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Tuesday, May 27, 2025

Navio de cruzeiros português WORLD VOYAGER em Lisboa



















O navio de cruzeiros de expedição português WORLD VOYAGER entrou em Lisboa na manhã de 27 de maio de 2025, procedente de Viana do Castelo, onde fez docagem e manutenção técnica. 
O WORLD VOYAGER é o segundo de uma série de cinco navios, todos construídos em Viana do Castelo para a Mystic Cruises e é operado pela ATLAS OCEAN VOYAGES, outra das empresas de cruzeiros oceânicos ligada ao armador Mário Ferreira. O navio embarca passageiros em Lisboa e larga em viagem de cruzeiro ao final da tarde de 27.


Fotografias e texto de Luís Miguel Correia - 2025

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Friday, May 23, 2025

Fragata NRP BARTOLOMEU DIAS de entrada em Lisboa

Ontem, 22 de maio de 2025, a alvorada foi antecipada para um posicionamento na margem norte do Tejo, com o objetivo de fotografar um navio de passageiros. A "operação" foi mais uma vez do tipo "dois em um", pois reparei num vulto lá fora a fazer-se à barra, a fragata NRP BARTOLOMEU DIAS (F333), que fotografei airosa, a subir o rio rumo ao Alfeite. Uma boa forma de iniciar o dia.
Texto e fotografia de Luís Miguel Correia - maio de 2025
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Thursday, May 15, 2025

Fragata D FRANCISCO DE ALMEIDA a sair de Lisboa


A 12 de maio último fotografei a fragata NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA a navegar no Tejo, de saída para Viana do Castelo, onde entrou no dia seguinte, para participar nas comemorações do Dia da Marinha, que este ano decorrem em Viana. Havia-me posicionado na Junqueira, um pouco a ocidente da Ponte 25 de Abril para registar as saídas de dois navios de cruzeiros, e tive direito a bónus.
Texto e fotografia de Luís Miguel Correia - 2025
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Monday, May 12, 2025

Breviário do Tejo (n/m JAIME S em Santa Apolónia)

ão

Passeio o olhar pelo Tejo desde que me conheço, há mais de 65 anos. Não me canso, o rio tem sido um palco inspirador, silencioso ou agitado, pleno de paisagens portuárias, urbanas, monumentais. animadas por criaturas navegantes diversas. Vi pontes grandiosas serem construídas, navios que se transformaram em memórias, as mudanças não pararam nunca, umas discretas, outras radicais. Comecei a fotografar tudo a partir de 1970.
A 13 de janeiro último registei esta imagem do porta-contentores português JAIME S atracado ao terminal de contentores de Santa Apolónia, no qual se centralizam as operações de carga e descarga de contentores e viaturas destinados às Ilhas (Madeira e Açores) desde que a Transinsular saiu do Cais de Santos. A fotografia foi feita ao final da tarde, com a luz de inverno tão característica do Porto de Lisboa. Ainda me lembro de existir uma praia de areia fina neste local, o resto da antiga praia de Xabregas, que em 1970 foi sacrificada para a construção da fase inicial do terminal de contentores de Santa Apolónia, o primeira deste tipo que apareceu em Lisboa.
O navio JAIME S é a aquisição mais recente da companhia de navegação GS Lines, foi comprado em 2024 e faz ligações regulares semanais entre Lisboa e o Caniçal, integrando uma frota de navios progressiva, com sete unidades próprias, todos com registo convencional português.
Texto e fotografia de Luís Miguel Correia / 2025
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Saturday, January 04, 2025

Série NA DERIVA DO IMPÉRIO de Carlos Guerreiro






















Não percam a série de 7 episódios de NA DERIVA DO IMPÉRIO do jornalista Carlos Guerreiro, dedicado ao episódio associado ao paquete IMPÉRIO e à viagem em que, como Transporte de Tropas, em janeiro de 1970, sofreu um grave acidente no mar, a 400 milhas de Cabo Verde. Tive o gosto de colaborar com o Autor.

