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Sunday, January 31, 2021

Paquete inglês FUNCHAL aguarda sentença na Matinha

O paquete FUNCHAL fotografado há dias na Matinha a aguardar luz ao fundo do túnel

O navio de passageiros inglês FUNCHAL espera, atracado à ponte-cais da Matinha, no Porto de Lisboa, uma decisão sobre quem vai ditar os contornos do próximo capítulo de uma vida longa de seis décadas, cheias de prestígio e algumas atribulações.
De Inglaterra, o responsável pela gestão do processo de venda do FUNCHAL acaba de me informar que na Sexta feira, dia 29 de Janeiro último, foram recebidas diversas propostas para a compra do FUNCHAL, que estão a ser analisadas pelos proprietários, devendo ser escolhido o comprador durante esta primeira semana de Fevereiro. Mais uns dias de espera com o vulto sinistro de algum sucateiro bem presente. 
O «nosso» belo FUNCHAL agoniza no Tejo desde Janeiro de 2015, como herança visível do infeliz projeto Portuscale Cruises, ou, se recuarmos um pouco mais, como orfão abandonado na sequência do falecimento do seu grande patrono, o armador George Potamianos, um «Lisbon Greek» encantado pelo FUNCHAL desde que o conheceu em 1975, e responsável pelo sucesso enorme do antigo paquete da Insulana nos mercados de cruzeiros internacionais a partir de 1976, quando o FUNCHAL se estreou na Suécia fretado a uma empresa de Estocolmo pela mão de Potamianos.
Comprado em Dezembro de 2018 pela empresa Signature Living, de Liverpool, a quem foi entregue no Tejo a 25 de Outubro de 2019, após finalização de pagamento a prestações, o FUNCHAL continuou com o mesmo nome, o mesmo Ilustre Comandante José Valente e um punhado de tripulantes portugueses a bordo e um novo registo na Zona Franca da Madeira em nome de SGL Cruises, daí a mesma bandeira portuguesa ainda na popa do FUNCHAL(inho). 
Os novos projetos anunciados pelos ingleses foram perdendo força na proporção inversa do aumento da ferrugem, até o navio ser posto em leilão mais uma vez e, entretanto o FUNCHAL bateu o famoso SANTA MARIA em matéria de assaltos por 3 a 1, pois o FUNCHAL já sofreu diversos assaltos, atracado à Matinha, dois dos quais muito recentemente, que levaram o armador inglês a instalar a bordo um sistema de segurança. Deviam ser Amigos do FUNCHAL desesperados por preservarem a dignidade deste navio histórico, mas foram apenas gatunos reles e ordinários. Se os apanhasse, exportava-os para as Arábias com a recomendação de que alguém piedoso lhes cortasse as patas dianteiras e o pirilau por profanação horrenda de um belo navio.
Aguardemos pelo próximo capítulo da longa história do Paquete FUNCHAL, um navio inglês com bandeira portuguesa perdido há muito num cais velho de Lisboa. Oxalá não seja o fim.
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Wednesday, December 19, 2018

FUNCHAL vai voltar aos cruzeiros como «party boat hotel»


O grupo hoteleiro Signature Living anunciou esta manhã em Liverpool que vai transformar o FUNCHAL em «party boat hotel» para 600 passageiros jovens e utilizar o navio em viagens festivas de Liverpool para Ibiza e Maiorca. O FUNCHAL foi adquirido em leilão no dia 5 de Dezembro último e está prevista a entrega do paquete por volta de 15 de Janeiro. 

