Wednesday, November 18, 2009

Bacalhoeiro JOSÉ CAÇÃO 2002-05-14

O JOSÉ CAÇÃO foi o último bacalhoeiro da Figueira da Foz. Construído na Holanda em 1949-50 com o nome SOTO MAIOR, passou a chamar-se JOSÉ CAÇÃO em 1974. Com o declínio das pescas portuguesas após adesão à União Europeia, houve uma tentativa de transformar este navio em museu, mas sem o apoio da Câmara da Figueira presidida por Santana Lopes, o navio acabou por ser demolido em 2002-2003. Fotografia tirada a 14 de Maio de 2002 na Murraceira, Figueira da Foz.
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5 comments:

Antonio said...

Um navio sem grandes características que o diferenciassem a ponto de ter interesse como museu.
Seria um elefante branco a dar despesa e por esta altura seria práticamente um traste abandonado.
Foi melhor assim.

André said...

Ainda embarquei nesse navio numa viagem ao bacalhau (Canadá) em 1995. Embora na altura fosse marinheiro pescador, embarquei como técnico de amostras, pelo então INIP (Instituto de Investigação das Pescas)

j.rico said...

quero lembrar o sr. antonio que este navio foi o ultimo,dos poucos navios bacalhoeiros registados em portugal,com redes de emalhar,so por isso as suas caracteristicas se deferenciam dos navios de arrasto e dos de pesca a linha.

Anonymous said...

Nós somos mesmo um pais pobre por natureza...como é possível fazerem comentários sobre o último bacalhoeiro da Figueira como um possível elefante branco...devíamos pressionar as grandes empresas que têm lucros fabulosos,as fundações que desperdiçam meios em coisas sem interesse, as Camaras Municipaisque fazem rotundas a mais a investirem na peservação destas relíquias da nossa história.O Gil Eanes está em Viana como museu e pousada da juventude e é um polo de atração para a cidade.Também o podia ser o "José Cação" que talvez não saibam foi o primeiro navio português a ter um hélice lateral propulsor á proa que ajudava na manobra de aproximação e recolher das redes.
Grandes viagens que nunca mais me esquecem.Terra Nova, Gronelandia,Flemish Cap no verão,no inverno,com campos de gelo,com grandes icebergs,com bom tempo,com tempestades,com sol, mas a maior parte do tempo com nevoeiro.
Grandes companheiros e amigos que encontrei e preservei para o resto da vida.Entrei pela 1ºvez com 19 e saí com 41 anos já como formador dos últimos Capitães que governaram tão saudosa nau.
Ficam as fotos,filmes,recordações e amizades

Zé Coimbra

Camilo Soares said...

Comungo da mesma opinião do Sr. Zé Coimbra (Penso,que é a mesma pessoa do digníssimo Capitão José Coimbra Duarte)que capitaneou este belo navio,coadjuvado pelo seu Imediato o não menos ilustre e amigo Sr. Mário José Senos Vidal,durante uns bons anos,para eles um grande abraço.Fiz a minha.Fiz a minha primeira viagem como enfermeiro em 1977/78/79.
Aprendi e conheci a vida bastante rude do mar,momentos de alegria e tristeza, a vida desses grandes pescadores é assim,quem nunca lá andou não se atreva a fazer comentários de um elefante branco.Saudades deste navio com tripulações que mais parecia uma só família,ainda hoje penso,porque é que todos tripulantes gostavam de andar naquele navio,trazendo o navio de volta carregado de bacalhau.Tal como o navio/museu "Santo André"aqui da praça de Aveiro,tem muita história para contar e promove o turismo, Porque somos um país virado para o mar,faria todo o sentido que noutro grande porto,caso da Murraceira Figueira da Foz este raro exemplar,também fica-se para contar a sua história. Que eu saiba também os museus do tempo dos Afonsinos,esses sim dão muita despesa e conservação, talvez eu venha a compreender que o Cowboy do então presidente da Câmara
Sr.Santana Lopes, goste mais de modernos barcos de recreio para passear.Como dizia o nosso capitão José Coimbra, saudades da Terra Nova,Gronelândia,Flemis Cap.a bordo desta nau.

Camilo Soares
2015.04.28