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Wednesday, October 09, 2024

PORMENORES ARQUITETÓNICOS (olhar o FUNCHAL)



























A beleza casa facilmente com a simplicidade, ainda que ser simples seja tudo menos fácil. As janelas da fotografia acima estão ligadas a momentos de pura felicidade minha, são da ponte de comando do navio de passageiros FUNCHAL, tal como se espelhavam em 2008 no mar, quando fiz a fotografia. 
Já restam poucas janelas destas, com pedigree dinamarquês. Muitos dos navios mercantes construídos nos estaleiros do reino da Dinamarca nas décadas de 1950 e 1960 usavam estas janelas para as pontes de comando respetivas, numa época em que pequenos traços de "design" denunciavam origens e ligações a países marítimos. A arquitetura naval tinha traços particulares de cada país: um simples olhar traduzia a origem escandinava, alemã, holandesa, japonesa ou italiana de um navio. 
O FUNCHAL visto ao pormenor, é uma obra de arte intemporal, apesar de os anos terem sido agressivos por tantas mudanças e entretanto, dez anos de inutilidade flutuante, a comemorar a 2 de janeiro de 2025, quando passar exatamente uma década desde que este navio entrou em Lisboa para, até agora não mais ter saído do Tejo. (Luís Miguel Correia, 9 de outubro de 2024)

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Sunday, March 03, 2024

A história da Marinha Mercante Portuguesa desde 1820




















É o meu vigésimo segundo livro, fora os outros. Chama-se MARINHA MERCANTE PORTUGUESA - PORTUGUESE MERCHANT NAVY e vai ser publicado em maio próximo. Trabalhei neste projeto toda a vida ou quase: mais de quarenta anos de investigação. Cerca de 200 páginas para duzentos anos de história marítima nossa. Aqui ficam algumas páginas, no livro haverá muitas mais.
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Trocámos a Marinha pelo Mar


































Porto de Santa Cruz de Tenerife com dois navios de passageiros portugueses fotografados a 15 de maio de 1970: FUNCHAL e SANTA MARIA

Esta fotografia tem uma beleza enorme, com dois navios de passageiros portugueses de grande categoria atracados juntos em Tenerife a 15 de maio de 1970. O SANTA MARIA e o FUNCHAL foram ambos presença assídua neste porto das Canárias durante muitos anos. 
Em 1970 o famoso paquete da Companhia Colonial  de Navegação aproximava-se do final de uma carreira injustamente breve, terminada de maneira inglória em 1973. 
O FUNCHAL ainda flutua e foi plenamente português até 1985 e depois entre 2013 e 2018, já não navega desde 2015, mas foi especialmente bem sucedido como navio de cruzeiros, graças a George Potamianos, seu armador dedicado de 1985 a 2012 e que um dia me disse que se tivesse vindo para Portugal uns anos antes, o SANTA MARIA e alguns outros grandes paquetes portugueses não teriam acabado tão precocemente. Veio para Lisboa a tempo de dar uma segunda vida ao INFANTE DOM HENRIQUE.
Em 1970, além dos paquetes que a fotografia mostra, a Marinha Mercante era um elemento importante no âmbito da economia portuguesa, com uma frota diversificada e a crescer. Na altura, mar era antes de mais marinha, mas uma série de fatores diversos acabaram por alterar tal conceito, as marinhas foram alienadas, a marinha de comércio reduziu-se a uma expressão ínfima e Portugal passou a navegar em abstrato com teorias de mares azuis em crescendo, sustentados por uma desmaritimização absurda e desnecessária, quase sem navios. 
Trocámos a Marinha pelo Mar, ainda vamos sofrer na pele por esse erro.
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Wednesday, July 19, 2023

