Monday, February 23, 2026

Paquete CARVALHO ARAÚJO no Funchal


























Paquete português CARVALHO ARAÚJO a atracar no Funchal, na manhã de 27 de fevereiro de 1967, em viagem de Lisboa para os Açores. Fotografia de Rui Teixeira da Costa, podendo-se observar ao fundo o navio de passageiros sueco PRINS HAMLET, a chegar de Las Palmas, em cruzeiro. O CARVALHO ARAÚJO fez a carreira das Ilhas de 1930 a 1970.
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Recordando o n/m BELAS, da Sociedade Geral


























A Sociedade Geral mandou construir vinte navios para renovação e expansão da sua frota após a Segunda Guerra Mundial, incluindo dez grandes cargueiros encomendados em Sunderland, dos quais seis da classe A (ALCOBAÇA, ALENQUER, ALMEIRIM, AMBRIZETE, ANDULO e ARRAIOLOS), de 9000 TDW, e quatro da classe B (BELAS, BORBA, BRAGA e BRAGANÇA), de 7000 TDW, todos entrados ao serviço em 1948 e 1949.
O AMBRIZETE e o ANDULO foram destinados desde o início para uma carreira mensal para Angola. Mais tarde, os gémeos da classe B operaram na linha Norte da Europa - Matadi - Angola, inaugurada em 1954. O ANDULO afundou-se em 1965 ao largo Cabo de São Vicente, após abalroamento, e o BRAGA incendiou-se e perdeu-se em 1977, já integrado na frota da Companhia Nacional. O BELAS foi o último da classe B a ser vendido, a interesses gregos, também em 1977.
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Saturday, February 21, 2026

RMS OLYMPIC (1911-1935)


                                                                                            

Aspeto do navio de passageiros inglês RMS OLYMPIC, da companhia White Star Line, o primeiro,  de três navios idênticos construídos em Belfast, OLYMPIC, TITANIC e BRITANNIC.
O OLYMPIC entrou ao serviço em 1911 e navegou durante 24 anos, tendo sido vendido para a sucata em 1935. 
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N/M FUNCHALENSE 5



Navio de carga FUNCHALENSE 5, da GS Lines, entrando em Lisboa, carregado, para fazer bancas, procedente de Leixões e com destino a Ponta Delgada, Açores, fotografado a 17 de fevereiro de 2026. Curioso o "contentor / casa" estivado junto à segunda grua. 
O FUNCHALENSE 5 apresenta um nome tradicional utilizado em navios da marinha mercante portuguesa, mais propriamente da Empresa de Navegação Madeirense e do Grupo Sousa, desde 1927. As histórias de todos estes navios estão disponíveis no meu livro Empresa de Navegação Madeirense 1907-2007, que recomendo, e foi um dos livros que mais gostei de fazer, talvez pela minha ligação à Madeira e aos bananeiros MADEIRENSE de 1962 e FUNCHALENSE de 1968, verdadeiros "iates" de carga e passageiros. Nos meus tempos de criança e jovem, ir ver o MADEIRENSE sair da doca de Alcântara aos sábados de manhã, ou no dia seguinte, assistir à chegada do outro navio da empresa, o FUNCHALENSE, era simplesmente delicioso. Estes navios operavam em paralelo com duas unidades da Empresa Insulana, os gémeos GORGULHO e MADALENA, um pouco maiores e também com alojamentos para 12 passageiros. Realidades de outros tempos.
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Friday, February 13, 2026

