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Tuesday, June 15, 2010

MONUMENTO À DESMARITIMIZAÇÃO

Há momentos na vida verdadeiramente reveladores da verdade: um desses instantes inspiradores proporcionou esta imagem alegórica registada em pleno coração do porto de Lisboa, cujas formas traduzem o mistério da DESMARITIMIZAÇÃO.
A desmaritimização, esse processo supostamente natural de redução progressiva das indústrias de transportes marítimos, pesca, construção e reparação de navios e uma multiplicidade de serviços acessórios cuja tendência será atingir-se o ZERO MARÍTIMO em simbiose com a germinação da realidade virtual de um sector "marítimo portuário" com léxico próprio e conteúdo teórico associado ao aumento do analfabetismo marítimo.
Disse-me um velhinho residente para os lados do Restelo que nas madrugadas frias anunciadoras de dias de nevoeiro, os nossos activos ligados aos Navios e ao Mar escorregam por esta prancha tenebrosa e divergem para sempre...
Diz-se muita coisa, a ser verdadeiro este testemunho fica explicado de forma ímpar o tal fenómeno da DESMARITIMIZAÇÃO.
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Friday, May 21, 2010

Canavilhas com ideias embrionárias




A equipa cultural da pianista Gab. Canavilhas, actualmente a actuar no Ministério da Cultura desmente a tentativa de acabar com o Museu de Marinha, tendo, em declarações hoje aos jornal PÚBLICO dito ser essa iniciativa uma ideia embrionária. 
O BNM reafirma um NÃO, NÃO, NÃO rotundo a aventuras da cultura governamental no Museu de Marinha de Lisboa e sugere à ilustre artista e governante que protagonize rapidamente o conceito de Museu da Viagem, solicitando respeitosamente a Sua Excelência e ao seu Secretário de Estado Elísio Sumavielle uma viagem só com bilhete de ida ao mais profundo e embrionário imaginário viageiro de longo curso.
Lamenta-se que Suas Excelências não possam embarcar num vapor nacional pois já foram todos abatidos com a Política de Desmaritimização dos últimos trinta governos provisórios e constitucionais.
No Museu de Marinha de Lisboa não se toca

Não deve ser difícil à Governação encontrar temas de desenvolvimento embrionário rápido em áreas
urgentes para o País. Germinem alternativas sem polémica. Podem começar por apoiar uma campanha nacional de combate ao analfabetismo cultural naval e marítimo...
Texto de L.M.Correia. Imagem da Internet de autor desconhecido. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

Thursday, May 20, 2010

CULTURA QUER USURPAR MUSEU DE MARINHA?

NÃO, NÃO, NÃO. 
No Museu de Marinha de Lisboa não se mexe. É uma afronta intolerável à Marinha, à Cultura Naval e Marítima e a todos os muitos amigos do Museu e interessados nos Assuntos do Mar.
A divulgação desta notícia no DIA DA MARINHA é ainda mais ofensiva. Querem usurpar as Galeotas para o Museu dos Coches? Querem fazer um Museu da Viagem? Tenham decoro, senhores governantes.
O regime actual tem levado a cabo subrepticiamente uma política desastrosa de destruição das actividades marítimas em Portugal nas últimas décadas em acções que vão desde a liquidação das Marinhas de Comércio e de Pesca à demolição de uma escola profissional moderna, como aconteceu recentemente com a ESCOLA DA MARINHA DE COMÉRCIO E PESCAS no Bom Sucesso. Não está provado que estas acções resultem apenas de incompetência ao mais alto nível.
Destruir o Museu de Marinha, sendo este uma instituição exemplar a todos os níveis e ainda por cima praticamente autónoma financeiramente é atentar contra os mais elementares interesses do País e insultar a Cultura Marítima Nacional. 
NÃO, NÃO, NÃO. No Museu de Marinha de Lisboa não se mexe.
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Friday, April 30, 2010