Inicialmente circulou a informação de que o FUNCHAL seria utilizado em Londres como hotel flutuante, mas o plano original terá sido revisto, sendo objectivo da Signature Living inaugurar os cruzeiros na Primavera de 2019 depois de se proceder à reconversão e actualização técnica do antigo paquete português. 
Para já o FUNCHAL permanece atracado à ponte-cais da Matinha em Lisboa.
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Tuesday, December 04, 2018

Paquete FUNCHAL: 5 de Dezembro

O Paquete FUNCHAL costumava largar de Lisboa a 5 de Dezembro para os portos do Brasil, em viagem posicional durante os muitos anos em que, como navio de cruzeiros, operou no mercado brasileiro nos meses de Inverno. Amanhã, dia 5 de Dezembro de 2018, vai ser leiloado, numa sessão de abertura de propostas de compra e tudo será possível após quatro longos anos de imobilização ao cuidado de uma pequena tripulação tão cheia de dedicação como de desanimo.
Uma das entidades que recentemente considerou a compra do FUNCHAL para utilização como residencial para estudantes, a Associação Montepio, desistiu de comprar o navio, assustada com a perspectiva de custos elevados. Espero que alguns empreendedores ligados à hotelaria tenham a coragem de comprar o FUNCHAL, de forma a que o Boogie Man turco que há dias levou o PORTO não sacie a sua cupidez sucateira com esta obra prima da construção naval do século XX.
Quem eu gostava mesmo de ver amanhã a comprar o FUNCHAL era o meu amigo George P. Potamianos, mas infelizmente a história não se repete e o homem que em 1985 salvou o FUNCHAL já não está entre nós, nem deixou descendentes à altura. Vamos ver o que acontece.
Como nota de rodapé, verifico que involuntariamente colaboro com o anúncio de venda do FUNCHAL, publicado a 10 de Novembro na imprensa de Lisboa e reproduzido acima: é que a fotografia do navio é minha. Ninguém ma pediu nem pagou a sua utilização. Assim vão os tempos.
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Wednesday, September 19, 2018

Navio de cruzeiros PORTO vendido para sucata






O navio de passageiros português PORTO foi vendido em Lisboa no dia 13 de Setembro, por 1.000.005,00 USD. A venda decorreu em leilão e o navio, que foi comprado por um sucateiro turco, deverá ser rebocado para Aliaga, na Turquia, até ao dia 15 de Outubro próximo.
A venda do PORTO põe fim à agonia prolongada do pequeno paquete, que havia transportado os últimos passageiros em 2012 e se encontrava imobilizado no Tejo desde 15 de Março de 2013, data em que chegou a Lisboa procedente do Montenegro, onde foi resgatado junto de credores na sequência da falência das empresas de George Potamianos.
Regresso festivo do ARION a Lisboa em 2013 após compra pela Portuscale
O ARION voltou ao Tejo na altura por iniciativa de Rui Alegre, que acabara de adquirir quatro dos navios de cruzeiros da frota CIC por acordo com o Montepio Geral. Pouco depois mudou-se o nome para PORTO, que sofreu uma reparação importante no estaleiro Navalrocha e foi reparado para seguir para a Grécia em Junho de 2013, supostamente para fazer cruzeiros no Egeu fretado a um operador grego que entrou em incumprimento contratual mesmo antes do navio deixar o Tejo, nunca chegou a aparecer dinheiro. 
O PORTO ex-ARION arrastou de cais em cais até ficar amarrado na Matinha em 2014, e o corolário dessa tragédia silenciosa decorreu agora a 13 de Setembro.
O PORTO foi construído em 1965 na Jugoslávia com o nome ISTRA, para uma linha regular ligando o Adriático ao Médio Oriente. Em 1969 foi adaptado para cruzeiros, atividade em que tive sucesso significativo. Em 1999 foi comprado em Haifa por George Potamianos, em hasta pública, por 1 milhão de USD seguindo-se uma reconstrução total dos seus interiores em Lisboa, num investimento que então atingiu os 18 milhões de euros, onde George Potamianos aplicou um pé de meia. Com o nome ARION o navio operou no mercado internacional de cruzeiros de Maio de 2000 a Novembro de 2012.
Apesar de alguns milhões investidos no navio em 2013, a Portuscale Cruises não conseguiu nunca reativar o PORTO, que vai agora acabar os seus dias no mesmo local onde morreu, em 2015, o paquete LISBOA, ex-PRINCESS DANAE.
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Monday, September 17, 2018