Da Rocha a Alcântara a partir do estaleiro a 3 de abril de 1972























A minha paixão de sempre por navios e ambientes marítimos, leva-me a aprofundar o saber pelas formas mais diversas. Uma das atividades prediletas é datar fotografias, investigando os navios presentes em determinada imagem, começando pela identificação destes e cruzando as informações diversas a que tenha acesso. 
Esta fotografia foi tirada a 3 de abril de 1972, de cima de um dos guindastes do estaleiro da Rocha, então gerido pela Lisnave. Mostra em primeiro plano o navio de carga geral francês VAUCLUSE, da companhia Messageries Maritimes, em processo de alongamento do casco (jumboizing), com uma nova secção de 18,1 metros, acrescentando ao navio um porão preparado para transportar 44 contentores de 20 pés. A Lisnave fez inúmeras reconversões de navios deste tipo, no caso do VAUCLUSE, a reparação decorreu na Rocha, de 23 de março a 26 de abril de 1972, tendo a secção do casco sido construída previamente. 
À roda do VAUCLUSE sobressaem o porto de Lisboa, da Rocha a Alcântara e a doca do mesmo nome. Da esquerda para a direita, vê-se quase escondido antes do edifício da Gare Marítima da Rocha, o paquete norueguês BLACK PRINCE, numa das suas escalas quinzenais, em cruzeiro procedente de Roterdão, e com destino à Madeira e Canárias. Com a proa "junto" ao pilar norte da ponte, destaca-se o paquete INFANTE DOM HENRIQUE, junto aos edifícios e cais privativos da Companhia Colonial, observando-se junto à Gare de Alcântara, os paquetes ingleses BRASIL STAR e ORSOVA, o primeiro numa das suas derradeiras viagens, vindo de Londres, rumo à América do Sul, o segundo procedente da Austrália, para Southampton. Foram ambos para a sucata, na Formosa, em 1972 e 1973. 
Dentro da doca de Alcântara, consigo identificar o paquete FUNCHAL, em preparativos para a viagem presidencial ao Brasil, que este navio efetuou de 10 de abril a 10 de maio de 1972. Pela popa do FUNCHAL está o MADEIRENSE de 1962, que mal se vê, e ao fundo, junto ao topo poente da doca, estão atracados os cargueiros SETE CIDADES, da Empresa Insulana, e CABO VERDE, da Companhia Nacional. Junto à ponte giratória da Rocha, podem observar-se os rebocadores SERRA DE SINTRA e CABO DE SINES, atracados de braço dado. 
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Thursday, February 12, 2026

Alguém se lembra do DRAGON em Lisboa?























Na década de 1960 do século passado, deu-se na Europa um grande desenvolvimento associado aos navios de passageiros e carga rodada, vulgo Passenger Car Ferries, que alargaram a sua esfera de ação para viagens de distância média, ligadas a mercados turísticos, o que colocou o Porto de Lisboa na rota deste tipo de navios entre 1966 e 1975.
O Porto de Lisboa criou condições para receber estes navios, com a instalação, junto à Gare Marítima de Alcântara de uma ponte-cais para ferries então conhecida como terminal Car-Ferry
O primeiro cruise ferry a vir a Lisboa com regularidade, de junho a novembro de 1966, foi o navio norueguês SUNWARD, do armador Kloster, construído expressamente para ligar Southampton a Lisboa e Gibraltar. Este navio foi reposicionado em Miami em dezembro de 1966, dando início à operação da Norwegian Caribbean Lines, atual NCL, e ao crescimento continuado do mercado de cruzeiros nos Estados Unidos. 
A Normandy Ferries aproveitou a vaga deixada pelo SUNWARD e iniciou, em 1968, uma carreira entre Southampton, Lisboa e Casablanca, com o navio LEOPARD, de bandeira francesa, acabado de construir em Nantes, com o qual alternou séries de viagens com o seu irmão inglês DRAGON. O sucesso foi significativo, levando à introdução, em 1971, de um navio maior, o EAGLE, que se tornou uma presença frequente e muito apreciada em Lisboa, até ser vendido, de forma inesperada, em outubro de 1975, aos franceses da companhia Paquet.
Por volta de 1970, o armador português Sociedade Geral considerou a compra de um navio deste tipo para uma carreira Amesterdão - Lisboa, que não se chegou a concretizar apesar de se ter feito aprovar legislação de enquadramento turístico para o projeto.
Fotografia do DRAGON em Southampton, vendo-se à esquerda, a proa de um dos cruise ferries da Swedish Lloyd utilizados igualmente com sucesso numa linha Southampton - Bilbao, o PATRICIA ou o HISPANIA.
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Tuesday, February 10, 2026