ALCOUTIM ex-Fort Fidler da Sociedade Geral

Durante a Segunda Guerra Mundial os principais países marítimos Aliados efectuaram um esforço titânico de construção de navios mercantes em série destinados a substituírem as unidades afundadas na guerra submarina e prosseguirem o esforço de guerra. Os Estados Unidos da América lideraram este processo com a construção em série de 2500 cargueiros de 10.000 TDW da classe LIBERTY e diversas centenas de petroleiros classe T2, para além de muitas outras classes, como a classe VICTORY, já mais no final do conflito. O Canadá também participou deste esforço e uma das classes de navios de origem canadiana foi a classe FORT dos quais o FORT FIDLER, de 1943 foi comprado em 1946 pela Sociedade Geral e reconstruído no Tejo com o nome ALCOUTIM, integrando a frota da SG até Outubro de 1971, quando foi vendido para sucata em Espanha.
Durante alguns anos o maior navio da Sociedade Geral, o ALCOUTIM foi construído em Vancouver e entregue a Inglaterra em Maio de 1943 com o nome FORT FIDLER. Durante a guerra o navio foi torpedeado no Mediterrâneo evitando-se o seu afundamento. O navio acabou por arribar a Lisboa com avaria grossa no casco e terminada a guerra foi comprado pela SG. A recuperação do ALCOUTIM no estaleiro da CUF foi na altura um feito da engenharia naval portuguesa e obrigou à reconstrução parcial do casco e instalação de uma proa nova.
A renovação da frota mercante portuguesa a seguir à segunda grande guerra fez recorrendo a navios novos, construídos expressamente para os nossos armadores. O ALCOUTIM foi uma das poucas exceções que confirmam as regras.
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Thursday, June 08, 2023

Paquete FUNCHAL em abril de 2006


























Publiquei esta imagem e texto em abril de 2006. Tempo agora para a refrescar e recordar:

"Há navios que pela sua existência e atividade ao longo de determinado período de tempo se tornam verdadeiro património nacional. Dos atuais navios portugueses enquadram-se nesta perspetiva a fragata D. FERNANDO II E GLÓRIA, o navio-escola SAGRES, o NTM CREOULA, o navio-hospital GIL EANNES e o paquete FUNCHAL.
Sobre o FUNCHAL, este navio era então o último sobrevivente da antiga frota de navios de passageiros portugueses que em 1966-68 chegou a contar com 26 paquetes em atividade. 
O FUNCHAL fez parte de um grupo de grandes navios construídos em 1960-61 por encomenda expressa de armadores portugueses: o PRINCIPE PERFEITO e o INFANTE DOM HENRIQUE, propriedade das empresas CNN e CCN (Nacional e Colonial), ambos de cerca de 20.000 toneladas, 1000 passageiros e 21 nós de velocidade, que se destinaram às ligações regulares com África, que mantiveram até 1975, e o FUNCHAL, construído na Dinamarca para a Empresa Insulana de Navegação. Com 150 m de comprimento, 10.000 toneladas de arqueação bruta e 21 nós de velocidade (estas dimensões eram as máximas possíveis para o navio servir o porto de Angra do Heroísmo, ilha Terceira), o FUNCHAL transportava 400 passageiros e fez carreiras regulares de Lisboa para a Madeira, Açores e Canárias. Foi retirado desta linha definitivamente em 1975 e passou a servir no mercado de cruzeiros internacionais, onde operou até 2015, com o nome original e a bandeira portuguesa à popa. 
Esta longevidade e sucesso deve-se a partir de 1985 à ação de um armador grego, o Sr. George Potamianos, que comprou na altura o navio à empresa pública CTM então em liquidação, e, em vez de o levar para a Grécia, se mudou para Lisboa, montou cá um escritório, uma empresa, e singrou, com muito mérito, até ao seu desaparecimento em maio de 2012..."
Foto do FUNCHAL a entrar em Lisboa em Abril de 2006
Luís Miguel Correia - 2006

Tuesday, March 21, 2023

NRP ZARCO no Tejo



O navio-escola ZARCO, da Marinha Portuguesa, em navegação no Tejo a 3 de fevereiro de 2023, fotografado por Luís Miguel Correia. 
Atracado ao Cais da Rocha pode ver-se o veleiro dinamarquês DANMARK, que esteve em Lisboa mais uma vez.
O ZARCO, além de bonito, tem uma história interessante, que pode ser consultada na página oficial do NRP ZARCO .