Um grande estaleiro no coração da cidade

As esperanças renovadas pelo interesse súbito da Inteligência Nacional pelo Mar, recentemente destacado em discursos presidenciais, governamentais e da "sociedade civil" portuguesa têm que ser vistos com a susceptibilidade resultante de quase 40 anos de Desmaritimização Activa nos planos económicos, estratégicos e culturais associados aos portugueses.
Por maior que for o somatório de boas vontades militantes, enquanto se não mudar a mentalidade provinciana assente no mais puro analfabetismo marítimo, não haverá mudanças profundas na nossa forma de ver e estar com o mar.
Um exemplo comparativo, de entre muitos que se podiam mostrar é a diferença de atitude da população de Hamburgo face aos seus congéneres de Lisboa. 
Na primeira há um orgulho activo na valência marítima da cidade e porto respectivo. As grandes lojas do centro de Hamburgo estão decoradas com enormes fotografias do porto, actividade marítima, contentores, etc..., os apartamentos com vista para os terminais de contentores são dos mais caros e apetecidos da cidade, e pasme-se, mesmo no centro de Hamburgo está activo um enorme estaleiro de construção e reparação naval, em cuja carteira de clientes figura Portugal desde há quase 100 anos.
Entre nós é como se observa, ninguém parece saber para que um País como Portugal precisa de dois modestos submarinos (eu também não sei, pois dois são insuficientes, falta mais um e o ideal era serem seis), terminais de contentores junto à Cidade, "Vade Retro...", cruzeiros, idem, que tiram a vista do povo às taínhas bêbedas dos esgotos agora em suposta purificação, estaleiro naval frente ao Terreiro do Paço, NÃO, há que construir com arrojo uma nova EXPO urbana. E navios também não os queremos para nada, como um dia me disse o Ministro do Mar Azevedo Soares -"Portugal não precisa de Marinha Mercante, sai mais barato utilizar navios estrangeiros".

25 de ABRIL em Hamburgo
A imagem que ilustra este artigo foi registada a 25 de Abril na cidade de Hamburgo e enviada pelo Estaleiro Blohm & Voss. Mostra o estaleiro cheio de navios em plena actividade mesmo no centro de Hamburgo. Navios de passageiros são quatro nas docas: CELEBRITY CONSTELLATION, COLOR FANTASY, BALMORAL e ATHENA. Em cima à esquerda, pode ver-se o cargueiro CAP SAN DIEGO, preservado com todos os certificados e pronto a navegar, e a barca de 3 mastros RICKMER RICKMERS, ex-SAGRES, que os Hamburgueses vieram resgatar a Lisboa. Estes Hamburgueses são loucos.
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Thursday, January 21, 2010

Navios na Liscont



Imagem do terminal da Liscont, em Alcântara, com dois porta-contentores a operar na manhã de 19 de Janeiro. Como que para homenagear o navio-escola SAGRES, de bordo do qual fiz esta imagem, os navios "pintaram" os cascos respectivos de verde e encarnado, as cores da nossa bandeira.
Sempre gostei do cais de Alcântara, desde os tempos em que lá via atracado, por exemplo os paquetes da Mala Real. Os tempos mudaram e ainda bem que esta zona portuária é bem aproveitada. Só esperamos que a ideia municipal de avançar com um jardim em frente à estação marítima de Alcântara não se concretize e aquele espaço possa continuar a servir a navegação de passageiros.
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Monday, April 20, 2009

DESMARITIMIZAÇÃO EM PEDROUÇOS


Em Pedrouços, Lisboa, no local onde existiu a Escola de Pesca de Lisboa, recentemente arrasada e demolida por decisão governamental, nasce um novo imóvel destinado a albergar a Fundação Champalimaud.
Nada temos contra esta entidade de benemerência, já o mesmo não podemos referir quanto ao local escolhido e ao sacrifício da ESCOLA de PESCAS, numa atitude de analfabetismo marítimo estatal inaceitável que tem sido esquecida pela imprensa e opinião pública. Sobre o assunto vale a pena reler a história deste processo polémico aqui...
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Tuesday, November 04, 2008

