazo.
Podiamos dizer muito mais acerca desta empresa, do seu passado, dos seus navios, dos homens que tudo fizeram para que ela crescesse e se tornasse um instrumento económico e estratégico eficiente ao serviço da economia portuguesa, e estou aqui a lembra-me do Cte. Arlindo Barbosa Henriques, do Cte. Vilela, e de outras personalidades ligadas à SM a cuja memória dedico esta homenagem. A política actual da empresa-mãe parece ser de grande discrição face ao mar, existindo mesmo preocupação em associar a imagem GALP a navios, com receio de eventuais acidentes ecológicos, num exemplo acabado de ausência de espírito marítimo, sem o qual não haverá nunca políticas de regresso ao mar com possibilidades de sucesso em Portugal, o que é trágico e absurdo.
Para recordar outros artigos e imagens do BNM relativos à SACOR MARÍTIMA e aos GALPs, ver aqui...
Fotografias do navio-tanque GALP SETÚBAL, o segundo maior a integrar a frota da SM, obtidas quando da sua compra em 1990. Nas imagens vê-se o navio a atracar em Lisboa pela primeira vez a 16 de Maio desse ano, com o rebocador AVEIRO ao costado.
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Sunday, February 28, 2010

DOIS ONYXes no mesmo dia....




Vejam lá a minha sorte: fui à pesca rio acima, Tejo abaixo, máquina preparada para o que desse e viesse e eis que pesquei dois ONIXES no mesmo dia, ambos a apenas cerca de 1 milha de distância.
Atracado à Estação Marítima da Rocha - pela primeira vez, pois este paquete ferry de 1966 nunca se dignara fazer-nos uma visita antes - fotografei o navio de passageiros moribundo ONYX, que arribou a Lisboa a 16 de Fevereiro com aflições várias e é suspeito de estar a fazer a derradeira viagem rumo à praia de Aliaga, na Turquia, onde são desmantelados muitos dos navios velhos cuja robustez não aconselha uma tirada maior até Alang.
Mais a jusante, estava o navio-tanque sueco ONYX, fretado à Sacor Marítima, a abastecer de combustível o navio graneleiro SEA SWIFT, fundeado no quadro ocidental.
Quanto ao paquete ONYX, consta que foi comprado por um cidadão turco para sucata. Como os fundamentalistas ecológicos agora descobriram os perigos para o ambiente da actividade de desmantelamento de navios, todos eles a abarrotar de produtos cancerígenos e amiantos diversos, num verdadeiro pacto final com o Belzebu, os sucateiros internacionais procuram ser discretos com as suas presas e assim fazem circular a intenção de proceder à recuperação do navio num estaleiro remoto do Dubai ou da Turquia. No final a manobra é sempre a mesma: proa perpendicular à praia, toda a força a vante até ao encalhe. Este ONYX com aspecto de condenado era o ferry FENNIA da Silja Line, construído em 1966, no mesmo ano do BLACK PRINCE.
Quanto ao ONYX da Sacor Marítima, este armador sem navios faz 50 anos a 30 de Março, pelo que apesar de já não ter frota própria, o melhor é "não bater mais no ceguinho". Que pena a GALP não gostar de navios nem do mar...
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Monday, December 07, 2009

Batelão-tanque GALP TEJO


Batelão-tanque GALP TEJO, da Sacor Marítima, atracado a uma das pontes-cais da Junqueira que em tempos serviam para a atracação dos navios carvoeiros que abasteciam a Central Tejo.
Fotografia datada de 24 de Janeiro de 1998.
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Saturday, November 28, 2009

Navio-tanque VASSILIOS

Imagem do navio-tanque grego VASSILIOS a navegar a sul de Tessalónica em Agosto de 2002.
Dizem que tenho mau feitio, enfim coisas com que habitualmente não concordo, mas há uma situação que me deixa doido: cruzar-me com um ex-navio português.
Foi assim a primeira vez que estive em Miami atracado ao lado do ex-Amélia de Mello, foi assim um belo fim de dia em que estava a jantar a bordo do ARION.
Este simpático navio da Classic International Cruises tem o restaurante à popa com janelas panorâmicas e a tripulação excedeu-se em tratamento VIP ao LMC. Entre duas colheres de sopa olhei para a janela e de repente reconheci um velho amigo - disse uma interjeição à Capitão Haddock, dei um pulo até ao camarote e em segundos estava no tombadilho a fotografar este pequeno petroleiro VASSILIOS que não era outro senão o ANGOL vendido anos antes pela Sacor Marítima.
Ainda fico irritado com a situação, e isso até seria estúpido pois uma das actividades do "shipping" - indústria de transportes marítimos é exactamente a compra e venda de navios. Depois de muitos anos em tratamento com o psicólogo descobri que a minha irritação vem do facto de os nossos armadores terem mais tendência para vender do que para comprar. Ainda hoje tomo 25 comprimidos por dia para controlar essa indignação contra a desmaritimização nacional, um verdadeiro crime sem castigo.
Claro que nos meus momentos de lucidez reconheço que o ANGOL serviu o armador português durante 20 anos e se houve um grego que depois o aproveitou tanto melhor. Isto de gerir maluquices de entusiastas de navios é muitas vezes complicado...
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