O último cruzeiro do ARION

Foi o último cruzeiro do navio de passageiros ARION com portugueses, a partir de Lisboa. O embarque decorreu na Gare Marítima de Alcântara a 7 de Agosto de 2012 e pareceu o início de uma viagem de recreio a bordo de um iate de milionários, quase uma coreografia suspensa num outro tempo em que este mesmo cais de Alcântara servia de partida para o tradicional cruzeiro de verão que sempre reunia os mesmos grupos de passageiros repetentes e tradicionais a bordo do N/T PRÍNCIPE PERFEITO, navio-almirante da Companhia Nacional de Navegação. Foi assim diversos anos até que em 1974 já não houve cruzeiro de verão.
A Classic International Cruises dava os últimos passos, infelizmente, não sobreviveria à orfandade e o ambiente a bordo nessa última saída do ARION do Tejo reflectia as incertezas sentidas pela tripulação, com cenas patéticas de alguém a implorar a um passageiro angolano supostamente rico que comprasse os navios e salva-se as operações. O cruzeiro acabou por terminar em Portimão em vez de Lisboa, e o ARION seguiu para o Mediterrâneo a cumprir um fretamento.
Esta tradição foi depois retomada pelo FUNCHAL, primeiro operado pela CTM, normalmente fretado à Agência Abreu ou ao Automóvel Clube de Portugal, depois já operado pela Arcália Shipping de George Potamianos que em 1985 comprou o navio. 
Com o FUNCHAL imobilizado desde Setembro de 2010, a Classic International Cruises posicionou o ARION em Lisboa para um cruzeiro de uma semana às Canárias e África do Norte  que acabou por atrair os habituais passageiros fieis do FUNCHAL e da CIC.
Aqui ficam imagens desse embarque a saber a férias no mar num bonito iate, confortável e elegante, um dos últimos navios dos anos sessenta então ainda a operar. O ARION foi construído em 1965 e em muitos aspectos parece uma versão em miniatura do FUNCHAL. Com o nome original ISTRA começou a visitar Lisboa no final dos anos sessenta. Comprado em 1999 pela CIC, o navio foi reconstruido em Lisboa e regressou ao serviço, com o nome ARION, em Maio de 2000 e navegou até Novembro de 2012, quando ficou arrestado no Montenegro.
George Potamianos falecera em Maio de 2012 e a sua empresa e os seus belos navios de cruzeiros sobreviveriam poucos meses à sua partida tão sentida por mim. As empresas geridas sob a marca da Classic International Cruises haviam-se ressentido das alterações da conjuntura económica internacional que culminaram na maior crise das últimas décadas. Os navios da CIC tinham mercado e navegavam com uma clientela fiel e satisfeita, mas a pressão crescente das grandes empresas, e algumas situações de quebra repentina de afretamentos por parte de operadores estrangeiros, em Inglaterra, na Alemanha e em Espanha, com a consequente imobilização de navios - o mais afectado foi  ATHENA - acabaram por corroer a tradicional solidez financeira das empresas de George Potamianos, que então encontrou apoio bancário no banco Montepio.
O FUNCHAL, que a partir de 2007 passou a ter apenas operação sazonal, com os invernos imobilizado em Lisboa, foi retirado do serviço em Setembro de 2010 sendo decidida a sua modernização, financiada pelo Montepio e iniciada em Lisboa (Matinha) em 2011 mas interrompida ainda por George Potamianos.
Em Novembro de 2012 os navios pararam todos, os escritórios de Lisboa e de outros países fecharam, ficou tudo nas mãos do Montepio que em Fevereiro de 2013 fez um acordo com Rui Alegre, e continuou a financiar os navios e as operações, agora sob o nome de PORTUSCALE CRUISES.
O resto da história conto em breve, dado que breve será agora a permanência do navio em Lisboa...