CIDADE - PORTO - NAVIOS - CARGAS


A actual contestação à anunciada expansão do Terminal de Contentores de Alcântara por um grupo de políticos e intelectuais insatisfeitos é profundamente lamentável. Não pelo exercício do direito de cada um à expressão de opiniões contrárias. Lamentável por esse fenómeno contestatário realçar uma mentalidade anti-marítima grave e autofágica, que sempre existiu entre nós (onde está o tal País de Marinheiros?) e muito contribui para a manutenção de um subdesenvolvimento endémico acentuado pelo desprezo pelo Mar. Foi patético o debate em directo ontem à noite transmitido pela TVI, no qual a única participação com postura adequada acabou por ser a do Presidente da APL Dr. Manuel Frasquilho. De lamentar a imparcialidade da jornalista, o estilo agressivo da autarca H. Roseta e a demagogia do deputado da oposição. Pena que não tenham deixado falar o Dr. Frasquilho, enfim Portugal no seu actual enquadramento menor...
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Thursday, September 11, 2008

COLUNAS RENASCIDAS


A tão progressiva dinâmica das múltiplas iniciativas políticas e culturais rumo ao Mar Português, em boa hora implementadas pelas forças superiores que tão bem têm reintroduzido no País o espírito da redescoberta do Mar Oceano acabam de proporcionar nova dobra do Bojador: saindo do nada qual milagre providencial, as desaparecidas colunas do antigo Cais do Terreiro do Paço, há 10 anos engolido pelo progresso devorador, regurgitam agora das areias de Alcácer Qb., mesmo ao lado da nova praia da Ribeira das Naus que em breve oxalá substitua a Lisnave no relançamento da Indústria Naval em Lisboa.
HABEMOS CAIS COLUNUS...
(Post dedicado amorosamente a todos os heróis da desmaritimização nacional).
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Tuesday, May 20, 2008

MAR OCEANO PORTUGUÊS e da Europa


Consta que o estabelecimento do DIA EUROPEU DO MAR a 20 de Maio foi efectuado a contragosto de alguns membros da UE que primam pelo protagonismo crónico.
O facto de ser uma data proposta por PORTUGAL que traduz o dia da chegada à India de Vasco da Gama levou alguns nossos parceiros a fazer uma busca no sentido de encontrarem uma alternativa que não estivesse associada a um feito de origem Portuguesa.
É ainda o espirito do Ultimatum de 1890, que levou à composição do actual Hino Nacional e a uma subscrição pública para a compra de navios de guerra.
A descoberta do Caminho Marítimo para a India foi uma realização do génio português que ultrapassou as nossas fronteiras e lançou a Europa nos caminhos da Idade Moderna. Teve no seu contexto maior relevância que a ida dos homens à Lua...
Na sequência desta empresa Portugal foi a primeira potência marítima global durante todo o século XV. Apesar da nossa pequenez física e periferia geográfica...
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DIA EUROPEU DO MAR / DIA DA MARINHA

HONOURS MUST BE MADE TO «VASCO DA GAMA»!!!

Este "Post" foi hoje publicado no blogue ATLÂNTICO AZUL por Sailor Girl. Faço minhas as suas palavras e reproduzo na integra o texto e a indignação pelo analfabetismo marítimo da Central Burocrática e de Poder de Bruxelas. Há mais informação no Atlântico Azul. Hoje mais que nunca vale a pena uma visita...

Admiral Dom Vasco da Gama, Knight Commander of the Military Order of Christ, with the Tower of Belém behind
(Oil on canvas. Downloaded from the internet)
This post refers to today's cellebration of the First European Maritime Day ever. From now on, the European Maritime Day will be celebrated on 20 May each year. This year's events will include a stakeholder conference in Brussels 19-20 May, which will focus on the regional approach to the implementation of Maritime Policy, and dialogue with stakeholders. The European Maritime Day will be an occasion to highlight the crucial role played by the Oceans and Seas and will contribute to a better visibility of the maritime sectors and more recognition of the importance they play in everyday life. You may read the Official Declaration [HERE] and the Press Release also [HERE].
But WHY on the 20th of May? As you may see, there is not a single justification for the choice of this particular date. Well, the choice may be based on the fact that on May 20, 1498, the Portuguese Fleet commanded by ADMIRAL VASCO DA GAMA (Count of Vidigueira, a fabulous Portuguese explorer and navigator and one of the most successful in the European Age of Discovery) arrived at Calicut (India), thus being the leader of the first ships to sail directly from Europe to India. This was an extremelly important journey, having opened direct sea route to Asia which helped to bring about an era of European domination through sea power and commerce that lasted several hundred years, as well as 450 years of Portuguese presence in India, Asia, and Africa.
I sincerely hope Vasco da Gama and all of his officers and sailors will be honoured today. Otherwise I really do not understand the reason why we have to endure with so many painful European Laws, Rules, Decisions, Impositions, Bureacracy measures and extremelly boring people who are neither humble, nor tolerate or friendly (with the usual exceptions made to some few nice people, of course) and to whom I dedicate the first song today at Rádio Atlântico Azul, «Didi».