Paquetes da carreira de África: o RMS "EDINBURGH CASTLE" (1948-1976)


























Fotografia do final da década de 1960, do "Royal Mail Steamer" EDINBURGH CASTLE de 1948, a largar de Cape Town, num quadro pictórico de uma beleza inexcedível: a forma elegantíssima do casco com 228 metros de comprimento, de que se destaca a popa de cruzador, no melhor estilo dos grandes paquetes construídos em Belfast no famoso estaleiro Harland and Wolff; a pintura do casco com cor alfazema, a chaminé vermelha com tope preto envolta em fumo negro denso - de quando os navios fumavam com descontração - e a bandeira azul à popa, "the Blue Ensign" alusiva ao facto de o comandante do navio ser oficial da reserva naval de Sua Majestade a Rainha.
O EDINBURGH CASTLE foi lançado à água a 16 de outubro de 1947 e entregue à Union-Castle Line em novembro do ano seguinte, como substituto de tonelagem afundada durante a Segunda Guerra Mundial. O navio fez a carreira regular entre Southampton e os portos principais da África do Sul de dezembro de 1948 até 1976, quando foi vendido para desmantelar na Formosa. 
Com 28 705 toneladas de arqueação bruta e lotação para 755 passageiros e 400 tripulantes, o EDINBURGH CASTLE estava equipado, com turbinas a vapor que desenvolviam a potência de 35 000 SHP, 2 hélices e tinha a velocidade de cruzeiro de 22 nós. Além de passageiros, o navio transportava correio e carga em grande quantidade. 
A travessia de Southampton para Cape Town demorava 11 dias e incluía escalas no Funchal ou em Las Palmas, portos onde os paquetes da companhia Union-Castle eram conhecidos como "os navios do Cabo". Na Madeira dizia-se que se podiam acertar os relógios com a chegada destes navios, tal o rigor com que se cumpriam os horários.
Ao fim de 125 anos, a carreira postal da Union-Castle terminou em 1977, com a venda dos últimos paquetes e navios-correio, vítimas do chamado progresso, o aumento dos custos de exploração, nomeadamente o combustível, a concorrência das linhas aéreas, equipadas com aviões Boeing 747, e o início da contentorização - foi o final de uma época que deixou saudades.
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Paquetes da carreira de África: o CITY OF DURBAN (1954-1971)

























Entre os navios de passageiros britânicos operados nas linhas Europa - África depois da Segunda Guerra Mundial, destacaram-se quatro paquetes mistos da companhia Ellerman, de Londres, construídos em Newcastle, pelo estaleiro Vickers-Armstrongs (construções 120 a 123): CITY OF PORT ELIZABETH, CITY OF EXETER, CITY OF YORK e CITY OF DURBAN, e introduzidos na carreira Londres - África do Sul - Moçambique em 1953 e 1954. 
Eram navios muito bonitos, com 165 metros de comprimento, arqueação bruta de 13 300 toneladas, porte bruto de 11 400 toneladas, velocidade de serviço de 16 nós, equipados com motores Doxford e 2 hélices. Transportavam 107 passageiros de primeira classe, que dispunham de alojamentos e espaços públicos de grande qualidade. 
Estes navios ligaram Londres aos portos sul-africanos e ainda a Lourenço Marques e Beira, em viagens regulares, até serem vendidos em 1971 ao armador grego M. Karageorgis.
A fotografia mostra o CITY OF DURBAN a entrar em Cape Town em 1970, sendo visíveis a elegância do navio e o cuidado com que se mantinha a apresentação, sempre bem pintado.
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