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Tuesday, August 08, 2017

Renegar os Paquetes da Matinha

Cada vez me incomoda mais a situação dos antigos navios de cruzeiros portugueses FUNCHAL e PORTO, atracados numa ponte-cais esquecida à Matinha, nos confins do Porto de Lisboa. 
O FUNCHAL está imobilizado desde Janeiro de 2015, o PORTO nunca navegou com este nome e encontra-se no Tejo desde 2013. 
Nem quase dados aparece quem os queira, as tripulações não são pagas há três meses, os navios degradam-se num exercício sórdido de incompetências múltiplas a atestar a suprema DESMARITIMIZAÇÃO da Marinha Mercante, esse ramo desconhecido do El Dourado do Mar Português que teima em ignorar o facto simples de que sem navios não há mar que se lhe diga.
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Sunday, July 16, 2017

O Pesadelo da Desmaritimização


Nos tempos que correm, o "Desígnio do Mar" é uma mentira pouco imaginativa numa terra de brandos costumes e muita palermice. A realidade prática do Mar Português face aos discursos oficiais é um Mar de Mentiras. 
Quem devia saber não sabe e não sabe que não sabe, pois intelectos rasteirinhos sabem supostamente sempre tudo e de tudo. Os resultados são tristes. 
A Administração Marítima foi despovoada dos seus melhores elementos na sequência do desmantelamento do IPTM já há alguns anos e atinge agora níveis máximos de inoperacionalidade. O triunfalismo comunicacional associado aos sucessos do registo da Madeira, que já tem "mais de 500 embarcações" (contem as embarcações miúdas e serão já seguramente mais de 1000), é uma saloíce de água doce. A novela da legislação governamental da Taxa de Tonelagem dá vómitos. Nem se fale mais dos ATLÂNTIDAS, dos afretamentos de sucatas navegantes em sua substituição, dos esqueletos das Naveiros, das Soponatas, das Sacores Marítimas e dos armadores sem navios. Os episódios capazes de nos porem a chorar são recorrentes. Tudo tira o sono neste nosso mar deserto, o FUNCHAL, as trafulhices feitas à roda do FUNCHAL, ninguém querer saber do FUNCHAL e tudo o mais neste mar de ignorâncias enjoativas sem navios à vista. Se o banco onde o FUNCHAL e os seus dois companheiros de infortúnio encalharam não fosse tão incompetente, o assunto já estava ultrapassado e de preferência sem tantos milhões queimados. 
Alguém tem soluções para a Marinha Mercante, os navios e os marinheiros portugueses que não se conformam com a morte lenta do sector? 
Alguém tem ideias acerca de uma caracterização rigorosa do fenómeno da Desmaritimização desde 1975? 
Ignorância? 
Incompetência? 
Crime?
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Saturday, May 13, 2017

Foi-se o Paquete, ficaram as baleeiras

Em 2015 o navio de cruzeiros português LISBOA foi vendido para desmantelar na Turquia, para onde seguiu a reboque, depois de se terem gasto milhões na sua modernização inacabada, parte do drama em que se traduziu a breve existência da companhia Portuscale Cruises, sucessora da Classic International Cruises do saudoso armador George Potamianos. 
O LISBOA ex-PRINCESS DANAE foi cortado e destruído em Aliaga, Turquia, em 2015, mas num estaleiro naval da Figueira da Foz, ainda lá estão as baleeiras do paquete, que estava a ser modernizado em Lisboa pelo estaleiro ATLANTIC EAGLE (ex-Estaleiros Navais do Mondego). Seguiram em 2014 do cais de Santa Apolónia, em camiões, para a Figueira da Foz e ainda estão na Murraceira.
Em cima do cais, as baleeiras brancas, sem nome, são um testemunho mudo de toda a tragédia da desmaritimização e da destruição da Marinha Mercante em Portugal. Muito triste.
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Tuesday, September 27, 2016

O FUNCHAL vai voltar aos cruzeiros?