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Monday, October 17, 2022

WORLD TRAVELLER no Tejo
































Amostra da terceira sessão de fotografias do novo navio de passageiros português WORLD TRAVELLER que faço desde o dia 13. 
Aqui, registo o TRAVELLER com toda a sua beleza azul, em rumo de fusão face à ponte sobre o Tejo, a entrar em Lisboa a 17 de Outubro de 2022, vindo de Cádis, a concluir o seu cruzeiro inaugural. 
O navio é lindo, o meu entusiasmo é proporcional à importância da sua introdução na atividade de cruzeiros internacionais, e dou por mim, já fiz 9934 fotografias, o problema agora é escolher as melhores. 
Fica esta, e não se esqueçam que tem direitos de Autor.
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Saturday, July 30, 2022

WORLD TRAVELLER em provas de mar



























Chama-se WORLD TRAVELLER, e fez-se ontem, 29 de Julho de 2022, ao mar pela primeira vez, para as provas de mar iniciais, a decorrer atá amanhã, 31 de Julho, com regresso previsto ao porto de Viana e ao estaleiro pela 16H00. Mais um navio de cruzeiros construído em Portugal pelo estaleiro WestSea para o Armador Mário Ferreira.
O n/m WORLD TRAVELLER é o quarto navio de cruzeiros polares de 10.000 GT e 200 Pax da classe WORLD EXPLORER, todos construídos em Viana de Castelo para a Mystic Cruises. O navio deverá ser entregue ao armador em Setembro deste ano, juntando-se ao seu irmão WORLD NAVIGATOR na frota da nova empresa Atlas Ocean Voyages, uma das empresas de cruzeiros do universo Mystic.
Mais um belo navio a fazer renascer as melhores tradições da Marinha Mercante e da Construção Naval portuguesas. Ainda há notícias boas neste mundo.
A fotografia do WORLD TRAVELLER que apresentamos é de Luís Miguel Correia e foi feita a 24 de Julho de 2021.
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Monday, April 11, 2022

Mais imagens da fragata NRP CORTE REAL

































Imagens da fragata NRP CORTE REAL (F332), registadas no Domingo 3 de Abril de 2022, no Tejo, na sequência do desfile naval associado às comemorações da viagem aérea de 1922 ao Brasil.
A mais recente das três unidades MEKO 200 - classe VASCO DA GAMA, todas já com os 30 anos feitos, a precisarem de modernização, mas bonitas. Difícil termos uma Marinha sem dinheiro.
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Monday, April 04, 2022

Corveta ANTÓNIO ENES no Tejo
























Cem anos depois de Sacadura Cabral e Gago Coutinho terem descolado do Tejo rumo ao Brasil, festejou-se no mesmo local o sucesso do feito, com um desfile naval e aéreo, de que fiz uma reportagem fotográfica muito satisfatória, que incluiu esta imagem da corveta NRP ANTÓNIO ENES, o navio veterano dos seis que participaram na homenagem. 
A ANTÓNIO ENES serve Portugal e a Marinha desde 1971, há mais de 50 anos. É a ultima sobrevivente ativa dos seis navios da classe JOÃO COUTINHO. Continua um navio elegante e prestável, à falta de unidades mais modernas.

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Sunday, March 13, 2022

Vem aí o VASCO DA GAMA

































Vem aí o navio de passageiros VASCO DA GAMA, a entrar agora na zona de influência de entre os cabos Espichel e da Roca, procedente das Canárias, via Funchal, a cerca de 9 nós, velocidade económica, que a viagem é de cruzeiro.
Trata-se do Paquete VASCO DA GAMA, da companhia portuguesa Mystic Ocean Cruises, uma das diversas empresas de navegação vocacionadas para o turismo de cruzeiros com a assinatura criativa do Armador Mário Ferreira, e por sinal, trata-se do maior navio de passageiros de sempre a integrar a propriedade de interesses portugueses. 
Para além de muitos passageiros e tripulantes, o VASCO DA GAMA traz a bordo 12 praticantes de Oficiais da Marinha Mercante, que terminaram os seus curos na Escola Náutica Infante D. Henrique recentemente, e tiveram o privilégio e a oportunidade de fazer o estágio no VASCO DA GAMA, que assim assume uma vertente extra , de "navio-escola".
O n/m VASCO DA GAMA termina em Lisboa um cruzeiro iniciado em Las Palmas e amanhã larga em nova viagem com turista, maioritariamente alemães, com destino às ilhas adjacentes, à Macaronésia portuguesa, qe é como quem diz, aos Açores e Madeira: será o primeiro de dois cruzeiros a Ponta Delgada (São Miguel), Praia da Vitória (Terceira), Praia (Graciosa), Velas (S. Jorge), Horta (Faial), Lages (Pico) e Funchal (Madeira). Conta, para além das escalas em todas estas ilhas de sonho, com quatro dias de navegação, sempre agradáveis para que se aproveite em plena a magia do ambiente a bordo de um belo navio de passageiros e sinta verdadeiramente a imensidão do Atlântico. Um cruzeiro de sonho a repetir de forma criativa o itinerário dos nossos antigos "Corsários das Ilhas" da velha Insulana, para tomar de empréstimo uma expressão felicíssima de Vitorino Nemésio.
O VASCO DA GAMA tem a entrada no Porto de Lisboa prevista para as 13h00 e vou estar a postos para registar a chegada, porque nunca será demais fotografar este belo navio.
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Tuesday, January 11, 2022

