Friday, April 13, 2012

O MAR COMO DESÍGNIO NACIONAL

Estive ontem no auditório do ex-IPTM num pequeno enclave nos terrenos da Escola Náutica de Paço de Arcos a assistir a uma conferência cujas conclusões são as de sempre: o Marquês de Pombal tinhas razão ao dizer alegadamente "haver gente para tudo, até para andar no mar". 
No tempo da outra senhora, a Dona Maria I, viram-se livres do autoritário Marquês, para muitos um tiranete iluminado, mas dos actuais tiranetes pardos parece não nos livrarmos. Nem o consórcio de credores internacionais nos salva de tanta mediocridade instalada. Acabei por sair antes de terminada a sessão, já suficientemente irritado. Parece que perdi uma peixeirada de última hora com a deputada Ana Paula Vitorino, antiga Secretária de Estado dos Transportes e um Oficial de Marinha Mercante. Que ainda os há, e acrescento, de tudo o que me foi dado ouvir, gostei especialmente das intervenções do Sr. Cte. José António Vicente, um distinto oficial da nossa Marinha Mercante e persistente Armador...
O resto foi para esquecer, uma feira de vaidades menores, elogios mútuos e a presença de conselheiros Acácios em bicos dos pés para terem protagonismos. Somos um caso perdido, o que ainda se preserva de digno em relação ao Mar Português é a Marinha de Guerra, instituição que pelas suas tradições profundas tem sido muito difícil de liquidar. "O Mar como Desígnio Nacional"? Não me façam rir que os tempos vão difíceis.
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