O paquete português FUNCHAL está parado em Lisboa desde Janeiro de 2015 e imobilizado na Matinha há um ano, em consequência da falência do projecto dinamizado por  Rui Alegre com a Portuscale Cruises, que circunstâncias diversas não permitiram tivesse obtido o sucesso que muitos pretenderam. 
Digo muitos porque não posso dizer todos, pois houve gente a apostar estupidamente no insucesso da empresa de Rui Alegre. Mas esse insucesso é história para outro dia.
Entretanto o FUNCHAL tem estado à venda todo este tempo com o preço de referência a diminuir com o passar do tempo, situando-se neste momento em cerca de 7 milhões de USD, "como está e onde está". Já teve diversos candidatos a compradores e inclusive os filhos mais novos do Senhor Potamianos andaram a namorara o FUNCHAL, mas nada se tem concretizado, para além da degradação inexorável, ainda que lenta, do navio, depois de tanto dinheiro gasto.
Em Julho foi assinado um contrato de intenção de compra com um empreendedor de Miami, e neste momento abre-se a possibilidade de o FUNCHAL ter novo proprietário até ao final de Novembro, estando considerada a possibilidade de a seguir o navio sofrer trabalhos de modernização e adaptação a um novo mercado tropical nas Caraíbas, com a reparação e docagem a decorrer em Lisboa e a prolongar-se até Março ou Abril de 2017. Tudo estará dependente da autorização de um governo para uma nova operação de cruzeiros que ainda não se efectivou, e que não terá resposta fácil em tempo útil. Por outro lado o promotor da iniciativa e candidato a novo armador não é uma figura de primeira linha no mundo dos cruzeiros, apesar de vir de Miami, e tem inclusive no seu historial pelo menos um fiasco recente. 
A esperança de ver o FUNCHAL de novo no mar, mesmo que sem vínculo a Portugal, é melhor que ver repetir mais um reboque directo da Matinha para Aliaga, como aconteceu ao LISBOA ex-PRINCESS DANAE o ano passado. Mas a notícia, a concretizar-se esta possibilidade, não me alegra grandemente, por duas razões, não está fechado o negócio que a irá concretizar, e se se concretizar e o navio voltar efectivamente ao mar na sua vocação nobre de paquete, será mais uma vez por mão estranha, estrangeira, tal como em 1985, o que poderá traduzir de forma simbólica o final do antigo ciclo do REGRESSO AO MAR, implementado durante décadas pelo Governo de Salazar e em especial pelo esforço e competência do ministro Américo Tomás, que nunca alcançou os objectivos considerados necessários no que tocava à Marinha Mercante, de esta garantir em actividade normal, sessenta por cento das necessidades de transporte marítimo do País, e passou a ser contrariado e destruído com a DESMARITIMIZAÇÃO pós-1975. 
A actual choradeira dita "política do mar" é uma fraude sem consistência política, social ou económica de qualquer espécie, sem verdadeira economia do mar de raiz portuguesa ou capacidade financeira e de ideias que a concretize: uma mentira triste como tantas outras que revestem o dia a dia dos portugueses de um trilho sem perspectivas para além do jugo da miseriazinha e da ignorância. 
O FUNCHAL é o último navio mercante de uma época que alguns chegaram a ver como verdadeiro ressurgimento marítimo, mas que circunstâncias internas e externas, e a nossa crónica incapacidade levaram ao actual zero marítimo. Tal seria razão para que alguém se enchesse de brio e proporcionasse as condições para a sua preservação activa com as cores portuguesas. Mas nada. Deseja-se boa sorte ao FUNCHAL e vamos continuar a acompanhar o destino deste nosso belo paquete.
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Thursday, September 01, 2016

Segunda escala do ASTORIA no Porto de Lisboa

O navio de cruzeiros ASTORIA fez ontem a segunda escala em Lisboa, desde que em Fevereiro último alterou o nome, de AZORES para a actual designação, por vontade do afretador CMV. 
O ASTORIA atracou a Santa Apolónia ao amanhecer e aqui ficam alguns registos. Depois houve troca de comandantes, desembarcou Filipe Sousa após 6 meses e foi substituído por António Morais, ambos veteranos da antiga Classic International Cruises e da Portuscale.
O ASTORIA / AZORES é actualmente o único navio de cruzeiros de propriedade portuguesa a fazer cruzeiros oceanicos. A propriedade é portuguesa (Montepio), mas o navio está fretado à companhia grega Global Maritime, a operação comercial é da Cruise & Maritime Voyages, de Inglaterra e a presente operação de cruzeiros é, desde Maio, da responsabilidade do operador de viagens francês Rivages du Monde, embora neste cruzeiro especifico o paquete esteja sub-afretado à companhia francesa Michel Voyages.