Doca de Alcântara: embarcações, navios, enquadramentos fotográficos






Tarde de 11 de Janeiro de 2022, com passagem pela Doca de Alcântara, a apreciar a luz magnífica e os navios / embarcações, na sua maioria unidades de turismo fluvial
Apesar da beleza dos enquadramentos e das formas marítimas, sento vibrações terríveis neste local, quando por lá passo, vem uma vontade de dizer palavrões. Quem viu esta doca e a observa agora, tantas mudanças, quase todas negativas, enquadráveis no Portugal dos Pequeninos pintalgado de penúria marítima. Salva o sol e a envolvência de mais de 60 anos a passar aqui.
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Thursday, November 25, 2021

Recordando o SANTA MARIA

Navios Portugueses

n/t SANTA MARIA de 1953

por Luís Miguel Correia

O antigo navio de passageiros SANTA MARIA, que navegou com as cores da Companhia Colonial de Navegação (CCN), de 1953 a 1973, foi um dos mais importantes navios portugueses do século XX.

Construído na Bélgica, em 1951-53, especialmente para fazer a carreira regular Europa – América do Sul, a par com o seu irmão gémeo VERA CRUZ (1952-1973), o SANTA MARIA foi um navio muito prestigiado, embora a fama atual se tenha ficado a dever muito mais ao incidente político ocorrido em 1961, e conhecido como o "assalto ao SANTA MARIA", do que às caraterísticas e serviços associados a este grande paquete português.

Ao contrário do que é voz corrente, a existência do SANTA MARIA não resultou do famoso programa de renovação da frota mercante nacional após a segunda guerra mundial, conhecido como "Despacho 100", tendo sido construído, por iniciativa independente da CCN, para consolidação da linha da América do Sul. Este serviço tinha sido iniciado em 1940, pela Colonial, como linha do Brasil, ligando Lisboa e Funchal ao Rio de Janeiro e Santos, com escalas em São Vicente de Cabo Verde, Recife e São Salvador, nela se tendo destacado o paquete SERPA PINTO, conhecido como o “Navio da Saudade” nos portos brasileiros.

O SERPA PINTO fora comprado em 1940 à Jugoslávia e era o antigo navio de passageiros inglês EBRO, construído em 1915 para a Mala Real Inglesa. Foi uma compra especialmente oportuna, com a guerra a alastrar rapidamente, e serviu a marinha mercante portuguesa até 1955.

Em 1953, o SANTA MARIA era o orgulho da indústria naval da Bélgica, tendo sido visitado pelo rei Balduino I, no estaleiro Cockerill, antes de ser entregue oficialmente à Companhia Colonial, a 20 de Outubro de 1953.

O navio havia sido encomendado em Abril de 1951 à Société Anonyme John Cockerill. Foi construído em Hoboken, Antuérpia. A quilha foi assente a 2 de Junho de 1951, minutos depois de o VERA CRUZ ser lançado à água. A 20 de Setembro de 1952 o SANTA MARIA foi lançado à água pelas 17h30; o cónego Moreira das Neves abençoou o navio, do qual foi madrinha Dª. Maria Amália Costa Leite (Lumbrales), mulher do ministro da Presidência.

O SANTA MARIA subiu o Tejo pela primeira vez a 25 de Outubro de 1953, comandado por Mário Simões da Maia. O navio foi visitado pelo ministro da Marinha à chegada a Lisboa, e pelo presidente da República, Craveiro Lopes, a 10 de Novembro, dois dias antes da largada na viagem inaugural, para Funchal, Salvador, Rio de Janeiro, Santos, Montevideu e Buenos Aires, transportando o ministro Américo Tomás em visita oficial ao Brasil, Uruguai e Argentina.