Post

Sunday, December 09, 2007

AWAY IN THE WRITING ROOM

A maior ausência desde que este blogue de navios e muitas marés foi criado há quase dois anos.
Mas continuo vivo, apenas totalmente absorvido com novas obras primas da literatura marítima estilo LMC, com muitas fotografias e muitos meses de trabalho, muitas horas de pesquisa, tudo reduzido a 100 páginas aqui, outras 112 ali.
Parece simples, mas estes fenómenos de criação associados às pressões de toda a ordem da parte de patrocinadores são um ingrediente perfeito para ver a tensão arterial a subir...
No final não tem havido tempo para mais nada. Entretanto vão amealhando uns dinheiritos porque vão aparecer novos livrinhos à venda em breve...
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Tuesday, November 13, 2007

DEBATE SOBRE FRENTE RIBEIRINHA DE LISBOA


Tudo indica que o debate de ontem foi uma desgraceira completa. Não resisto a reproduzir o texto brilhante da SAILOR GIRL e do VELAS DO TEJO no blogue ATLÂNTICO AZUL, (carregar para fazer a ligação) sem mais comentários, para além da devida vénia aos autores e uma recomendação de que visitem regularmente o ATLÂNTICO AZUL:

O Amigo Velas do Tejo e alguns dos restantes membros do que é já conhecido por «LOBBY DAS CANOAS» estiveram ontem à noite no Teatro São Luiz, onde puderam assistir a «uma verdadeira ode ao pato bravo, ao tacho, à incompetência secular de técnicos, políticos e toda essa pustula fétida que gere, decide, projecta e constroi a coisa pública portuguesa. Aquilo que poderia ter sido um espaço de reflexão sobre a estratégia de reconciliação da cidade com o rio, não passou de um forum de promotores imobiliários». A pergunta que deixou à Câmara Municipal de Lisboa e sobre a qual não obteve resposta, segue hoje por escrito e é a seguinte:
«Para além da construção descontrolada, que outras medidas estão previstas no âmbito da reconciliação da cidade com o rio
Mais uma oportunidade desperdiçada de se inteirarem, junto de quem percebe da matéria, navega e vive no Tejo:
  1. Do que verdadeiramente este constitui;
  2. Da importância de se preservarem os seus usos e tradições;
  3. Da urgência em se permitir o acesso às suas margens;
  4. Da necessidade de se aprovar Planos e Projectos, mas que sejam úteis (e não obras de fachada sem qualquer utilidade para a população que vive do Tejo ou que dele gostaria de usufruir);
  5. Dos obstáculos impostos pela Administração da Frente de Rio, verdadeiros entraves à liberdade de pleno usufruto do rio, unicamente motivados por critérios financeiros, de que se destaca as taxas cobradas por tudo e mais alguma coisa e meramente destinadas ao Orçamento Autofágico da Administração (autofágico por se destinar a assegurar os custos com o pessoal da cada vez mais gorda Administração, e não para permitir aos particulares desenvolverem actividades, lucrativas ou não, no rio).

A Comunidade que Navega no Tejo parece nada poder fazer. Mas está atenta. E lamenta que nem um único dos participantes no debate de ontem seja marinheiro, tenha espírito desportivo ou seja minimamente sensível aos assuntos do Mar.

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