 

O ASTORIA  é um veterano na sua ligação com Lisboa que começou na década de 1950 quando cá esteve as primeiras vezes com o nome original - foi o STOCKHOLM da Swedish American Line de 1948 a 1960 - e depois até 1984, como VOLKERFREUNDSCHAFT, da Alemanha Oriental. Depois de reconstruído em 1994 em Itália, voltou a Lisboa muitas vezes como ITALIA PRIMA, e inclusive, com este nome foi um dos três paquetes afretados para servirem de hotéis flutuantes, por ocasião da EXPO 98. 

Em 2004 voltou ao Tejo como CARIBE, acabado de comprar pelo saudoso armador George P. Potamianos, que o integrou na frota da Classic International Cruises em 2005 com o nome ATHENA. O resto da história é mais conhecida. Em 2013 o navio foi comprado pela Portuscale Cruises de Rui Alegre, passando a chamar-se AZORES em 2013. 
O ASTORIA fotografado à largada de Lisboa com a chaminé da Rivages du Monde, a 31 de Agosto de 2016


Presentemente o ASTORIA está fretado ao estrangeiro até Outubro de 2015, mas os proprietários portugueses pretendem vender o navio, assim como os paquetes FUNCHAL e PORTO, estes imobilizados em Lisboa, desde 2015 e 2013, respectivamente.
Alguns dos meus melhores cruzeiros foram realizados no ATHENA, pelo que foi bom ontem voltar a bordo e registar novas imagens, algumas das quais se partilham agora. 
Internamente, a decoração é na globalidade a de 1994, em estilo italiano dos anos 1990. com pequenas alterações mais recentes, nomeadamente a redecoração da biblioteca e sala de fumo feita no tempo da Portuscale.
Muitas outras deste navio podem ser revistas neste blogue aqui, aqui, não esquecendo a fase alemã aqui e o seu aspecto original aqui...
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Tuesday, June 07, 2016

Ponte-caís da infâmia


Em 1974 o governo francês resolveu cortar o subsídio atribuído ao paquete FRANCE e este foi imobilizado durante cinco anos num cais esquecido nos confins do porto de Le Havre, que ficou conhecido como o cais do esquecimento - le quay de l'obli. Claro que depois um norueguês atrevido resolveu resgatar o FRANCE em 1979 e ainda por cima teve a desfaçatez de o levar a reboque para a Alemanha onde o grande transatlântico foi transformado no navio de cruzeiros NORWAY. Os franceses ainda hoje se sentem desconfortáveis com a perda do FRANCE e sonham com um novo.
Na nossa Lisboa de cais vazios de Junho de 2016, a vetusta ponte-cais da Matinha está a transformar-se, não num caís do esquecimento, mas de infâmia, que é o que sugere a imagem triste dos paquetes PORTO e FUNCHAL imobilizados para venda, já em saldo, sem que haja alguma alminha nacional que olhe para eles e se inspire e lhes dê vida de novo. Uma infâmia.
Fotografias de 2 de Junho de 2016 registadas por Luís Miguel Correia no Tejo.

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Tuesday, May 17, 2016

Obrigado, George Potamianos

A leitura do excelente artigo do Eng. Jorge D'Almeida publicado no Jornal da Economia do Mar sobre o armador grego Alex Panagopoulos e a Arista Shipping, fez-me recordar outro grande amigo de Portugal, George P. Potamianos, que nos deixou fará dentro de dias quatro anos, o que me inspirou as linhas reproduzidas abaixo...