A 22 de Janeiro de 1961 o SANTA MARIA foi assaltado no mar, por 24 indivíduos portugueses e espanhóis, embarcados em La Guaira e Curaçau, dirigidos por Henrique Galvão e Jorge Sottomaior. O navio passou a notícia de destaque nos jornais de todo o mundo e acabou por arribar ao Recife a 2 de Fevereiro, e ser devolvido à CCN a 5, tendo regressado a Lisboa a 16 de Fevereiro. O assalto causou à CCN 16 mil contos de prejuízos, a vida do 3.º piloto João José do Nascimento Costa e a saúde depauperada do piloto João Lopes de Sousa, que ficou conhecido por "Sousa dos tiros".

Durante os seus 19 anos de navegações, o SANTA MARIA completou 192 viagens, das quais 14 à América do Sul, 176 à América Central, 1 a Angola, e 1 para a ilha Formosa, com passagem por Angola e Moçambique, na viagem de entrega para ser desmantelado. Fez também 11 cruzeiros, à Madeira, Mediterrâneo, Norte da Europa e nas Caraíbas. Transportou 373.372 passageiros e 57.008 toneladas de carga, tendo gerado 1.895.932 contos em passagens e 98.733 contos em fretes.

O SANTA MARIA era um belíssimo navio de passageiros, moderno e bem adaptado às necessidades da carreira do Brasil na década de 1950. Em paralelo com os 800 emigrantes na terceira, a primeira classe transportava 156 passageiros em instalações de luxo, havendo ainda a bordo a segunda classe, com alojamentos confortáveis para 232 passageiros. Com a arqueação bruta de 20.906 toneladas Moorson, 185 m de comprimento máximo e 23 m de boca, o SANTA MARIA estava equipado com turbinas a vapor, com 20.000 cavalos SHP, navegando a 20 nós, para o que consumia 140 toneladas de nafta por dia. Custo: 692 milhões de Francos Belgas, cerca de 511.236.000$00. Podia ter sido modernizado e adaptado para cruzeiros, mas tal não aconteceu.

(Artigo publicado originalmente no jornal O ILHAVENSE, em 2021. Fotografia do SANTA MARIA a navegar no rio Escalda, rumo a Antuérpia após provas de mar, em Outubro de 1953.)

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Monday, June 21, 2021

Navio de carga e passageiros LOBITO de 1959


Acabei de escrever a história de mais um navio mercante português, destinada a ser publicada na próxima edição da REVISTA de MARINHA, dedicado ao cargueiro LOBITO, da Companhia Colonial de Navegação. 
O segundo navio com este nome a integrar a frota da Colonial, o LOBITO (II) de 1959, que depois em 1984 passou para a CTM, navegou até Maio de 1982, mudou o nome para INDEPENDÊNCIA em 1984, foi comprado pela Portline em 1985 e desmantelado em Alhos Vedros.
Com este artigo, são já 70 as histórias de navios portugueses publicadas na REVISTA DE MARINHA, numa série iniciada com os 56 navios do Despacho 100 e continuada entretanto com outros navios extra-D100 ou substitutos de navios D100 perdidos quase novos, caso do VILA DO PORTO e ARNEL, substituídos pelo AÇORES e PONTA DELGADA, respetivamente.
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Tuesday, March 09, 2021

Navio de cruzeiros português VASCO DA GAMA a entrar em Setúbal



Navio de cruzeiros português VASCO DA GAMA a entrar a barra do Sado no passado dia 3 de Março deste ano, de regresso ao estaleiro da Lisnave na Mitrena, onde está a ser modernizado, após compra, em Outubro, pelo armador Mário Ferreira.
Portugal nunca teve um navio de passageiros com tonelagem tão elevada - cerca de 55.000 GT. O VASCO DA GAMA não é propriamente novo, mas é belíssimo e de uma dimensão "de rosto humano" com capacidade para 1000 passageiros, que o torna apetecido para passageiros exigentes que não se queiram sujeitar a partilhar a viagem marítima com mais uns milhares de almas a bordo. O navio deverá operar este ano nos mercados europeus, com destaque para o mercado alemão, mas aberto ao mercado português que merece um navio desta categoria.
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