"Obrigado George,
Alex Panagopoulos não é o único grego com raízes marítimas a se encantar por Portugal. O meu Querido Amigo George Petrus Potamianos descobriu Portugal em 1975 por acaso, quando veio inspeccionar o paquete FUNCHAL, então propriedade da CTM, o qual na altura tinha sido retirado da carreira das llhas e se encontrava para venda. GPP apaixonou-se pelo navio e por Portugal e a partir de Maio de 1976 passou a afretar o FUNCHAL anualmente para um programa de cruzeiros de Verão a partir de Gotemburgo, para o mercado sueco, que teve enorme êxito.
Em Agosto de 1985, com a liquidação da empresa pública CTM, o FUNCHAL foi vendido em leilão e comprado por George Potamianos. Em vez de pegar no navio e o levar para a Grécia, fez o contrário, trouxe a família para Portugal, comprou uma casa em Caxias, os filhos mais novos foram para o colégio inglês de Carcavelos ao mesmo tempo que abriu um modesto escritório na rua do Alecrim, onde instalou a Arcalia Shipping. Manteve o nome original ao FUNCHAL e a tripulação portuguesa, e quis manter este paquete com tanto significado para Portugal com bandeira portuguesa no nosso registo convencional, isto em 1985, quatro anos ates de ser criado o MAR. A legislação portuguesa no que se referia a hipotecas de navios não permitiu essa primeira opção por a aquisição do navio ter sido feita com o financiamento de um banco sueco que exigiu o recurso ao registo do Panamá como garantia do empréstimo. A operação do FUNCHAL não podia ter corrido melhor sob a gestão Potamianos, o navio gerou um lucro suficiente para pagar o empréstimo logo ao fim do primeiro ano de operação, e o passo seguinte foi a compra do INFANTE DOM HENRIQUE, adquirido ao Gabinete da Área de Sines e abatido por Portugal como sucata. GPP promoveu a reconstrução e modernização deste grande navio e quando por insistência de um afretador alemão, teve de mudar o nome ao INFANTE, teve o cuidado de escolher outro nome português com dignidade adequada ao paquete; pensou em vários, nomeadamente FERNANDO DE MAGALHÃES, mas era necessário um nome que se pronunciasse de forma simples em inglês, ao contrário de IDH e F de Magalhães. Procurou, procurou e uma tarde ao estacionar a sua viatura à porta de casa na rua Vasco da Gama, em Caxias, olhou para a placa com aquele nome e resolveu o assunto: o INFANTE DOM HENRIQUE, nome impronunciavel na Alemanha, passou a ser o VASCO DA GAMA. A frota continuou a crescer, o escritório foi mudado para a sede da Rinave num andar de um prédio da 24 de Julho, onde depois se expandiu para outros andares e para o prédio do lado, e criou uma escola e renovou as tradições portuguesas no mercado de cruzeiros com uma geração de oficiais portugueses que hoje comandam um número significativo de navios de cruzeiros no mercado internacional. Chegou a ter 2500 pessoas a trabalhar para as empresas surgidas no âmbito da marca Classic International Cruises, muitos dos quais portugueses, e com o registo MAR, em 2001 o FUNCHAL e os restantes navios da CIC passaram a ter a nossa bandeira. Em 2011 tentei com outro amigo, propor à Presidência da República uma condecoração para o grande amigo de Portugal que foi G.P. Potamianos, mas não houve o mínimo interesse em reconhecer o trabalho de uma vida e de forma simbólica agradecer a dedicação genuína a Portugal. GPP faleceu em Maio de 2012 e repousa em Oeiras. As suas empresas passaram para os filhos mais novos que não conseguiram dar continuidade ao trabalho do Pai, como acontece tantas vezes com Gregos cujas empresas armadoras não resistem à passagem de testemunho do fundador. Não foi o que aconteceu felizmente com Pericles Panagopoulos, o qual, muito antes de o filho Alex descobrir Portugal quisera instalar aqui uma nova actividade com um “cruise ferry” que seria baseado em Lisboa para uma operação semanal às ilhas da Madeira e Canárias, isto após ter vendido a sua Royal Cruise Line ao Grupo NCL. As dificuldades então criadas e os entraves burocráticos foram tais que teve de desistir de Portugal, mas não da actividade com ferries, pois por essa altura criou na Grécia a Attika Ferries com o bem sucedido conceito de Superfast Ferries. Ainda bem que o seu filho Alex acabou por redescobrir Portugal. LUÍS MIGUEL CORREIA"
George Potamianos deixou-nos há quatro anos e por circunstâncias diversas, quatro dos seus navio, incluindo o FUNCHAL, voltaram a ser controlados por interesses portugueses, infelizmente com resultados opostos ao sucesso que GPP soube construir a partir de Lisboa desde 1985. Essa herança tornou-se um peso para o banco Montepio que se quer desfazer dos três paquetes que restam da antiga frota da Classic International Cruises. Depois de se ter investido muito dinheiro, o FUNCHAL, o PORTO ex-ARION e o ASTORIA ex-AZORES, ex-ATHENA estão à venda, os dois primeiros imobiizados na Matinha, e o preço baixa todos os dias. 
Não há ninguém capaz em Portugal de voltar a pegar nestes navios?

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Wednesday, July 22, 2015

Paquete LISBOA ex-PRINCESS DANAE chega a Aliaga para ser desmantelado


O paquete português LISBOA, antigo PRINCESS DANAE, está a atravessar o Mar Egeu pela última vez e amanhã de manhã chegará ao porto turco de Aliaga onde deverá ser encalhado para desmantelamento. É o final da derradeira viagem do velho navio de cruzeiros e a única efectuada com o nome LISBOA, um nome que reforça assim a fama de dar azar aos navios aos quais foi atribuído.
O LISBOA encontrava-se no Tejo desde Abril de 2013 e não viu concluída a reparação e modernização em que se gastaram cerca de 5 milhões de euros sem proveito útil para evitar este desfecho inglório, pois o LISBOA acabou vendido a um sucateiro turco por menos de 3 milhões de USD e saiu do Tejo a reboque a 5 de Julho último.
Antigo navio misto de carga e passageiros inglês PORT MELBOURNE de 1955 seria convertido para cruzeiros na Grécia em 1974-76 quando iniciou uma carreira de sucesso como DANAE e, desde 1996, como PRINCESS DANAE ao serviço de uma das companhias do armador George Potamianos. Os últimos passageiros - franceses - desembarcaram em Setembro de 2012 em Marselha e seguiu-se um período de arrestos e incerteza com a falência da Classic International Cruises em Novembro de 2012. A criação da Portuscale Cruises que adquiriu o navio em 2013 e o trouxe para Lisboa ainda emprestou alguma esperança quanto ao futuro do DANAE mas as coisas não correram pelo melhor e o epílogo será amanhã com o encalhe do navio em Aliaga e a sua destruição.

Mapa AIS com o rebocador HELLAS a rebocar o LISBOA ex-PRINCESS DANAE esta tarde, 22 de Julho de 2015

O nome LISBOA tem uma tradição negativa na Marinha Mercante Portuguesa desde que em Outubro de 1910 se perdeu o navio-almirante da Empresa Nacional de Navegação, o vapor LISBOA, acabo de construir em Glasgow e que fazia a segunda quando encalhou e se perdeu a norte de Cape Town. Era o PRÍNCIPE PERFEITO da época e a sua perda abriu uma prática d ecompra de navos em seO vapor LISBOA - primeiro navio da Sociedade Geral não teve melhor fim, afundou-se no Barreiro na década de 1920 e a falta de sorte marcou anos mais tarde, em 1947, o paquete panamiano CITY OF LISBON do armador José Bensaude, que abalroou um navio de carga italiano à saída de Vigo quando iniciava a quarta vagem para o Brasil, o que ditou a venda do paquete e o fim da companhia Iberian Star Line. Depois destes episódios ninguém mais se atreveu a chamar LISBOA a um paquete português até que em Maio de 2013 o PRINCESS DANAE recebeu este nome, que não lhe trouxe sorte. LISBOA é o nome do TITANIC português e mantém toda a sua negatividade.
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